Guarda municipal socorre homem atacado na rua | Foto: Reprodução / YouTube
Com uma paralisação de policiais militares que chega ao sexto dia nesta quinta-feira (9), o Espírito Santo registrou 101 mortes violentas, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do estado. Segundo informações do portal G1, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ainda não divulgou os números oficiais e afirma que não é o momento de fazer balanço dos crimes ocorridos no período. O movimento ocorre desde o último sábado (4), a partir da mobilização de familiares de PMs, que tem impedido a saída dos profissionais dos batalhões em todo o estado. O protesto pede reajuste salarial da categoria – o piso salarial de um soldado é de R$ 2.646,12 – além de melhorias da condição de trabalho, adicional noturno, adicional por periculosidade, plano de saúde, entre outras reivindicações. A última reunião entre os manifestantes e representantes do governo ocorreu na quarta (8) e terminou sem acordo. Um novo encontro será realizado nesta quinta (9), às 14h, com a apresentação de uma contraproposta do governo.
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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (9) que derrubou na Justiça a liminar que suspendeu a nomeação de Wellington Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo informações do portal G1, a liminar foi emitida nesta quinta-feira (9) pelo juiz Eduardo Rocha Penteado, da Justiça Federal do Distrito Federal, no âmbito de uma ação movida por três cidadãos na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, que apontavam “desvio de finalidade” e “ofensa à moralidade” com a nomeação do ministro. Eles argumentam que Moreira Franco foi nomeado após a homologação da delação premiada da Odebrecht, na qual é citado, para ganhar o chamado “foro privilegiado”, e com isso ser investigado somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A AGU, no entanto, recorreu da decisão ao presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região, sediado em Brasília.
Posto de saúde do distrito de Lagoa Grande fica lotado por conta do surto da dengue (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)
O distrito de Lagoa Grande, que fica no município de Cândido Sales, no sudoeste da Bahia, enfrenta um surto de dengue. O índice de infestação predial do mosquito Aedes Aegypti, que equivale a relação entre o número de imóveis onde foram encontradas larvas do transmissor da doença, é de 22% no distrito, bem maior que o tolerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. Os dados fazem parte do último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado ano passado na região. Segundo a Secretaria de Saúde de Cândido Sales, até o dia 28 de janeiro, 130 casos suspeitos dengue, chikungunya e zika foram notificados na cidade. A maioria foi de dengue. Cerca de 80% dos registros da doença no município foram feitos no povoado de Lagoa Grande, que tem 2.500 habitantes. Por causa do aumento no número de casos suspeitos de dengue, agentes de endemias tem usado o fumaçê para combater o mosquito Aedes Aegypti. Eles estão indo de casa em casa e quase sempre encontram recepientes com água parada.
O surto tem levado muitas pessoas a procurar atendimento médico e o posto de saúde do distrito tem ficado quase os todos dias lotado. A aposentada Wildizir das Neves não sai de casa sem um estoque de repelente e diz que pensa em se mudar da cidade por conta da situação. "Morei há 40 anos em São Paulo, estou aposentada para morar aqui. Mas se continuar comprando repelentes e correndo risco de vida, não vou poder ficar", afirma. Além da preocupação com a dengue, chikungunya e zika, um caso de febre amarela no município é investigado. A vítima é um homem de 35 anos que morreu no mês de janeiro. "Nós fizemos todo o bloqueio na casa do rapaz que teve o óbito, também fizemos coleta de sangue dele e estamos esperando o resultado", afirmou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Nilma Cardoso.
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Um acidente grave foi registrado no final da manhã desta quarta-feira (8), em Belo Campo, distante 64 km de Conquista. Segundo relato de testemunhas, um trabalhador a serviço da Prefeitura, estava realizando serviços de poda em uma mangueira defronte ao prédio do Executivo Municipal. Foi quando recebeu uma fortíssima descarga elétrica, vinda dos fios de alta tensão, encostados à árvore. O homem, ainda não identificado, desfaleceu após um grande clarão visto por pedestres, que se aglomeraram no local e observaram a vítima desfalecida e pendurada nos galhos. Após ser retirado por socorristas, ainda com vida, o homem foi encaminhado em estado gravíssimo para um hospital de Vitória da Conquista, inconsciente. Seu estado de saúde, no momento, é ignorado.
