Haddad diz que BC precisa de 'sabedoria' para inibir alta de preços sem jogar país em recessão

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 07 Fev 2025
  • 18:00h

Foto: Lula Marques / EBC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (6) que o Banco Central precisa de "muita sabedoria" na definição da taxa básica de juros para inibir a alta de preços, sem jogar o país em uma recessão.

Segundo o chefe da Fazenda, o BC pode aumentar a taxa de juros para desaquecer a economia segurar o aumento dos preços, mas ressalvou que a política monetária, na dose errada, pode travar o crescimento.

"A política monetária tem que ser conduzida com muita sabedoria, não pode deixar virar problema de crescimento da economia, não pode jogar o país numa recessão ou ter um problema grave em transações correntes com o exterior", disse em entrevista à Rádio Cidade, de Caruaru, no interior do Pernambuco.

"O remédio para corrigir a inflação é muitas vezes você aumentar a taxa de juros para inibir a alta de preços. Agora, tudo isso tem de ser feito da maneira correta, na dose certa", afirmou.

"É como um antibiótico, não se pode tomar a cartela inteira em um dia nem deixar pular o horário, nem tomar mais ou menos do que precisa."

O Brasil lidera o ranking mundial de juros reais desde o último dia 30, quando o banco central da Argentina reduziu sua taxa básica de 32% para 29% ao ano, o que levou o juros real no país vizinho a 6,14%.

No dia 29, o Banco Central brasileiro seguiu o sinal dado na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) de dezembro e aumentou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, a 13,25%, levando a taxa real a 9,18%. Foi a primeira reunião do comitê liderada pelo atual presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Durante os dois primeiros anos de sua gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, reiteradamente, o ex-comandante do BC Roberto Campos Neto pelo nível da Selic, e o colocou, mais uma vez, sob a mira na quinta-feira (6), em entrevista a rádios baianas.

Lula afirmou que o aumento do dólar aconteceu porque o Banco Central teve uma gestão "totalmente irresponsável" e deixou "uma arapuca que a gente não pode desmontar de uma hora para a outra".

Embora Lula tenha voltado a artilharia contra Campos Neto, Galípolo já era diretor de política monetária do banco em 2023 e 2024. Nessa função, ele acompanhou boa parte das decisões de seu antecessor.

Para Haddad, a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a expectativa de guerra comercial foram o principal fator na alta da moeda americana, que tem impacto no preço de diversos itens da cesta usada no cálculo dos índices de inflação, como alimentos e combustíveis.

"Depois da eleição do Trump, teve uma disparada no dólar, e a gente exporta gasolina e diesel, e isso tem um reflexo nos preços", afirmou nesta sexta.

Memes e hashtag #Lulaenganouopobre criticam pedido de Lula para que o povo não compre produtos caros

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 07 Fev 2025
  • 16:12h

Foto: Reprodução Youtube

A sugestão dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a população brasileira evite comprar produtos que estejam muito caros, em entrevista a algumas rádios, rendeu diversos memes nas redes sociais e está entre os assuntos mais comentados na plataforma X (antigo Twitter). Os internautas criticaram a declaração e relembraram as promessas de campanha de Lula de abaixar o valor da picanha.

Na rede X, a hashtag #Lulaenganouopobre está entre os cinco assuntos mais comentados da manhã desta sexta-feira (7). Diversos parlamentares de oposição postaram críticas utilizando a tag, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou um vídeo ironizando a declaração de Lula, e dizendo que além de não comprar comida se ela estiver cara, o consumidor também devia parar de usar aparelhos elétricos para baixar a conta de luz ou deixar de andar de carro para gastar menos com gasolina. 

O corte da declaração do presidente Lula também tem circulado em postagens de parlamentares de oposição e influenciadores de direita. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) replicou o vídeo, sem, no entanto, fazer comentários adicionais.

Na fala que está sendo explorada pela oposição, o presidente Lula também incentivou os consumidores a substituírem itens mais caros por produtos similares, com preços mais acessíveis. A intenção de Lula era a de sugerir que a população agisse para pressionar a redução dos preços e ajudar a controlar a inflação.

“Se todo mundo tivesse a consciência e não comprar aquilo que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, senão vai estragar. Isso é da sabedoria do ser humano. Esse é um processo educacional que nós vamos ter que fazer com o povo brasileiro”, afirmou o presidente na entrevista às rádios.

Entre os oposicionistas que fizeram críticas à fala de Lula está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. “Se o arroz está caro, é só não comer. Se o gás está caro, é só não cozinhar. Se a gasolina está cara, é só ficar em casa. Nada de cortar gastos nos ministérios, colocar gente competente nas estatais ou gerir melhor a economia. Para o governo, basta que os brasileiros parem de comer, beber e se deslocar que os preços caem”, publicou o senador em suas redes sociais. 

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um dos oposicionistas que na segunda (3) usou o boné com a inscrição “comida barata novamente Bolsonaro 2026), durante a sessão de abertura do ano legislativo, também não perdeu a chance de fustigar o presidente: “No governo Lula, se a comida tá cara, não compra. Se o aluguel tá caro, mora na rua. Se o remédio tá caro, morre. E assim segue o governo do cinismo, deixando o povo cada vez mais pobre enquanto sua família vive no luxo bancado pelo Brasil”. 

Do lado do governo, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, foi um dos que saíram em defesa do presidente Lula, e ratificaram a posição de incentivar a população a não comprar alimentos caros, como forma de pressionar o setor a baixar os preços. 

“Nós entendemos que o consumidor é o rei e ele é quem manda no sentido de fazer com que os produtos abaixem de preço”, afirmou o ministro. 
 

