- Bahia Notícias
- 18 Jul 2016
- 08:09h
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Quatro pessoas ligadas ao terrorismo internacional tentaram se credenciar para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A informação foi confirmada pelo Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), órgão do governo federal que faz o monitoramento dos pedidos de credenciamento, em reportagem do Fantástico deste domingo (17). Outras 36 pessoas que fizeram a solicitação estão com alertas emitidos por agências de outros países. Todas tiveram as credenciais negadas e estão sendo acompanhadas por serviços internacionais de inteligência. Os nomes, nacionalidades e acusações dos solicitantes estão sob sigilo. Também foram identificados pedidos de credenciamento de 61 brasileiros com mandados de prisão. De acordo com o programa dominical, a Olimpíada do Rio já conta com 460 mil pedidos, ante 350 mil pedidos da Copa do Mundo no Brasil. O Ciant recomendou ao Comitê Rio-2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pesssoas. "Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional. Os países que fazem parte do Ciant são Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Argentina, Bélgica e Paraguai", contou Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador Nacional de Segurança dos Jogos Rio 2016.
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforçará a inspeção de passageiros e bagagens para voos domésticos em todos os aeroportos brasileiros a partir da próxima segunda-feira (18). De acordo com anúncio feito pela entidade nesta sexta-feira (15), a medida tem com objetivo padronizar o embarque às práticas recomendadas internacionalmente. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a Anac declarou que os procedimentos não têm qualquer relação com a aproximação das Olimpíadas do Rio, que acontecem em menos de um mês. Ainda de acordo com a publicação, as empresas do setor aéreo acreditam que as novas regras deverão causar lentidão e filas no embarque para os voos.
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O mosquito Aedes aegypti tem sido apontado como o principal vetor do Zika. Ainda assim, o Zika pode ter também outros vetores, como o mosquito Culex quinquefasciatus, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca, alertou Constância Flávia Junqueira Ayres Lopes, pesquisadora do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) da Fiocruz em Recife. "Há sérias dúvidas se o Aedes aegypti é um vetor exclusivo do vírus Zika", afirmou em uma mesa redonda durante a 68ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu na última semana. "Em ambientes silvestres várias espécies de Aedes estão implicadas no processo de transmissão. Por que em ambientes urbanos somente uma espécie estaria envolvida?", questionou, segundo a Agência Fapesp. De acordo com a pesquisadora, o mosquito Aedes aegypti começou a ser incriminado como vetor do vírus Zika em1947, quando foi encontrado em uma floresta com nome homônimo em Uganda, na África, por pesquisadores financiados pelo Instituto Rockefeller, dos Estados Unidos. Desde então, diversos outros isolamentos do vírus foram feitos a partir de diferentes espécies de Aedes. Nas epidemias mais recentes do vírus Zika, como em 2007, na Micronésia, na região do Pacífico, quando cerca de 70% da população da ilha de Yap, com população de 7,3 mil pessoas, foi infectada, não foi encontrado nenhum pool de Aedes aegypti, afirmou a pesquisadora.
"Na verdade, há pouquíssimos mosquitos Aedes aegypti na Micronésia. Há outras espécies de Aedes na região, mas o Aedes aegypti é muito raro na maioria das ilhas e completamente ausente nas ilhas onde houve uma grande ocorrência de casos de infecção pelo Zika vírus", disse. Quando ocorreu a epidemia, Lopes entrou em contato com pesquisadores da região a fim de saber qual era a espécie de mosquito mais abundante por lá. A resposta dos pesquisadores foi o Culex quinquefasciatus, que não tinha sido investigado como um vetor do Zika. "A questão é que todo mundo que estudou a circulação do vírus Zika antes só olhou para as espécies de Aedes. Como esses mosquitos já são conhecidos como vetores de dengue, chikungunya e febre amarela, por que não seriam também do Zika?". Ensaios realizados por pesquisadores, em que foram infectados, em laboratório, mosquitos Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti com Zika para comparar suas capacidades de transmitir o vírus, indicaram que o desempenho das duas espécies é muito semelhante. "Como o Culex quinquefasciatus é mais abundante no ambiente urbano do que o Aedes aegypti, queremos saber agora qual tem maior importância no papel de transmissão do vírus Zika", contou Lopes. Os resultados dos estudos realizados pelos pesquisadores da Fiocruz foram apresentados à OMS, que recomendou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que outras espécies de mosquitos – principalmente o Culex quinquefasciatus – fossem investigados em regiões com casos registrados de infecção por vírus Zika no mundo.
