(Foto: Divulgação)
Os estudantes que já estudam na rede estadual têm até o dia 30 de dezembro para realizar a renovação da matrícula. Todos os estudantes já matriculados e com frequência regular nas escolas estaduais podem fazer a renovação da matrícula pela internet. Para tanto, os pais, mães, responsáveis ou estudantes maiores de 16 anos, devem digitar o código na carta de renovação que o aluno recebe na escola no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br/matricula). Esta carta de renovação deverá ser devolvida à secretaria escolar para efetivar a renovação da matrícula. Além da internet, quem preferir pode fazer a renovação presencialmente nas secretarias das escolas. É importante também observar se há alguma pendência de documentação junto à secretaria escolar para a atualização dos dados do estudante. O estudante também deve levar comprovante de residência, independentemente de ter mudado de endereço. A matrícula segue de 24 a 31 de janeiro para alunos que irão mudar de escolas e alunos novos (Veja cronograma abaixo). Eliana Carvalho, diretora de Planejamento e Atendimento da Rede Escolar, da Secretaria da Educação do Estado, Eliana Carvalho, chama a atenção dos estudantes, pais e responsáveis para a observância deste prazo. “O estudante que não renovar a matrícula no período indicado perderá a vaga em sua escola atual. Se ele perder o prazo, vai ter que mudar de escola e fazer nova matrícula no dia 24 de janeiro de 2017, em uma das unidades escolares da rede estadual com vagas disponíveis”, explica a gestora. Para mais informações acesse: www.educacao.ba.gov.br
Foto: Divulgação / Polícia Militar
Em rondas pela Praça Coronel Zeca Leite, em Brumado, no último final de semana, a guarnição da 34ª CIPM/Brumado abordou José Maria dos Santos Coqueiro, conhecido como “Índio”, que se encontrava em atitude suspeita. Segundo a polícia, foi encontrado com o suspeito 4 trouxinhas de substância análoga a cocaína e a importância de R$ 243,00 (duzentos e quarenta e três reais) em espécie. O suspeito foi conduzido preso em flagrante ao Plantonista da Delegacia de Brumado que formalizou o auto de prisão em flagrante delito do individuo.
(Foto: Reprodução)
Começam nesta terça-feira (13) as inscrições para o vestibular da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), que oferece 3.185 vagas, distribuídas em mais de 112 opções de cursos de graduação presenciais, para o segundo semestre de 2017. As inscrições prosseguem até o dia 15 de janeiro e são feitas exclusivamente pela internet. As vagas são oferecidas nos campi de Salvador e outras 22 cidades baianas. Os interessados terão até 15 de janeiro de 2017 para garantir a participação com o pagamento da taxa que é de R$ 70. A universidade oferece dois canais de tira-duvidas: o telefone 0800 071 3000 e o e-mail [email protected]. As provas estão previstas para serem aplicadas nos dias 23 e 24 de abril. A Uneb promoveu mudanças no vestibular do próximo ano para ajustar o calendário da universidade com o calendário civil. O primeiro semestre do ano acadêmico vai selecionar estudantes apenas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), enquanto o semestre 2017.2 manterá o vestibular tradicional com parte das vagas pelo Sisu, como já ocorria.
A Uneb, que está concluindo o semestre 2016.1, chamou as mudanças no semestre de reprogramação, e com o novo fluxo o semestre 2016.2 será substituído pelo 2017.1, que começa no dia 6 de fevereiro. Quem já foi matriculado para iniciar o curso em 2016.2 começa agora como sendo aluno ingresso em 2017.2 (cerca de mil estudantes estão nessa condição), outras 445 vagas serão oferecidas pelo Sisu. "Esse é parte dos esforços da gestão de minimizar os efeitos de paralisações de diferentes segmentos que a universidade vivenciou nos últimos dois anos. A principal mudança é que haverá uma inversão do ingresso que historicamente é maior no primeiro semestre e menor no segundo e agora vai mudar", explica a pró-reitora de Ensino de Graduação (Prograd), Kathia Marise Sales.
