- Bahia Notícias
- 08 Nov 2024
- 09:15h
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Em meio a ventilação de nomes para herdar a vaga de Gleisi Hoffmann (PT) na presidência nacional do partido dos trabalhadores, o senador Jaques Wagner (PT) descartou que seja uma terceira via para assumir o posto, em postagem feita em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, na quinta-feira (7).
“Agradeço a lembrança do meu nome para disputar a presidência do meu partido, e me sentiria honrado em presidi-lo. Mas há nomes colocados de pessoas muito preparadas para assumir este importante cargo”, afirmou o senador.
Jaques Wagner também comentou quem é o nome mais cotado internamente para conquistar a vaga. “Destaco o nome de Edinho Silva, prefeito de Araraquara, por quem eu tenho um grande apreço”, completou.
Nenhuma liderança petista comentou publicamente sobre a possibilidade do senador ser uma opção para a chefia da sigla. No momento, Wagner repousa em sua residência após passar por uma intervenção médica.
- Por Júlia Barbon | Folhapress
- 08 Nov 2024
- 07:25h
Fila de votação em Washington, nos EUA | Foto: Reprodução / Record TV
A cada eleição americana, reacende-se o debate sobre a histórica polarização do país. Pois, desta vez, os eleitores que dizem não se identificar com nenhum dos dois tradicionais partidos atingiram seu recorde e superaram os democratas de forma inédita em 20 anos.
O cenário neste pleito é praticamente de terços: 35% dos que foram às urnas afirmam ser afinados com o partido de Donald Trump, 34% se caracterizam como independentes -número que cresceu oito pontos percentuais em relação a 2020- e 31% declaram apoio a legenda de Kamala Harris.
É o que mostra uma pesquisa de boca de urna feita pela Edison Research com 22 mil pessoas que votaram na terça-feira (5) ou antecipadamente, em parceria com os veículos ABC News, CBS News, CNN e NBC News. Os resultados são preliminares, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Diante de um eleitorado cristalizado e de uma disputa que se prometia acirrada, o grupo volátil foi tratado como precioso pelas campanhas. Na reta final, gerou até uma corrida por participações dos dois candidatos em podcasts, que alcançam semanalmente quase metade dos jovens de 18 a 34 anos nos Estados Unidos.
Esse é um dos grupos que menos se sentem representados pelos partidos Republicano e Democrata: 55% dessa faixa etária não se identifica com nenhum deles e 38% se declara independente, segundo outro relatório da empresa de pesquisas.
Embora variem muito, esses votantes chamados independentes em geral se inclinaram aos democratas nas últimas duas décadas, e desta vez não foi diferente. A boca de urna indica que 49% deles votaram por Kamala e 46% optaram por Trump, que, apesar disso, melhorou seu desempenho em relação a 2020.
Nesse período, esse público só deu maioria aos republicanos duas vezes. Em 2012, preferiram Mitt Romney a Barack Obama. Em 2016, deram mais votos a Trump do que a Hillary Clinton, mas daquela vez também migraram de forma recorde a candidatos da terceira via, com 12%.
Mas outra pesquisa, a Gallup, realizada ano a ano, mostra outro lado da moeda. Primeiro, indica que os americanos em geral (não só aqueles que vão votar) já são a maior força faz tempo. Eles ultrapassaram o número de apoiadores dos dois principais partidos pela primeira vez em 1991 e continuaram a superá-los desde então, exceto em alguns anos entre 2004 e 2008.
E quem mais perdeu apoio nesse período foram os democratas, historicamente o maior grupo político. No ano passado, pela primeira vez, ligeiramente mais independentes tendiam ao vermelho republicano do que ao azul democrata, o que segundo os pesquisadores provavelmente está relacionado à impopularidade do presidente Joe Biden.
Outro destino dos eleitores que não se identificam com nenhum dos partidos é, possivelmente, a terceira via. Seus candidatos ficam muito longe de ganhar, mas costumam ser acusados de influenciar o resultado ao tirar votos cruciais de um ou de outro lado em colégios eleitorais específicos.
Neste ano, além de Trump e Kamala, outros 24 postulantes concorreram à Casa Branca. Entre eles estavam Jill Stein (Partido Verde), focada em mudanças climáticas e justiça social; Chase Oliver (Libertário), defensor das liberdades individuais e da redução do Estado; e o independente Robert Kennedy Jr., que cancelou sua campanha mas apareceu nas cédulas de alguns locais -e se tornou um vocal apoiador de Trump.
Todos os postulantes alternativos acabaram somando apenas 1,5% dos votos depositados nas urnas, pouco na comparação histórica. A campanha de Kamala se mostrou particularmente preocupada com Stein e outro candidato de esquerda na reta final.
