- Por Hugo Araújo/Bahia Notícias
- 11 Set 2024
- 14:06h
Foto: Reprodução/Globo
Em duelo válido pela 8ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil foi derrotado pelo Paraguai por 1 a 0, nesta terça-feira (10), no Estádio Defensores del Chaco, no Paraguai. O gol da partida foi marcado por Diego Gómez aos 19 minutos do 1° tempo. Em oito jogos nas Eliminatórias até agora, o Brasil soma três vitórias, um empate e quatro derrotas.
Com o resultado, a Seleção caiu para a 5ª colocação, com 10 pontos, apenas um ponto à frente da Bolívia, primeiro time fora da zona de classificação. O Brasil está atrás da Argentina, líder com 18 pontos, da Colômbia, com 16, do Uruguai, com 15, e do Equador, com 11. Venezuela (10 pontos), Bolívia (9), Paraguai (9), Chile (5) e Peru (5) completam a tabela de classificação. Os seis primeiros colocados garantem vaga na Copa do Mundo e o sétimo lugar joga uma repescagem contra equipes de outros continentes.
Agora, o time do técnico Dorival Júnior volta a jogar contra o Chile, no dia 10 de outubro, fora de casa, pela 9ª rodada das Eliminatórias. Depois, no dia 15, a Seleção encara o Peru, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O JOGO
Paraguai abre o placar
Apesar de começar a partida com ampla posse de bola, o Brasil não levou perigo ao gol paraguaio. Pelo contrário, a primeira chance do jogo foi do time mandante, que abriu o placar aos 19 minutos, com um golaço.
Após troca de passes pela direita, a bola sobrou na entrada da área para Diego Gómez. O paraguaio acertou um lindo chute para vencer Alisson e fazer vibrar a torcida no Defensores del Chaco. Este foi apenas o segundo gol do Paraguai nas Eliminatórias Sul-Americana.
Brasil tenta o empate
Aos 24', o Brasil criou a sua primeira chance de gol na partida. Endrick lançou Vinicíus Júnior, o camisa 7 brasileiro ganhou do marcador e rolou para Guilherme Arana, que chegou batendo, mas o zagueiro Junior Alonso afastou a bola em cima da linha.
Seleção sem criatividade
Atrás do placar, o Brasil domina a posse de bola, mas não conseguiu criar chances contra o gol paraguaio até o final do 1° tempo.
SEGUNDO TEMPO
Dorival Júnior mexe na equipe
No intervalo, o treinador brasileiro fez duas mudanças. João Pedro entrou no lugar de Endrick e Bruno Guimarães deu lugar a Luiz Henrique.
Rodrygo perde cara a cara
Logo aos 2 minutos do 2° tempo, o Brasil teve uma grande chance para empatar a partida. João Pedro deu lindo passe para Rodrygo, que invadiu a área e saiu cara a cara com Gatito Fernández. Na hora da finalização, o atacante do Real Madrid chutou mal e a bola foi por cima do gol.
João Pedro tenta de cabeça
Aos 8', os dois jogadores que entraram no intervalo, Luiz Henrique e João Pedro, foram os protagonistas de mais uma chance de gol da Seleção. Luiz Henrique arrancou pela direita e cruzou para João Pedro. O atacante brasileiro cabeceou e assustou Gatito Fernández.
Gatito defende chute de Vini
Aos 28 minutos, Vinicíus Júnior fez boa jogada inidividual pela esquerda e chutou forte de fora da área. Bem colocado, Gatito realizou ótima defesa espalmando a bola para escanteio.
Dorival mexe na Seleção
Cinco minutos depois, Dorival Júnior realizou mais duas mudanças na equipe brasileira. Gerson e Lucas Moura entraram nas vagas de Lucas Paquetá e Rodrygo. Na sequência, aos 39', Esteveão entrou no lugar de Guilherme Arana, na última substituição do Brasil.
Gritos de "olé" no Defensores del Chaco
Sem levar perigo ao gol do Paraguai, a torcida da casa chegou a gritar "olé" em sequências de passe do time paraguaio. Em outra má atuação, o Brasil saiu de campo derrotado pela quarta vez em oito jogos das Eliminatórias Sul-Americanas até agora.
FICHA TÉCNICA
Paraguai 1x0 Brasil
Eliminatórias da Copa do Mundo - 8ª rodada
Local: Estádio Defensores del Chaco, no Paraguai
Data: 10/09/2024
Horário: 21h30
Árbitro: Andrés Matonte (Uruguai)
VAR: Alberto Feres (Uruguai)
Transmissão: Globo e SporTV
Cartões amarelos: Junior Alonso e Bobadilla (Paraguai); Lucas Paquetá e Vinicíus Júnior (Brasil)
Gols: Diego Gómez aos 18 minutos do 1° tempo
Paraguai: Gatito Fernández; Juan Cáceres, Balbuena, Junior Alonso e Alderete (Velázquez); Bobadilla, Diego Gómez (Ramón Sosa), Enciso (Riveros), Villasanti e Almirón (Cuenca); Isidro Pitta (Alex Arce). Técnico: Gustavo Alfaro.
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana (Estevão); André, Bruno Guimarães (Luiz Henrique) e Lucas Paquetá (Gerson); Rodrygo (Lucas Moura), Endrick (João Pedro) e Vinícius Júnior. Técnico Dorival Júnior.
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- Brumado Urgente
- 11 Set 2024
- 13:39h
Foto: Reprodução Redes Sociais
O Prefeito de Malhada(BA) distante de Salvador(BA) em torno de 785 km, Sr. Gimmy, sofreu duas representações criminais protocolizadas junto ao Ministério Público Federal, com a acusação de supostos desvios de recursos públicos por meio de contratos firmados com as empresas GRÃO VIZIR CONSTRUTORA, SERVIÇOS DE GESTÃO E EMPREENDIMENTOS LTDA, e NORDESTE EMPREENDIMENTOS E TRANSPORTE EIRELI, empresas estas que tem como sócios-administradores as pessoas de Audo Santos Ramos e Juliana Garcia dos Santos, respectivamente.
