O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7), após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que a classe média terá de pagar juros de mercado para o financiamento habitacional. Segundo ele, serão juros maiores do que os oferecidos nas operações do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional que conta com juros subsidiados para a população de baixa renda. "Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vão ser os juros do Minha Casa Minha Vida. Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado", afirmou. O novo presidente da Caixa também disse que vai "vender" até R$ 100 bilhões em operações de crédito imobiliário que a instituição possui aos agentes do mercado como forma de obter mais recursos. Esse tipo de operação é conhecida como "securitização", uma prática que consiste em agrupar esses ativos, convertendo-os em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais. "A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito imobiliário, mais do que reter no balanço. Esse é um tempo de anos. Não vai acontecer em dois, três, quatro anos. O objetivo nos próximos dez anos é que a Caixa passe a originar 70% do crédito, mas venda uma parte relevante. É assim que é salutar", declarou.
Fausto Silva causou polêmica nas redes sociais na noite de domingo, 6, enquanto apresentava o programa Domingão do Faustão, da TV Globo.Em crítica à política brasileira, o apresentador afirmou, sem citar nomes, que o "imbecil que está lá e não devia estar" é um idiota que está "ferrando todo mundo". Internautas, contra e a favor, associaram a frase ao presidente Jair Bolsonaro. No entanto, em 2018, a TV Globo já havia gravado as edições de 6 a 13 de janeiro do programa - período em que Michel Temer estava na Presidência. Na tarde desta segunda-feira, 7, o apresentador se manifestou sobre a repercussão de sua fala em um vídeo enviado ao colunista Flávio Ricco, do Uol. Nele, Faustão nega ter direcionado suas críticas a Bolsonaro. "Em nenhum momento eu falei a respeito do atual presidente, muito menos dos eleitores, no termo "imbecil. [...] Usei para explicar que, muitas vezes, um político imbecil, que não está preparado pra ser eleito, não sabe por que está lá, acaba entrando nessa onda da vaidade e esquece dos problemas do País.""Como estamos em novos ares, ou pelo menos com expectativa, o que a gente espera é que todo mundo reze para que os novos políticos eleitos, deputados, senadores, governadores, presidente da república, ministros indicados, tenham consciência dos verdadeiros problemas do Brasil."
Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.É o melhor resultado para a aplicação desde 2013, quando o saldo da poupança ficou positivo em R$ 71,047 bilhões. Ao longo do ano passado, os depósitos somaram R$ 2,252 trilhões e os saques, R$ 2,214 trilhões. Em dezembro, os depósitos superaram os saques em R$ 14,606 bilhões. No mês os depósitos somaram R$ 223,321 bilhões e os saques, R$ 208,714 bilhões. Durante o ano passado, os saques só superaram os depósitos em três meses: janeiro, fevereiro e outubro.
Atratividade da poupança
Com a queda dos juros básicos da economia em 2017 e no começo deste ano, a caderneta de poupança passou a render menos. Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano. Como a regra prevê que a correção da poupança seja de 70% dessa taxa, ela está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial. Um levantamento feito pelo administrador de investimentos Fábio Colombo mostrou que a poupança ficou em 10º lugar entre as aplicações financeiras que mais renderam em 2018. O ouro e o dólar foram os investimentos que ofereceram o maior retorno durante o ano passado.
Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina — um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos — e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista "Nature Medicine". Os testes foram feitos em camundongos com a doença — que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:
Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.
A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.
A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.
"A grande contribuição do nosso estudo foi mostrar que os níveis desse hormônio estão de fato diminuídos nos cérebros dos pacientes com Alzheimer. Em segundo lugar, foi tentar investigar se repor os níveis desse hormônio no cérebro dos camundongos seria bom para a memória. E nós vimos que, de fato, se você aumentar os níveis de irisina, melhora a memória. E, finalmente, foi demonstrar que a irisina é, justamente, o intermediário entre o efeito benéfico do exercício e a melhora de memória", explica o professor da UFRJ Sergio Ferreira, um dos autores do estudo. Algumas outras funções da irisina em vários órgãos do corpo já eram conhecidas, como a de regular o metabolismo do tecido adiposo e até de processos que acontecem nos ossos. Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos. "É diferente de uma droga desenvolvida em laboratório, por exemplo, porque se sabe menos ainda sobre o que pode causar de efeito colateral. Infelizmente não há um tratamento para Alzheimer que funcione, então a busca é muito importante", diz. Para De Felice, a novidade foi perceber os efeitos benéficos no cérebro tanto da irisina que foi aplicada nos camundongos como daquela produzida com exercícios físicos. "Nossas descobertas reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer, já que mostramos que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro", avalia. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem. A doença não tem cura.
