- Bahia Notícias
- 20 Abr 2025
- 09:08h
Foto: Reprodução/Redes sociais
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou, neste sábado (19), que continua recebendo ataques russos no país. A Rússia e Ucrânia estão vivendo uma trégua temporária de Páscoa anunciada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
“Até agora, de acordo com relatórios do comandante-chefe, as operações de ataque russo continuam em vários setores da frente e o fogo da artilharia russa não diminuiu”, escreveu ele no X, antigo Twitter.
Governador de uma região sul na Ucrânia, Oleksandr Prokudin, declarou que um bombardeio feito por drones russos causou incêndio em um prédio.
O presidente ucraniano havia dito que o cessar-fogo seria respeitado, se a Rússia também fizesse o mesmo.
“Se a Rússia de repente estiver pronta para realmente se envolver (…) a Ucrânia agirá de acordo, espelhando as ações da Rússia”, escreveu ele.
- Por Folhapress
- 19 Abr 2025
- 14:10h
Foto: Divulgação / PM-SP
A Polícia Militar de São Paulo prendeu quatro homens por roubar um caminhão com 25 toneladas de bacalhau internacional, avaliadas em aproximadamente R$ 1,8 milhão, na madrugada de ontem (17), no Guarujá, na Baixada Santista.
O motorista foi abordado enquanto aguardava o carregamento do caminhão no Guarujá. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caminhoneiro esperava dentro do veículo quando um dos suspeitos bateu na janela com uma arma anunciando o roubo.
"Ele foi obrigado a dirigir o veículo até a cidade de Santos", diz a SSP em nota. "Quando chegou no local, a vítima deixou o caminhão e foi levada pelos criminosos em um carro até Itanhaém [também na Baixada]. De lá, o homem foi solto."
O motorista, então, encontrou um posto do Corpo de Bombeiros, onde pediu ajuda. Acionada, a Polícia Militar foi informada sobre o paradeiro do caminhão, que permanecia em Santos, no bairro São Manoel. Já a carreta com a carga foi encontrada em um galpão no bairro Chico de Paula.
Quatro homens, com idades entre 25 e 51 anos, descarregavam as caixas de bacalhau do caminhão quando foram abordados pelos policiais. Todos foram presos em flagrante.
SSP, em nota
A quadrilha foi encaminhada ao 5º Distrito Policial de Santos. "Com os criminosos foram apreendidos dois bloqueadores de sinal de radiofrequência, três detectores de GPS, além de porções de cocaína", diz a secretaria. O caso foi registrado como roubo.
- Por Maria Paula Giacomelli | Folhapress
- 19 Abr 2025
- 12:01h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Há questões que, por mais que sejam apenas detalhes pitorescos, costumam ser abordadas com frequência entre famosos. No caso de Chandelly Braz, ela perdeu a conta das vezes em que foi questionada sobre o seu nome. De onde vem? O que significa?
A atriz gosta de deixar claro que, apesar do que muita gente acredita, não tem nada a ver com a marca quase homônima do creme de chocolate, à venda nos supermercados em embalagem parecida com a dos iogurtes. "Quando eu nasci, ele ainda não existia. Minha tia viu esse nome num livro de nomes de pessoas, é francês. Mas a sobremesa só surgiu um ano depois", conta ela à reportagem. Chandelly chegou a mandar um email para a Nestlé, fabricante da sobremesa, para tentar mais informações sobre a origem do nome. "Eles me ligaram e me contaram. Significa candelabro ou vela."
Pronto. Curiosidade desfeita, hora de abordar o assunto trabalho com a atriz pernambucana, que volta agora às origens na série "Maria e o Cangaço", disponível na plataforma de streaming Disney+.
Na história, que aborda o sertão pelo ponto de vista feminino, ela é Dondon, irmã da cangaceira Maria, que só recebeu o apelido Bonita após sua morte, em 1938 (papel de Isis Valverde). Dondon existiu na vida real, apesar de não haver muitas informações sobre ela -a produção é baseada no livro "Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço", de Adriana Negreiros.
"Algumas mulheres que foram para o cangaço eram comuns. A Dondon é essa mulher sertaneja que ficou cuidando da casa, da mãe, das filhas, da lavoura. Existe muita bravura não só em quem vai, mas também em quem fica", explica. "Ela ficou mesmo perseguida. Quem ficava no meio dessa guerra também sofria os efeitos dela."
Apesar de nascida em Minas Gerais, Chandelly se considera pernambucana porque foi para lá ainda bebê. Para ela, assim como o cangaço está no imaginário de grande parte dos brasileiros, pela imponência e complexidade histórica do movimento, o tema tem uma influência ainda maior nas mulheres nordestinas.