Sisu
A Adesão ao Sisu, que é um sistema informatizado que oferece vagas em instituições públicas de todo o país, para ao ingresso no início do ano ocorre por conta da falta de tempo e de recursos para a realização de dois processos seletivos no ano, segundo a pró-reitora. Em 2018, há uma expectativa de que ocorra dois processos seletivos, mas é algo ainda estudante pelo conselho universitário. "A gente vem ampliando a adesão ao Sisu, que era de 10% e agora já é 40%, mas é uma discussão que ainda não foi vencida na universidade por conta do receio do preenchimento das vagas, principalmente no interior do estado", explica Kathia. Entre as 445 vagas que serão ofertadas no próximo semestre há 30 de medicina e de cursos novos. A capital tem 582 vagas, 15 delas para Medicina. Os cursos de Pedagogia em Savador e Direito em Itaberaba São os que oferecem o maior número de vagas, 50 cada um e os cursos de Engenharia, em diferentes áreas, reservam 251 oportunidades. Há uma tabela no edital com o quadro completo de vagas. Neste ano, o processo seletivo está trazendo dois novos cursos. Os candidatos agora vão poder concorrer também às graduações em Medicina Veterinária, no Campus IX, em Barreiras, que ofertará 40 vagas, e em Administração, no Campus III, em Juazeiro, que será oferecido na modalidade semipresencial, com oferta de 40 vagas. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), os cursos da Uneb que têm o melhor conceito (nota 4 no Enade, que vai de 1 a 5) são os cursos de Sistema de Informação, no Campus de Salvador, que reserva 40 vagas; os cursos de licenciatura em Ciência da Computação em Salvador e Teixeira de Freitas; e os cursos de História de Eunápolis e Caetité. Pioneira no país na implantação do sistema de cotas, a UNEB reserva 40% das vagas para candidatos negros da rede pública de ensino e 5% para indígenas. Os candidatos indígenas precisam especificar a que comunidade étnica pertencem, conforme opções constantes do formulário de inscrição deste Processo Seletivo, e devem comprovar a sua vinculação étnica por meio de declaração expedida por organização indígena devidamente reconhecida.
Solicitação de isenção da taxa
Os interessados em pleitear isenção do pagamento da taxa de inscrição do Vestibular 2017.2 devem se inscrever no site www.vestibular2017.uneb.br entre os dias 13 e 19 de dezembro. O pedido de isenção será efetivado após o pagamento do valor de R$ 5 (referente a custeio operacional), que deve ser realizado até a data de vencimento. Os candidatos que solicitarem o benefício, mas não forem contemplados, podem descontar os R$ 5 da taxa de inscrição do vestibular. De acordo com o edital, têm direito ao benefício estudantes de baixa renda oriundos da rede pública de ensino. Na UNEB, têm direito à isenção funcionários do quadro efetivo e contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), ocupantes de cargo temporário, terceirizados, independente do nível de instrução e seus dependentes (cônjuge e filho), além de servidores à disposição que não sejam portadores de diploma de curso superior. Servidores de outras universidades estaduais da Bahia também podem fazer a solicitação. A relação de isenções concedidas será divulgada até o dia 11 de janeiro.
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Revoltou toda a população da região Sudoeste um caso que aconteceu na cidade de Itambé, distante 60 km de Vitória da Conquista. Um homem, identificado como Paulo Sousa, de 33 anos, foi preso após agredir e deixar um cão cego no município. O homem teria espancado e perfurado os olhos de um cachorro com uma barra de ferro, na Rua José Gusmão de Brito. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (8), quando o cãozinho, de nome “Vicente”, acabou saindo de sua casa e seguiu uma cadela que se encontrava no cio. O cachorro adentrou o quintal da casa do homem por um beco, seguindo a cadelinha. O homem chegou a ser preso, mas já está em liberdade.
A ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera os cenários de segundo turno para eleição presidencial de 2018, de acordo com pesquisa de intenção de voto do Datafolha divulgado nesta segunda-feira (12) pelo jornal Folha de S. Paulo. Já no primeiro turno, Lula fica à frente. No cenário 1, com Aécio Neves (PSDB), Lula fica em primeiro com 25% das intenções, seguido de Marina (15%), do senador tucano (11%), Bolsonaro (9%), Ciro Gomes (5%), Michel Temer (4%), Luciana Genro (2%), Ronaldo Caiado (2%), Eduardo Jorge (1%). Brancos e nulos somam 20%; 6% não souberam ou não opinaram. No cenário 2, com Geraldo Alckmin (PSDB), Lula alcançou 26%. Na sequência vem Marina (17%), Aécio (8%), Alckmin (8%), Ciro (6%), Temer (4%), Luciana Genro (2%), Ronaldo Caiado (2%) e Eduardo Jorge (1%).
Brancos e nulos totalizam 20% e 6% não souberam ou não opinaram. No cenário 3, com José Serra, Lula prossegue na liderança, com 25%, seguido de Marina (16%), Serra (9%), Bolsonaro (9%), Ciro Gomes (6%), Michel Temer (4%), Luciana Genro (2%), Ronaldo Caiado (2%), Eduardo Jorge (1%). Brancos e nulos somam 20%; 6% não souberam ou não opinaram. Com os três tucanos na disputa e incluindo o juiz federal Sérgio Moro, a presidente do STF Carmen Lúcia, e o apresentador e empresário Roberto Justus, a situação de Lula permanece estável. Marina, por sua vez, empata com Moro, 11%. Aécio fica com 7%, seguido de Bolsonaro (6%), Alckmin (5%), Serra (4%), Ciro (4%), Temer (2%), Luciana Genro (2%), Roberto Justus (2%), Ronaldo Caiado (2%), Carmen Lúcia (1%) e Eduardo Jorge (1%). No segundo turno, Lula fica à frente caso seu adversário seja Aécio Neves: ele obtém 38% contra 34%. Brancos e nulos somam 25%; 3% não souberam ou não opinaram. Lula também vence Alckmin (38% a 34%), mas perde para Marina (43% a 34%). Marina ainda vence Alckmin (48% a 25%); Serra (47% a 27%). O embate entre Lula e Serra resulta em empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais: o primeiro à frente, com 37%, e o segundo com 35%. A consulta foi realizada nos dias 7 e 8 de dezembro, com 2.828 pessoas maiores de 16 anos. O nível de confiança é de 95%.
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Até mesmo quem fuma apenas um cigarro por dia corre maior risco de sofrer uma morte prematura, em comparação a pessoas que nunca fumaram. De acordo com pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), um cigarro ou menos diariamente ao longo da vida aumenta em 64% o risco de morte prematura. Já entre os que fumam de um a dez cigarros por dia, o risco chega a 87%. "Os resultados deste estudo confirmam a vigência das advertências contra o tabaco e o fato de que não existe um nível (de consumo) sem riscos", afirmou Maki Inoue-Choi, diretora da Divisão de Epidemiologia do Câncer do NCI e autora principal do trabalho. Segundo o jornal O Globo, a pesquisa apontou que a mortalidade prematura entre fumantes leves está relacionada principalmente ao câncer de pulmão. Os cientistas analisaram dados médicos de mais de 290 mil adultos com idades entre 59 e 82 anos, dos quais 22.337 (7,7%) fumavam, 156.405 (54%) eram ex-fumantes e 111.473 (38,4%) nunca tinham fumado. Do total de fumantes, 159 consumiam menos de um cigarro por dia em média ao longo da vida, enquanto 1.500 relataram consumir entre um e dez cigarros por dia.
