Foto: Divulgação/PRF
Uma carga com cerca de 210 mil cigarros paraguaios foi apreendida em um caminhão-baú, na noite de terça-feira (15), na BR-116, no trecho do município de Jequié, no sudoeste da Bahia. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), condutor do veículo foi preso em flagrante. Segundo a PRF, os policiais abordaram um caminhão com placas de Guarulhos durante uma ação de fiscalização e combate ao crime. A mercadoria era transportada de forma oculta, encoberta por outra carga, que a polícia disse ser de "bombonas usadas".De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o motorista do caminhão, de 49 anos, informou em depoimento que desconhecia que o produto ilícito estava em meio a carga, pois não acompanhou o carregamento. Disse ainda que saiu de Guarulhos, em São Paulo, com destino às cidades de Coração de Maria, Simões Filho e Salvador.A PRF informou que o veículo e a carga foram encaminhados à Polícia Judiciária local para os procedimentos cabíveis. O órgão apreendeu cerca de 1 milhão de maços de cigarros contrabandeados nos primeros 15 dias do ano.
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Foto: Reprodução/TV Globo
“Esse homem é um psicopata, é um monstro. Ele batia na gente e só sossegava quando via sangue escorrendo”. São com essas palavras que uma das mulheres que estava internada na casa de recuperação Chácara Jovem Resgate descreve o Pastor Edy de Jesus. Ele foi preso, nesta quarta-feira (16), suspeito de praticar violência física e psicológica, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Na terça-feira (15), doze pessoas prestaram depoimento, sendo nove mulheres e três crianças, que relataram as agressões vividas no abrigo. Segundo a Polícia Civil, o local não tinha autorização para funcionar. Para a jovem de 22 anos, que não quis se identificar, os cinco meses de internamento na chácara foram traumáticos. "Eu passei noites de terror lá. Estou muito assustada com essa situação. O que ele fazia com a gente, não se faz nem com um bicho. Ele é muito agressivo. 'Dava' de mangueira, de barrote. Ele já agrediu até meus dois filhos, um de 5 e um de 3 [anos]", afirma a vítima. A irmã dela, de 20 anos, também passou pela unidade de tratamento. Ela conta que apanhou, ficou sem comer e foi obrigada a dormir em um quarto sem luz e com cobras. "Lá era um tratamento, mas nem parecia. A gente deveria ser tratada e não maltratada. Eu era uma das vítimas que ia para o quatro das cobras. Eu já passei dois dias lá sem comer e sem lâmpada. Ele batia na minha cara, eu fui algemada e tudo", diz a jovem.As duas explicam que eram ameaçadas para não contar aos parentes o que acontecia. Quando o contrariavam, elas relatam que apanhavam e recebiam castigos, como proibição de visitas ou ligações. “Quando nossa família chegava, a gente não tinha nem oportunidade [de contar o que acontecia], porque ele ameaçava que se a gente falasse, a gente ia pagar quando nossa família saísse”, diz uma das vítimas. A mãe das garotas conta que ninguém esperava que algo assim pudesse acontecer e que as filhas estão traumatizadas. A família pede justiça. "Na frente da gente, ele demonstrava ser uma ótima pessoa. Mas tudo é uma farsa. Ele não é pastor, é um impostor. Já chorei muito, pedi muito perdão à Deus, porque eu botei minhas filhas lá para se tratarem, se recuperarem e saírem bem. Não para serem maltratadas e espancadas", afirma. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações tiveram início a partir de informações repassadas pelo Conselho Tutelar do município, na segunda-feira (14). Em visita da equipe da TV Globo à Chácara Jovem Resgate, na terça-feira (15), o pastor Eddy de Jesus, fundador do Ministério Pentecostal, explicou que o tratamento no local era feito "só com orientação espiritual". O religioso negou qualquer tipo de ameça ou maus-tratos, especialmente usando cobras. Segundo ele, as serpentes entravam no local usando árvores próximas ao telhado. Eddy de Jesus ainda afirmou que o único castigo adotado dentro da casa era de se recolher.
