(Foto: Reprodução)
Os preços médios dos combustíveis nos postos do país subiram nesta semana mesmo depois do anúncio da Petrobras de redução de preços do diesel e da gasolina nas refinarias, aponta levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana encerrada nesta sexta-feira (21), o preço médio da gasolina no país foi de R$ 3,671 o litro, quase 2 centavos acima do valor registrado na semana anterior. A ANP monitora semanalmente os preços da gasolina, etanol e diesel em todo o país. Os pesquisadores coletam os dados sobre gasolina em 5.667 postos do país. Os dados sobre etanol e diesel são coletados em 5.185 e 3.599 postos, respectivamente. Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina ao consumidor no país passou de R$ 3,654 o litro na semana passada para R$ 3,671 o litro – uma diferença de quase 2 centavos. No diesel, a alta foi menor, de menos de um centavo (R$0,003), de R$ 3,002 o litro na semana passada para R$ 3,005 o litro nesta semana. A maior alta foi registrada no etanol, cujo preço médio do litro avançou de R$ 2,633 para R$ 2,684 – um aumento de cerca de 5 centavos.
(Foto: Reprodução)
A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que poderá cobrar os prejuízos aos cofres públicos causados pela ocupação de unidades de ensino programadas para receber a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de acordo com nota divulgada pelo órgão. O último balanço do Ministério da Educação (MEC) apontou que 182 locais de prova estão ocupados por estudantes em protesto contra a Medida Provisória do Novo Ensino Médio e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que estabelece um limite de gastos para a União para os próximos 20 anos. O MEC estabeleceu prazo até 31 de outubro para os estudantes deixarem os locais. Caso isso não ocorra, o exame será cancelado nessas escolas e institutos federais. Segundo a pasta, cerca de 95 mil candidatos poderão ser afetados. Segundo a Agência Brasil, a AGU informou que a maior preocupação é com a própria realização do Enem, marcada para os dias 5 e 6 de novembro. A ideia é cobrar dos responsáveis o valor pago por cada nova prova aplicada. O Enem tem um custo de R$ 90 por participante. A AGU também estuda o ajuizamento de ações por eventual prejuízo ao patrimônio, caso seja constatada depredação das instituições de ensino. O órgão diz que, em conjunto com outros órgãos, vai trabalhar para identificar os responsáveis. Equipes de advogados públicos estarão de plantão até a realização do exame.
Gustavo Detter tinha 13 anos e se asfixiou após tentar cumprir um desafio com amigos (Foto: Arquivo Pessoal)
O garoto Gustavo Detter, de apenas 13 anos, se asfixiou e morreu no sábado (15) depois de participar de um desafio na internet conhecido como "choking game". O caso chocou e se transformou em uma preocupação nacional. Por que Gustavo fez isso? O que é, afinal de contas, o "choking game"? Ele teria se enforcado depois de perder uma partida do game online "League of Legends", mas há relação entre jogos e esse tipo de comportamento? Leia abaixo perguntas e respostas:
HISTÓRICO
O que é "choking game"?
O "choking game", ou jogo de asfixia, é uma atividade classificada por estudiosos como um jogo de não-oxigenação. É uma prática que consiste em cortar a passagem de ar para o cérebro. A psicóloga Juliana Guilheri desenvolve um doutorado na França sobre esse tipo de manifestação e conta com a participação de 802 crianças francesas e mil brasileiras. Ela ressalta que "são comportamentos de risco e não são nem 'brincadeiras' e nem 'jogos'."
O que leva alguém a participar do jogo?
O principal motivo é a pressão para ser aceito em um grupo, mas a curiosidade é um fator determinante, de acordo com a psicóloga Fabiana Vasconcelos, gestora do Instituto Dimicuida, que trabalha com a conscientização e a troca de informações sobre "choking games". "A adolescência é uma época natural de experimentação. A busca de uma representação externa, de uma participação de um grupo, é algo natural. Além disso, há a curiosidade. Os jovens querem saber os limites do próprio corpo. O problema é que, na maior parte dos casos, eles não sabem", diz Vasconcelos. Segundo o Dimicuida, os adolescentes que se dispõem a praticar o "choking game" quase nunca manifestam comportamento suicida.
