Brumado: Coquetel da Schutz Day na Perfil Modas foi um sucesso

  • Brumado Urgente
  • 29 Ago 2016
  • 10:11h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

O fascinante mundo da moda tem endereço certo em Brumado, a Perfil Modas, que em parceria com a marca Schutz, promoveu no último sábado (27) o I Schutz Day. O que comprova que a Perfil Modas está completamente conectada as tendências de mercado e que possui parcerias sólidas com grandes empresas de expressão nacional. O coquetel contou com um barman produzindo deliciosos coquetéis e o DJ Pantera tocando os hits das passarelas, o que agradou em cheio o grande número de clientes e convidados que compareceram à loja para o evento. Na vanguarda em disponibilizar para seus clientes as melhores marcas do mundo fashion, o casal de empresários Adriana e Menandro, donos da Perfil Modas, fizeram questão de recepcionar pessoalmente todos os convidados, o que propiciou um clima ainda mais agradável ao coquetel. Em entrevista concedida ao Brumado Urgente, o empresário Menandro Meirelles falou à nossa redação “que ele e Adriana sempre acreditaram no que fazem, e, sobretudo, sempre acreditaram no público da região, pois, essa região tem um público que gosta e valoriza produtos de qualidade, que proporcione conforto e que inquestionavelmente estejam alinhados as novidades do mercado da moda. E tudo isso a Perfil Modas oferta há muitos anos, e esse é o segredo do nosso sucesso”, finalizou Menandro. Confira as fotos.


Manifestantes planejam atos simbólicos nesta segunda no Senado

  • 29 Ago 2016
  • 09:33h

(Foto: Reprodução)

A calmaria nas ruas que marcou os primeiros dias de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff deverá ser quebrada nesta segunda-feira (29) por grupos pró e contra impeachment: estão marcados ao longo do dia protestos das duas frentes. A expectativa, no entanto, é de que as manifestações sejam bem mais acanhadas do que as que ocorreram em etapas anteriores do processo. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estima que a Esplanada dos Ministérios reúna, no máximo, 60 mil pessoas a partir desta segunda, menos do que foi registrado em 17 de abril, quando a Câmara autorizou a abertura do processo do impeachment. Naquele dia, havia cerca de 90 mil pessoas. Cansaço, falta de patrocínio e um desfecho de votação praticamente concretizado são as justificativas dadas por grupos contra e pró-impeachment para a baixa participação popular durante os primeiros dias de julgamento, no Senado Federal. Diante da pouca movimentação, grupos que apoiam a petista ajustaram ao longo da semana os planos sobre como seriam as manifestações nesta segunda. De início, a previsão era de realizar um ato de apoio antes de Dilma sair do Palácio do Alvorada para o Senado, quando será ouvida por parlamentares.

A estratégia agora será fazer um ato simbólico apenas em frente do Congresso. Flores serão arremessadas em direção ao Senado. "Não é todo dia que uma mulher tem coragem de ir ao Senado enfrentar um público composto majoritariamente de homens brancos, ricos e comprometidos", disse Carmem Foro, integrante da CUT e representante do grupo contra o impeachment. Os protestos devem aumentar a partir das 16 horas, quando manifestantes saem em caminhada pela Esplanada dos Ministérios. Carmem reconhece serem poucas as chances de o Senado decidir pelo retorno de Dilma à presidência. A ideia agora não é tentar uma mudança de rumo, mas apenas marcar presença. Do lado pró-impeachment, a previsão também é de que protestos sejam mais reduzidos do que em etapas anteriores. Na semana passada, foram duas tentativas de manifestação, com poucas adesões. "Não há mais patrocínio", disse a Beatriz Kicis, representante do grupo pró-impeachment. Ela prevê que a maior manifestação ocorrerá no fim da votação. "Com a vitória do impeachment, que para nós é certa, a expectativa é de que pessoas venham comemorar nas ruas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

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Brumado: Pesados Investimentos em acessibilidade valorizam região do Apertado do Morro

  • Brumado Urgente
  • 29 Ago 2016
  • 08:56h

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Desde os tempos remotos que a acessibilidade é um dos principais fatores de expansão e crescimento econômico da humanidade. E dentro dessa contextualização de crescimento estão as cidades de médio porte como Brumado, que requerem cada vez mais investimentos neste importante setor; onde um dos principais acessos ao Bairro Apertado do Morro, que era uma faixa estreita de terra foi transformado numa via de mão dupla que atende aos atuais padrões do código de obras municipal. A obra vem sendo tocada em parceria com a Prefeitura Municipal e a AJS Empreendimentos Imobiliários, a qual possui dois condomínios residenciais nas proximidades do local. Em entrevista recente com a Diretora Administrativa da AJS, Mariana Oliveira, nos relatou que a obra traz uma perspectiva muito positiva para aquela região e que isso valoriza a região como um todo, tanto do ponto de vista da autoestima dos moradores da localidade, quanto do ponto de vista econômico, já que as propriedades daquela região estão cada vez mais valorizadas.

(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Dilma fala nesta segunda no plenário do Senado com Lula na plateia

  • 29 Ago 2016
  • 08:11h

(Foto: Reprodução)

Diante de uma plateia formada por 81 senadores, quatro presidentes e ex-presidentes de partidos, 18 ex-ministros e pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente afastada Dilma Rousseff apresentará na manhã desta segunda-feira (29) ao plenário do Senado sua defesa no processo de impeachment. Na semana passada, entre quinta (25) e sábado (27), os senadores ouviram as testemunhas de defesa e de acusação no processo. Ao longo de três dias, os parlamentares fizeram inúmeros questionamentos aos depoentes, colheram informações e pediram esclarecimentos sobre as denúncias contra Dilma. 