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O Instituto Butantan realizou nesta terça-feira (6), em Belo Horizonte, o lançamento oficial dos testes clínicos da vacina contra a dengue. Outras doze cidades já estão com os testes em andamento. A previsão é de que o imunizante possa ser disponibilizado ao público até 2018. "Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença", explicou Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, sobre a vacina produzida. Segundo a Agência Brasil, os testes em Belo Horizonte são realizados em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até agosto de 2017, 1.222 pessoas serão recrutadas como participantes. Dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que não possui o vírus e assim não tem efeito. Nenhum deles terá conhecimento se foi aplicada vacina ou placebo. Durante cinco anos, os participantes serão monitorados para avaliar se houve proteção em quem recebeu o imunizante. Ao todo, serão envolvidos 17 mil voluntários em 13 cidades das cinco regiões do Brasil. Esta é a terceira fase de testes com a vacina e a última necessária para submetê-la à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma vez aprovado, o imunizante poderá finalmente ser produzido em larga escala e chegar às unidades de saúde. Os dados disponíveis até agora nas duas primeiras fases indicam que ele é seguro e eficaz, induzindo o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro tipos de vírus da dengue.
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O primeiro caso de HIV foi notificado na Bahia em 1984. Até novembro deste ano, o estado já registrou 27.523 casos, dos quais 63% são do sexo masculino, de acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Em entrevista ao Bahia Notícias, a coordenadora de Vigilância e Controle de Agravos da pasta, Maria Aparecida Rodrigues, do total de pessoas com Aids no estado, 70% estão em tratamento. "Existem vários motivos para que as pessoas diagnosticadas não realizem o tratamento, entre eles estão a não aceitação do diagnóstico, medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação. No momento do diagnóstico, as pessoas não têm nenhuma doença e acham que não há necessidade de usarem a medicação", citou.
Entre 2005 e 2016, a Bahia registrou 6.160 mortes de pessoas com Aids, o que em grande parte das vezes está relacionado à ausência de tratamento, que pode ser realizado integralmente via Sistema Único de Saúde (SUS). "O primeiro passo é o diagnóstico. O diagnóstico pode ocorrer na rede pública ou na privada. O SUS oferece esse atendimento gratuito na rede básica de saúde. Com o diagnóstico positivo o usuário deverá ser encaminhado para os Serviços de Atenção Especializada (SAE) que estão distribuídos tanto em Salvador quanto no interior", explicou Maria Aparecida. Ainda assim, a coordenadora ressaltou a necessidade de melhorar o acesso ao tratamento. Leia a entrevista completa! Boletim do Ministério da Saúde mostrou que cerca de 260 mil brasileiros sabem que estão infectados por HIV, mas não realizam o tratamento (veja aqui). Como estão esses números na Bahia?
Na Bahia, em junho, tínhamos aproximadamente 70% das pessoas vivendo com Aids em tratamento. Os serviços estão envidando esforços para trabalharem junto a esses pacientes que não estão em tratamento, visando verificar a razão e tentar sanar as dificuldades para a adesão. O tratamento para HIV/Aids está disponível na rede SUS, assim o acesso é gratuito.
Qual seria o principal motivo para que pacientes com diagnóstico de HIV/Aids não busquem tratamento?
Existem vários motivos para que as pessoas diagnosticadas não realizem o tratamento, entre eles estão a não aceitação do diagnóstico, medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação, no momento do diagnóstico as pessoas não têm nenhuma doença e acham que não há necessidade de usarem a medicação. Em alguns locais, ainda pode existir dificuldade de acesso. O medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação faz com que comunicar o diagnóstico para outras pessoas do convívio social e familiar seja uma decisão difícil, cujo ato, muitas vezes, ainda é evitado e adiado. Nessa perspectiva, pessoas que descobrem a soropositividade veem-se diante de dúvidas e dilemas; se vale a pena, como, quando e para quem comunicar sobre o diagnóstico. O segredo sobre o HIV pode ter impacto negativo na adesão ao tratamento, na medida em que a pessoa receia que terceiros desconfiem de sua soropositividade ao descobrirem que usa determinados remédios, por exemplo. Assim, esconder o diagnóstico pode significar deixar de fazer muitas coisas do próprio tratamento, como exemplo, ir às consultas, fazer exames, pegar os medicamentos e tomá-los nos horários e doses recomendados. Portanto, assumir a condição de pessoa vivendo com HIV/Aids e compartilhar o diagnóstico com pessoas de confiança do convívio sócio familiar, podem favorecer a adesão adequada e o autocuidado.