Em 2016, a candidata do Partido Verde e o libertário Gary Johnson, que obtiveram respectivamente 1% e 3% dos votos, foram acusados de prejudicar a campanha de Hillary Clinton, reunindo dezenas de milhares de votos que acabaram dando vitória a Trump, por exemplo, em Wisconsin.
O azarão que chegou mais perto de se tornar presidente dos Estados Unidos foi o falecido bilionário Ross Perot, que conseguiu 18,9% dos votos populares e foi apontado como responsável pela vitória do democrata Bill Clinton contra o ex-presidente republicano George H. W. Bush.
É difícil medir seu real impacto. Esses candidatos costumam negar o "roubo de votos", argumentando que oferecem aos eleitores uma opção ideológica alternativa aos dois grupos hegemônicos. Outra ponderação é que os americanos que não se sentem representados nem sempre migram a esses candidatos. Muitas vezes nem saem de casa para votar.
- Brumado Urgente
- 07 Nov 2024
- 21:25h
Foto: Divulgação
O empresário brumadense Danúbio Luan, traz o produtor e diretor de Pablo Marçal, Allan Ribeiro. A palestra promete ser um divisor de águas na vida dos participantes, pois, trará tudo sobre prosperidade e tecnologia em palestras ministradas por cidades do interior da Bahia.
A palestra A Rota da Prosperidade irá passar por diversas cidades, como: Brumado, Guanambi, Barra do Choça, Barreiras, Urandi, Bom Jesus Da Lapa, Livramento de Nossa Senhora, Caetité, Feira de Santana.
Acompanhe todas as informações de A ROTA DA PROSPERIDADE nas redes sociais @danubioluan e @oficialallanribeiro.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 07 Nov 2024
- 18:20h
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O relator do projeto de orçamento de 2025, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), disse à Folha que a demora para um acordo em torno do projeto que regulamenta a execução das emendas parlamentares pode acabar postergando a votação da lei orçamentária para o ano que vem.
A votação do projeto das emendas visa atender à determinação do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), por maior transparência no repasse e execução dessas verbas.
O relator alertou que o tempo é muito curto para aprovação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) de 2025. Além disso, o governo Lula quer que o Congresso aprove até o final do ano uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) com medidas de corte de gastos para garantir a sobrevivência do arcabouço fiscal.
Segundo ele, o Congresso tem pouco mais de 30 dias para aprovar a LDO e até o início do recesso de fim de ano, em 19 de dezembro, para votar o PLOA.
"Se o orçamento ficar para 2025, se não der tempo de um acordo, será muito ruim para a questão fiscal, para a leitura fiscal das contas públicas, [para] a incerteza", disse o senador, que é autor de um dos três projetos que tramitam no Congresso sobre as emendas.
Na terça-feira (5), a Câmara saiu na frente e aprovou o projeto do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), um dos vice-líderes do governo Lula (PT) na Câmara e aliado de Dino.
Para Coronel, as medidas de corte de gastos têm mais chance de serem aprovadas do que aumento de imposto. No mesmo dia da entrega do PLOA 2025, o governo enviou ao Congresso projeto de lei que eleva as alíquotas da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e JCP (Juros sobre Capital Próprio) a fim de reforçar o orçamento do ano que vem com mais receitas para entregar a meta de déficit zero.
"Querer aumentar o JCP, aumentar a CSLL para cobrir o rombo? Na minha ótica, é um erro, deve cortar os gastos para evitar isso", criticou.
O senador disse que a PEC de corte de gastos poderá ser votada com celeridade, porque há uma avaliação de que a máquina do governo está pesada e inchada. Ele ponderou que a conta não pode ser paga com aumento de impostos.
Segundo ele, o Congresso está aberto para resolver o problema dos gastos excessivos, mas não para o governo inserir novas despesas.
"Essa PEC vai vir em boa hora. Quando se gasta mais, o que acontece? Tem que buscar fontes de recursos para cobrir esse rombo. Quem paga a conta? O empresariado brasileiro com aumento de impostos", disse.
O relator do orçamento não quis entrar no mérito das medidas em estudo pela equipe econômica nem avaliar se será possível mudar os pisos constitucionais de saúde e educação, como algumas lideranças têm sinalizado, caso o governo inclua essa proposta no pacote. "Como a PEC é do governo, é o governo que tem que analisar. O parlamento só vai aprovar ou não esses cortes, se são cortes realmente necessários ou não", afirmou.
O senador disse que, como as medidas podem ser impopulares, cabe ao Executivo assumir o ônus. "Não pode o Congresso Nacional ficar com o peso da impopularidade em projetos oriundos do Executivo", ressaltou.
- Por Fábio Pupo | Folhapress
- 07 Nov 2024
- 16:20h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O governo estuda criar um indicador para avaliar necessidades de geração de energia no país. O novo critério analisaria o quão flexível está o sistema para atender às demandas surgidas em curtíssimo tempo e, a depender dos resultados, pode resultar em um novo tipo de leilão no setor.