Conforme a Secretaria-Geral da Mesa, Dilma chegará ao Congresso nesta segunda pela chapelaria, entrada principal dos parlamentares, e se dirigirá à sala de audiências da presidência do Senado, onde o presidente da Casa comanda as reuniões da Mesa Diretora, do colégio de líderes e recebe autoridades. No local, Dilma poderá estar acompanhada de quem desejar e terá à sua disposição lanches como pão de queijo e misto quente, além dos pratos do cardápio dos restaurantes do Senado, como salada, peixe, carne, arroz e feijão. Pela programação, o depoimento da presidente afastada começará às 9h e ela terá direito a 30 minutos de fala, prorrogáveis a critério do presidente da sessão, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após o pronunciamento de Dilma, os 81 senadores poderão se inscrever para formular perguntas à presidente afastada, assim como a acusação – representada pelos autores do pedido de impeachment Janaina Paschoal e Miguel Reale Jr. – e a própria defesa de Dilma – comandada pelo advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

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Uva preta brasileira sem caroço conquista mercados na Europa

  • 28 Ago 2016
  • 19:00h

(Foto: Reprodução)

Uma uva preta, com sabor especial, bom equilíbrio entre açúcar e acidez e sem sementes está fazendo sucesso na Europa e conquistou o exigente mercado britânico. A BRS Vitória  é a primeira cultivar brasileira de uva sem sementes tolerante ao míldio, principal doença fúngica que ataca as videiras no País. A resistência permite a redução das aplicações de agroquímicos no parreiral. O sabor diferenciado da nova uva trouxe uma importante vantagem competitiva à balança comercial brasileira: exportações de uvas entre abril e dezembro, fazendo o País abocanhar boa fatia do mercado britânico, que nessa época costumava ser abastecido pelas uvas da Itália, Espanha e Grécia, pelo preço mais acessível. Atualmente, somente o grupo Labrunier envia semanalmente cinco toneladas da BRS Vitória para a Inglaterra. A cultivar foi desenvolvida especialmente para as condições climáticas do Brasil no âmbito do Programa de Melhoramento Genético de Uva da Embrapa Uva e Vinho (RS). Recomendada para regiões de clima tropical úmido (Sudeste brasileiro), e tropical semiárido, a cultivar vem se destacando especialmente do Vale do Submédio São Francisco (VSF), nos municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), região que vem se sobressaindo no mercado de produção e exportação de uvas no Brasil. Lançada em 2012, a cultivar é adotada por 90% dos associados da Cooperativa de Produtores Exportadores do Vale do São Francisco (Coopexvale). 

 

A nova cultivar permite duas safras anuais com planejamento da época da colheita. Essa versatilidade permite a programação da produção para coincidi-la com as janelas de mercado de outros países exportadores para a Europa e competir com eles com preços mais vantajosos. O pesquisador da Embrapa João Dimas Garcia Maia, um dos coordenadores do programa de melhoramento genético, explica que, com irrigação e uso de produtos para promover brotações, é possível escalonar podas durante o ano todo e proporcionar as colheitas para o melhor período do mercado. "Nas condições tropicais, a diminuição na duração do ciclo possibilita deixar as plantas em repouso por cerca de 30 a 40 dias entre os sucessivos ciclos além de aumentar o acúmulo de açúcares durante a maturação resultando em uvas mais doces," conta Maia ressaltando que a cultura em clima tropical não sofre de limitação de calor que ocorre nas lavouras de clima temperado. A tolerância ao míldio da BRS Vitória resultou em vantagens econômicas e ambientais. Segundo Maia, essa é uma característica que está sendo priorizada no desenvolvimento de novas cultivares de uva. "Ser tolerante possibilita uma produção mais sustentável, pois se pode reduzir cerca de 20%as aplicações de fungicidas, trazendo benefícios aos viticultores, ao meio ambiente e também aos consumidores", enumera.


Conquistando o mercado 

Há 28 anos atuando na região de Petrolina, o empresário Arnaldo Eijsink está atento às tendências internacionais e em busca de novas cultivares a serem plantadas nas fazendas Labrunier, do grupo BrasilUvas. Ele foi um dos pioneiros em testar e se interessar pela 'BRS Vitória' no campo. O produtor compartilhou sua experiência durante a palestra "Tendência do mercado nacional e internacional de uvas de mesa", no XIII Congresso Brasileiro de Viticultura e Enologia. A BrasilUvas é a maior produtora de uva de mesa do Brasil, com uma área de 900 hectares em produção, com a maior área experimental de novas variedades do mundo. Em torno de 60% de sua produção é comercializada no mercado interno, e o restante no mercado externo, diretamente para grandes redes varejistas, como Walmart, Wholefoods e Loblaws. Segundo relatou Eijsink, a 'BRS Vitória' foi uma das uvas apresentadas em um Dia de Campo com 30 novas variedades de uvas para potenciais compradores nacionais e internacionais. "Todos os participantes ficaram admirados com o sabor diferenciado da cultivar desenvolvida pela Embrapa", lembra o empresário. Mário Gardenalli, presidente da Cooperativa Coopexvale, foi um dos responsáveis pela validação em área comercial da 'BRS Vitória', e já há três anos produz a uva durante duas safras anuais. Gardenalli destaca o sabor diferenciado, a redução de 20% no uso de defensivos e a alta fertilidade como os maiores benefícios da cultivar. "Conseguimos realizar duas safras por ano e a cada colheita ela produz de 20 a 22 toneladas por hectare. Mas o que mais chama atenção é o sabor diferenciado, as pessoas ficam com cara de surpresa quando a provam pela primeira vez", relata. A aceitação da cultivar está tão grande no Brasil, que cerca de 90% dos 22 associados à Coopexvale, representando 10% da área plantada da cooperativa, ou seja 33 dos 330 hectares já produzem a cultivar. "Estamos prospectando o mercado da 'BRS Vitória' no exterior, já enviamos amostras para nove clientes da Cooperativa", informa. Gardenalli apenas reforça que os produtores devem estar atentos ao ponto certo de colheita da cultivar, pois a 'BRS Vitória' fica com a cor preta e um bom índice de açúcar, parecendo que está pronta. "O ponto certo da colheita é quando a uva está sem adstringência e, se não estiver no ponto certo, o consumidor poderá estranhar o sabor. É importante provar a uva e só colher no momento certo", alertou. A 'BRS Vitória' foi uma das escolhidas pela Cooperativa para ser comercializada com o selo "Gotas de Mel", por sua característica adocicada. Segundo o pesquisador João Dimas Garcia Maia, no Vale do São Francisco, a boa adaptação das novas cultivares desenvolvidas pela Embrapa, associada a uma elevada produtividade e à qualidade das uvas tem estimulado a ampliação do cultivo do material. "Muitos produtores estão substituindo as copas, principalmente de cultivares do grupo ‘Itália' pelas cultivares da Embrapa, pelo desempenho que elas estão apresentando", comenta. Estima-se que atualmente cerca de 500 ha já sejam cultivados com os materiais desenvolvidos pela Embrapa: a cultivar 'BRS Vitória', em cerca de 200 ha, a 'BRS Isis', em 100 ha, a 'BRS Magna', em 140 ha, e a 'BRS Núbia', em cerca de 20 ha. De acordo com a pesquisadora Patrícia Ritschel, também coordenadora do Programa de Melhoramento Genético da Uva da Embrapa, a 'BRS Vitória' já foi aprovada para o plantio nas principais regiões produtoras de clima tropical e subtropical como São Paulo, Paraná, Minas Gerais além do próprio Vale do Submédio do São Francisco. Ela adianta que a equipe está trabalhando no sistema de manejo para que produtores da região Sul do País também possam começar a produzi-la. "Estamos ajustando algumas questões de controle de produção e época de colheita, mas acreditamos que em regiões de clima mais úmido como no norte do Paraná ou no Rio Grande do Sul, o ideal será a utilização do cultivo protegido, para evitar problemas como a podridão-da-uva-madura", detalha. Os cuidados no manejo dessas cultivares no campo, definição do ponto ideal de colheita, sistema de embalagens, classificação e resfriamento pós-colheita, associado a uma boa rede de distribuição tem posicionado bem as cultivares da Embrapa no mercado, tornando possível aos consumidores conhecer as novas uvas e impulsionar a sua demanda. Segundo Patricia Ritschel, a uva 'BRS Vitória' produzida nas regiões tropicais e subtropicais brasileiras já chegou às principais redes de supermercados de grandes cidades do País. Segundo Maia, atualmente, estima-se que o mercado interno tem sido o maior consumidor da uva.


