Remédios muito utilizados contra dores e inflamações e que podem ser comprados sem a necessidade de receita médica podem aumentar o risco de ataque cardíaco. O mais novo estudo alertando para esse efeito adverso mostra que o diclofenaco e o ibuprofeno elevam o risco de quem usa as pílulas sofrer uma parada cardíaca em 51% e 31%, respectivamente. Os resultados corroboram outras pesquisas que há anos associam o uso de antiinflamatórios não esteroides --conhecidos como Aines-- com maior chance de infarto. O aumento do risco é grave para aqueles que já têm alguma doença cardiovascular, como hipertensão. No Brasil, as bulas desses remédios já alertam para a necessidade de cuidados e acompanhamento médico para esses pacientes ao ingerirem os medicamentos (veja abaixo), além de restringirem a quantidade. De acordo com a pesquisa, publicada no European Heart Journal, todos os Aines existentes no mercado elevam o risco de problemas cardíacos .
Os pesquisadores chamam a atenção para o fato de esses remédios ficarem expostos nas prateleiras e balcões das farmácias, podendo ser adquiridos sem orientação médica nenhuma. Em alguns países, as pílulas chegam a ser vendidas em supermercados e postos de gasolina. "Permitir que esses medicamentos sejam adquiridos sem receita médica e sem qualquer conselho ou restrição envia uma mensagem ao público de que eles são seguros", afirma Gunnar Gislason, professor da Universidade de Copenhague e coautor do estudo, em uma nota da Sociedade Europeia de Cardiologia. Em setembro do ano passado, um estudo no British Medical Journal já alertava sobre o aumento do risco de insuficiência cardíaca a que os Aines estavam associados. No caso do ibuprofeno, o limite máximo que garantiria um uso seguro é de 1.200 mg por dia, diz o estudo. A explicação para esse efeito colateral causado pelos Aine estaria na agregação das plaquetas no sangue. Esse efeito dos remédios pode levar à formação de coágulos, além de estreitar as artérias e aumentar a retenção de líquidos e a pressão arterial.
Mais da metade dos médicos brasileiros contratados no último edital do Programa Mais Médicos está sem receber salário desde o início da atividade. Com o objetivo de substituir os profissionais cubanos, o governo federal contratou 1.302 médicos para trabalhar em mais de 600 municípios. No entanto, cerca de 700 destes profissionais não receberam o salário de quase R$ 12 mil. Um dos afetados pelo problema é o paulista Pedro Henrique Silveira, que deixou a família no município de Taubaté para trabalhar em Ferraz de Vasconcelos. No entanto, precisou deixar o programa pela ausência de remuneração. "Eu não vou poder aguardar mais porque eu tenho compromissos que não me permitem ficar trabalhando sem receber e aguardando para receber futuramente. Eu estou tentando fazer alguns plantões em pronto socorro para ter alguma renda e ver o que vai acontecer. É uma situação extremamente desconfortável para mim e também para os munícipes", afirmou em entrevista à rádio CBN, ao ressaltar que a população também perde muito com a situação. O Ministério da Saúde alegou, em nota, um erro no preenchimento de dados cadastrais dos médicos prejudicados, o que levou ao atraso. A pasta ressaltou ainda que os pagamentos retroativos devem ser feitos no próximo dia 5, mas não soube dizer quantos profissionais deixaram o Mais Médicos.
O WhatsApp vai permitir apagar uma mensagem em até 2 minutos após após ela ser enviada em uma conversa, segundo imprensa americana especializa em tecnologia. A versão da ferramenta, ainda em fase de testes, já havia sido desenvolvida em outra versão do aplicativo para troca de mensagens. Atualmente, só é possível apagar a mensagem enquanto ela ainda não foi enviada do celular, por alguma falha no sistema de envio. É possível ainda apagar a mensagem já enviada, porém, ela só desaparece da conversa, e não impede a leitura do usuário que a recebeu. A nova função, que já está presente no principal rival do WhatsApp, o Telegram, vai dar dois minutos para o usuário se arrepender. O tempo do Telegram é maior: 48 horas após o envio. O destinatário da mensagem não conseguirá ler o texto, mas receberá um alerta avisando que o remetente retirou a informação.