Atualmente, há dois critérios principais para monitorar a geração. Um deles é o indicador energético, que avalia a garantia de suprimento de energia ao longo de períodos mais extensos (como meses ou anos). Outro é o indicador de potência, que analisa a capacidade de o sistema atender à demanda máxima existente.
Pela ideia, seria criado um indicador de flexibilidade operativa. Ele avaliaria se o sistema é capaz de atender, com rápida resposta, à demanda gerada em momentos específicos –que pode surgir em determinada hora do dia, por exemplo.
Caso o indicador aponte que o sistema é deficiente em flexibilidade, os dados podem desencadear a decisão por novos leilões voltados especificamente a resolver esse problema. O debate atualmente está em estabelecer um prazo para a criação do indicador.
A flexibilidade seria proporcionada pelas hidrelétricas, de acordo com envolvidos nas discussões. Essas usinas têm condições de elevar rapidamente o atendimento em momentos de urgência.
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) pode comunicar à usina, por exemplo, que em dez minutos deve haver aumento de geração em 200 megawatts. Essa necessidade pode ser observada, por exemplo, em um dia de temperaturas mais altas –quando há um consumo mais intenso devido ao acionamento de aparelhos de ar-condicionado.
A discussão também está ligada às mudanças climáticas, já que o aumento da temperatura e a maior imprevisibilidade aumentam a necessidade de uma matriz mais versátil.
A flexibilidade analisada pelo novo critério não existe nas usinas de fontes intermitentes. São aquelas que não têm garantia de geração contínua, pois dependem de fatores naturais –eólicas e solares, no caso do Brasil.
A necessidade de mudanças surgiu justamente devido ao crescimento das fontes solar e eólica na matriz elétrica brasileira nos últimos anos. Por um lado, elas tornaram a geração do país mais renovável; por outro, fizeram a geração ser mais dependente de fontes intermitentes –comprometendo a confiabilidade no sistema.
A Abrage (Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica) afirma que o caminho é elevar a geração hidrelétrica porque a necessidade de maior flexibilidade vai ser cada vez maior ao longo dos anos devido ao crescimento das renováveis.
Marisete Pereira, presidente da Abrage, afirma que a demanda de flexibilidade para atendimento rápido (a chamada rampa) já atendida pelas hidrelétricas em 2024 é de até 35 gigawatts. Em 2028, o número pode chegar a 58 gigawatts.
Ela diz que há um grande potencial para elevar o aproveitamento de hidrelétricas já construídas, mas que também é preciso autorizar outras. "A gente não pode prescindir de fazer novos aproveitamentos. Nós dispomos de 12% da água doce do mundo", afirma.
O aumento de participação das renováveis na matriz elétrica também influencia outra discussão, a do horário de verão. O ONS recomendou neste ano o retorno da medida baseado nas indicações de que ela aliviaria a demanda entre 18h e 20h e elevaria a eficiência do SIN (Sistema Interligado Nacional).
De acordo com o relatório do ONS, a aplicação do horário de verão poderia trazer uma redução de até 2,9% da demanda máxima, o que diminuiria a necessidade de geração termelétrica e traria uma economia no custo da operação próxima a R$ 400 milhões entre os meses de outubro e fevereiro. O governo deve retomar o debate no ano que vem.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 07 Nov 2024
- 14:40h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) disse nesta quarta-feira (6) que o conjunto de medidas de corte de gastos deve ter uma decisão final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (7). Segundo ele, restam "dois detalhes" que precisam ser alvo de uma "arbitragem simples" do chefe do Executivo.
Haddad não deu detalhes de quais medidas já foram consensuadas ou descartadas, nem quais estão pendentes de uma decisão de Lula. O ministro terá uma nova reunião com o presidente às 9h30 de quinta, quando também estarão presentes os ministros Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão).
"De todas as medidas, tem dois detalhes para a gente fechar com o presidente amanhã", disse Haddad a jornalistas na saída da sede da pasta, em Brasília.
O ministro disse ainda que, após a decisão do presidente, o governo já estaria pronto para fazer o anúncio oficial das medidas. No entanto, ele ponderou que Lula pode preferir primeiro conversar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para informá-los das propostas, que serão uma PEC (proposta de emenda à Constituição) e um projeto de lei complementar.
"Ele [Lula] tem sido muito cauteloso em relação a isso, está com uma boa relação tanto com o presidente Lira quanto com o presidente Pacheco. [Não sei] Se ele vai querer que, de repente, eu e o Rui possamos antecipar para os presidentes algumas, pelo menos, o formato das medidas", afirmou Haddad.
"Mas eu creio que a reunião de amanhã é uma reunião que, pelo nível de decisão que vai ter que ser tomada por ele, são coisas realmente muito singelas para decidir", acrescentou.