"A gente não sabe direito se eles foram bandidos ou heróis. Eu, minha mãe, as minhas irmãs, todas nós, a gente, em alguma medida, fomos afetadas por essa dimensão simbólica do que o cangaço representa, muito enraizado na nossa cultura, na cultura do Nordeste", diz. "Se você vai viajar para a Paraíba ou Pernambuco, vai ver esses símbolos do cangaço, como o chapéu de couro, cartucheira, restaurantes temáticos"
A atriz está longe das novelas desde 2018, quando fez "Orgulho e Paixão". Ela diz que recebeu o convite para atuar em uma produção que começaria meses depois, mas recusou pelo curto espaço de tempo. Depois, veio a pandemia, o que a distanciou mais ainda das obras extensas.
Em suas palavras, a vida foi acontecendo. "Consegui fazer cinema, trabalhar com diretores que admiro, entender novas linguagens, fazer outras coisas."
Depois de anos na televisão, no entanto, ela afirma ainda não ter se acostumado com o interesse público em relação à sua vida pessoal. As repercussões do fim de seu casamento de dez anos com Humberto Carrão, em 2022, e as fotos aos beijos com a também atriz Alice Carvalho ainda a incomodam.
"Minha vida íntima não diz respeito a ninguém. Ao mesmo tempo, eu não preciso esconder nada de ninguém. Que bobagem a vida pessoal de alguém virar uma matéria, sabe? A fofoca sempre existiu e todo mundo é, em algum grau, um pouco fofoqueiro. Mas não procuro saber, tenho muita coisa para fazer."
- Por Folhapress
- 19 Abr 2025
- 10:29h
Foto: Divulgação / Ibama
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreendeu uma jaguatirica que vivia em uma fazenda no município de Uruará, no Pará.
Segundo o órgão, o felino vivia ilegalmente em cativeiro e a atuação ocorreu após uma denúncia de que a fazendeira estava utilizando a imagem do animal em redes sociais para fins de monetização.
A mulher acumula mais de 470 mil seguidores em apenas duas redes sociais. Procurada, Luciene Candido, influenciadora responsável pelas páginas, não retornou às tentativas de contato. No Instagram, ela escreveu em uma postagem "Ela era livre".
A influenciadora foi multada em R$ 10 mil com base na lei de crimes ambientais, que proíbe a posse em cativeiro e a exploração de animais silvestres sem autorização legal, e notificada a excluir as imagens das redes sociais, com multa em caso de descumprimento.
De acordo com o Ibama, a jaguatirica aparece nos vídeos em condições impróprias para um animal silvestre, como no colo da influenciadora e interagindo com outros animais.
Agentes do órgão constataram que os cães da fazenda apresentavam sinais de leishmaniose, doença que pode ser transmitida a felinos e humanos, com risco de morte.
A jaguatirica foi encaminhada a um Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde foi constatado um quadro de desnutrição, problemas na pelagem, parasitas e perda dos caninos do lado esquerdo.
A coordenadora de Conservação da Fauna do Ibama, Juliana Junqueira, disse que a dieta inadequada e a exposição frequente a animais domésticos comprometeram a saúde do felino. Ele passará por protocolo de reabilitação para ser reintroduzido à natureza.
- Por Jorge Abreu | Folhapress
- 19 Abr 2025
- 08:36h
Foto: Michael Douglas / Globoesporte.com
Afinal, quem descobriu o Brasil? Os livros de história ainda se baseiam na ideia que a resposta seria Pedro Álvares Cabral, em 1.500. Contudo, mais de 300 povos indígenas de diferentes etnias já habitavam o território antes da chegada das caravelas portuguesas.
Não é de hoje que o movimento dos povos originários reivindica reparação histórica contra o sistema de ensino aplicado nas salas de aulas, além de uma educação diferenciada e inclusiva. Entre as principais pautas está a construção da universidade indígena para mudar o modelo colonizador e eurocêntrico.
Gersem Baniwa, indígena e professor de antropologia na UnB (Universidade de Brasília), relata que a reivindicação pela universidade ocorre desde a primeira Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em 2009, mas que só avançou no governo, de fato, neste terceiro mandato do presidente Lula (PT), quando a proposta foi levada à equipe de transição em 2022.
"Seis meses depois do início do governo, o movimento não teve retorno, então o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, que eu sou um dos coordenadores, solicitou uma audiência com o ministro Camilo Santana, da Educação, e com a ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, cuja uma das pautas principais foi a criação da universidade indígena", disse.
Segundo Baniwa, o MEC (Ministério da Educação) assumiu o compromisso de efetivar essa proposta, como também atender outras demandas do movimento —por exemplo, a criação da Secretaria Nacional de Educação Escolar Indígena, voltada para gestão do ensino de base nas aldeias e para garantia de um melhor acolhimento de estudantes indígenas em escolas urbanas.
"A presidenta Dilma [PT] chegou a criar o primeiro GT [grupo de trabalho] para discutir a universidade indígena. Naquela ocasião, porém, a comissão achou que precisaria de mais tempo para discutir e amadurecer essa ideia."
"A prioridade naquele momento era consolidar programas e políticas, como de cotas, de reserva de vagas, de acesso e permanência de estudantes indígenas na educação superior, da formação de professores indígenas em licenciaturas interculturais, entre outros", declarou.
