Atriz Fernanda Torres ganha o Globo de Ouro 2025 por sua atuação no filme "Ainda Estou Aqui"

  • Bahia Notícias
  • 06 Jan 2025
  • 08:04h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A atriz Fernanda Torres ganhou na madrugada desta segunda-feira (6) o prêmio do Globo de Ouro, como melhor atriz em filme de drama, por sua atuação em "Ainda estou aqui". A atriz brasileira concorreu com nomes como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Tilda Swinton e Kate Winslet.

 

O filme, dirigido por Walter Salles, conta a história de Eunice Paiva, advogada e esposa do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar no Brasil. Eunice, que é mãe do escritor Marcelo Rubens Paiva, passou 40 anos procurando a verdade sobre seu marido, interpretado por Selton Mello.

 

No discurso da vitória neste domingo, Fernanda Torres dedicou o prêmio à mãe, a atriz Fernanda Montenegro. Essa é a primeira vitória do Brasil no Globo de Ouro desde 1999, quando "Central do Brasil", que tem Fernanda Montenegro no papel principal, venceu como melhor filme em língua estrangeira. 

 

"Quero dedicar esse prêmio à minha mãe. Vocês não têm ideia... Ela estava aqui há 25 anos. Isso é uma prova de que a arte pode permanecer na vida das pessoas, mesmo em momentos difíceis, como os que Eunice Paiva viveu", disse Fernanda Torres ao receber o Golden Globe.

 

"Enquanto vemos tanto medo no mundo, esse filme nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos difíceis como esses", disse ainda a atriz, que também fez um agradecimento a Walter Salles, diretor de "Ainda Estou Aqui", além de seu marido, Andrucha Waddington, e o ator Selton Mello.

 

Mais cedo, o filme "Ainda estou aqui" não ganhou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa. O prêmio foi para o francês "Emilia Pérez", maior indicado da noite, com dez indicações no total.
 

A premiação gerou grande repercussão nas redes sociais, recebendo uma onda de aplausos do público. Até mesmo a página oficial do Globo de Ouro destacou o feito com uma emocionante homenagem a Fernanda.

Ministério da Saúde anuncia distribuição de 70 mil medicamentos para tratar tuberculose na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 05 Jan 2025
  • 13:15h

Foto: Imagem Ilustrativa. Agecom Bahia / Reprodução Agência Brasil

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 7,8 milhões de unidades do medicamento rifampicina 4 em 1 para todos os estados brasileiros. O produto é considerado primordial no tratamento da tuberculose, sendo classificado como essencial para garantir a recuperação dos pacientes. Na Bahia, cerca de 70 mil remédios desse tipo serão distribuídos ao longo do estado. 

A medicação ainda é utilizada para o tratamento e profilaxia de enfermidades como hanseníase, meningite, brucelose e hidradenite. A remessa desses produtos servirá para atender a demanda nacional até o primeiro trimestre de 2025, que garante o abastecimento da Rede de Saúde e a continuidade dos tratamentos em todo o Brasil. 

A rifampicina 4 em 1 combina quatro medicamentos em um único comprimido (rifampicina 150mg + isoniazida 75mg + pirazinamida 400mg + etambutol 275mg comprimido), facilitando o tratamento e melhorando a adesão dos pacientes. Com um plano terapêutico simplificado, torna-se mais simples para quem sofre da doença seguir o tratamento de maneira adequada, potencializando as possibilidades de recuperação e evitando a resistência aos medicamentos.

Biden aprova venda de armas a Israel no valor de US$ 8 bilhões

  • Por Folhapress
  • 05 Jan 2025
  • 11:25h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O governo do presidente americano Joe Biden aprovou uma venda de armas de cerca de US$ 8 bilhões (R$ 49,2 bilhões) para Israel, anunciou o Departamento de Estado dos EUA neste sábado (4). O pacote inclui munições de defesa antiaérea.

A exportação -que deve ser aprovada pelo Congresso- foi acordada poucos dias antes da posse do presidente eleito Donald Trump, também um forte aliado de Tel Aviv na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Com a venda às vésperas de deixar o cargo, Biden ignora a pressão das organizações de direitos humanos e dos legisladores democratas que se opunham a fornecer armamentos a Israel.

"O presidente deixou claro que Israel tem o direito de defender seus cidadãos, de acordo com a lei internacional e o direito internacional humanitário, e de impedir a agressão do Irã e de suas organizações aliadas", disse o governo americano.

Ataques militares atribuídos a Tel Aviv na Faixa de Gaza mataram pelo menos 70 pessoas desde sexta-feira (3), disseram médicos palestinos.

Entre os mortos, ao menos 17 foram vítimas de ataques aéreos em duas casas na Cidade de Gaza. O primeiro ataque destruiu completamente o imóvel.

"Por volta das 2h fomos acordados pelo som de uma enorme explosão", disse Ahmed Ayyan, um vizinho do imóvel, afirmando que 14 ou 15 pessoas estavam na casa.

"A maioria delas são mulheres e crianças, todos são civis, não há ninguém lá que tenha disparado mísseis ou que seja da resistência", Ayyan disse à Reuters.

Outro ataque a uma casa na Cidade de Gaza matou cinco pessoas mais tarde deste sábado, de acordo com o Serviço de Emergência Civil Palestino. A estimativa é que ao menos outras 10 estejam presas sob os escombros.

O Exército israelense não comentou os ataques.

O aumento nas operações israelenses e no número de palestinos mortos ocorre durante uma nova tentativa de cessar-fogo na guerra entre Israel e Hamas e na devolução de reféns israelenses antes que Trump assuma o cargo.

