Um homem de 20 anos foi preso nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP), após confessar que matou uma travesti e guardou o coração da vítima em casa. O crime ocorreu no Jardim Marisa, na região do Campo Belo. De acordo com policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o órgão estava enrolado em um pano, debaixo do guarda-roupas do suspeito.Segundo a Polícia Militar, Caio Santos de Oliveira admitiu que teve relação sexual com a vítima, a transexual que tinha nome de registro Jenilson José da Silva, de 35 anos. O autor teria ainda levado pertences e eletroeletrônicos do local do crime. Sorrindo e com declarações desconexas, Oliveira foi apresentado na 2ª Delegacia Seccional de Campinas e disse que havia conhecido a vítima na noite anterior. "Ele era um demônio, eu arranquei o coração dele. É isso. Não era meu conhecido. Conheci ele à meia-noite", disse. Segundo a Polícia Militar, Oliveira foi abordado depois de apresentar atitude suspeita ao avistar a viatura. Ele foi abordado em um comércio e, segundo a corporação, forneceu dados pessoais falsos. De acordo com os policiais que participaram da ocorrência, o suspeito apresentava escoriações e arranhões pelo corpo, além de um ferimento recente na cabeça. Questionado sobre todos os sinais, o suspeito confessou o crime e levou os policiais até um cômodo, às margens da Rodovia Miguel Melhado de Campos, onde estava o corpo com o tórax aberto e com uma imagem de santo sobre ele. Sobre o coração, de acordo com a PM, o homem disse apenas que havia guardado para si e não informou mais detalhes. A perícia foi acionada ao local.
Uma escritura registra que o senador eleito Flávio Bolsonaro recebeu dois imóveis e mais R$ 600 mil pela venda de um apartamento. O senador eleito disse que parte do sinal dessa compra foi paga em espécie e que depositou esse dinheiro na conta dele, entre junho e julho de 2017. O comprador confirma que pagou cerca de R$ 100 mil em dinheiro vivo. Mas, de acordo com a escritura, o pagamento de R$ 550 mil aconteceu três meses antes das operações consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os outros R$ 50 mil foram pagos em agosto, em cheques no ato da escritura. O apartamento fica no último andar de um prédio em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. O imóvel tem 226 metros quadrados e dependências na cobertura. Flávio Bolsonaro comprou o imóvel na planta junto com a esposa. Pela escritura, a compra foi em dezembro de 2016, no valor de R$ 1,7 milhão. O documento diz que, em 2017, ele fez uma permuta com Fábio Guerra e a mulher, Giordana Vinagre de Farias Guerra. Deu o imóvel de Laranjeiras pelo valor de R$ 2,4 milhões em troca de um outro apartamento no bairro da Urca, também na Zona Sul do Rio; uma sala de escritório na Barra da Tijuca, na Zona Oeste; e mais R$ 600 mil. A equipe de reportagem falou com Fábio Guerra por telefone. Ele confirmou o que disse Flávio Bolsonaro, que parte do pagamento foi em dinheiro vivo, e em três ou quatro parcelas.
Produtor: Mas você deu o dinheiro em espécie?
Guerra: Dei. A média foi isso ai. Não posso falar ao certo, porque de repente foi 70, 80, foi 120, 110 [mil reais], entendeu, mas a média foi isso ai mesmo. O resto foi tudo depósito.
A escritura, no entanto, diz que os R$ 600 mil foram pagos da seguinte forma:
R$ 550 mil a título de sinal, em 24 de março de 2017;
5 cheques que somaram R$ 50 mil, em 23 de agosto de 2017.
Flávio Bolsonaro diz que o dinheiro recebido como sinal é o dinheiro que foi depositado na conta dele nos meses de junho e julho, como aparece no relatório do Coaf.
