- Bahia Notícias
- 11 Jun 2025
- 08:23h
Foto: TV Globo
O comediante e ex-BBB Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato.
De acordo com a Justiça do Rio Grande do Sul, a condenação de Nego Di e do sócio do ex-BBB, Anderson Bonetti, se refere a crimes cometidos entre 18 de março a 26 de julho de 2021 contra 16 vítimas de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O comediante vendia através da loja virtual 'Tadizuera', televisões, smartphones e aparelhos de ar-condicionado a preços abaixo do valor de mercado. No entanto, os produtos nunca eram entregues, nem a compra era estornada.
Para a juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, o caso envolvendo Nego Di e Anderson se configura como:
"Verdadeiro esquema meticulosamente organizado para ludibriar um grande público, auferindo vantagem financeira expressiva, e de lesividade social altíssima, pois focado em pessoas de condição financeira não elevada, em comércio de bens de consumo necessários e que se valeu da credibilidade inconteste de que um dos réus ostentava para retardar a percepção geral de que se tratava de um crime."
Por meio de nota, a defesa de Nego Di afirmou que iria recorrer da decisão.
"Desde já, é essencial esclarecer que Dilson nunca foi sócio de Anderson Bonetti, tampouco participou da gestão da plataforma. Sua imagem foi utilizada para promover o projeto, confiando nas informações e responsabilidades atribuídas à outra parte envolvida. Não existia vínculo societário formal, nem atuação conjunta na administração do negócio. [...] A defesa informa que irá interpor os recursos cabíveis contra a condenação e segue confiante de que as instâncias superiores irão reavaliar os fatos com isenção, reconhecendo os vícios processuais, a ausência de dolo e o comportamento colaborativo de Dilson ao longo de todo o processo."
Nego Di foi preso em 2024, no dia 14 de julho, onde permaneceu na Penitenciária Estadual de Canoas por mais de quatro meses.
Além das acusações de estelionato, o ex-BBB já teve problemas na Justiça por divulgação de fake news em seus perfis nas redes sociais. Na época, o comediante precisou apagar as postagens sob pena de multa no valor de R$ 100 mil.
- Por Paulo Dourado/Bahia Notícias
- 10 Jun 2025
- 18:51h
Foto: Reprodução/TV Justiça
O tenente-coronel Mauro Cid afirmou, nesta segunda-feira (9), que a acusação de planejar o golpe de Estado contra os acusados é verídica. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), ele garantiu que "presenciou grande parte dos fatos, mas não participou deles".
Ele é o primeiro dos oito acusados de integrarem o "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado tentado em 2022. O depoimento é prestado na 1ª Turma do STF, sob presidência do ministro Alexandre de Moraes.
O tenente-coronel explicou um pouco sobre uma das partes da minuta do golpe.
"Foi levado documento ao presidente, primeira parte considerando, listavam as possíveis interferências do STF e TSE [Tribunal Superior Eleitoral] no governo e nas eleições, e outra parte entrava em estado de defesa, sítio, prisão, autoridades e conselho eleitoral para refazer as eleições, algo parecido", disse ele.
O tenente-coronel também garantiu que teve acesso ao documento, apresentado pelo assessor Felipe Martins, e declarou que o documento foi alterado por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), onde colocaria apenas o relator do caso, Alexandre de Moraes, preso após o golpe.
"Leu, enxugou documento, apenas o senhor [Alexandre de Moraes] ficaria como preso", falou Mauro Cid.
- Por Folhapress
- 10 Jun 2025
- 16:48h
Foto: Reprodução/Polícia Federal
Uma mulher brasileira vítima de tráfico humano e exploração sexual em Mianmar, na Ásia, foi resgatada e repatriada no domingo (8).
De acordo com a Polícia Federal, a vítima, natural de Pernambuco, era mantida em cárcere privado e submetida à exploração sexual por integrantes de uma organização criminosa, em um hotel no Sudeste Asiático.
A brasileira, conforme a PF, teve seu nome incluído na lista de difusão azul da Interpol -quando há cooperação internacional para encontrar uma pessoa em meio a uma investigação criminal-, o que possibilitou sua localização e posterior resgate.
Por causa da descoberta da caso, a PF desencadeou uma operação, a Double Key, para investigar a organização criminosa especializada no tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, com atuação em Mianmar.
Na ação, a Polícia Federal prendeu na última sexta-feira (6) dois homens de origem chinesa por suspeita de participarem da organização.