Representantes de Israel foram enviados para retomar as negociações em Doha, mediadas pelo Catar e pelo Egito. A administração de Biden, que está ajudando a mediar as negociações, pediu ao Hamas na nesta sexta que aceite um acordo.

O Hamas disse que estava comprometido em chegar a um acordo, mas não estava claro quão próximas as duas partes estavam.

O grupo terrorista divulgou um vídeo neste sábado mostrando a refém israelense Liri Albag pedindo que o país faça mais para garantir a libertação. Ela disse que suas vidas estavam em perigo devido à ação militar em andamento em Gaza.

A família de Albag disse que o vídeo "partiu os corações em pedaços". "Esta não é a filha e irmã que conhecemos. Seu grave sofrimento psicológico é evidente", disse um comunicado da família, pedindo ao governo israelense e aos líderes mundiais que não percam a oportunidade de trazer todos os reféns de volta com vida.

Não houve comentário imediato por parte das forças de Israel, que no passado chamou tais vídeos de "guerra psicológica" pelo Hamas.

A ação militar de Israel foi uma resposta aos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual integrantes do grupo invadiram comunidades fronteiriças de Gaza, matando cerca de 1.200 pessoas e capturando cerca de 250 reféns.

 

Celebrei a indicação ao Globo de Ouro, mas as chances são nulas, diz Fernanda Torres

  • Por Fernanda Ezabella | Folhapress
  • 05 Jan 2025
  • 09:49h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Aliviada, zen, e sem discurso pronto. Fernanda Torres, indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática por "Ainda Estou Aqui", conta que só disputar a categoria é motivo de celebração, embora veja a vitória como algo quase impossível.

"A chance de alguém falando português levar um prêmio desse tamanho é praticamente nula", diz ela à reportagem de um hotel em West Hollywood. "Só de estar indicada para uma categoria tão incrível, de atriz em drama, eu já estourei meu champanhe. Então amanhã eu vou para lá com uma sensação de dever cumprido."

Ela disputa na mesma categoria onde concorrem nomes como Nicole Kidman, Angelina Jolie e Tilda Swinton, que também tiveram reconhecimento ao longo do ano por seus trabalhos.

"É um ano muito difícil. Eu costumo dizer que para ser justo tinha que ter dez indicações de mulher por prêmio. Você vê que até varia tanto de prêmio para prêmio, umas atrizes ganham aqui, outras ali. Está variando muito porque são muitas performances em filmes muito diferentes e muito bons."

Vitoriosa ou não, Torres estará ao lado de Walter Salles, diretor do longa onde ela vive Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, e outros colegas da produção, como Selton Mello. Eles estão desde setembro fazendo campanha para o filme na temporada de premiações, após o longa ter estreado no Festival de Veneza e levado o prêmio de melhor roteiro.

"Quando começamos a campanha, vi que a onda ia crescer, e eu me preparei para ser zen. Até agora tenho ido bem", diz, completando que nem preparou discurso no caso de ganhar na noite de domingo.

Nos últimos dias, passou por uma maratona de provas de roupas para o tapete vermelho da cerimônia. "O tapete vermelho é uma indústria paralela nessas grandes premiações", diz ela. "As marcas disponibilizam e é uma troca. Você tem que gostar e elas têm que gostar de você. Às vezes você ama a marca, mas talvez ela não tenha nada naquele momento porque está entre coleções."

Torres chuta ter experimentado cerca de 30 vestidos só nesta sexta, pensando em diversas ocasiões da sua agenda. "Às vezes acha maravilhoso, mas não cabe, não fica, não é você."

Neste sábado, ela também foi destaque na publicação W Magazine, dedicada à moda e às artes em geral, onde foi considerada parte da "realeza brasileira", graças ao fato de ser filha de Fernanda Montenegro, única brasileira também indicada à mesma categoria do Globo de Ouro.

"Foi super importante ter feito [a entrevista], foi um dia incrível", diz. "Estava o Daniel Craig saindo, e a Angelina Jolie entrando, a Zoe Saldaña se maquiando, e você ali e por um filme sobre a Eunice Paiva. É tão bonito que a gente esteja aqui pelas mãos dessa mulher."

Caminhão-tanque pega fogo e deixa uma vítima em Vitória da Conquista

  • Bahia Notícias
  • 05 Jan 2025
  • 07:45h

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

Um caminhão-tanque pegou fogo em um trecho da rodovia BA-639, próxima ao distrito de Inhobim, na zona rural de Vitória da Conquista, neste sábado (4). O veículo foi encontrado completamente queimado, com o tanque de combustível em chamas. 

Conforme informações divulgadas pelo Blog do Anderson, um homem apontado como o provável motorista do veículo foi encontrado ao lado do veículo já sem sinais vitais. O Corpo de Bombeiros foi acionado e utilizou areia para evitar o escorregamento do combustível e aumento do incêndio. 

Guarnições da Polícia Militar estiveram no local, enquanto aguardavam a chegada do Departamento de Polícia Técnica para a perícia. A causa do incêndio está sendo investigada.

Aliado de Trump é reeleito presidente da Câmara dos EUA e aponta reforço nas fronteiras como prioridade

  • Por Julia Chaib | Folhapress
  • 04 Jan 2025
  • 14:10h

Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

Apoiado por Donald Trump, o republicano Mike Johnson foi reeleito presidente da Câmara dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (3), após enfrentar resistências em seu partido e quase perder a primeira votação na Casa. Ele foi declarado vencedor somente depois que o presidente eleito ligou e convenceu os correligionários a mudarem de ideia para apoiarem seu aliado.