- Agência Brasil
- 09 Fev 2017
- 09:25h
(Foto: Reprodução)
Os valores repassados pela União a estados e municípios para a complementação da merenda escolar terão agora seu primeiro reajuste após sete anos. O aumento está sendo anunciado neste momento pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em cerimônia no Palácio do Planalto. Os R$ 465 milhões a mais, a serem liberados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em 2017, beneficiarão 41 milhões de estudantes. O reajuste será de 20% para alunos dos ensinos fundamental e médio, público que representa 71% dos atendidos pelo programa. Os demais terão aumento médio de 7%. Esses percentuais referem-se ao reajuste per capita/refeição a ser aplicado. O orçamento do Pnae para 2017 é de R$ 4,15 bilhões. Desse total, R$ 1,24 bilhão têm como destino a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares. “O acesso à alimentação de qualidade, à merenda, é uma condição indispensável para um bom aprendizado.
Desde 2010 o valor da merenda não tinha qualquer reajuste repassado para os governos estaduais e municipais”, disse o ministro, ao abrir a cerimônia. Segundo o Ministério da Educação, os repasses aos municípios serão corrigidos acima de 10%. Para os destinados a municípios com até 20 mil habitantes, os repasses terão aumento de 15%. “Eles passarão a receber R$ 231 mil, enquanto os municípios com até 50 mil habitantes receberão R$ 429 mil [12% de reajuste]”, informou o ministro Mendonça Filho. Esses valores têm como referência 200 dias letivos por ano e serão repassados a cada 20 dias letivos. Municípios com até 100 mil habitantes receberão R$ 993,4 mil; e os com até 500 mil habitantes, R$ 2,83 milhões, o que corresponde a reajustes de 12% e 13% respectivamente. O Pnae transfere recursos suplementares a estados e municípios, ao Distrito Federal e a escolas federais, com o objetivo de suprir as necessidades nutricionais dos alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e comunitárias conveniadas.
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(Foto: Divulgação/PM)
Uma adolescente de 14 anos matou o pai com um tiro de espingarda e afirmou que agiu porque foi abusada sexualmente por dois anos, em Tarauacá, no interior do Acre. A morte aconteceu na noite de terça-feira (7) na zona rural da cidade, mas a polícia só foi ao local hoje. A informação é do G1. A Polícia Civil informou que a jovem passou por exame que comprovou o estupro. Foi considerado que ela agiu em legítima defesa e ela não ficou apreendida, mas o caso será encaminhado para a Justiça. Já a Polícia Militar informou que uma guarnição foi ao local e encontrou a adolescente com a mãe. Ela confessou o crime e contou que era abusada desde os 12 anos. A menina relatou à polícia que sofria constantes ameaças do pai, assim como a mãe e os irmãos. Na noite do crime, o pai estava bebendo, segundo depoimentos. A mãe foi dormir por volta das 23h, quando então o pai pegou uma faca, foi até a adolescente e a obrigou a manter relações sexuais. Segundo a menor, ele ainda disse que se ela contasse o fato iria matar toda a família. Mesmo assim, a jovem contou que resistiu. A mãe acordou para ir ao banheiro e viu a cena. O pai então afirmou que iria matar todos, para não haver testemunha do fato. Os pais da garota começaram uma briga corporal. A jovem então pegou uma espingarda e baleou o pai. Vizinhos chegaram a tentar socorrê-lo, mas ele já chegou sem vida à zona urbana da cidade.
(Foto: Reprodução)
A reforma do ensino médio foi aprovada nesta quarta-feira (8) pelo Senado. O texto, que segue para sanção do presidente Michel Temer, foi inicialmente colocado em vigor como Medida Provisória (MP). O texto final manteve todos os eixos do texto original. Abaixo, veja os principais pontos: O que é a reforma? É um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória apresentadas pelo governo federal em 22 de setembro de 2016. Por se tratar de uma medida provisória, o texto teve força de lei desde a publicação no "Diário Oficial". Para não perder a validade, precisava ser aprovado em até 120 dias (4 meses) pelo Congresso Nacional.