Segundo o ministro, as medidas serão detalhadas pelo governo, não só aquelas que forem apresentadas, mas também as razões que levaram outras a serem descartadas.
"Tudo foi avaliado, não só com base no impacto fiscal, mas na análise de custo-benefício político das propostas serem aprovadas. Não adianta você anunciar uma coisa que não tem aderência", disse Haddad. "Muitas vezes a questão é assim 'olha, esse é um valor muito pequeno para justificar um embate tão grande'. Isso aqui é o contrário, é um embate pequeno que vai gerar um resultado extremamente importante."
O ministro disse ainda que o conjunto das medidas vai estar em linha com o que a equipe econômica considera necessário para manter a trajetória das finanças públicas sob controle. Ele não mencionou valores.
- Por Renato Machado | Folhapress
- 07 Nov 2024
- 12:12h
Foto: Adriano Gambarini/WWF Brasil/Divulgação
O desmatamento na amazônia de agosto de 2023 a julho deste ano teve uma redução de 30,6% comparado ao mesmo período anterior, segundo dados apresentados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) nesta quarta-feira (6).
Esse índice corresponde a uma perda de vegetação nativa de uma área de 6.288 km², o menor patamar em nove anos, de acordo com o governo federal.
Os dados do Inpe também apontam uma queda de 25,7% no índice de desmatamento no cerrado, com uma perda de vegetação equivalente a 8.174 km². No entanto, é o segundo ano seguido em que o índice de desmatamento do cerrado é superior ao da amazônia.
Os dados foram divulgados durante evento no Palácio do Planalto. Inicialmente, estava prevista a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ele acabou cancelando a agenda de última hora.
Os números fazem parte do programa Prodes (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), o principal indicador para desmatamento, do Inpe. O sistema reúne os dados sobre a floresta derrubada de agosto de um ano anterior até julho do outro.
"Já no primeiro ano [do governo Lula] houve uma redução dessa tendência [de alta do desmatamento] e isso se concretizou no ano passado numa queda de 22,3% em relação a 2022. E depois este ano a gente apresentou uma nova queda, ainda mais expressiva, de 30,6%, em relação ao dado do ano passado", afirmou Gilvan Sampaio, coordenador-geral de Ciências da Terra e diretor substituto do Inpe, em referência aos dados da amazônia.
"A queda deste ano se soma à queda do ano anterior e, com isso, há uma queda de mais de 45% em relação a 2022", completou. O pesquisador calcula que, se o desmatamento tivesse continuado como em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), marcado por retrocessos ambientais, 790 mil hectares a mais teriam sido desmatados.
Os dados do período anterior -de agosto de 2022 a julho de 2023-, que foram apresentados consolidados em maio deste ano, haviam mostrado uma redução de 21,8% comparado com a medição anterior. A perda de vegetação nativa atingiu 9.064 km² naquele período.
O Ministério do Meio Ambiente explica que a diferença dos dados anteriores -entre os 21,8% apresentados em maio e os 22,3% citados hoje- se dá por ajustes que são feitos nos dados coletados.
Aquele havia sido o menor patamar desde 2018, quando foram perdidos 7.536 km² no bioma.
Os dados do programa ainda mostram redução de 9,2% do desmatamento no pantanal (723,13 km²) em comparação com o período anterior. Houve ainda queda de 6,6% nos dados sobre a área não florestal do bioma amazônico.
O governo escolheu apresentar os números do Prodes a poucos dias do começo da COP29, cúpula do clima da ONU que começa na próxima segunda (11) em Baku, no Azerbaijão.
Após ter sofrido um acidente doméstico, o presidente Lula decidiu cancelar a sua participação. O país será representado pelo vice Geraldo Alckmin (PSB).
O Brasil está no centro dos debates referentes à conservação do meio ambiente e mudança do clima, pois vai sediar no ano que vem a COP30, conferência que será sediada em Belém.
- Bahia Notícias
- 07 Nov 2024
- 10:31h
Foto: Multishow/ Instagram
A jornalista Sônia Bridi entrou com uma ação contra o ator e ex-genro Rafael Cardoso, por violência patrimonial e psicológica depois de ter sido ameaçada e ter a casa invadida em agosto de 2023.A ação se tornou pública através do jornalista Gabriel Perline, da revista Contigo!.
Segundo a publicação, a jornalista acionou a polícia para proteger a filha, Mariana Bridi, e netos, além de buscar medidas legais para proibir a aproximação do ex-genro. Sônia entrou com um pedido de medida protetiva de urgência contra Rafael Cardoso, alegando ter sofrido violência doméstica por parte do ex-genro.
"A princípio, é importante salientar que a ora Requerente [Sônia Bridi] vem iniciar o presente procedimento cautelar de urgência somente para sua proteção familiar, após sofrer violência doméstica, por uma questão de gênero e por causa do comportamento do Sr. Rafael Cardoso, seu genro", informa o documento obtido com exclusividade pela revista.