Quando o "choking game" surgiu?
Segundo Fabiana, os jogos de asfixia surgiram há bastante tempo, mas não é possível determinar exatamente quando. Na França, país referência em estudos sobre a prática, os registros mais antigos são datados de 1950.
SAÚDE
Quais são os perigos do "choking game" para a saúde?
Além do risco de morte, os jogos de asfixia são considerados de alto risco por especialistas, já que o corte no fluxo de oxigênio para o cérebro pode deixar sequelas. "O cérebro já sofre danos neuronais se ficar entre 2 e 3 minutos sem oxigênio", diz Fabiana. "Com 5 minutos, a pessoa pode ter uma parada cardiorrespiratória". Entre as sequelas estão cegueira temporária ou permanente, perda dos movimentos dos membros inferiores, convulsões, epilepsia e perda de cognição.
Quantas pessoas já morreram no Brasil por participarem de "choking games"?
Não existe um estudo consolidado sobre "choking games" no país. "As Secretarias de Segurança Pública registram como morte acidental ou erroneamente como suicídio", diz Fabiana. "Os números que temos são informais, de famílias que entram em contato. Desde 2014, registramos 8 famílias em Fortaleza (CE) e duas no estado de São Paulo." "No Brasil, estimamos que cerca de 4 em cada 10 crianças e jovens (40%) já praticaram ao menos uma vez um 'jogo de asfixia' e que 8% dentre eles já provocaram o desmaio voluntário", afirma Juliana Guilheri.
TECNOLOGIA
Há relação entre "choking games" e jogos online como "League of Legends"?
Não existe relação direta entre a linguagem dos games e das redes sociais com esse tipo de desafio, segundo Marcia Padilha, consultora na área de educação e tecnologia. Ela acredita que a situação poderia acontecer independentemente do ambiente, mas acaba surgindo no mundo digital por ele ainda contar com pouca supervisão dos adultos. "Numa cidade como São Paulo, as crianças acabam tendo poucas possibilidades de interação ao ar livre, no quintal. E as interações online acabam sendo muito importantes para elas. Como as crianças estão sozinhas no quarto, é confortável para os adultos porque eles não têm tempo de proporcionar uma atividade, e isso acaba virando uma bola de neve. Como os nudes", diz.
O que a criadora de "League of Legends" diz a respeito do "choking game" e do caso do garoto Gustavo Detter?
Procurada pelo G1, a produtora Riot Games afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não irá comentar o assunto.
Houve aumento de ocorrências por causa da internet?
Na opinião de Marcia, a internet tem o poder de potencializar e disseminar ideias – boas e ruins. "O que é moda na escola do meu bairro passa a ser moda mundial", ela diz. Entre 2010 e 2016, o número de vídeos no YouTube com registros dos desafios (com a nomenclatura "brincadeira do desmaio") saltou de cerca de 500 para 19 mil, de acordo com Fabiana Vasconcelos. E isso apenas no Brasil. Nos EUA, eles chegaram a 600 mil em 2016.
Quais redes sociais e aplicativos são usados para os "choking games"?
"Existem dois estudos americanos, de 2010 e 2016, que comprovam a influência do YouTube para a prática dos comportamentos de asfixia em 'jogos' ou 'desafios'", explica Juliana Guilheri. Ela defende a criação de uma lei que proíba a postagem e difusão de vídeos do tipo. "Esta lei já está em funcionamento na França desde 2013 e pode multar o infrator em até 75 mil euros (R$ 257 mil) ou até resultar em pena de prisão. Os motores de busca também são responsabilizados. A lei, felizmente, funciona." Fabiana Vasconcelos também aponta que muitos jovens utilizam aplicativos de mensagens como o WhatsApp para disseminar a prática.