Quem elaborou a MP?
A MP foi elaborada pelo Ministério da Educação e defendida pelo ministro Mendonça Filho, que assumiu a pasta, após a posse de Michel Temer, em 1º de setembro de 2016. Antes da MP, estava em tramitação na Câmara o Projeto de Lei nº 6840/2013, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Entidades como o Movimento Nacional pelo Ensino Médio defendiam a continuidade da tramitação e das discussões sobre o PL. Governo e congressistas dizem que o conteúdo da MP considera discussões da Comissão Especial que resultou no PL.
O que ficou definido na reforma?
A reforma flexibiliza o conteúdo que será ensinado aos alunos, muda a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos do ciclo, dá novo peso ao ensino técnico e incentiva a ampliação de escolas de tempo integral.
O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. Mas a nova lei já determina como a carga horária do ensino médio será dividida. Tudo o que será lecionado vai estar dentro de uma das seguintes áreas, que são chamadas de "itinerários formativos":
- linguagens e suas tecnologias
- matemática e suas tecnologias
- ciências da natureza e suas tecnologias
- ciências humanas e sociais aplicadas
- formação técnica e profissional
As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários formativos.
O texto determina que 60% da carga horária seja ocupada obrigatoriamente por conteúdos comuns da BNCC, enquanto os demais 40% serão optativos, conforme a oferta da escola e interesse do aluno, mas também seguindo o que for determinado pela Base Nacional. No conteúdo optativo, o aluno poderá, caso haja a oferta, se concentrar em uma das cinco áreas mencionadas acima.
A língua inglesa passará a ser a disciplina obrigatória no ensino de língua estrangeira, a partir do sexto ano do ensino fundamental. Isso quer dizer que Congresso manteve a proposta do governo federal. Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, essa língua deve ser obrigatoriamente o inglês. Se ela oferece mais de uma língua estrangeira, a segunda língua, preferencialmente, deve ser o espanhol, mas isso não é obrigatório.
- Mais escolas em tempo integral
Outro objetivo da reforma é incentivar o aumento da carga horária para cumprir a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral. No ensino médio, a carga deve agora ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano, de acordo com o MEC. No texto final, os senadores incluíram uma meta intermediária: no prazo máximo de 5 anos, todas as escolas de ensino médio do Brasil devem ter carga horária anual de pelo menos mil horas. Não há previsão de sanções para gestores que não cumprirem a meta.
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Entre as novidades anunciadas pelo governador Rui Costa nesta quarta-feira (8), durante a abertura do ano letivo da rede estadual, está uma parceria com o Google para disponibilização gratuita de aplicativos da plataforma Google Apps para Educação. O aplicativo Google Sala de Aula oferece um ambiente virtual de aprendizagem que se configura como uma rede social de conhecimentos, integrando alunos e professores. O projeto inclui o treinamento de gestores e professores, começando em 20 escolas de oito núcleos territoriais de educação. “As escolas precisam de manutenção na infraestrutura, material didático, tecnologia, mas, acima de tudo, eu gosto de ressaltar a importância que tem o envolvimento e o apoio da família na educação dos jovens. Isso faz toda a diferença”, afirma Rui. Ainda estão planejadas a implantação de coordenação pedagógica em cada escola e o projeto Escolas Culturais. “Em 2017, vamos apostar na arte e na cultura como elementos de atração do jovem para a escola. Vamos lançar as Escolas Culturais em março. Um projeto que vai transformar mais de 80 escolas do estado em espaços de cultura, não só para os alunos, mas para toda a comunidade das cidades onde elas estiverem inseridas”, explica Rui.