Foto: Reprodução/TV Globo
O ator Caio Junqueira se envolveu em um grave acidente na altura do Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, na tarde desta quarta-feira (16).Após seu carro capotar, ele ficou preso dentro do veículo, desacordado, e foi socorrido e levado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon. Por volta das 16h20, a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela unidade, informou que o paciente seguia em atendimento com o quadro grave.Os primeiros a chegarem ao local foram agentes do Aterro Presente. Segundo a assessoria de imprensa do programa Segurança Presente, Caio está com uma fratura exposta no braço e foi sedado.Familiares contaram ao G1 que o ator foi levado para a sala de trauma e passará por uma cirurgia.O artista de 42 anos atuou no filme "Tropa de elite", interpretando Neto, o aspirante "06" que tentava entrar no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um de seus últimos trabalhos foi na série "O mecanismo", sobre a Lava Jato. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 13h20 para um capotamento na Avenida Infante Dom Henrique. Segundo testemunhas, o carro teria subido o meio-fio e bateu em uma árvore antes de capotar. As pistas do Aterro foram fechadas após o carro se envolver no acidente e foram parcialmente liberadas por volta das 14h50.Devido às retenções, o Centro de Operações recomenda que os motoristas utilizem a Praia do Flamengo, pelo Túnel Rebouças ou pelo Santa Bárbara.
Foto: Arquivo Pessoal
Uma criança de dois anos morreu após se engasgar com um pedaço de carne, enquanto almoçava, na tarde de terça-feira (15), no povoado de Mundo Novo, no município de Eunápolis, no sul da Bahia.Segundo informações da Polícia Civil, a menina, identificada como Hadassa Gomes Reis, almoçava com a mãe, quando se engasgou. Os familiares da vítima tentaram retirar o alimento da boca da menina, mas não conseguiram. De acordo com a polícia, a criança foi levada para o posto médico do povoado, mas ela já estava morta. O pedaço da carne só foi retirado quando uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou de Eunápolis, cerca de 10 km do local do acidente. O corpo de Hadassa foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Eunápolis. O velório e o sepultamento da criança acontecem na tarde desta quarta-feira (16), no Cemitério de Mundo Novo. O caso é investigado pela delegacia de Eunápolis.
Uma portaria do Ministério da Economia publicada na edição desta quarta-feira (16) do "Diário Oficial da União" fixa em 3,43% o reajuste de aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo.Com a oficialização do reajuste, o teto para quem se aposentou pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Pela legislação federal, o índice de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas que recebem valor superior ao do salário mínimo é definido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Em 2018, o INPC ficou em 3,43%, conforme divulgou na sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017, o índice havia ficado em 2,07%. Neste ano, o reajuste concedido foi menor que o do salário mínimo, que em 2019 aumentou 4,61%, passando de R$ 954 para R$ 998 no dia 1º de janeiro. Em 2018 e 2017, o reajuste para os aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo foi superior, interrompendo uma sequência de 19 anos de percentuais inferiores. Pela lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo.
Foto: Maiana Belo/G1 BA
Um homem foi preso suspeito de atropelar a mulher e a filha do casal, de 8 anos, no bairro do Uruguai, em Salvador, na noite de terça-feira (15). O homem jogou o carro sobre a mulher e os dois filhos do casal. No entanto, uma das crianças conseguiu correr e não foi atingida pelo veículo. De acordo com a Polícia Militar, testemunhas informaram que o homem havia brigado com a mulher dentro de casa. Nesse momento, tentando escapar das agressões, a mulher junto com os filhos saíram do local, foi quando o suspeito pegou o carro e foi atrás da vítimas. Mãe e filha foram atropeladas pelo carro na Rua Francisco de Souza, próximo ao Largo de Roma. Ao ver a situação, populares conseguiram impedir a fuga do homem e acionaram a PM, que foi até o local. O suspeito e as vítimas foram levados para o Hospital Geral do Estado (HGE). Não há informações sobre o estado de saúde dos feridos.O suspeito recebeu alta na manhã desta quarta-feira (16), quando foi encaminhado para a delegacia. A Polícia Civil investiga o caso.
(Foto: Divulgação)
O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran) tornou opcional o teste simulado para obtenção da carteira de motorista (CNH). A decisão foi publicada após recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O estado é o único no país que cobra pelo serviço, que é feito antes das provas prática e teórica. A portaria que retira a obrigatoriedade do teste foi publicada no Diário Oficial de sábado (12). O simulado começou a ser feito em 2012, por meio de uma empresa credenciada pelo Detran. Inicialmente, o teste custava R$ 12. Em 2018, o valor chegou a R$ 43, que representa um aumento de quase 300%. A previsão é de que haja um novo reajuste este ano, e o serviço passe a custar R$ 48.
