- Joana D'Arck | Assessoria Parlamentar
- 15 Ago 2016
- 11:31h
(Foto: Divulgação)
O Estande da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na Feira Literária de Mucugê (Fligê) tem sido bastante visitado, mas atraiu o público maciçamente no sábado (13), quando foram distribuídos livros que falam de figuras da região, como "O chefe Horácio de Matos", de Américo Chagas, "Cascalho", de Herberto Sales, a coletânea “Camillo de Jesus Lima: obra poética”, volumes I e II e "Um Sindicalista na Política Baiana- A trajetória de Paulo Jackson Vilas Boas, além de outros mais de 30 títulos. Estreando em eventos do tipo, a participação do legislativo baiano é uma iniciativa proposta pelo deputado estadual Zé Raimundo e acatada pelo presidente da Alba, deputado Marcelo Nilo. Zé Raimundo fez questão de comparecer no estande da Alba na Praça Coronel Propércio (Calçadão), ao lado de outros dez que foram instalados no local para exposição de 20 editoras e autores independentes.Ele esteve acompanhado do deputado federal Waldenor Pereira, também apoiador da Fligê. A Fligê promove de quinta até este domingo (11 a 14) a realização de conferências, encontros, lançamentos, leituras guiadas, contação de histórias, estandes/editoras, homenagens e apresentações artísticas em diversos espaços da cidade, com entrada gratuita. De acordo com a curadora do evento, professora Ester Figueiredo, o público presente já ultrapassou o esperado, entre 800 a 1mil pessoas.
Foto: Divulgação / PM-BA
O homem que fugiu algemado da delegacia de Itiruçu, no Vale do Jiquiriçá, foi recapturado por policiais militares de Jaguaquara, na mesma região. O acusado fugiu quando ia ser interrogado pela delegada Maria do Socorro Damásio, da delegacia local. Além de algemado, Nelson Souza de Assis Lima Neto estava sem camisa quando evadiu da delegacia. Conforme o Itiruçu On-line, a polícia ainda encontrou um aparelho celular, cartão de crédito, 18 “petecas” de maconha, além da quantia de R$ 380. Após a prisão, Nelson Neto foi encaminhado para o Conjunto Penal de Jequié. Ele responderá por tráfico de drogas. Na semana passada, ele e mais dois outros comparsas foram presos por envolvimento no tráfico de drogas da região.
- Joana D'Arck | Assessoria Parlamentar
- 15 Ago 2016
- 10:11h
(Foto: Divulgação)
Engana-se quem pensa que o fascismo e a intolerância são produzidos apenas por ignorantes e sem cultura, pois eles germinam e florescem cultuados como alta literatura, segundo defendeu o médico e escritor Eduardo Ledo, em sua abordagem no Encontro "Leitura, vida e liberdade", neste domingo (14), no Centro Cultural Mucugê, último dia da 1ª Feira Literária de Mucugê (Fligê). A sua intervenção teve como mediadora a presidente do Conselho Estadual de Educação, Anatércia Lopes. Médico psiquiatra e autor de “Diálogos do Impossível” (Editora Atualiza), Eduardo Ledo observou que, embora o senso comum associe a intolerância e o fascismo a vulgaridade e à ignorância, na Alemanha de Hitler o autor Johann Wolfgang von Goethe e o poeta e filósofo Friedrich Schiller eram recitados e amados pelos germânicos da escola primária. Também os compositores eruditos Mozart, Beethoven e Haydn eram tão populares na Alemanha dos anos 30 quanto os pop-stars do presente. Porém o nível cultural desse povo não foi capaz de impedir o nazismo e todo o mal que ele produziu.
Ledo provocou o debate com o seleto público formado por professores universitários, escritores, poetas, pensadores, intelectuais e estudantes que participaram da sua abordagem. Sobretudo quando citou exemplos de intelectuais importantes que se afinaram com a ideologia da barbárie, dentre os quais um dos maiores poetas da língua inglesa, Ezra Pound, autor da celebre frase "os poetas são as antenas da raça", que foi para a Itália e se filiou ao partido fascista, quando fez emissões radiofônicas para a América exaltando o regime. O debate se voltou para os tempos atuais e tanto os convidados da mesa quanto os participantes que se pronunciaram concluíram que vivemos um ciclo de retorno a ideologias fascistas. No Brasil, com o fenômeno das redes sociais na internet, a intolerância ganhou corpo: "Nos assusta o ódio mais visceral que se explicita", enfatizou Ledo.