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A indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal dividiu a opinião de senadores nesta quarta-feira, 8, durante uma visita que o indicado fez ao Senado apresentar suas credenciais ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Moraes se licenciou do ministério depois que foi indicado, na segunda-feira (6), pelo presidente Michel Temer para substituir o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no litoral fluminense em janeiro. Depois de receber a visita de Moraes, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou a elogiar a indicação e disse que a série de visitas aos senadores é “absolutamente protocolar e usual”. Disse também que não vê nenhum "demérito" no fato de um indicado ao Supremo sair dos quadros do governo. “Se nós formos fazer uma análise histórica hoje, mais de 30% dos ministros do Supremo Tribunal Federal dos últimos 20 anos tinham filiação partidária ou serviram a governos antes de ir ao Supremo, o que não é demérito algum. Significa que eles participaram da vida democrática do seu país, em partidos políticos ou servindo a governos”, defendeu o senador.
Oposição
Enquanto o ministro Alexandre de Moraes era recebido por lideranças da bancada governista, os senadores da oposição voltaram a criticar sua indicação ao STF. Para o bloco da Minoria do Senado, a indicação foi eminentemente política. “O que a gente levanta é que há uma grande contradição nisso tudo porque, de acordo com a própria tese do indicado, hoje ele jamais poderia ser indicado – ele disse que não é ético, que não é correto, alguém que ocupa cargo de confiança ser indicado para uma posição como essa do Supremo Tribunal Federal. Então, não pode alguém entrar para o Supremo com essa dúvida, o que [Moraes] escreve vale para os outros, mas não vale para si próprio” afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o presidente Michel Temer perdeu uma oportunidade de fazer a indicação de um nome que fosse mais elogiado e que pudesse marcar a história. “O presidente Temer é do mundo jurídico. Eu creio que ele perdeu a chance de indicar um nome que fosse aplaudido por todo o Brasil. Ao contrário, ele indicou um nome que está sendo criticado por muita gente. Eu acho que o presidente Temer perdeu a grande chance de marcar o seu mandato com o nome que ficasse na história do Supremo pela recepção positiva que recebesse.” Os oposicionistas voltaram a se manifestar sobre o assunto em sessão plenária e disseram que o bloco da Minoria do Senado ainda não tem deliberação coletiva sobre a sabatina e os votos em plenário da indicação de Moraes.
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O juiz federal Sergio Moro, da Operação Lava Jato, em Curitiba, negou nesta quarta-feira (8) pedido de suspensão do processo contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados do petista protocolaram petição, em que solicitaram o adiamento das audiências de testemunhas de defesa, em decorrência da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, na sexta-feira (3). "Apesar de trágico e lamentável acontecimento, há diversas audiências já designadas, com dezenas de testemunhas, e para as quais foram realizadas dezenas de diligências por este Juízo e pelos diversos Juízos deprecados para a sua viabilização", escreveu Moro, em despacho desta quarta, 8. "Assim, indefiro o requerido." Lula é réu nesse processo pelo recebimento de R$ 3,8 milhões em propinas da OAS, em forma de reforma e ampliação do tríplex no Edifício Solaris, no Guarujá (SP) - que a Lava Jato diz ser do ex-presidente, e ele nega - e no custeio do armazenamento de bens, em empresa especializada.
"Pleiteia a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva a redesignação das audiências marcadas para as próximas duas semanas 'tendo em vista motivos pessoas relevantes que prejudicam o contato do peticionário com sua defesa técnica e, por conseguinte, impede que esta última possa se preparar adequadamente para tais audiências", explica o juiz da Lava Jato. Marisa era ré no processo, mas com sua morte a acusação contra ela fica extinta. Moro lembra no despacho que "o ex-presidente foi dispensado de comparecer nas audiências de oitiva de testemunhas e, de fato, não tem comparecido". O juiz destacou que as testemunhas, com depoimentos agendados para as próximas semanas, foram arroladas pelos advogados do ex-presidente no dia 10 de outubro de 2016, quando foi apresentada defesa preliminar de Lula no processo. O pedido da defesa de Lula foi entregue à Justiça Federal na terça-feira, 7. Nele, os criminalistas José Roberto Batochio, Juarez Cirino dos Santos, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira alegam "motivos pessoais relevantes que prejudicam o contato do Peticionário com sua defesa técnica e, por conseguinte, impede que esta última possa se preparar adequadamente para tais audiências". "É de se concluir que a Defesa já teve tempo suficiente para se preparar previamente para as inquirições em questão", registra Moro. "Falta, por fim, amparo legal para o pleito de suspensão do processo."