Características da ‘BRS Vitória'

A ‘BRS Vitória' é uma uva preta-azulada, vigorosa, com ciclo precoce (90 a 135 dias da poda à colheita, dependendo da região), com alta fertilidade de gemas, com média de dois cachos por ramo. O peso médio de cachos é em torno de 250-300 gramas e suas bagas com tamanho de 17 mm x 19 mm. Diante dessa fertilidade de gemas, o produtor facilmente consegue atingir uma produtividade de 30-40 toneladas por hectares ao ano. No Vale do São Francisco, visando obter alta qualidade da fruta, os produtores estão trabalhando com dois ciclos produtivos de 15-20 t/ha/ciclo. Ela apresenta teor de açúcar acima de 19º Brix, podendo chegar a 23º Brix, em regiões tropicais. Tem bom comportamento em relação ao rachamento de bagas. O sabor especial dessa cultivar, sua principal característica, somente surge quando a uva está no ponto ideal de colheita. O teor de açúcar pode atingir altos níveis, mas recomenda-se a colheita quando a uva atingir pelo menos 19º Brix, pois é neste ponto em que ocorre o melhor equilíbrio entre açúcar e acidez, conferindo-lhe um sabor especial, bem distinto e sem adstringência na casca. Após a colheita no ponto ideal, a 'BRS Vitória' pode ser conservada por até 30 dias em câmara fria. A 'BRS Isis' e a 'BRS Núbia' são outras cultivares de uva de mesa desenvolvidas pela Embrapa Uva e Vinho para regiões tropicais e subtropicais que estão apresentando boa aceitação. "A cor rosa e o formato diferenciado da baga da 'BRS Isis' têm chamado atenção. Já a BRS Núbia é uma uva com semente e que apresenta um grande tamanho de baga e de cor preta uniforme. Elas também estão tendo boa aceitação, mas a 'BRS Vitória' tem se destacado", avalia Maia.


Programa de Melhoramento Genético de Uva

Desde 1977, dando sequência às primeiras iniciativas da antiga Estação Experimental de Caxias do Sul, a Embrapa Uva e Vinho conduz um Programa de Melhoramento voltado à obtenção de cultivares para processamento (vinho e suco) e para mesa. Os pesquisadores buscam desenvolver novas cultivares com melhor adaptação às diferentes condições edafoclimáticas das regiões onde a videira é cultivada no Brasil. Os melhoristas almejam elevadas qualidade e produtividade, alta tolerância às doenças que atacam a cultura, como o míldio e o oídio, e materiais voltados a diferentes finalidades (mesa, suco e vinho). O Programa utiliza métodos clássicos de melhoramento com manutenção de um Banco de Germoplasma,acervo que reúne cerca de 1,4 mil tipos de uva, entre espécies cultivadas e silvestres, variedades, clones e seleções. Estão em fase de teste três seleções para vinho, três seleções para suco, e 38 seleções de uvas de mesa. Em cerca de três anos, a Embrapa iniciará uma nova etapa de teste de validação com novas cultivares de uvas sem sementes, incluindo seleções de cachos mais soltos e com bagas maiores, para diminuir a demanda de mão de obra e uso de reguladores de crescimento. Nesse grupo, que está em processo de limpeza de viroses, há uvas brancas, vermelhas e pretas de diferentes sabores.

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Vigorexia: os homens musculosos que não conseguem parar de malhar

  • 28 Ago 2016
  • 16:00h

'Acho que nunca serei grande o suficiente', diz Depoorter (Foto: Nicolas Depoorter)

Quando Nicolas Depoorter se olha no espelho, ele vê o adolescente magrelo que ele foi um dia - apesar de o jovem de 24 anos ter atualmente um bíceps com uma circunferência de meio metro. “Todo o meu tempo livre eu uso para treinar. Eu sempre arranjo tempo para ir à academia nos finais de semana, porque me sinto mal quando não vou. É realmente uma obsessão”, diz Depoorter. Sua rotina diária de três horas na academia não existe só porque ele é viciado em malhar. Ele sofre uma dismorfia muscular, ou vigorexia, um transtorno de aparência que é pouco conhecido mas está se tornando cada vez mais comum, principalmente entre homens. Não importa se tenham barriga tanquinho ou peitorais sarados, as pessoas afetadas pela condição são obcecadas com a ideia de que não são musculosas o suficiente. “Para mim, é uma obsessão saudável. Além disso, se você quer ser melhor que os outros, precisa ser um pouco obcecado. É um estilo de vida, algo que você faz 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse Deporteer à BBC.