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(Foto: Reprodução)
A Receita Federal paga nesta segunda-feira (15) as restituições do terceiro lote do Imposto de Renda 2016 e de lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015. Estão incluídos nesse terceiro lote de restituição 1.904.205 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,52 bilhões. Considerando também os lotes residuais (para quem caiu na malha fina, mas regularizou a situação com o Fisco), o pagamento será feito para 1,95 milhão de pessoas neste mês, no valor de R$ 2,65 bilhões.Consultas A consulta pode ser feita pelo site da Receita.A Receita Federal lembra que há ainda o aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF, diretamente nas bases de dados da Receita Federal.
- Joana D'Arck | Assessoria Parlamentar
- 15 Ago 2016
- 08:51h
(Foto: Divulgação)
Figurando entre os mais populares dos participantes da 1ª Feira de Literária de Mucugê (Fligê), Jean Wyllys brilhou no segundo dia, na programação Encontros Autorais da 1ª Feira Literária de Mucugê (Fligê), iniciada na quinta (11). Atraiu o maior público e arrancou aplausos de pé ao falar de literatura, história, política e trajetória pessoal. Foi mais ovacionado ainda ao responder às perguntas de participantes com firmeza no debate, quando criticou adversários políticos, dentre eles o prefeito de Salvador, ACM Neto, o qual chamou de "ovo da serpente" numa comparação entre o estranhamento do público quando populares descapitalizados se candidatam, a exemplo dele próprio, e acha natural que descendentes da elite se perpetuem no poder.
Convidado pelo deputado federal Waldenor Pereira, apoiador da Fligê, o deputado do PSOL participou da programação Encontros Autorais, que promove o diálogo e aproximação do autor com o público, no qual é lida parte da obra por seu criador, seguido de comentário e conversa com os presentes. Mas a sua participação para falar sobre o tema "Leitura, política e resistência", que lotou o amplo espaço do Centro Cultural de Mucugê, acabou se transformando também numa manifestação política do público contra o presidente interino, com a palavra de ordem "primeiramente Fora Temer" repetida no começo das perguntas dos participantes e aplaudida pela plateia. Baiano de Alagoinhas, porém eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jean Wyllys é escritor e jornalista e foi considerado em 2015 pela revista britânica The Economist como uma das 50 personalidades que mais lutam pela diversidade no mundo. Entre as suas publicações, está o livro “Aflitos–crônicas e contos”, editado pela Casa de Palavras da Fundação Casa de Jorge Amado e vencedor do Prêmio Copene de Literatura (atual Prêmio Braskem). Teve como mediadora a historiadora e professora Rita de Cássia Mendes Pereira. A Fligê continua neste sábado e termina amanhã (14), com ampla programação de conferências, encontros, lançamentos, leituras guiadas, contação de histórias, estandes/editoras, homenagens e apresentações artísticas em diversos espaços da cidade, com entrada gratuita. Nesta primeira edição homenageia Afrânio Peixoto (1876/1947), escritor baiano nascido em Lençóis, que dedicou o seu fazer literário em narrar histórias da Chapada Diamantina.
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Estão abertas no site as inscrições do processo Ssletivo 2017 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba). São oferecidas 3.943 vagas dos cursos técnicos nas formas integrada e subsequente, disponíveis em 19 cidades da Bahia: Barreiras, Brumado, Camaçari, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Santo Amaro, Seabra, Simões Filho, Valença, Vitória da Conquista. As inscrições devem ser realizadas até 15 de setembro, exclusivamente pelo site do Ifba, de acordo com as instruções estabelecidas nos editais. O valor da taxa de inscrição é R$ 30, que deve ser paga até o prazo estabelecido no boleto bancário. Caso o candidato seja egresso de escola pública, é possível solicitar a isenção parcial da taxa de inscrição no período de 22 de julho a 18 de agosto e o valor pode ser reduzido em 90%, passando para R$ 3. A data para aplicação da prova será no dia 20 de novembro, das 8h às 12h30.