Como é o processo para realizar tratamento contra HIV? Onde o paciente pode buscar ajuda?
O primeiro passo é o diagnóstico. O diagnóstico pode ocorrer na rede pública ou na privada. O SUS oferece esse atendimento gratuito na rede básica de saúde. Com o diagnóstico positivo o usuário deverá ser encaminhado para os Serviços de Atenção Especializada (SAE) que estão distribuídos tanto em Salvador quanto no interior. Nesse caso, os municípios conhecem a Rede de Referência e faz esse encaminhamento para o SAE de sua abrangência, ou seja, para o serviço mais próximo da residência do usuário. Após o atendimento o tratamento deve ser iniciado imediatamente.
Como está a Bahia no cenário da estratégia 90-90-90? Os números alcançados até agora são satisfatórios?
A Bahia tem até 2020 para atingir a meta 90-90-90 estabelecida. A meta consiste em ter 90% das pessoas com HIV diagnosticadas; deste grupo, 90% seguindo o tratamento; e, dentre as pessoas tratadas, 90% com carga viral indetectável. Ainda não temos com medir o impacto da meta 90-90-90. Assim no contexto da implantação da estratégia (meta) 90-90-90: quanto 90% das pessoas testadas temos um aumento de unidades realizando os testes, ou seja, facilitando o acesso para as pessoas testarem; quanto a 90% destas tratadas e 90% das pessoas tratadas com carga viral indetectável, estamos empreendendo esforços para o alcance das metas; aumentamos o número de serviços assistenciais e de unidade dispensadoras de medicamento. E temos incentivado o trabalho com adesão. Ainda precisamos avançar muito.
O que a senhora vê como o principal impedimento, por parte do sistema, para que as pessoas busquem ajuda? O que precisa ser melhorado?
Precisamos falar mais sobre o tema, nisso, incluo os meios de comunicação, colocar a importância da realização do diagnóstico precoce e, se resultado o resultado for positivo, início imediato do tratamento. Dar pauta para falar de prevenção. Precisamos melhorar o acesso, mas é necessário levar em conta que às vezes ter a informação e ter o serviço não é sinônimo de mudança de atitude ou de ação por parte dos sujeitos envolvidos.
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Esudos que abordam os efeitos de longo prazo do hábito de andar ou correr descalço são escassos. Uma nova revisão concluiu que há evidências limitadas da ocorrência de mais problemas nos pés relacionada a esse hábito. Além disso, não há evidência de um risco maior de lesões entre pessoas que têm esse costume, segundo a análise publicada no mês passado na revista "Medicine and Science in Sports and Exercise". "Tendo o grande 'debate sobre andar descalço' em mente, esperávamos mais evidências de efeitos de longo prazo da locomoção sem sapatos", disse o principal autor do estudo, Karsten Hollander, do Instituto da Ciência do Movimento Humano da Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Algumas populações, por exemplo na África do Sul, incluem muitas pessoas que têm o hábito de ficar descalças, disse Hollander à Reuters Health. Ele e seus colegas estão atualmente preparando um estudo maior comparando crianças que andam descalças na África do Sul om crianças que andam calçadas na África do Sul e Alemanha para avaliar o desenvolvimento dos pés e a performance motora. Na revisão publicada em novembro, Hollander e sua equipe incluiu 15 estudos que avaliaram mais de 8 mil pessoas comparando dados sobre biomecânica, performance motora e patologias observadas normalmente em pessoas que andam descalças e calçadas.