No primeiro discurso após a vitória, Johnson afirmou que vai trabalhar para aprovar a agenda prometida pelo presidente eleito na campanha. O deputado apontou a defesa das fronteiras como sua prioridade número um à frente da Casa.

"Em coordenação com o presidente Trump, este Congresso dará aos nossos agentes de fronteira e imigração os recursos de que precisam para fazer o seu trabalho," disse. "Vamos deportar imigrantes ilegais perigosos e criminosos e, finalmente, terminar de construir o muro na fronteira."

Johnson ainda disse que atuará para cortar impostos e rever políticas implementadas pelo atual presidente, Joe Biden, que incentivam a energia limpa. Segundo ele, os EUA devem investir em outras frentes, incluindo no setor de combustíveis fósseis.

O discurso ocorreu no mesmo dia em que o 119º Congresso dos EUA tomou posse. Eleito junto com Trump no dia 5 de novembro de 2024, os republicanos têm maioria nas duas Casas do Legislativo.

Na Câmara, são 219 deputados republicanos, só um a mais do que o necessário para a maioria de 218 membros —o partido saiu das eleições com 220 deputados eleitos, mas um deles, Matt Gaetz, renunciou após ser nomeado secretário da Justiça por Trump.

Mike Johnson conquistou 218 dos 434 votos dos deputados após tensão. Ele teve de virar dois votos de congressistas do próprio partido, que em um primeiro momento tinham votado contra ele. Além disso, seis deputados demoraram para votar, em um sinal de resistência a Johnson.

Esses parlamentares fazem parte de uma ala mais à direita do partido, chamada "Freedom Caucus" (Caucus da Liberdade), e divulgaram uma carta dizendo que o grupo "tem reservas" em relação a Jonhson e só votaram nele devido ao "firme apoio" a Trump.

Caso a Câmara não conseguisse eleger um presidente nesta sexta, a certificação da vitória de Trump —em que o Congresso conta e valida os votos do Colégio Eleitoral— teria de ser adiada. Em 2023, a Casa demorou vários dias para eleger seu líder.

Além dos que demoraram para votar na primeira rodada, os republicanos Keith Self, do Texas, e Ralph Norman, da Carolina do Sul, votaram contra Johnson. Dez minutos depois, os dois mudaram de ideia e alteraram a posição. Os dois que voltaram atrás no voto afirmaram que receberam ligações de Trump pedindo que votassem a favor de Jonhson.

Em entrevistas, Norman disse que o presidente eleito da República perguntou a ele o que seria necessário para um acordo para votar pelo republicano.

"Eu disse, ‘Senhor Presidente, nós só queremos que Mike Johnson te apoie para que você possa fazer o seu acordo; para que você consiga tudo o que quer. Ele disse, ‘Eu entendo. Mike é o único que pode ser eleito'", disse ao New York Times.

O único que se manteve contra a reeleição do deputado foi Thomas Massie, de Kentucky. Outros 215 votaram no democrata Hakeem Jeffries. O resultado na Câmara mostra como a maioria na Casa é apertada e que poderá ser um desafio para Johnson conseguir aprovar projetos de interesse de Trump com grande facilidade.

Ainda assim, Johnson reforçou as prioridades do presidente eleito. "Eu liderarei os republicanos da Câmara para reduzir o tamanho e o alcance do governo federal, responsabilizar a burocracia e levar os Estados Unidos a uma trajetória fiscal mais sustentável", afirmou Johnson.

Johnson ainda afirmou que criou um grupo para atuar junto com Elon Musk e Vivek Ramaswamy no departamento que será responsável por propor corte de gastos e enxugamento do governo.

Ele também minimizou as divergências no partido. "Não diz nada, é parte do processo", afirmou ao ser questionado antes da votação.

Em um post nas redes sociais, Trump comemorou a eleição de Johnson. "Mike será um grande presidente da Câmara, e nosso país será o beneficiário," escreveu Trump.

Já no Senado, os republicanos têm 52 senadores contra 45 dos democratas, além de dois independentes que votam com a oposição.O senador Marco Rubio também foi eleito, mas renunciou para assumir como o Secretário de Estado de Trump.

Entre os senadores, o republicano John Thune, que lidera o partido, foi eleito o líder da maioria. O presidente do Senado é, segundo a Constituição, o vice-presidente da República, neste caso JD Vance, eleito com Trump, mas ele só vota em casos de empate e participa de cerimônias simbólicas. Na prática, quem definirá a pauta será Thune.

Nesta sexta, coube à vice-presidente Kamala Harris, derrotada para Trump, conduzir o juramento do novo Senado. Ela ficou frente a frente com Vance, que é senador, mas abrirá mão do cargo para assumir ao lado de Trump na Casa Branca.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, junto com a vitória republicana, o controle do Legislativo por homens brancos mais velhos se aprofundou: considerando o número total de 435 deputados na Câmara dos Representantes e 100 membros do Senado, 74% do Congresso americano agora é composto por pessoas brancas.

Isso representa um ligeiro aumento em comparação com a composição das Casas em 2023 e 2024 —eram 383, e agora são 393, de acordo com uma pesquisa da Universidade Rutgers, de Nova Jersey, e com dados oficiais

Infectologistas alertam para combate de virose e covid pós-festas de fim de ano; veja dicas para se proteger

  • Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
  • 04 Jan 2025
  • 12:08h

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

É comum que, após a época de festas de fim e começo de ano, algumas pessoas fiquem doentes em decorrência de diferentes fatores. Seja por desidratação, exagero em uma alimentação inadequada ou por aglomerações, determinadas enfermidades acabam atingindo e se disseminando entre uma parte da população.  