Para ingressar nos cursos técnicos integrados, com formação de três a quatro anos, os candidatos precisam ter o ensino fundamental concluído ou estarem em vias de conclusão até a data de matrícula no IFBA. Todas as vagas terão aplicação de prova de questões objetivas (geografia, história, língua portuguesa e matemática) e redação. Em relação aos cursos técnicos subsequentes, com duração média de dois anos, os candidatos devem ter concluído o ensino médio ou estarem em vias de conclusão até a data de matrícula no IFBA. Nessa forma, 50% das vagas têm aplicação de prova de questões objetivas (biologia, física, geografia, história, inglês ou espanhol, língua portuguesa, matemática e química) e redação, e 50% das vagas pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), através da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como prevê a Lei nº 12.711/12, é possível que os egressos de escolas públicas concorram à reserva de 50% das vagas. Dentro dessa porcentagem, 50% são destinados aos que comprovarem renda bruta familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio. Há ainda oportunidades pelas cotas sociais, com vagas para afrodescendentes, índios, índios descendentes e de outras etnias, conforme percentual indicado no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os candidatos com deficiência têm reserva de 5% em relação ao total. Nesses casos, é necessário entregar a documentação de acordo com as especificações do edital e do calendário.
Os candidatos interessados em concorrem a uma vaga dos cursos superiores do IFBA precisam participar do Enem e se inscrever através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
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- Brumado Urgente
- 15 Ago 2016
- 07:26h
Foto: Leitor Brumado Urgente via whatsapp
A madrugada desta segunda-feira (15) foi de terror para o munícipio de Caculé no sudoeste baiano. Segundo informações preliminares, um bando armado invadiu a cidade e explodiram a agência do Banco do Brasil que fica localizada no centro da cidade. Ainda segundo populares houve muitos disparos, inclusive, de armamento de grosso calibre. De acordo com imagens preliminares enviadas ao whatsapp do Brumado Urgente, o banco ficou completamente destruído. E até o fechamento desta matéria não há informações a respeito de vítimas ou feridos.
Foto: Leitor Brumado Urgente via whatsapp
(Foto: Reprodução)
No último dia de disputas do judô, o brasileiro Rafael Silva conquistou a medalha de bronze ao vencer o experiente Abdullo Tangriev, do Usbequistão, por yuko, para delírio da torcida presente na Arena Carioca 2. Com isso, ele repete o mesmo resultado que obteve nos Jogos de Londres-2012, quando também ficou com a terceira colocação na categoria acima dos 100 kg. Com a medalha, o judô brasileiro encerra sua participação nos Jogos do Rio-2016 com uma medalha de ouro, de Rafaela Silva, e duas de bronze, de Rafael "Baby" Silva e Mayra Aguiar. O resultado é inferior ao obtido nos Jogos de Londres, quando o Brasil obteve quatro medalhas (uma de ouro e três de bronze).
A campanha irregular do Brasil também fez com que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) não alcançasse sua meta. A intenção era obter a melhor campanha da história, mas alguns atletas favoritos ao pódio em suas categorias, como Sarah Menezes, Erika Miranda e Victor Penalber, saíram sem medalha. O pódio de Baby coroa um momento de superação do atleta, que por pouco não ficou fora dos Jogos Olímpicos por causa de uma lesão no ombro. Ele passou meses longe do tatame e quase perdeu a vaga para David Moura. No final, conseguiu se recuperar a tempo, obteve os pontos no ranking e pôde representar o País na categoria. Baby só não foi mais longe porque cruzou nas quartas de final com o favorito Teddy Riner, da França, e acabou perdendo por wazari. O judoca francês reina há anos na categoria dos pesados e já se sabia que o brasileiro teria enorme dificuldade contra o rival. E foi o que aconteceu. Antes das quartas de final, Baby vinha de duas vitórias. A primeira foi contra Ramon Pileta, de Honduras, por ippon. O judoca acertou um osoto-gari e venceu. Na sequência, encarou o russo Renat Saidov e também ganhou por ippon, graças a um osoto-makikomi. Na repescagem, o brasileiro venceu o holandês Roy Meyer e se manteve vivo na briga pela medalha, que veio conquistar.
