- Bahia Notícias
- 05 Abr 2019
- 12:11h
Foto: Divulgação / Adusf
A Uefs [Universidade Estadual de Feira de Santana] também vai paralisar as atividades. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (4), professores da instituição decidiram deflagrar greve. Segundo a associação dos docentes da instituição [Adufsba], foram 103 votos a favor da greve contra 77. Doze pessoas optaram pela abstenção. O início do movimento ocorre nesta terça-feira (9) com a suspensão das aulas. A Uefs acompanha a Uneb [Universidade do Estado da Bahia] e Uesb [Universidade do Sudoeste da Bahia], que também decretaram greve. Nas reivindicações, os professores afirmam que há seis anos não têm aumento real no salário. O último reajuste acima da inflação foi em 2013, com acréscimo de 7% no salário base. Os docentes também apontam perdas de mais de 25% na recomposição dos vencimentos. Eles também criticam a alteração do Estatuto do Magistério Superior que retirou dos profissionais com Dedicação Exclusiva a possibilidade de usarem mais tempo à pesquisa e extensão. Ainda segundo a Adufsba, há cortes de verbas para o funcionamento da Uefs, e desde 2012 os professores cobram aumento do repasse do estado para 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). Atualmente o valor é 4,9% da RLI.
UESC
De forma mais cautelosa, os professores da Uesc [Universidade Estadual Santa Cruz], que tem campus em Ilhéus, decidiram pelo estado de greve. Segundo a TV Uesc, em assembleia, a proposta pelo estado de greve venceu com 114 votos contra 54 dos que queriam greve imediata a partir da terça-feira (9). À emissora universitária, o representante dos professores da Uesc [Adusc], José Luís França, disse que o estado de greve “é um ultimato” ao governo antes da possiblidade da greve.
- Ascom | CMB
- 05 Abr 2019
- 11:54h
(Foto: Ascom | CMB)
Sempre refletindo os anseios e as urgências do município, a Câmara de Vereadores de Brumado vem trazendo às discussões para o plenário, num debate democrático e abrangente. Na sessão desta sexta-feira (05), que teve uma pauta bem movimentada, um dos assuntos que foi um dos destaques dessas discussões foram as obras do Parque da Cidade, as quais vêm sendo motivos de críticas da população. O vereador Wanderley Amorim (PDT) disse que em conversa com o engenheiro André Cardoso, que era o responsável pela pasta da infraestrutura municipal, o mesmo teria afirmado que não foram repassadas verbas algumas para as obras, o que foi prontamente rebatido pelo vereador Zé Ribeiro (PT) que apresentou um pagamento no valor de R$ 34 mil. O pronunciamento mais contundente foi do vereador Girson Ledo (PSDB) que explicou que como é um morador e representante do bairro Olhos ele vem acompanhando de perto o processo e que vem fazendo as devidas cobranças à empresa vencedora da licitação e que está realizando os trabalhos e que não irá descansar enquanto não ver a obra ser totalmente concluída, já que é um grande avanço para o bairro, que irá trazer lazer e entretenimento para as famílias, preenchendo assim o déficit neste setor. Ledo ainda informou que o município já notificou a empresa para que desse as explicações sobre o atual andamento das obras, que estão ainda muito lentas e que, caso a referida empresa não mude a sua postura, que será feito um comunicado ao Ministério das Cidades para rever a situação, inclusive com a possibilidade de se abrir um novo processo licitatório.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta sexta-feira (5) que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pode deixar o cargo na segunda-feira (8). "Segunda-feira vai ser o dia do 'fico ou não fico'", disse o presidente na manhã desta sexta em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Bolsonaro também declarou à imprensa que "está bastante claro que não está dando certo" o trabalho de Vélez no Ministério da Educação. Segundo ele, "está faltando na gestão" da pasta. "Na segunda tira a aliança da mão direita e, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta." (Jair Bolsonaro) Após a divulgação das declarações de Bolsonaro aos jornalistas, o ministro da Educação foi questionado se sairia do ministério. Em um evento no interior de São Paulo, Vélez disse que "agora não". Sobre a declaração de Bolsonaro, Vélez disse que não tinha sido informado. "Eu, pessoalmente, não tenho notícia disso. Pergunta a quem é de direito, quem falou isso", declarou Vélez.