Em nota, o MEC informou que deve instituir um novo GT, composto por representantes dos povos indígenas, do governo federal e de reitores das instituições de ensino superior, para criação e implementação da universidade indígena.
"Neste momento, o MEC está em fase final de articulação com o Ministério dos Povos Indígenas, o MGI [Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos], a Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] e a Casa Civil para obtenção de anuência e indicação de representantes desses órgãos. A publicação da portaria de nomeação está prevista para os próximos dias", diz a nota.
De acordo com Baniwa, apesar de a educação básica nas aldeias ainda ter inúmeras lacunas, o ensino superior para a população indígena também deve ser uma prioridade do governo. Ele destaca que a formação é fundamental para os povos entenderem sobre dimensão técnica e política, com objetivo de melhorar a compreensão sobre a complexidade do mundo.
"A educação para os povos indígenas é uma ferramenta de pós-contato, uma necessidade para garantir seus territórios e seus direitos. Também é um instrumento de cidadania que permite, no campo político, lutar pelos interesses coletivos, identidade e preservação de seus modos de vida conforme culturas, tradições, histórias e memórias", declarou.
"A política de educação é importante para promover, valorizar e continuar a produção de seus saberes e seus próprios sistemas de conhecimento. Na academia chamaríamos: suas epistemologias [reflexão em torno da natureza], suas ontologias [modelo de informações, na filosofia]."
O projeto da universidade indígena prevê uma sede administrativa em Brasília, por questões geológicas e políticas, com campi distribuídos nas cinco regiões do Brasil. Na grade curricular, o intuito é valorizar os 274 idiomas indígenas ainda falados, contra a imposição da obrigatoriedade das línguas oriundas da colonização como português, inglês e espanhol.
A instituição também pretende fomentar a ciência ancestral, responsável pelo melhoramento genético de plantas e frutos, e o papel dos povos indígenas no enfrentamento da crise climática por meio das atividades de preservação dos biomas naturais desenvolvidas nos territórios.
"A educação é um direito, mas deve ser do nosso jeito". O mote do movimento dos estudantes indígenas está presente nos encontros da categoria e resume a vontade de mudar o atual sistema educacional.
A pauta foi destaque, inclusive, nas últimas edições do Acampamento Terra Livre, a maior manifestação dos povos originários da América Latina.
Arlindo Baré, presidente da Upei (União Plurinacional dos Estudantes Indígenas), celebra as conquistas do movimento, como a ampliação da cobertura da Bolsa Permanência, que ajuda os universitários que saem de seus territórios para cursar a graduação na rede federal, e a criação do Instituto de Pesquisadores Indígenas, voltado para a ciência.
"A universidade indígena se tornou um desafio para o movimento e trouxe a necessidade de justificar a sua importância para os povos", afirmou.
"Primeiro, no fortalecimento do próprio movimento. A universidade possibilitará trazer recursos humanos, um quadro mais qualificado, para estar, de alguma maneira, ocupando esses espaços."
"Quanto à concepção dos povos indígenas, essas epistemologias precisam ser reconhecidas pelo conhecimento ocidental. A universidade indígena trará a possibilidade de, a partir do ensino, pesquisa e extensão, trazer uma nova forma de ensino, um novo currículo", disse Baré.
- Bahia Notícias
- 18 Abr 2025
- 17:30h
Foto: Reprodução/Instagram
Hugo Calderano alcançou um feito inédito na manhã desta sexta-feira (18) (horário de Brasília) ao se tornar o primeiro brasileiro a chegar à semifinal da Copa do Mundo de Tênis de Mesa. Em Macau, o carioca derrotou o japonês Tomokazu Harimoto, número 3 do mundo, por 4 sets a 1, com parciais de 8/11, 11/8, 11/8, 11/8 e 12/10.
Com o resultado, Calderano é o único atleta fora da China entre os quatro semifinalistas. O próximo desafio será neste sábado, às 3h15 (de Brasília), contra o chinês Wang Chuqin, atual número 2 do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). A competição acontece na Galaxy Arena, em Macau.
TAKAHASHI DÁ ADEUS À COMPETIÇÃO
No feminino, Bruna Takahashi se despediu da competição nas quartas de final após ser superada pela chinesa Xingtong Chen, número 4 do mundo, por 4 sets a 1 (11/8, 6/11, 13/11, 11/7 e 11/7). Apesar da eliminação, Bruna alcançou o melhor resultado da história do Brasil na chave feminina da Copa do Mundo.
- Bahia Notícias
- 18 Abr 2025
- 15:14h
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-presidente da República, José Sarney, de 94 anos, foi diagnosticado, nesta quinta-feira (17), com Covid-19. A informação foi divulgada pelo Hospital Brasília Águas Claras.
Segundo informações, o ex-presidente apresenta quadro clínico e estável, não havendo necessidade de internação.