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Filho de lavradores se forma em medicina no Piauí (Foto: Alessandro Gomes/arquivo pessoal)
Festa, alegria e formatura em uma das profissões mais disputadas do mercado. Quem vê Luciano Carlos hoje nem imagina o que ele passou para conseguir se formar em medicina pela Universidade Estadual do Piauí(Uespi). Filho de lavradores e natural do município de Valença do Piauí, o agora médico sempre estudou em escola pública na zona rural, mas nunca viu isso como empecilho para a realização de seu sonho.“Minha vida nunca foi fácil, mas nunca passei fome. Meus pais sempre foram muito batalhadores, nunca me deixaram faltar nada. Me ensinaram a não desistir, e depois de tudo que eu consegui, pra mim nada é impossível, quem quer consegue”, disse.
O terceiro de quatro irmãos, Luciano sempre gostou de estudar, mesmo com os perigos de ir para escola à noite, e de bicicleta. Os pais o incentivaram a lutar pelos seus sonhos e foi no ensino médio que ele teve certeza do que queria para o futuro: ser médico. Dentro de casa, o estudante era apoiado pela família, mas quem via de fora, não acreditava na sua capacidade. Contra o que todos achavam, em 2009, Luciano tornou-se o primeiro estudante de escola pública da zona rural da sua cidade a ingressar no curso de Medicina na Uespi, segundo a Pró-Reitoria de Graduação. Foi nessa época que ele deixou a cidade natal e mudou-se para Teresina para fazer o curso. “A princípio foi um choque de realidade, sabendo das minhas limitações financeiras, o primeiro medo foi esse. Eu ia mudar de cidade e passar seis anos (período do curso) só gastando. Eu e minha família nos preocupamos com isso, mas graças a Deus depois da minha aprovaçã,o a situação começou a melhorar e o meu medo foi diminuindo”, contou. Durante o curso, Luciano conta que sua renda era composta por ajudas, em parte pelos pais, outra parte por uma instituição filantrópica de Teresina e, a partir do quarto semestre de curso, também por remuneração de estágios feitos por ele. “Eu tive ajuda, e acredito que se não tivesse tido, não teria conseguido me formar. Sou muito grato por todas essas pessoas. Fui acolhido, tive casa e alimento da pessoa que também é responsável pelo local onde minha família mora”, conta. Outro receio era de como as pessoas poderiam olhar para ele, e surpresa foi grande ao chegar à sala de aula. “Fui muito bem recebido por todos os professores e principalmente pelos meus amigos de turma. Durante a primeira semana, aonde eu chegava, batiam palmas. Tive uma recepção bem calorosa e foi bom, porque era um local novo pra mim”. Apesar da recepção, tinha algo que Luciano não estava preparado: a sua vida social. “Devo dizer que deixei um pouco a desejar. Talvez eu pudesse ter relaxado um pouco mais. Mas era uma coisa minha mesmo, de apenas estudar, afinal era pra isso que eu tinha saído de casa. Meus amigos sabiam como era o ambiente acadêmico e como lidar com tudo isso. Eu não. Então, principalmente no começo, me tranquei muito. Hoje eu já consigo achar um tempo pra mim”, falou. Em relação ao futuro, Luciano pretende especializar-se em otorrinolaringologia. “Vou tentar residência em Teresina e em outros estados também. Espero conseguir passar em Teresina, se não, vou para onde Deus me levar”, disse. Luciano disse acreditar que outros jovens possam conseguir assim como ele, alcançar a realização profissional. “Para aqueles jovens que estão na zona rural e sonham em se profissionalizar, digo que independente da carreira que deseje seguir, não desista, lute, mas sempre com humildade, dignidade, competência, porque ele pode sim conseguir”, completa.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% das mortes no Brasil são causadas em razão de doenças cardiovasculares. Os níveis elevados de colesterol figuram entre os grandes fatores causadores de problemas cardíacos. O acúmulo de LDL colesterol, o chamado colesterol ruim, nas paredes de vasos e artérias compromete o fluxo sanguíneo, e elevam riscos de doenças do coração, como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Cerca de 40% da população brasileira apresenta quadro de níveis elevados de colesterol. Para combater o problema e alertar a população sobre os riscos e os cuidados que precisam ser adotados para evitar o problema, no dia 8 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Para o cardiologista Newton Ferreira, a data é importante para que as pessoas se motivem em combater o problema. “É importante ter uma data para lembrar o diagnóstico e o tratamento da Hipercolesterolemia. Essa divulgação facilita o acesso à informação e motiva o paciente a buscar e otimizar o tratamento”, avalia o cardiologista. Os níveis de colesterol podem ser controlados através da estatinas, e de medicamentos fitoterápicos. Mas o médico ressalta que além dos medicamentos, uma alimentação equilibrada é essencial para manter esse controle. “O controle do colesterol se faz principalmente através de uma dieta pobre em gorduras e rica em fibras. Os alimentos que ajudam a reduzir o colesterol são alimentos ricos em fibra, principalmente as verduras. Quando menos gordura animal, melhor. O paciente que evita as carnes, principalmente as gorduras ele consegue diminuir as taxas de colesterol” afirma o cardiologista.