Foi observado que pessoas que andam descalças tendem a ter pés ligeiramente mais largos do que pessoas calçadas. Os índices de lesões foram similares nos dois grupos. Não houve evidência de que pessoas descalças têm performance motora melhor em longo prazo e houve evidência muito limitada para benefícios à saúde, segundo os autores. O corpo se adapta bem a andar ou andar descalço, segundo Hollander, "mas o corpo precisa de mais tempo para adaptar a essa nova técnica e eu acho que a quantidade de treino e recuperação que um corpo precisa é diferente para cada indivíduo".
Correr descalço
A revisão concluiu que os tipos de lesões observadas em pessoas que correm descalças ou calçadas foram diferentes, mas não há evidência que mostra que uma opção gera mais lesões do que a outra. "Enquanto correr calçado leva a mais lesões na fascia plantar, joelho, quadril e costas, corredores descalços estão mais propensos a ter lesão no tendão de Aquiles e outros tendões na extremidade inferior", disse o autor. "Minha opinião pessoal é que muitas pessoas poderiam se beneficiar de andar descalças", tomando cuidado para evitar riscos, afirmou Hollander. Sapatos minimalistas podem proteger os pés de perigos como cacos de vidro ou pedras. "Mas o importante é que a transição para correr descalço ou com sapatos minimalistas precisa de tempo e alguma adaptação na técnica de corrida."
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Quando comecei a trabalhar em um documentário, no começo de 2016, sobre as bolhas nas redes sociais, sabia pouco sobre este assunto que acabaria se transformando em uma das histórias que definiram este ano. Estava preocupado com as limitações de nossa presença digital em um sentido político e social. Devido a causas alheias à nossa vontade, a maioria de nós transformou nossas redes sociais em bolhas muito limitadas e agradáveis, fazendo com que as pessoas com pontos de vista políticos e sociais muito diferentes dos nossos não apareçam em nossas páginas no Facebook, por exemplo, apesar de, provavelmente, elas viverem ao lado de nossas casas. A culpa é das empresas que criam algoritmos para as redes sociais, cujas modificações estão programadas para nos mostrar o que "gostamos" na internet e coisas com as quais estamos de acordo. Curiosamente tudo isso tem como objetivo nos fazer mais felizes. Depois de conversar com vários especialistas, gurus da web e filósofos futuristas, descobri algumas formas de romper com esta bolha das redes sociais e caminhar para um futuro mais brilhante e, possivelmente, mais real. Veja alguns destes passos abaixo.
1) Desative a seleção automática de notícias
O Facebook mostra uma seção de notícias criada por seus algoritmos. O que se vê nelas é o que estes algoritmos "acreditam" ser o que você quer ver e o que você acha interessante. Frequentemente isto significa que seus amigos ou contatos que pensam de forma diferente de você a respeito de algum assunto nem sempre aparecem na sua timeline do Facebook. Com isso a sua exposição a pontos de vista diferentes fica reduzida. No entanto é possível mudar isso se você configurar o Facebook para ver as histórias na ordem em que foram publicadas ativando a opção "Mais recentes" (em sua página inicial, clique em "notícias" e escolha a opção "mais recentes"). O Facebook adverte que, mesmo que você faça esta mudança, "a sua configuração predeterminada voltará depois". Por isso você precisa refazer esta mudança a cada vez que se conectar. Se optar por esta mudança poderá ver em sua timeline histórias que talvez não signifiquem nada para você, de pessoas que talvez não conheça tão bem e muitas fotos que provavelmente sejam mais uma chateação do que algo bonito para olhar. Mas, pelo menos, terá uma seção de notícias de verdade.
2) Curta tudo
Se você clicar em "curtir" para tudo o que aparece em suas redes sociais, a inteligência artificial que controla os algoritmos ficará sabendo que você gosta de saber de tudo: todos os pontos de vista e todo tipo de política. Isso abre a possibilidade para que as coisas se repitam em sua timeline, inclusive as duas ou mais versões de uma mesma história. Se você incluir mais pontos de vista diferentes em seu perfil, sua informação será mais completa É jeito meio grosseiro de enganar o sistema, mas pelo menos você estará fazendo algo para ter uma visão mais ampla das notícias.
