Bruno Henrique é investigado em operação por manipulação de resultado em apostas esportivas

  • Bahia Notícias
  • 05 Nov 2024
  • 16:25h

Foto: Marcelo Cortes/CR Flamengo

Uma operação policial deflagrada na manhã desta terça-feira (5), teve como alvo o atacante Bruno Henrique, do Flamengo. O jogador é suspeito de manipular resultados em jogos de futebol para beneficiar apostas esportivas. A informação foi divulgada pela jornalista Rafael Cascardo, da CNN.

Agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro estiveram no Ninho do Urubu nesta terça para cumprir um mandado de busca e apreensão no quarto de Bruno Henrique, localizado nas dependências do centro de treinamento do Flamengo.

 

Foto: Divulgação/CNN

Foto: Divulgação/CNN

Segundo a investigação da CNN, existem provas de que Bruno Henrique esteve envolvido em um esquema após uma partida contra o Santos, no dia 1º de novembro de 2023. O jogador teria sido advertido com dois cartões amarelos em um curto intervalo de tempo, o que resultou em sua expulsão. Essa sequência de eventos teria sido intencional, com o objetivo de beneficiar apostas realizadas por familiares e amigos.

Nos acréscimos do segundo tempo da partida, Bruno Henrique recebeu o primeiro cartão amarelo por falta em um adversário. Em seguida, foi expulso por ofender o árbitro. A partida, realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi vencida pelo Santos por 2 a 1. 

A operação policial, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Gaeco-MPDFT) e pela Coordenação de Repressão à Corrupção da Polícia Federal (PF), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão.

Além de Bruno Henrique, foram alvo da investigação seu irmão, Wander Nunes Pinto Junior, sua cunhada, Ludymilla Araujo Lima, sua prima, Poliana Ester Nunes Cardoso, e outras seis pessoas com vínculos com o meio futebolístico, todas residentes em Belo Horizonte.

Segundo as investigações, a família de Bruno Henrique teria criado contas em casas de apostas e realizado apostas específicas na possibilidade de o jogador ser expulso durante a partida contra o Santos. Esse mesmo padrão de apostas foi identificado nas contas dos outros investigados.

 

Deputado bolsonarista se recusa a prestar depoimento na PF em inquérito que investiga críticas a um delegado

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 05 Nov 2024
  • 14:52h

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado de oposição Marcel Van Hattem (Novo-RS) cumpriu na manhã desta terça-feira (5) o que havia anunciado na noite de ontem na sessão plenária da Câmara, de que não compareceria à convocação feita pela Polícia Federal para prestar depoimento. De acordo com o deputado, o depoimento foi marcado para as 10h desta terça, e Van Hattem deveria falar sobre declarações feitas contra o delegado da PF, Fábio Shor. 

No horário em que foi convocado a depor, o deputado gaúcho participava nesta terça de reunião da Comissão de Agricultura da Câmara, para debater os danos causados pelas enchentes que ocorreram neste ano no Rio Grande do Sul. Na audiência, foi discutida a renegociação das dívidas dos produtores gaúchos em razão das chuvas e enchentes.

Marcel Van Hattem passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no mês de outubro, após declarar que o delegado Fábio Shor, da Polícia Federal, era "bandido". O inquérito, sob relatoria do ministro da Flávio Dino, tramita em sigilo. A investigação foi aberta com base em discurso de Van Hattem no plenário do dia 14 de agosto, quando criticou o delegado da PF, e disse que o policial atuou ilegamente para manter preso o ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, Filipe Martins.

Em nota pública divulgada alguns dias depois do discurso, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou seu repúdio ao que chamou de "ataques reiterados" contra o delehado Shor proferidos não só por Marcel Van Hattem, mas também pelos deputados federais Eduardo Bolsonaro e Cabo Gilberto Silva.

"As declarações feitas durante as sessões da Câmara dos Deputados são inaceitáveis e representam uma agressão não apenas à honra do Delegado, mas também à própria Polícia Federal e ao Estado Democrático de Direito. A imunidade parlamentar não autoriza qualquer pessoa a propagar acusações infundadas e ofensas que têm o objetivo de constranger o Delegado que atuou no estrito cumprimento do dever legal, visando a desqualificar o trabalho técnico e independente realizado pela Polícia Federal", afirmou a ADPF na nota. 