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As despesas do Brasil com a Previdência estão muito acima do que seria o esperado a partir da idade da população brasileira, aponta estudo obtido pela reportagem. De uma lista de 86 países, o Brasil está em 13º com maior gasto com aposentadorias e pensões em relação às riquezas do País. Ao mesmo tempo figura na 56ª posição entre os que têm a população mais idosa, com 60 anos ou mais. Considerada a estrutura demográfica brasileira, o gasto previdenciário deveria se encontrar em torno de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) - a projeção do governo federal é de que as despesas com o pagamento dos benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcancem 7,9% do PIB neste ano. Segundo o estudo feito pela equipe técnica do governo, o atual patamar de gastos do Brasil com Previdência só seria compatível se 25% da população fossem idosos.
No entanto, segundo o IBGE, apenas 10,8% dos brasileiros têm 60 anos ou mais. Isso mostra uma distorção dos gastos previdenciários que já comprometem as contas públicas. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o rombo da Previdência - que fechou em R$ 86 bilhões em 2015 - deve alcançar R$ 180 bilhões em 2017 e, em breve, não caberá no Orçamento Geral da União (OGU). "São poucos os países que adotam um conjunto de regras tão relaxadas como o Brasil", diz um dos autores do estudo, Luis Henrique Paiva, do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o pesquisador, a tendência é que países com mais idosos também sejam aqueles que apresentem maior despesa previdenciária. O Brasil, porém, é um ponto fora da curva, com gastos muito acima do esperado para um país com perfil relativamente jovem. Paiva diz que as aposentadorias precoces e as pensões explicam boa parte dessa situação. As despesas com o pagamento do INSS deram um salto entre 1995 e 2014, de 4% para 7% do PIB. "Isso garantiu que quase 90% dos idosos tivessem acesso a algum tipo de benefício", afirma. "Essa é a faceta positiva do aumento de gastos: expandiu a cobertura. Em muitas cidades, os benefícios são uma das principais fontes de renda." Atualmente, no Brasil, é possível aposentar por idade ou por tempo de contribuição. Na prática, os trabalhadores mais pobres e com pior inserção no mercado de trabalho se aposentam por idade. A regra diz que é possível se aposentar com 65/60 anos (homens/mulheres) se o trabalhador tiver 15 anos de contribuição Na aposentadoria por tempo de contribuição, não há fixação de idade mínima, uma concessão que é raridade no mundo A regra diz que é preciso ter 35/30 anos de contribuição. As idades médias de aposentadoria, neste caso, são de 55/52 anos. Para os pesquisadores, essas regras favorecem trabalhadores com maiores níveis de renda, com uma trajetória de empregos com carteira assinada, mais estável. Entre 177 países, o Brasil faz parte de um grupo pequeno de 13 nações que oferecem a opção pela aposentadoria por tempo de contribuição. Desses, cinco exigem que o aposentado abandone o mercado de trabalho ou impõem outras restrições ao acúmulo de rendimentos trabalhistas e previdenciários - o que não ocorre no País. O caso brasileiro destoa até mesmo de países com situação socioeconômica e demográfica semelhante. O Equador é o único país da América Latina a oferecer a aposentadoria por tempo de contribuição, mas trata como um caso excepcional e exige tempo de 40 anos para homens e mulheres para que não haja redução no valor do benefício. Nos países da América Latina, as diferenças nos critérios para a aposentadoria de homens e mulheres são menores do que as existentes no Brasil e a reforma da Previdência deve aproximar as exigências. Cerca de 90% dos países da região impõem alguma restrição para aposentadorias antecipadas. O patamar da participação das pessoas de 60 anos ou mais na população brasileira que era de apenas 3% no começo do século 20, deverá atingir um terço da população em 2060 de acordo com as projeções do IBGE e da ONU. Hoje, portanto, um em cada dez brasileiros tem 60 anos ou mais de idade. Em 2060, os idosos serão um em cada três brasileiros. O envelhecimento populacional e a queda da fecundidade farão com que haja um menor número de pessoas em idade ativa para cada idoso. Em 2010, havia 10 pessoas de 15 a 64 anos para sustentar cada idoso de 65 anos ou mais de idade. Em 2060, haverá entre 2,2 e 2,3 pessoas em idade ativa para cada idoso. Para o pesquisador do Ipea, o governo está diante de um desafio para convencer as pessoas a aceitar regras mais duras para se aposentar. "A Previdência é um pacto de gerações e se dá dentro da casa de cada um", afirma. "Ou mantemos isso na cabeça ou a próxima geração vai ter que pagar as distorções com mais impostos", diz. E dá um exemplo pessoal: "Meu pai se aposentou com condições muito mais favoráveis do que as que eu vou ter que seguir para garantir que o meu filho também consiga se aposentar".