- Metro1
- 16 Jan 2019
- 12:09h
Os trabalhadores da iniciativa privada que nasceram em janeiro e fevereiro e são correntistas da Caixa Econômica vão receber hoje (15) o abono salarial do PIS 2018/2019 (ano-base 2017).Na próxima quinta-feira (17), vai ser liberado o pagamento para os que nasceram no dois primeiros meses do ano e não são clientes do banco. O valor varia entre R$ 84 e R$ 998, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base (2017). Os recursos de todos os beneficiários vão ficar disponíveis para saque até o dia 28 de junho de 2019. No Banco do Brasil, responsável pela liberação do abono do Pasep aos servidores públicos, o pagamento do benefício também vai ser feito na próxima quinta, para os participantes que possuem número final de inscrição 5. De acordo com a instituição, aproximadamente 2 milhões de trabalhadores cadastrados no Pasep tem direito ao benefício, que chega a um valor total de R$ 1,763 bilhão. O BB informou que os pagamentos realizados a partir do dia 2 de janeiro tem como base o novo valor do salário mínimo aprovado em 1º de janeiro de 2019, de R$ 998.
Foto : André Ritcher / Agência Brasil
Entidades que representam delegados e agentes da Polícia Federal temem a sobrecarga sobre o órgão após a flexibilização do porte de armas anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (15). O temor é de que as novas regras causem um aumento da demanda sobre a PF, que atualmente é a única responsável pelo registro das armas legais no país e que está com seu quadro de pessoal defasado. Entre as alterações, o decreto amplia de cinco para 10 anos o prazo para que o registro de posse de uma arma seja renovado e estabelece um limite de quatro armas por pessoa que pode ser ampliado dependendo do caso. Atualmente, o registro de posse e porte de armas é feito exclusivamente por agentes e delegados da PF em todo o Brasil. Para o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal), Edivandir Paiva, a expectativa é de que com a flexibilização das regras, a demanda pelos registros de posse tenderá a crescer e, com isso, aumentará a carga sobre a PF. "Se você flexibiliza os critérios de registro de posse, vai aumentar a demanda. E se aumentar a demanda, vamos precisar de mais gente. Hoje, o déficit de pessoal da PF é muito grande. O cobertor é curto"afirmou. Estima-se que o quadro da PF atualmente seja de 10,8 mil policiais, sendo que há um déficit (cargos vagos) de aproximadamente 4.200. O presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luiz Antônio de Araújo Boudens, diz acreditar que as novas regras vão causar uma sobrecarga inicial na PF. Ele afirma que diversas fases do processo de registro de posse de uma arma demandam a ação de agentes e delegados da PF e que, em razão do quadro enxuto do órgão, a tendência é que os pedidos demorem mais tempo para ser avaliados. "O processo para registrar uma arma no Brasil demanda muito trabalho. É quase uma investigação que se faz para saber se quem está comprando se encaixa no perfil. É um processo que demanda tempo e pessoal. Com o quadro que temos, se houver aumento da demanda, vamos ter problemas", afirmou Boudens. Ele explicou que, para ter acesso a uma arma legalizada, o cidadão precisa ir a uma loja, escolher o produto e preencher o cadastro contendo informações pessoais e a declaração de efetiva necessidade. A loja, então, envia os dados para a PF, que analisa os documentos e as informações para deferir ou indeferir o pedido. Somente após o deferimento do registro é que o comprador pode retirar a arma junto à loja. O registro de posse, no entanto, não permite, obrigatoriamente, que a pessoa possa portar a arma. As regras de porte, mais restritas, não foram alteradas.