Foto: Instagram
De acordo com a denúncia, o ator estaria sob efeito de álcool e drogas ilícitas. O pedido foi aprovado pela juíza Cintia Souto Machado de Andrade, do VII Juizado da Violência Domestica do Rio de Janeiro, que determinou a proibição de Rafael se aproximar dela, mantendo uma distância de 100 metros, além de proibir qualquer tipo de contato.
No processo, a jornalista relatou que Rafael Cardoso era usuário de álcool e drogas, e no dia da ocorrência ele simplesmente invadiu sua casa, proferiu inúmeras ofensas, faz ameaças ela e ao caseiro que trabalha na casa, além de destruir o carro dela.
O caso caiu nas mãos do Ministério Público do Rio de Janeiro, que também entendeu a gravidade do caso e acolheu a ideia de notificar Rafael Cardoso via WhatsApp. Com a medida protetiva, Rafael segue proibido de se comunicar com Sônia e com a ex-esposa, Mari Bridi.
Vale lembrar que a atriz também já tinha entrado com um pedido de medida protetiva contra o ex. Na época, em 2023, Mari veio à público falar sobre a alegação feita por Rafael de que ela estaria proibindo o ator de ver os filhos.
“Há mais de um ano, dois processos judiciais distintos estão em andamento, ambos sob segredo de justiça: um na vara de família e outro no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Esses processos são essenciais e, por lei, devem permanecer em sigilo, algo que sempre foi uma prioridade para mim, visando preservar todas as partes envolvidas, especialmente meus filhos.”
O ator não se pronunciou sobre a denúncia. A jornalista, Sônia Bridi, e a filha dela, a atriz Mari Bridi, também não falaram sobre o caso.
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 07 Nov 2024
- 08:28h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A Gavi, aliança global pelas vacinas, vê a ampliação da oferta de imunizantes contra a dengue como um dos principais desafios para a saúde global nos próximos anos, diante da chegada da doença a zonas de clima temperado como reflexo das mudanças climáticas.
Para a diretora-geral de Mobilização de Recursos e Crescimento da instituição, Marie-Ange Saraka Yao, o Brasil desponta como uma alternativa nesse esforço para diversificar a produção dos imunizantes, hoje concentrados pela farmacêutica japonesa Takeda.
"Nós precisamos de mais empresas para acompanhar a demanda", disse Marie-Ange à Folha durante passagem pelo Rio de Janeiro para participar de reuniões do bloco de saúde do G20.
"Antes, a dengue estava concentrada na América Latina e um pouco da Ásia. Com a mudança do clima, agora tem dengue na Itália, no sul dos Estados Unidos, no sul da França. Eu venho do Costa do Marfim, e agora nós temos dengue lá."
A Takeda tem anunciado negociações com laboratórios internacionais para produzir o imunizante. Em fevereiro, informou ter fechado acordo nesse sentido com a indústria indiana BE (Biological E. Limited).
Em outubro, a Fiocruz pediu ao Ministério da Saúde a produção nacional da vacina, também em parceria com o laboratório japonês. Marie-Ange diz que a expertise brasileira na produção de vacinas pode tornar o país um dos fornecedores internacionais desse imunizante.
Uma equipe técnica da Gavi esteve no Brasil este mês para debater o tema com a fundação. A aliança criada pela Fundação Bill e Melinda Gates incluiu o tema entre suas prioridades para os próximos cinco anos e planeja comprar grandes lotes de imunizantes para viabilizar a produção.
A diretora da Gavi avalia que as críticas ao governo brasileiro sobre a pouca oferta de vacinas para dengue são injustas, já que o problema é global. "Na verdade, o Brasil tem mais vacina contra a dengue do que o resto do mundo."
As mudanças climáticas não terão efeitos apenas sobre a dengue e a Gavi espera contar com produção brasileira também para acompanhar o aumento da demanda por outras vacinas, como a de febre amarela, já disponível no país, ou outras ainda em fase de desenvolvimento, como a da malária.
"Mas a coisa boa é que há vacinas, então nós precisamos produzir mais. Precisamos produzir mais no Brasil. Do mesmo jeito que temos a Índia [como grande produtora] na Ásia, nós poderíamos ter o Brasil", completa.
- Bahia Notícias
- 06 Nov 2024
- 14:20h
Foto: CBF / Divulgação
O Amazon Prime Video anunciou, nesta terça-feira (5), a compra de 190 jogos exclusivos do Brasileirão até 2029 por R$ 2 bilhões. A transação vem mediante acordo de cinco anos com a Liga Forte União, entre 2025 e 2029, para a compra dos direitos de transmissão dos jogos.