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Depois que a jovem Juliana Bardella, de 22 anos, relatou nas redes sociais que desenvolveu uma trombose venosa cerebral e foi internada após usar pílula anticoncepcional, muitas usuárias começaram a manifestar dúvidas sobre o uso desse medicamento. Veja abaixo respostas aos principais questionamentos baseadas em informações do presidente da Sociedade Brasileira e Obstetrícia e Ginecologia da Infância e Adolescência (Sogia), José Alcione Macedo Almeida, do presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Ivanésio Merlo, e do presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, César Eduardo Fernandes.
O que é a trombose venosa?
De acordo com a SBACV, é uma doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias em um local ou momento não adequados -- não adequado porque a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo. As veias mais comumente atingidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são inchaço e dor. O angiologista Ivanésio Merlo diz que, para ocorrer trombose venosa, é preciso que ocorra uma das três situações: trauma vascular, estase venosa (má circulação) ou alteração do poder de coagulação sanguínea.
Se eu tomar pílula, é verdade que terei mais risco de ter trombose?
Sim. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel (caso das pílulas) têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados. De qualquer forma, segundo os médicos especialistas, se não há outros fatores de influência, o risco ainda assim é pequeno. “Os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos. Além disso, os riscos de eventos como trombose envolvendo todos os contraceptivos orais combinados é conhecidamente pequeno”, informou a Anvisa. Mesmo com a pequena chance, a possibilidade de efeitos colaterais é o principal argumento dos médicos para que as mulheres não escolham a pílula por conta própria. Antes de receitar o anticoncepcional ideal, o ginecologista deverá fazer um questionário para ver se a paciente tem alguns dos fatores que podem desencadear problemas pelo uso da pílula e aumentar a probabilidade de ter uma trombose, entre outras doenças. Ainda segundo a Anvisa, “antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizado minucioso histórico individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos, além do Papanicolau, devem ser conduzidos”. Esses procedimentos devem ser feitos uma vez por ano. O ginecologista José Alcione Macedo Almeida diz que é importante também perguntar se a paciente toma qualquer outro medicamento que possa interagir com os hormônios da pílula. “Pacientes que tomam anticoagulantes exatamente pra evitar a trombose, é lógico, a gente evita [a pílula]”, disse.
Quem deve evitar tomar a pílula?
Fumantes, mulheres com histórico de trombose na família, pacientes com enxaqueca frequente, obesas, diabéticas, entre outros fatores. Mulheres sedentárias também podem apresentar algum efeito colateral, assim como aquelas pacientes que têm dores de cabeça com pequenos lampejos (cefaleia precedida de aura) -- quando a mulher vê “estrelinhas, raios de luz”. Os médicos apontam que aquelas que têm mais de 35 anos e são fumantes estão proibidas de usar pílula. Almeida explicou que “estatisticamente é muito pequena a taxa de pacientes muitos jovens que têm qualquer fenômeno trombótico sem nenhum antecedente”. Ele alerta, no entanto, que o cigarro é o fator que para as meninas mais jovens é o mais problemático. “Você pode pegar uma paciente de 20 anos. Ela não tem nenhuma história agravante de risco, mas ela sendo fumante já dobra o risco de ter um fenômeno de trombose”, disse Almeida.