Descoberta
Os cientistas levantaram a hipótese de que a irisina poderia ser importante para a doença de Alzheimer há sete anos, quando o hormônio foi descoberto por um pesquisador de Harvard. Ficou constatado que ele melhorava os sintomas de diabetes tipo 2 em camundongos. "Nós sabíamos que quem tem diabetes tipo 2 tem mais chances de desenvolver Alzheimer, e isso ficou muito tempo sem muita explicação", esclarece Mychael Lourenço. "Estudos de vários laboratórios mostraram que, ao que parece, os mecanismos que atuam no corpo para gerar a diabetes tipo 2 são muito parecidos com os que atuam no cérebro para causar Alzheimer", explica o pesquisador. Daí surgiu, então, a possibilidade de que o hormônio pudesse ter algum efeito protetor sobre o cérebro. "Felizmente, conseguimos achar essa relação", diz Lourenço. Ao todo, o estudo foi feito por 25 cientistas de diversos países, com participação das universidades de Columbia e do Kentucky, nos EUA, da Queen's University e da Universidade do Oeste de Ontário, no Canadá, e ainda da Fiocruz e do Instituto D'Or, ambos no Rio.
A bacharel em direito Juliana Galdino, de 26 anos, denunciou na Delegacia da Mulher, em Salvador, a agressão que sofreu do ex-namorado, João René Espinheira Moreira, de 33 anos, conhecido como DJ John Oliver. Com hematomas no rosto e pontos na testa por conta de um corte que teve durante as agressões do ex, Juliana conta que, na madrugada de sexta (4) para sábado (5), foi agredida com murros, chutes e pontapés. Juliana registrou o caso na Deam no sábado. A Polícia Civil informou que a medida protetiva foi solicitada e concedida pela Justiça. Em entrevista ao G1, Juliana disse que ela e João moravam juntos há cerca de dois anos, mas estavam terminados há um mês. A advogada detalhou que, no último sábado, o ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento a chamou para uma conversa e ela aceitou. O encontro foi na casa da mãe dela, no bairro da Pituba, na capital baiana. "Ele falou em tentar reatar o relacionamento, eu disse que era melhor não, que era melhor cada um seguir sua vida, mas que não precisava manter clima de inimizade", disse. Juliana estava sozinha pois a mãe estava em Guarajuba, praia do Litoral Norte da Bahia. No apartamento em Salvador, Juliana e João tentaram conversar, quando aconteceram as agressões. "Ele falou que estava apertado, insistiu para ir ao banheiro. Abri a porta para ele ir ao banheiro e foi quando ele partiu para me agredir. Foi soco, pontapé, murro, ele jogou um vidro do banheiro na minha cabeça, que fez esse corte, e apertou meu pescoço. Foi uma cena de horror", contou.
Quem habilitar um celular pirata a partir desta segunda-feira (7) receberá mensagem de texto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertando que o aparelho será bloqueado. A medida, que já estava em vigor em 11 estados e no Distrito Federal, agora também passa a valer nas outras 15 unidades da federação em que ainda não tinham esse recurso. Segundo a Anatel, a mensagem aos consumidores desses 15 estados será enviada para celulares habilitados a partir desta segunda-feira, e o bloqueio será feito a partir do dia 24 de março, 75 dias após o envio das mensagens.