Foto: Reprodução/RBS TV
O Ministério da Educação prorrogou, nesta quinta-feira (4), o prazo para os estudantes já selecionados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), na modalidade Fies, validarem sua inscrição junto às faculdades e universidades privadas. O MEC também disse que "foi solucionado o problema que impedia a troca de informações com o agente financeiro e, consequentemente, a contratação do financiamento com a instituição bancária".Essa é a terceira vez que o prazo é prorrogado. Mas, em nota divulgada na segunda-feira (1º) pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Jornal Nacional, o fundo ressaltou que casos de erros ou problemas no sistema podem levar o MEC ou os bancos operadores do programa a prorrogarem o prazo de conclusão da inscrição até 30 de junho. Nesta quinta, Luiz Blumm, diretor de gestão de Fundos e Benefícios do FNDE, afirmou, segundo a nota do MEC, que as instituições não precisam cobrar mensalidade dos estudantes enquanto o contrato não é assinado. "Não há motivo de preocupação nem de cobrança dos estudantes por parte das instituições", afirmou Blumm, do FNDE. "Após a contratação, as instituições serão ressarcidas retroativamente. O prazo foi estendido até o dia 12 para que todos os alunos tenham a validação completa." Segundo o MEC, os estudantes foram informados sobre os novos prazos por e-mail e SMS. Mas Blumm advertiu que cabe a cada aluno fazer a "contratação adequada com o Fies". "O estudante tem que ter consciência de que, se ele não tem a contratação adequada com o Fies, ele se matriculou e assistiu às aulas, terá que fazer o ressarcimento à instituição", disse Blumm.
Foto: Arquivo pessoal Vitor Cotrim
Brumado é um celeiro de atletas de excelência, prova é que já temos diversos atletas do futebol em diversos clubes de grande expressão nacional e internacional. Entretanto, não é só o futebol que dá sua contribuição à cidade, atletas dos mais variados esportes estão surgindo com força e conquistado competições de renome no cenário nacional. Como foi no ultimo final de semana na capital baiana, que foi palco da final do campeonato baiano de basquete, onde dois atletas brumadenses se sagraram campeões pela equipe Icaros da cidade Vitoria da Conquista. O educador físico e dono da Vítor Academia, Vitor Cotrim e o representante comercial Robson Amorim “o Rubinho”, foram os atletas brumadenses convidados pelo o time de basquete Icaros, e, deram sua contribuição para o time conquistar a taça do campeonato baiano 2019 de basquete na categoria máster.
A Petrobras elevará o preço médio da gasolina em suas refinarias em 5,6% a partir de sexta-feira (5), para R$ 1,9354 real por litro, maior valor desde 30 de outubro de 2018, enquanto manteve o do diesel, conforme dados publicados pela petroleira em seu site nesta quinta-feira (4).O reajuste foi feito após a companhia ter mantido o valor estável da gasolina desde 19 de março, na maior série sem alteração de preço desde que a empresa anunciou em setembro uma política de hedge que permite manutenções de valores nas refinarias por um período de 15 dias sem que haja eventualmente perdas.Com o reajuste a ser aplicado na sexta-feira, a alta da gasolina nas refinarias da Petrobras é de 28,3% no acumulado do ano, segundo dados da estatal.A política de hedge da Petrobras busca evitar perdas em um período em que os preços internacionais do petróleo passam por fortes oscilações, sem necessariamente repassá-las aos clientes - o Brent vem subindo neste ano e atingiu nesta quinta-feira US$ 70 o barril, maior valor desde novembro. A Petrobras tem informado que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e dólar, em busca de rentabilidade. No caso do diesel, a empresa definiu na semana passada que o preço médio seria alterado em intervalos não inferiores a 15 dias. O anúncio foi feito após o preço do diesel nas refinarias ter tocado em meados de março o maior nível desde setembro de 2018. Atualmente, o diesel é vendido a um preço médio de R$ 2,1432 por litro, o mesmo valor desde 22 de março. O repasse dos preços dos combustíveis da Petrobras para a bomba depende de diversos fatores, como margens da distribuição e revenda, impostos e misturas de biocombustíveis. Nos primeiros três meses do ano, o preço médio da gasolina nos postos subiu 0,4%, segundo dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), enquanto nas refinarias foi registrado avanço de 21,5%. Já o diesel teve alta de 18,5% nas refinarias, contra 3% nos postos.