Quais são os efeitos colaterais confirmados pelos médicos?
Os médicos alertam que nem todas as mulheres que consomem a pílula terão esses efeitos colaterais. Há, no entanto, a chance de desenvolver trombose, dor de cabeça, enxaqueca, maior retenção de líquido, ganho de peso. Sobre a diminuição da libido, o ginecologista César Eduardo Fernandes diz que é preciso analisar caso a caso, já que muitas vezes há outras questões que podem ocorrer na vida da mulher que tiram a vontade de fazer sexo.
Há algum efeito colateral positivo pelo consumo da pílula?
Sim. O remédio pode reduzir o risco de câncer de mama e de ovário. Há, no geral, uma redução da acne nas mulheres. O medicamento pode reduzir as cólicas menstruais e a tensão pré-menstrual. O ciclo menstrual fica mais regular. “Qual é a melhor pílula para se tomar? Não tem a melhor pílula, todas elas têm progesterona e/ou estrogênio. Dificilmente o médico recomenda alguma coisa que pode resolver outra doença e não haja um efeito colateral, mesmo que pequeno”, explica Merlo.
Há algum exame que comprove que a minha trombose foi causada pela pílula?
Não. Os especialistas apontam a pílula como causadora da trombose após fazer uma exclusão de outros fatores. Se a paciente fuma muitos cigarros por dia, por exemplo, é um fator que também aumenta as chances da trombose -- unido ao uso da pílula, pior ainda. De qualquer forma, quanto mais fatores de risco para a trombose a paciente tiver, maior será a chance de desenvolver a doença. O uso da pílula é apenas um deles.
Quais outros métodos contraceptivos podem ser utilizados?
Todos os métodos que apresentam os hormônios citados acima têm os mesmos riscos da pílula. Por isso, os médicos recomendam o uso da camisinha como o melhor método anticoncepcional do mercado. Há também o DIU de cobre e o diafragma, por exemplo. É importante ir ao médico e checar outros fatores de risco também desses outros contraceptivos.
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O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quarta-feira (10) o orçamento para 2017. A previsão é que o custo da Corte para o próximo ano seja de R$ 685 milhões, 23,3% maior do que o de 2016. O orçamento deste ano foi de R$ 554,7 milhões. Na mensagem encaminhada ao Planalto, o STF indicará que o Executivo não poderá cortar a proposta orçamentária, por ser de iniciativa própria do Supremo. O contingenciamento do orçamento só poderá ser analisado pelo Congresso Nacional. A ressalva foi proposta pelo ministro Celso de Mello, “porque a gente tem visto aqui no tribunal, não só em relação à União, conflitos entre tribunais de Justiça e governos de estado” por causa dos cortes. Da proposta global, R$ 423 milhões serão destinados a gastos com pessoal, R$ 30 milhões serão destinados a “benefícios assistenciais” e R$ 230 milhões serão “outros custeios e capital”. Nos R$ 230 milhões, há previsão para proposta de aumento salarial dos ministros, discutida no Senado. Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um novo regime fiscal for aprovada, o valor poderá ser reduzido para o que foi executada este ano corrigida pela inflação, que corresponde a R$ 158 milhões a mais, junto com o IPCA.
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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, em vídeo divulgado hoje (12) por sua assessoria, que, sem uma reforma da Previdência Social que possibilite amenizar os déficits que vêm sendo registrados, “não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria” pelos beneficiados. O vídeo foi publicado na página do Gabinete Civil no Facebook. “A reforma da Previdência é indispensável para que o Brasil volte a ter confiança, seja no mercado interno ou externo. O déficit da Previdência em 2015 foi R$ 86 bilhões. Em 2016, foi R$ 146 bilhões, e, em 2017, entre R$ 180 e R$ 200 bilhões. Isso não pode continuar sob pena de não conseguir mais pagar a aposentadoria”, disse o ministro. “Então, tem de mudar para preservar, porque se não mudar, não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria”, afirmou. Segundo o ministro, as mudanças defendidas pelo governo não vão colocar em risco os direitos já adquiridos pelos trabalhadores. “Ninguém perderá nenhum direito adquirido. Não precisa correr para o posto do INSS. Todo mundo terá o seu direito preservado. Não perderá absolutamente nada”, finalizou Padilha.