O que os pais e as escolas podem fazer agora para evitar esse comportamento?
Fabiana afirma que os pais precisam primeiro saber da existência desses desafios. Também é importante abrir um diálogo em casa para falar sobre brincadeiras perigosas. "Tenham acesso ao histórico de navegação de seus filhos na internet. Saibam com quem eles conversam. A privacidade do jovem em um aparelho eletrônico é de propriedade da família. O jovem não apenas precisa como quer esse monitoramento." Marcia defende que é preciso mergulhar e entender o mundo digital, se preparando para novas situações. "Quando seu filho vai à praia, você fala para ele ir só até onde a água bate no joelho, para não ir onde tem pouca gente. Existem regras físicas. E você já foi várias vezes à praia. Mas se você não visita o virtual, temos um problema. É fácil dar uma resposta monocausal para um assunto que é multifatorial. É mais fácil achar um bode expiatório", afirma. "A escola precisa se aproximar dos instrumentos, das situações e cenários digitais, para poder orientar os alunos no ato em que as coisas acontecem. Um feedback imediato. Se a escola não traz a tecnologia de uma forma transparente, ela tem pouca oportunidade de pegar o jovem na ação para fazer uma orientação", complementa Marcia Padilha.
Como a imprensa internacional cobriu a morte do jovem Gustavo Detter?
O caso não teve grande repercussão mundo afora. Ele foi reportado pelo site Rift Herald, página conceituada e especializada em notícias de "League of Legends", e por alguns tabloides britânicos, como o "Mirror" e o "Daily Mail".
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Se ligue nessa oportunidade. A Ambev prorrogou o prazo das inscrições para o Programa de Estágio 2017. A cervejaria deixará a ficha de cadastro no site por mais uma semana, os interessados em estagiar na empresa podem acessar o www.queroserambev.com.br até o dia 30 de outubro. As oportunidades são para alunos do penúltimo e último ano de diversos cursos de graduação. A Ambev está em busca de estudantes com esse mesmo perfil: dinâmico, proativo, empreendedor, que saibam trabalhar em equipe e que gostem de desafios.
Seleção e programa
Após a inscrição, os currículos são avaliados e os candidatos pré-selecionados são encaminhados para testes online que consistem em prova de inglês e raciocínio lógico. Os aprovados são chamados para dinâmica e entrevista. O Programa tem duração de até dois anos e oferece bolsa auxílio, refeição, transporte da empresa e possibilidade de efetivação. A seleção dos candidatos será feita por cada unidade regional da companhia. Os estudantes aprovados começarão a trabalhar na cervejaria em janeiro de 2017.
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Vida foi horrível por dois anos durante a adolescência, conta jovem (Foto: Arquivo Pessoal/ Glauco Melchior)
Chamado de “baleia”, “rolha de poço” e outros apelidos durante a adolescência, o estudante de direito Glauco Melchior, de 21 anos, morador de Itapetininga (SP), usou os anos de bullying na escola como motivação para eliminar 45 quilos em um ano. Com 1,70 metro de altura, ele saiu dos 115 quilos e hoje pesa 70. Para retratar a história de superação, Glauco decidiu escrever um livro em que fala sobre o bullying que sofreu quando estava acima do peso. A ideia dele é lançar a obra, chamada "De Repente 115", no ano que vem. “O livro é um bate-papo para que a pessoa que sofre bullying, assim como eu sofri, entenda que há alguém do lado dela. Eu consegui usar o bullying como motivação para emagrecer, mas muita gente não consegue. E isso é coisa séria. Tem gente que já se suicidou por isso. Não é frescura ou coisa da ‘geração mimimi’, como muita gente fala nas redes sociais. O livro está sob avaliação de editoras e tem 85 páginas”, afirma. Os apelidos ofensivos foram dados quando ele tinha entre 15 e 17 anos e estudava emItapetininga. “Além dos apelidos, tanto amigos, colegas, quanto alunos com quem nem conversava, batiam o pé quando andava para aumentar o som dos meus passos. Eram em torno de umas 15 pessoas. O irônico é que hoje estou magro e alguns deles gordos. Mas nunca poderia fazer o mesmo que eles fizeram”, comenta.