São os casos de doenças respiratórias, viroses e até Covid-19. No entanto, até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador apontou ao Bahia Notícias que não há indicação de surtos por quadro viral ou outras doenças. 

Já acerca do coronavírus, a capital baiana registrou a partir da 40ª Semana Epidemiológica, de 29/09 a 05/10/2024, e até a 48ª SE (24/11 a 30/11/2024) cerca de 325 casos. 

Mas, segundo a infectologista Clarissa Cerqueira, o que acontece é que eventualmente há uma exposição maior à algumas enfermidades neste período de Réveillon, em especial de doenças respiratórias. 

“A gente está falando de uma época, né, que a gente observa muitas aglomerações, encontros entre famílias, festas de final de ano. Então, eventualmente, principalmente desde a pandemia da Covid, a gente veio observando, na prática, principalmente, um aumento do número de casos de doenças respiratórias [...]”, observou. 

A especialista apontou que visualizou entre os pacientes que atende e nas demandas dos hospitais onde trabalha, um certo aumento nos números. “Estava conversando com outros colegas, inclusive do hospital, que a gente vem percebendo um aumento do caso de Covid. De uns dias para cá começou a aparecer novamente [casos] porque a gente percebeu um aparecimento de casos novos. O que a gente consegue mais observar, porque realizamos testagem, são casos de Covid e influenza. [...] Então, eu diria que teve um aumento aí de, pelo menos, assim, chutando, mais de 50% aí do que a gente estava observando na prática”, revelou Cerqueira.  

A médica apontou também para o aparecimento de casos de virose que surgem neste período em decorrência de uma má alimentação e degustação de alimentos. 

“A gente eventualmente observa um ou outro paciente, após se alimentar, apresentar um quadro de diarreia, mal-estar do estômago, isso também a gente observa nessa época de pós-festas”, alertou. 

Também infectologista, a médica Lorena Galvão revelou que acompanha a chegada de casos de outras doenças nas unidades de saúde que trabalha, a exemplo de conjuntivite. 

“A gente vê aumento de casos de conjuntivite, aumento dos casos de covid-19 também, e de infecções de vias aéreas superiores de forma geral”, observou. 

DICAS E RECOMENDAÇÕES
A profissional de saúde elenca as principais as dicas e recomendações para combater e se prevenir essas enfermidades. “Higienizar as mãos, sem dúvidas, é uma das principais formas que a gente tem de se proteger contra essas infecções que são frequentes nesse período. Sempre que possível utilizar as mãos com álcool em gel ou água e sabão, antes de se alimentar, de tocar os olhos, nariz ou boca e evitar tocar essas regiões do corpo quando estiver na rua, quando as mãos estiverem sujas”, recomendou Galvão. 

A hidratação é outro importante ponto para se prevenir dessas enfermidades. “Também é fundamental a hidratação. Ter o organismo mais equilibrado possível ingerir ali em torno de 35 ml por quilo de peso. Lembrar que é um período muito quente, então a gente está suando muito, perde muito líquido. É fundamental que o indivíduo esteja bem hidratado para que o organismo dele e seu sistema imune estejam mais aptos a lidar com esses agentes”, explicou. 

A vacinação também é recomendado para diminuir o risco de adquirir algumas doenças neste período. “Manter o cartão de vacina atualizado, lembrar dos reforços da Covid-19, lembrar das vacinas de influenza, embora não seja o período mais frequente, e também das demais vacinas”, indicou. 

Constante neste período pós-festa, a intoxicação alimentar também pode ser combatida e tratada, conforme comentou a especialista. “Uma alimentação balanceada também é fundamental. Nesse período também são frequentes as intoxicações alimentares, então é muito importante que a gente esteja atento com o que a gente consome na rua. É um período que a gente sai muito de casa, tira férias, come fora de casa. Então, ter atenção à procedência desses alimentos, não ingerir alimentos crus, preferir alimentos frescos, ter atenção à integridade do lacre das garrafinhas de água. Isso tudo é importante para que a gente evite problemas como a intoxicação alimentar”, classificou. 

A infectologista listou também os cuidados que devem ser tomados caso um paciente seja diagnosticado com alguma das doenças. “Na maior parte das vezes esses quadros acontecem por infecções de natureza viral. A maioria das infecções a gente não tem um tratamento específico, então são medidas de controle de suporte, hidratação. É fundamental medicação para controle de sintoma, então dor ou febre, e aquelas pessoas que têm uma doença que é passiva de transmissão de uma pessoa para outra, devem buscar o isolamento e não devem circular, pois isso obviamente aumenta o risco de propagação desses agentes para outras pessoas”, concluiu.

 

8/1 de Lula terá cerimônia no Planalto e ato com esquerda na praça dos 3 Poderes

  • Por Marianna Holanda | Folhapress
  • 04 Jan 2025
  • 10:04h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O aniversário de dois anos do ataque golpista às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023 terá uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, seguida por um ato com militância de esquerda na praça dos Três Poderes.

De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), o presidente Lula (PT) participará da apresentação das obras de arte que haviam sido depredadas —e agora foram restauradas— e de cerimônia com autoridades no Palácio do Planalto. Foram convidados os presidentes dos Poderes e governadores.