Com a Nordeste Empreendimentos, o Município de Malhada firmou contrato para fins de contratação de empresa especializada para a prestação de serviços sob regime de empreita, de infraestrutura, reparos, manutenção, limpeza e conservação de vias, logradouros, prédios e equipamentos públicos do município de Malhada – Ba., no montante superior a R$ 5.000.000,l00(cinco milhões de reais).
Já com a Grão Vizir Ltda, o contrato firmado com o Município, com valor previsto de quase R$ 10.000.000,00(dez milhões de reais), visando contratação de pessoal jurídica especializada, para prestação de serviços de gerenciamento e operacionalização de gestão complementar e profissionais da área de Educação e da Assistência Social, para atender as necessidades das secretarias deste município.
As denúncias formalizadas perante o Ministério Público Federal, considerando volume de recursos com dotação orçamentária federal envolvido, pede que seja requisitada instauração de inquérito policial pela Polícia Federal, haja vista várias irregularidades qwue podem caracterizar crimes, tais como sonegação tributária e mesmo apropriação indébita, pois que várias irregularidades apontadas dão conta de que inexistem até mesmo relação de pessoas contratadas para prestarem os serviços, nos processos de pagamentos, ausência da comprovação do recolhimento das contribuições previdenciárias, por meio da Guia da Previdência Social (GPS), ausência de efetiva comprovação de serviços realizados, dentre outras inúmeras irregularidades.
A denunciante, Vereadora Marina Magda Viana Boa Sorte, comentou que “os problemas envolvendo tais empresas beira as raias do absurdo, e que é seu papel levar tais denúncias aos Órgãos fiscalizadores, visando reprimir supostas práticas criminosas e de improbidade, pois que a população de Malhada sofre com a gestão do Prefeito Gimmy, que canaliza os recursos para alimentar empresas de forma criminosa, desviando recursos públicos, porém, o Prefeito insiste em dizer que existe uma cooperativa que contrata trabalhadores, o que é uma mentira deslavada”.
- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 11 Set 2024
- 12:04h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Alegando dificuldades financeiras, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) acusou o governo do estado de cortar as verbas da organização por motivações “ideológicas”. Ao Bahia Notícias, o diretor Ricardo Nogueira afirmou que a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) teria desqualificado o IGHB do Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais do Fundo de Cultura da Bahia, em razão de uma palestra promovida pelo instituto no ano passado, a qual contou com a presença do ex-chanceler de Jair Bolsonaro (PL), Ernesto Araújo.
“No ano passado, houve algumas tentativas do governo de criticar a atuação do instituto. O fato principal foi quando houve essa palestra e eles tentaram censurar. Depois disso, poucos meses depois, foi cortado 100% da verba. Uma clara retaliação. Quando recebemos a decisão da Secult nós apresentamos um recurso que deveria ter uma resposta em 5 dias, não aconteceu", reclama.
Segundo Nogueira, a retirada do IGHB do edital do Fundo de Cultura da Bahia teria ocorrido como forma de “punição” pela realização do evento com uma personalidade declaradamente bolsonarista. O diretor afirma que o instituto recebe “toda classe intelectual” e citou que já promoveu uma palestra com Aldo Rebelo, ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).
“Recebemos o Aldo Rebelo em abril de 2023 e em novembro recebemos o Ernesto Araújo. Ou seja, dois ministros de Estado, de visões completamente diferentes. São centenas de palestrantes que passam pelo instituto. Um palestrante que o grupo que está gerindo a Secretaria de Cultura não gosta vai gerar motivo para tal coisa? É preciso separar as coisas. O senador Jaques Wagner é sócio benemérito do instituto. O ex-governador Rui Costa, quando veio aqui, ressaltou a importância do instituto”, disse Nogueira.
“Fato é que a Secult emitiu nota pública, na ocasião, externando a sua posição. Mas não o fez quando da vinda de outro ministro de Estado, o Aldo Rebelo. Por quê? Enfim, reafirmamos sempre que o IGHB é uma entidade apartidária, concebida para recepcionar toda a sociedade baiana interessada em promover a cultura e, por isso, que mantemos o mais rico acervo de todo o Estado, incluindo hemeroteca, biblioteca, Pinacoteca, museu e outras instalações”, completou.
A mesa com o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi realizada no dia 15 de novembro de 2023. Na época, a Secult chegou a emitir uma nota suspendendo o apoio financeiro ao evento. Além disso, a pasta solicitou que não fosse envolvida nas divulgações da palestra.
Sobre a retirada do instituto do Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais do Fundo de Cultura da Bahia, em resposta ao Bahia Notícias, a Secult afirmou que o IGHB ficou como suplente no edital após avaliação da Comissão Avaliadora. A reportagem pediu uma posição em relação às acusações de retirada das verbas do instituto por motivações políticas, mas a secretaria afirmou que iria se limitar às informações referentes ao edital.
Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBa) informa que o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) foi apoiado pelo Governo do Estado, via Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais do Fundo de Cultura da Bahia, de 2009 até abril de 2024. No Edital de Seleção do Programa, realizado em 2023 e cuja vigência iniciou em 2024, a proposta do IGHB se classificou como suplente, após avaliação técnica da Comissão Avaliadora”.
O titular da Secult, Bruno Monteiro, comentou sobre a situação do IGHB durante entrevista ao Linha de Frente, da rádio Antena 1, no programa da última sexta-feira (6). Na oportunidade, o secretário negou que haja uma “perseguição” contra a instituição e afirmou que a destinação de recursos do Estado precisa ser democratizada.
“Nós temos uma política que foi se consolidando ao longo dos últimos anos de democratizar o acesso ao recurso público. O recurso público não tem dono. A gente precisa sempre criar condições para as instituições que prestem serviços relevantes ao Estado disputem o acesso ao recurso de forma transparente. É importante que haja esse entendimento, ele precisa ser de acesso a todos. A gente não está perseguindo, não houve uma decisão de cortar essa ou aquela entidade. A gente realiza processos públicos de seleção”, disse Monteiro.