Segundo Glauco, por dois anos a vida tornou-se “horrível” devido ao bullying. “Sofri em silêncio. Para as outras pessoas demonstrava estar bem. Era algo íntimo. Nem mesmo minha mãe sabia, porque ela já tinha os problemas dela e não achava justo dar mais um. Fato é que não tive uma adolescência normal, por exemplo, de namorar. Porém, se precisasse passaria por tudo de novo”, diz. De acordo com ele, foi quando viu que pesava 115 quilos, aos 17 anos, que resolveu emagrecer. “Sempre fui uma criança ‘fofinha’, não chegava a ser gorda. Aí com 13 anos, e não sei o porquê, comecei a engordar muito. Na adolescência eu não pesava, era avesso à balança. Perguntava para minha mãe e ela, coitada, desconversava, dizia que eu era grande. Não achava que pesava tanto quando subi na balança e vi marcar 115.”
Emagrecimento
Decidido a perder peso, o rapaz iniciou o processo de reeducação alimentar e exercícios físicos. O começo foi difícil, lembra o estudante. “Nossa, quantas vezes já chorei com vontade de comer mais. Quantas vezes, no início, peguei a comida ainda na panela escondido. Não é fácil, do dia para a noite, até hoje em dia, três anos depois de emagrecer, continuo com acompanhamento nutricional”, ressalta. Em oito meses conseguiu perder 35 quilos e mais 10 quilos em quatro meses, ou seja, 45 quilos em um ano. Atualmente, após três anos que emagreceu, os hábitos alimentares do começo não são mais difíceis. Há seis anos não bebe mais refrigerante, os pães com muçarela e presunto no café da manhã foram trocados por leite desnatado e pão integral; no almoço a opção é arroz integral com frango e os hambúrgueres, pastéis e pizza comuns no passado são raros atualmente. “Hoje eu gosto das comidas menos calóricas. O meu próprio gosto mudou. Vou à academia porque me sinto bem. Anos atrás era como se eu ouvisse as piadas para me motivar a fazer a escolha certa, mas atualmente não é mais uma obrigação. Comer era um vício. Eu não tinha fome e, sim, vontade de comer. Só que desapeguei. Desapeguei do vício. Desapeguei da gula”, completa.
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A Câmara Brasileira do Livro divulgou, na tarde desta sexta-feira (21), os finalistas do 58º Prêmio Jabuti (veja lista completa). A apuração traz os 10 finalistas das 27 categorias do prêmio, entre os mais de 2.400 inscritos. O vencedor dessas categorias será anunciado em 11 de novembro. O júri, indicado pelo conselho curador, é composto por Marisa Lajolo, Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa, Luís Carlos de Menezes e Pedro Almeida. O Jabuti fez uma parceria com a Amazon.com.br. As obras finalistas das categorias Romance, Contos & Crônicas e Poesia vão concorrer ao prêmio Escolha do Leitor pelo site www.amazon.com.br/premiojabuti.
Os leitores poderão conhecer os títulos, baixar suas amostras gratuitas ou comprar em formato e-book, além de realizar as avaliações. "É para todo o povo do livro celebrar este desdobramento do Prêmio Jabuti: a voz do leitor sinalizando seus preferidos entre os finalistas de categorias literárias vai ampliar muito a discussão sobre leitura e literatura. O que éótimo! ", diz, em seu material de divulgação, a curadora Marisa Lajolo. O autor Luis Fernando Verissimo concorre, na categoria Conto/Crônica, com As Mentiras que as Mulheres Contam e o biógrafo Ruy Castro aparece em Reportagem/Documentário com A Noite do Meu Bem. Já Marcelo Rubens Paiva concorre em Romance com Ainda Estou Aqui, disputando com nomes como Lourenço Mutarelli (O Grifo de Abdera), Julián Fuks (A Resistência) e Raimundo Carrero (O Senhor Agora Vai Mudar de Corpo). Em biografia, algumas das obras que disputam o prêmio são Abilio - Determinado, Ambicioso, Polêmico (Cristiane Correa), Angela Maria (Rodrigo Faour), D. Pedro: a História Não Contada (Paulo Rezzutti), Geraldo Vandré: Uma Canção Interrompida (Vitor Nuzzi) e Júlio Mesquita e Seu Tempo (Jorge Caldeira).