PF irrita Kassio e Congresso ao tentar concentrar com Dino investigações sobre emendas

  • Por Cézar Feitoza | Folhapress
  • 07 Fev 2025
  • 14:26h

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

movimentação da Polícia Federal para tentar concentrar com o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), investigações sobre supostos desvios de emendas parlamentares irritou a cúpula do Congresso e o ministro Kassio Nunes Marques.

As reações à atuação da PF movimentaram bastidores da política nas últimas duas semanas e chegaram aos corredores do STF, com acusações de lado a lado.

Parlamentares disseram considerar atípico o pedido de delegados para enviar ao gabinete de Dino o inquérito da Operação Overclean, que apura desvios na Bahia.

Diante do avanço de investigações sobre a distribuição de emendas, esses políticos se queixam do que seria um acúmulo de poderes nas mãos de um ministro próximo do governo Lula (PT). Avaliação semelhante foi feita por interlocutores de Kassio, sorteado como relator da investigação no STF.

Do lado da PF, o argumento é que o pedido para que o caso fosse para o gabinete de Dino se baseava em uma interpretação técnica.

A discussão tem relação com as expectativas sobre o ritmo e o rumo das investigações com a chegada do caso ao STF.

Entre delegados, a questão apresentada sob reserva é que as investigações teriam mais futuro com Dino na relatoria. Com Kassio, avalia-se que o caso teria mais chances de esfriar ou até ser enterrado.

Interlocutores de Kassio, por sua vez, dizem que o esforço da PF para centralizar os inquéritos no gabinete de Dino poderia até ser um caminho para blindar petistas e aliados das apurações sobre desvios de emendas na Bahia.

A irritação de parlamentares parte de uma preocupação com a possível concentração de processos em um só gabinete, o de Dino -o que fez com que congressistas comparassem a situação à Lava Jato, que por muito tempo foi controlada por uma só vara da Justiça e teve grande repercussão política.

Há, no Supremo, cerca de 20 inquéritos sobre desvios em emendas parlamentares. Os processos estão divididos entre os gabinetes dos ministros Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Cristiano Zanin. Todos os casos estão sob sigilo.

A apuração que causa mais apreensão, até aqui, surgiu com a Operação Overclean.

A Polícia Federal diz que os empresários Alex Rezende Parente e José Marcos de Moura, que atua no setor de limpeza urbana, além de Lucas Lobão, que comandou o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contras as Secas) na Bahia durante o governo Jair Bolsonaro (PL), seriam líderes de um suposto esquema criminoso.

Segundo a PF, a empresa Allpha Pavimentações e Serviços de Construções fechou contratos irregulares com o Dnocs da Bahia nos últimos anos.

Os recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios eram desviados, conforme as investigações, para empresas e indivíduos ligados a prefeituras.

Nas investigações, a Polícia Federal chegou a apreender mais de R$ 1,5 milhão em um jatinho particular que saía de Salvador. Segundo a PF, o dinheiro era propina para servidores de Brasília.

José Marcos de Moura é conhecido como "rei do lixo". Ele é um político e empresário influente na Bahia, integrante da cúpula do União Brasil e contratado por diversas gestões do governo baiano para a prestação de serviços de limpeza urbana.

O histórico dos vínculos do "rei do lixo" com políticos da esquerda à direita é um dos elementos mencionados por parlamentares e interlocutores de Kassio para levantar a hipótese de que a Polícia Federal poderia ter interesse em blindar aliados do governo Lula.

A PF foi procurada e informou que não se manifesta sobre investigações em andamento.

Delegados da PF fizeram dois movimentos, nas últimas semanas, para levar investigações sobre emendas para o gabinete de Dino.

O primeiro ocorreu na Operação Overclean, cujo processo foi enviado ao Supremo por citação ao deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA).

A investigação ainda identificou o nome da chefe de gabinete do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em trocas de mensagens dos suspeitos. Ela não é investigada no caso.

A relatoria foi sorteada para o ministro Kassio. A Polícia Federal, porém, apresentou um pedido ao STF para entregar o caso diretamente ao gabinete de Dino, sob o argumento de que o ministro já era responsável por ações ligadas a emendas parlamentares.

"A decisão do ministro Flávio Dino fornece um marco legal e investigativo que fortalece a apuração da Overclean, enquanto os elementos produzidos na operação da Bahia ajudam a ilustrar como as irregularidades são operacionalizadas", disse a PF.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que não havia relação substancial entre a investigação sobre desvio de recursos e os processos no Supremo que questionam a transparência das emendas -estes, sob a relatoria de Dino.

Barroso concordou com a PGR e deixou a investigação sob responsabilidade de Kassio.

Em outro caso, integrantes da Polícia Federal foram diretamente ao gabinete de Dino para protocolar uma investigação sobre suspeitas envolvendo emendas do senador Irajá Abreu (PSD-TO).

A praxe é a PF enviar a investigação para o setor responsável no Supremo pela abertura de processos. Nesse caso, o gabinete de Dino se recusou a receber a investigação e orientou os delegados a seguirem os caminhos formais.

Por sorteio, na terça-feira (4), Kassio também foi escolhido relator do caso de Irajá. A assessoria do senador afirmou, em nota, que todas as indicações de emendas feitas pelo parlamentar foram corretas. "Ele apoia qualquer tipo de investigação que tenha como objetivo esclarecer os fatos", concluiu.

Em reunião, CBF e PF alinham protocolos contra manipulação de resultados e violência nos estádios

  • Bahia Notícias
  • 07 Fev 2025
  • 12:14h

Foto: Divulgação/CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na noite da última quinta-feira (6) para discutir medidas de cooperação. O encontro definiu diretrizes para dois protocolos que serão assinados em breve: um voltado ao combate à manipulação de resultados e outro para prevenção da violência nos estádios.