Em discurso na noite de ontem no plenário, o deputado do Novo disse que está sendo "perseguido" pelo STF e pela Polícia Federal, e afirmou ainda que a convocação para o seu depoimento teria sido ilegal. Nas suas redes sociais, o deputado gaúcho postou vídeos reiterando que não cumpriria a convocação para depor.

"Estou assinando justamente neste momento uma manifestação, em conjunto com o meu advogado, para encaminhar ao Delegado da Polícia Federal, que, fora da lei, enviou uma data para que eu prestasse depoimento. Ele foi completamente fora da lei, porque nós sabemos que os parlamentares decidem, dentro de certos parâmetros, a data e o horário. Não é o delegado que assim o faz. Estamos deixando claro, meu advogado e eu, que não comparecerei diante de um delegado da Polícia Federal para dar quaisquer explicações, porque a Constituição me garante, pelo art. 53, inviolabilidade civil e criminal por quaisquer das minhas opiniões, palavras e votos. Não vou obedecer a ordens ilegais e inconstitucionais de onde quer que elas venham", afirmou o deputado Marcel Van Hattem no plenário.

Entenda em 5 pontos julgamento no STF que pode levar Collor à prisão

  • Por Arthur Guimarães | Folhapress
  • 05 Nov 2024
  • 12:25h

Foto: Marcelo Casall Jr / Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta semana um recurso da defesa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello contra decisão da corte que o condenou pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O processo pode levá-lo à prisão.

O tribunal, em 2023, condenou Collor a oito anos e dez meses de reclusão por receber R$ 20 milhões para viabilizar de modo irregular contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.

A denúncia, apresentada em 2015 pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, é um desdobramento da Operação Lava Jato. O ex-presidente não ocupa mais cargo público desde o ano passado, quando se encerrou seu mandato de senador por Alagoas. Ele permanece filiado ao PRD (ex-PTB).

A defesa do ex-presidente sustenta que os ministros erraram ao definir a pena referente ao crime de corrupção passiva. No julgamento ocorrido no ano passado, não houve consenso quanto a esse ponto. Os advogados pedem a aplicação da pena menor.

O recurso é apreciado em plenário virtual em sessão prevista para terminar na próxima segunda-feira (11). O placar está empatado em 2 a 2. Gilmar Mendes e Dias Toffoli votaram para acolher os pedidos dos advogados. Alexandre de Moraes e Edson Fachin já apresentaram voto na direção contrária.

Entenda o julgamento em cinco pontos:

Caso

Collor foi acusado de receber R$ 20 milhões para viabilizar de maneira irregular a celebração de contratos de construção de bases de distribuição de combustíveis entre a empreiteira UTC Engenharia e a BR Distribuidora. Os ilícitos teriam ocorrido de 2010 a 2014, quando ele era senador.

De acordo com a denúncia, o esquema operado no interior da então subsidiária de Petrobras contou com o auxílio de Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, corréus na ação.

Julgamento

Em 2023, por 8 votos a 2, os ministros do STF decidiram condenar o ex-presidente a oito anos e dez meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 90 dias-multa pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os ministros também entenderam que Collor integrava uma associação criminosa, o que poderia levar a uma pena de 2 anos de reclusão, mas reconheceram que o réu não poderia ser punido por esse crime em razão de prescrição.

DIVERGÊNCIA

No julgamento no ano passado, o tribunal decidiu que todos os ministros participariam da votação do cálculo da pena a ser aplicada, até mesmo os que haviam ficado vencidos em relação ao mérito. Na ocasião, houve divergência em relação à dosimetria para o crime de corrupção passiva.

Venceu a proposta de Alexandre de Moraes de 4 anos e 4 meses de reclusão. Esse foi considerado o "voto médio" --técnica pela qual os ministros entram em acordo quando não há consenso. Outras vertentes propunham 4 anos ou 5 anos e 9 meses.