A medida valerá para os seguintes estados:
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Maranhão
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio Grande do Norte
Roraima
Sergipe
São Paulo
Nesses estados, a partir desta segunda-feira, quem ativar um celular irregular receberá, em até 24 horas, a mensagem de advertência: "Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias". Alerta similar é encaminhado 50 dias e 25 dias antes do bloqueio. Os celulares considerados piratas são aqueles não certificados pela Anatel ou então que tenham o chamado IMEI (International Mobile Equipment Indentity) – que é o número de identificação do aparelho – adulterado, clonado ou que tenha passado por outras formas de fraude. IMEI é a identidade do aparelho. Basta discar *#06# que aparece um número com 15 algarismos. Esse mesmo número tem que estar registrado no adesivo colado no aparelho. Do contrário, o telefone é ilegal, pode ser clonado, adulterado ou roubado. De acordo com a Anatel, o usuário que receber as mensagens deve procurar a empresa ou a pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor. Entre os celulares irregulares a serem bloqueados, afirmou a Anatel, há aparelhos que não oferecerem a qualidade e segurança exigidas pela regulamentação brasileira.
Uma mulher agrediu um homem de 36 anos após encontrá-lo nu na cama com a filha dela de 5 anos, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, nesse domingo (6). A jovem de 26 anos bateu em Jhoni Freitas Costa com um cabo de vassoura e um cano de PVC. Com ferimentos, ele foi encaminhado para o Hospital Regional, com vários ferimentos. A Polícia Militar não soube informar a ligação entre a família e o suspeito de tentar abusar da criança. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a mulher havia deixado os quatro filhos de um, 3, 5 e 8 anos em casa para ir a um bar acompanhada de dois homens, de 22 e 24 anos, que também foram detidos por ajudá-la a espancar o suspeito. Quando a mulher retornou para a casa, ela viu que Jhoni estava deitado nu na cama junto com a filha e, em seguida, começou a agredi-lo. A agressão que teve início no quarto da residência e terminou na parte externa da casa. Ela teve a ajuda dos dois rapazes. A Polícia Militar recebeu a denúncia sobre um estupro de vulnerável e se deslocou até o local. Os policiais encontraram o suspeito nu e imobilizado no chão. Ela confessou aos policiais a agressão e que estava embriagada. Jhoni foi encaminhado para o Hospital Regional de Sinop com lesões e fraturas no corpo. O Conselho Tutelar foi acionado, e as crianças estão sob os cuidados a avó paterna da mãe.
Um homem, dono de uma metalúrgica, morreu carbonizado após uma batida entre um carro e um trem, na BA-493, entre as cidades de Santa Terezinha e Itatim, a cerca de 200 quilômetros de Salvador.Segundo informações da Polícia Militar (PM), a vítima, identificada como Renilson da Silva Santos, não conseguiu frear o veículo e bateu em um trem, que cruzava a estrada, na tarde de sábado (5). A PM informou que uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, mas a vítima morreu na hora. Policiais militares também estiveram na rodovia. De acordo com a PM, o carro de Renilson pegou fogo após a batida e ficou destruído. Populares ajudaram a apagar as chamas. Renilson morava no município de Castro Alves, no Recôncavo Baiano. Não há informações sobre o velório e sepultamento da vítima.
Enquanto a maioria das pessoas aproveitava a manhã de 1º de janeiro para dormir, o pequeno Miguel, de 6 anos, de praxe levantou, pegou o controle remoto, entrou no serviço por streaming na TV e não encontrou o filme "Procurando Nemo".A frustração do filho deu início à saga da mãe, Fernanda Torres, de Sorocaba (SP), em busca de encontrar uma solução nas redes sociais. No filme, um peixinho especial se perde do pai e desaparece no oceano. A agonia da família só tem fim quando desconhecidos se juntam à causa e conseguem juntos achar o pequeno e resolver o problema. No caso de Fernanda, não foi diferente. Depois de presenciar as crises do filho autista por sentir falta do desenho, a confeiteira foi até as páginas da Disney e da Netflix no Facebook questionar a retirada do filme do catálogo, e relatou o drama do filho. Entre os comentários que a julgavam e falavam para "dar um jeito", um morador de Carapicuíba (SP) se ofereceu para personalizar um DVD com o layout do serviço de streaming e com o filme favorito do menino. "Ele chorava muito, ficava nervoso e chegou ao ponto de bater no rosto. O Miguel ficava repetindo as falas do filme para me fazer tentar lembrar. Na cabeça dele, eu ia fazer voltar o desenho lá. Então, escrevi no Facebook. As pessoas falavam que era frescura, mas daí ele apareceu com a solução e foi maravilhoso, no meio de tanta gente falando besteira", diz Fernanda.