- Informações da Agência Câmara
- 05 Abr 2019
- 07:18h
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Engenheiros e arquitetos devem ser responsabilizados por problemas em obras licitadas pelo poder público. É o que determina projeto de lei (PLS nº 56/2012) aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI). O projeto altera a Lei de Licitações para deixar claros os deveres e as responsabilidades dos diversos atores envolvidos no planejamento, execução e fiscalização de obras públicas. Segundo o senador Waldemir Moka (PMDB – MS) o objetivo é não deixar impunes os responsáveis por graves prejuízos à população. O senador propôs uma emenda para incluir a necessidade da ação dolosa ou culposa dos sócios das empresas responsáveis pelas obras.
Foto: Foto: PCDF
Uma criança de 9 anos foi espancada e acorrentada pela mãe, de 34, no Acampamento Dorothy Stang, no Setor Habitacional Nova Colina, em Sobradinho, no Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (04). A denúncia foi confirmada pelo Conselho Tutelar da região.Segundo a mãe, a criança foi ameaçada de morte por um adolescente de 14 anos, por ter batido em outro garoto. A mulher também contou que o filho já fugiu de casa oito vezes e que sempre vai para locais como a rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília ou para comunidades da região do Paranoá. A mulher, que tem outros quatro filhos foi presa. Ela confessou ter usado uma “madeira de caixa” para bater no garoto e disse que o acorrentou por “desespero”, para que não fugisse mais. Levada para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), ela foi autuada por maus-tratos e lesão corporal. Se condenada, pode pegar de seis meses a quatro anos de prisão. O menino está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Sobradinho-DF.
- Ascom | CMB
- 05 Abr 2019
- 07:06h
O vereador Palito acredita no pronto atendimento de sua indicação (Foto: Ascom | PMB)
Diante das inúmeras solicitações dos moradores do Bairro São José que chamavam a atenção do Poder Público Municipal sobre os riscos de atropelamentos na Rua Elias Alves Ataíde, situada no Bairro São José, já que, agora, com a realização de extensão de aulas de educação física no Ginásio Antônio Imbassahy, o fluxo de crianças no local aumentou consideravelmente, o vereador Luiz Carlos Palito apresentará na sessão desta sexta-feira (05) uma indicação ao Executivo Municipal para que sejam instalados redutores de velocidade no referido local. Em sua justificativa o vereador argumenta que “a preocupação dos moradores é pertinente, então, diante disso, vamos apresentar essa indicação à prefeitura, a qual, acredito que será logo atendida, já que temos que valorizar a vida, em especial, das nossas crianças”.
Foto: Reprodução/JN
O juiz Diego Paes Moreira, titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, aceitou nesta quinta-feira (4) a denúncia feita pela força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Michel Temer (MDB), a filha dele Maristela Temer, o coronel João Batista Lima Filho e a mulher de Lima, Maria Rita Fratezi.Com a decisão, os quatro agora se tornam réus em uma ação penal pelo crime de lavagem de dinheiro. O MPF havia feito as denúncias nesta terça-feira (2). A suspeita dos procuradores é que a reforma da casa da Maristela foi financiada com dinheiro desviado das obras da usina nuclear de Angra 3.Em nota o criminalista Eduardo Carnelós, que defende Michel Temer, afirmou que a acusação "é infame" e "estapafúrdia". Já o advogado Fernando Castelo Branco, que defende Maristela Temer, disse que "não houve preocupação em se verificar a veracidade dos fatos". Os advogados Cristiano Benzota e Mauricio Leite, que defendem o coronel Lima e a mulher dele, citaram a "precipitação da apresentação de denúncias pelo Ministério Público Federal".A denúncia é desdobramento do chamado inquérito dos portos, que investigou se Temer favoreceu empresas do setor portuário com a edição de um decreto. Ela ocorreu 12 dias após o ex-presidente ser preso pela Lava Jato do Rio. Ele foi solto no dia 25 de março após decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.O caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi remetido para São Paulo em janeiro, quando Temer deixou a Presidência e perdeu o foro privilegiado. A casa de Maristela Temer tem 350 m² e fica no Alto de Pinheiros, um dos bairros mais valorizados da capital paulista. Em 2014, o imóvel passou por uma grande reforma. Temer, o ex-ministro e ex-governador Moreira Franco e outras 12 pessoas viraram réus no Rio de Janeiro em razão de desvios na Eletronuclear na obra de Angra 3 – o ex-presidente responde por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Uma mulher de 40 anos foi presa suspeita de matar o marido a facadas, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu na noite de quarta-feira (3), na casa do casal.A Polícia Militar, que esteve no local, informou que o Samu chegou a ser acionado, mas a vítima já havia morrido. O caso ocorreu na Rua Afonso Pena, no bairro Cruzeiro. Não há detalhes das circunstâncias do crime. A suspeita foi levada para a delegacia pela PM.A polícia Civil informou que não havia registro de outros casos envolvendo o casal. O crime segue em investigação.