A conta de luz do consumidor em todo o país vai cair até 20% em abril, por conta da devolução de uma cobrança indevida de energia atrelada à usina nuclear de Angra 3. A decisão anunciada nesta terça-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atinge todas as distribuidoras de energia, com exceção de apenas três empresas, a Sulgipe, a Companhia Energética de Roraima e a Boa Vista Energia. A queda ocorrerá apenas no mês de abril. Com a decisão, a conta de luz do consumidor residencial da Eletropaulo, de São Paulo, cairá 12,44%. No caso da Light, do Rio de Janeiro, a queda será de 5,3%. A Cemig, de Minas Gerais, vai cortar em 10,61% a sua tarifa de abril. A CEB, de Brasília, terá redução de 5,92%. A queda varia entre cada uma das distribuidoras por conta dos diferentes prazos de cobrança da energia de Angra 3. No caso da Eletropaulo, por exemplo, o valor foi cobrado indevidamente por nove meses. A usina termonuclear está em construção no Rio de Janeiro e só deve ficar pronta a partir de 2019, mas acabou entrando irregularmente nas cobranças de conta de luz. Os valores que serão devolvidos chegam a cerca de R$ 1 bilhão e foram devidamente corrigidos pela taxa Selic dos períodos cobrados.
Pela decisão, a conta cobrada por sete distribuidoras do País vai cair de 15% a 20%. São elas: Celpe, Coelba, Cosern, CPFL Jaguari, CPFL Paulista, Energisa Borborema e Energisa Sergipe. Outras 22 empresas apresentarão queda de 10% a 15%. Para 29 distribuidoras, a redução será de 5% a 10%. As demais 32 distribuidoras apresentarão um corte entre 0% e 5%. A decisão atinge 44 concessionárias e 20 permissionárias, todas elas distribuidoras de energia. A diretoria da Aneel já havia determinado, em dezembro de 2015, que a tarifa de energia relacionada a Angra 3 não devia entrar na conta de luz, porque a usina - previsto para operar em 2016 - não ficaria pronta no prazo. Por um erro interno da agência, porém, a cobrança acabou sendo incluída na conta. Segundo o diretor da Aneel, André Pepitone, trata-se de um erro inédito, mas a agência tomou medidas para que não volte a ocorrer. A correção dos valores cobrados a mais já tinha sido identificada pela agência nos reajustes tarifários da Energisa Borborema, Light e Ampla, que começaram a ter devoluções mensais por conta da cobrança irregular. A decisão da Aneel, porém, foi de zerar a conta de uma única vez, em abril. "Foi um erro, mas não houve má fé", disse Pepitone. "A complexidade do processo é enorme. Esse episódio nos trouxe um ensinamento. Precisamos dar um passo adiante e tornar esse sistema ainda mais seguro", comentou. A Aneel vai criar mais etapas no processo de análise do sistema tarifário, incluindo novas áreas técnicas para homologar as cobranças. Em dezembro de 2015, a Aneel foi questionada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a respeito de Angra 3 A CCEE é a responsável por fazer a estimativa de custos da conta responsável por recolher recursos do Encargo de Energia de Reserva (EER). Cabe à Aneel aprovar esse orçamento. É por meio desse encargo, cobrado na conta de luz, que Angra 3 seria remunerada quando entrasse em operação. Pelo contrato de concessão, a usina deveria estar pronta e começar a gerar energia a partir de janeiro de 2016. Mas o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não conta com a usina até 2021. Por isso, a Aneel decidiu autorizar a CCEE a não pagar Angra 3. Ainda assim, a cobrança foi feita e repassada a consumidores de todo o País, na data de reajuste tarifário de cada distribuidora O dinheiro ficou no caixa das distribuidoras de energia e não foi repassado nem à CCEE, nem à Angra 3. Caso o processo seguisse adiante, com a cobrança por 12 meses dos consumidores de todo o País, o valor da cobrança indevida seria de R$ 1,8 bilhão a mais para Angra 3. Projeto do governo militar, Angra 3 teve as obras paralisadas em 1986. O empreendimento foi retomado em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deveria ficar pronto em 2014, mas sofreu novos adiamentos. Em 2015, as obras foram novamente paralisadas, devido a problemas financeiros da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, e denúncias de corrupção descobertas no âmbito da Operação Pripyat, um dos braços da Lava Jato. Vice-almirante da Marinha, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva foi condenado e preso por envolvimento no esquema.