“Ele foi medicado conforme orientação e seguirá em repouso domiciliar por sete dias”,“Ele foi medicado conforme orientação e seguirá em repouso domiciliar por sete dias”, declarou o hospital em nota.
Ele foi avaliado, diagnosticado e liberado em seguida.
Foto: Divulgação
A Páscoa é uma celebração do calendário religioso cristão em memória à crucificação e à ressurreição de Jesus Cristo. A celebração cristã inspirou-se em uma comemoração judaica chamada Pesach, que acontecia na mesma época que Jesus foi crucificado e ressuscitou.
Para celebrar o domingo de Páscoa no dia 20 de abril, Kezinha Produções com apoio de patrocinadores e mídia local, realizará o show da alegria especial de Páscoa com a presença dos coelhinhos Tedy e Lalá, distribuição de ovos de chocolate, pinta caras e muita diversão, a festividade acontecerá na Praça Cel. Zeca Leite a partir das 19:00h, venham e tragam a sua família, o evento é aberto ao publico.
- Bahia Notícias
- 18 Abr 2025
- 13:12h
Foto: Reprodução / SBT
Uma mulher de 36 anos foi presa nesta quinta-feira (17) por suspeita de envenenar três pessoas com um ovo de Páscoa em Imperatriz (MA). Um menino de sete anos morreu, enquanto a mãe e a irmã adolescente dele estão internadas na UTI do Hospital Municipal de Imperatriz.
Amostras do alimento foram enviadas para análise do Instituto de Criminalística de Imperatriz (Icrim) e o inquérito foi instaurado pela Delegacia de Homicídios de Imperatriz, que está ouvindo testemunhas para elucidar o caso.
O corpo da criança foi submetido a exame de necropsia e a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para confirmar o envenenamento, além de ter requisitado coleta de material para análise das vítimas internadas.
Conforme as investigações, o ovo chegou à casa da família por meio de um motoboy na noite de quarta-feira (16). Em um bilhete, há uma mensagem 'Com amor. Feliz Páscoa!'. Não há informações sobre quem teria enviado o alimento.
Segundo publicação da Folha de São Paulo, com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a mulher é ex-namorada do atual companheiro de uma das vítimas. Ela foi capturada por uma equipe da Delegacia Regional de Santa Inês em um ônibus interurbano, na cidade de Santa Inês, onde ela mora. Sua identidade não foi revelada.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que não divulgará mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações.
- Por Marianna Holanda e Catia Seabra | Folhapress
- 18 Abr 2025
- 11:09h
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
O Palácio do Planalto acionou ministros de partidos da base aliada para que eles tentem reverter, junto às suas bancadas na Câmara dos Deputados, apoio ao requerimento de urgência do projeto de lei que prevê anistia a presos nos ataques golpistas de 8 de janeiro e pode se estender a outros envolvidos na trama golpista.
Segundo relatos, o próprio presidente Lula (PT) e a ministra Gleisi Hoffmann (PT), chefe da Secretaria de Relações Institucionais, ligaram para integrantes do primeiro escalão. Aos ministros, ela entregou a lista de correligionários que assinaram o requerimento.
Os ministros têm, no entanto, admitido dificuldades para dissuadi-los. Dizendo-se sob pressão dos bolsonaristas, esses deputados alegam que a retirada de assinatura contrariará sua base eleitoral.
O documento, protocolado pelo PL de Jair Bolsonaro na segunda-feira (14), dá a possibilidade de o projeto ser discutido diretamente no plenário. Mais da metade das assinaturas foi de congressistas dos partidos da base do governo -União Brasil, Republicanos, PP, PSD e MDB. Juntos, essas legendas têm 10 ministérios.
Segundo relatos, Lula e Gleisi ligaram para ministros nesta semana pedindo para atuarem junto às suas bancadas estaduais ou partidárias. O cálculo é para conseguir que 20 deputados desistam de apoiar a urgência -um ministro disse, reservadamente, já ter conseguido cinco.
O requerimento teve 262 assinaturas, sendo 257 o número mínimo. O PL mudou de estratégia no início da semana, diante da pressão do governo para impedir o apoio de deputados da base.
O movimento do Planalto, contudo, é classificado como tardio e inócuo, de acordo com lideranças partidárias. A avaliação de caciques do centrão é que o governo deveria ter se antecipado e agora busca um gesto que será mais político.
Como não é possível, regimentalmente, a retirada de assinaturas, a estratégia do governo é de apresentar uma lista de arrependidos na reunião do colégio de líderes que debaterá o requerimento.
Isso, na leitura de congressistas alinhados do Planalto, daria argumentos políticos para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), segurar o projeto -cabe a ele a palavra final sobre levar o texto ao plenário.
Motta tem resistido a dar seguimento ao projeto de lei, mas está numa saia justa. A pressão contrária vem, além do governo, do STF (Supremo Tribunal Federal), que vê a iniciativa como uma afronta à corte.
Lula deve se reunir na próxima semana com Motta e líderes de partidos na Câmara. O encontro já estava previsto antes da obtenção do número de assinaturas para o requerimento de urgência. Agora, ocorrerá num ambiente tomado por essa pauta.