As prisões preventivas ocorreram quando os dois suspeitos desembarcavam de um voo vindo do Camboja no aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Também foram cumpridas medidas cautelares contra uma brasileira, além de mandado de busca e apreensão em sua residência na capital paulista.
De acordo com a PF, as investigações apontam que o grupo criminoso, composto majoritariamente por cidadãos chineses legalmente estabelecidos no Brasil, aliciava jovens brasileiras com falsas promessas de emprego no estado de Karen, em Mianmar, onde vêm sendo erguidos, nos últimos anos, empreendimentos comerciais como hotéis e cassinos.
"As investigações seguem em curso e os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual", diz a PF, em nota.
Em fevereiro, dois brasileiros vítimas de tráfico humano, de 31 e 26 anos, foram repatriados. Eles contaram na chegada ao aeroporto de Guarulhos que haviam sido atraídos por promessas de emprego na Tailândia, mas acabaram sequestrados e levados a Myawaddy, cidade de Mianmar, onde foram escravizados.
Eles disseram que eram obrigados, por uma máfia local de origem chinesa, a aplicar golpes financeiros, pelo WhatsApp, para arrecadar recursos para a organização. Se não cumprissem metas, eram torturados.
- Bahia Notícias
- 10 Jun 2025
- 14:43h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O Brasil e a Interpol, organização policial internacional, assinaram, nesta segunda-feira (9), uma declaração de intenção para ampliar as possibilidades de colaboração e viabilizar novas operações conjuntas. O ato foi firmado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da instituição em Lyon, na França.
“Para combater o crime de forma efetiva é preciso asfixiar seus mecanismos de financiamento, em especial a lavagem de dinheiro. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional”, afirmou Lula, ao destacar políticas adotadas pelo governo atual no combate a esses crimes.
A declaração de intenções com a Interpol tem o intuito de:
1. Ampliar a cooperação por meio de iniciativas que visam reforçar a cooperação internacional para enfrentamento do crime organizado;
2. Desarticular organizações criminosas transnacionais e suas redes de apoio;
apoiar a modernização tecnológica e institucional dos órgãos de segurança pública no Brasil e na América Latina; e
3. Promover a proteção de grupos vulneráveis e os direitos humanos na atuação policial.
Desde novembro de 2024, a Interpol é comandada pelo delegado da Polícia Federal (PF) Valdecy Urquiza, que foi eleito como novo Secretário-Geral da instituição que reúne 196 nações. É o primeiro representante de um país em desenvolvimento a ocupar esse cargo nos 100 anos de existência da Interpol.
Para Urquiza, o acordo com o Brasil servirá de inspiração para que outros países aprofundem a integração com a comunidade internacional. Segundo a Agência Brasil, ele também anunciou a criação de nova força tarefa internacional, fruto do diálogo com chefes de polícia da América do Sul em encontro realizado em Brasília, no mês passado.
O foco será o enfrentamento de organizações criminosas transnacionais atuantes na região. “A força integrada reunirá especialistas, dados de inteligência e recursos tecnológicos da Interpol para apoiar países da região, na realização de operações conjuntas. Nosso objetivo é claro, enfraquecer as estruturas de comando dessas organizações, interromper seus fluxos financeiros e responsabilizar judicialmente seus principais articuladores”, explicou o delegado.
Crimes graves
A organização atua na apuração de crimes como tráfico de seres humanos, exploração sexual infantil, tráfico de drogas e armas, crimes cibernéticos e ambientais.
Durante o evento, a Interpol concedeu a Lula medalha que reconhece sua excelência e empenho no combate ao crime transnacional. Por sua vez, Lula condecorou Valdecy Urquiza com a Ordem de Rio Branco no grau de Grande Oficial. A honraria foi instituída em 1963 para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, além de estimular a prática de ações e feitos dignos de menção honrosa. As informações são da Agência Brasil.
- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 10 Jun 2025
- 12:39h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) irá apreciar um Projeto de Lei que propõe o atendimento prioritário imediato às mulheres vítimas de violência doméstica de familiar que tiveram seus documentos destruídos. Conforme matéria do deputado estadual Alex da Piatã (PSD), enviada nesta segunda-feira (9), o atendimento para a emissão das novas documentações para as vítimas poderá ocorrer sem marcação prévia.