Fórum em Itapetinga está sem juiz titular (Foto: Reprodução/ TV Sudoeste)
Cerca de 40 mil processos estão praticamente parados na Justiça de Itapetinga, região sudoeste da Bahia, porque a cidade está sem juiz titular desde julho de 2016. A situação é parecida na cidade de Itambé, cidade localizada também no sudoeste do estado, que está sem juiz titular há cerca de dois anos. O problema preocupa moradores e advogados das duas cidades. O assessor da presidência do Tribunal de Justiça explicou que foi aberto um edital, com prazo para maio, a fim de promover de cerca de 70 juízes para comarcas de todo o estado, entre elas de Itapetinga. Ainda não há previsão de chegada de juízes titulares em Itambé, porque depende da realização de outro edital. Não foi informado o número de processos parados em Itambé.
Para a população não ficar ainda mais prejudicada, juízes de cidades como Jequié, Ibicuí, Itarantim e até mesmo Salvador precisam ir a Iitapetinga durante alguns dias da semana, mas ainda assim, muitos processos ficam parados. A dona de casa Edilene Ferreira está há 13 anos com um processo parado na Justiça de Itapetinga. Ela moveu uma ação contra o município depois de um acidente com a filha dentro de uma escola, mas a causa não foi julgada. "Há 13 anos, aguardo o resultado desse processo da minha filha que perdeu a visão na escola e, até o momento, nada foi feito", reclama. A situação é acompanhada pela Ordem dos Advogados no município. Um grupo de advogados tem se reunido frequentemente para discutir o problema. "Estávamos com quatro juizes até julho do ano passado, perdemos todos os magistrados por promoção e ficamos com todo o acervo parado", diz o presidente da OAB na cidade, Fabricio Moreira.
Gilson Jesus Moura, 49 anos, incendiou casa onde morava com a família (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Os corpos das cinco pessoas da mesma família, vítimas de chacina ocorrida em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador, foram liberados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) na manhã desta terça-feira (28), quase três meses após o crime. As mortes ocorreram no dia 4 de janeiro deste ano, quando Gilson Jesus Moura, 49 anos, ateou fogo na própria família, dentro da casa onde moravam. Três filhos dele, a enteada, e o filho da jovem, uma criança de um ano, morreram queimadas dentro do imóvel. Segundo informações do DPT, todas as cinco vítimas serão enterradas às 14h desta terça-feira, no Cemitério São Jorge, em Feira de Santana. A mulher do homem que cometeu o crime, e uma das filhas, sobreviveram ao incêndio. A enteada dele, mãe de uma das vítimas, estava grávida de cinco meses.
O acidente ocorreu no trecho conhecido como “Serra do Engano”, região de Anagé. Informações indicam que o veículo havia sofrido uma pane mecânica, e que o motorista teve de parar no acostamento da rodovia, para tentar efetuar reparo. Não está claro se foi dada ordem para os passageiros descerem e aguardarem do lado de fora do veículo. Segundo um deles, o acostamento não suportou o peso do ônibus, que estava estacionado próximo a uma ribanceira. Foi quando se ouviu um estalo e o ônibus tombou, despencando ribanceira abaixo. As imagens acima foram feitas logo após o acidente. Até o momento não se sabe se ainda haviam passageiros no ônibus. A Polícia Rodoviária Estadual e equipes do SAMU foram ao local do acidente prestar os primeiros socorros. Com informações do JanioQuadros.com.