Em outra frente, bolsonaristas alegam acordo firmado por Hugo Motta durante sua eleição à presidência da Casa, em que ele teria se comprometido a pautar o projeto, caso fosse da vontade da maioria da Câmara.
Aliados de Motta já esperavam que o Planalto intensificasse sua atuação pela retirada de apoio de deputados da base governista à proposta. Ao falar nesta semana que não decidirá sozinho e que deve levar a proposta para discussão no colégio de líderes, o presidente da Casa busca dividir responsabilidade e cobrar atuação do governo.
O seu entorno avalia que agora a bola está com o Planalto, e que ele fez o que pôde para tentar evitar o avanço do projeto na Casa.
"Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira", afirmou no X, antigo Twitter.
Normalmente, um requerimento de urgência leva a assinatura dos líderes, representando o número de deputados das suas bancadas. Desta vez, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), teve de coletar as assinaturas no varejo, o que tornou o processo mais demorado.
O regimento diz que para retirar as assinaturas seria necessário um novo requerimento, assinado por metade mais um dos deputados que apoiaram o primeiro. O que, até para governistas, é visto como improvável.
Uma liderança do centrão disse, reservadamente, que o esforço do governo não vai conseguir impedir o avanço do projeto de lei. E que agora deve ser debatido um texto que seja mais palatável ao Congresso, ou seja, que não foque em anistia para as lideranças, como Bolsonaro.
O PL já está elaborando um novo texto, como mostrou a Folha de S.Paulo, por determinação do próprio ex-presidente após encontro com Motta. Segundo relatos, a ideia é que seja um projeto mais enxuto, mas ainda não há detalhes sobre quem deve ser contemplado.
Integrantes do centrão, no geral, defendem a possibilidade de penas mais brandas para os que estiveram presencialmente nos ataques golpistas, não contemplando Bolsonaro e os outros acusados de liderar a trama golpista. Publicamente, o ex-presidente diz que o texto não é para beneficiá-lo.
Toda a movimentação do governo e da oposição ocorre numa semana de esvaziamento na Câmara. Por causa do feriado, muitos líderes e o próprio Motta viajaram e a pauta foi de projetos de menor relevância e sem polêmicas.
A ministra Gleisi criticou na semana passada deputados que assinaram o requerimento de urgência, classificando-os como "desavisados".
Na mesma publicação, contudo, admitiu que deve ser realizada uma discussão para concessão de anistia ou redução de pena para os envolvidos nos atentados.
A fala gerou ruído com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Então, ela voltou às redes para dizer que cabe ao Judiciário a decisão sobre os ataques promovidos pelos apoiadores do Bolsonaro.
"Quero deixar claro que eventuais revisões de pena aos réus do 8 de Janeiro cabem única e exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos. Entendo sim que esse debate pode e deve ser feito na sociedade, inclusive no Congresso, como já vem acontecendo de fato, mas sem interferir na autonomia do Poder Judiciário", publicou.
- Bahia Notícias
- 18 Abr 2025
- 09:05h
Foto: Reprodução/ Urânia Planetário
Uma chuva de meteoros denominada Lyririds ocorre na virada de noite do dia 21 para 22 abril. A origem dos meteoros vem da constelação de Hércules.
A chuva ocorre em diferentes horários, dependendo da região do país. No Norte e Nordeste, o fenômeno ocorre, inicialmente, às 23:30. Para a região Sudeste e Centro-Oeste, acontece 1:30 da madrugada do dia 22. A região Sul consegue ver o fenômeno às 3 horas da manhã.
Com base em acontecimentos anteriores, estima-se uma média de 18 meteoros por hora. Este fenômeno ocorre quando o planeta atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa Thatcher, que completa sua órbita ao redor do Sol a cada 415 anos.
- Bahia Notícias
- 17 Abr 2025
- 17:25h
Foto: Reprodução / NASA
Cientistas anunciaram o que consideram os sinais mais fortes até hoje de possível vida fora do Sistema Solar. Usando o Telescópio Espacial James Webb, que é administrado pela Nasa, pesquisadores detectaram na atmosfera do exoplaneta K2-18b impressões químicas de dois gases — o dimetil sulfeto (DMS) e o dimetil dissulfeto (DMDS) — que, na Terra, são produzidos exclusivamente por processos biológicos, sobretudo por organismos como fitoplâncton.
Apesar do entusiasmo, os responsáveis pelo estudo destacaram que a descoberta não representa a confirmação de vida extraterrestre. “Estamos falando de uma possível biossignatura, um indicativo de atividade biológica, e não da detecção direta de organismos vivos”, alertou o astrofísico Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, autor principal do estudo publicado no Astrophysical Journal Letters.
O planeta K2-18b, situado a 124 anos-luz da Terra, na constelação de Leão, orbita uma estrela anã vermelha e está localizado na chamada “zona habitável” — a distância ideal onde a água líquida pode existir em sua superfície. Ele possui 8,6 vezes a massa da Terra e diâmetro cerca de 2,6 vezes maior.