“Tendo em vista que a mulher ao ser vítima de algum tipo de violência e como resultado por muitas vezes, há retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus documentos pessoais, ou de seus dependentes pelo agressor; a ausência dos mesmos torna-se impeditivo para a realização dos atos da vida civil. Neste sentido, para melhor celeridade na retirada destes documentos, faz-se necessário, prioridade imediata no atendimento para emissão de novos documentos”, escreveu o parlamentar em justificativa.
Para ter direito à prioridade, às mulheres deverão apresentar termo de encaminhamento de unidade da rede estadual de proteção e atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e família; cópia do Boletim de Ocorrência emitido por órgão competente, preferencialmente, pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher; e o termo de Medida Protetiva expedida pelo Juiz da Comarca.
No texto, foi considerado violência doméstica em familiar os casos lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, bem como dano moral ou patrimonial. Caso o projeto seja aprovado, o governo do estado terá 60 dias para regularizar a proposta.
Antes de ir ao plenário, o PL ainda será apreciado pelas comissões temáticas da AL-BA.
- Por Adriana Fernandes e Victoria Azevedo | Folhapress
- 10 Jun 2025
- 10:31h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou na reunião com a cúpula do Congresso um modelo para o corte de 10% dos incentivos fiscais. A ideia é reduzir benefício por benefício. Assim uma parcela de 90% da renúncia fiscal seria mantida e os 10% restantes voltariam para a alíquota padrão.
Se o benefício é uma isenção (que tem zero de imposto), ele passa a ser tributado em 10% da alíquota padrão do imposto. Por exemplo, se a alíquota padrão é de 10%, o contribuinte passaria a ser tributado em 1%. A alíquota padrão é aquela que é paga por todas as empresas e pessoas físicas que não são beneficiadas pelo incentivo tributário.
O modelo ainda terá que ser discutido pelo Congresso, como deixou claro o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na reunião de domingo à noite (8) entre a cúpula do Congresso e Haddad, as lideranças partidárias afirmaram que querem discutir a proposta com suas bancadas.
Essa é uma medida sempre apoiada pelos parlamentares, mas na hora da votação enfrenta resistências. Uma emenda constitucional, a de nº 109, chegou a prever o corte linear dos incentivos, mas não funcionou na prática.
Um integrante do Ministério da Fazenda disse à reportagem que o corte de incentivos tem grande potencial de arrecadação e pode sozinho garantir uma receita extra até mesmo superior aos R$ 61,5 bilhões previstos inicialmente com todo o decreto de alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para 2025 e 2026. O representante da Fazenda disse que tem espaço com essa medida para "não ter mais alta do IOF".
O corte das isenções não estará na MP (Medida Provisória) das aplicações financeiras, que contém medidas compensatórias à desidratação do decreto do IOF, cujo impacto arrecadatório foi reduzido a um terço com as medidas apresentadas pelo ministro Haddad na reunião.
Os líderes também não aceitaram na reunião de domingo que a proposta fosse feita por PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mas por lei complementar. Haddad propôs uma mudança via PEC, mas as lideranças do Amazonas foram contrários à ideia.
Os senadores Eduardo Braga (líder do MDB) e Omar Aziz (líder do PSD), temem que a Zona Franca de Manaus venha a ser atingida, porque um corte dos seus incentivos exige alteração da Constituição. Outras lideranças têm preocupações de as imunidades tributárias, previstas na Constituição, serem alcançadas pela medida.
Os benefícios do Simples, do MEI (Microempreendedores Individuais), da Zona Franca de Manaus e os produtos da cesta básica ficarão fora da lista, se a proposta avançar no Congresso. A exclusão desses itens já foi acertada na reunião, de acordo com relatos de participantes.
O deputado Mauro Benevides (PDT-CE) já se antecipou e apresentou um projeto para o corte das isenções. Ele disse à reportagem que a medida pode arrecadar R$ 75 bilhões, com a inclusão de todos os chamados gastos tributários, incluindo subsídios financeiros e creditícios
"Eu proponho no projeto que o Ministério da Fazenda escolha onde cortar, permitindo que ele possa cortar menos no setor que se expandiu e gerou emprego e assim por diante", explicou.
No pacote de dezembro de contenção de gastos, o Ministério da Fazenda foi contra um corte linear atingindo todos os benefícios.
- Por Julia Chaib | Folhapress
- 10 Jun 2025
- 08:25h
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca
O governo de Donald Trump vai enviar 700 fuzileiros navais a Los Angeles para ajudar a conter os protestos pró-imigração que ocorrem na cidade desde o final de semana.