RECURSO

A defesa de Collor opôs embargos de declaração contra a decisão do Supremo --uma espécie de recurso que visa sanar omissões, obscuridades e contradições nos julgados. Ao final, pediu a improcedência da ação penal por falta de provas.

Argumentou que houve erro na contagem dos votos referentes à dosimetria da pena do crime de corrupção passiva e pediu a imposição da pena menor. Isso, segundo a defesa, deveria fazer o crime prescrever, livrando Collor dessa punição.

Efeitos

A eventual redução pode alterar o cumprimento da pena final, deixando de ser em regime fechado e passando para semiaberto. Collor, além disso, é réu primário, o que pode converter a prisão em prestação de serviços comunitários.

O ex-presidente, que governou de 1990 a 1992, quando foi afastado em processo de impeachment e renunciou ao cargo, foi absolvido em 1994, também no STF, de acusação de corrupção passiva relativa a seu mandato na Presidência.

Agora, ele pode apresentar mais recursos para atrasar o cumprimento da pena, como embargos de declaração, de modo a pedir mais esclarecimentos, e embargos infligentes, que questionam uma decisão não unânime. Esses instrumentos não alteram o resultado do processo.

Nove em cada 10 prefeitos baianos que receberam emendas Pix se reelegeram

  • Por Francis Juliano/Bahia Notícias
  • 05 Nov 2024
  • 10:10h

Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Das 185 prefeituras baianas que receberam as emendas Pix neste ano, 117 prefeitos e prefeitas tentaram se reeleger nas eleições e 106 conseguiram o aval para governar seus municípios por mais quatro anos. Com isso, o percentual de êxito bateu em 90,6%.

Ou seja, nove em cada dez prefeitos-candidatos obtiveram sucesso. Os dados são de um levantamento feito pelo Bahia Notícias a partir de informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Portal da Transparência.

A taxa de aprovação nas urnas dos que receberam as emendas Pix é maior do que a média geral. Em todo o estado, 237 prefeitos concorreram à reeleição, e 195 saíram vitoriosos, índice de 82,3% de sucesso. Do grupo dos 106 que se reelegeram das prefeituras agraciadas com essas emendas, 93 foram de prefeitos e 13 de prefeitas.

Entre os prefeitos vitoriosos figuram Fabiano Sampaio (PP) em Firmino Alves, no Médio Sudoeste, cidade com maior percentual per capita [por pessoa] em emendas Pix enviadas ao estado neste ano. Estão na lista também Kley Lima (Avante) em Coração de Maria, no Portal do Sertão; e Branco Sales (PP) em Cardeal da Silva, no Agreste baiano.

No caso das prefeitas reeleitas aparecem Rosa (Avante) reeleita em Teolândia, no Baixo Sul, cidade que recebeu em emendas R$ 345,72 por morador neste ano. Há ainda Keinha (PDT) em Araci, na região sisaleira; Juliana Araújo (PDT) em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina; e Daiane (PSD) em Itatim, no Piemonte do Paraguaçu.

As emendas Pix representaram uma injeção de recursos nas prefeituras e foram apontadas como uma das vantagens para os candidatos que disputaram as eleições deste ano.

Criadas em 2019, essas emendas permitem o envio de verbas por parlamentares a estados e municípios sem contrapartida de prestação de contas nem de critério de uso do montante.

Promessa de vaga no TCU abre disputa interna no PT; entenda

  • Por Catia Seabra | Folhapress
  • 05 Nov 2024
  • 08:28h

Foto: Divulgação / TCU

A sinalização dada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que um nome do PT receberá seu apoio para uma cadeira de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) abriu uma disputa dentro do partido do presidente Lula.

Em entrevista na sexta-feira (1º), Lira afirmou que o PT pediu para indicar um representante a uma vaga na corte. Duas vagas serão abertas até 2027.

Oficialmente, petistas afirmam que ainda não foi iniciada a discussão interna sobre quem indicar para a vaga, cujo salário bruto é de cerca de R$ 40 mil, fora as gratificações.

O desafio seria compatibilizar a preferência do governo com a simpatia dos congressistas em torno de um nome.

O líder do PT, Odair Cunha (MG), desponta como um nome com trânsito no centrão, mas não está no círculo de relações pessoais de Lula. Ele foi um dos articuladores do acordo pela indicação de apoio do partido ao líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), para a presidência da Câmara.