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Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, descobriram que uma substância derivada da romã tem propriedades potenciais de antienvelhecimento. Resultados de testes com camundongos mostraram um aumento médio de 42% na resistência dos animais para correr após a aplicação da substância urolithin A. "Acreditamos que nossa pesquisa, descobrindo os benefícios de saúde de urolithin A, é uma promessa para reverter o envelhecimento muscular", afirmou Patrick Aebischer, presidente EPFL e co-fundador da Amazentis. Segundo o jornal O Globo, a equipe trabalha em parceria com a empresa de biotecnologia Amazentis para desenvolvimento de um suplemento nutricional que pode aumentar a força muscular e resistência durante o envelhecimento. "É uma substância completamente natural, e seu efeito é poderoso e mensurável", disse Aebischer. O primeiro estudo clínico com humanos deve ter seus resultados apresentados em 2017.
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Um em cada cinco brasileiros (19%) adultos que vivem nas capitais brasileiras consomem refrigerante ou sucos artificiais todos os dias, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7). Refrigerante é o sexto produto alimentício mais consumido por crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, atrás de arroz, feijão, pão, suco e carnes. Na lista dos 20 produtos mais consumidos por essa parcela da população, as frutas sequer aparecem. Segundo o ministério, somente 37,6% da população adulta das 27 capitais relataram consumir frutas e hortaliças regularmente – um aumento de 29,9% em comparação com 2010. Carnes com excesso de gordura são frequentemente consumidas por 31,1% da população. Os dados apresentados pelo ministério são parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, que entrevistou jovens de 124 municípios, e da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que entrevistou 54 mil adultos por telefone nas capitais brasileiras.
O estudo aponta que o feijão é parte da rotina diária de 64,8% dos brasileiros. Doces são consumidos quase todos os dias por 20% da população. Segundo a pesquisa, 15,5% dos brasileiros substituem o almoço ou jantar por lanches. O ministério identificou que 56,6% dos jovens fazem as refeições em frente à televisão e 73,5% desse público passam mais de duas horas por dia em frente à tela do PC ou do videogame. Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Michele Lessa, a situação cria impacto para a rotina dos adolescentes, que acabam não prestando atenção ao que comem. Outro dado que a especialista apontou é o fato de que pouco mais da metade (51,8%) dos jovens bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos. “A gente observa que a água é substituída por suco, que é tão prejudicial quanto o refrigerante”, disse. Ela também considerou preocupante o fato de que os adolescentes estejam se tornando cada vez mais dependentes de produtos industrializados. O motivo é a falta de conhecimento dos jovens em preparar a própria comida. Para o nutricionista Clayton Camargos, a prática é mais saudável. “A vantagem [de preparar a comida em casa] é se alimentar direito e na hora certa, é poder fazer escolhas mais conscientes e mais saudáveis. Preparar a própria comida permite ainda fazer uma análise melhor dos produtos e consequentemente selecionar e optar por aqueles que têm menor quantidade de sódio e açúcar.”
Desafio
O estudo mostrou ainda que um em cada quatro adolescentes sofre de problemas com a balança – 17,1% têm sobrepeso e 8,4% são obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país. Entre adultos, 53,9% estão acima do peso e 18,9%, obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país. A rede pública de saúde brasileira gasta mais de R$ 233 milhões com cirurgias bariátricas por ano, segundo o ministério. O dinheiro é equivalente ao gasto com a construção de 30 unidades de pronto atendimento e 60 unidades básicas de saúde, segundo o ministério. O gasto em tratamentos contra obesidade no SUS é de R$ 458 milhões. Só o gasto por atendimento de jovens com diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e cirurgia bariátrica chega a R$ 126,4 milhões.