"Foi uma reunião muito produtiva. O diretor-geral da Polícia Federal é um grande parceiro e tem muita experiência no futebol. Ele demonstrou interesse em cooperar com a CBF nos desafios que teremos pela frente", destacou Ednaldo.

Outro tema discutido foi a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Andrei é especialista em segurança de grandes eventos esportivos e já atuou como secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, sendo responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

A CBF tem reforçado o compromisso com a integridade esportiva. Um relatório da Sportradar, empresa de tecnologia esportiva, divulgado em janeiro, apontou uma redução de 73% nos casos suspeitos de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Em 2023, apenas quatro partidas organizadas pela CBF foram consideradas suspeitas, representando 0,18% do total de jogos.

Para intensificar o controle, a entidade ampliou o monitoramento de partidas. Se antes eram analisados cerca de 2 mil jogos, agora mais de 10 mil partidas das competições organizadas pela CBF e pelas 27 federações estaduais estão sob vigilância.

César Tralli é apontado como responsável por dedurar Rodrigo Bocardi na Globo, entenda

  • Bahia Notícias
  • 07 Fev 2025
  • 10:09h

Foto: TV Globo

O apresentador e jornalista César Tralli está sendo relacionado a demissão do âncora Rodrigo Bocardi, que deixou a Globo após o descumprimento de normas éticas do jornalismo da Globo.

De acordo com o Metrópoles, o apresentador do Jornal Hoje teria sido a pessoa a dedurar Bocardi para a emissora. O ex-âncora do Bom Dia São Paulo foi desligado por estar fazendo trabalhos fora da emissora, algo que vai contra as regras da empresa dos Marinhos.

Segundo a F5, coluna da 'Folha de S.Paulo', Bocardi cobrava R$ 55 mil por hora para dar consultoria de media training para executivos de empresas e políticos.

A situação com Bocardi não é uma novidade na emissora. Em 2019, Dony de Nuccio, que apresentava o Jornal Hoje, foi desligado por ter feito trabalhos extras através da própria empresa, a Primetalk.

Já em 2017, quem foi alertado pela emissora foi o próprio Tralli, repreendido pela Globo por fazer permutas para o seu casamento com Ticiane Pinheiro. Na época, o jornalista negou a prática e disse repudiar “com veemência insinuações maldosas ou ilações feitas por colunistas de TV de que teria havido troca de favores”.

Depois dessa situação, Ali Kamel, então diretor-geral de Jornalismo e Esportes da emissora, proibiu todos os jornalistas do canal de divulgar qualquer marca em suas redes sociais.

RHI Magnesita avança em ações ambientais em 2024

  • Empresa investe em reflorestamento, reciclagem, proteção da fauna e educação ambiental, reforçando seu compromisso com a preservação e a recuperação de ecossistemas
  • ASCOM: RHI Magnesita I Janaina Massote
  • 07 Fev 2025
  • 08:21h

Carlos Eduardo Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita na América do Sul, comenta que 19.200 mudas foram plantadas e/ou doadas pela empresa no ano passado. Foto: RHI Magnesita/ Divulgação

A RHI Magnesita fortalece sua posição como referência em sustentabilidade com iniciativas de reflorestamento, reciclagem, monitoramento de fauna e engajamento comunitário. Somente em 2024, mais de 19.200 mudas foram plantadas ou doadas, com potencial de sequestrar cerca de 2 mil toneladas de CO2 anualmente quando atingirem a fase adulta. Essas ações integram os esforços da empresa para compensar emissões e promover a recuperação de áreas degradadas.

 

O balanço das ações de 2024 reflete um compromisso cada vez maior com a preservação do meio ambiente e a promoção de práticas sustentáveis, promovendo impacto positivo para as comunidades onde atua e para o planeta. “Ao equilibrar desenvolvimento econômico com práticas ambientalmente responsáveis, reafirmamos nosso compromisso em liderar pelo exemplo na busca de um futuro mais sustentável”, explica Carlos Eduardo Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita na América do Sul.

 

O terceiro viveiro de mudas da empresa foi inaugurado em Coronel Fabriciano (MG). Com capacidade de produzir até 4 mil mudas de espécies nativas por ano, a iniciativa reforça os esforços de recuperação ambiental e complementa o trabalho contínuo de reciclagem da unidade.

 

A conscientização ambiental também foi uma prioridade em 2024. Cerca de 2.700 pessoas de comunidades e mais de 2 mil colaboradores participaram de iniciativas educativas ao longo do ano. O Dia Mundial da Água, o Dia do Meio Ambiente e o Dia da Árvore já entraram para o calendário oficial da empresa. Nessas datas comemorativas, mais de 3 mil mudas foram plantadas, com potencial de sequestrar 1.200 toneladas de CO2 ao longo de sua vida útil. Além disso, 320 materiais educativos foram distribuídos, ampliando o alcance das mensagens de preservação.

 

Proteção e conservação da fauna

 

O cuidado com a fauna silvestre é outro compromisso da RHI Magnesita. Na Mina Bela Vista, em Uberaba (MG), foram realizadas duas campanhas de monitoramento de animais durante as estações seca e chuvosa do ano passado. Os dados farão parte de um inventário que a multinacional está organizando.

A equipe responsável encontrou raposas, cachorro do mato, coruja buraqueira, tatu, tamanduá-bandeira, cascavel, lagarto teiú, dentre outras espécies. Ao todo, foram analisados répteis não-avianos, anuros, aves, mamíferos, abelhas, libélulas e peixes, revelando a riqueza da biodiversidade local.