Já a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), é uma das interlocutoras do presidente. Mas, sob reserva, petistas apontam dificuldades para aprovação de seu nome entre os parlamentares devido ao papel que exerce no comando do partido. A opção por Gleisi exigiria uma atuação direta de Lula.

Em disputas ocorridas em outra gestão de Lula, os deputados José Pimentel (PT-CE) e Paulo Delgado (PT-MG) foram derrotados.

Na mesa de apostas de petistas surgem nomes até de ministros do governo, como Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

Os ministros do TCU Aroldo Cedraz e Augusto Nardes deverão se aposentar em 2026 e 2027, respectivamente, quando atingem a idade limite de atuação no tribunal (75 anos), abrindo espaço para novas indicações dos deputados.

Nas articulações em curso há até quem defenda que sejam encorajados a antecipar sua aposentadoria para a consolidação desses acordos. Interlocutores relatam investidas sobre os dois para que avaliem a hipótese.

Além do governo e dos votos no Congresso, o candidato à vaga deve atender a outros requisitos. Na avaliação de petistas, conhecimento técnico e idade podem pesar. Na opinião de deputados, dificilmente os parlamentares aceitariam um candidato muito jovem, uma vez que ocuparia a função até os 75 anos.

Um dos citados para função, o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que é mestre em direito constitucional, passaria mais de 30 anos no tribunal caso fosse eleito para o cargo. Ele tem 40 anos.

O cargo de ministro do TCU é cobiçado por avaliar a gestão dos presidentes da República. Em 2015, o tribunal reprovou as contas de Dilma Rousseff (PT), em razão das chamadas "pedaladas fiscais", e pavimentou o caminho para o impeachment da ex-presidente.

Além de fiscalizar obras, o TCU ainda atua nos processos de privatização e faz a mediação de acordos bilionários em renegociações de contratos entre empresas e o poder público.

O tribunal tem nove ministros, seis deles definidos pelo Congresso. Outros dois são escolhidos pelo presidente entre os ministros substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU. Ainda há uma vaga à escolha do presidente da República. O nome também precisa ser aprovado pelo Senado.

As vagas do TCU costumam figurar nas negociações para as presidências da Câmara e do Senado, além de composições de ministérios, disputas municipais e eleições.

Em 2021, a eleição do ex-governador Antonio Anastasia para o TCU compôs a articulação que garantiu a eleição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a ascensão de Alexandre Silveira (PSD-MG) ao cargo de senador. Amigo de Pacheco, Silveira era suplente de Anastasia.

A costura só foi possível graças à antecipação, em quase dois anos, da saída do ex-ministro Raimundo Carreiro, que deixou o tribunal para assumir a embaixada do Brasil em Portugal, a convite do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2011, a eleição da ex-ministra Ana Arraes foi fruto do empenho de seu filho, o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em 2014, e contou com apoio de Lula. A negociação incluiu a promessa de alianças do PSB nas disputas municipais de 2012.

O líder do PT na Câmara reconhece que a indicação do partido a uma vaga no tribunal fez parte da negociação pelo apoio a Hugo, mas nega que estivesse no centro do debate.

Petistas lembram a necessidade de escolha de um nome com trânsito entre os deputados e citam duas derrotas na disputa por uma vaga do TCU em mandato anterior de Lula.

Em 2005, Pimentel concorreu a uma vaga aberta no TCU, mas foi derrotado pelo hoje ministro Augusto Nardes. No ano seguinte, Paulo Delgado perdeu a vaga para Cedraz.

Os episódios foram lembrados pelo líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA) quando tentava atrair o apoio do PT à sua candidatura. Foram usados como exemplos de que não há garantia de eleição de um petista para a corte, até porque o voto é secreto.

Sucessão na Câmara: Lira escolhe Elmar para relatar regras das emendas parlamentares

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2024
  • 18:15h

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Em meio as negociações para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara, Elmar Nascimento (União-BA) foi escolhido, pelo atual mandatário da Casa, para ser o relator do projeto de lei que faz ajustes nas regras das emendas parlamentares.