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O comerciante Elizeu Andrade, de 70 anos, morador da cidade de Serrinha, a 173 quilômetros de Salvador, diz ter trabalhado sem parar durante todos os dias dos últimos 50 anos. Na última semana, ele resolveu tirar dois dias de folga e, por conta disso, virou meme nas redes sociais. "É isso mesmo??? Elizeu tirou férias??", diz o print de uma foto tirada no dia da viagem de Elizeu. "Elizeu tirando férias? O mundo não é mais o mesmo", compartilhou outro morador. Com direito a "plantão" de cobertura jornalística, até com imagens aéreas, o fato inédito mobilizou as redes sociais dos moradores de Serrinha, que tem cerca de 76 mil habitantes. "O dia em que Serrinha parou! Elizeu, uma das figuras mais queridas da nossa terra, finalmente, saiu de férias!! Após quase 50 anos ininterruptos de trabalho, chegou o dia dele. Ao contrário de muitos, não foi para Dubai, nem Paris, nem Canadá etc...foi para onde deixa ele feliz, Itaberaba, rsrsrs. Aproveite bastante e volte com esse sorriso", dizia outra postagem. O mercadinho de Elizeu leva o nome dele e fica aberto de domingo a domingo, das 7h às 22h, no centro de Serrinha. Na última semana, o comerciante resolveu tirar dois dias de folga para visitar a filha em Itaberaba, na região da Chapada Diamantina, após ela se mudar há quatro anos. Os dois dias de folga, de 15 a 17 de janeiro, foram suficientes para o senhor Elizeu, como é conhecido pelos clientes, sentir falta do trabalho e da rotina. "Em 63 anos tirei essas férias forçadas. Minha filha casou, se mudou e eu não fui visitá-la. Tirei dois dias para vê-la, mas voltei logo. Fiquei com saudades, né? É o que mais gosto de fazer", disse Elizeu. O comerciante começou a trabalhar aos 7 anos, quando ajudava o pai, em Feira de Santana, a 100 quilômetros da capital baiana. Ele já foi funcionário de mercadinho e de padaria, até montar o próprio estabelecimento. "Eu trabalho 15 horas, 365 dias, todos os anos, e não me sinto cansado. Quando você faz o que gosta, não existe cansaço. Eu trabalho com prazer, trabalho com amor", contou Eliseu. No mercadinho, Elizeu conta com a ajuda de cinco funcionários, que se revezam durante o dia. O dono do mercado abre e fecha a porta do estabelecimento, e tira uma pausa de 15 minutos para almoçar. "Eu tenho os meninos que me ajudam. Tem quem trabalha pela manhã e uns que chegam à tarde. É bem dividido, mas eu fico o dia todo. Não tem coisa melhor do que trabalhar. Só saio 15 minutos para almoçar", disse. Junior Mascarenhas, amigo dele, garantiu que é difícil encontrar Elizeu fora do mercado. "Ele trabalha todos os dias há muito tempo. Se você for lá, vai encontrar ele lá. Todos os dias mesmo", contou. Sobre a saúde, o idoso disse que é muito raro ficar doente. "Não tomo nenhum comprimido. Meu remédio é meu trabalho. Quanto mais você trabalha, mais você tem saúde. Essa é a minha frase", gargalhou. Durante as eleições, em outubro de 2018, Elizeu contou que precisou se ausentar por alguns minutos para votar, mas colocou uma placa na frente do mercado com a frase: "Fui votar, mas volto já!". "Quando eu vi, não aguentei. Todo mundo lembra desta placa. Achávamos que ele nem ia abrir o mercado, mas ele abriu, colocou uma placa e depois voltou", contou Junior Mascarenhas. "Eu não fecho o mercado nem nos feriados. Dia 25 de dezembro eu estava aqui. Primeiro de janeiro também. Mas eu sempre fui assim. Trabalhei 9 anos em uma padaria em Feira de Santana, e nos domingos só eu trabalhava. Ajudava meu chefe e, quando dava 22h, ele dizia: 'Vai ficar aí ou vai comigo'", lembrou Elizeu. As pequenas férias do comerciante foram um acontecimento para a família Andrade, que finalmente contou com a presença ilustre de Elizeu. Além da família, a cidade onde ele mora comemorou os dois dias de folga da figura ilustre de Serrinha: "Elizeu. Divirta-se!! Você merece!!".