 

Já na Serra das Éguas, em Brumado (BA), a RHI Magnesita mantém um programa contínuo de reintrodução de animais. Em 2024, 47 pássaros regatados na operação FPI - Fiscalização Preventiva Integrada, formada por órgãos públicos estaduais e federais, foram soltos em uma área de 6 mil hectares de vegetação preservada. Nos últimos dois anos, cerca de 230 animais, de 16 espécies diferentes, resgatados na região sudoeste da Bahia, foram devolvidos à natureza, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas locais.

 

Sobre a RHI Magnesita

 

A RHI Magnesita é o fornecedor líder global de produtos, sistemas e soluções refratárias de alta qualidade que são essenciais para processos de alta temperatura, superiores a 1.200°C, em uma ampla variedade de indústrias, incluindo aço, cimento, metais não ferrosos e vidro. Com uma cadeia de valor verticalmente integrada, de matérias-primas a produtos refratários e soluções totalmente baseadas em desempenho, a RHI Magnesita atende clientes em todo o mundo, com mais de 20.000 funcionários em 68 unidades de produção, 10 unidades de reciclagem e mais de 70 escritórios de vendas. A RHI Magnesita pretende alavancar sua liderança em termos de receita, escala, portfólio de produtos e presença geográfica diversificada para atingir estrategicamente os países e regiões que se beneficiam de perspectivas de crescimento econômico mais dinâmico.

 

O Grupo está listado na categoria Equity Shares (Commercial Companies) ("ESCC") da Lista Oficial da Bolsa de Valores de Londres (símbolo: RHIM) e é um constituinte do índice FTSE 250, com uma listagem secundária na Bolsa de Valores de Viena (Wiener Börse). Para obter mais informações, acesse: www.rhimagnesita.com

 

Mais informações:

Janaina Massote – (31) 99614-3068

[email protected]

CONTINUE LENDO

Aplicativo de Inteligência chinês, DeepSeek, sofre restrições em órgãos públicos de diversos países

  • Bahia Notícias
  • 06 Fev 2025
  • 18:35h

Foto: Reprodução / Youtube

A startup chinesa DeepSeek, responsável por um dos assistentes virtuais mais baixados nas lojas online, enfrenta crescente desconfiança e restrições em diversos países. Após conquistar elogios de programadores e especialistas, a empresa agora vê suas operações limitadas por preocupações com segurança e privacidade.

Nesta terça-feira (4), o governo da Austrália anunciou a proibição do uso de produtos, aplicativos e serviços da DeepSeek em computadores e dispositivos móveis pertencentes ao Estado. A medida exige que servidores públicos de todos os órgãos governamentais federais removam imediatamente qualquer produto da empresa de seus dispositivos institucionais. A determinação, no entanto, não se aplica a organizações corporativas como a operadora postal Australia Post e a emissora pública ABC.

De acordo com a ABC, a decisão do governo australiano seguiu recomendações de agências de segurança e inteligência, que classificaram a plataforma chinesa como "um risco inaceitável" para o setor público. No entanto, as autoridades australianas ainda não detalharam quais seriam esses riscos específicos.

No último dia 29, a ministra das Comunicações, Michelle Rowland, destacou, em entrevista à Sky News, que a questão do armazenamento de informações pessoais coletadas por empresas como a DeepSeek é "uma preocupação" para os órgãos de segurança do país. 

"Certamente, continuaremos a monitorar isso. E tenho certeza de que países com ideias semelhantes farão o mesmo", afirmou. A ministra ressaltou que as inovações tecnológicas emergentes criam oportunidades e desafiam os modelos de negócios existentes, mas também levantam preocupações quanto à privacidade e à segurança dos usuários.

Essa não é a primeira restrição imposta pela Austrália a empresas de tecnologia chinesas. Em abril, o governo proibiu o uso do TikTok em dispositivos institucionais, alegando os mesmos motivos agora apresentados para vetar o DeepSeek.

Outros países também adotaram medidas semelhantes nos últimos dias. Na Itália e em Taiwan, funcionários públicos foram proibidos de utilizar os produtos da DeepSeek em dispositivos governamentais. Nos Estados Unidos, instituições como a NASA e o Pentágono seguiram pelo mesmo caminho, reforçando o cenário de tensões entre Washington e Pequim. A DeepSeek é vista como uma concorrente direta de gigantes do setor, como Google e OpenAI.

Em comunicado interno, a NASA justificou a restrição alegando que os servidores da DeepSeek "operam fora dos Estados Unidos, levantando preocupações em relação à privacidade e à segurança nacional". Já a Autoridade Italiana de Proteção de Dados (GPDP) determinou que a startup chinesa restrinja o processamento de informações de usuários italianos, em conformidade com as leis de proteção de dados do país, e instaurou uma investigação sobre as práticas da empresa.

Taiwan, por sua vez, argumentou que a medida visa "proteger a segurança nacional da informação". O governo local abriu uma exceção para instituições de ensino e pesquisa, recomendando que pesquisadores utilizem dispositivos sem informações sensíveis ao acessar aplicativos chineses.

Milei segue passos de Trump e confirma que vai retirar a Argentina da OMS

  • Por Mayara Paixão | Folhapress
  • 06 Fev 2025
  • 16:33h

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Como era esperado, o presidente Javier Milei seguiu os passos de seu aliado Donald Trump e vai retirar a Argentina da OMS (Organização Mundial da Saúde). A ação foi confirmada por seu porta-voz, Manuel Adorni, na manhã desta quarta-feira (5).