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(Foto: Reprodução)
O Ministério da Educação encaminhou aos dirigentes das instituições federais de ensino, nesta quarta-feira (19), um ofício dando o prazo de cinco dias para que eles identifiquem e encaminhem ao governo federal os nomes de manifestantes que ocupam campi dos institutos federais pelo país. Atualmente, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), há 181 escolas ocupadas que estão listadas como locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As ocupações em diversos estados são motivadas pela rejeição à medida provisória que trata da reforma do ensino médio e também contra a PEC do teto de gastos públicos. Em nota, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) afirmou que se reuniu com o MEC para falar sobre as ocupações e que vai atender à solicitação. "Na manhã desta quinta-feira, 20/10, encerrando a 68ª Reunião Ordinária do Conselho, o Pleno abordou o assunto. Assim sendo, no prazo de cinco dias, as instituições apresentarão à Setec o levantamento de quais unidades estão ocupadas pelo movimento estudantil. Com o intuito de garantir a livre expressão dos estudantes, bem como assegurar o funcionamento das instituições, a ocupação de alguns campi também foi assunto de reunião com a secretária de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eline Nascimento, nessa terça-feira, 18/10", diz o comunicado. Procurado pelo G1 sobre quais campi de institutos federais serão locais de prova do Enem, e quais estão ocupados atualmente, o Inep afirmou que só pode divulgar o número de locais de prova ocupados em cada estado, e não pode "fazer referência aos locais de prova". No ofício, o MEC solicita "manifestação formal acerca da existência de eventual ocupação dos espaços físicos das instituições" sob responsabilidade dos dirigentes dos institutos, "procedendo, se for o caso, a respectiva identificação dos ocupantes". O ofício dá aos dirigentes o prazo de cinco dias corridos para a resposta. Em nota, o MEC afirmou que "o direito de protestar é legítimo", mas que "ninguém deve impedir o direito dos jovens ir e vir para a escola", e que espera que os dirigentes dos institutos federais cumpram "sua responsabilidade legal de zelar pela preservação do espaço público e de garantir o direito dos alunos de acesso ao ensino e dos professores, de ensinar". Além disso, o MEC disse que "há relatos que dão conta da presença de pessoas que não pertencem à comunidade dos instituto federais ocupados", mas não deu detalhes sobre casos específicos. A pasta disse ainda que, nesta semana, liberou R$ 200 milhões aos institutos e centros, além do Colégio Pedro II. "O MEC apela para o bom senso dos que participam das ocupações para que desocupem esses espaços até o dia 31/10, preservando o direito de jovens inscritos no Enem de fazer as provas visando ingressar no ensino superior", diz a nota.
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(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)
Deputados e senadores favoráveis às vaquejadas farão uma mobilização em Brasília, na próxima terça-feira (25), para pedir a volta da realização dos eventos – proibidos após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) (entenda aqui). De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, um grupo de parlamentares já articula para tentar trazer o esporte de volta à legalidade. Os congressistas defendem que a festa é uma tradição do país e não permite maus tratos aos animais. Diversos estados, inclusive a Bahia, já têm aprovados projetos de regularização da prática. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, é um dos líderes do movimento e já apresentou um projeto de lei semelhante. Entre os itens do documento, há a obrigação do uso de protetores de rabo nos bois.