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Ângelo Cavalcanti, de Suzano, foi aprovado em nove universidades de medicina. Ele também gabaritou em química e biologia na Fuvest (Foto: Angelo Cavalcanti/ Arquivo Pessoal)
Ângelo Thomaz Duarte Cavalcante, de 20 anos, ficou ‘desaparecido’ do ambiente digital no último ano. Desativou suas contas nas redes sociais e restringiu as saídas de fim de semana com os amigos. Cortou até o celular. Tudo isso por um objetivo: ser aprovado em medicina na Universidade de São Paulo (USP). E o esforço valeu a pena. Além da USP, Angelo foi aprovado em outras oito universidades de medicina, sendo quatro públicas e gabaritou nas disciplinas de biologia e química na Fuvest. O morador de Suzano é o primeiro da família a estudar em uma universidade pública e a cursar medicina. O segredo, segundo ele, foi tomar uma atitude dolorida, mas bem simples: sair das redes sociais e cortar o celular. “Eu resolvi ficar bem focado nos estudos. Não foi fácil, porque eu só estudava. Cortei celular, desativei minhas contas nas redes sociais e quase parei de sair de casa. A rotina era de 14 horas de estudo ou mais, mas valeu a pena”, contou.
O morador de Suzano fez o ensino médio na Etec Presidente Vargas, em Mogi das Cruzes, que apesar de pública, seleciona seus alunos por meio de um exame. Quando terminou, há dois anos, já engatou no cursinho. “Eu já sabia que queria fazer medicina desde os 16. Eu tinha outras opções, mas conforme fui crescendo, fui tendo certeza de que não me vejo fazendo outra coisa. Meus pais me deram condições para que eu só estudasse. Em casa tem um ambiente legal para o estudo, então tudo favorece”, detalhou. A rotina era pesada: cursinho a partir das 7h20 até as 13h30, pausa para voltar para casa, almoçar e descansar, e cara nos livros a partir das 15h30 até 23h30 em alguns dias. “Peguei um ritmo legal de estudos. Então fazia essa rotina de segunda a sábado e descansava aos domingos. Nos domingos que eu precisava estudar, fazia isso em um horário reduzido”, disse. A lista de aprovação contempla nove universidades, sendo: USP, Unifesp, Unicamp, Federal de Goiânia, Unicid, PUC Sorocaba, PUC Campinas, Anhembi Morumbi e Santa Casa. Na PUC Sorocaba, foi aprovado em 1° lugar e ganhou uma bolsa de 50%. Na unidade, o aluno também gabaritou em matemática. Na Fuvest, prova que lhe deu acesso à USP, Ângelo gabaritou em Biologia e Química na 2° fase. Na Unicamp, gabaritou em Física. “Estudei com mais afinco essas matérias porque são as três disciplinas obrigatórias e mais exigidas no currículo pra medicina: biologia, química e física. Dei atenção para as demais matérias também, mas foi bom acertar todas as questões nessas com mais peso pra carreira”, disse. Na Unicid, além de ter ficado em 3° lugar, tirou 9,2 em redação. Angelo ainda aguarda detalhes sobre alguns vestibulares, mas já escolheu onde vai estudar e, por enquanto, qual carreira dentro da medicina seguir. “Vou pra USP que é o meu sonho. O resultado saiu dia 2 (de fevereiro), mas a ficha nem caiu ainda. Penso em ser cirurgião, mas pode ser que a convivência na área me faça mudar de ideia”, disse.