A Casa Rosada enviou instruções à chancelaria, hoje comandada por Gerardo Werthein, para formalizar os trâmites. A ação foi justificada por "profundas diferenças sobre a gestão sanitária na pandemia, que levou ao confinamento mais amplo da história da humanidade".

"Não permitiremos que um organismo internacional intervenha em nossa soberania", disse Adorni, emulando termos típicos do chefe.

Desde o início da administração republicana nos Estados Unidos, em janeiro, Buenos Aires já planejava essa ação. Como a reportagem mostrou, estudam-se também a eventual saída do Acordo de Paris e a retirada do entendimento de feminicídio do Código Penal argentino.

Durante a pandemia de Covid, Milei chegou a colocar em dúvida a eficácia do imunizante desenvolvido contra o coronavírus, mas tomou a vacina. Também criticou as ações restritivas adotadas pela então administração do peronista Alberto Fernández.

O porta-voz do presidente afirmou que o país não tem financiamento da OMS para suas ações de saúde pública e que, portanto, a área não deverá ser afetada no país. No caso dos EUA, por serem os maiores financiadores da organização, as consequências de sua saída são ampliadas, podendo afetar as capacidades de resposta da OMS.

Cerca de 40 pessoas são diagnosticadas com câncer no mundo a cada minuto, diz OMS

  • Bahia Notícias
  • 06 Fev 2025
  • 14:29h

Foto: Reprodução/ TV Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou, nesta terça-feira (4), que a cada minuto, cerca de 40 pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo. O alerta foi feito durante o Dia Mundial da doença, data que serve para alertar acerca da enfermidade. 

“Elas não conseguem ser bem sucedidas sozinhas. Em todo mundo, a OMS trabalha com parceiros para criar coalisões globais, catalisar ações locais e amplificar as vozes de pessoas afetadas pelo câncer”, disse o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O porta-voz afirmou ainda que a organização atua em diferentes áreas, desde o para a eliminação do câncer cervical. 

“Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas. No Dia Mundial do Câncer, honramos a coragem daqueles afetados pela doença, celebramos o progresso científico e reafirmamos nosso compromisso de promover saúde para todos”, completou o diretor-geral, via Agência Brasil. 

As recomendações efetuadas pela entidade para a redução da doença no mundo estão não fumar; praticar atividade física regularmente; comer frutas e verduras; manter um peso corporal saudável; limitar o consumo de álcool.

Haddad diz que compensação da reforma do IR está com desenho pronto e aprovado por Lula

  • Por Victoria Azevedo | Folhapress
  • 06 Fev 2025
  • 12:23h

Foto: Fábio-Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (5) que a pasta já terminou o desenho da compensação para a isenção do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) para quem ganha até R$ 5.000 e que a proposta conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A matéria é uma das promessas de campanha do petista. O ministro afirmou ainda que a proposta deverá ser encaminhada ao Congresso nas próximas semanas e falou que espera uma tramitação com cautela e transparência devidas no Legislativo.

"Terminamos o desenho. Só não vou adiantar porque não tenho autorização do Palácio do Planalto para isso. Agora começa uma tramitação formal, isso vai acabar vindo nas próximas semanas", disse a jornalistas.

Haddad foi questionado se o presidente da República tinha aprovado o desenho elaborado e afirmou que sim. Ele também disse que a proposta não é algo "simples de ser votada" e que exigirá o debate nas duas Casas.

"Como isso passa a ter vigência no dia 1º de janeiro do ano que vem, a Câmara e o Senado têm que ter o tempo devido para analisar", disse.

Haddad se reuniu na manhã desta quarta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apresentar as prioridades da agenda econômica dos anos 2025 e 2026. Também participaram do encontro líderes partidários, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Haddad entregou em mãos a Motta as 25 medidas que apresentou em reunião ministerial no começo deste ano. De acordo com o chefe da Fazenda, 15 dessas medidas dependem do Legislativo, sendo que oito já estão tramitando. As demais, segundo ele, "serão encaminhadas nas próximas semanas" para o Congresso.

De acordo com Haddad, são projetos estratégicos. Ele disse que a expectativa é que todos tenham suas tramitações concluídas até 2026 e que haverá um empenho das equipes dos ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Casa Civil e da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) para auxiliar os parlamentares que forem designados relatores desses projetos.

O ministro citou nominalmente medidas como a reforma da renda, o projeto do devedor contumaz e a Lei das Falências.

Haddad também elogiou Motta afirmando que ele é uma "liderança extraordinária" para o Brasil. Disse ainda que a relação que manteve com o parlamentar nos últimos dois anos "não poderia ter sido melhor".

Motta também elogiou o trabalho do ministro e disse que a Câmara terá "postura colaborativa" com essa agenda e que os deputados reconhecem "o papel importante" que Haddad cumpre à frente da pasta.

"Teremos uma relação de lealdade, não diria à agenda do governo, mas lealdade ao país. De poder sempre, com muita franqueza, dizer o posicionamento que essa Casa tem sobre determinado tema. Ouviremos sempre o colégio de líderes e dividiremos sempre as nossas responsabilidades. Não seremos nunca um presidente criando algum fantasma ou obstáculo sem que ele, verdadeiramente, exista", disse o presidente da Câmara.

Mais cedo nesta quarta, antes de reunião com líderes partidários, Motta afirmou que a Câmara terá a responsabilidade fiscal como uma prioridade na sua gestão. Ele também disse que o projeto de isenção do IR "é simpático", mas ressaltou ser necessário um equilíbrio para que a medida "não venha a ter um efeito ruim do ponto de vista econômico".