Decisão interna
Também nesta quinta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou uma portaria proibindo a compra de alimentos não saudáveis com recursos do ministério. Ficam proibidos produtos como refrigerantes e salgadinhos em “coffee breaks” da pasta ou até mesmo na lanchonete. A intenção do ministro é estender a regra a outros órgãos do Executivo. O ministro disse considerar que regra sobre publicidade de guloseimas pode ser “aprimorada”. Ao lembrar que já existem definições sobre propagandas desse tipo de produto para o público infantil, ele declarou que há espaço para mudança na situação atual.
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O fato de as mulheres ainda receberem salários menores que os dos homens não é novidade - o estudo mais recente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) indica que a diferença, em um mesmo cargo, chega a 30%. Mais alarmante ainda é o relatório realizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), que afirma que a paridade entre os valores vai demorar pelo menos 70 anos para ser alcançada.Pensando nisso, o site de relacionamento MeuPatrocinio.com fez uma pesquisa com 2.591 pessoas, entre as 28 mil mulheres e oito mil homens cadastrados, para descobrir quanto gastam com beleza e cuidados do corpo.Enquanto os homens usam menos de R$ 350 (o equivalente a 0,7% da média de salário dos entrevistados), a maioria das mulheres desembolsa, em média, R$ 1.480 (54% do salário).
Necessidades iguais, salários menores, gastos maiores
O Departamento de Assuntos de Consumo dos Estados Unidos, inclusive, fez um levantamento no início deste ano que comprova a situação: em uma comparação de 800 produtos de igual efeito, mas com versões masculinas e femininas, os itens voltados às mulheres custam de 4% a 13% a mais. É nesse sentido que o presidente interino Michel Temer levanta a questão da redução da idade mínima de aposentadoria para as mulheres. “A mulher, além de trabalhar fora, ainda faz o trabalho interno na sua casa, é mãe e às vezes cuida dos irmãos”, disse em uma entrevista em que defendia certas diferenças que as mulheres merecem. Só para se ter uma ideia, um corte de cabelo pode variar de R$ 200 a R$ 500, bem como outros tratamentos que giram em torno de R$ 500 à R$ 1.500. Um dos serviços mais requisitados e considerado mais importante, porém, é a depilação – em média, R$ 300 por mês. Outro dado interessante é que, entre as mulheres do site que participaram do estudo, 82% responderam que compram uma roupa nova para cada encontro que venham a ter. “Os homens estão cada vez mais exigentes. Roupa nova aumenta a autoestima e confiança de qualquer mulher”, explicou a Sugar Baby Andrea Beltrão. A pesquisa contou com 15 perguntas sobre cinco temas diferentes, incluindo situação profissional, hábitos de compra e tratamentos estéticos. A conclusão é de que, enquanto recebem menos que os homens, as mulheres gastam, pelo menos, quatro vezes mais por mês.

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Com a chegada do mês de julho e das férias escolares, as crianças e os adolescentes tendem a acessar mais a internet, através de seus computadores, tablets e celulares. Com uma série de dicas e cuidados, a Polícia Federal lançou um material em que alerta para que os pais redobrem a segurança com seus filhos e tenham atenção com relação aos perigos e crimes de ataques de cibercriminosos e pedófilos na internet. De acordo com a PF, os pais devem ter um conhecimento básico de internet e computação, principalmente sobre as redes sociais. No manual, o órgão alerta que os pais não precisam ser usuários assíduos ou experts das redes sociais, mas conhecê-las para entender como funciona. Além disso, os responsáveis pelos filhos também devem supervisionar o acesso à internet de forma discreta, fugindo de proibições. Para a PF, também é importante o alerta de não colocar informação pessoais na web como números de documentos, endereço residencial ou da escola, nome dos pais, foto da frente de sua residência, foto do carro com a placa exposta, da fachada do colégio, fotos com amigos e não adicionar quem não se conhece.
"Cabe aos pais alertar sobre a presença de perfis falsos, pedófilos e grupos com conteúdo inadequado nas redes sociais, mantendo apenas na lista de contatos apenas as pessoas que conhece fora do ambiente virtual, como os parentes, colegas de escolas e do condomínio", informa o manual da polícia. Para as crianças e os adolescentes que são fãs de jogos online, a PF também informa que cuidados devem ser tomados. O órgão federal informou que é possível cometer inúmeros crimes através dos jogos online, tais como: clonagem de cartões de crédito, pedofilia, falsificação de documentos, difamação, calúnias e até assassinatos pelo fornecimento de informações pessoais e fotos em conteúdo íntimo. Para quem for vítima de crimes na internet, a denúncia deve ser feita à Polícia através do número 100, www.dpf.gov.br, ewww.safernet.org.br onde você pode baixar material didático sobre vários temas. Cartilhas de segurança também podem ser baixadas através da Organização Não Governamental-Safernet que possui uma parceria com a PF.