Um dos objetivos por trás opção pelo líder do União Brasil na Casa é a costura de um acordo para que ele, que também se apresentou como candidato, faça parte da aliança de apoio ao postulante à presidência da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sustentada por Lira.    

A proposta legislativa impõe limites para os repasses e tenta resolver o impasse em torno dos recursos, que estão bloqueados, e tem a concordância do governo, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF). A votação da urgência e do mérito do projeto, de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), está prevista para esta segunda-feira (4).

Em função do apoio do presidente da Câmara a Motta, na semana passada Elmar mostrou insatisfação em relação ao posicionamento de Lira e disse que "perdeu o melhor amigo" e acusou ele de ter agido como "líder do governo Bolsonaro".

Em troca da candidatura a presidência da Câmara, Elmar deverá liderar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O União também almeja a relatoria do orçamento e ter a terceira pedida da Mesa Diretora da Câmara, que deve ser a segunda vice-presidência, para isso a sigla tenta convencer Elmar a desistir da disputa.

A base de apoio de Motta, além de Lira, já conta com PL, PT, PCdoB, PV, Republicanos, MDB e Podemos. É esperado a aderência, na terça-feira (5), do PSB e o PDT à candidatura.  

Enem: Bahia tem 100% de alunos inscritos do terceiro ano do Ensino Médio, revela ministro

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2024
  • 16:13h

Foto: Luiz Carrera e Elisabeth Guerra/SEC

Na primeira fase do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, realizada no domingo (3), a Bahia se destacou com 100% de adesão dos alunos do terceiro ano do Ensino Médio, segundo informações dadas pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

Em visita ao centro de monitoramento do exame, sediado no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o gestor da pasta revelou que exceto o Maranhão, todos os estados do Nordeste alcançaram o número máximo de inscritos.

“A Bahia teve ano passado apenas 52,8% dos alunos do terceiro ano inscritos no Enem. Este ano foi 100%. Quase todo o Nordeste teve 100%”, disse o ministro.

Camilo atribuiu o aumento expressivo do número de inscritos no exame ao incentivo de programas do Ministério da Educação, como o Pé-de-Meia.

'Pensava que ia me aposentar lá', diz Cléber Machado sobre demissão da Globo

  • Por Ana Cora Lima | Folhapress
  • 04 Nov 2024
  • 14:10h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Cléber Machado vai estar de casa nova em 2025. Ele deixou o SBT e acertou com a Record para ser o principal narrador da emissora, que adquiriu os direitos de transmissão dos jogos dos clubes da Liga Forte União até 2027 no Campeonato Brasileiro. Só que o assunto que ainda desperta curiosidade em sua trajetória profissional é a saída da Globo. Machado foi dispensado em 2023, após 35 anos de casa.

O narrador contou que foi pego de surpresa com a decisão da Globo. "Não esperava. Não achava que fosse sair e pensava que ia me aposentar lá. Eu achar uma coisa, quem decide, decide outra. Não chorei, não fiquei triste", lembrou.

O narrador afirmou ainda que não guarda mágoas da ex-emissora, mas reconheceu que considerou sua demissão injusta. "Agora, se eu acho que fizeram algo como eu faria com um profissional com o tempo de casa que eu tinha? Não. Não faria. Mas... foi assim. Nem uma bronca, e vou trabalhar em outros lugares, fazer outras coisas", comentou em entrevista ao UOL.

Cléber Machado deixará o SBT em dezembro. A partir de janeiro, o narrador estará envolvido nas transmissões do Paulistão na Record. Em abril, ele será a voz de jogos com Corinthians, Internacional, Botafogo, Cruzeiro, entre outros, como mandantes no Brasileirão.

Mulher é presa no Irã por protestar nua em universidade

  • Bahia Notícias
  • 04 Nov 2024
  • 12:33h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Uma estudante iraniana foi detida após protestar apenas de roupas íntimas do lado de fora da Universidade Livre de Teerã, na capital do país. O episódio, que ocorreu no sábado (2/11), rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. Este incidente se dá pouco mais de dois anos após a morte de Mahsa Amini, que provocou protestos violentos em todo o Irã.