O presidente da Câmara também afirmou nesta quarta, que há um sentimento da Casa contrário à aprovação de projetos que possam elevar a carga tributária no país e que elas "não terão amplo apoio" nas votações.

Requerimentos envolvendo armas de fogo caíram mais de 70% na Bahia entre 2021 e 2024

  • Por Leonardo Almeida
  • 06 Fev 2025
  • 10:20h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O número de requerimentos envolvendo armas de fogo na Bahia sofreu uma queda de 74,88% entre os anos de 2021 e 2024. De acordo com dados disponibilizados pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm), a quantidade de solicitações caiu de 12.013 para 3.017 em um período de quatro anos. 

Apesar da queda brusca na Bahia, o percentual é menor do que o registrado na média brasileira. Durante o período, a soma dos requerimentos no país inteiro recuou 76,23%, caindo de 405.418, em 2021, para 96.334 no ano de 2024.

Os dados se referem seis tipos de requerimento diferentes. Nos detalhes, é possível ver que as maiores quedas são referentes a aquisição e registro das armas de fogo. Veja:

 

BAHIA

  • Aquisição de arma de fogo: 5.937 (2021) | 1.436 (2024)
  • Registro de arma de fogo: 5.109 (2021) | 646 (2024)
  • Transferência de arma de fogo: 411 (2021) | 488 (2024)
  • Porte de arma de fogo: 334 (2021) | 212 (2024)
  • Ocorrência de registro de arma de fogo: 201 (2021) | 122 (2024)
  • Segunda Via do documento: 21 (2021) | 113 (2024)


BRASIL

  • Aquisição de arma de fogo: 191.003 (2021) | 43.471 (2024)
  • Registro de arma de fogo: 170.914 (2021) | 26.343 (2024)
  • Transferência de arma de fogo: 16.249 (2021) | 9.828 (2024)
  • Porte de arma de fogo: 14.717 (2021) | 6.027 (2024)
  • Ocorrência de registro de arma de fogo: 11.160 (2021) | 5.620 (2024)
  • Segunda Via do documento: 1.375 (2021) | 5.045 (2024)

REGISTROS
Além da queda nos requerimentos, houve também um recuo nos registros de armas de fogo por pessoas físicas. Em 2021 havia 5.542 registros de armamentos ativos no sistema que reúne dados da Polícia Federal e da Polícia Civil. A maioria das armas cadastradas é de pistolas e revólveres (5.006 somados) seguidos de espingardas (386) e rifles (142).

Em relação a 2024, o número de registros caiu para 636, representando uma queda de 88,52% em comparação com 2021. No caso do ano passado, a maior parte das armas era de pistolas e revólveres (583 somados), espingardas (27) e rifles (19).

Nesta quarta-feira (5), o Bahia Notícias apontou que houve uma redução de 34% no número de ocorrências envolvendo furtos de armas de pessoas físicas. Em 2024, o estado chegou a 33 furtos, enquanto em 2023 o número foi 50.

Os dados também apontam que, no ano passado, foram reportadas 17 ocorrências de extravio ou perda de arma de fogo. Ao todo, 190 ocorrências em território baiano foram anexadas no sistema da PF.

Desse total, 66,8% eram pistolas (127 ocorrências); 17,8% revolver (34); 9,4% espingarda (18) e 5,2% rifle (10). Os roubos também diminuíram no período, caindo de 13 casos em 2023 para 7 em 2024, uma redução de 46%.

Os números do painel foram obtidos após solicitação da Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. A agência utilizou como gancho o período para que a Polícia Federal (PF) assuma a fiscalização do armamento de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), atualmente sob responsabilidade do Exército.

Governo quer novo Auxílio-Gás em abril com preço de referência para subsidiar revendedoras

  • Por Adriana Fernandes | Folhapress
  • 06 Fev 2025
  • 08:15h

Foto: Arquivo / Banco Central

O governo do presidente Lula (PT) quer que o novo programa do Auxílio-Gás já esteja em funcionamento em abril. O benefício terá despesas previstas no Orçamento do Ministério de Minas e Energia e preço de referência para o pagamento do subsídio às revendedoras de botijão de gás.

O subsídio será definido por ato dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. A ideia é que o programa seja executado de forma conjunta pelas duas pastas.

Enquanto o novo programa não sair do papel, o Auxílio-Gás será pago neste mês na modalidade atual, obedecendo o calendário já existente.

A não aprovação do PLOA (Projeto de Lei de Orçamento) de 2025 não impede o pagamento da primeira parcela do ano, segundo pessoas do governo que participam da elaboração do novo programa.

O programa passará a ser subsídio setorial em vez de uma transferência direta de renda pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

Pela modalidade atual, o valor do Auxílio-Gás é liberado a cada dois meses pela Caixa como um valor extra na conta digital dos beneficiários do programa. O valor do benefício corresponde hoje a 50% da média do preço nacional de referência do botijão de treze quilogramas de gás de cozinha. Cerca de 5,5 milhões de famílias recebem o benefício atualmente.

Já na nova modalidade, os beneficiários poderão retirar o botijão em revendedores credenciados. Será concedido um desconto para o público do Bolsa Família na hora da compra na revenda credenciada do novo programa. O subsídio será pago aos revendedores do gás de botijão. Eles vão precisar se cadastrar para aderir ao programa e se comprometer com o repasse do desconto.

O número do botijão a ser bancado pelo novo programa vai depender da quantidade de integrantes da família. As mais numerosas terão acesso a mais botijões ao longo do ano.

O projeto original do governo, enviado ao Congresso em agosto do ano passado, previa o financiamento do programa via renúncia tributária de recursos ligados ao pré-sal sem passar pelo Orçamento, em uma operação vista por especialistas como um drible nas regras do arcabouço fiscal.