Para Madhusudhan, esse pode ser o primeiro indício real de um “mundo hiceano”, conceito que descreve planetas cobertos por oceanos e com atmosferas ricas em hidrogênio, considerados bons candidatos a abrigar vida microbiana. “Se existirem, estamos falando de vida simples, como a que vemos nos oceanos da Terra”, explicou.
As concentrações dos gases detectados pelo Webb superam milhares de vezes os níveis encontrados na atmosfera terrestre, tornando improvável uma explicação não biológica para a presença dessas substâncias. A margem de confiança na descoberta é de 99,7%, embora os cientistas reforcem a necessidade de novas análises e dados complementares.
Especialistas externos, como Christopher Glein, cientista da Divisão de Ciências Espaciais do Southwest Research Institute, também recomendaram cautela. “Devemos testar esses dados exaustivamente. É uma contribuição importante, mas a prudência científica exige confirmação independente”, ponderou.
Lançado em 2021, o Telescópio James Webb já havia detectado metano e dióxido de carbono na atmosfera de K2-18b, e este novo achado aprofunda as expectativas de que mundos com condições favoráveis à vida possam ser mais comuns do que se imaginava.
- Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
- 17 Abr 2025
- 15:15h
Martelo da B3, utilizado para confirmação de leilões | Foto: Divulgação
O governo da Bahia vai começar a estudar a concessão dos serviços lotéricos vinculados a gestão. O processo tem caminhado por meio de um termo de cooperação com a Bahia Investe — Empresa Baiana de Ativos, que promove a realização de estudos técnicos, econômico-financeiros e jurídicos voltados à modelagem da concessão dos serviços públicos lotéricos no estado.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a Bahia deve se juntar a estados como São Paulo, Maranhão, Tocantins e Paraná, que já iniciaram processos semelhantes de concessão dos serviços lotéricos. O modelo estadual de loterias foi liberado em 2020 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que a União não poderia monopolizar o serviço. Em outros estados, o leilão ocorreu na Bolsa de Valores (B3), com a arrecadação de altos montantes.
Em nota, a Bahia Investe sinalizou que a medida busca “modernizar e ampliar sua eficiência” nos serviços. “A assinatura do termo representa um passo estratégico na consolidação de um modelo sustentável e inovador para o setor no estado, reforçando o compromisso do Governo da Bahia”, indicou a empresa.
“A iniciativa visa garantir maior segurança jurídica, atratividade ao mercado e eficiência na prestação desses serviços, por meio de uma concessão estruturada e transparente. O escopo do termo inclui a contratação de estudos de demanda, engenharia, arquitetura de TI, governança, viabilidade técnico-operacional, econômico-financeira e jurídica, com elaboração de minutas, contratos e indicadores de desempenho”, completou.
LEILÕES NOS ESTADOS
No estado de São Paulo, o “Consórcio Aposta Vencedora” arrematou o direito de operar as loterias paulistas pelo prazo de 15 anos por uma outorga fixa de R$ 600 milhões, em leilão realizado em novembro de 2024.
O grupo assumiu a operação de 31 lotéricas e 11 mil pontos não exclusivos de serviços lotéricos no estado de São Paulo. Ao longo do período de concessão, o consórcio terá que repassar 35% de sua receita operacional bruta para o governo do estado, que prevê uma arrecadação de R$ 3,4 bilhões com isso.
O consórcio vencedor em São Paulo é liderado pela empresa SAV Participações, que tem como um de seus sócios o economista Alexandre Manoel Angelo da Silva, que foi secretário de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia durante o governo de Michel Temer.
Já no Paraná, a Apostou.com arrematou a concessão das modalidades lotéricas passiva e de prognósticos ofertada pela Lottopar na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O leilão ocorrido no início de 2024 indicou a vencedora, que vai pagar R$ 12,5 milhões em outorga fixa ao estado do Paraná.
- Por Fábio Pupo | Folhapress
- 17 Abr 2025
- 13:20h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) vai levar adiante as discussões para isentar a conta de luz de 60 milhões de pessoas e que pode elevar a fatura para os demais. Ele afirmou nesta quarta-feira (16) que a proposta, que gerou um bate-cabeça público com o colega Fernando Haddad (Fazenda), ganhou aval do presidente Lula (PT).
Uma versão do texto está pronta para ser enviada à Casa Civil e propõe uma ampla reforma do setor elétrico. Além das melhores condições para a baixa renda, estão na minuta a liberdade para famílias entrarem no chamado mercado livre (por meio do qual podem escolher seu fornecedor de eletricidade) e a revisão de subsídios pagos pelos consumidores.
Silveira havia anunciado a iniciativa para a baixa renda na semana passada, dizendo que ela seria bancada por meio da redução de outros subsídios pagos pelos consumidores do país (por exemplo, para a energia solar). Mas disse também que lutava para obter outros recursos para a ideia, inclusive do Orçamento.