A Polícia Civil prendeu em Macapá pela segunda vez em pouco mais de sete meses a jovem Lorrany Cristina da Costa Freire, de 23 anos. Ela é acusada de usar falsos perfis em redes sociais para seduzir mulheres e conseguir empréstimos ou vantagens financeiras. No golpe mais recente, ela criou um perfil no aplicativo de relacionamento Tinder, onde usava a foto de um homem e fingia ser advogado. A prisão em flagrante aconteceu na sexta-feira (18) no momento em Lorrany foi buscar R$ 300 de uma vítima no Centro de Macapá. Ela foi pessoalmente à casa da mulher dizendo estar a mando do falso advogado, a qual ela usava o nome de "Álvaro Klinger", de 35 anos. Para dar consistência à fraude ela dizia, nas conversas interceptadas pela Polícia Civil, que "Klinger" morava no Rio Grande do Sul e viria para Macapá para que passasse a viver junto com a vítima. O falso advogado mandou um par de alianças com um suposto pedido de casamento.De acordo com a 6ª Delegacia de Polícia Civil, que comandou as investigações, Lorrany confessou o crime e disse que manteve o mesmo golpe após deixar a prisão no ano passado. Após dar "match" no Tinder ela mantia contato com as vítimas pelo WhatsApp usando um número com DDD de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Depois de prestar depoimento, ela passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O delegado Leandro Leite, que atua no caso, acredita que outras vítimas possam aparecer depois da prisão de Lorrany. O G1 não localizou a defesa dela. “Nós identificamos mais de 15 vítimas e vamos instaurar para cada uma delas um inquérito policial específico para que ela possa responder por esses crimes de forma cumulativa”, adiantou Leandro Leite, que ainda busca saber quem é o dono das fotos usadas por ela no falso perfil. Em conversas feitas por redes sociais, Lorranny inventava um problema financeiro e pedia dinheiro emprestado das mulheres. Ela foi presa pela primeira vez em junho de 2018, mas segundo a polícia a prática acontece desde 2016. Para a Polícia Civil, o número de mulheres que caíram no golpe é maior, mas muitas vítimas deixam de prestar queixa por constrangimento e também por estarem em outros relacionamentos na vida real. “Através da boa aparência do perfil da pessoa que criava, Lorranny atraía dezenas de mulheres ao contato virtual, encaminhava presentes ao endereço físico das vítimas, pedidos de casamento, e após adquirir confiança, solicitava empréstimos amparada numa história fictícia”, reforçou Leite, delegado adjunto da 6ª DP.
A Universidade Estadual da Bahia (Uneb) divulgou, na tarde desta segunda-feira (21), o resultado do vestibular 2019. A lista dos candidatos aprovados está disponível no site do processo seletivo.O edital de matrícula e demais informações para as próximas etapas do candidatos aprovados também pode ser consultado no site do vestibular 2019. Foram oferecidas 4.074 vagas, distribuídas em cursos de graduação presencial disponíveis nos campi de Salvador e outras 24 cidades baianas. As provas foram realizadas nos dias 2 e 3 de dezembro. No último dia do exame, a abstenção foi de 16,17%. No primeiro dia, a porcentagem de faltas foi de 14,78%. Segundo informações divulgadas pela instituição, dos 38.852 mil estudantes inscritos, 6.282 mil não compareceram para o exame no segundo dia de provas. Contudo, conforme a universidade, neste ano foi registrado o menor número de ausentes dos últimos anos. O certame ocorreu sem intercorrências graves. No primeiro dia, foram relizadas provas de língua portuguesa (incluindo literatura brasileira), língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês) e ciências humanas (história, geografia e atualidades), além da redação. Os candidatos tiveram 4h30 para concluir as provas e só puderam deixar os locais após 2h de exame. No segundo dia, foram aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza (física, química e biologia). Os candidatos tiveram 4h para concluir as provas e também só puderam deixar os locais após 2h do início. Os gabaritos dos dois dias de prova foram divulgados no dia 5 de dezembro.
O aplicativo de conversas WhatsApp está limitando para cinco o número de vezes que um usuário pode reenviar um texto, em uma tentativa de combater disseminação de informações falsas e rumores, afirmaram executivos da companhia nesta segunda-feira (21)."Estamos impondo um limite de cinco mensagens em todo o mundo a partir de hoje", disse Victoria Grand, vice-presidente de comunicações do WhatsApp, em evento na capital indonésia. Os usuários de dispositivos Android receberão a atualização primeiro, a partir desta segunda, e depois o novo limite também será disponibilizado para aparelhos Apple. Anteriormente, um usuário do WhatsApp poderia reenviar uma mensagem para 20 outros usuários ou grupos, independentemente do número de pessoas que existam no grupo. O limite de pessoas em um grupo do WhatsApp é 256. Com a nova medida do aplicativo, ainda é possível encaminhar uma mensagem para 5 grupos, por exemplo. O limite de cinco reenvios expande para nível global uma medida que o WhatsApp colocou em prática na Índia em julho, depois da disseminação de rumores em mídias sociais que levaram a assassinatos e tentativas de linchamento. O WhatsApp, que tem 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo e foi comprado pelo Facebook em 2014, está tentando encontrar formas de impedir o uso indevido do aplicativo. Nos últimos anos, cresceram preocupações globais em torno da disseminação de notícias falsas, fotos manipuladas, vídeos fora de contexto e boatos transmitidos por mensagens de áudio. A encriptação de ponta a ponta do aplicativo permite que grupos de centenas de usuários troquem textos, fotos e vídeo fora do alcance de checadores de fatos ou mesmo da própria plataforma.