- Ascom | CMB
- 04 Abr 2019
- 17:41h
Muitos jovens participaram ativamente do curso (Foto: Ascom | PMB)
Ampliando as suas ações em prol das comunidades rurais, a Prefeitura Municipal de Brumado, em parceria com Abapa - Associação Baiana dos Produtores de Algodão promoveu, de forma gratuita, a ministração do Curso de Tratorista, atendendo assim uma demanda de profissionais que atuam nessa área. “O objetivo do curso foi formar e capacitar os produtores rurais e pessoas que têm interesse em trabalhar com mecanização agrícola e agricultura de precisão, além de obter grandes lucros na lavoura e economia nos insumos”, destacou o secretário municipal de Agricultura, Danilo Viana. Ele também ressaltou que “outras ações desse gênero estão sendo estudadas para dar continuidade ao planejamento de atender os anseios do homem do campo”.
O curso também teve a parte teórica (Foto: Ascom | PMB)
Foto: Reprodução I Mais médicos
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (4) que 1.052 profissionais desistiram do programa Mais Médicos nos primeiros três meses do ano. O número representa 15% das vagas preenchidas por médicos brasileiros após a saída de Cuba do programa em novembro de 2018.Um edital foi aberto ainda em novembro para ocupar as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos no programa. No total, 7.120 vagas foram preenchidas por brasileiros formados no Brasil. As vagas remanescentes foram, então, oferecidas a médicos formados no exterior, que deveriam ter se apresentado aos seus postos de trabalho entre os dias 28 e 29 de março. As 8.517 vagas foram distribuídas por 2.824 municípios e 34 distritos indígenas. O salário é de R$ 11.800. Segundo o Ministério da Saúde, ainda está sob análise a oferta destas vagas em um novo edital. Do total de 1.052 desistências, 14 foram em distritos indígenas. São Paulo é o estado com o maior número de vagas abertas (181), seguindo de Bahia (11) e Minas Gerais (104).
- Folha de S. Paulo
- 04 Abr 2019
- 16:11h
Foto: Marcello Casal jr/Agência
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que serão feitas mudanças no conteúdo dos livros didáticos do país no que diz respeito ao golpe militar de 1964 e a ditadura que se seguiu durante 21 anos. Para o ministro, não houve golpe, e o regime militar não foi uma ditadura. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Valor Econômico. "Haverá mudanças progressivas [no conteúdo dos livros didáticos] na medida em que seja resgatada uma versão da história mais ampla", afirmou Vélez. "O papel do MEC é garantir a regular distribuição do livro didático e preparar o livro didático de forma tal que as crianças possam ter a ideia verídica, real, do que foi a sua história." Segundo o ministro, o golpe em 31 de março de 1964 foi "uma decisão soberana da sociedade brasileira" e a ditadura um "regime democrático de força".O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), já tinham manifestado intenção semelhante, propondo uma revisão histórica do período em livros didáticos. "Um povo sem memória é um povo sem cultura, fraco. Se continuarmos no nosso marasmo os livros escolares seguirão botando assassinos como heróis e militares como facínoras", escreveu Eduardo em rede social, em janeiro. Nos últimos dias, devido à efeméride do golpe e o alinhamento do clã Bolsonaro com o período, foram feitas comemorações da data, determinadas pelo próprio presidente. O Planalto divulgou um vídeo no domingo em que comemorava o golpe. Um empresário assumiu nesta terça (2) a autoria do vídeo . A entrevista do ministro ao Valor é apenas mais uma polêmica envolvendo diretrizes da Educação no governo . O Ministério da Educação já tinha feito mudanças em edital para compra de livros didáticos que deixavam de exigir referências bibliográficas, abrindo brechas para erros e revisionismos. Pressionado, Vélez recuou. Logo após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro falou que tomaria conhecimento do conteúdo da prova do Enem