No mesmo dia, Haddad -que vem buscando defender frente ao mercado a visão de melhora nas contas públicas- veio a público dizer que a proposta não estava em estudo na Fazenda ou na Casa Civil. Mesmo assim, afirmou que poderia estudar qualquer iniciativa.
Nesta quarta, Silveira disse que a medida vai ser bancada exclusivamente pela revisão de outros subsídios pagos pelos consumidores. Mesmo assim, o MME admite que a compensação para a ampliação dos benefícios para a baixa renda pode ser vista somente a longo prazo, o que deve elevar a conta de luz para o restante da população.
Questionado sobre a posição expressa por Haddad na semana passada, o chefe da pasta de Energia disse nesta quarta que o colega considerava que a proposta seria usar recursos do fundo social do pré-sal para abastecer a conta que banca os subsídios do setor -a chamada CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), onde se consolida os encargos do setor, em grande parte pela atuação de lobbies.
"Houve uma falta de comunicação na semana passada. O ministro Haddad foi pego de surpresa e ligou àquela questão de financiamento da CDE pelo fundo social; que é algo inclusive que acredito que seria bastante razoável, mas não é a compreensão da Fazenda", afirmou.
"Este projeto, posso afirmar, ele está consensuado. Não usa recursos da Fazenda. São soluções dentro do setor", completou. Perguntado se Lula deu sinal verde à proposta, Silveira respondeu: "Exatamente, está consensuada no governo. E estamos enviando à Casa Civil. Naturalmente que algumas correções podem ser feitas".
A proposta em discussão estabelece que a conta de luz passa a ser gratuita para todos de baixa renda que gastam até 80 kilowatts-hora (kWh) por mês. A média de consumo das residências no Brasil é de 200 kWh mensais.
Pela proposta, são contempladas famílias do CadÚnico (desde que tenham renda mensal até meio salário mínimo per capita, sejam indígenas e quilombolas ou sejam atendidas em sistemas isolados) e pessoas com deficiência ou idosos que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O desconto seria aplicado mesmo aos consumidores desse grupo que gastem mais do que os 80 kWh. Se a pessoa gastar 100 kWh, por exemplo, terá gratuidade até os 80 kWh e pagará a tarifa normal sobre os 20 kWh restantes.
De acordo com o governo, 17 milhões de famílias (ou 60 milhões de pessoas) serão beneficiadas. Serão 4,5 milhões (ou 16 milhões de pessoas) com a conta zerada.
Hoje, a tarifa social é aplicada de forma escalonada para famílias de baixa renda que gastam até 220 kWh, com descontos maiores para quem consome menos. Atualmente, o custo da tarifa social é de cerca de R$ 6,5 bilhões ao ano.
A medida proposta aumenta, a princípio, a despesa em R$ 3,6 bilhões. Como resultado, haveria um aumento médio de 0,9% para os demais consumidores regulados, mas o ministério diz esperar equalizar a conta com a revisão de outros subsídios.
Além disso, haverá isenção do pagamento da CDE para quem consome até 120 kWh mês, desde que a família integre o CadÚnico e tenha renda per capita entre meio e um salário mínimo. Nesse ponto, outros 21 milhões de famílias podem ser beneficiadas. O custo será de R$ 850 milhões a mais do que hoje (também com a expectativa de que o custo seja compensado com a revisão de outros subsídios).
Em conjunto, sem as revisões nos subsídios, as mudanças na tarifa social e no desconto aumentam em cerca de 1,4% a tarifa em média para o consumidor regulado.
EXPANSÃO DO MERCADO LIVRE
Outra medida importante do pacote é a expansão do chamado mercado livre, por meio do qual os consumidores podem escolher quem vai fornecer sua energia. Hoje, somente grandes consumidores (como indústrias e grandes comércios, como shoppings) têm essa liberdade. Pela proposta, gradualmente mais consumidores poderão participar.
A partir de março de 2027, indústria e comércio da chamada baixa tensão (quando é usada a energia em menor escala, que chega às tomadas comuns) poderão participar. Um ano depois, os clientes residenciais.
Isso significa que o consumidor, mesmo o residencial, vai poder escolher quem vai fornecer sua energia. Inclusive o tipo de geração (se eólica, solar, hidrelétrica ou térmica, por exemplo). Mas as outras etapas da cadeia, como a transmissão e a distribuição, continua como antes.
De acordo com o MME, consumidores de baixa tensão não poderão ter desconto para fontes incentivadas. A justificativa é que quem está na alta tensão usa menos infraestrutura.
REDISTRIBUIÇÃO DA CONTA DE SUBSÍDIOS
Para buscar compensar as tarifas zeradas ou menores, uma das principais revisões na conta de subsídios vai ser a maior restrição para os descontos no uso da rede de transmissão e distribuição (Tust e Tusd), amplamente usadas por fontes incentivadas (como éolicas) e que custam cerca de R$ 10 bilhões ao ano.