3) Não clique nos links
Existe uma outra opção, mais radical: limite seus cliques apenas aos aniversários e fotos de seus contatos, mantendo tudo o que for relacionado a assuntos políticos e sociais fora de sua timeline (pelo menos temporariamente). Uma vez que você conseguiu converter sua presença digital na coisa mais chata do mundo, então você poderá colocar em prática velhas habilidades como ler cada ponto de vista sobre uma história política, vindos de fontes diferentes e veículos de imprensa diferentes. E, partir do que você conseguir ler, poderá chegar às suas conclusões.
4) Organize e e pregue o evangelho do conteúdo sem filtro
É inútil abandonar o sistema se o resto do mundo continua dentro da "Matrix". As empresas de redes sociais e os algoritmos não são uma força do mal com o objetivo de mudar nossa espécie, são apenas reflexos de nós mesmos. Se mudarmos de coletivamente a forma com que consumimos a informação nas redes sociais, teremos um mundo com mais variedade, mais aberto e mais complexo.
5) Delete sua conta, desconecte e abandone tudo!
Esta opção, para alguns, parece impossível.
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O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou nesta quinta-feira (8) ser favorável ao cumprimento da norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe os aditivos que dão sabor e cheiro aos cigarros. "80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18, então, para esse público esses aditivos são atraentes. Isso não é bom para a saúde pública", disse Barros, após reunião do Conselho Nacional de Saúde, segundo a Agência Brasil. Em 2012, a Anvisa estabeleceu norma que dispôs sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, proibiu o uso de palavras como "light", "suave", "soft", dentre outras e restringiu o uso de substâncias aditivas em cigarros, permitindo somente a utilização dos aditivos indispensáveis ao processo produtivo.
Na prática, estes componentes são responsáveis por dar sabores e cheiros mais agradáveis ao produto, o que, segundo especialistas, atrai principalmente o público jovem para o vício do cigarro. No entanto, a regra nunca esteve em vigor, já que entidades ligadas à indústria do fumo entraram com ação no Supremo Tribunal Federal, que acatou o pedido liminarmente. No final do mês passado, o assunto voltou à pauta do Supremo, mas ainda não tem data para ser votado conclusivamente. Barros afirmou que a proibição de aditivos de cigarros é um assunto prioritário para o Ministério da Saúde. Com a expectativa da votação, o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa foi ao Supremo Tribunal Federal para "esclarecer os motivos pelos quais a agência quer proibir o uso de substâncias que possuam tão somente a função de mascarar sabores, odores e sensações ruins em cigarros e outros produtos fumígenos, com o objetivo de fazer com que os usuários utilizem cada vez mais estes produtos".
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Aproximadamente 535 milhões de crianças, uma de cada quatro no mundo, vivem em países em conflito, "sem proteção, sem acesso à saúde e educação de qualidade e com problemas de nutrição", segundo denunciou nesta sexta-feira (9) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Este número, considerado "colossal" pelo porta-voz da organização, Cristoph Boulierac, foi publicado em um relatório prévio à celebração do 70° aniversário da criação da entidade. Os países da África Subsaariana acolhem quase três quartas partes – 393 milhões – das crianças ameaçadas por guerras e crise humanitárias de todos os tipos, seguidos pelos estados do Oriente Médio e o norte da África, nos quais residem 12% do total dos menores afetados. A metade das quase 50 milhões de crianças deslocadas foi afastada de suas casas por conflitos, afirma o Unicef, que se referiu com especial preocupação à situação dos menores na Síria, Nigéria, Afeganistão, Iêmen e Sudão do Sul.