Balanço - Em Pernambuco nos anos de 2013 e 2014, a Polícia Federal deflagrou onze operações, efetuou sete prisões em flagrante, cumpriu 42 Mandados de Busca e Apreensão e instaurou 76 inquéritos policiais. Em 2015 já foram feitas quatro Operações de combate a pronografia infantil, 14 Mandados de Busca e Apreensão foram cumpridos, 12 endereços fiscalizados e três suspeitos autuados em flagrante. A PF informou que 21 suspeitos ainda estão sendo investigados e 24 cidades de PE foram detectadas com registro de pornografia infantil. Nas estatísticas divulgadas pela PF, só em 2016 já foram feitas três operações de combate a pornografia infantil, cinco Mandados de Busca e Apreensão foram cumpridos, quatro endereços fiscalizados e três suspeitos estão sendo investigados.
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Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades. As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana. Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia. No "Caderno Temático: Populações Indígenas", o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.
O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%). Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.
'Retomadas'
Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais. Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas "retomadas", quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente. Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas. Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo. Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação. O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu). O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades. Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%). A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20. Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o "Atlas Nacional do Brasil Milton Santos".
Cultura indígena
O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil. Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que "o indígena ainda é aquele de 1500". Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho. "Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995." Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano. "Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?" Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade. "Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada."
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Com a modernidade, os meios de comunicação evoluíram e, hoje, raramente encontra-se alguém que não possua um smartphone e, com ele, também vieram os aplicativos interativos e o tão aclamado WhatsApp. Paralela à evolução tecnológica, as empresas também mudaram a postura frente a seus colaboradores, que passam agora a ter mais liberdade. Claro, exigem que essa liberdade seja com maturidade e permitem que o trabalhador tenha maior flexibilidade no ambiente organizacional, desde que cumpra com suas metas e prazos de entrega. “Algumas empresas entendem que proibições cansam e diminuem a produtividade. Além de serem, de certa forma, limitadoras, obtendo resultados burocráticos e semcriatividade, ou seja, sem qualidade e inovação”, explica José Roberto Marques, Master Coach Sênior e Presidente do Instituto Brasileiro de Coaching – IBC.
O dilema da produtividade
Ao falar sobre produtividade, voltamos a bater na tecla do grande fenômeno mundial: o WhatsApp. Ele invadiu todos os âmbitos de nossas vidas, incluindo o profissional. Uma pesquisa realizada pela empresa Regus apontou que 95% dos trabalhadores brasileiros utiliza o aplicativo de alguma forma como contribuição positiva em seus trabalhos. Um número que não foi registrado é o uso do WhatsApp para fins pessoais no momento do expediente. Ele pode ser uma excelente ferramenta de trabalho, no entanto, pode ser uma distração quando usado deliberadamente, sendo um ativador da improdutividade nos departamentos e causador de um alto volume de procrastinação. Ele pode até ser utilizado como um momento de descanso após muito tempo de concentração em tarefas e raciocínios específicos. “A problemática é que muitas vezes nos estendemos no tempo, e na quantidade de checadas, impactando diretamente no desenvolvimento das tarefas diárias laborais”, afirma José Roberto.
Utilização do WhatsApp no meio corporativo
Muitas empresas, nos dias de hoje, dependem do aplicativo para comunicar com clientes, realizar vendas, divulgar seus produtos e fazer propagandas. Segundo o portal da Folha de São Paulo, algumas empresas chegaram a diminuir em 70% suas contas telefônicas e contam com um faturamento de até 30% feitas completamente pelo aplicativo. A facilidade e rapidez com que o aplicativo troca mensagens, o baixo custo, a proximidade gerada com o consumidor, dado o fato da grande preferência e até mesmo dependência existente na atualidade pelo número de adeptos, têm levado os pequenos empresários a explorarem o aplicativo das mais criativas formas pra prosperar seus negócios.