Depois, o chefe do Executivo participará de abraço simbólico da praça dos Três Poderes em ato convocado pela Frente Brasil Popular, de movimentos sociais.

De acordo com o Planalto, foram restauradas 21 peças por especialistas no Palácio da Alvorada, e o relógio trazido ao Brasil por dom João 6º em 1808 foi consertado na Suíça, sem custo para o Brasil. Além disso, haverá a apresentação da obra "As Mulatas", de Di Cavalcanti, no Planalto.

Enquanto no ano passado a data foi marcada por uma cerimônia com autoridades no Congresso Nacional, neste ano a participação da esquerda será mais representativa.

Parlamentares de direita pressionaram integrantes dos partidos de centro, inclusive o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a não acompanhar o evento no ano passado. Lira, de fato, não foi. Neste ano, apesar do convite, ele ainda não está confirmado, assim como Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.

O ato no Planalto que marca os dois anos dos ataques ocorrerá a menos de um mês das eleições para o comando do Congresso. Os prováveis sucessores de Lira e Pacheco, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, também foram convidados, segundo relatos.

Na Câmara dos Deputados, há um projeto de lei que prevê a anistia para os presos nos atos golpistas. Lira havia prometido votar o projeto ainda durante a sua gestão, o que não ocorreu. Agora, Hugo Motta enfrenta a pressão de bolsonaristas para levar adiante o tema.

Ao fim do evento, Lula descerá a rampa do Planalto com autoridades para participar de ato convocado pela Frente Brasil Popular na praça.

A expectativa é reunir cerca de mil pessoas. Participam da organização partidos de esquerda (PT, PC do B e PV). CUT (Central Única dos Trabalhadores), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também devem ser convidadas.

O presidente, durante sua última reunião com ministros, em dezembro, citou o ato que estavam organizando e pediu a presença de todos. Ele falou ainda da importância da defesa da democracia e disse estar feliz em ver a prisão do general Walter Braga Netto por ela representar uma ação contra a impunidade.

O ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, Braga Netto é primeiro general quatro estrelas preso no processo que apura tentativa de golpe nas eleições.

O avanço das investigações apontou inclusive um suposto plano para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

O ministro José Múcio (Defesa) e os comandantes das três forças, que compareceram no ato de 2024, estão confirmados no deste ano.

À época, Múcio disse no evento: "Estou com os comandantes, foram homenageados, vieram homenagear a democracia porque eles lutaram por ela. Sofreram pressões, mas estão aqui representando a maioria das Forças Armadas, que é de legalistas comprometidos com a democracia".

O termo "militares legalistas" foi utilizado por Lula no seu discurso em 2024 e gerou ruídos na caserna.

O presidente disse na ocasião que "perdão soaria como impunidade" e que o ato marcava a vitória da democracia sobre o autoritarismo.

"Nunca uma caminhada tão curta teve tanto significado na história do nosso país. A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, de Estado, militares legalistas e sobretudo da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo", disse, no Congresso.

Lula se referia à caminhada do Palácio do Planalto ao STF, que reuniu as autoridades no dia seguinte aos ataques. De braços dados, eles atravessaram a praça dos Três Poderes em repúdio ao episódio.

Delator do PCC teria revelado localização de casas-cofre onde facção guardava milhões

  • Bahia Notícias
  • 04 Jan 2025
  • 08:13h

Foto: Reprodução / SBT

Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) assassinado com 10 tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos em 8 de novembro, teria fornecido à Polícia Civil informações sobre a localização de 15 casas-cofre da facção. Segundo denúncias, os imóveis escondiam milhões de reais em espécie.

Relatórios apontam que, com base nas informações de Gritzbach, dois investigadores da Polícia Civil teriam agido sem mandado judicial para acessar os locais e se apropriar dos valores. O prejuízo aos cofres da facção foi estimado em R$ 90 milhões. Os policiais envolvidos seriam Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como Xixo, e Valmir Pinheiro, apelidado de Bolsonaro. As informações são do Metrópoles.

Mensagens de um integrante do PCC identificado como Tacitus corroboram as acusações. “O Vinicius passou informações das ‘casas-cofre’ para o Xixo e o Pinheiro, esses policiais invadiram as casas-cofre sem mandado judicial, roubaram milhões de reais em espécie da ‘empresa’”, diz uma mensagem atribuída ao faccionado.

Tacitus teria orientado uma delegada, por e-mail, sobre como reunir provas contra os policiais citados.

Pacheco marca para um sábado a eleição do novo presidente do Senado; Davi Alcolumbre é o favorito

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 03 Jan 2025
  • 17:30h

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou para o sábado, dia 1º de fevereiro, a primeira sessão do ano de 2025, na qual acontecerá a eleição do seu sucessor. A sessão, marcada para as 10h, chamada de "Sessão Preparatória", está destinada somente para eleger o novo presidente, que permanecerá no cargo até 1º de fevereiro de 2027. 

Pacheco também agendou para o mesmo dia a realização de uma outra sessão do Senado, na qual serão eleitos o 1º e o 2º Vice-Presidente. Essa sessão já conduzida pelo novo presidente eleito, que comandará também a escola do 1º, 2º, 3º e 4º Secretários, além do 1º, 2º, 3º e 4º Suplentes de Secretário da Mesa do Senado Federal.

Até o momento, o favorito para suceder Pacheco na cadeira de presidente é o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que já presidiu a Casa entre os anos de 2019 a 2021. Alcolumbre conta com o apoio declarado do PSD, do MDB, do PT, do PL, do PP, do PDT e do PSB, além de seu partido, o União Brasil. 