De acordo com um estudo recente da Universidade de Sydney, os homens têm quatro vezes mais chances de ter vigorexia e não serem diagnosticados do que as mulheres. Em um estudo de larga escala sobre a imagem corporal no mundo industrializado, pesquisadores descobriram que, embora proporcionalmente mais mulheres estejam insatisfeitas com seus corpos do que homens, eles sofrem mais psicologicamente. “Homens insatisfeitos com seus corpos podem ser um grupo particularmente de risco”, diz Scott Griffths, autor principal do estudo. “O estigma adicional sobre os homens é que eles seriam menos masculinos sofrendo de um problema estereotipado como feminino.” A condição, que costumava atingir principalmente halterofilistas e quem se exercitava muito, está se tornando um “problema de saúde em ascensão”, de acordo com especialistas.

Pressão externa
Nascido na Bélgica, Deporteer nem sempre teve essa aparência musculosa. Ele era obeso quando criança e um nutricionista o ajudou a emagrecer durante a adolescência. Mas ele desenvolveu anorexia nervosa. Surgiu a fixação pela contagem de calorias e os treinos intensos para deixar de ser “esquelético”. “A parte mais difícil foi superar a anorexia. Quando comecei (a malhar) doía muito, mas eu vi tanta melhora que agora me sinto mal se falto um dia. Tudo isso - a dieta, treinar, a vida social na academia - virou parte de quem eu sou”, afirma. Para Pradee Bala, de 26 anos, o desejo de “crescer” veio com a comparação com homens em revistas – achar uma “big inspiration”, “grande inspiração” no jargão do fisiculturismo, é uma tendência que, segundo especialistas, esta por trás do problema de vigorexia.

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Facebook muda sistema de tópicos populares para evitar críticas

  • 28 Ago 2016
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

O Facebook fez mudanças em sua conhecida ferramenta que mostra aos usuários os tópicos mais populares do dia para automatizá-la mais, disse a companhia nesta sexta-feira (26). A ideia é reduzir a chance de críticas por viés político. A atualização é a mais nova tentativa da empresa nos últimos meses para reafirmar sua neutralidade. A ferramenta, chamada nos Estados Unidos de "trending topics", ficou sob escrutínio em maio após uma reportagem alegar que ela suprimia notícias conservadoras no país, o que levou a uma reinvindicação de membros republicanos do Congresso ameircano por mais transparência. 

O Facebook disse que uma investigação interna não encontrou nenhuma evidência de uma possível inclinação. O recurso, indisponível no Brasil, mostra a usuários histórias e assuntos mais comentados no canto superior direito da homepage, usando descrições de uma frase. Para eliminar possíveis tendências, o Facebook disse que não mais dependeria de editores para escrever descrições para os tópicos. Em vez disso, mostraria aos usuários o tópico e quantas pessoas estão falando sobre ele. O Facebook reiterou que é uma plataforma neutra, mas sua influência política tem estado sob escrutínio, especialmente à medida que sua base de usuários cresce. A rede social tem 1,7 bilhão de pessoas, e estudos mostraram que ele tem o poder de influenciar o comportamento humano, com temas como doação de órgãos e até em eleições. Logo após o surgimento da reportagem de maio, o Facebook escreveu um longo post em seu blog explicando como funciona a ferramenta, pela primeira vez. Menos de duas semanas depois, a companhia disse que havia mudado alguns procedimentos e detalhou estas mudanças em um esforço para ser mais transparente.

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Vírus são mais perigosos de manhã do que à noite, diz estudo

  • 28 Ago 2016
  • 14:09h

Ilustração representa rotavirus; segundo estudo, vírus podem ser mais eficazes de manhã (Foto: CDC/Jessica A. Allen)

Vírus são mais perigosos quando infectam suas vítimas pela manhã, de acordo com um estudo recente feito pela Universidade de Cambridge. A pesquisa, publicada pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, mostrou que os vírus têm dez vezes mais sucesso em adoecer a sua "vítima" se a infecção tiver início pela manhã, aparentemente porque nosso relógio biológico está mais suscetível. E a mesma pesquisa percebeu, em seus estudos com animais, que um relógio biológico desajustado – algo provocado por jornadas de trabalho em turnos diferentes ou jet lag – sempre está mais vulnerável a infecções. Para os pesquisadores, as descobertas podem ajudar a reforçar o combate a pandemias. Vírus – ao contrário de bactérias e parasitas – são completamente dependentes de sua capacidade de “sequestrar” o maquinário dentro das células para se replicar. Mas essas células mudam muito como parte desse padrão de 24 horas conhecido como relógio biológico, que influencia, por exemplo, o funcionamento do nosso sistema imunológico e a liberação de hormônios.

No estudo, camundongos foram infectados com o influenza, que causa a gripe, ou com o vírus da herpes. E os animais infectados durante a manhã apresentaram níveis virais dez vezes maior do que aqueles infectados durante a noite. Os vírus que chegavam mais tarde falharam em um processo que, metaforicamente, pode ser explicado como se eles estivessem tentando fazer operários reféns dentro de uma fábrica, mas depois que o turno dos operários tivesse terminado. “Há uma grande diferença”, disse o professor Akhilesh Reddy, um dos pesquisadores, à BBC. “O vírus precisa de todo o aparato disponível na hora certa (para ser eficaz), mas uma pequena infecção pela manhã pode se desenvolver mais rapidamente e se espalhar pelo corpo.” Reddy acredita que as descobertas podem ajudar a controlar surtos de doenças.“Em uma pandemia, ficar em casa durante o dia pode ser importante (para) salvar vidas. Se os testes comprovarem a hipótese, isso pode ter um grande impacto."

Relógio biológico
Outros testes mostraram que alterar o relógio biológico de um animal os deixa “presos” em um estado que facilita o sucesso de vírus. “Isso sugere que quem trabalha em turnos diferentes - quem trabalha às vezes de madrugada e às vezes durante o dia e, por isso, tem um relógio biológico desajustado - está mais sujeito a doenças virais”, explica Rachel Edgar, autora principal do estudo. “Se isso for confirmado, esses trabalhadores podem se tornar candidatos a receber a vacina anual da gripe”, completa. Os pesquisadores usaram apenas dois tipos de vírus no estudo. Mas os dois eram muito diferentes (um era vírus de DNA e o outro de RNA), o que leva os pesquisadores a acreditar que o princípio se aplica a um grande número de vírus. Cerca de 10% dos genes – as instruções para gerenciar o corpo humano – mudam durante o dia, e isso é controlado pelo relógio biológico interno. A pesquisa focou em um gene chamado Bmal1, que tem o pico de atividade durante a tarde tanto em camundongos quanto em pessoas. “É a ligação com o Bmal1 que é importante, já que quando seu nível está baixo (durante a manhã) você fica muito sujeito a infecções”, diz Reddy. Curiosamente, o Bmal1 fica menos ativo em pessoas durante os meses de inverno - sugerindo que ele pode ter um papel no fato de as pessoas estarem mais sujeitas a infecções nessa época do ano. Já há outras evidências da ligação entre o relógio biológico e infecções: vacinas contra gripe são mais eficientes se tomadas pela manhã, e o jet lag afeta o desempenho do parasita da malária.