Segundo informações de Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, o contrato define que serão 38 partidas transmitidas exclusivamente na plataforma de streaming por ano, contabilizando 190 jogos em todo o período contratual. A cada ano, a Amazon pagará cerca de R$400 milhões anuais pelo acordo.
A Liga Forte União, LFU, é uma associação futebolística brasileira que negocia partidas para o modelo pay-per-view. Atualmente, a Liga tem acordos com Record e YouTube, que equivalem a R$ 800 milhões. Informações apontam que Globo, Warner Bros Discovery e Disney estão interessadas.
"Sabemos que os brasileiros são apaixonados por futebol e estamos animados em poder oferecer o Brasileirão para todos os membros Prime, aumentando nossa oferta de esportes no Brasil, que já inclui a Copa do Brasil e a NBA, além de filmes e séries", diz Paulo Koelle, Diretor do Prime Video para a América Latina.
"Estamos muito animados com esse acordo com a Amazon, uma potência global. Combinar a força, a tradição e a base de torcedores dos nossos clubes com a expertise e a tecnologia da Amazon é uma grande vitória para o futebol nacional", comenta Marcelo Paz, presidente da LFU.
A Liga Forte União também possui ações em clubes da Série A, diretamente interessados no contrato, como Corinthians, Vasco, Cruzeiro, Internacional, Fluminense, Botafogo, Fortaleza, Athletico-PR, Criciúma, Juventude, Cuiabá e Atlético-GO.
- Por Vinicius Sassine | Folhapress
- 06 Nov 2024
- 12:12h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, avançou na execução do projeto de uma usina hidrelétrica que impacta a Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A empresa pública concluiu o estudo e o relatório de impacto ambiental, conhecidos pela sigla EIA/Rima, da usina Bem Querer e os protocolou no último dia 25 no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para obtenção da licença prévia. O avanço do governo Lula (PT) em relação ao projeto de geração de energia hidrelétrica, porém, não foi acompanhado dos estudos necessários sobre os impactos previstos para terras indígenas na região.
Esse tipo de análise é obrigatório em caso de grandes empreendimentos como uma usina hidrelétrica, e é chamado ECI (estudo de componente indígena).
O EIA/Rima foi protocolado no Ibama sem o ECI, embora o próprio estudo de impacto ambiental aponte influência da hidrelétrica na terra yanomami e em outros territórios tradicionais em Roraima.
"A Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] já indicou que falta a inclusão do ECI, documento que será solicitado pelo Ibama para o aceite do estudo ambiental", afirmou o Ibama à Folha. "A publicação do edital de aceitação do EIA dependerá da finalização da fase de análise, na qual serão avaliadas todas as exigências legais previstas para essa etapa."
A EPE não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Em fevereiro de 2023, poucos dias após a declaração de emergência em saúde pública na terra yanomami, em razão da crise humanitária vivenciada pelos indígenas, a Funai enviou ofício ao MME em que disse não ser possível a realização de reuniões sobre a elaboração do ECI junto às "comunidades indígenas potencialmente afetadas no território yanomami".
"A Funai não recomenda que os estudos sejam realizados apenas com subsídios em dados secundários", cita o ofício, enviado também ao Ibama.
A hidrelétrica Bem Querer está prevista para operar no rio Branco, a partir da formação de um reservatório de 640 km2, em áreas referentes a seis municípios de Roraima.
"O aproveitamento hidrelétrico do rio Branco, em especial do trecho das corredeiras do Bem Querer, é de grande importância para o estado de Roraima e para o Brasil, frente a crescente demanda de energia elétrica do mercado e a integração do estado ao SIN (Sistema Interligado Nacional)", afirma o estudo apresentado pela EPE. A capacidade de produção é de 650 megawatts.
O reservatório ficaria a 24 km da terra yanomami, segundo o EIA apresentado ao Ibama. O traçado de uma eventual linha de transmissão fica a 20 km do território, sendo o mais próximo do traçado, conforme o documento.
Na região dos municípios que compõem a chamada área de influência indireta, estão dez terras indígenas e 38 assentamentos rurais, segundo o estudo.
"Para as terras indígenas, independentemente da situação das etnias, atribuiu-se à proximidade com o reservatório o maior grau de sensibilidade, em razão da pressão sobre essas terras decorrentes do empreendimento e da chegada de migrantes para as obras", diz o EIA.
"Todas as lideranças indígenas entrevistadas foram contrárias à construção da usina hidrelétrica e pontuaram várias críticas a esse projeto", cita o estudo.
O aumento da população nas cidades próximas a canteiros de obras é um efeito esperado, o que pode favorecer a degradação no entorno das terras indígenas, conforme o EIA, assim como o incremento de caça, pesca e extração de madeira ilegais.