Tímido e destemido
Sensibilizado com o relato da mãe, mesmo sem conhecer a família, o analista de suporte técnico Rodrigo Lima, de 22 anos, investiu dois dias para personalizar o material e enviar um link para a mãe do menino. "Tive a ideia de tirar um print do layout e fazer de um modo que ficasse parecido. Não conheço ninguém com autismo, mas entendi a dificuldade e quis fazer para ajudar. Não achei que ia ter repercussão, porque sou uma pessoa tímida e assusta [repercussão] um pouco." A conversa nos comentários entre os dois repercutiu nas redes sociais entre páginas de contéudo de cinema. Em uma das publicações os internautas elogiaram a atitude do rapaz. "Fiquei feliz e espero que as pessoas ajudem umas as outras sempre que tiverem uma oportunidade", afirma.
Final feliz
Segundo Fernanda, o filho Miguel foi diagnosticado com autismo aos dois anos e assiste a animação da Disney todo dia. No entanto, enquanto ela não tinha como reproduzir o filme, o filho assistia a outros desenhos, mas sempre questionava o sumiço do Nemo. "Fiquei emocionada quando deu tudo certo e apareceu esse anjo [Rodrigo]. Não era um problema dele, não tinha a mínima obrigação de fazer nada e fez. Sou grata e que Deus o abençõe." Em 2017, a Disney anunciou que iria lançar um serviço de streaming próprio com o conteúdo da empresa, com previsão para 2019. Com essa decisão, a Disney não iria renovar seu contrato de licenciamento de conteúdo para a Netflix.
O governador Rui Costa (PT) não descartou, na manhã desta segunda-feira (7), a hipótese de enviar mais policiais militares para atuar no Ceará, que vive uma onda de violência desde a última quarta-feira (2).“Vamos avaliar. A informação que tenho é que está diminuindo o número de ataques com a chegada da Força Nacional e dos homens da Bahia. Espero que chegue a zero com a ação. E, talvez, não precise de mais policiais”, declarou, durante entrega do novo Posto SAC, que irá funcionar no Shopping da Bahia. No final de semana, a Bahia enviou para o estado 100 policiais militares, conforme o Diário Oficial. A medida foi criticada pela oposição, que acredita que o estado ficará “desfalcado” (veja aqui). O governador rebateu as declarações, e explicou por que decidiu enviar o reforço ao estado nordestino (entenda aqui).
Uma adolescente de 13 anos foi agredida com socos e chutes pelo ex-namorado, no domingo (6), na Prainha, em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. A Prainha é uma trecho do Rio Itanhém, usado por moradores como local de lazer. De acordo com informações da Polícia Civil, a adolescente estava no local com familiares e amigos, quando o ex-namorado de prenome Matheus chegou e começou a discutir com ela e a agrediu. A menina sofreu diversos ferimentos no rosto. A mãe da adolescente de imediato a levou até a delegacia, onde foi registrada a ocorrência. Após registrou do caso, a adolescente foi levada para o hospital e realizou exames que compravaram a agressão. Testemunhas contaram à polícia que enquanto a adolescente registrava a queixa, o ex- namorado passava de moto pela delegacia ameaçando matá-la. Policiais foram em busca do rapaz, no bairro Ramalho, mas não o encontrou. O caso será investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) diz ter descoberto um esquema montado pela mulher de um empresário da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para roubar toda a fortuna do milionário, usando um terreiro de umbanda para lavar dinheiro.Segundo os investigadores, Wilde Pinheiro de Lima, de 88 anos, que atuou no ramo de refrigerantes, vinha sendo sedado e induzido a transferir todo o patrimônio, avaliado em R$ 27 milhões, para Wandrea Sobreiro, de 49 anos, com quem era casado, como mostrou o Fantástico neste domingo (6).Apesar das suspeitas, a mulher ainda vive na cobertura do ex-marido, na Praia da Barra, avaliada por corretores em R$ 3,5 milhões. Foi de lá que Wilde foi resgastado pela polícia, após cerca de cinco anos sendo impedido de ter contato com a família. Ele foi encontrado com sinais de maus-tratos e desnutrido.As transferências bancárias induzidas pela mulher, segundo o PM, eram feitas em formato de doações religiosas a um terreiro de umbanda e aconteciam da seguinte forma:
Wandrea descobriu que Wilde tinha uma fortuna guardada no banco;
Ela começou a dar medicamentos sedativos para o empresário capazes de causar confusão mental;
Depois de dopar o empresário, Wandrea pedia para ele assinar cheques, que eram usados para transferir dinheiro da conta dele para a conta dela;
A prática se repetiu, segundo MP-RJ, durante dois anos;
A segunda parte do plano de Wandrea era repassar para cinco pessoas o dinheiro doado ao terreiro de umbanda.