JUSTIÇA ACIONADA
O IGHB apresentou uma minuta de mandado de segurança ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na última segunda-feira (9), visando assegurar a destinação de verbas do Estado. Segundo o diretor, é obrigação do governo manter as atividades do instituto. Nogueira chegou a citar uma legislação sancionada no governo de Antônio Carlos Magalhães, a Lei Estadual nº. 6575, de 1994.
“O ideal era de que isso se resolvesse amistosamente. O que a gente não pode é permitir que o instituto feche as portas. Os empregos de seus funcionários também estão em risco, porque agora a gente tem que fazer uma acomodação do que resta de receita. O Judiciário deve responder rapidamente, pois isso é caso de liminar. Tentamos fazer contato de várias formas, mas parece que sofremos com um enquadramento”, afirmou Nogueira.
O instituto recebia o montante R$ 700 mil advindos do Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais do Fundo de Cultura da Bahia. O valor corresponde a 85% da receita total do IGHB. Os 15% restantes são de contribuições de associados e imóveis que estavam alugados.
“Hoje existe uma dependência de todas as entidades culturais de receber verbas do governo”, discorreu o diretor.
OBRAS HISTÓRICAS
Segundo o diretor do IGHB, o instituto é a entidade de cultura mais antiga da Bahia, levando em consideração as organizações em atividade ininterrupta, sendo fundado em 1894.
Com acesso gratuito, a entidade conta com a Biblioteca Ruy Barbosa, a qual possui mais de 30 mil volumes. Dentre as coleções se destacam: Coleção Brasiliana, da Editora Nacional; Coleção Theodoro Sampaio, Coleção Viagens ao Brasil; Miniatura de Magni Des. Erasmi publicado em 1642; Miniatura H. Grotti publicado em 1645; Os Lusíadas Camões publicado em 1880; Vida o Apostólico Padre Antônio Vieira da Companhia de Jesus publicado em 1837; A Bíblia publicada em 1579; e O Catálogo de Obras Raras.
Dentro das opções de leitura disponibilizadas pelo IGHB, ainda há a Enciclopédia Francesa datada de 1750 dos iluministas d’Alembert e Diderot; e o Dicionário em Tupi, do Padre José de Anchieta.
Segundo Nogueira, além disso, há também, a maior pinacoteca aberta ao público da região Nordeste. Presciliano Silva, Lucílio de Albuquerque, Vieira de Campos, Miguel Navarro e Cañizares, José Rodrigues Nunes, Vienot et Morisset, Ernest e Auguste Petit, estão entre os artistas do acervo.
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- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 11 Set 2024
- 10:10h
Foto: Edu Mota/ Bahia Notícias
Em uma solenidade que contou com a presença de muitos estudantes e poucos parlamentares, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) inaugurou nesta terça-feira (10) a exposição “Senado 200 anos: conectando passado e futuro”. Montada no Salão Negro do Congresso Nacional, a mostra possui elementos imersivos que destacam momentos importantes do Senado desde sua criação, ainda durante a Monarquia, até os dias atuais.
Entre os destaques da exposição inaugurada e visitada por Pacheco desponta um passeio interativo pelas três sedes históricas do Senado: Palácio Conde dos Arcos e Palácio Monroe, no Rio sw Janeiro, e Palácio do Congresso Nacional, em Brasília.
Ao final da visita à mostra, Rodrigo Pacheco conversou rapidamente com jornalistas. O presidente do Senado disse estar "alarmado" com os problemas climáticos no país, com "incêndios sem precedentes", e dedendeu uma ação conjunta do Congresso com o Poder Executivo para o enfrentamento do problema.
- Por Fernanda Perrin | Folhapress
- 11 Set 2024
- 08:20h
Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias
O primeiro debate entre Kamala Harris e Donald Trump acontece nesta terça-feira (10) no coração da Pensilvânia, um estado visto cada vez mais como o fiel da balança na eleição deste ano —e onde eleitores poderão começar a votar para presidente na próxima segunda-feira (16).
Para a democrata, ainda relativamente desconhecida do eleitor, o debate é a melhor chance até novembro de mostrar quem é e o que quer —além de convencer de que é diferente "de tudo o que está aí". No caso do republicano, é a oportunidade de acabar de vez com a lua de mel após a troca na chapa democrata e colar na vice-presidente os rótulos de radical, fraca e tão culpada pelos problemas do atual governo quanto Joe Biden.
A pressão é maior sobre Kamala, especialmente após a divulgação de uma pesquisa New York Times/Siena College no último domingo (8), em que Trump aparece numericamente à frente, com uma vantagem de 1 ponto percentual, na pesquisa nacional.
Considerando a margem de erro de 3 pontos, o cenário é de empate técnico. Ainda assim, o diagnóstico é de que o momentum ganho nas últimas semanas, com altas consecutivas pesquisa após pesquisa, chegou ao fim. Na média do agregador RealClearPolling, a vantagem de 1,9 ponto de Kamala caiu para 1,3 em uma semana.
Para mais de 80% do eleitorado que já definiu seu voto, o debate não deve fazer diferença. Nos últimos seis meses, Trump e o candidato democrata, seja Biden ou Kamala, oscilam entre os 44% e 48% das intenções de voto. Não há performance desastrosa em debate, tentativa de assassinato ou troca de candidato que tenha mudado esse quadro.
Assim, o alvo desta terça são os pouco menos de 20% que permanecem indecisos –um eleitorado mais jovem, racialmente diverso, pouco atento à política e mais preocupado com seu bolso do que a média.
A estratégia de Kamala deve seguir as mesmas linhas de seu discurso de encerramento da convenção democrata, no qual a candidata destacou sua origem de classe média e tentou emplacar ser a escolha para superar a cansativa polarização política que marca os EUA nos últimos anos.
Dessa vez, o fator idade está do lado dos democratas, e contrastar uma imagem de juventude e vigor contra um Trump confuso é a cena ideal para a campanha de Kamala.