O vídeo registra a jovem, de calcinha e sutiã, sentada na escada do pátio enquanto um zelador ao seu lado faz uma ligação. Em seguida, ela se levanta e caminha por alguns metros na avenida.

Em seguida, a jovem é abordada por mulheres usando burcas que a forçaram a entrar em um carro. Ela teria tirado as roupas para protestar contra os guardas da universidade, que lhe solicitaram que respeitasse o uso do hijab e a rasgaram.

A universidade sustenta que a jovem estudante é mãe de dois filhos e sofre de problemas psicológicos devido à separação do companheiro. Ela foi levada à delegacia de polícia antes de ser enviada ao hospital.

Rihanna diz que torcia pela seleção brasileira e era fã de Ronaldinho Gaúcho

  • Por Ana Cora Lima | Folhapress
  • 04 Nov 2024
  • 10:10h

Foto: Reprodução/Instagram

Em uma entrevista coletiva recente para lançar a parceira de sua marca, a Fenty com a Puma, Rihanna contou que torcia pela seleção brasileira quando era mais jovem.

A cantora de 36 anos, nascida em Barbados, uma pequena ilha do Caribe que não tem muita tradição no futebol, -uma pequena ilha no Caribe sem muita tradição no futebol --, contou que assistia aos jogos do Brasil em competições internacionais com o irmão. "Nós sempre achávamos que o Brasil era o nosso time quando éramos crianças", relembrou.

Intérprete de hits como "Diamonds" e "Umbrella", Rihanna também mencionou que não tem um time de futebol favorito. Ao ser questionada sobre um jogador preferido, respondeu prontamente: "Nós [ela e o irmão] adorávamos assistir ao Ronaldinho [Gaúcho]".

Após disparada do dólar, Haddad cancela viagem à Europa

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 04 Nov 2024
  • 08:28h

Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou viagem à Europa para se dedicar à definição das medidas do pacote de corte de gastos. O embarque estava previsto para à tarde esta segunda-feira (4).

A assessoria do Ministério da Fazenda informou neste domingo (3) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao ministro que permaneça em Brasília, dedicado aos temas domésticos.

A decisão ocorre após estresse do mercado financeiro com a demora do anúncio das medidas de corte de gastos, que elevou as incertezas fiscais sobre a sustentabilidade da dívida pública num cenário de alta dos juros no Brasil.

O dólar fechou em disparada de 1,52% nesta sexta-feira (1°), cotado a R$ 5,869, o maior patamar para a moeda norte-americana desde o início da pandemia, quando, em 15 de maio de 2020, esteve cotada a R$ 5,841.

 

A forte alta veio em resposta à proximidade das eleições presidenciais dos Estados Unidos, à medida que o candidato republicano, Donald Trump, amplia seu favoritismo no mercado de apostas.

A moeda, que chegou a bater R$ 5,762 na mínima, disparou no final da tarde. Um dos fatores foi a notícia da viagem de Haddad à Europa, o que implicava que um anúncio de cortes de gastos não seria feito nos próximos dias. O volume de negociação esteve dentro da média dos dias anteriores, segundo especialistas.

O ministério da Fazenda não chegou a divulgar o motivo da viagem, o que aumentou as críticas de analistas do mercado financeiro à ausência do ministro num momento considerado crucial de definição dos rumos da política fiscal brasileira e de alta volatilidade associada à eleição nos Estados Unidos.

No ano passado, o ministro Haddad também cancelou viagem à China para a definição da proposta do novo arcabouço fiscal num episódio muito semelhante ao ocorrido agora com as medidas de corte de despesas.

"Nós embarcamos [no] sábado [25]. O Haddad não pode comunicar uma coisa e sair. Percebe? Seria estranho. Eu anuncio e vou embora. O Haddad tem que anunciar e ficar aqui para debater, para responder, para dar entrevista, para conversar com o sistema financeiro, com a Câmara dos Deputados, com o Senado, com outros ministros, com empresários", disse Lula na época, em entrevista ao portal Brasil 247.