Doações a 'Exu' e 'Ogum'
Mãe de santo do terreiro, Genise Silva recebeu dois depósitos que totalizaram R$ 12 milhões em setembro de 2013. Nos dois documentos, havia a mesma exigência: Genise teria a obrigação de repassar o dinheiro para o terreiro umbandista Rompe Mato. Segundo o MP, era um esquema de lavagem de dinheiro. "Então, uma das doações, pseudodoações, foi de R$ 12 milhões, sob o argumento que seriam R$ 7 milhões para Exu e R$ 5 milhões para Ogum, segundo consta. E por que ela fez isso? Ela arquitetou essa trama toda porque, se no final esse golpe fosse descoberto pelas autoridades, a percepção pela polícia, pelo Ministério Público, ela se colocaria como lesada, tanto quanto o senhor de idade. Ela seria vítima de um golpe religioso, teria sido ludibriada por uma pseudomãe de santo", explicou o promotor Cláudio Calo. O dinheiro do empresário também foi usado para Wandrea comprar imóveis: ela adquiriu dois apartamentos e duas salas comerciais. Os valores dessas transações chegaram a R$ 1,5 milhão. A família do empresário procurou o Ministério Público. Em 2016, Wandrea foi convocada para prestar depoimento na delegacia. Foi a oportunidade que a família teve para tirar Wilde do apartamento. "Até que a gente foi com polícia, criminal, com delegado, com tudo. E ele estava todo urinado, imundo, mal nutrido. Uma coisa horrorosa (...) Tiramos ele de casa", explicou a filha mais velha do empresário. Resgatado por policiais, o empresário foi morar com a filha do primeiro casamento e sobrevive com uma renda – R$ 10 mil – que sai da conta da mãe de santo Genise. "Ela transferiu todo o patrimônio dele. Ele não tem absolutamente nada na conta. Um sujeito que tinha seguramente, em 2013, uns R$ 21 milhões na conta. Não tem dinheiro nenhum, e hoje a Justiça autorizou que ele recebesse R$ 10 mil desse dinheiro bloqueado na conta dos investigados nesse processo para que ele pudesse custear minimamente a vida com medicamentos e outras coisas básicas", explicou o promotor.
Wandrea ficou morando na cobertura, que está no nome da filha que teve com Wilde, mas a família entrou na Justiça com um pedido de investigação de paternidade. "O total desviado, eu acredito, que esteja estimado em torno de R$ 27 milhões. Na conta do terreiro, R$ 16 milhões. Na conta de outros denunciados, inclusive já tem denunciado que morou na comunidade da Rocinha que teve uma movimentação de R$ 5 milhões", explicou o promotor.