O presidente em exercício Hamilton Mourão (PRTB) avaliou nesta segunda-feira (21) que o decreto que facilitou a posse de armas no país não é uma medida de combate à violência.Para o militar, que assumiu o cargo no domingo (20), a iniciativa trata-se apenas do cumprimento de uma promessa de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro."Não vejo como uma questão de medida de combate à violência. Vejo apenas, única e exclusivamente, como atendimento de promessa de campanha do presidente e que vai ao encontro dos anseios de grande parte do eleitorado dele", disse.Em entrevista à Rádio Gaúcha, o general observou que a proposta sofreu tanto críticas por ser severa como por ser branda. E ressaltou que a virtude dela foi ter ficado em uma espécie de meio-termo. "Ela foi criticada tanto por um lado como pelo outro. Sofreu tiros de tudo o que é lado. Eu acho que a virtude está no meio. E ela foi no meio", ponderou.Na semana passada, Bolsonaro criticou o que chamou de "falácias" sobre o decreto e disse, em mensagem nas redes sociais, que a pior delas é a de que a iniciativa não resolve o problema da segurança pública no país.Mourão avaliou ainda que não é possível dizer hoje que há uma possibilidade "concreta" e "real" do Congresso Nacional facilitar também o porte de armas no país. Para ele, ainda é necessário aguardar o posicionamento sobre o tema do novo Poder Legislativo, que toma posse no início do próximo mês e teve um elevado percentual de renovação."Não conhecemos ainda o posicionamento desse Congresso Nacional que vai iniciar. Eu acho que há uma certa distância em a gente considerar que isso é viável", afirmou.
PREVIDÊNCIA
Na entrevista, o presidente em exercício voltou a defender a necessidade de mudanças também nas regras de aposentadoria de militares, alterações que encontram forte resistência nas Forças Armadas. Ele disse que o tempo de permanência no serviço ativo deve ser elevado, possivelmente por meio de uma medida provisória. A equipe econômica discute ampliá-lo de 30 para 35 anos."O tempo de permanência no serviço ativo é um dos pontos que está sendo discutido e que será apresentado pelo grupo militar como uma forma de mitigar o gasto", disse. "A questão da permanência por 30 anos acho que irá mudar", acrescentou.Além do tempo de serviço, a equipe econômica avalia começar a tributar a pensão das viúvas de militares. O tema ainda está sendo discutido com as Forças Armadas.
FLÁVIO
Em uma estratégia para blindar o presidente, Mourão disse que as suspeitas envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Bolsonaro, não são uma questão governamental. Para ele, as acusações causam "algum problema familiar" e devem ser apuradas, punindo o responsável caso tenha sido cometida e comprovada alguma irregularidade.
Um grave acidente foi registrado na manhã desta segunda-feira (21) na BR-116, trecho que liga Vitória da Conquista a Planalto. Com o impacto, uma carreta tombou. Ainda não se sabe o estado de saúde do condutor da carreta. Equipes da Via Bahia e Polícia Rodoviária Federal estiveram no trecho. O acidente despertou olhares de diversos curiosos.
A Marinha do Brasil instaurou um processo administrativo para apurar um vídeo em que um grupo de militares aparece dançando a música "Jenifer" em um navio oficial.A embarcação, segundo a Marinha, é o Aviso de Instrução Guarda-Marinha Brito, que fica sediado no Rio de Janeiro. A gravação foi feita durante o estágio de mar de militares. Em nota, a Marinha informou que "foi constatado comportamento completamente incompatível com as tradições da Marinha" e que, para ampliar a apuração do ocorrido, foi instaurado um procedimento administrativo "cuja conclusão, certamente, conterá as propostas pertinentes às necessárias correções no inaceitável comportamento".