As mudanças no desenho serão feitas diretamente no projeto que já tramita no Congresso ou via a edição de uma MP (Medida Provisória). Uma MP estava prevista para ser editada no final do ano passado, mas com o atraso na votação das medidas do pacote fiscal e o adiamento do Orçamento para este ano, o governo achou melhor esperar.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o valor do programa não vai ultrapassar R$ 3,5 bilhões neste ano. O PLOA de 2025 só tem previsto R$ 600 milhões de recursos para o Auxílio-Gás.

Um primeiro ajuste será feito na votação do PLOA para o reforço no programa. Não necessariamente todo esse valor estará previsto agora na votação da lei orçamentária. Se for necessário, ao longo do ano será feito um remanejamento de despesas com um crédito para o programa, como por exemplo, de investimentos que não estiverem com a performance esperada.

Um integrante do governo que participa da elaboração do programa disse à Folha de S.Paulo que já há acordo entre os ministérios da Fazenda, Casa Civil e Minas e Energia em torno das mudanças na proposta original para incluir as despesas no Orçamento. Segundo ele, uma variável chave na estratégia é aprovar o PLOA mais rapidamente para não perder a janela do segundo bimestre para implementar o novo programa em abril.

Após o programa ser aprovado pelo Congresso, será preciso editar uma regulamentação para a definição do preço de referência. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) faz uma pesquisa de preços regionais, mas a avaliação no governo é que há problemas de alcance nacional. Técnicos do governo discutem também o cálculo do valor de referência para a concessão do subsídio. Eles também estão debruçados na definição das regras para a adesão dos postos de revenda.

O custo inicial está sendo feito com base no programa antigo. Os técnicos consideram, no entanto, que programa que a ser lançado será mais barato e com potencial de atender mais famílias per capita (por pessoa).

Sobre a polêmica em torno da dificuldade de o governo pagar o Auxílio-Gás neste mês sem o PLOA aprovado, os técnicos ressaltam que a vigência da regra do duodécimo -que restringe o pagamento das despesas em até 1/12 avos enquanto a peça orçamentária não for votada pelo Congresso- determina um valor por órgão como um todo e não por programa. Nesse cenário, afirmam, não faltará dinheiro para pagar o benefício.

Palestinos não têm opção a não ser deixar Gaza, diz Trump em aceno a Israel

  • Por Julia Chaib | Folhapress
  • 05 Fev 2025
  • 16:17h

Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (4) antes da sua reunião com o premiê israelense Binyamin Netanyahu que os palestinos "não tem escolha" a não ser sair da Faixa de Gaza, reforçando a posição de seu governo de que a Jordânia e o Egito devem absorver a população do território.

"Não sei como eles poderiam querer ficar. O que eles têm lá? É uma pilha de escombros", disse Trump, se referindo à destruição e danos de quase dois terços de todas as construções em Gaza após constantes bombardeios israelenses, segundo estimativa da ONU.

"Se pudéssemos encontrar o local certo, ou os locais certos, e construir alguns lugares realmente agradáveis com bastante dinheiro, com certeza seria melhor. Acho que isso seria muito melhor do que voltar para Gaza", disse o presidente dos EUA.

Trump reuniu-se nesta terça com Netanyahu na primeira visita de um líder estrangeiro à Casa Branca desde que tomou posse, em 20 de janeiro. Também foi uma das raras viagens do israelense ao exterior desde que virou alvo de um mandado de prisão do TPI (Tribunal Penal Internacional) por sua condução da guerra em Gaza -como os EUA não fazem parte do tratado que regula o órgão jurídico, Netanyahu nada tinha a temer ao visitar o principal aliado militar e diplomático.

No encontro, os dois debateram a implementação da segunda das três fases do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Hamas e Israel, prevista para março. Discutiram ainda a fragilidade do trato e meios para evitar que o Irã avance na construção de uma bomba nuclear.

O pacto no Oriente Médio foi costurado durante a gestão do antecessor, o democrata Joe Biden. Assessores do republicano já fizeram críticas aos termos do acordo, apesar de Trump ter tentado tomar o crédito pela assinatura do cessar-fogo.

O acordo foi firmado cinco dias antes da posse de Trump, que atribuiu o sucesso da negociação à sua vitória eleitoral e aos esforços do seu enviado para o Oriente Médio.

Nesta terça, antes da reunião com Netanyahu, Trump assinou dois decretos com impacto na região. Ele manteve a suspensão do financiamento dos EUA para a agência de refugiados palestinos da ONU, UNRWA, e retirou seu país do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A primeira fase do acordo costurado entre Israel e Hamas tinha previsão de durar seis semanas. O Hamas concordou em libertar 33 reféns israelenses, incluindo todas as mulheres, crianças e homens acima de 50 anos. Israel diz que ainda há 98 reféns sendo mantidos em Gaza. Desse total, 94 foram sequestrados no 7 de Outubro e 4 estão na faixa desde 2014.

Em contrapartida, o governo de Israel pode libertar até 1.904 palestinos detidos em suas prisões, sendo que 737 deles foram acusados ou condenados por ameaças à segurança nacional israelense. O número total em qualquer uma das fases vai depender do ritmo de devolução dos reféns -nesta primeira etapa, cada sequestrado será trocado por, em média, 19 prisioneiros.

No sábado (1º), mais três reféns foram libertados pelo Hamas em troca de dezenas de prisioneiros palestinos, na mais recente etapa de um cessar-fogo que tenta encerrar a guerra de 15 meses no Oriente Médio.