Um ônibus da empresa Novo Horizonte caiu numa ribanceira na serra do engano, na BA-262, próximo ao município de Anagé, sudoeste baiano.O acidente aconteceu no início da manhã dessa terça-feira (28/03). Segundo informações pré-liminares, pelo menos uma pessoa ficou ferida. A qualquer momento mais informações. // JanioQuadros.com
O presidente Michel Temer vai sancionar o projeto de lei que regulamenta a terceirização no País. A proposta que foi aprovada pela Câmara, na última quarta-feira (22), é considerada muito dura. Temer estava disposto a esperar a aprovação de um projeto mais brando, no Senado, mas desistiu por pressão de empresários e deputados.O núcleo político do governo quer que Temer sancione o projeto sem vetos. O presidente pode, porém, retirar alguns trechos do texto, com o objetivo de abrir caminho para a inclusão das chamadas "salvaguardas" aos trabalhadores.O plano é que essas garantias sejam incorporadas por meio da reforma trabalhista, que tramita na Comissão Especial da Câmara. Entre as propostas que podem ser incluídas está a que prevê maior responsabilidade de empresas contratantes em relação aos pagamentos dos direitos dos terceirizados.O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, afirmou que o projeto aprovado pela Câmara servirá como "ponto de partida" para regulamentar as mudanças. "A ideia é incorporar ao projeto novas propostas da reforma trabalhista", disse ele, sem dar detalhes sobre as mudanças. As garantias serão encaixadas no relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).
O texto aprovado pela Câmara traz apenas três "salvaguardas" genéricas: diz que os terceirizados não poderão realizar serviços diferentes daqueles para os quais foram contratados, que terão as mesmas condições de segurança, higiene e salubridade dos empregados da contratante e que estarão sob as regras de fiscalização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).Interlocutores de Temer disseram à reportagem não haver tempo hábil para o Senado aprovar um projeto "mais light", em 15 dias, prazo necessário para que o presidente sancione ou vete o texto da Câmara. O relator no Senado é Paulo Paim (PT-RS), que prometeu incluir mais de 50 salvaguardas na proposta.A ideia inicial de Temer era mesclar os dois projetos de terceirização, retirando trechos considerados excessivos para incluir mais proteção ao trabalhador. Auxiliares do presidente avaliam, porém, que a estratégia poderia trazer "insegurança jurídica" às empresas. O projeto a ser sancionado por Temer autoriza a terceirização até na atividade-fim. Atualmente, jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho proíbe adotar esse tipo de medida. Um banco, por exemplo, não pode terceirizar os atendentes do caixa.A base aliada do Planalto se dividiu na votação, que foi apertada, e até deputados do PMDB e do PSDB se posicionaram contra o governo. As traições preocuparam Temer, que precisa de muito mais apoio para aprovar a reforma da Previdência. Por ser uma PEC, a reforma precisa de no mínimo 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em duas votações.
Com mais de quatro milhões de consumidores negativados junto ao Serasa, o estado da Bahia é o quarto maior em número de inadimplentes, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A oportunidade para todos esses baianos renegociarem suas dívidas com até 90% de desconto começou ontem e vai até domingo (2). É o Feirão Liquida Dívidas, evento de recuperação de crédito promovido pelo SerasaConsumidor em todo o país.“Sabemos que o país passa por uma situação econômica delicada”, explica Daniel Ebbesen, gerente do SerasaConsumidor, sobre o alto número de individados. “Essa é uma nova oportunidade para que os consumidores limpem seus nomes ainda no primeiro semestre”, completa.Na Bahia, o evento será apenas online, por meio do site www.serasaconsumidor.com.br, e de canais exclusivos de telefone. Vinte e duas empresas participam do Feirão no país todo.
Entre elas estão: Sky, Qualicorp, Honda; operadoras financeiras como Caixa Econômica, Itaú e BV Financeira; e operadoras telefônicas Oi e TIM.De acordo com dados do Serasa, em janeiro deste ano o país contabilizava 59,7 milhões de inadimplentes, número recorde para um começo de ano desde 2013. As dívidas atrasadas desses consumidores somavam R$ 270 bilhões no período. E o montante não é pequeno. Na região Nordeste, a média de cada dívida chega a R$ 3.343 por cada pessoa com o nome sujo.“As empresas disponibilizaram diferentes canais, lojas físicas, telefone e internet e isso faz com que o consumidor possa acertar suas dívidas financeiras pessoalmente em um local já conhecido, perto do seu trabalho, faculdade, ou mesmo na comodidade da sua casa”, reforça Daniel.