 

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Programa Primeiro Emprego tem 9 mil vagas disponíveis

  • 28 Ago 2016
  • 11:01h

(Foto: Divulgação)

Nove mil estudantes da educação profissional da rede estadual formados a partir de 2015 ou ativos terão a chance de conquistar uma vaga no mercado de trabalho por meio do projeto Primeiro Emprego, do governo do estado, que entra em vigor no mês de setembro. Serão contemplados aqueles mais bem posicionados em um ranking que leva em consideração as notas dos estudantes. Por isso, para conquistar as vagas, os candidatos vão precisar de um bom rendimento escolar. A inscrição no Projeto Primeiro Emprego é automática, desde que o estudante tenha se formado a partir de 2015 ou esteja com 40% do curso concluído. É importante, porém, atualizar os dados nosite do programa até 15 de setembro. A atualização é necessária para que a convocação seja feita por telefone, SMS e carta. Pelo menos 2 mil estudantes serão encaminhados para início imediato nos postos trabalho nas áreas de Saúde, Educação, na Polícia Militar e na Embasa. A meta estabelecida pelo governo é de que todas as oportunidades no estado sejam preenchidas até setembro de 2018.

Como ser um bom aprendiz e aumentar as chances de ser efetivado

Estudos Não pare de estudar e aproveite ao máximo o conteúdo aprendido no curso profissionalizante. Ao adquirir conhecimento, você tem mais chances de crescer tanto na vida pessoal, quanto na carreira profissional. Por isso, tire um tempo para se dedicar a isso.

Seriedade Para que a empresa leve o aprendiz a sério, o comprometimento deve partir do próprio jovem. Tanto suas contribuições quanto os seus erros podem afetar diretamente nos resultados da empresa e, consequentemente, no trabalho dos outros profissionais.

Afinidade Gostar da área em que está trabalhando é o primeiro passo para se desenvolver melhor na área. Apesar de seus conhecimentos serem aperfeiçoados ao longo do programa, mesmo que você não caia no setor desejado ou não saiba como agir na função, lembre-se de que você é um jovem aprendiz e está ali exatamente para aprender.

Socialização Ter uma boa relação com os colegas de trabalho é essencial, até porque fazer contatos profissionais pode fazer a diferença mais à frente. Fique atento, porém, à quantidade de informações pessoais que você compartilha e como você se comporta.

Responsabilidade Tenha comprometimento com seu trabalho. Procure chegar no horário, cumprir com suas tarefas e levar a sério o que está aprendendo na empresa, mostrando que tem capacidade de assumir responsabilidades ainda maiores. Mesmo sendo jovem e ainda sem experiência em determinada área de trabalho, sua forma de pensar amadurece com o tempo.

Proatividade Não fique somente na sua zona de conforto. Seja proativo e busque novas tarefas para fazer e aprender, tanto na sua área de interesse, quanto em outras. O jovem tem que estar aberto para realizar novas tarefas, independente da área.

Feedback Pedir um retorno a um supervisor sobre seu desempenho faz com que você tome conhecimento dos seus pontos positivos e negativos na função. Essa é uma forma de fortalecer o trabalho. Com isso, você fica mais seguro ao executar tarefas e traz bons resultados para a empresa.

Interesse Aprenda ao máximo. Você está apenas começando a sua vida profissional e, por isso, ainda tem muito para se aprender. Aproveite este momento para observar as situações que ocorrem no seu trabalho.

Experiência Além de aprender mais dia a dia com suas funções do trabalho, busque aprender com os demais. Observe as outras áreas da empresa e como cada um lida com as situações de rotina para que um dia saiba agir da mesma forma depois que ocupar um cargo de confiança na organização.

Metas Não deixe de lado as suas metas e objetivos a curto e longo prazos. É importante ter uma visão para a sua carreira profissional.

Tempo Seja organizado com as suas tarefas e busque se preparar para finalizar os projetos demandados dentro do prazo. Se concentre e tenha disciplina. Apesar disso, tome cuidado para não tomar decisões precipitadas.

Pontualidade Ainda em relação ao gerenciamento do tempo, procure sempre ser pontual e responsável. Chegar constantemente atrasado, sem um motivo realmente relevante, é um fator negativo e acaba deixando o jovem aprendiz com uma imagem ruim com os colegas de empresa e, principalmente, com a chefia.

Imprevistos Esteja sempre preparado para situações não planejadas. O preparo em relação a imprevistos mostra que você tem a capacidade de lidar com problemas e apresentar soluções.

Questionamento Não tenha medo de fazer perguntas, quando necessário, e de sair da sua zona de conforto. Isso mostra que você está disposto a aprender e tem interesse no trabalho que está desenvolvendo na organização.
Desafio Se desafie a fazer algo que você nunca fez antes. Observe seus colegas de trabalho e chefes para aprender a desenvolver mais habilidades. Elas vão enriquecer sua carreira profissional.