Foto: Reprodução/RPC
Um cartaz colocado no vidro de um carro em Cascavel, no oeste do Paraná, acabou chamando a atenção e viralizando nas redes sociais. Com a frase “Carro lento - minha esposa fez cesária”, o motorista teve a intenção de alertar os outros veículos que poderia trafegar em baixa velocidade. Um dia depois que a família voltou para a casa, lembra o motorista de caminhão Julian José Signoratti - pai da Júlia, de cinco dias, e marido de Daniela de Castilho Baldo -, a sogra teve a ideia de colocar o aviso no carro. “Por causa da cesária, a gente veio devagar. O trânsito muito apavorado, com o povo buzinando, xingando, mostrando o dedo, sentimos necessidade de avisar, porque ninguém estava sabendo o que estava acontecendo”, explicou. De acordo com ele, a mensagem espalhou paciência entre os motoristas. “Deu resultado. Aí ninguém fez mais nada. Teve até gente que buzinou e fez sinal de positivo”, destacou o motorista que disse também ter aprendido a lição. “Você tem que respeitar o próximo.” Desde que a iniciativa foi parar na web, a família só ouve uma pergunta: “E o cartaz?”, contou Daniela. O cartaz, que foi parar no lixo, já que a família não pretende sair de casa até que a mãe se recupere do parto, foi resgatado depois do sucesso na internet. "Nós não esperávamos esta repercussão toda", disse Irene de Castilho. Por causa da fama inesperada, a família decidiu guardar o cartaz já que é a primeira grande história da vida da Júlia e também uma importante lição para se colocar em prática por todos.
Foto: Arquivo pessoal/Gabriella Pereira
A voluntária Gabriella Pereira, de 23 anos, passou os últimos dois anos visitando a menina Jullia, de oito, em um orfanato de São Paulo. Jullia lutava contra a leucemia, um tipo de câncer que começa na medula óssea, tecido responsável pela fabricação de todos os elementos do sangue. A doença se agravou no começo deste ano, e a menina deixou uma carta para Gabriella. "Obrigada por vir me ver"."Ela me ensinou a saber o que é ter um amor de mãe, sem ser mãe. Em não reclamar das coisas, eu nunca vi ela reclamando de nada", disse Gabriella ao G1.A carta chegou na última quarta-feira (9), mesmo dia que Jullia morreu. A carta foi escrita no dia 1º de janeiro em uma agenda da Branca de Neve. O texto começa no dia 27 de janeiro, não por acaso. "É o dia do meu aniversário. A Jullia queria me entregar nesse dia", lembra Gabriella. Mas a voluntária recebeu a carta no mesmo dia que Jullia foi morar 'com papai do céu', como escreveu. "Quero te pedir obrigado por me conhecer, por vir me ver", diz a carta escrita com a ajuda de uma assistente social. "Você é a minha melhor amiga e eu queria que você fosse a minha mãe, pedi para o papai do céu me fazer sarar, porque aí você ia arrumar os documentos e me adotar." "Tia Gabi, eu te amo, e estou pintando as bolinhas do calendário igual você disse e só faltam duas fileiras para o dia do seu aniversário, mas estou muito doente e com dor, por isso, se eu for morar com o papai do céu, não fica triste, porque eu te amo e só você é a minha melhor amiga", assinou Jullia no final da carta. Gabriella conta que até conhecer Jullia fazia trabalhos voluntários com moradores em situação de rua, visitava albergues e orfanatos. Entregava comida, cobertores e fraldas aos desamparados. "Quando conheci a Jullia parei com os projetos e só me dedicava a ela", afirmou. A jovem sempre que podia visitava a menina no orfanato. "Dia das Crianças, aniversário, Natal, entre outras datas, sempre tive comigo que precisava dar uma passadinha pra ver a magrelinha, porque as outras crianças tinham alguém que visitava e ela tinha apenas eu, sua irmã foi adotada quando tinha meses, mais a Júlia estava com 8 e tinha leucemia e lutava pela cura todos os dias", relatou Gabriella em um post que viralizou nas redes sociais. "Tenho comigo que fiz tudo que pude, todos os pedidos que fez em vida foram realizados e não me arrependo de nenhum deles." Ao G1, Gabriella revelou que pensou sim em adotar a menina, mas "Eu sempre tive vontade da adoção desde que conheci ela. Como sou nova é uma decisão muito difícil, não sou casada. Não tenho casa própria, é muito difícil. Não cheguei a dar entrada na papelada." Depois da morte de Jullia, Gabriella, moradora de Barueri, que trabalha no departamento jurídico de um banco em São Paulo, diz que vai parar com o voluntariado. "Nos próximos anos não vou mais trabalhar com isso. Não tenho mais estrutura. Vou seguir minha carreira."