Uma menina de dois anos morreu na noite deste domingo (20) depois de ter sido abusada sexualmente na casa onde morava com a mãe e o padrasto, na Rua José Gomes de Aguiar, no bairro de Vila Canária. O principal suspeito do crime é o padastro, identificado como Edson Gomes. De acordo com informações de familiares da vítima, a pequena Ágata Sofia foi encontrada pela mãe na cama do quarto do casal já sem vida, por volta das 18h. Familiares apontam como principal suspeito o padrastro que fugiu do local momentos após a mãe encontrar o corpo da filha.Ainda de acordo com familiares, a mãe da pequena, que trabalha como diarista, havia deixado a filha na companhia do marido para fazer uma faxina. A menina costumava ficar com o padrasto todas as vezes que a mãe precisava sair para trabalhar. Ao chegar em casa e se deparar com o corpo da criança já sem vida, a mãe saiu a procura de socorro. Elas foram, com ajuda de vizinhos, para a emergência da UPA do bairro de São Marcos, onde foi constatado a morte da vítima.Segundo um primo da menina, que preferiu não se identificar, o padrasto fugiu do imóvel assim que a esposa percebeu que a filha havia sido abusada. No entanto, ele foi visto em um ponto de ônibus na manhã desta segunda-feira (21) aparentemente nevorso, subindo em um coletivo que faz o itinerário até Estação Pirajá. A polícia esteve na casa do casal horas depois do crime. Os PMs levaram a identidade e o celular do suspeito. Na manhã desta segunda, a residência estava fechada e poucos vizinhos sabiam sobre o crime."Ele é um cara violento e já foi visto batendo na menina várias vezes. Em uma situação, a menina caiu no chão e, ao se levantar, ele deu um tapa tão forte que Sofia caiu novamente", contou o primo. A família da vítima pouco sabe sobre o histórico do suspeito. Ele dizia trabalhar como ajudante de pedreiro. Em seu perfil em uma rede social, ele posta fotos apenas com emojis sobre o rosto - detalhe que sempre chamou atenção de todos que o conheciam. "Como se quisesse esconder alguma coisa", completou o parente. Ele está junto com a mãe da vítima há um ano. Os três haviam se mudado do bairro da Tancredo Neves para a Vila Canária há cerca de três meses. De acordo com a Polícia Militar por volta das 23h policiais militares da 47ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionados para atender uma ocorrência de violência física e sexual na menina dentro de uma casa na rua Carlos Gomes Aguiar, no bairro de Vila Canária. "A guarnição foi até o local, fez ronda para identificar o autor, mas ele já havia fugido. A criança foi socorrida para UPA de São Marcos pela mãe, porém ela já estava sem vida", informou a PM, em nota ao CORREIO. A Polícia Civil informou que a 2ª Delegacia de Homicídios Central vai investigar o caso. No primeiro momento, segundo a polícia, foram expedidas as guias para perícia e exames médicos. A Polícia Civil informou que buscas estão sendo realizadas para localizar o autor indicado pela mãe do bebê como sendo o próprio padrasto da criança.
*com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier
O primeiro dia de provas do vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) 2019, neste domingo (20), teve abstenção de 15,6% dos candidatos, entre os três campi. Além disso, um candidato eliminado por conta do uso do celular durante a avaliação. A Uesb não detalhou o nome da pessoa que foi eliminada da prova. O segundo dia das avaliações é na segunda-feira (21). As provas estão sendo aplicadas nas três cidades onde a universidade tem campus: Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista. Neste domingo, os estudantes tiveram 4h30 para responder questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Matemática. Além disso, a Redação também foi aplicada, com o tema "Ciência e tecnologia: acesso, benefícios e malefícios". Na segunda, os candidatos vão responder questões referentes a Ciências Humanas (História, Geografia e Conhecimentos Contemporâneos) e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia).
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A Justiça do Trabalho condenou a Arquidiocese da Paraíba a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra menores de idade. O crime foi praticado por padres e até o arcebispo emérito do estado estão envolvidos no escândalo. O Fantástico ouviu um rapaz que foi assistente de missa e seminarista. Ele preferiu não ser identificado.
Repórter: Que idade você tinha?