Diferentemente de Biden, ela deve atacar Trump mais como uma ameaça às liberdades individuais —com destaque para o direito ao aborto— do que como uma ameaça à democracia. Mas, de maneira semelhante ao atual presidente, ela deve sofrer ataques nas mesmas duas frentes: economia e imigração.
O desafio de Kamala é conseguir se desvencilhar de Biden —a quem esse eleitor atribui a culpa pela perda do poder de compra e pela imigração recorde nos últimos anos— sem ofender o atual presidente e o governo do qual faz parte. Na entrevista à CNN, a saída da candidata foi afirmar que muito já foi feito, mas que há espaço para mais avanços.
Pairam ainda sobre a vice-presidente os desempenhos ruins dos debates das primárias democratas, em 2019, e as posições mais à esquerda que assumiu na época, quando tentava ganhar a base do partido. Esse flanco já vem sendo explorado pelos republicanos, sobretudo a oposição de Kamala à exploração de petróleo e gás por fracking e à detenção de imigrantes pegos ao cruzarem a fronteira ilegalmente –ela recuou em ambos os temas.
"Kamala Harris disparou nas pesquisas nacionais e nos estados decisivos desde que assumiu a chapa democrata em julho, mas participou de relativamente poucas entrevistas ao vivo na televisão", escreveu o estrategista democrata Max Burns.
"Isso aumenta a importância do debate de terça-feira, onde Kamala terá a tarefa de vender a visão dos democratas de um futuro sem Trump, enquanto também enfrenta perguntas difíceis sobre suas posições em evolução em questões-chave."
A campanha de Trump vem apontando há semanas o debate como um momento de virada, contando com a inexperiência e o histórico ruim da vice-presidente em embates diretos para desmontar o ânimo em torno da sua candidatura.
Do mesmo modo que Kamala precisa se apresentar, o republicano precisa introduzir a adversária ao eleitorado em seus termos: uma radical de esquerda tão culpada quanto Biden pela inflação e disparada da imigração.
São linhas de ataque que o empresário vem testando nas últimas semanas, ilustradas pelas expressões "camarada Kamala" e "czar da fronteira" usadas por ele para se referir à adversária. O desafio de Trump é se manter nessa estratégia, calibrando o nível de agressividade, sem incorrer em ofensas racistas e machistas.
"Bata nela nas políticas. Assim como você fez com Biden no primeiro debate. Aquele foi um Donald Trump disciplinado, firme e focado em políticas. Eu adoraria ver o mesmo Donald Trump contra Kamala Harris", disse à Fox News o consultor republicano Ari Fleischer.
Trump já saiu parcialmente na frente nesse quesito. Democratas avaliaram que a regra de mutar o microfone enquanto o adversário fala favoreceu o ex-presidente no debate contra Biden —e tentaram renegociá-la, sem sucesso. Para a campanha de Kamala, o cenário ideal era um em que o espectador pudesse ouvir o republicano perder o controle.
Para se precaver de um eventual desempenho ruim, o ex-presidente vem atacando o canal ABC, que organiza o debate, como uma rede de fake news cuja cobertura seria supostamente a mais injusta contra ele. Também é esperado que ele coloque em dúvida a lisura da eleição, repetindo ataques sem provas que têm feito em comícios e entrevistas.
O debate será transmitido ao vivo pelo site da ABC e também pela GloboNews e a CNN Brasil.
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- Por Ana Clara Pires
- 10 Set 2024
- 18:29h
Foto: Jader Souza / AL Roraima
Com 949 focos ativos de queimadas detectados, agosto foi o mês com maior número de incêndios na Bahia. Por outro lado, fevereiro foi o mês com menor número de queimadas, tendo apenas 133 focos registrados.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que tem como referência o período de 01/01/2024 até 09/09/2024, em 9 dias setembro já alcançou o segundo lugar na tabela com 751 focos de queimadas. Em terceiro lugar, ficou o mês de julho com 655.
Seguindo o ranking ficou: junho com 446; março com 408; maio com 384; janeiro com 268; abril com 186; fevereiro com 133.
Foto:Bahia Notícia
Segundo os números analisados pelo Inpe no mês de agosto a situação é mais crítica no oeste baiano. Do número total, cerca de 506 ocorreram na região. De acordo com o estudo, o município de Cocos registrou o maior número de focos de calor no período. A cidade obteve queimadas há três dias em uma propriedade rural.
Até o momento, a Bahia já tem 4.180 registros de áreas afetadas pelo fogo em 2024 e é o 12º no ranking de focos de queimada por estado, segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado de Mato Grosso lidera o ranking com 36.480. Em segundo lugar está o Pará com 28.093, seguido do Amazonas com 17.330 focos de queimadas registrados.
No período entre 1° de janeiro e 1° de setembro foram localizados 131.168 focos de incêndio em todo o Brasil. No ranking dos estados, a Bahia aparece como o segundo estado mais afetado do Nordeste, com 3.473 focos de incêndio localizados, atrás apenas do Maranhão, que ocupa a sexta posição na lista nacional com 7.938 focos.
- Bahia Notícias
- 10 Set 2024
- 16:04h
Foto: Jemal Countess / Getty Images
James Earl Jones, icônico ator e dublador, faleceu nos Estados Unidos aos 93 anos. Ele é conhecido mundialmente por ser a voz original de dois dos personagens mais marcantes da história do cinema, Darth Vader, da saga Star Wars, e Mufasa, de O Rei Leão. A sua morte foi confirmada nesta segunda-feira (9) por seus representantes à imprensa americana. Jones faleceu em sua residência no condado de Dutchess, em Nova York, cercado por sua família.
Além de sua carreira lendária no teatro e no cinema, Jones faz parte do restrito grupo de artistas que conquistaram o cobiçado EGOT, título dado a quem vence os principais prêmios da indústria do entretenimento: Emmy, Grammy, Oscar e Tony. Ao longo de sua carreira, ele acumulou três prêmios Tony, dois prêmios Emmy e um Grammy. Em 2012, foi homenageado com um Oscar honorário por sua contribuição ao cinema.