Parcerias garantem emprego a deficientes

Com o objetivo de inserir pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho, a Apae desenvolve um Programa de Educação Profissional no Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap), que mantém parceria com algumas empresas afim de empregar as pessoas atendidas. Empresa do ramo de alimentação industrial, a LemosPassos firmou neste mês parceria para a contratação de 44 jovens assistidos pela entidade. Dez deles já iniciaram o trabalho em unidades de produção do grupo, nos setores de auxiliar de serviços gerais, administrativo e auxiliar de estoque.    No Cefap, os jovens recebem formação técnica e acompanhamento psicopedagógico de profissionais. Lá são realizados também trabalhos voltados para informática e música.  Gestora do centro, Camila Lima explica que as contratações são feitas por meio do programa Empego Apoiado, desenvolvido há mais de dois anos para que o acesso ao trabalho ocorra de maneira correta e para que a permanência no emprego seja duradoura. “É importante dizer também que parte importante deste processo é a família”. A ação é realizada em conjunto com os familiares, que acompanham todo o processo. Manoel Filho, gerente de Recursos Humanos da LemosPassos, destaca a importância de entender a necessidade de cada um dos novos funcionários. “Um passo fundamental é entender como lidar com esses garotos. Muitos deles são orientados para trabalhar em atividades operacionais sequenciais e precisam de assistência no início e de acompanhamento, mas depois exercem a função perfeitamente”.  Ele afirma ainda que, para além de estar em conformidade com a chamada Lei de Cotas ( nº 8.213), a iniciativa tem o objetivo de realizar um trabalho em que haja continuidade e que proporcione uma integração adequada. “Entendemos que não basta contratar um PCD aleatoriamente. É de extrema importância entender e acolher as necessidades de cada um deles”, analisa o gestor. A Lei das Cotas exige que toda organização que possua 100 ou mais funcionários destine entre 2% e 5% dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência ou a reabilitados.

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Como a iniciativa de uma mãe está ajudando a vencer preconceito e desinformação sobre fissuras faciais

  • 28 Ago 2016
  • 09:05h

Luiza ficou sabendo de forma traumática que seu filho, Bento, era fissurado, recebendo pouca informações dos médicos (Foto: Arquivo pessoal)

Há pouco mais de quatro anos, Luiza Pannunzio ficou sabendo - de forma traumática - que seu filho Bento nasceria com uma fissura facial grave. Os meses que se seguiram foram permeados por medo, cirurgias, decisões que hoje ela repensaria e muita, muita desinformação, até por parte dos médicos. Um ano e meio depois, Bento havia se recuperado bem das três cirurgias, e o tratamento trazia os resultados esperados. Com o coração mais tranquilo, essa mãe de 37 anos e que é comerciante, estilista, escritora e desenhista resolveu transformar seu trauma inicial em algo positivo para outras famílias que sofrem com o preconceito e, sobretudo, com a desinformação ao verem seus filhos nascerem com fissuras na face.As fissuras faciais são malformações congênitas que ocorrem quando o embrião está se formando. Há basicamente dois tipos. A fissura labial (conhecida por lábio leporino) é uma divisão no lábio superior que pode ser pequena, apenas na área entre o nariz e aboca, ou chegar a atingir o nariz, maxilar e dentes. 

Já a fenda palatina ocorre quando o palato (céu da boca) não se fecha completamente, também com diferentes graus de extensão. Há vários fatores implicados na causa das fissuras, sendo os principais deles ligados à hereditariedade. À BBC Brasil, Luiza contou sobre o surgimento de As Fissuradas - um rede com 14 mil inscritos que apoia, une e informa famílias cujos filhos têm problemas semelhantes aos de Bento. Ela também falou de como reage às perguntas constantes sobre o filho, do abandono de famílias que precisam dos serviços públicos para o tratamento das crianças e da importância de se ensinar às crianças a contar suas histórias para combater o preconceito.

Confira os principais trechos de seu depoimento: 

"Faltavam 20 dias para ele nascer. Eu estava animada mas um pouco encanada. Não sei explicar, encanação de mãe. Fui fazer um ultrassom, e o médico ficou muito tempo (analisando) a cabeça do bebê. Sem nenhum tipo de preparo, ele soltou a informação: 'Ele tem uma fissura'. Eu comecei a chorar e então ele mandou eu ficar quieta, dizendo: 'Tem bebê que nasce sem cérebro'. Foi traumático. Perdi o chão. Fiquei dias sem saber para onde ir, fiquei buscando informações na internet. Hoje, posso dizer que esse foi o pior momento. A espera, a incerteza, a angústia. O medo era tanto que por vezes preferi que ele continuasse para sempre na minha barriga. Porque tudo o que mais queremos é que o bebê venha perfeito e com saúde. Mas com Bento não foi assim. E não sabíamos a extensão do problema. Quando ele nasceu, vimos que a fissura dele era bem assustadora. Tinha fissura facial, palatina, nasceu sem o canal lacrimal direito e com uma pupila deslocada. Os primeiros meses também foram bem doloridos. Ele recebia leite por uma seringa. Além disso, foram três cirurgias muito seguidas, sendo que a primeira, hoje eu sei que foi muito precoce, deu errado. Mas na época, eu não tinha como saber, porque a gente não tinha informação. E eu não queria que nenhuma outra mãe passasse pelo o que eu passei. Por isso veio à ideia das Fissuradas, que nasceu para que as pessoas tenham acesso à informação. Eu digo que é uma rede de amor ao próximo. Damos apoio de várias maneiras. Uma delas é trabalhando a autoestima do paciente e da família. Porque muitas vezes o preconceito começa dentro de casa - e esses bebês, essas crianças ficam reclusas. Temos que deixar claro que essas crianças são lindas, mesmo sendo diferentes. As famílias acabam se isolando, eu mesma me senti muito isolada.Pode ser difícil sair na rua, porque muita gente pergunta 'O que ele tem?' Mas eu consigo não ficar irritada, eu fico didática. Tenho muito orgulho do Bento, ele lutou muito para viver. É claro que eu tenho muito medo de ele sofrer bullying. Mas ele faz piada dele mesmo, especialmente quando não conseguia falar o que queria para as amigas da irmã. Ele sabe lidar e já vai explicando que ele nasceu assim, que ele não tem um dente... Sempre digo que ele é muito corajoso, e a gente tentar levar as coisas com humor. Quando ele usava um esparadrapo depois de uma cirurgia, brincávamos que era o bigode dele. Mas ainda há muito preconceito, e nosso papel é tentar amenizar isso. Temos que preparar as crianças, elas precisam saber contar a história delas. Porque basta falar um pouco diferente para ser 'zoada'. Mas quando a criança conta pelo que passou, desmonta qualquer um que venha com graça. É claro que ainda temos um longo caminho. Também vejo um despreparo total da maioria das escolas - que fingem que não veem o preconceito, seja ele vindo em qualquer forma. Eu já precisei explicar em reunião de escola que não se incentivasse alguns tipos de atitude em relação ao Bento.