Ex-seminarista: Eu tinha 17 anos e meio ano. Repórter: O que você encontrou no seminário era como você esperava? Ex-seminarista: Não, né? A gente espera uma coisa e de repente se depara com outra, né? Às vezes de assédio relacionado a assédios sexuais por parte dos padres, por parte de muito dos seminaristas. Repórter: De que tipo? Ex-seminarista: Através de palavras, de atos, pegava nas minhas partes sexuais, né?
Foi na Justiça Trabalhista que o processo avançou. “O ato é gravíssimo. São adolescentes que acreditaram naquela instituição a representação de Deus”, afirmou o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas. Tudo começou em 2014, a partir de uma carta. A autora ouviu comentários de que algo errado estava acontecendo na Igreja Católica da Paraíba e, a partir daí, fez uma denúncia por carta, para ficar dentro da Igreja. Porém, isso acabou resultando na situação atual. Uma denúncia que era só para a Igreja, que tomou uma dimensão imensa.
Repórter: Por que a senhora decidiu escrever a carta? Testemunha: Porque eu fiquei incomodada diante de tantas coisas aí eu me incomodei muito por ser católica. Não aguentei mais diante de tanta coisa e eu terminei tendo essa vontade de fazer tudo isso. Repórter: A senhora era amiga de jovens homossexuais frequentadores da igreja? Testemunha: Isso. A gente ia pra aniversário, a gente saía, ia na praia à noite. Nessas saídas nossa aí começou a surgir conversas que não tava me agradando. Repórter: Tipo o quê? Testemunha: Apelidos muito feios com padres da nossa igreja. Monja Vanessa. Louca da Diocese. Ligava pra pessoa e falava "oi, louca da Diocese"? Repórter: Na verdade a senhora descobriu depois que quem tava do outro lado da linha eram padres? Testemunha: Eram padres.
A mulher contou tudo para um padre de confiança. Ela explicou que ele redigiu a carta e disse que o documento ficaria dentro da Igreja. Mas o texto vazou e virou notícia. A partir daí, o Ministério Público do Trabalho começou a investigar. “Na verdade, o que foi apurado, o que foi denunciado na imprensa, apurado pelo Ministério Público do Trabalho, foi de que havia inserido dentro da sistemática católica um grupo de sacerdotes de forma habitual que pagavam por sexo a flanelinhas, a coroinhas e também a seminaristas”, explicou o procurador Varandas. O crime foi definido como exploração sexual. No entanto, ele ressaltou que, como o processo está em segredo de justiça, ele está impedido de revelar alguns elementos concretos e o que ocorreu na instrução do processo. Segundo Varadas, a característica da exploração sexual é a ausência da vontade livre para praticar o ato. Nesse caso, o pagamento às vítimas podia ser feito em dinheiro ou até em comida. “Algo que tenha submissão ou algo que faça com que um estado de necessidade leve a criança ou adolescente a praticar esses atos. Que estado de necessidade é esse? É a miséria, é a fome, é a proteção do estado, é a ausência de políticas públicas. No caso de menores de 18 anos, independente da vontade deles, tanto o Estatuto da Criança do Adolescente, como o Código Penal consideram a exploração sexual exatamente porque eles não têm a vontade validada pelo direito pra praticar um ato dessa natureza”, explicou o procurador. O ex-seminarista conta que cedeu às investidas pela vontade de se tornar padre. “Porque até então a palavra de ordem seria ‘passando por esse processo você vai conseguir chegar a ser padre’. Meio que uma troca de, não sei se a palavra certa é troca de favores. Às vezes uma conversa, um abraço no pé do ouvido, né? ‘Ele você tá muito cheiroso, vc tá muito lindo, muito gostoso, né? Você deve malhar muito, não sei como você faz isso, mas você tem um peitoral muito gostoso, né?’”, disse. A vítima afirmou que havia relações sexuais e que se envolveu com três padres. Os nomes dos três sacerdotes aparecem em vários depoimentos: Jaelson Alves de Andrade, Ednaldo Araújo dos Santos e Severino Melo. Os padres estariam afastados de suas funções. Nem o ex-seminarista, nem a autora da carta, que deu origem às investigações, quiseram se identificar. E eles têm suas razões. “Eles diziam que ou eu calava com isso ou a minha vida tava por um fio”, afirmou a mulher. “Eles diziam que eu tivesse cuidado por onde andava, porque eu não sabia quem tava atrás