Dicas para manter o controle
Não é preciso ser rígido consigo e excluir o aplicativo do seu celular. Existem algumas dicas básicas que podem ser úteis para melhorar o dia a dia e conciliar o trabalho com as checadas ao aplicativo.
-- Não interrompa uma tarefa para checar mensagens pessoais. Isso faz com que você perca toda sua concentração.
-- Estabeleça horários específicos para visualizar as mensagens. Em vez de abri-lo a cada notificação, cheque a cada 2 horas, por exemplo.
-- Caso seu chefe utilize muito este meio para se comunicar com você fora do expediente, vá com calma. Controle a situação para que isso não se torne algo natural e excessivo. Tudo tem sua hora.
-- Não mande mensagens pessoais em grupos profissionais. Não substitua e-mail por WhatsApp. Qualquer mensagem que seja importante, que precise ficar armazenada, deve sempre ser enviada por e-mail.
-- Personalize um toque diferente para as pessoas e grupos profissionais. Assim quando ouvir esse aviso específico saberá que a mensagem possui teor profissional e não irá atrapalhar o andamento do seu expediente.
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Encarar um treino na academia nem sempre é tarefa fácil. Porém, tudo fica mais legal quando se tem uma companhia, concorda? Um estudo da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) acaba de revelar que ter o acompanhamento de um amigo, namorado ou algum parente na hora do treino, ajuda a concluir os treinamentos e até reduzir o estresse. Isso porque a interação social entre os praticantes faz com que um apoie o outro e assim as metas terminam sendo atingidas mais naturalmente. E estas conclusões do estudo são realmente percebidas dentro das academias. “A presença de um amigo serve de apoio para que a pessoa se mantenha fiel aos seus objetivos. Além disso, eles podem se ajudar acompanhando a evolução de cada um nos treinos e compartilhando as dificuldades encontradas em cada série realizada”, comenta Mateus Riccio, educador físico e coordenador técnico da Hammer Academia. Além de tudo isso, malhar acompanhado ainda estimula o sentimento de “espírito de equipe”, além de uma saudável competitividade em alguns momentos. “A competitividade, quando encarada de modo saudável, nos ajuda a ultrapassar desafios e estipular novas metas”, complementa o professor. Assim, o exercício se tornou uma das melhores maneiras de unir a família ou amigos que na correria do dia a dia não dispõem de muito tempo para se encontrar. Passando esse tempo dentro da academia junto, podem incentivar uma a outra e ainda matar a saudade.
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A obesidade pode ser mais perigosa para homens do que para mulheres. De acordo com um estudo desenvolvido pelas universidades de Harvard, nos EUA, e das britânicas Oxford e Cambridge, a doença é três vezes mais mortal para pessoas do sexo masculino. Um em cada cinco homens com peso normal morrerão antes de completar 70 anos de idade. O índice aumenta para quase três na população moderadamente obesa, e oito em dez entre os obesos mórbidos. "Descobrimos que os homens obesos têm risco de morte prematura muito maior do que as mulheres obesas", afirmou Emanuele Di Angelantonio, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Cambridge. "Isso é consistente com observações anteriores de que homens obesos têm índices maiores de resistência à insulina, gordura no fígado e risco de diabetes do que as mulheres". Segundo o jornal O Globo, a equipe compilou dados de 10,6 milhões de pessoas que participaram de 239 estudos entre 1970 e 2015, em 32 países diferentes. Foram percebidos riscos maiores de morte prematura para pessoas abaixo do peso ou acima do peso. No caso daqueles com obesidade mórbida, o risco aumentava mais de quatro vezes para homens e 2,7 vezes para mulheres. "A obesidade é a segunda maior causa de morte prematura na Europa, perdendo apenas para o câncer de pulmão", destacou Richard Peto, pesquisador da Universidade de Oxford, que também assina o levantamento.
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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse, nesta sexta-feira (15), que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas "imagina" estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é "cultura do brasileiro" só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto "hábito" estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). "A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade", disse o ministro, na manhã de ontem (15), em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo. Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. "Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi consultado. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos", declarou. "Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde", afirmou. O ministro defendeu que os médicos façam uma investigação mais criteriosa do paciente, antes de solicitar exames ou prescrever remédios.