antes do exame. O presidente havia contestado algumas perguntas da prova de 2018, segundo ele, com "questões menores" — acerca de diversidade sexual. Vélez deu aval ao presidente.ministro-da-educacao.shtml) para ter acesso à prova antes de sua realização, o que desafia critérios técnicos e de segurança do exame. O filósofo Roberto Romano, professor de ética da Unicamp, diz que o ministro não pode tratar a história de um povo com essa leviandade. "O que o ministro diz não tem sentido nenhum. Há uma historiografia cientificamente estabelecida, testemunhos históricos, documentos, pessoas vivas que foram torturadas, cassadas, postas fora dos seus trabalho e exiladas", diz ele, autor de "Brasil: Igreja contra Estado". Para Romano, ele próprio torturado na ditadura militar, a fala de Vélez não condiz com alguém que ocupa o cargo do ministro da Educação. "Ele esta fazendo um trabalho de propaganda política exatamente da maneira que se tentou falar sobre a ditadura Vargas e a ditadura de 1964", diz. "O cargo de ministro deve ser de garantir a pesquisa cientifica e [produção de] evidências, e não slogan e ideologias. É má fé autoritária e inconstitucional. Ele não pode usar o cargo para mentir sobre a história". Para a historiadora Maria Helena Rolim Capelato, professora da USP, trata-se de negacionismo histórico. "Todos nós estamos nos empenhando em combater essa visão absurda. A história está mais do que provada, que houve um golpe civil-militar e que ele resultou numa ditadura de longa duração", diz ela, ex-presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de História. "Há pequenas discussões sobre se foi ditadura militar ou civil-militar, mas jamais pode se dizer se deixou de ser um golpe e que se instalou a partir dai uma ditadura por conta dos militares". Capelato ressalta a maior gravidade por se tratar de iniciativa que envolve livros didáticos. "Os livros didáticos são feitos por alguns especialistas e não se chega a fazer um debate profundo com os historiadores". Em meio às polêmicas relacionadas ao conteúdo, o Ministério da Educação passa por uma crise envolvendo seus servidores, divididos entre os de perfil técnico, oriundos em sua maioria do Centro Paula Souza, os indicados por militares e os indicados por Olavo de Carvalho, guru intelectual de Bolsonaro. O racha resulta em uma série de demissões e desencontros na pasta.
- G1 | BA
- 04 Abr 2019
- 16:03h
Acidente em Seabra, na Chapada Diamantina, ocorreu em 3 de janeiro. — Foto: Nilson Santos/Blog Liberdade Bom Sucesso
Morreu nesta quinta-feira (4) no Hospital Regional de Juazeiro, na região norte da Bahia, a sétima vítima do acidente que envolveu uma carreta e um micro-ônibus, há três meses, na cidade de Seabra, região da Chapada Diamantina. Jamile Pereira Moreira Dias, de 32 anos, era funcionária pública municipal da prefeitura de Juazeiro e estava internada desde o dia do acidente, em 3 de janeiro. A informação do óbito foi divulgada pela prefeitura. Os filhos dela, de 4 e 12 anos, estavam com a vítima no momento da batida e sobreviveram. A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro divulgou nota de pesar pela morte de Jamile. Conforme o órgão, Jamile ficou internada em Salvador até a segunda-feira (1º) e seria encaminhada para casa, em Juazeiro, onde teria assistência médica domiciliar. No momento da transferência, no entanto, o quadro de saúde se agravou e ela foi internada com urgência em Senhor do Bonfim. Depois, na quarta (3), foi levada para o Hospital Regional de Juazeiro, mas não resistiu e morreu nesta quinta. A prefeitura de Juazeiro informou que Jamile tinha 32 anos, era juazeirense e deixa dois filhos."A profissional era querida por todos os servidores da Secretaria, conhecida e lembrada por seu jeito alegre e contagiante em atender o público, funcionária detalhista e uma grande artista. A Secretaria de Saúde está de luto, mas prestando toda a assistência à família", diz trecho da nota enviada pelo executivo municipal.