Até o dia da eleição ainda podem surgir novos postulantes à cadeira do senador Rodrigo Pacheco. Até o momento, além de Alcolumbre, anunciaram candidatura à presidência os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES). 

Já na Câmara dos Deputados, ainda não foi oficializada a data da eleição da nova Mesa Diretora. O mais provável é que a eleição do presidente e dos demais cargos aconteça no dia 3 de fevereiro, uma segunda-feira. 

O favorito para suceder o atual presidente Arthur Lira é o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Até o momento, o único deputado além de Motta que se apresentou para a disputa foi o Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). 

Governo Lula deve escalar embaixadora para representar Brasil na posse de Maduro

  • Por Ricardo Della Coletta | Folhapress
  • 03 Jan 2025
  • 15:35h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá escalar a embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, para representar o país na posse do ditador Nicolás Maduro. A cerimônia está marcada para 10 de janeiro.

A escolha de Glivânia, que representa o Brasil em Caracas desde o início de 2024, mantém a linha adotada pela diplomacia brasileira a partir da contestada eleição que, segundo autoridades eleitorais controladas pelo chavismo, deu a Maduro um terceiro mandato.

As relações entre o regime e o governo Lula atingiram seu nível mais baixo após o pleito, mas o petista manteve a embaixadora na Venezuela sob o argumento de que era preciso ter algum canal de interlocução com o chavismo.

O nível de representação numa posse presidencial é um sinal da importância que o Brasil atribui às relações com o outro país. Lula, por exemplo, prestigiou a posse de Claudia Sheinbaum na Presidência do México, enquanto o vice, Geraldo Alckmin, foi escalado para posses na Guatemala e no Irã.

Mesmo no caso da cerimônia de posse do ultraliberal argentino Javier Milei, desafeto de Lula, o representante brasileiro foi o chanceler Mauro Vieira —uma escolha que destacou a importância das relações entre Brasil e Argentina apesar da distância ideológica dos dois governantes.

As eleições de julho de 2024 foram marcadas por acusações de fraude feitas pela oposição, que se declarou vitoriosa e divulgou atas eleitorais que comprovariam o triunfo do diplomata Edmundo González.

Mesmo diante da pressão feita pelos Estados Unidos e por países da Europa e da América Latina, incluindo o Brasil, Maduro não divulgou as atas que respaldariam a vitória anunciada pelas autoridades eleitorais.

O impasse desencadeado após a eleição abriu ainda uma crise diplomática entre o governo Lula e o regime de Maduro.

A ditadura passou a criticar Lula, e com mais intensidade ainda o Itamaraty. A pasta chegou a ser acusada de ser vinculada ao Departamento de Estado americano, e Celso Amorim, assessor de Lula que esteve em Caracas para a eleição, foi chamado de "mensageiro do imperialismo norte-americano".

Em outra frente, o Brasil assumiu a proteção diplomática da embaixada argentina em Caracas, onde um grupo de opositores está há meses asilado. O chavismo chegou a anunciar que havia retirado a custódia brasileira, num gesto interpretado como ameaça de invasão do prédio. No final, não houve entrada de agentes venezuelanos no edifício, e os asilados continuam no local.

A situação na embaixada argentina pesou na decisão de González de deixar a Venezuela e pedir refúgio na Espanha, em setembro.

Apesar de González ter reiterado que pretende retornar a Caracas para tomar posse como presidente legítimo do país, não há qualquer sinal de que o regime pretenda promover uma transição no poder.

Saída de dólares do Brasil em 2024 é a terceira maior da série histórica

  • Por Folhapress
  • 03 Jan 2025
  • 13:14h

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O Brasil registrou em 2024 um fluxo cambial negativo de US$ 15,918 bilhões, a terceira maior saída líquida anual de dólares do país na série história do Banco Central iniciada em 2008. Os dados ainda são preliminares, até o dia 27 de dezembro.

O resultado só perde para os registrados em 2019 e 2020, quando as saídas líquidas foram de US$ 44,768 bilhões e US$ 27,923 bilhões, respectivamente.

Em 2024, o dólar acumulou alta de 27% encerrou o ano cotado a R$ 6,18. Além da pressão externa, com Fed e o novo governo Trump, o período foi marcado pelo acirramento das preocupações do mercado com o cenário fiscal brasileiro.

No acumulado do ano, a via financeira foi negativa em US$ 84,396 bilhões, resultado de US$ 589,989 bilhões em compras e US$ 674,385 bilhões em vendas —por esse canal, são realizados investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros, entre outras operações

Já o saldo do comércio exterior foi positivo em US$ 68,478 bilhões em 2024, com exportações de US$ 298,456 bilhões e importações de US$ 229,978 bilhões.

A demanda por dólares motivou uma série de leilões da moeda pelo BC nas últimas semanas.

Essa modalidade de leilão funciona como uma injeção de dólares no mercado à vista, atenuando disfuncionalidades nas negociações e, consequentemente, diminuindo a cotação da moeda.

No mês de dezembro, o fluxo total foi negativo em US$ 24,314 bilhões, movimento também puxado pela via financeira. Desse total, houve saída de US$ 26,042 bilhões pelo canal financeiro e entrada de US$ 1,728 bilhões pelo canal comercial.

Só na semana passada, de 23 a 27 de dezembro, em que não houve transações no dia 25 por conta do Natal, o fluxo cambial total foi negativo em US$ 5,887 bilhões.

A previsão é que o dólar continue em patamares elevados em 2025. No último boletim Focus de 2024, economistas consultados pelo BC (Banco Central) passaram a prever que a moeda encerre o ano em R$ 5,96.