Outra pressão prevista é o aumento de empresas de mineração e madeira na região, a partir de uma energia mais barata com o funcionamento da hidrelétrica Bem Querer. Isso levaria a um "incremento do assédio às florestas e jazidas localizadas nas terras indígenas situadas na área de influência indireta, bem como o aumento da poluição dos igarapés que servem às aldeias".
Também haverá influência na pesca praticada pelas comunidades tradicionais, conforme o diagnóstico feito para a obtenção da licença. "Alguns povos indígenas já estão ou estiveram sob pressão do garimpo ilegal. A ida de indígenas aos municípios pode também os expor a potenciais aumentos de ocorrências epidemiológicas ou agravos de saúde."
A "animação econômica" em razão das obras da hidrelétrica pode potencializar o garimpo ilegal na terra yanomami e os conflitos entre indígenas e garimpeiros, afirma o estudo de impacto ambiental.
A invasão de cerca de 20 mil garimpeiros à terra yanomami, para exploração ilegal de ouro, levou a uma crise de saúde entre os indígenas, com explosão de casos de malária e elevado número de mortes por desnutrição grave e outras doenças associadas à fome, como diarreia e pneumonia.
Ações de emergência em saúde pública estão em curso desde janeiro de 2023. Em fevereiro do mesmo ano, o governo Lula deu início a uma operação de desintrusão, de expulsão dos invasores do território.
Segundo o governo, houve uma redução da área explorada pelo garimpo ilegal, de 4.570 hectares para 1.465 hectares. Não houve abertura de novas áreas em setembro e outubro, afirma o governo federal.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Nov 2024
- 10:25h
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (5), por 330 votos favoráveis, 74 contrários e duas abstenções, o texto-base do relatório do deputado Elmar Nascimento (União-BA) favorável ao projeto que regulamenta as regras de transparência, execução e impedimentos técnicos de emendas parlamentares. Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para o Senado, onde deve ser votado na próxima semana.
O deputado Elmar Nascimento passou o dia inteiro em articulações com líderes partidários e em reuniões com bancadas, para discutir o texto do projeto. Após as conversas, o deputado baiano apresentou ao final do dia algumas mudanças no seu relatório, principalmente nas regras para as emendas de bancada estadual.
O projeto surgiu após exigência feita pelo Supremo Tribunal Federal para que fossem estabelecidas novas regras pelo Congresso Nacional para as emendas impositivas, com objetivo de garantir maior controle social, transparência, impedimentos e rastreabilidade sobre os recursos. A iniciativa partiu do ministro Flávio Dino, que bloqueou o pagamento das emendas até que o Congresso estabelecesse novos critérios para distribuição dos recursos das emendas.
Na leitura do seu parecer, o deputado Elmar Nascimento disse que após diversas reuniões com as bancadas partidárias, acolheu mais de 80% das sugestões e emendas apresentadas ao projeto. O deputado foi indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para relatar o projeto, e garantiu inicialmente, na noite desta terça, também a aprovação de um requerimento de urgência que possibilitou a votação da proposta ainda hoje.
A proposta para regulamentar as emendas foi costurada pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), por meio de diversos encontros e conversas com assessores parlamentares, técnicos da Casa Civil e da equipe econômica do governo. O texto do projeto também foi levado pelo senador Coronel, que é o relator do Orçamento da União de 2025, ao ministro Flávio Dino, que também teria feito sugestões para aperfeiçoamento da matéria.
A proposta final, que foi apresentada pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), tem o aval do governo Lula e dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O texto estabelece os critérios para apresentação, aprovação e execução das emendas, assim como define limites de crescimento e mecanismos de controle para distribuição dos recursos.
"Esse projeto é fundamental para destravarmos a execução do orçamento, que foi segurada pelo Poder Judiciário há alguns dias, aliás, há meses. Nós estamos já no dia 5 de novembro, e é urgente que votemos esse PLP, fruto de uma série de reuniões que envolveu a assessoria da Câmara e a assessoria do Senado", disse Elmar, ao defender a aprovação do projeto.
De acordo com o texto aprovado na Câmara, um dos principais pontos ajustados pelo relator foi no número de emendas empenhadas pelas bancadas. Inicialmente, o cálculo seria com base no tamanho da sua população e o máximo, de oito indicações, ficaria com os estados com até 5 milhões de habitantes.
Agora, porém, os empenhos foram nivelados e todos os estados vão receber oito emendas por bancada, por ano. Além disso, um destaque incluído pelo relator no texto estabelece que, além das oito emendas, cada Estado possa ter até três emendas destinadas para obras inacabadas, até a conclusão.
- Brumado Urgente
- 06 Nov 2024
- 09:01h
Foto: Divulgação
Após a 2ª rodada da Copa dos Campeões, algumas equipes já garantiram vaga nas semifinais. Agora, a 3ª rodada promete definir os próximos confrontos emocionantes, com partidas nesta quinta-feira (07) e sexta-feira (08) que podem alterar o rumo da competição.