Desvios começaram após o casamento
O relacionamento de Wilde e Wandrea começou em 2011, após o empresário se separar da mulher com quem ficou casado por 30 anos. Na ocasião, Wilde tinha 80 anos, e Wandrea, 42. "E fez isso com ele, deixou a família à parte. A gente não podia entrar aí, a gente não podia vê-lo. Aí, a gente ficou um ano e meio, dois anos e ela não deixando a gente ter acesso a ele", explicou a filha do empresário. "A coisa foi crescendo, essa dificuldade foi aumentando, até um dado momento em que eles não conseguiam mais encontrar com o pai", explicou o advogado do empresário, Marcus Crissiuma. De acordo com o advogado, os filhos do empresário pensaram numa possível interdição e a partir daí se iniciou uma investigação dos órgãos públicos para entender se havia alguma procuração concedida a alguém. Buscavam entender o sumiço de imóveis e tudo o que estava se passando. Os suspeitos não quiseram gravar com a equipe de reportagem.
O mundo avançou pouco na igualdade de gêneros no último ano: menos mulheres do que homens têm entrado no mercado de trabalho; sua participação na política e em cargos privados sêniores ainda é inferior à masculina, e sua presença em setores emergentes de tecnologia, como o de Inteligência Artificial, ainda é irrisória. As conclusões são de um relatório recente do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que traçou um panorama pouco animador da igualdade de gêneros em 149 países sob os aspectos político, econômico, educacional e de saúde. O Brasil não está bem posicionado no ranking do relatório: caiu cinco posições, para a 95ª, porque "o abismo entre gêneros está em seu maior nível desde 2011", diz o WEF. Os motivos disso são, sobretudo, as persistentes disparidades em participação e oportunidade econômicas. Aqui, segundo o Estudo de Estatísticas de Gênero, do IBGE, as mulheres trabalham em média três horas por semana a mais do que os homens (somando-se trabalho remunerado, atividades domésticas e cuidados com outras pessoas), mas ganham apenas dois terços (76%) do rendimento deles. Nas ocupações que exigem nível superior completo ou mais, a diferença salarial é ainda maior: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016, dado mais recente disponível. Alguns estudos recentes analisaram o tamanho dessa disparidade, suas causas e o impacto que ela tem na economia inteira. A BBC News Brasil levantou os principais e mais recentes.
Quanto mais filhos, menor o salário delas
O salário das mulheres brasileiras com filhos é, em média, 35% menor que o das que não têm filhos, evidenciando o impacto da maternidade na renda feminina. O levantamento foi feito pelo pesquisador Bruno Ottoni, da empresa de análise IDados e do Instituto Brasileiro de Economia da FGV Rio. Ottoni comparou os rendimentos de mulheres casadas, empregadas e com idades de 25 a 35 anos levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, no terceiro trimestre de 2018. As mulheres desse grupo que não tinham filhos recebiam, em média, R$ 2.182,06 por mês, contra R$ 1.618,47 das mulheres com filhos. E quanto mais filhos, menor era o rendimento médio delas. Uma mãe de três ou mais crianças ganhava R$ 1.426,53 em média. Para Anderson de Souza Sant'Anna, professor da Fundação Dom Cabral e coautor de um outro estudo sobre disparidade salarial de gênero, as carreiras das mulheres fazem "uma curva em U". "Elas são mais escolarizadas, então são promovidas mais rápido, mas a partir de um certo momento, por volta dos 35, 38 anos, isso se inverte, e os homens as ultrapassam. Como as empresas não têm políticas para maternidade, as mulheres, ao voltarem ao trabalho, não conseguem se reinserir e recuperar a posição. Esse conjunto de fatores, somados, vão causando essas diferenças (salariais)", disse à BBC News Brasil em outubro.
Elas gastam bem mais tempo com os afazeres domésticos
Em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a trabalhos domésticos ou a cuidados com pessoas (filhos ou parentes idosos, por exemplo), contra 10,5 horas dos homens, de acordo com o IBGE. Esse é um dos fatores que levam mais mulheres do que homens a buscar empregos de jornada parcial, com remuneração inferior. "Em função da carga de afazeres domésticos e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível", disse em comunicado Barbara Cobo, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE. No entanto, "mesmo com o trabalho em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais", agrega Cobo. "Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens."