Jones deu vida ao Darth Vader na trilogia original de Star Wars e voltou ao papel em diversas produções da franquia, incluindo Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, Rogue One: Uma História Star Wars e Star Wars: Rebels.
Outro papel marcante de sua carreira de dublagem foi o de Mufasa, o sábio e majestoso leão de O Rei Leão, filme da Disney lançado em 1994. A voz de Jones como Mufasa se tornou sinônimo de autoridade e amor paternal, sendo tão marcante que o ator foi chamado para reprisar o papel no remake de 2019.
- Por José Marques | Folhapress
- 10 Set 2024
- 14:02h
Foto: Tânia Rego / EBC
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta segunda-feira (9) que aguarda o retorno dos representantes das comunidades indígenas à mesa de conciliação sobre o marco temporal.
A fala do ministro foi feita no início da primeira audiência da mesa que se iniciou sem a presença desses representantes, que decidiram oficializar a sua saída da conciliação na sessão do último dia 28.
Ao abrir a sessão desta segunda, Gilmar disse que "para sentar-se à mesa, é necessária disposição política e vontade de reabrir os flancos de negociação, despindo-se de certezas estratificadas".
Segundo ele, a tônica das discussões sobre o marco temporal não pode ser um "efeito backlash" -ou seja, uma reação adversa à atuação judicial.
"Estamos aguardando o retorno dos representantes das comunidades indígenas a esta mesa de negociação. Por ora, em atitude de consideração aos ausentes deixo claro que nesta tarde haverá apenas debate jurídico até que os representantes indicados pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) retornem ao diálogo", disse Gilmar.
Em caso de não os representantes não demonstrarem interesse em retornar às mesas, disse Gilmar, eles devem ser substituídos por outros indicados das comunidades indígenas.
A sessão desta segunda é a terceira a tratar do tema. Não há definição de quantas mesas ainda devem ocorrer até o fim das negociações.
Ao se retirarem da mesa de conciliação no último dia 28, os representantes do movimento indígena criticaram o processo.
O movimento aponta inconstitucionalidade e discriminação nas conversas e diz que não há igualdade entre as partes ou transparência.
Durante o encontro, integrantes do Supremo, de partidos políticos e do governo pediram para que o movimento reconsiderasse a decisão, o que não aconteceu.
O movimento indígena defende que a negociação não teria como prosseguir sem que uma das partes esteja presente. Mas o STF decidiu que vai seguir com a mesa, mesmo diante da retirada.
Em setembro do ano passado, o Supremo decidiu que a tese do marco temporal era inconstitucional. Seus defensores entendiam que a demarcação dos territórios indígenas deve respeitar a área ocupada pelos povos até a promulgação da Constituição Federal, em outubro de 1988.
Em resposta à decisão do Supremo, a bancada ruralista conseguiu aprovar no Congresso Nacional um projeto de lei que instituiu o marco temporal, além de abrir brecha para a flexibilização da proteção aos povos e a exploração de seus recursos naturais.
O governo Lula (PT) chegou a vetar o projeto, mas os vetos foram quase todos derrubados pelo Congresso, novamente sob liderança da bancada.
A partir daí, uma série de ações foram apresentadas ao STF tanto para validar como para derrubar a lei.
O ministro Gilmar Mendes, então, aglutinou alguns desses processos e determinou a abertura da mesa de conciliação. Essa decisão passou a ser criticada pelo movimento indígena, que não via como possível uma conciliação acerca do que eles consideram como inconstitucional.
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- Bahia Notícias
- 10 Set 2024
- 12:01h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Edmundo González, o candidato da oposição na Venezuela, chegou a Espanha após o seu pedido de asilo ser aceito pelo país europeu. Há uma semana, o candidato teve um mandado de prisão expedido pela Justiça venezuelana e estava foragido desde então.
O candidato da oposição chegou a Madri, capital da Espanha, no domingo (8), em uma aeronave da Força Aérea Espanhola, após deixar a Venezuela durante a noite do Sábado (8). O candidato era alvo de um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público e aceito pela Justiça venezuelana por se recusar a prestar depoimentos no Supremo do país acerca das eleições de 28 de julho.
De acordo com informações da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, o regime chavista concedeu salvos-condutos à González para garantir “a tranquilidade e a paz política no país”.
De acordo com a rede de notícias norte-americana Bloomberg, o candidato da oposição passou mais de um mês refugiado na embaixada da Holanda após as eleições de 28 de julho. De acordo com a oposição, González saiu vitorioso do pleito com dois terços dos votos, enquanto que, para o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), aliado do regime, Nicolás Maduro foi reeleito com 51% dos votos.
De acordo com María Corina Machado, a líder da oposição no país, o exílio de González foi aceito para preservar a sua integridade. “Sua vida corria perigo, e as crescentes ameaças, citações judiciais, ordens de apreensão e até tentativas de chantagem e de coação, das quais ele foi objeto, demonstram que o regime não tem escrúpulos nem limites em sua obsessão de silenciá-lo”, afirmou a política.
Segundo o ministro das Relações Exteriores Espanhol, José Manuel Albares, González embarcou em um vôo da Força Aérea Espanhola após contatos entre os dois governos e o cumprimento dos trâmites legais, a vice-presidente venezuelana confirmou a informação e afirmou que com a extradição, a paz política no país poderia voltar a prevalecer.
Em nota postada em suas redes sociais, González afirmou que tomou a decisão para que “as coisas mudem” e que o país possa construir uma nova etapa de sua história.
- Por Jéssica Maes | Folhapress
- 10 Set 2024
- 10:14h
Foto: Joédon Alves / EBC
Mesmo áreas praticamente intocadas da floresta amazônica estão sendo impactadas pelas queimadas recordes deste ano.
Em agosto, a poluição da atmosfera na região chegou a superar em 80 vezes a média da estação chuvosa e ao menos 13 vezes a média da estação seca, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Os registros foram feitos no Atto (sigla em inglês para Observatório da Torre Alta da Amazônia), projeto localizado na Estação Científica de Uatumã, cerca de 150 km ao norte de Manaus, no Amazonas. A área da reserva fica distante da rota de cidades ou de atividades econômicas.