Crianças-soldado
O número de crianças que vivem nas 16 áreas sitiadas da Síria, sem acesso a serviços básicos e nem a ajuda humanitária, chega a 500 mil, de acordo com Unicef. No nordeste da Nigéria um milhão de crianças foram obrigadas a fugir dos ataques do grupo terrorista Boko Haram enquanto no Iêmen já são quase 10 milhões afetadas pelo conflito que arrasa o estado da península arábica. No Afeganistão e Sudão do Sul aproximadamente a metade das crianças não recebem educação primária. Por outro lado, a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a questão das crianças e dos conflitos armados, Leila Zerrougui, denunciou a presença de crianças-soldado nestes cinco países, além de no Sudão, Mali, Líbia, Congo e República Centro-Africana. "Não há dúvidas de que grupos armados ao redor do planeta estão recrutando crianças em suas fileiras de forma forçosa", afirmou. A representante nomeou os grupos jihadistas Estado Islâmico (EI), a frente da Conquista do Levante (antigo Frente al Nusra) e Boko Haram, como alguns dos "atores não estatais" que realizam esta prática. O diplomata se referiu especialmente ao trabalho de radicalização que o EI está realizando nos territórios que ocupa, onde "está recrutando crianças como estratégia de futuro, para preparar uma nova geração que continue com a luta se eles forem derrotados", explicou. Além disso, Zerrougui denunciou que os menores que fogem de zonas de conflitos são frequentemente detidos e capturados por exércitos e milícias já que são percebidos como "ameaças para a segurança" ao invés de "vítimas", sobretudo se forem meninos entre 14 e 20 anos. Estas detenções são frequentes na Nigéria, país no qual, apenas em 2016, cerca de 25 menores cometeram ataques suicidas em nome do Boko Haram.
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O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a Olimpíada do Rio de Janeiro e o game “Pokémon Go” foram os assuntos mais comentados do Facebook no Brasil em 2016, informou a rede social nesta quinta-feira (8). A pauta política dominou as conversas no site de Mark Zuckerberg. Outros dos dez tópicos mais discutidos na rede social foram a Lava-Jato e as eleições dos Estados Unidos. A lista traz ainda a tragédia que derrubou o avião da Chapecoense e as mortes de David Bowie ao 69 anos e de Fidel Castro, aos 90 anos. Outro dos assuntos mais falados é o vírus da zika. O curioso é que, em novembro, a própria rede social admitiu que três dos dez artigos mais compartilhados sobre a epidemia eram falsos. A rede social também liberou vídeos de retrospectiva do ano, em que os usuários poderão ver uma compilação de momentos marcantes publicados por eles ou sobre eles no Facebook. É possível ver esses vídeos no seguinte endereço: facebook.com/yearinreview2016.
Veja abaixo os assuntos mais comentados do ano:
1) Impeachment
2) Jogos Olímpicos de 2016 do Rio de Janeiro
3) Pokémon Go
4) Carnaval
5) Acidente de avião da Associação Chapecoense de Futebol
6) Eleições nos EUA
7) Operação Lava-Jato
8) Zika
9) David Bowie
10) Fidel Castro
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O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, visitou, nesta quinta-feira (8), a instalação de três supercomputadores recém-adquiridos pelo ministério para integração e informatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Com projetos como o Prontuário Eletrônico, o governo pretende reunir e processar as informações de cada unidade de saúde do país. Os municípios têm até o dia 10 de dezembro para se integrar ao sistema. Até o momento, segundo o ministro, 4400 municípios responderam ao chamado do governo federal. No dia 14 de dezembro, o Ministério irá dovulgar um balanço das cidades e unidades que já aderiram a essa informatização e aquelas que não o fizeram. Será a partir dessas respostas que o governo federal pretende levantar um número de quantas unidades não possuem computadores, quantas não têm conectividade e quantas não contam com pessoal capacitado para trabalhar com o sistema integrado e informatizado. Os supercomputadores já estão instalados, mas os softwares que serão utilizados para implantação desse sistema integrado serão licitados em 2017. A previsão do ministro é de que, em março, o sistema fique pronto para funcionamento, mas a partir daí a efetivação dessa troca de dados dependerá da integração dos municípios no sistema e na sua aplicação em cada cidade.