(Getty Images/Reprodução)
Ao menos dois partidos se organizam para contestar o decreto que flexibiliza a posse de arma no Brasil, assinado nesta terça-feira, 15, pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O PT vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal, e um projeto de decreto legislativo (PDC) na Câmara dos Deputados - estratégia que também será adotada pelo PSOL. Ambos têm o objetivo de suspender o decreto. Segundo Paulo Pimenta (PT-RS), líder do partido na Câmara, a ação deve ser protocolada ainda nesta semana. O partido também pretende entrar com um projeto de decreto legislativo na Câmara, em fevereiro, quando acabar o recesso. "Esse decreto (que facilita o posse de armas) terá consequências gravíssimas", disse Pimenta. "Neste momento parece mais pagamento de promessa à indústria de armas do País."O argumento que o PT deve usar para a Adin é que o decreto extrapola os poderes do Executivo e modifica regras que deveriam passar pelo Legislativo. O deputado criticou fortemente pontos do decreto e o considerou um "escárnio". "Teremos uma explosão dos índices de criminalidade", disse. "Mergulhará o País em um caos de violência."
Foto: Correio da Cidade
Já imaginou se tornar mãe e casar no mesmo dia, em um intervalo de apenas uma hora e meia? Não, né? Mas foi o que aconteceu com Vanessa da Paz Machado, de 16 anos, na Bahia. Com casamento marcado há seis meses, a adolescente entrou em trabalho de parto poucas horas antes da cerimônia, no último fim de semana. Depois da surpresa, o casamento acabou ocorrendo na recepção do hospital onde a noiva deu à luz, e contou com a ilustre presença do recém-nascido. Três dias depois da cerimônia e dois dias após receber alta médica, Vanessa ainda lembra emocioada do dia em que, segundo ela, realizou dois sonhos: ser mãe e se casar. "Eu achei meio difícil, mas depois fiquei muito feliz por me tornar mãe e me casar ao mesmo tempo. Não esperava por isso. Estou muito feliz por tudo isso que aconteceu. Ficou marcado na minha vida. Foi uma sensação muita boa. Realizei dois sonhos em um só", descreveu. O fato curioso ocorreu na cidade de Santo Estêvão, a cerca de 150 km de Salvador. Por volta das 5h30 do sábado (12), Vanessa começou a sentir as dores do parto e foi levada para o Hospital Dr. João Borges de Cerqueira Geral, no centro da cidade. Quando saiu de casa, na zona rural, ela não imaginava que o pequeno Wanderson Benjamim nasceria, já que o parto estava previsto para o dia 21 de janeiro. "A gente estava em casa, no dia anterior, arrumando tudo, deixando tudo bonito, e ela descansando. Uma 5h30 do dia do casamento ela sentiu dores. Levamos ela imediatamente para o hospital. Aí, quando chegou lá eles disseram que meu filho iria nascer", contou Anderson dos Santos Moreira, de 23 anos, marido de Vanessa. Vanessa deu à luz às 18h30, onze horas depois das primeiras dores. Wanderson chegou com 50 centímetros e 2,6 kg. Ao longo do dia, a família já havia negociado realizar o casamento no hospital. A cerimônia só dependia do nascimento de Wanderson. O pequeno veio ao mundo em um parto natural, sem complicações. Com isso, a mamãe e o bebê foram liberados pelos médicos para a união. Vanessa e o noivo se casaram às 20h. A gente não quis mudar, porque já estava tudo certo, tudo pronto para o casamento. Já tinha uns seis meses planejando a cerimônia. Quando chegou no dia, ele [Wanderson] disse que queria assistir o casamento dos pais dele", disse o noivo. O casamento ocorreu com 250 convidados a menos que o programado. Ao lado de 50 familiares e amigos, além de funcionários do hospital, Vanessa selou o compromisso com o marido. Com direito a vestido de noiva, juiz de paz, dama de honra e alianças "entregues" por Wanderson, a cerimônia durou cerca de 20 minutos. Porém, por recomendação médica, a noiva ficou sentada durante o casamento. O bebê estava no colo da tia materna. Após a cerimônia, mãe e filho voltaram para o quarto do hospital. Enquanto isso, Anderson foi para a casa da família de Vanessa, para receber os outros convidados do casamento, que aguardavam no local onde a festa iria ocorrer antes da mudança de planos. Vanessa e Wanderson só receberam alta no domingo (13). Ao chegar em casa, a noiva ainda posou para fotos ao lado do marido e do filho. Wanderson é o primeiro filho do casal, que está junto há dois anos. Vanessa e Anderson se conheceram em uma praça da cidade e não se separaram mais. O casamento era um sonho dos dois, antes mesmo da descoberta da gestação, em abril do ano passado. Agora, a família está morando na casa dos pais de Vanessa. Anderson conta que a mãe dele, que é avó coruja, viaja cerca de 7 km entre o centro da cidade, onde mora, até a zona rural, sempre que quer ver o neto. "As avós babam mais que tudo. Minha mãe sempre está aqui. Quando vem, são 7 km na vinda e 7km na volta", disse. São as avós de Wanderson que ajudam nos cuidados ao recém-nascido, já que os pais não têm experiência. Ao lado da família, o pequeno transborda amor.