O projeto do MME é limitar esse benefício, mas a pasta diz que as mudanças podem ser vistas em grande parte apenas em muitos anos pois é preciso respeitar os contratos atualmente em vigor. Por isso é que a compensação pelos descontos à baixa renda pode ser equalizada apenas no longo prazo.
O ministério também quer limitar o uso da chamada autoprodução, que concede descontos para quem produz a própria energia. O diagnóstico é que há abusos hoje no setor. Por exemplo, com empresas se associando de forma excessivamente minoritária a projetos de geração simplesmente para receber as vantagens.
A proposta estabelece uma demanda mínima de 30.000 kW e uma participação mínima da empresa beneficiária de 30% no capital social da geradora. O MME diz entender que esse percentual exige um montante mínimo de recursos e evita um uso incorreto dos benefícios.
Além disso, os encargos com Angra 1 e Angra 2 passarão também a ser pagos pelos consumidores livres. Eles também vão pagar os incentivos à geração distribuída por meio da CDE.
O governo pretende, com esses e outros ajustes, promover uma distribuição mais justa dos encargos da CDE. Hoje, as grandes empresas (da alta tensão) pagam menos, em termos proporcionais, do que consumidores residenciais, por exemplo. Agora, a ideia é estabelecer inclusive que o rateio seja proporcional ao consumo, independentemente do nível da tensão.
- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 17 Abr 2025
- 11:27h
Foto: Reprodução / X
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que Jair Bolsonaro (PL) vai dar aval ao novo texto do projeto de lei que anistia presos do 8 de janeiro mesmo do hospital.
O ex-presidente está internado desde a semana passada, após realizar cirurgia no abdômen. De acordo com o boletim divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira (16), ele tem boa evolução clínica, mas continua sem previsão de alta da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).
Sóstenes disse que o quadro de saúde do ex-presidente não afeta em nada as articulações pelo projeto na Câmara e que Bolsonaro já está até mesmo disparando mensagens de WhatsApp da UTI.
"Ele já deixou tudo pavimentado. A palavra final é dele do texto, mas quando estiver pronto, bato com ele. Se não puder visitar no hospital, posso mandar por WhatsApp ou pela Michelle [Bolsonaro]", disse o líder.
A equipe médica mantém a interdição de visitas a Bolsonaro, até o momento. Ele publicou uma foto nas suas redes sociais nesta quarta em que aparece lendo um documento, mas não é possível identificar qual.
Bolsonaro deverá ficar internado pelo menos mais duas semanas e enfrentar restrições no pós-operatório por um período de dois a três meses.
No domingo (13), ele passou por uma cirurgia de 12 horas para desobstrução intestinal, procedimento que correu bem, segundo seus médicos, e foi o mais longo dos já realizados desde que o ex-presidente levou a facada, na campanha eleitoral de 2018.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro mandou o PL estudar alternativas para tornar o texto do projeto de lei da anistia a presos no 8 de janeiro mais enxuto. Técnicos estão ainda trabalhando na nova proposta, que deve ser finalizada na próxima semana.
Essa seria uma forma de diminuir resistências ao projeto na Casa, segundo interlocutores. Uma avaliação geral dos deputados é de que as penas impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) teriam sido duras, mas que é preciso punir quem tenha depredado as sedes dos três Poderes.
O pedido ocorreu após conversa de Bolsonaro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no último dia 9. O encontro ocorreu fora da agenda, apenas entre os dois, e foi cercado de sigilo.
Além dos condenados do 8 de janeiro, o relatório atual do projeto prevê também anistia aos responsáveis por atos pretéritos e futuros relacionados aos ataques à sede dos três Poderes, o que é visto como brecha para beneficiar o ex-presidente.
Não está claro como o projeto seria alterado, nem se Bolsonaro e réus acusados de liderar a trama golpista estariam inclusos. Mas aliados do ex-presidente avaliam que, caso ele não seja contemplado desta vez, a aprovação da proposta de alguma forma ajudará seu caso no STF.
O PL protocolou o requerimento de urgência com 262 assinaturas na última segunda (14). Com isso, o partido pode pleitear que a análise do texto seja feita diretamente no plenário. Mas a palavra final cabe a Motta.
O presidente da Câmara falou sobre o tema pela primeira vez na terça (15). Em uma publicação no X (ex-Twitter), disse que não decidirá sozinho sobre o projeto de lei. Ele indicou levar a proposta para discussão no colégio de líderes.
Com a declaração, o presidente da Casa busca dividir com os líderes a responsabilidade de pautar ou não o requerimento de urgência do projeto, que tem apoio de bolsonaristas e a resistência do STF e do governo Lula (PT).
Aliados de Motta esperam que o Palácio do Planalto intensifique sua atuação pela retirada de apoio de congressistas da base governista à proposta. O objetivo do presidente da Câmara, nesse sentido, seria cobrar também do governo a responsabilidade para impedir que o projeto avance na Casa.
"Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira", afirmou em rede social.