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Cai número de plásticas no Brasil, mas país ainda é 2º no ranking, diz estudo

  • 28 Ago 2016
  • 07:02h

Implante de próteses de silicone nos seios foi a segunda cirurgia plática mais popular do Brasil em 2015, atrás somente da lipoaspiração (Foto: Voisin/Phanie/Arquivo AFP)

Em 2013, o Brasil chegou ao primeiro lugar no ranking dos países que mais faziam cirurgias plásticas no mundo. Nos últimos dois anos, porém, esse número entrou em queda. Segundo a mais recente pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), o Brasil realizou 1,22 milhão de procedimentos em 2015, quase 120 mil cirurgias a menos do que em 2014.   O levantamento feito pela Isaps leva em conta dados coletados de cirurgiões plásticos de todo o mundo, a partir dos quais é feita uma projeção para estimar o número total de cirurgias plásticas feitas em cada um dos países participantes. Apesar da queda de quase 230 mil procedimentos anuais em comparação a 2013, o Brasil permanece em segundo lugar no ranking, superado apenas pelos Estados Unidos que, em 2015, registraram 1,41 milhão de cirurgias.Segundo o médico Dênis Calazans, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a diminuição da demanda por cirurgia plástica foi claramente notada nos consultórios médicos brasileiros e um dos fatores para explicar a mudança é a crise econômica. “O Brasil atravessou nos últimos dois anos uma crise financeira sem precedentes com impacto em todas as áreas e serviços. A cirurgia plástica não foge a esse tipo de reação do mercado.”

Além disso, Calazans observa que a SBCP tem trabalhado para que a cirurgia plástica seja encarada como um procedimento médico que deve ter indicação adequada e ser feita por profissionais qualificados. “Houve uma pequena diminuição do número de procedimentos que vinham crescendo de maneira desenfreada, com cirurgias desnecessárias e indicações questionáveis.” Outro fator citado pelo especialista é o fato de o levantamento internacional não representar um retrato fiel das cirurgias reparadoras, apenas das cirurgias estéticas. “No Brasil, temos observado um incremento grande das cirurgias de caráter reparador, até pela qualificação e excelência científica do país nessa área, que pode não ter sido contemplada de maneira adequada no levantamento.” A cirurgia plástica mais popular no Brasil em 2015 foi a lipoaspiração, seguindo a tendência dos últimos anos, seguida pelo implante de silicone nas mamas e da cirurgia da pálpebra. Em comparação aos outros países, o Brasil é campeão em cirurgias da pálbebra, redução das mamas, aumento do bumbum por implante ou por tranferência de gordura e cirurgia íntima feminina.

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Gasto de brasileiros no exterior é o menor para meses de julho em 7 anos

  • 27 Ago 2016
  • 19:05h

(Foto: Reprodução)

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,36 bilhão em julho, o menor valor para o mês desde 2009, ou seja, em sete anos, informou o Banco Central nesta terça-feira (23). Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora somaram US$ 1,67 bilhão, a queda nos gastos foi de 18,8%. A redução das despesas de brasileiros no exterior acontece em meio à crise econômica no país, ao aumento do desemprego e à queda da renda das famílias. Também contribuem para a redução dos gastos no exterior a alta da inflação e o elevado nível de endividamento das famílias, além do dólar ainda relativamente alto frente aos últimos anos, o que encareceu passagens, estadia em hotéis e produtos comprados lá fora. A valorização do dólar também aumenta despesas com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem ainda a incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.

Olimpíada
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, informou que nos 15 primeiros dias úteis de agosto foi registrado um gasto de US$ 417 milhões no Brasil, contra US$ 297 milhões no mesmo período do ano passado – uma alta de US$ 121 milhões. “Sem dúvida, isso já é o efeito da Olimpíada”, disse Maciel.  Ele observou que os gastos com cartão de crédito serão registrados nas estatísticas nos próximos meses. “Teremos ainda repercussão [nas despesas de estrangeiros no Brasil] até setembro, muito embora o maior impacto seja nos primeiros 15 dias de agosto”, declarou. De acordo com Maciel, o gasto total dos estrangeiros no Brasil, por conta da Olimpíada, pode ser “um pouco” maior do que os US$ 200 milhões estimados pelo BC. “Nada muito fora [dessa previsão]”, acrescentou ele.

Parcial do ano
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 7,89 bilhões. Segundo o BC, é o menor valor para o período em sete anos, ou seja, desde 2009. Naquele ano, os gastos somaram US$ 5,49 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora ficaram em US$ 11,61 bilhões, a queda foi de 32%. Entre 2010 e 2014, os gastos de brasileiros no exterior subiram continuamente. Entretanto, no ano passado, com a alta de quase 50% do dólar, essas despesas caíram 32%. Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões (pela série histórica antiga). Mas, naquele ano, quando o real foi equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Com a maxidesvalorização cambial de 1999, o dólar ultrapassou os R$ 3 em um primeiro momento e as despesas lá fora também ficaram mais caras. O gasto voltou a recuar e, naquele ano, se aproximaram dos US$ 3 bilhões.

Despesas de estrangeiros no Brasil
De acordo com os números do Banco Central, em julho, os moradores de outros países gastaram US$ 466 milhões no Brasil – o que representa estabilidade frente ao mesmo mês do ano passado, quando totalizaram US$ 468 milhões. No mês passado, o Banco Central chegou a estimar que já haveria um incremento de despesas de estrangeiros no Brasil em julho por conta da Olimpíada. A previsão era de que seriam gastosUS$ 200 milhões no Brasil por turistas entre julho e setembro deste ano por conta do evento esportivo.

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25 mil casos de câncer devem ser registrados na Bahia em 2016

  • Bahia Notícias
  • 27 Ago 2016
  • 17:01h

(Foto: Reprodução)

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), divulgados em novembro de 2015, apontaram que 596 mil novos casos de câncer irão afetar os brasileiros no próximo ano. Destes, 25 mil deverão atingir baianos, sendo 12.900 acometendo homens e 12.350 as mulheres. Já para Salvador, a estimativa é de 2.970 novos casos para os homens e 3.340 para as mulheres.  Em todo o país, os tipos da doença que terão maior incidência serão os de pele não melanoma, para ambos os sexos e o segundo com maior incidência nas mulheres será o câncer de mama. No Nordeste, o segundo tipo de câncer que mais afetará a população masculina será o de estômago. 