Prestes a ser preso, presidente afastado da Coreia do Sul diz que vai lutar até o fim

  • Por Folhapress
  • 03 Jan 2025
  • 11:40h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, disse a apoiadores em carta divulgada nesta quinta-feira (2) que vai "lutar até o fim" após a Justiça do país aprovar um mandado de prisão contra ele.

Investigadores solicitaram a captura depois que Yoon, afastado pelo Parlamento em razão de uma tentativa de autogolpe, recusou-se a prestar depoimento sobre o decreto de lei marcial que desencadeou a crise.

O CIO (Escritório de Investigação de Corrupção para Autoridades de Alto Escalão) disse que as autoridades vão prender Yoon até a próxima segunda (6), mas não está claro se os agentes responsáveis por sua segurança, que já impediram o cumprimento de um mandado de busca, tentarão impedir a ação. O caso não tem precedentes e aprofunda a crise política pela qual atravessa a Coreia do Sul.

Na carta, Yoon se dirige aos apoiadores reunidos em frente à residência oficial. "Lutarei até o fim para proteger esse país junto de vocês", escreveu. "Estou assistindo tudo ao vivo e vejo o trabalho duro que vocês estão fazendo."

Com a aprovação do impeachment na Assembleia Nacional, em 14 de dezembro, o ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu o cargo de presidente interino. Yoon foi afastado do cargo, mas tecnicamente ainda é presidente da Coreia do Sul até o Tribunal Constitucional decidir se chancela ou revoga a medida do Parlamento.

Ao longo da semana, manifestantes contrários a Yoon organizaram protestos nas ruas da capital, Seul, contra o presidente afastado, pedindo sua prisão.

Yoon Kab-keun, advogado do presidente afastado, disse que o mandado é ilegal porque o CIO não teria autoridade, de acordo com a Constituição sul-coreana, para determinar a prisão.

Nesta quinta, o advogado disse que policiais poderiam ser presos pelo serviço de segurança presidencial se tentassem deter Yoon a mando do CIO. Segundo ele, a autoridade do órgão se limita ao controle de multidões e à manutenção da ordem pública.

O Tribunal Constitucional deve realizar a segunda audiência para julgar o impeachment nesta sexta (3). Se o tribunal confirmar o remoção de Yoon da Presidência, uma nova eleição será convocada para até 60 dias.

Caso sejam declarados culpados, Yoon e vários de seus colaboradores podem ser condenados à prisão perpétua ou mesmo pena de morte. Por ora, o presidente afastado está proibido de viajar ao exterior.

No começo de dezembro, Yoon anunciou em um discurso na televisão a imposição de uma lei marcial pela primeira vez no país desde a instauração da democracia, na década de 1980. Em seguida, ordenou o envio de soldados à Assembleia Nacional.

Um relatório divulgado pela Promotoria do país informou que Yoon disse ao chefe do comando de Defesa de Seul, Lee Jin-woo, que as forças militares poderiam disparar, caso necessário, para entrar no Parlamento.

"Eles [militares] ainda não entraram? O que estão fazendo? Arrombe a porta e tire-os [parlamentares] de lá, mesmo que seja atirando neles", teria dito Yoon a Lee, de acordo com o documento.

Apesar da presença de militares, deputados da oposição conseguiram entrar no Parlamento e votar contra a lei. Após várias horas de tensão, com protestos nas ruas, o presidente recuou da medida.

O caos que se instaurou no país após o decreto causou preocupação quanto à estabilidade da região, especialmente no momento em que Donald Trump se prepara para voltar à Casa Branca. Em seu primeiro mandato, o republicano se encontrou com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em três ocasiões.

A relação entre as duas nações, tecnicamente em guerra desde o armistício que suspendeu a Guerra da Coreia na década de 1950, costuma ser alvo de atenção global e foi usada como justificativa para a lei marcial. Em meio a uma disputa com a oposição pelo orçamento, Yoon defendeu o decreto como uma forma de proteger o país da "ameaça das forças comunistas da Coreia do Norte".

A crise política sul-coreana se aprofundou na sexta com o impeachment de Han Duck-soo, premiê que ocupava a chefia do Executivo de forma interina, apenas duas semanas após a destituição de Yoon.

O estopim para o novo capítulo da crise foi a recusa de Han em nomear os três juízes que preencheriam as vagas do Tribunal Constitucional necessárias para concluir o processo de destituição do antecessor. O líder interino argumentou que não havia consenso para a escolha, o que lhe rendeu acusações de "agir em prol da insurreição" iniciada por Yoon.

Filho de Bolsonaro é vaiado ao tomar posse como vereador em Santa Catarina

  • Bahia Notícias
  • 03 Jan 2025
  • 09:10h

Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Balneário Camboriú

Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) tomou posse como vereador de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Durante a posse, nesta quinta-feira (2), o vereador foi recebido por vaias de pessoas presentes no evento.

O quarto filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi eleito vereador da cidade com mais de 3.000 votos, sendo o mais votado no município. Antes disso, Jair Renan trabalhava como membro do gabinete do senador de Santa Catarina, Jorge Seif.

Aos 26 anos, o cargo de vereador da cidade catarinense é apenas o primeiro cargo político exercido pelo político. Fala-se, entretanto, dentro do próprio PL, sobre uma futura candidatura a Deputado Federal pelo estado.

Durante a posse dos vereadores de Balneário Camboriú, ao ser chamado para prestar um juramento, o vereador foi vaiado por várias pessoas presentes, embora também tenha sido aplaudido por outras, em menor quantidade.