O complexo é composto por três torres, sendo que a principal delas tem 325 metros de altura e está equipada com sensores que captam a circulação de partículas em uma zona de influência acima de 400 km. São registrados continuamente dados meteorológicos, químicos e biológicos com o objetivo de compreender melhor os processos da floresta.
A concentração de material particulado fino (as partículas em suspensão na atmosfera, denominadas tecnicamente de MP2.5) aumenta todos os anos na temporada seca da amazônia, devido aos incêndios florestais.
Enquanto na época das chuvas a concentração em média é de 1 ug/m³ (microgramas por metro cúbico), na estação seca varia entre 5 e 7 ug/m³. No último mês, porém, foram registrados picos de poluição muito acima do considerado normal.
De 10 a 15 de agosto, as concentrações médias atingiram 60 ug/m³, enquanto do dia 27 ao 30 a média diária foi de 80 ug/m³.
Imagens registradas pela equipe de pesquisa no dia 28 de agosto mostram uma densa nuvem de fumaça sobre a floresta e ao redor das torres do observatório.
"Ainda não sabemos as causas do aumento das concentrações nesse período. Isso pode estar relacionado a um possível aumento dos focos de queimadas em toda a amazônia, ou ainda à presença de focos de queimadas mais próximos à torre Atto", disse em comunicado Luciana Rizzo, especialista em aerossóis e pesquisadora do observatório.
"Quanto mais perto for a frente de queimadas, mais altas serão as concentrações", explicou Rizzo. Ela acrescentou, ainda, que nos arredores do centro de pesquisa não costumam ocorrer grandes eventos de queimada, mas a torre capta a fumaça que vem de outras partes da floresta.
O monitoramento de MP2.5, assim como de outros poluentes, é realizado por equipamentos instalados no alto da torre Atto, com a coleta de dados sendo realizada a cada 30 minutos. Os métodos utilizados são recomendados por agências ambientais internacionais.
A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que a média diária para a concentração de MP2.5 seja inferior a 15 ug/m³.
Altas concentrações desse material podem agravar ou aumentar o risco de desenvolver doenças cardiorrespiratórias. Na floresta, podem impactar ecossistemas, alterando propriedades das nuvens e a quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra, segundo o Inpa.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 10 Set 2024
- 08:20h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Bahia é um dos estados com maior número de profissionais do programa Mais Médicos em todo o país. A iniciativa tem o intuito de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das capitais brasileiras. De acordo com dados enviados pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o estado possui atualmente cerca de 2.127 trabalhadores espalhados em unidades de diferentes municípios.
Segundo o levantamento, foi obtido um crescimento de 49,5% no número desses especialistas, no período de 1 ano e 6 meses. O dado passou de 1.421 para 2.127 de profissionais do tipo. Entre o perfil desses médicos, 95,1% são brasileiros, 53,97% são mulheres e 1.081 profissionais têm entre 30 e 39 anos.
Se autodeclararam pretos ou pardos cerca de 51,48% trabalhadores. Na distribuição, as equipes de Saúde da Família foram as que mais tiveram médicos recebidos com 2.093 novos integrantes.
No balanço das cidades com mais registros desses profissionais Salvador lidera um quantitativo de 77 profissionais para uma população 2.418,005 habitantes conforme resultado do Censo Realizado em 2022 pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Camaçari é o segundo município com 37 inscritos no programa e uma população de 299.579.
Já Feira de Santana é a terceira cidade com maior número de membros do Mais Médico, com 32 e uma população de 616.279 habitantes. Lauro de Freitas (30), na Região Metropolitana de Salvador (RMS) tem 30 designados e uma população de 203.334 habitantes. A cidade de Jacobina aparece com 24 profissionais para uma população de 82.590 residentes, seguida de Vitória da Conquista com 24 participantes do programa de saúde em uma população de 370.86 moradores e por último Alagoinhas com 21 profissionais e uma população de 151.065 ocupantes.
MUNICÍPIOS COM MENOS REGISTROS
O levantamento de saúde mostrou também as cidades com menos atuantes pelo mais médico. Na lista somente com um profissional estão Santa Cruz da Vitória, Santa Rita de Cássia, Rodelas, São Felipe, São Miguel das Matas, Sebastião Laranjeiras; Saubara; Saúde; Terra Nova; Urandi; Varzedo; Ponto Novo; Pojuca; Planaltino; Piraí Do Norte; Pindaí; Palmas de Monte Alto; Nordestina; Mutuípe; Muquém do São Francisco; Muniz Ferreira; Mortugaba; Mata de São João; Marcionílio Souza; Macururé; Macajuba; Macururé e Lençóis.
Também aparecem com um único médico do projeto a cidade de Lagoa Real; Jaguarari; Iuiú; Itapitanga; Itapé; Itanagra; Itambé; Itaju do Colônia; Itagibá; Itagimirim; Itacaré; Ibiquera; Ibicara;í Filadélfia; Feira da Mata; Érico Cardoso; Encruzilhada; Cruz das Almas; Cristópolis; Contendas do Sincorá; Conde; Conceição do Almeida; Caturama; Catolândia; Castro Alves; Carinhanha; Caravelas; Cafarnaum; Caetanos; Botuporã; Boquira; Bonito; Boninal; Biritinga; Belo Campo; Barra da Estiva; Apuarema; Angical; Andorinha; Almadina; Abaré e Abaíra.
Vale lembrar que os municípios da Bahia ainda vão receber 246 novos médicos, através do edital pelo o Ministério da Saúde finalizado no mês de agosto na Bahia. Apesar da conclusão do edital, esses novos médicos ainda não foram designados e transferidos.
A Sesab informou ao Bahia Notícias que esses trabalhadores, mesmo tendo outras especialidades, atuam como clínico geral nas unidades hospitalares do estado.