Alguns fatores de risco que são relacionados com o aumento da probabilidade de desenvolver a doença estão a maior expectativa de vida da população, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, o consumo de carnes processadas e o etilismo. Quando questionada sobre o motivo da incidência do câncer de pele e do câncer de pulmão no nordeste, a médica oncologista Mayana Lopes afirmou que a população não tem a cultura de passar protetor solar, principalmente porque o primeiro protetor foi introduzido no país apenas em 1984. Em relação ao câncer de estômago, a médica afirma que pode estar relacionado a condições socioeconômicas menos favoráveis, como a alimentação e o tabagismo. Mayana destaca, ainda, que o consumo de alimentos conservados no sal, como carne do sol e carne seca, contribui para o aumento do risco de desenvolvimento da doença. O Inca destaca que a maioria das mortes decorrentes do câncer que ocorrem hoje, acontecem nos países de baixa e média renda, principalmente relacionado à dificuldade de acesso da população à informação e ao tratamento. Isso influencia, também, na rapidez do diagnóstico. 60% dos casos de câncer no Brasil são detectados em estágio avançado. “Grande parte da nossa população não tem acesso a esse exame, por questões sociais mesmo. Além da estrutura, existem poucos hospitais públicos de referência para o tratamento no estado. Podemos ver isso claramente na incidência do câncer de mama, que acaba sendo agravado muita das vezes porque a mulher não tem acesso aos exames de rotina, como a mamografia”, destaca Mayana. No dia 1º de setembro, uma palestra sobre a importância do fomento à pesquisa clínica no combate ao câncer será realizado no Hotel Mercure, a partir das 19 horas, em Salvador. Mayana ressalta que ainda há muito o que caminhar em relação à pesquisa no país. “A pesquisa no Brasil ainda não é muito desenvolvida, a gente acaba importando muita pesquisa de fora e fazendo pouca pesquisa, por falta de verba” finaliza.

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Brasil deixou de exportar carnes para 30 países por não preencher um formulário

  • 27 Ago 2016
  • 16:07h

(Foto: Reprodução)

O Brasil poderia ter aumentando a exportação de carnes do país se não fosse a falta de um único documento preenchido. De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, o problema foi descoberto durante reunião do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com adidos agrícolas de outros países. No encontro, o chefe da pasta defendeu que gostaria de estreitar relações comerciais com as outras nações, como a ampliação das exportações. Neste momento, o representante da Tailândia teria interrompido Maggi para dizer que adora a carne brasileira, mas que o país não conseguia comprar o produto porque, há cinco anos, espera que o ministério da Agricultura responda um formulário burocrático para liberar exportações. Após a reclamação, Maggi teria descoberto que o mesmo formulário impediu a exportação a outros 30 países, porque a equipe simplesmente não respondeu às solicitações. Segundo a publicação, o governo fará um mutirão para zerar o estoque de pedidos e tentar ampliar as exportações.

Vacina brasileira de esquistossomose inicia fase final de testes após 30 anos

  • 27 Ago 2016
  • 14:04h

Testes da vacina devem ser finalizados no final de 2017, dizem pesquisadores (Foto: Gutemberg Brito – IOC/Fiocruz)

A vacina brasileira contra a esquistossomose está entrando na fase final de teste em humanos em áreas endêmicas, após 30 anos de desenvolvimento. Na segunda quinzena de setembro, ela será aplicada em pessoas no Senegal, dando início a esta última etapa. Se os resultados forem positivos, fica pronta para uso. A pesquisa foi escolhida junto a mais cinco projetos como prioridade de investimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). O “selo” é dado para estudos que se empenham em suprir necessidades de saúde de países em desenvolvimento. Causada por vermes do gênero Schistosoma, a doença está presente em 19 estados brasileiros, com maior quantidade de casos nos estados do Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais. De acordo com a OMS, a esquistossomose é endêmica em mais de 70 países, em maioria localizados na África, onde 800 milhões vivem sob risco de infecção. Além da vacina contra a doença, outras cinco pesquisas foram escolhidas como prioridade pela OMS: um estudo da Índia, dois da Suíça, um da África do Sul e um da China em parceria com países africanos. O projeto brasileiro é o único das Américas escolhido pela organização.

A nova Vacina Sm14, que foi financiada até o momento em formato de Parceria Público Privada (PPP) entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a Orygen Biotecnologia S.A., também receberá o apoio de um fundo da OMS. Ela deverá terminar as fases de testes em humanos no final de 2017 - até lá, 350 pessoas deverão participar da pesquisa. De agosto até o final deste ano, os pesquisadores aplicarão doses em 30 indivíduos do Senegal, região considerada hiperendêmica da doença (com alta taxa de prevalência, afetando a população de forma continuada). O país africano tem a circulação de duas espécies do parasita que transmite a esquistossomose. Essa característica, que não existe em nenhuma região brasileira, é importante para que se possa verificar a segurança da vacina, como apontou a pesquisadora Miriam Tendler, do Laboratório de Esquistossomose Experimental do IOC, que lidera os estudos. “Esse tipo de doença, causada por vermes, foi menosprezada por muito tempo por ter baixa mortalidade. Mas isso impacta muito na capacidade cognitiva e na qualidade de vida das crianças e demais pacientes”, disse Tendler. Quando a vacina estiver pronta, a imunização ocorrerá em três doses, dadas com um intervalo de um mês entre cada uma. A vacina foi produzida a partir de um antígeno -- substância que estimula a produção de anticorpos, evitando que o parasita se instale. Também foi utilizada a proteína Sm14, sintetizada a partir do verme da doença.

A esquistossomose
A OMS considera a doença como uma das mais negligenciadas e devastadoras socioeconomicamente, perdendo apenas para a malária. A transmissão é ligada à precariedade de saneamento. Fezes infectadas com o verme Schistosoma, quando despejadas em rios e outros cursos de água doce, podem infectar caramujos do gênero Biomphalaria. Estes liberam larvas na água, podendo infectar outras pessoas por meio do contato com a pele, reiniciando o ciclo da doença.


Histórico da vacina
A molécula Sm14 foi descoberta em 1975. Já a definição de um desenho de modelos experimentais para o desenvolvimento da vacina começou em 1985, ou seja: o projeto de imunização contra a esquistossomose tem mais de 30 anos de desenvolvimento.

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