Elas são prejudicadas logo na entrevista de emprego
Para Souza Sant'Anna, é possível que as entrevistas de emprego ajudem a perpetuar as diferenças salariais. "Quando uma mulher é contratada, o RH pergunta quanto ela ganhava. Como elas historicamente ganham menos, uma hipótese é que já entram no novo emprego com um salário mais baixo do que um homem. Têm salários de entrada mais baixos. E isso ainda é intensificado por participação maior dos homens nos bônus. No caso de promoção, há uma tendência maior a favor dos homens."
Quanto maior o cargo, maior a diferença salarial
As mulheres não apenas ocupam menos posições sêniores (nem 40% dos cargos gerenciais são das mulheres, segundo o IBGE) como também ganham menos em relação aos homens à medida que ascendem profissionalmente. A pesquisa de Souza Sant'Anna, da Fundação Dom Cabral, analisou os salários de homens e mulheres em 12 grandes empresas dos setores de indústria e serviços, abrangendo 50 mil trabalhadores. Identificou uma diferença salarial média de 16% entre homens e mulheres que exercem o mesmo cargo. Em cargos de chefia, a discrepância chega a 27%. A distância entre os maiores salários de homens e de mulheres do topo é de 38%. Há discrepâncias também por setores. "Áreas como PDI (pesquisa, desenvolvimento e inovação) e engenharia de produção, são muito masculinas. Elas ainda estão menos representadas nessas profissões que são mais valorizadas", afirmou Sant'Anna. "Existe o que chamamos de polarização das profissões - mulheres em posições de cuidado, como Recursos Humanos, que estão muito mais sujeitas à automação. Em todas as posições funcionais, os homens ganham mais que as mulheres, à exceção de posições administrativas e financeiras - supervisora de call center, por exemplo. Nossa hipótese é que os homens saíram delas e foram para áreas mais nobres."
Os benefícios da igualdade de gêneros: até US$ 28 tri a mais no PIB global
Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, o mundo levará mais de 200 anos para alcançar a igualdade salarial entre homens e mulheres, cenário que provoca perdas econômicas para toda a sociedade. Um levantamento de 2015 do Instituto McKinsey Global calculou que a igualdade de gêneros poderia acrescentar, em um cenário mediano - no qual os países alcancem o ritmo dos países mais igualitários de suas regiões -, até US$ 12 trilhões ao PIB mundial em 2025. Em um cenário ideal de igualdade plena, no qual "mulheres participam na economia de modo idêntico aos homens", os ganhos poderiam chegar a US$ 28 trilhões no PIB anual global - o equivalente, à época, à soma das duas maiores economias do mundo, a dos EUA e da China. Esse cenário permitiria que a metade feminina da população mundial alcançasse seu potencial mais plenamente, aumentando por exemplo suas horas de trabalho remunerado e seus rendimentos. "Igualdade de gêneros não é apenas uma questão urgente do ponto de vista social e moral, mas também um desafio econômico", apontou o relatório.
Mais poder financeiro feminino melhora as famílias
Em 2018, o Fundo Monetário Internacional (FMI) analisou pesquisas e dados de mais de uma centena de nações em questões como acesso ao sistema financeiro (como crédito e contas bancárias) e ascensão profissional feminina no setor bancário. A conclusão foi de que mulheres mais fortes financeiramente demonstraram maior probabilidade de investir no bem-estar familiar e a tomar mais decisões financeiras mais inteligentes, que repercutem na educação e na saúde de sua família. "Isso se traduz em menos pobreza, mais crescimento econômico e redução da desigualdade", disse à BBC News Brasil Ratna Sahay, coautora do estudo e vice-diretora do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI. "Há diferentes exemplos: nas Filipinas, há evidências de que o empoderamento das mulheres aumentava seu controle sobre decisões do orçamento e seu gasto com itens simples, mas que melhoram a qualidade de vida de toda a família, como máquina de lavar roupa e utensílios culinários; no Nepal, descobrimos que lares liderados por mulheres gastavam 20% mais em educação do que os liderados por homens, algo muito importante para as crianças", explicou Sahay, agregando que, embora seu estudo não mencione nominalmente o Brasil, as conclusões possivelmente se aplicam por aqui. Mais participação feminina leva a mais eficiência e estabilidade