de mim, nem na minha frente, nem ao meu lado”, contou a vítima. Por pressão psicológica, duas testemunhas importantes que tinham marcado entrevista com o Fantástico desistiram de falar. Mas, à Justiça, elas falaram. Um deles é um empresário, dono de um restaurante, até hoje muito católico. Ele frequentava a igreja do padre Jaelson e depôs contra aquilo que ele achava que era um desvirtuamento da Igreja Católica. “Antes dele, a gente tinha meninas e meninos como coroinhas, mas depois que ele assumiu passou a só admitir coroinhas homens. Um dia dois deles me procuraram. O primeiro falou comigo chorando, contou que tinha decidido sair da igreja porque um dia tava na casa paroquial e o padre Jaelson pediu que o menino passasse óleo nele durante o banho. O garoto tinha entre 14 e 15 anos. O outro coroinha que veio falar comigo disse que teve um relacionamento com o padre dos 14 até os 21 anos”, disse em depoimento. Outra testemunha é um funcionário da Catedral, que trabalhou lá por mais de 30 anos e conhecia como ninguém os bastidores do que acontecia lá dentro. “Passaram três bispos e cinco padres no tempo que eu estive lá. Um desses padres, padre Jaelson, levava coroinhas e outros meninos, todos menores de idade, para dormir com ele nos quartos que ficam atrás da igreja. Os meninos iam embora de manhã cedo. Ele pagava lanches para os meninos e também dava roupas para eles como um agrado. Eu já cheguei a pegar padre Jaelson tendo relação sexual com menor de idade dentro da igreja. Também trabalhei com o padre Ednaldo. Ele costumava sair com os meninos que olhavam os carros na porta da Catedral. Costumava ir com eles no Bar da Pólvora. Eram todos menores de idade e o padre dava dinheiro pra eles”, afirmou em depoimento. Foi decisivo o depoimento de um desses jovens, que quando era menor de idade trabalhava como flanelinha no entorno da Catedral, e disse que, na época, teve relações com o padre Ednaldo. Ele contou tudo, mas não pôde ver a conclusão do processo porque foi assassinado em dezembro de 2016. A polícia chegou a investigar a possibilidade de queima de arquivo, mas nada ficou comprovado. O ex-funcionário citou também um quarto padre: Rui da Silva Braga. O padre Rui também levava meninos para a casa dele. Uma particularidade do caso é que não só padres foram acusados de crimes sexuais. Segundo o Ministério Público, havia o envolvimento direto do então arcebispo, dom Aldo Pagotto. Ele é suspeito de acobertar os crimes dos sacerdotes e também de ter tido relações sexuais com jovens da cidade. “Numa determinada conversa, ele chegou a realmente a passar a mão no meu peito e dizer ‘por que não aproveitamos que estamos aqui nós dois e vamos realizar aquilo que é melhor pra nós dois?’”, afirmou o ex-seminarista. À Justiça, a vítima disse que tinha sido só assediado pelo então arcebispo. Mas, ao Fantástico, ele foi além: “A gente chegou a ter relações sexuais, sim”, denunciou. Sem saber do envolvimento do arcebispo, o empresário chegou a pedir que ele tomasse providências sobre o problema. “Ele chegou a chorar e disse que ia tentar resolver a situação. disse que ia procurar que padre Jaelson fizesse um tratamento para parar com essas coisas. Isso foi em 2009 e nada foi feito. Quero deixar bem claro que sou católico, continuo frequentando a igreja e não tenho a intenção de prejudicar nenhum padre. Só quero que a verdade venha à tona pela dignidade da igreja”, disse o empresário à Justiça. Em 2002, quando era bispo de Sobral, no Ceará, dom Aldo foi denunciado por supostamente tentar acobertar casos de abuso sexual de um padre contra 21 meninas. Mas o Tribunal de Justiça cearense arquivou o caso. Em 2004, ele se tornou arcebispo da Paraíba. Ficou na posição até 2016, quando renunciou ao cargo, em meio às denúncias de escândalos sexuais envolvendo padres. Na carta de renúncia, ele se referiu a "egressos", ou seja padres e seminaristas afastados de outras dioceses, e que ele acolheu: "Acolhi padres e seminaristas no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros alguns egressos posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério". Dom Aldo vive agora em Fortaleza. Teve câncer de próstata. Na páscoa de 2018, divulgou um vídeo em que aparece debilitado. O Fantástico ligou três vezes para o celular dele, e