"O médico tem de apalpar o cliente, fazer anamnese, tem de conversar com a pessoa", acrescentou. Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente. "De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. "O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico", criticou. Já o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão. "O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar [o resultado do exame], mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar", defendeu.
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Estão abertas, até 12 de setembro, as inscrições para o programa Institutional Links, que estabelece conexões e incentiva parcerias entre instituições brasileiras e britânicas e conta com recursos do Newton Fund, uma iniciativa do governo britânico para promover o desenvolvimento social e econômico dos 15 países parceiros, por meio de pesquisa, ciência e da tecnologia. A chamada tem o objetivo de contribuir para a geração de conhecimento, metodologias, protocolos e programas de treinamento para os diversos profissionais em saúde, pesquisadores de diversas disciplinas e para diferentes setores da comunidade, todos envolvidos ou impactados pelo Zika, buscando diminuir os impactos na saúde e sociais deste vírus. Cada proposta deve ter um proponente Brasileiro e outro do Reino Unido e ser submetida conjuntamente no site global do British Council. O tema vírus Zika deverá ser abordado de forma interdisciplinar, envolvendo pesquisa aplicada, com foco central no desenvolvimento de capacidades e para responder ou prevenir os impactos sociais da síndrome congênita do Zika no Brasil. Serão financiadas até 15 propostas, que devem ter duração entre 18 e 24 meses e orçamento máximo de 100 mil libras esterlinas. "Esta parceria pretende dar resposta a uma emergência nacional e de prioridade estratégica no país. A chamada dispõe de mais de 1 milhão de libras esterlinas para gerar conhecimento, soluções e metodologias que atendam vulnerabilidades geradas pelo Zika Vírus no Brasil", afirmou Diana Daste, gerente do Newton Fund no British Council no Brasil. Mais informações podem ser obtidas no site da British Council (clique aqui).
- iBahia
- 16 Jul 2016
- 15:02h
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Homens e mulheres agora passarão a dividir a responsabilidade de evitar uma gravidez indesejada. Segundo a Parsemus Foundation, organização norte-americana que investe na produção do anticoncepcional masculino Vasalgel, o remédio deve chegar ao mercado em 2017. Diferente da pílula, ele não será usado em doses diárias, mas em uma única aplicação que funciona por um longo período. O medicamento em gel não envolve tratamento hormonal e pode ser revertido. A fabricante já está na segunda fase de testes com babuínos e até agora os machos que usaram o produto cruzaram com cerca de 15 fêmeas e, pela segunda vez, não engravidaram nenhuma delas. Agora, é preciso acompanhá-los para garantir que o efeito do Vasalgel será revertido e eles poderão voltar a fertilizar. A Parsemus já realizou testes bem sucedidos com coelhos. A próxima etapa, prevista para o ano que vem, prevê experiências com humanos.
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Acusado de abuso sexual, o técnico da seleção brasileira masculina de ginástica artística, Fernando de Carvalho Lopes, foi afastado da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos do Rio. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o abuso teria ocorrido com um ginasta menor de idade treinado por Carvalho. O coordenador da seleção masculina, Leonardo Finco, em entrevista ao globoesporte.com, alegou que o afastamento foi uma medida cautelar até que tudo seja investigado. “O afastamento é para que tudo possa ser esclarecido em relação às acusações e para proteger o trabalho da equipe. É para que o ambiente possa ficar tranquilo e para que o Fernando possa ver essas suas questões pessoais. Não tenho informações sobre o caso. Então, é para a proteção de todos”, afirmou. O caso corre em segredo de Justiça e Fernando de Carvalho alega desconhecer qualquer denúncia. O treinador afastado também é técnico de Diego Hypólito, titular da seleção. Carvalho também foi afastado do ADC São Bernardo, clube em que trabalha. Atualmente, Diego Hypólito está treinando com Marcos Goto, treinador do campeão olímpico Arthur Zanetti. “A CBG outrossim esclarece que a medida é cautelar para que o profissional possa se dedicar à sua defesa”, resumiu a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), em nota.