Jogos de Quinta-Feira (07/11) A noite de quinta traz duas disputas de tirar o fôlego. Às 20h, o Poeirão, de Ituaçu, enfrenta o JB, de Tanhaçu, em um embate acirrado entre equipes regionais. Em seguida, às 21h, o União, de Brumado, desafia o Borussia, de Barra da Estiva, em um jogo que promete ser um dos mais emocionantes da temporada.
Jogos de Sexta-Feira (08/11) Na sexta-feira, a intensidade continua. O Malhada Futsal, de Malhada de Pedras, precisa vencer o Barra de Cimento, de Rio de Contas, às 20h, para manter viva sua classificção na competição. Logo depois, às 21h, o Laricas, de Brumado, encara o Pedro Cruz, de Caetité, em um confronto com grande expectativa de público.
Novidades na Copa dos Campeões Para deixar a rodada ainda mais especial, o som do Paredão GL embala a festa logo após os jogos de quinta e sexta-feira, trazendo muita música e animação para os torcedores. E tem mais: os ingressos custam apenas R$ 5,00, com vendas limitadas, então chegue cedo e garanta seu lugar para acompanhar essa emocionante sequência de partidas.
Venha torcer, vibrar e fazer parte desse grande momento! A Copa dos Campeões é mais que um evento esportivo – é uma celebração do espírito de união entre as cidades e seus torcedores.
- Bahia Notícias
- 06 Nov 2024
- 08:30h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Após quatro anos, Donald Trump vai voltar para a Casa Branca para ser o 47º presidente dos Estados Unidos. O indicativo foi feito pela Associated Press (AP), por volta das 4h25 desta quarta-feira (6), horário de Brasília.
Segundo as projeções, o Republicano superou a candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, ao atingir a maioria dos 538 delegados do Colégio Eleitoral.
Ao todo, Trump já emplacou 267 dos 270 delegados necessários, enquanto Harris soma 224.
- Bahia Notícias
- 05 Nov 2024
- 18:03h
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que 77% das famílias brasileiras têm alguma dívida, o que significa que 1,45 milhão de famílias a mais assumiram dívidas nos últimos dois anos. Segundo a pesquisa, 29% das famílias têm contas em atraso e 13% disseram não ter condições ou perspectivas de quitar os débitos.
A pesquisa ouviu 18 mil famílias em 27 capitais em julho. Mais da metade das famílias endividadas (52%) vivem nos estados do Sudeste. Em comparação a outras capitais do país, Salvador apresentou um número baixo: 66% das famílias se encontram endividadas.
As capitais com maior quantidade de famílias endividadas são: São Paulo (2.888.081), Rio de Janeiro (2.028.143), Distrito Federal (765.823), Belo Horizonte (744.993) e Fortaleza (712.465).
Em termos de porcentagem Porto Alegre e Vitória, tem registro de 91% das famílias nessa situação. Em Belo Horizonte, Boa Vista e Curitiba, o percentual é de 90% e em Fortaleza, 88%. Já Campo Grande (66%); Goiânia e Macapá (68%); e Belém (69%) apresentam percentuais menores.
O percentual de famílias endividadas cresceu em quatro capitais em 2024 na comparação com 2022. O aumento ocorreu em Teresina (de 61% para 86%), João Pessoa (78% para 87%), Porto Velho (72% para 84%) e Fortaleza (71% para 88%). Houve queda em Rio Branco (89% para 77%), São Paulo (75% para 68%) e Curitiba (95% para 90%) no mesmo período analisado.
Em nota, a FecomercioSP explica que as diferenças entre as capitais estão relacionadas às "condições macroeconômicas de cada estado e região, em que indicadores como inflação, juros e renda familiar criam circunstâncias distintas pelo país, e quanto maior o número de famílias convivendo com dívidas mais caro fica o crédito no mercado, elevando, como consequência, o risco de inadimplência, principalmente em um cenário de juros altos ou inflação pressionando o consumo".
Na nota técnica, a Fecomercio afirma "mesmo que esse endividamento represente mais acesso da população ao crédito e aumento do consumo, também traz riscos: se mal gerido, pode levar à inadimplência e à exclusão no mercado. Por isso, é fundamental equilibrar o incentivo ao consumo com medidas que protejam o orçamento das famílias, especialmente as mais vulneráveis".
Para o economista Fábio Pina, assessor da FecomercioSP, o grau de endividamento está um pouco acima da média histórica, porém aponta que os dados de emprego indicam boas condições de renda e um mercado de trabalho aquecido, o que pode permitir às famílias reorganizarem as contas.
"Eu não antevejo um solavanco, eu antevejo uma desaceleração da economia gradual no ano que vem. Isso dá tempo em tese de você fazer vários ajustes, você faz no mercado privado e dá tempo para o governo fazer ajustes onde ele precisa fazer", explica.