Renegociação
Ao saber do Feirão, a aposentada Tânia Regina, 63 anos, foi até a Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL) para consultar sua situação junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Ela conta que tem dívidas com a Caixa Econômica por conta de cartão de crédito e empréstimo pessoal e vai tentar o acordo. “Passei por um problema de saúde e não tive condições de pagar as dívidas. No início o débito era de R$ 2 mil. Vou tentar um acordo, e ver o que eles podem me oferecer”, disse. “Como ganho salário mínimo, espero conseguir parcelas entre R$ 50 e R$ 100”, mas a depender da dívida, posso antecipar parcelas”, reforça a aposentada.O primeiro passo para o consumidor interessado em renegociar a dívida é consultar, no site do Liquida Dívidas, a situação de inadimplência por meio de uma consulta gratuita do CPF. Logo depois, é preciso verificar, também no portal, se a empresa com a qual tem dívida está participando do Feirão.Na página, as empresas apresentarão, dentro do período do evento, propostas exclusivas para os clientes com contas vencidas. Entre as dicas, o Serasa alerta que é preciso revisar as contas e saber de quanto pode dispor para quitar os débitos à vista ou parcelado antes de acessar a página do serviço. “A gente possui um site que mostra por meio de um e-book como o consumidor pode negociar melhor”, diz Daniel Ebbesen.
Presídio foi inaugurado em agosto do ano passado, em Vitória da Conquista (Foto: Secom)
A Ordem dos Advogados da Bahia (OAB) em Vitória da Conquista denunciou que os detentos do conjunto penal da cidade seriam obrigados por policiais militares a cantar músicas ofensivas para não serem agredidos. A denúncia teve base em relatos de presos ouvidos em visita ao conjunto penal da cidade, no dia 20 de fevereiro. Procurada pelo G1, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) não se posicionou sobre o assunto até esta publicação. A denúncia afirma que os policiais militares da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Sudoeste, antiga Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais (Caesg), agem de maneira indigna e vexatória, mantendo os detentos semi-nus no pátio. Eles também seriam obrigados a cantar “eu sou putinha e a CAESG é barril”, em referência à atual Cipe. Conforme os relatos à OAB, os presos que não cantassem eram agredidos pelos policiais. O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Vitória da Conquista, Alexandre Garcia, que participou da visita ao presídio, diz que a visita ocorreu após várias denúncias que chegaram à entidade. Ele afirma ter visto hematomas em presos, mas foi proibido de fazer registros com imagens.
O Conjunto Penal de Vitória da Conquista foi entregue no dia 22 de agosto do ano passado, após dez meses de obras e investimento em torno de R$ 33 milhões. A unidade é gerida através do método de co-gestão pela empresa Socializa. O G1 tentou entrar em contato com a empresa por meio do telefone, mas os telefonemas não foram atendidos. Já a direção do presídio não foi localizada porque o sinal de telefone na região é bloqueado. Alexandre Garcia afirma que a denúncia foi formalizada para a Corregedoria da PM na cidade no dia 22 de março. No entanto, em nota, a Polícia Militar afirmou que, até a manhã desta terça-feira (28), não há registro na Corregedoria acerca de denúncia. "A Polícia Militar da Bahia ressalta ainda que todas as ações da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Sudoeste - ainda conhecida na região como ‘CAESG’, são pautadas na técnica e na legalidade sendo amplamente reconhecida na região pela excelência no combate ao crime organizado", diz o comunicado. A PM diz ainda que “esse enfrentamento insone à criminalidade pode ser uma das motivações dessas denúncias a priori infundadas, vide que não há registros concretos das práticas relatadas, referentes a atuação da unidade operacional especializada na condução das revistas nos presídios”. A corporação defende também que “não irá tolerar a tentativa de criminosos macularem a imagem da tropa em decorrência das ações desenvolvidas para coibir a prática delituosa”. Além dos policiais, alguns agentes de segurança que trabalham para a empresa que faz a gestão do presídio também foram acusados de agredirem os presos. Os presos denunciaram à comissão da OAB a utilização de spray de pimenta dentro de celas, teasers [arma de choque elétrico] e até uso de cães de grande porte. A seccional da OAB protocolou a denúncia ainda à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e à direção do Conjunto Penal de Vitória da Conquista, ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e à Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA). "A gente fez o nosso papel de denunciar e depois pode ser aberto inquérito para apurar o caso", diz o vice-presidente da comissão da OAB, Alexandre Garcia.