também para o telefone fixo da casa onde vive. Não atendeu, nem respondeu às mensagens de texto. Mandou um e-mail curto: "Não participo desse tipo de reportagem. Esclareço que aos 8.11.2017 os padres suspeitos em envolvimento com menores foram inocentados por unanimidade". Mas os sacerdotes não foram exatamente inocentados. A data citada por dom Aldo coincide com o arquivamento do caso na Justiça comum. O Ministério Público Estadual considerou que os crimes já tinham prescrito, ou seja, pela lei, eram antigos, e não podiam mais ser julgados. O procurador estadual Francisco Sagres Vieira afirmou que tinha convicção de que o crime aconteceu, de que “os fatos se verificaram, tinha motivo suficiente para promoção da denúncia crime”. Porém, estava de “mãos atadas porque havia prescrição”. Mas na Justiça do Trabalho houve condenação, por exploração sexual. Indenização de R$ 12 milhões, R$ 1 milhão para cada ano de dom Aldo Pagotto à frente da Arquidiocese. O dinheiro deve ter uso social. “Esses R$ 12 milhões objeto a condenação serão revertidos para o fundo da infância, da adolescência e instituições congêneres que trabalham com crianças sexualmente exploradas e atuam na recuperação psicóloga, na reinserção social”, explicou o procurador do Trabalho Eduardo Varandas. A Diocese de João Pessoa foi procurada, para que a entidade e os padres acusados pudessem se manifestar. Mas ninguém quis dar entrevista. Em nota, a Igreja Católica da Paraíba afirmou apenas que “não se manifestará sobre os fatos e aspectos relacionados ao processo judicial em virtude da tramitação do caso em segredo de justiça". Todos os religiosos citados na ação negaram à Justiça envolvimento com os jovens. A Igreja ainda pode recorrer da sentença. “Isso precisa ser passado a limpo pela sociedade. A Igreja, a meu ver, deve essa explicação ao mundo. Agora, independentemente do fator de quem causou isso ou aquilo a grande preocupação do Ministério Público é evitar que danos como esse continue sendo uma rotina na vida de crianças e adolescentes”, afirmou o procurador. O ex-seminarista, hoje com 27 anos, se formou em administração e direito. Ele saiu do seminário por medo de se tornar um padre abusador. “Eu tinha muito medo de me tornar aquilo que fizeram comigo”, disse.
Repórter: Vou te fazer uma última pergunta: o que você gostaria que acontecesse com os padres e com o bispo que abusaram de você?
Ex-seminarista: Olha, sinceramente, que a Igreja cuidasse deles, né? Que a Justiça realmente fosse feita, eu sei que eu sou mais um. Mas eu acredito que a Igreja deveria, como instituição, cuidar neurologicamente dos padres e construtivamente, a nível de sociedade, a Justiça fosse feita.
A autora da carta de denúncia, que deu origem a toda investigação, diz que continua católica, confiando numa Igreja que saiba se purificar. “Eu queria que a igreja se limpasse. Eu não denunciei a Igreja, eu apenas fiz um pedido de socorro, acode a nossa Igreja, a Igreja tá sofrendo. Eu queria que limpasse, mas eu queria que limpasse dentro da igreja, fechada e não para o mundo porque a nossa Igreja é santa, nossa Igreja não merece isso que tá acontecendo”, lamentou.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas anunciou o que chamou de "retomada do transporte ferroviário" com a concessão de três novas ferrovias. Entre elas está a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), uma linha de integração entre Caetité e Ilhéus para março. "Com essas ações, a participação do modo ferroviário na matriz de transporte deve dobrar até 2025", afirmou o ministro.Em março também será lançada a licitação de outras duas linhas, uma férrea que pretende ligar Porto Nacional, Tocantins, a Estrela d' Oeste, São Paulo -com a intenção de conectar o Porto Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos e a licitação da Ferrogrão, que beneficia o agronegócio do Mato Grosso. As concessões foram prometidas entre 2019 e o início de 2020.O ministro Tarcísio Gomes prometeu também, entre 2019 e o início de 2020, que as outorgas geradas pela prorrogação dos contratos serão usadas para a construção de novos trechos. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a primeira estrada de ferro a ser construída nesse sistema vai ligar Água Boa, Mato Grosso, a Campinorte, Goiás.