(Foto: Reprodução)
Após prorrogação, este é o último fim de semana para que os estudantes que participarão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) testem os conhecimentos no simulado nacional da plataforma Hora do Enem (clique aqui). Este é o quarto e último simulado que ocorre antes das provas, marcadas para os dias 5 e 6 de novembro. O teste está dividido em duas provas, somando 180 questões. Como são testes longos, o recomendável é que sejam feitos em dois dias, assim como ocorre no Enem. No primeiro dia do simulado, os alunos responderão 90 questões, divididas igualmente entre ciências humanas e ciências da natureza. O segundo dia de provas será destinado a outras 90 questões de matemática e linguagens. Depois do simulado, segundo a Agência Brasil, os estudantes terão acesso a um ranking para comparar o seu desempenho com os outros candidatos que buscam a mesma universidade ou curso. Além do simulado, também é possível acessar boletins de notícias com informações sobre o Enem, programas de TV com dicas e conteúdos, questões resolvidas e comentadas, videoaulas e uma plataforma de estudos personalizada com planos de estudos e exercícios on-line. Os três simulados Hora do Enem anteriores registraram cerca de 1,5 milhão de avaliações realizadas. Estudantes de todo o Brasil participaram das provas, que tiveram como principal alvo os alunos de escolas públicas.
(Foto: Reprodução)
O banco Santander foi multado em R$ 47,5 milhões pelo Ibama por financiar o plantio de grãos em áreas da Amazônia que já estavam embargadas pelo órgão de fiscalização, por serem áreas de proteção ambiental. Em operação feita em parceria com o Ministério Público Federal de Mato Grosso, a fiscalização constatou que recursos do banco financiaram a plantação de milhares de toneladas de milho e soja em áreas já bloqueadas por causa de plantações irregulares anteriores. Em vez de serem revitalizadas, essas terras continuaram a ser exploradas. Além do Santander, as multas da atingiram algumas "tradings" de pequeno porte e outras empresas que atuam na cadeia produtiva. O total das infrações, que começaram a ser aplicadas ontem, deve chegar a cerca de R$ 170 milhões. A identificação das irregularidades é resultado de um cruzamento de informações realizado nos últimos meses por agentes do Ibama e do MPF.
A Operação Shoyo mapeou as áreas embargadas, o histórico de imagens por satélite e, finalmente, a emissão de "cédulas de produto rural", as chamadas CPRs - um tipo de título usado por produtores para tomar crédito. Como as CPRs são registradas em cartório, bastou aos fiscais solicitar essas informações e cruzar os dados. "A lista de terras embargadas pelo Ibama é pública. É uma exigência básica que qualquer agente interessado em realizar ou financiar plantio verifique se aquela localização não tem irregularidades", disse Jair Schmitt, coordenador-geral de fiscalização ambiental do Ibama. No caso do Santander, a multa se baseia na conclusão de que o banco intermediou a plantação de 95 mil sacas de milho na safra de 2015, em uma área de 572 hectares. As irregularidades foram encontradas nas cidades de Porto dos Gaúchos, Feliz Natal e Gaúcha do Norte, próximos a Sinop (MT), um dos principais polos de produção de grãos do País. Procurado pela reportagem, o Santander informou que ainda não tinha sido notificado e que, por isso, ainda não podia se manifestar. "O banco ressalta que, além de cumprir rigorosamente a legislação vigente, adota as melhores práticas do mercado no que diz respeito às políticas socioambientais", declarou, em nota.
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(Foto: Reprodução)
A cantora Claudia Leitte, uma das juradas do programa The voice Brasil, terá de devolver mais de R$ 1 milhão em recursos captados juntos à Lei Rouanet, de incentivo à cultura, relativos à produção de shows realizados no ano de 2013. A determinação foi publicada nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU), que mostrou quais os projetos financiados pela lei tiveram suas prestações de contas reprovadas.Conforme a publicação, na página 15 do DOU, o projeto reprovado na avaliação do Ministério da Cultura (MinC) é o de número 12-10136. Nele, a solicitação do dinheiro foi feita pela Produtora Ciel LTDA., responsável pelos contratos da cantora, que teria captado cerca de R$ 1,2 milhão para a realização de 12 shows nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, três anos atrás. As apresentações ocorreram nas cidades de Rio Branco (AC), Macapá (AP), Belém/PA, Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO) e Brasília (DF).