- Por Bruno Lucca | Folhapress
- 09 Set 2024
- 18:20h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Uma estudante da USP (Universidade de São Paulo) denunciou uma tentativa de estupro no último dia 21 de agosto. Segundo o boletim de ocorrência, registrado no 91º DP (Ceagesp), a jovem de 23 anos foi agarrada na Praça do Relógio às 19h45 por um homem portando simulacro de pistola. Ela gritou, e o suspeito fugiu.
A polícia encontrou a arma falsa a poucos metros dali e a encaminhou para perícia. O agressor ainda não foi encontrado.
O caso incentivou uma série de protestos sobre a segurança na Cidade Universitária, no Butantã, zona sul paulistana. Os estudantes reclamam da falta de guardas rondando os espaços e, principalmente, da iluminação precária.
A prefeitura do campus diz estar trocando as lâmpadas, mas haver necessidade de reforma em todo sistema. Enquanto isso não é feito, a solução aplicada será a poda de árvores.
"Estamos trabalhando sem cessar para melhorar a iluminação do campus. Entretanto, pela quantidade de lâmpadas que queimam, precisamos fazer um retrofit total do sistema. Este projeto foi contratado e será entregue agora no final de setembro", diz a arquiteta Raquel Rolnik, prefeita da Cidade Universitária.
Já sobre as podas, a ideia, explica Rolnik, é retirar galhos que encubram luzes e dificultem a visão dos estudantes e da equipe de segurança da universidade.
Para o DCE (Diretório Central dos Estudantes) Alexandre Vannucchi Leme, representante dos alunos na USP, a medida proposta pela instituição é paliativa.
Dada a situação, a entidade instrui os estudantes do período noturno a não caminharem sozinhos e usarem um dos aplicativos da universidade, o Campus USP, com diversas funções de segurança. Dentre elas, chamar a guarda universitária em casos de emergência.
Dados coletados pela universidade mostram um aumento no número de crimes praticados nos arredores de suas unidades de ensino. No caso dos roubos, foram 67 de janeiro a junho deste ano. Em todo 2023, houve 58. Muitas das ocorrências são registradas no horário de saída noturno (22h30) e em locais próximos aos portões de saída.
A USP contabiliza um caso de estupro em sua série histórica, iniciada em 2014. Ele ocorreu em julho de 2015. A vítima do ataque no último dia 21 foi acolhida pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento e está sendo acompanhada por uma assistente social. Seu nome é mantido em sigilo.
São constantes relatos de importunação e investidas sexuais a mulheres nas dependências da Cidade Universitária. Grupos das faculdades e a ouvidoria da instituição recolhem esses relatos —desde 2020, o órgão investigou 17 casos.
Em maio de 2022, durante um apagão, a estudante Halley Becegato, 25, afirmou ter sido abordada por um homem próximo ao prédio da FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária).
"Ele disse para a gente aproveitar que estava escuro, que ninguém veria, disse para sentir ele. Quando ele falou sobre o órgão sexual dele, eu comecei a correr", relatou a estudante de ciências moleculares na época.
A reportagem esteve na USP durante a noite de sexta-feira (6). Era difícil caminhar por alguns locais ou enxergar o horizonte pela baixa luminosidade. Lâmpadas inoperantes ou piscando estavam por todos os lados. A situação é pior nas faculdades mais isoladas, assim como na Praça do Relógio. As árvores não atrapalhavam a visão.
Num intervalo de duas horas, somente uma viatura da guarda foi encontrada fazendo ronda. Outras três estavam estacionadas na sede da Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária.
COMO DENUNCIAR CASOS DE VIOLÊNCIA E ASSÉDIO NA USP
Aos que se sentem ameaçados ou sofreram alguma violência no campus, a universidade disponibiliza canais para denúncia. A gestão destaca ser preciso denunciar também à polícia e realizar o boletim de ocorrência, cuja cópia poderá ser adicionada aos autos da sindicância interna.
Para formalizar a denúncia, o estudante deve comunicar o ocorrido à diretoria da unidade a que está vinculado, oralmente ou por escrito. O ideal é comunicar o maior número de detalhes possível, inclusive com a indicação de eventuais testemunhas.
Há ainda outras formas de pedir ajuda:
Denunciar paralelamente à ouvidoria geral da USP;
Informar a guarda universitária ou seguranças ao se sentir ameaçado;
Em casos de emergência, os telefones da guarda são: (11) 3091-3222 e (11) 3091-4222.
- Bahia Notícias
- 09 Set 2024
- 16:20h
Foto: Reprodução
A morte do Vice-prefeito de Paripiranga, Marcelo Ricardo de Sales Rabelo (PT), soma aos pelo menos 40 candidatos que morreram no decorrer da disputa ou foram declarados como “inaptos” no cadastramento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na corrida por um cargo público no Brasil.
O dado foi revelado na última sexta-feira (6) e surgiu a partir da detecção de óbitos feita pelo TSE. Foi analisado 71,46% das mais de 461 mil candidaturas. Ainda faltam, portanto, 28,54%.
Dos 40 obtidos, até o momento, duas foram de candidatos à prefeitura e 36 de pessoas que concorriam a vagas de vereador em municípios espalhados pelo país.
O caso de Marcelo apesar de não contabilizado se soma aos registros de óbito. O vice-prefeito de Paripiranga, no nordeste baiano, morreu durante a madrugada do último domingo (8), vítima de infarto.
Conforme divulgado no site Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, o petista estava encerrando o ciclo de oito anos como vice-prefeito e buscava uma cadeira no Legislativo municipal.
- Por Michele Oliveira | Folhapress
- 09 Set 2024
- 14:28h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Confira a seguir as principais reações no X, antigo Twitter, à decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de bloquear o acesso à rede social no Brasil.
NO SENADO
No pós-7 de Setembro, parlamentares do campo bolsonarista aumentaram, no X, o foco de pressão sobre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Grupo de deputados e senadores pedem que Pacheco dê andamento na Casa a um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
"Pacheco, ouça o grito do povo nas ruas! Amanhã [nesta segunda, 9], o Brasil e o mundo estarão com a atenção voltada para o Senado Federal", postou Magno Malta (PL-ES), na noite de domingo (8), apesar da suspensão do ex-Twitter no Brasil. "Esperamos que o presidente do Senado dê seguimento ao pedido de impeachment de Alexandre de Moraes".