Richard fez o teste porque não estava conseguindo engravidar Emma, sua atual mulher Foto: Reprodução/Facebook
O empresário britânico Richard Mason, com 54 anos, não acreditou quando recebeu a notícia de que tinha uma fibrose cística que havia provocado infertilidade durante toda a sua vida – afinal, ele tinha três filhos. "Pensei que o diagnóstico estava errado", disse Mason em uma entrevista ao programa BBC Radio 5 Live. Preocupado, ele questionou sua ex-mulher, Kate, se era o pai biológico dos três filhos do casal. Como ela garantiu que sim, Mason manteve a esperança de que os exames estivessem errados. Mas não estavam. O empresário de fato teve fibrose cística durante a vida toda. A doença hereditária é considerada grave e afeta diversos órgãos, em um processo obstrutivo causado pelo aumento da viscosidade dos mucos. Na maioria dos homens afetados, a doença leva à infertilidade. No Brasil, ela afeta uma em cada 10 mil pessoas. As irmãs de Mason já tinham a doença, e ele havia feito um teste para descobrir se também havia nascido com ela porque não estava conseguindo engravidar sua segunda mulher, Emma. Testes de DNA confirmaram: os gêmeos Ed e Joal, de 19 anos, e Willem, de 23 anos, não eram filhos biológicos de Mason. Mason havia se separado de sua ex-mulher em 2007, depois de 20 anos de casamento. Ao descobrir que os três filhos nascidos durante o matrimônio não eram seus, resolveu processar a ex-mulher por fraude de paternidade. Kate foi condenada a devolver US$ 320 mil dos quase US$ 5 milhões que havia recebido no acordo de divórcio. A Justiça permitiu que ela mantivesse em segredo a identidade do verdadeiro pai dos jovens. "Eu não sabia o que era real e o que não era. Foi como se eu tivsse vivendo em Matrix (o filme)", disse Mason ao jornal inglês The Daily Mail. "Durante muito não consegui pensar em outra coisa", contou o empresário ao BBC Radio 5 Live. "Em algum momento do futuro vou descobrir quem é o pai biológico, tenho certeza. Não sei se é um de meus amigos, pode ser alguém muito próximo de mim", disse Mason à BBC. "Quando você tem um mistério assim em sua vida e é afetado por ele dessa forma, qualquer pessoa gostaria de saber a verdade." Mason está oferecendo US$ 6,4 mil para quem o ajudar a descobrir quem é o pai biológico de seus filhos. A BBC tentou entrar em contato com Kate, a ex-mulher de Mason, mas não recebeu nenhuma resposta. Apesar de conseguir uma vitória no processo contra a ex-mulher, Mason não teve paz. Por causa da disputa legal, seus filhos decidiram cortar suas relações com ele. "Ver o que eles estão fazendo no Facebook me parte o coração. Meu mais velho se formou há pouco tempo e eu sequer fui convidado", disse Mason. Hoje só Ed, um dos gêmeos de 19 anos, mantém contato com ele. Em um programa do canal ITV, Mason mandou um recado para os filhos. "Não fiz nada de errado. Eu amo vocês e as portas estão abertas. Apenas venham, e lhes darei o maior abraço que já receberam na vida", afirmou. Joel, um dos filhos gêmeos, explicou ao The Daily Mail porque não fala com o pai de criação. "É um homem muito manipulador, não é o tipo de pessoa com quem você queira estar. Comecei a notar quando tinha 15 anos", disse Joel, que afirmou, no entanto, não ter a intenção de procurar seu pai biológico. "Richard continua sendo meu pai e não vou buscar a verdade. Duvido que (o pai biológico) sequer saiba que nós existimos", disse. Mason também diz sentir que os jovens continuam sendo seus filhos. "Eles são meus filhos. Você se sente traído, sente essa sensação de raiva que não se pode explicar. Mas eu sigo sendo o pai", disse Mason.