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Bancos devolveram ao INSS quase R$ 8 bi em benefícios não sacados

  • Bahia Notícias
  • 03 Nov 2024
  • 12:15h

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Entre janeiro de 2023 e setembro deste ano, os bancos devolveram ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mais de R$ 7,88 bilhões relativos a benefícios que os segurados deixaram de sacar no prazo legal. As informações são da Agência Brasil.

Do total, pouco mais de R$ 4,947 bilhões foram restituídos ao longo do ano passado. Já entre janeiro e setembro deste ano, o montante estornado superou R$ 2,938 bilhões.

A legislação determina que, se o segurado não sacar o valor depositado pelo INSS em até 60 dias, o banco deve devolvê-lo integralmente ao Instituto. A medida se aplica apenas a quem usa o cartão magnético do órgão para movimentar o benefício recebido.

Segundo o Instituto, o objetivo é evitar pagamentos indevidos e tentativas de fraude, como o saque, por terceiros, do benefício de segurados que já faleceram. Além disso, por precaução, sempre que a quantia depositada é devolvida por falta de movimentação, o INSS suspende futuros pagamentos ao beneficiário.

Ainda de acordo com o INSS, o beneficiário pode pedir a regularização de sua situação e a posterior liberação dos recursos a que tem direito. De forma que o Instituto poderá voltar a liberar ao menos parte dos R$ 7,88 bi para segurados que, no segundo momento, conseguiram provar fazer jus ao benefício.

Indagado pela Agência Brasil, o INSS respondeu que, até essa quinta-feira (31), ainda não havia calculado o número de segurados cujos benefícios foram devolvidos, a partir de janeiro de 2023, por falta de movimentação. Nem quantos deles regularizaram suas situações. O INSS também não soube informar a cifra final devolvida ao Tesouro Nacional no mesmo período de 21 meses.

Venezuela escala crise com Brasil e acusa Itamaraty de tentar se fazer de vítima

  • Por Folhapress
  • 03 Nov 2024
  • 10:14h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em mais um capítulo da crise desatada entre o governo Lula (PT) e a ditadura venezuelana, o regime liderado por Nicolás Maduro publicou, neste sábado (2), uma mensagem nas redes sociais em que acusa o a diplomacia brasileira de posar de vítima.

A nota deste sábado, assinado pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, diz que o Itamaraty empreendeu uma "agressão descarada e grosseira" contra Maduro e contra as instituições venezuelanas, "numa campanha sistemática e violadora dos princípios da carta da ONU".

"O governo bolivariano exorta, uma vez mais, à burocracia do Itamaraty a desistir de imiscuir-se em temas que só competem aos venezuelanos, evitando deteriorar as relações diplomáticas entre ambos os países, para o qual devem assumir uma conduta profissional e diplomaticamente respeitosa, tal qual demonstrou a venezuelana por meio de sua política externa", diz o texto.

O comunicado da chancelaria é uma reação à nota, publicada na sexta-feira (1º), em que o Itamaraty responde à escalada retórica da ditadura comandada por Maduro desde que o Brasil vetou o ingresso de Caracas como nação parceira do Brics.

Segundo Caracas, a nota brasileira "tenta enganar a comunidade internacional, fazendo-se passar por vítima numa situação em que, claramente, agiu com o intuito de nos vitimar".

No documento, o governo brasileiro dizia constatar "com surpresa o tom ofensivo adotado por manifestações de autoridades venezuelanas em relação ao Brasil e aos seus símbolos nacionais".

Declarava ainda que a "opção por ataques pessoais e escaladas retóricas, em substituição aos canais políticos e diplomáticos, não corresponde à forma respeitosa com que o governo brasileiro trata a Venezuela e o seu povo".

E finalizava afirmando que "o governo brasileiro segue convicto de que parcerias devem ser baseadas no diálogo franco, no respeito às diferenças e no entendimento mútuo".

A Venezuela era candidata a ser parceira do Brics e tinha o apoio da Rússia, mas sua adesão foi vetada pela delegação brasileira na cúpula do mês passado --e mesmo Vladimir Putin precisou admitir que a entrada do país de Maduro só seria possível com o aval do Brasil.