Em seguida, o agora vereador subiu no púlpito, tentou falar algumas palavras, que foram encobertas pelo som das vaias e, rapidamente, se retirou do local.

Correios retomam investimento em patrocínios em meio a prejuízo

  • Por Demétrio Vecchioli | Folhapress
  • 03 Jan 2025
  • 07:31h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O governo Lula (PT) retomou investimentos em promoção dos Correios, três anos depois de Jair Bolsonaro (PL) reduzir a perto de zero os gastos com propaganda e comunicação. A volta desse tipo de gastos ocorre num momento de forte prejuízo na estatal. Nas contas gerais, os Correios registraram perdas acima de R$ 2 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, após terem fechado 2023 com R$ 600 milhões no vermelho.

Foram gastos R$ 33,7 milhões em 2024 com patrocínio de entidades como a Confederação Brasileira de Ginástica e de eventos como o Loollapalooza, a nova turnê de Gilberto Gil, os Jogos Universitários Brasileiros, o Tour do Rio de Ciclismo e o Sertões (antigo Rally dos Sertões), entre outros.

Os valores ainda estão longe do que a estatal desembolsou na gestão de Dilma Rousseff (PT) e também do planejado para 2024 no relatório de gestão da empresa —R$ 380 milhões para propaganda e publicidade.

A expectativa, porém, é que em 2025 haja aumento nesse desembolso.

Além da retomada do investimento em patrocínios, a estatal está pagando mais de R$ 200 milhões em bonificações a seus quase mais de 80 mil funcionários, fruto de acordo em convenção coletiva. Apelidado de "vale-peru", o benefício destina R$ 2.500 aos funcionários da estatal.

Os gastos com propaganda e comunicação nos Correios entraram em uma espiral de baixa desde o fim do governo Dilma.

Em 2016, ano do impeachment da petista e da chegada de Michel Temer (MDB) ao poder, foram gastos R$ 114 milhões. Só em setembro daquele ano (Dilma foi afastada do cargo em maio) os Correios compraram R$ 35 milhões em anúncios em canais de televisão, jornais, internet e OOH (mídia externa, como outdoors), entre outros.

Desde então, esses valores despencaram: R$ 17,3 milhões em 2017 e R$ 15,5 milhões em 2018, ainda sob Temer, e R$ 4,1 milhões (2019) a R$ 265 mil (2022) nos quatro anos da gestão Bolsonaro.

Essa política de comunicação foi revista.

No primeiro ano de Lula 3, os patrocínios chegaram a R$ 3,3 milhões, saltando para os R$ 33,7 milhões de 2024.

O relatório de gestão de 2023 informou que, em 2024, "para aumentar a participação no mercado de logística e no atendimento ao governo", os Correios intensificariam seus investimentos, com R$ 380 milhões para propaganda e publicidade. É esse também o valor citado no edital lançado em janeiro, para período de 12 meses.

O objetivo, segundo o documento, é destacar, nas campanhas, a eficiência logística dos Correios e sua capacidade de atender às demandas do governo. "Essa estratégia visa não apenas consolidar a posição dos Correios como líderes no setor, mas também fortalecer sua presença em mercados específicos e aumentar sua relevância nos serviços governamentais."

Com a concorrência ainda em andamento, os investimentos em comunicação ficaram restritos a contratos diretos de patrocínio em 2024. A publicidade não saiu do zero pelo terceiro ano seguido.

"A atual gestão está trabalhando para reposicionar a marca, por meio de patrocínios de negócios, esportivos e culturais. A estratégia visa incentivar o desenvolvimento da economia, dos esportes e da cultura e mostrar a marca Correios, que foi invisibilizada pelo governo anterior", disse a estatal, em nota.

Em setembro, quando a maior parte desses patrocínios já estava contratada, os Correios determinaram um congelamento nos gastos de custeio, após uma redução de R$ 1,8 bilhão na disponibilidade de caixa na comparação com igual período (janeiro a agosto) de 2023.

As medidas, de acordo com os Correios, reduziram a projeção de despesas em 2024 de R$ 22,5 bilhões para R$ 21,9 bilhões, mas mesmo assim elas superam a projeção de receitas, que eram de R$ 20,1 bilhões no início de dezembro.

Parte deste prejuízo é fruto de um acordo pelo qual os Correios aceitaram pagar cerca de R$ 30 milhões ao mês, pelos próximos 30 anos, para ajudar a equacionar um rombo de R$ 15 bilhões no fundo de pensão dos funcionários da estatal, o Postalis.

A empresa afirma que esse acordo deveria ter sido selado em 2020, sob Bolsonaro.

"O reconhecimento da obrigação e o pagamento do equacionamento deveriam ter sido feitos em 2020, quando a empresa teve lucro recorde devido ao aumento excepcional e inédito do volume de encomendas por conta da pandemia. Ao não realizar o pagamento, o governo anterior pode anunciar lucro, ao mesmo tempo em que jogou o problema para gestões futuras", disse os Correios em agosto, também em nota.

Para 2025, a expectativa é que a estatal amplie os gastos com propaganda, já com o novo contrato publicitário, de estimados R$ 380 milhões por 12 meses.

"Como empresa que disputa o mercado nacional concorrencial de encomendas e logísticas com grandes empresas, inclusive multinacionais que investem fortemente em publicidade e patrocínio, os Correios pretendem aumentar o valor a ser investido em 2025 em patrocínio. Os valores estão em definição", disse a empresa.