VIAGEM
De um aeroporto, Eduardo Girão (Novo-CE) publicou, na tarde de domingo: "Embarcando para a capital federal e levando na bagagem o pedido de impeachment". Segundo ele, Pacheco teria confirmado um encontro na tarde desta segunda com um "grupo de parlamentares".
BARRADO
Mais performático, Marcos do Val (Podemos-ES) postou imagens dele, com malas, em frente ao Congresso, em protesto contra Moraes. O senador teve contas bancárias e bens bloqueados pelo ministro, em agosto, por descumprimento de ordem judicial. Na última semana, Moraes teria autorizado o desbloqueio de parte da contas "para sua subsistência".
"Depois de uma longa viagem de São Paulo a Brasília, encontro-me aqui novamente, alojado no Senado Federal, pois é o único lugar que tenho disponível para morar devido às medidas inconstitucionais e ilegais impostas pelo Ministro Alexandre de Moraes", postou em inglês.
Mais tarde, outra leva de fotos e uma atualização: "Brazil, you won't believe this! (Brazil, vocês não vão acreditar nisso!). Cheguei mais cedo para ficar no plenário e simplesmente me impediram de entrar". Nas fotos, o senador aparece deitado em um colchonete, usando um paletó como cobertor. O post tinha 4 mil likes nesta manhã.
I LOVE ELON MUSK
Na repercussão do ato bolsonarista na avenida Paulista ganharam tração no X posts de perfis estrangeiros sobre o 7 de Setembro, especialmente a partir da conta Rebel News, canal canadense de ultradireita. Seu fundador, Ezra Levant, esteve em São Paulo, entrevistando participantes. Duas das publicações mostravam mulheres dizendo ao microfone: "I love Elon Musk" e "Elon Musk, help us, please".
MISSÃO MARTE
O próprio Elon Musk, dono do X, não havia publicado até esta manhã (9) nenhuma cena dos atos brasileiros. No domingo, a única menção ao Brasil foi o comentário a um post que dizia que o X continuava no topo de downloads no país, apesar da suspensão. "Nada mal, dadas as circunstâncias", escreveu Musk.
Ele, que inicialmente chegou a pedir o impeachment de Moraes em seu perfil, diminuiu a atenção ao caso brasileiro ao longo da semana. No lugar, mais espaço para temas da campanha eleitoral dos EUA e para suas outras empresas, SpaceX e Starlink.
No domingo, o destaque no perfil de Musk era para o anúncio da "missão Marte". "As primeiras Starships para Marte serão lançadas em dois anos, quando a próxima janela de transferência abrir", escreveu. "Se esses pousos forem bem, os primeiros voos tripulados para Marte serão em quatro anos."
CAUSAS
Além de expoentes do campo bolsonarista, outro grupo político que continua ativo no X, apesar da sua suspensão no Brasil, é o PCO (Partido da Causa Operária). Além de menções ao 7 de Setembro, críticas ao ministro Alexandre de Moraes, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), à esquerda e à direita, sobrou também para a rede Bluesky, alternativa ao ex-Twitter que atraiu 3 milhões de novo usuários após o bloqueio. Reproduzindo avaliação feita pela Folha, o perfil escreveu: "É muito, muito, muito ruim".
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- Por Folhapress
- 09 Set 2024
- 12:25h
Foto: Reprodução X (Twitter)
As forças de segurança da ditadura venezuelana que cercavam a embaixada da Argentina em Caracas abandonaram a área neste domingo (8), depois que o candidato da oposição nas eleições presidenciais, Eduardo González, deixou o país em direção à Espanha.
A informação foi inicialmente publicada por meios locais e confirmada pela Folha com membros do governo Lula (PT), que estão acompanhando a situação na missão diplomática. O Brasil se responsabilizou pelo edifício desde que o regime chavista expulsou os diplomatas argentinos do país.
Segundo o portal venezuelano Efecto Cocuyo, a embaixada também teve seu fornecimento de energia restabelecido —seis membros da oposição estão asiladas ali.
O regime liderado pelo ditador Nicolás Maduro anunciou no sábado (7) que havia retirado de forma unilateral a custódia brasileira sobre a missão, num gesto foi criticado por diversos países da região.
Brasília, por sua vez, afirmou que permaneceria responsável pelo local até que Buenos Aires designasse um novo país para representar seus interesses em Caracas.
O cerco imposto pela ditadura à embaixada começou na noite de sexta (6) e elevou a tensão entre os seis asilados no local. Entre eles está o membro da campanha de María Corina Machado, maior liderança da oposição ao regime de Maduro no país.
Pedro Urruchurtu Noselli, que está asilado ali desde 20 de março, publicou em seu perfil no Instagram imagens de homens armados e encapuzados que, segundo ele, limitaram o acesso à embaixada.
No fim da noite de sábado (7), Noselli escreveu que se "completavam 24 horas do assédio contínuo à residência" e da interrupção do fornecimento de energia ao prédio.
O caso gerou forte preocupação no governo Lula.
Neste domingo, o candidato que desafiou Maduro nas eleições de 28 de julho, Edmundo González, desembarcou na Espanha após ter recebido asilo político do país europeu.
Autoridades europeias informaram que, pouco depois do pleito, ele pediu abrigo para a embaixada da Holanda em Caracas. Depois, trasladou-se para a missão diplomática da Espanha. Após receber um salvo-conduto do regime, deixou o país.
A crise política na Venezuela se agravou desde as eleições de 28 de julho. As autoridades eleitorais controladas pelo chavismo declararam Maduro vencedor, mas o resultado foi prontamente questionado pela oposição e por líderes regionais.
A oposição criou um site para publicar cópias das atas eleitorais que comprovariam que González saiu vitorioso no voto popular.
Maduro tem sido pressionado a divulgar as atas em poder do governo, mas até o momento isso não aconteceu.