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Thainara Faria (PT) durante fala na tribuna (Foto: Assessoria de Imprensa Câmara Municipal de Araraquara)
Uma vereadora de Araraquara, a quase 300 km da capital paulista, causou polêmica na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal ao se recusar a ler trechos da Bíblia antes do início das sessões. O artigo 148 do regimento interno da Casa determina que o presidente deverá abrir a sessão sempre com a frase "sob a proteção de Deus, iniciamos os trabalhos" e, posteriormente, um vereador deverá prosseguir com leitura de um trecho do livro sagrado para os cristãos. "O trecho a ser lido deverá ter aproximadamente seis versículos", diz o parágrafo quarto do regimento. O documento ainda estabelece que seja feito um rodízio de vereadores para a leitura, obedecendo a ordem alfabética. A Câmara Municipal de Araraquara possui 18 vereadores. Em discurso feito na sessão que abriu a nova legislatura, Thainara Farias (PT), 22, afirmou que mesmo sendo católica e frequentar a igreja ela não leria trechos da Bíblia no plenário da casa, em respeito ao princípio de laicidade do Estado brasileiro.
"Eu fiz a opção de não ler o trecho da Bíblia aqui neste plenário, sendo católica, batizada, e frequentadora da Igreja Católica", Thainara Farias, vereadora pelo PT. "O Brasil é um Estado laico, e um Estado laico significa que o país ou nação tem uma posição neutra no campo religioso", disse Thainara, que foi eleita no ano passado para o seu primeiro mandato como vereadora, sendo a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal da Araraquara, no interior de São Paulo. "Então, se não deveríamos permitir a interferência religiosa no Estado como parlamentares, deveríamos fazer nossas orações em particular, porque senão em vez de chamar o vereador aqui para ler um trecho da bíblia poderíamos chamar um vereador para vir aqui encarnar um caboclo e falar a palavra também de outras religiões", concluiu. Em entrevista ao UOL, Thainara Farias contou que a fala feita na primeira sessão ordinária da Câmara gerou muita polêmica, inclusive nas redes sociais da vereadora. "Muita gente elogiou a minha postura, mas teve muita gente me chamando de herege, dizendo que era mentira que eu era católica, que frequentava a igreja", contou. Thainara contou que sua fala causou desconforto também dentro da Casa. "Os vereadores me olharam torto, fizeram cara feia, mas todos me respeitaram. O presidente chegou a dizer que eu poderia ter me recusado a ler e não ter falado nada sobre isso na tribuna", disse. O regimento interno diz que caso algum dos vereadores não pretenda fazer a leitura deve retirar o nome da "lista elaborada para esse fim". "Mas eu achei importante expressar isso na tribuna para que as outras religiões se sintam acolhidas. Tem que haver a representação de outros segmentos porque aqui é a casa do povo", afirmou. A vereadora conta ainda que desde que se recusou a ler a Bíblia na Câmara, os demais vereadores --quatro deles reconhecidamente religiosos -- tem enfatizado falas de cunho religioso. "Todos tentaram falar de Deus para me atacar", acredita. Ela contou ainda que está conversado com líderes religiosos para propor um projeto de lei sobre o tema. "Tem que conversar, conseguir adeptos, apoio, porque 17 dos 18 vereadores certamente votariam contra um projeto que propusesse retirar essa parte do regimento", disse.
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- Tribuna da Bahia
- 08 Fev 2017
- 15:56h
(Foto: Reprodução)
A Câmara dos Deputados analisa proposta que permite a mulher se afastar do trabalho por até três dias ao mês durante o período menstrual. Nesses casos, poderá ser exigida a compensação das horas não trabalhadas, para que não haja prejuízo para a empresa. A medida está prevista no Projeto de Lei 6784/16, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que acrescenta um artigo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43), na parte que trata do trabalho da mulher. Para elaborar o projeto, Carlos Bezerra se inspirou em notícia veiculada na imprensa sobre uma empresa britânica que adotou esse tipo de licença.