Chamam atenção os valores apresentados no DOU. Segundo o órgão, a produtora da artista solicitou um total de R$ 6.477.700 da lei de incentivo à cultura no projeto. Desse montante, foram aprovados R$ 5.883.100, dos quais apenas R$ 1,2 milhão foi realmente captado para a realização dos eventos. O valor a ser devolvido por Claudia Leitte ao Fundo Nacional da Cultura (FNC) é de R$ 1.274.129,88. No início deste ano, a artista tentou captar R$ 540 mil junto à Lei Rouanet para um projeto de livro. Diante da polêmica, ela desistiu da captação. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da artista para obter um pronunciamento oficial de sua equipe sobre a questão.Confira, na íntegra, a nota enviada:
"Nota de Esclarecimento Na qualidade de advogado da Produtora CIEL, informo que TODOS os eventos do projeto foram realizados e devidamente comprovados ao Ministério da Cultura. Estamos averiguando os motivos da reprovação da prestação de contas junto ao MinC e informamos ainda que entraremos com recurso, pois a CIEL está apta a comprovar a realização dos eventos, bem como a distribuição dos ingressos. Dessimoni e Blanco Advogados"
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- Sudoeste Bahia
- 22 Out 2016
- 11:22h
(Foto: Divulgação Polícia Civil)
Um idoso de 60 anos foi preso na tarde de sextafeira (21/10) suspeito de abusar sexualmente de uma criança de 06 anos, em Livramento de Nossa Senhora, a cerca de 102 quilômetros de Caetité. A prisão foi efetuada por policiais civis em uma residência no Bairro Benito Gama. De acordo com informações obtidas pelo site Sudoeste Bahia, o suspeito identificado como, José Vicente da Silva, teria abusado da criança no período em que prestou serviços de pedreiro na residência dos pais da vítima, os quais tinham confiança nele. A menina teria contado a uma tia que estaria sofrendo abusos por parte do pedreiro, e que o idoso chegou a ter relações sexuais com ela. Segundo a 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (20ª Coorpin), o caso vinha sendo investigado desde o dia 13 de outubro, quando a família da criança realizou a denúncia ao Conselho Tutelar. O período em que os abusos aconteceram não foi informado. O suspeito foi preso em cumprimento a mandado de prisão temporária, e foi encaminhado para a custódia da cadeia publica de Livramento de Nossa senhora, onde ficará recolhido à disposição da Justiça.
- Ascom/ Adusb
- 22 Out 2016
- 10:01h
(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)
Estudantes da UESB ocuparam o campus de Vitória da Conquista na noite dessa sexta- feira (21). Os discentes são contrários à PEC 241/16, a Reforma do Ensino Médio e lutam pela Escola Sem Mordaça. Ainda na cidade, o IFBA segue ocupado desde 18 de outubro. As atividades fazem parte de um movimento nacional de resistência da juventude às medidas autoritárias do ilegítimo governo Temer de ataque aos direitos sociais da população brasileira. Até o fechamento dessa matéria, 1.016 escolas, 51 universidades e a Câmara Municipal de Guarulhos estão ocupadas. Confira a lista. O Movimento Estudantil Baiano não foge da luta! Secundaristas ocupam os Institutos Federais de Catu, Magabeira e Santa Inês. Além de Vitória da Conquista, os IFBA’s de Paulo Afonso, Valença e Ilhéus também estão tomados por jovens lutadores. A mobilização cresce nas Universidades. Em todo Estado já são 14 campi ocupados, tais como: UNEB (Salvador, Senhor do Bonfim, Alagoinha, Santo Antônio de Jesus, Guanambi e Jacobina) e UFRB (Cachoeira, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Cruz das Almas e Feira de Santana). Conheça a agenda de mobilizações a partir da segunda-feira (24).