Maduro acusou o Itamaraty de estar vinculado ao Departamento de Estado americano e chamou um diplomata brasileiro de fascista em reação ao veto. Depois, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela informou que convocou seu embaixador em Brasília para consultas após declarações de autoridades brasileiras --dentre elas, o "mensageiro do imperialismo norte-americano" Celso Amorim, nas palavras da pasta.

Nas relações diplomáticas, a convocação de um embaixador é um evidente sinal de contrariedade e primeiro passo para potencial rompimento de relações bilaterais.

A crise diplomática ganhou ares mais grotescos quando a Polícia Nacional Bolivariana, controlada pelo chavismo, publicou em suas redes sociais uma imagem que mostra a silhueta do presidente Lula e a bandeira brasileira acompanhada da mensagem de que Caracas "não aceita chantagens de ninguém". A publicação foi posteriormente apagada.

Biden faz ato final de campanha por Kamala na cidade de sua infância

  • Por Folhapress
  • 03 Nov 2024
  • 08:11h

Biden faz ato final de campanha por Kamala na cidade de sua infância

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi neste sábado (2) à cidade onde passou sua infância para fazer seu último ato de campanha em favor da candidata democrata e atual vice, Kamala Harris, a três dias da eleição.

Biden escolheu ir à Scranton, na Pensilvânia, um dos chamados estados-pêndulo que podem decidir a disputa contra o oponente do Partido Republicano, Donald Trump.

Na cidade onde cresceu antes que sua família se mudasse para Delaware, seu berço político, Biden se reuniu com trabalhadores sindicalizados, um eleitorado no qual ele tem popularidade.

"Estou muito orgulhoso em estar de volta", disse Biden. O presidente falou sobre o apoio que ele e Kamala deram aos sindicatos e sobre seu orgulho em ter sido o primeiro líder americano a participar de um piquete, e suas iniciativas para recuperar pensões.

O presidente dos EUA também falou sobre o risco de que Trump, se eleito, acabe com o programa de saúde originário do Affordable Care Act--lei federal, conhecida como Obamacare, que busca possibilitar atendimento médico financeiramente acessível a todos os americanos.

"Não se esqueçam de onde vieram", afirmou Biden na visita à cidade em que viveu antes de iniciar a carreira política que já dura mais de cinquenta anos.

Biden desistiu da corrida eleitoral pela Presidência em julho, após um desempenho desastroso em um debate com Trump, mas não teve uma presença constante na campanha de Kamala.

No início da campanha o presidente chegou a participar de vários eventos, enquanto sua vice procurava animar os democratas, mas foi deixado de lado em razão de receios relacionados à sua idade avançada, sua propensão a cometer gafes e a sua baixa taxa de aprovação entre os americanos.

O acerto na adoção dessa estratégia ficou patente no começo da semana após Biden ter chamado apoiadores de Trump de lixo, o que ofuscou parcialmente o discurso final de Kamala para milhares de apoiadores em Washington.

Posteriormente, Biden fez esclarecimentos sobre sua fala, mas o episódio foi considerado um revés na reta final da disputa pela Casa Branca.

Criação de emprego na Bahia aumenta mais de 27% no acumulado dos últimos 12 meses

  • Bahia Notícias
  • 02 Nov 2024
  • 16:30h

Foto: Tiago Junior/ Ascom Sema Inema

A Bahia registrou um aumento de 27,8% na criação de empregos formais no acumulado dos últimos 12 meses. Entre outubro de 2023 e setembro de 2024, o estado teve o saldo ajustado de 90.838 empregos.

Apenas o mês de setembro teve o saldo positivo de 14.888 novos empregos com carteira assinada, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Liderando o ranking de setor que mais gerou empregos no estado, o setor de serviços gerou  7.634 vagas, equivalendo a 51,3%do saldo total. O número de ocupações geradas pelo setor é 82,3% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. O comércio ficou em segundo lugar com 22,2% (ou 3.301) do saldo total no mês. Por último, ficou a construção civil com a participação de 14,6% (ou 2.167).

A indústria apresentou um saldo de 1.847 novos empregos. No mesmo mês do ano passado, o setor havia apresentado um saldo negativo de 384 vagas. O único setor com saldo negativo foi a Agropecuária (-63 empregos) em setembro de 2024.