financeira O levantamento do FMI analisou também um outro ângulo: qual o impacto de se, além de usuárias de serviços financeiros, tivermos mais mulheres provendo esses serviços - ou seja, ocupando posições de liderança em bancos centrais e comerciais e em agências regulatórias financeiras? E, novamente, a conclusão foi de que "a maior representatividade das mulheres (em instituições financeiras) leva a mais estabilidade financeira" - na prática, menor endividamento, decisões corporativas mais cautelosas, mais eficiência e menos chance de crises financeiras. "E isso tem grandes implicações, porque muitos países se preocupam com risco sistêmico e estabilidade. Em todos esses aspectos, reduzir a desigualdade de gênero pode ter efeitos macroeconômicos muito positivos", afirmou Sahay.Segundo o FMI, menos de 2% das CEOs de instituições financeiras globais são mulheres; elas também são menos de 20% dos membros dos conselhos dessas instituições. "E isso é um contraste grande com a oferta de mulheres com formação relevante (nessa área)", diz o texto do Fundo. "As mulheres representam 30% dos formandos em economia e cerca de 50% dos formandos em administração e ciências sociais." Segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gêneros "é boa para os negócios". "Pesquisas feitas ao longo de três décadas mostram que (...) empresas com mais mulheres líderes e nos conselhos têm maiores lucros e performance financeira. Também têm menos relatos de fraude, corrupção e erros financeiros. Na Noruega, onde é exigido que as empresas reservem ao menos 40% de seus assentos de conselho a mulheres, as pesquisas mostram que elas têm mais probabilidade de pensar em longo prazo, e incluir cidadãos, em vez de apenas acionistas, em suas deliberações. As mulheres estimulam os conselhos a focar mais na comunidade, no ambiente e nos empregados."
A advogada Ana Cristina Rossi, de 26 anos, e um companheiro foram agredidos violentamente na saída de uma festa em Florianópolis. A suspeita é de que o ex-namorado dela tenha provocado as agressões. Ela postou fotos nas redes sociais denunciando as agressões e o caso viralizou.O ex-namorado dela nega que a situação tenha ocorrido conforme o relato divulgado e afirma que está tomando as medidas necessárias para comprovar que o ato "não foi intencional". Cris mora e trabalha em São Paulo. Ela, que está na capital catarinense para visitar os pais e amigos, conta que, no relacionamento com o ex era obrigada a dar senhas de redes sociais, tinha restrição para conversar com amigos e que sofria perseguição principalmente após o término da relação, que ocorreu há quatro meses. "Por puro ciúmes, sentimento de posse", disse. Ela explicou que postou as fotos porque queria proteger a família e ajudar as mulheres que estão passando pela situação, “ninguém merece isso, a dor emocional é maior que a física”.
O governo de Jair Bolsonaro pretende deflagar um pente-fino em todos os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o jornal Folha de S.Paulo, uma medida provisória (MP) deve ser enviada ao Congresso, nos próximos dias, revendo as regras previdenciárias no país. A MP – que pretende apresentar uma série de ações para modernizar e aperfeiçoar a legislação – deve prever um bônus de R$ 57,50 para técnicos e analistas do INSS que descubram irregularidades em pensões e aposentadorias. O foco da ação será a pensão por morte, a aposentadoria rural e o auxílio-reclusão. A expectativa é alcançar uma economia de até R$ 9,3 bilhões em um ano, o que corresponde a 4,2% do déficit previsto – de mais de R$ 220 bilhões. As mudanças na regulamentação destes benefícios devem incluir, no caso de pensão por morte, a exigência de uma prova documental de que o casal estava junto na ocasião da morte, deixando de valer o testemunho de terceiros para atestar casos de união estável. Em relação à aposentadoria rural, a declaração do sindicato rural deve ser substituída por uma autodeclaração do trabalhador, homologada por agências credenciadas pelo Pronater (Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural). Já o auxílio-reclusão, benefício pago aos dependentes de um trabalhador preso, desde que ele já tenha contribuído para a Previdência, passará a contar com um período mínimo de contribuição de 12 meses. Além disso, o benefício não poderá ser acumulado e dependerá da renda familiar.