Nesta terça, Trump e Netanyahu também discutiriam os Acordos de Abraão, pactos firmados com mediação de Washington no primeiro mandato do republicano, em 2020, que normalizou as relações entre alguns países árabes e Israel. Na ocasião, Emirados Árabes Unidos e Bahrein assinaram o texto, juntando-se a Egito e Jordânia como nações árabes que reconhecem Israel como Estado. A Arábia Saudita estava em processo de negociação quando o conflito em Gaza estourou.

SEC convoca mais 145 candidatos a mediadores da Educação Profissional e Tecnológica na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 05 Fev 2025
  • 14:40h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) convocou mais 145 candidatos classificados na seleção pública para contratação temporária de pessoal na função de mediador da Educação Profissional e Tecnológica. O anúncio, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (4), se refere ao contrato dos profissionais em caráter emergencial, pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), por meio do Processo Seletivo Simplificado, regido pelo Edital SEC/SUDEPE nº 19/2022.

Os candidatos convocados devem enviar, no período de 5 e 18 fevereiro, os documentos digitalizados listados no edital para o correio eletrônico [email protected], para análise preliminar a ser realizada pela Coordenação de Provimento e Movimentação.

Os aprovados no Núcleo Territorial de Educação de Salvador (NTE 26) deverão comparecer à sede da SEC, na Avenida Luiz Viana Filho nº 550, 5ª Avenida, Centro Administrativo da Bahia (CAB), 1º andar, sala 117, munidos da documentação em original e fotocópia relacionada no edital no referido prazo, no horário das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h.

Já os selecionados para atuarem no Interior do Estado deverão comparecer nas sedes dos seus respectivos Núcleos Territoriais de Educação (NTE), munidos da documentação em original e fotocópia citada no edital e já remetida ao endereço eletrônico, nos mesmos período e horários. A SEC informa que o candidato que não atender a presente convocação, na forma e prazo determinados, seja qual for o motivo alegado, perderá o direito ao ingresso na referida função temporária.

Entre os documentos exigidos estão o diploma registrado de conclusão do curso, relacionado à função temporária com o pré-requisito de escolaridade de nível médio, expedido por instituição de ensino, devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC); títulos obtidos no exterior revalidados no Brasil, se for o caso; carteira de identidade; CPF; certidão de nascimento ou de casamento; e título de eleitor e comprovantes dos dois últimos pleitos ou certidão de quitação eleitoral.

A convocação de mediadores através do REDA integra o conjunto de ações adotadas pela Secretaria da Educação visando o provimento de pessoal para garantir o pleno funcionamento do ano letivo nas escolas, oportunizando aos estudantes o direito de aprender.

João Leão diz que EUA estão em situação falimentar e que Brasil tem posição vantajosa no comércio mundial

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 05 Fev 2025
  • 12:20h

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

Em um discurso na tribuna do plenário nesta terça-feira (4), na primeira sessão deliberativa da Câmara em 2025, o deputado federal João Leão, do PP da Bahia, fez um alerta para o que chamou de “grave crise” dos Estados Unidos, que, segundo ele, coloca todo o mundo e um cenário de potenciais dificuldades. Ao mesmo tempo, o deputado baiano afirma que o Brasil possui uma situação vantajosa que lhe permite enfrentar eventuais medidas protecionistas impostas pelo governo Trump, mas é preciso, segundo ele, insistir em medidas que promovam o equilíbrio fiscal.

No seu pronunciamento, João Leão dimensionou o tamanho da crise norte-americana, ao confrontar o déficit de US$ 18 trilhões com o superávit de US$ 8,7 trilhões da China. Para o deputado, os Estados Unidos estão em situação falimentar, e não tem restado a Donald Trump outra medida que não a tentativa de equilibrar a sua balança comercial.

“O déficit dos Estados Unidos, nesses últimos 40 anos, de 1984 a 2024, é de US$ 18 trilhões. É realmente uma coisa absurda. Nesse mesmo período, a China teve um superávit de 8,7 trilhões de dólares. Quando se compara a economia americana com a economia chinesa, a economia americana está pré-falimentar. É a mesma coisa de um pai de família, que, por 40 anos consecutivos, compra mais, faz mais coisas dentro de casa do que o volume do seu salário. Isso não pode acontecer para ninguém”, disse João Leão.

O deputado baiano fez críticas às ações recentes do presidente norte-americano, e disse que ele deveria promover maior diálogo com as nações para obter o equilíbrio no comércio mundial.

“O que Trump está fazendo nos Estados Unidos está errado. A maneira que ele se pronuncia não é correta. Ele teria que chamar todos os países, sentar, conversar, discutir e mostrar a situação deles. Eles estão quebrando, no bom português. Ou ele toma providências de fazer isso tudo que está fazendo, ou os Estados Unidos da América vão quebrar”, afirmou.

Ainda no seu pronunciamento, o deputado baiano salientou que o Brasil tem uma situação equilibrada no momento, com superávit na balança comercial. João Leão exaltou a participação do agronegócio brasileiro na composição desse saldo positivo, e destacou a posição obtida pela Embraer no cenário internacional.

“O Brasil tem um superávit global de US$ 1,1 bilhão. Então, a situação do Brasil não é igual à da China, mas é uma situação equilibrada. Isso tudo deve-se ao agronegócio brasileiro. É o agronegócio que está empurrando o Brasil, como as outras commodities. Outro exemplo é a Embraer, que tem crédito o tempo inteiro na balança comercial mundial. Então, nós precisamos tomar cuidado para não chegarmos ao ponto a que os Estados Unidos da América chegaram” concluiu o deputado João Leão.