“O afastamento do trabalho durante a menstruação tem respaldo científico e é defendido por médicos, levando-se em conta as alterações sofridas pelo corpo feminino durante esse período”, explica Bezerra. “Cerca de 70% das mulheres têm queda da produtividade do trabalho durante a menstruação, causada pelas cólicas e por outros sintomas associados a elas, como cansaço maior que o habitual, inchaço nas pernas, enjoo, cefaleia, diarreia, dores em outras regiões e vômito”, lista o parlamentar citando estudo sobre o assunto elaborado pela empresa MedInsight. Carlos Bezerra acredita que a proposta trará vantagens para as mulheres trabalhadoras e para as empresas, que contarão com a força de trabalho feminina nos momentos de maior produtividade. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Em meio à onda de violência e de crimes registrados no Espírito Santo, imagens de uma pessoa em específico cometendo um saque deu o que falar nas redes sociais. As fotos mostram a ex-candidata a vereadora Marcela Ranocchia, que é filiada ao PSDB, saindo de uma loja que foi invadida pelos bandidos, em Cachoeiro de Itapemirim, o quinto município mais populoso do Espírito Santo. Nas imagens, Marcela aparece com duas sacolas cheias de produtos nas mãos, enquanto sai da loja. A reportagem do iG tentou entrar em contato com a ex-candidata, mas não obteve sucesso. Por meio de nota divulgada à imprensa, o presidente do PSDB de Cachoeiro de Itapemirim, Cícero José de Souza Moura, lamentou o ocorrido e anunciou que irá instaurar processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. Leia a íntegra da nota do partido:
O PSDB Cachoeiro vem a público dizer que tomou conhecimento, através das redes sociais, de que uma candidata ao pleito de vereadora no ano de 2016 pelo partido participou dos saques ocorridos em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 06/02/17. As medidas cabíveis para a verificação e punição pelo partido já estão sendo adotadas, inclusive com a instauração de processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. Confirmado o fato, após a garantia da ampla defesa e do contraditório, será expulsa. O PSDB Cachoeiro repudia veementemente qualquer ato de vandalismo ou de ação criminosa perpetrado por qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que afirma que a conduta de um de seus membros não se assemelha aos dos demais participantes da sigla.
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- Tribuna da Bahia
- 08 Fev 2017
- 14:27h
(Foto: Reprodução)
A Justiça Federal em Taubaté, no interior de São Paulo, condenou a dois anos e quatro meses de reclusão um internauta denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo por incitar a discriminação contra habitantes da cidade do Rio e das regiões Norte e Nordeste do Brasil. O fato ocorreu em outubro de 2014, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, quando o réu publicou em seu perfil do Facebook ‘duas manifestações carregadas de preconceito quanto à procedência nacional’. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, durante uma hora por dia de condenação, e pagamento de multa de dois salários mínimos. As informações foram divulgadas no site do Ministério Público Federal (processo 0000149-82.2016.4.03.6121, para consultar a tramitação acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/) Em uma postagem, o internauta afirmou: “Parabéns especial para o povo nordestino, nortistas e para os cariocas também!!!! Mais uma vez vcs acabaram de f**** com o Brasil seus b*****!!!!!! Na hora de pedir comida, teto, saúde e o caramba a quatro, veem para SP pedir nossa ajuda. Meus parabéns povinho de m****!!!!” (sic). Horas depois, o acusado ainda publicou uma segunda manifestação, contendo as mesmas provocações e hostilidades.
O segundo texto: “Não tenho dúvida alguma, por esse motivo sou a favor da criação do imposto sobre jegue e o burro. Imaginem a receita que teríamos principalmente no norte e nordeste do Brasil! !!!” (sic). Em depoimento, o réu assumiu a autoria das postagens, alegando que foram motivadas pelo grande número de votos que a presidente reeleita recebeu nas regiões Norte e Nordeste, bem como na cidade do Rio. Segundo ele, sua conduta ‘não passou de um desabafo, motivado pela indignação com a situação política, sem a intenção de depreciar os cidadãos daquelas localidades’. O internauta afirmou ainda que não tem nenhum tipo de preconceito contra tais habitantes, ‘possuindo, inclusive, amigos e familiares da esposa no Estado da Bahia’. Para a Justiça, contudo, ‘o contexto político da época apenas serviu de pano de fundo para o desenrolar dos fatos, ocorrendo inequívoco abuso do direito de liberdade de expressão por parte do réu.” A sentença ressalta que ‘as declarações transbordaram a seara do legítimo debate político ao externar opiniões preconceituosas e discriminatórias capazes de atingir a honra objetiva das pessoas vinculadas às regiões supracitadas’.
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