A primeira Copa Sudoeste de Basquete adulto masculino foi realizada neste último sábado (25) em Brumado, no Ginásio Poliesportivo Municipal Antônio Alves Ribeiro. A Equipe de Brumado foi a campeã, e Bom Jesus da Lapa ficou na segunda colocação. A Copa que foi organizada por Vítor Cotrim e Robson Amorim foi destacada pelo grande sucesso do evento e a participação belíssima dos jogadores, comprovando que o Basquete tem sido uma modalidade que tem crescido significativamente em Brumado e região. Os organizadores do evento agradeceram aos participantes que jogaram com bastante determinação, agradeceu ainda a Prefeitura e a todos que apoiaram e contribuíram para que o evento ocorresse.
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O rio de Contas secou completamente. Agora, parece uma estrada, sem nenhum sinal de vida
Dos 417 municípios baianos, 214 se encontram em situação de emergência por conta da seca. Ou seja, mais da metade (cerca de 52%) das cidades do estado. Os dados são da Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado da Bahia (Sudec), atualizados nesta segunda-feira, 27. Entre os municípios atingidos pela estiagem está o de Manoel Vitorino, distante a 103 km Salvador. Moradores daquela localidade têm enfrentado grandes dificuldades na lavoura e na criação de gado. Para o lavrador e morador da cidade, senhor Antonio Galdino de Souza, de 58 anos, que vive com a esposa e mais dois filhos em Manoel Vitorino, há mais de 15 anos, ver sua lavoura e a seu pouco gado morrerem por falta d'água é um sofrimento constante. "As plantações e as criações de gado são nossas fontes de renda, nosso meio de sobrevivência. É muito sofrimento ter que conviver com essa situação. Isso aqui é a nossa vida. Nós precisamos de chuva, nós precisamos de ajuda", apela Galdino.
Ao relatar os transtornos que já passou nesses 15 anos na região, o lavrador considerou o ano de 2016 o pior de todos os anos em relação a falta de chuva . "Moro aqui desde 1º de julho de 1981, e já passei por muitas secas nessa vida, mas pra mim, o ano passado (2016) foi o pior de todos eles. Tivemos chuva no mês de janeiro, depois disso, só veio chover em novembro e mesmo assim em pouca quantidade", disse.
Rio de Contas
A 200 metros da casa de Antonio está localizado o rio de Contas. E, da pouca água que ainda sobra desse rio, ele e outras famílias aproveitam para tomar banho, cozinhar, lavar. Mas, assim como as plantações e os gados, o rio também vem sendo atingido pela seca, causando mais aflição para as famílias que têm nele uma fonte de sobrevivência. “Peço a Deus que mande chuva, porque, se esse rio secar, será mais um sofrimento para nós. A vida de quem mora na zona rural não é fácil”, contou o morador de Manoel Vitorino. Ele ainda lamentou a situação de desperdício da água por parte da população. “O que mais me dói é saber que enquanto estamos sofrendo por falta d’água, muitas pessoas por aí usam a água como se ela fosse uma fonte que nunca vai acabar. Se elas soubessem o quanto é doloroso viver nessa escassez, talvez elas se conscientizassem sobre a necessidade de preservar esse bem tão precioso”, disse Antônio.
Cisternas
Segundo a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, até o final de abril serão entregues ao município 298 cisternas com o acompanhamento e orientações às famílias sobre o uso racional de água. Essas famílias serão capacitadas, ainda de acordo com informações do órgão, com ajuda de técnicos habilitados a construir esses equipamentos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a 39ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Paralelo. Os mandados ainda estão sendo cumpridos na cidade do Rio de Janeiro; um deles é de prisão preventiva e os outros cinco, de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. O nome da operação foi dado em razão da ação clandestina no mercado financeiro por parte dos investigados. A fase anterior da Lava Jato, deflagrada no dia 23 de fevereiro e batizada de Blackout, apura o pagamento de US$ 40 milhões de propinas durante 10 anos. Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz são suspeitos de facilitar o pagamento de propinas. Ainda conforme a força-tarefa da Lava Jato, entre os beneficiários, há senadores e outros políticos, além de diretores e gerentes da Petrobras.