"A ativação dos fuzileiros navais tem como objetivo fornecer à Força-Tarefa 51 números adequados de forças para proporcionar cobertura contínua da área em apoio à agência federal líder", afirmou o Comando do Norte dos EUA num comunicado.
A informação havia sido antecipada pela agência Reuters. No domingo, Trump havia ordenado envio de 2.000 agentes da Guarda Nacional para o local. Esta força militar de reserva é usada em situações como desastres naturais, mas raramente em distúrbios civis.
O envio dos integrantes da Marinha representa uma escalada na atuação do governo federal. Em uma frente, porque se trata de militares da ativa —e não da reserva— como os demais. Em outra, mostra que Trump está disposto a dobrar a aposta mesmo depois de o governo da Califórnia apontar uma interferência federal na soberania do estado.
A Califórnia afirmou que está processando o governo Trump pelo envio das tropas da Guarda Nacional para Los Angeles durante os protestos.
"[Trump] atiçou e agiu ilegalmente para federalizar a Guarda Nacional", afirmou o governador Gavin Newsom no X. "Estamos processando-o."
No sábado (7), o responsável pela fronteira do governo, Tom Homan, ameaçou prender qualquer pessoa que obstruísse os esforços de aplicação da lei de migração no estado, incluindo Newsom e a prefeita de Los Angeles, Karen Bass.
Nesta segunda-feira (9), Trump reforçou a decisão de envio da Guarda Nacional e endossou a fala do auxiliar sobre a prisão de Newsom. "Eu faria isso se fosse o Tom. Acho ótimo. Gavin gosta de publicidade, mas acho que seria uma ótima coisa", disse o presidente americano após ser questionado se apoiaria a prisão do governador.
Ele ainda se referiu aos manifestantes como "insurgentes". Mais tarde, voltou um pouco atrás na declaração. "Eu não chamaria isso exatamente de insurreição", disse ele. "Mas poderia ter levado a uma insurreição."
É a primeira vez desde 1965 que um presidente envia essa força sem o pedido de um governador estadual, afirmou Kenneth Roth, ex-diretor da ONG Human Rights Watch, acusando Trump de "criar um espetáculo para continuar suas batidas migratórias".
Os protestos tiveram início na sexta-feira (6) depois de agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega, na sigla em inglês) realizarem operações em vários locais da cidade como parte dos esforços do governo para prender migrantes. O governo federal quer alcançar a meta de prender pelo menos 3.000 migrantes por dia após prometer a maior operação de deportação da história durante a sua campanha.
As manifestações continuaram durante o fim de semana, resultando em uma grande resposta policial.
Segundo a polícia de Los Angeles, 56 pessoas foram detidas em dois dias, e três agentes ficaram levemente feridos.
A polícia de Los Angeles ordenou no domingo a proibição de reuniões no centro da cidade. Uma área do distrito comercial, conhecida como Civic Center, também foi declarada zona de não reunião. Em imagens aéreas divulgadas pela televisão, era possível ver diversos veículos policiais patrulhando ruas desertas do centro e forças de segurança posicionadas nos cruzamentos.
Nesta segunda, ONU pediu que a situação fosse acalmada. "Não queremos ver uma maior militarização da situação e apelamos a todas as partes, nos níveis local, estadual e federal, para que trabalhem nesse sentido", disse Farhan Haq, porta-voz-adjunto do secretário-geral das Nações Unidas.
- Por Cézar Feitoza e Ana Pompeu | Folhapress
- 09 Jun 2025
- 16:29h
Foto: Antonio Augusto/STF
Depois de passar anos atacando o STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve se explicar pela primeira vez ao tribunal sobre sua participação na trama golpista de 2022.
Bolsonaro será questionado por Alexandre de Moraes. O ministro do STF foi alvo prioritário das ofensivas de Bolsonaro contra o tribunal. Agora, será o responsável por conduzir o processo que pode levar o ex-presidente à prisão.
A Primeira Turma do STF convocou sessões de segunda-feira (9) a sexta (13) para ouvir os oito réus do núcleo central da tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O início da etapa indica que o processo contra o principal grupo denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) se encaminha para o seu fim. O ritmo adotado por Moraes para a ação penal, com prazos curtos entre as etapas do processo, tem sido criticado pelas defesas dos réus.
O Supremo decidiu alterar a configuração do plenário da Primeira Turma para a fase de depoimento dos réus. O local será adaptado para parecer um tribunal do júri, com os acusados sentados lado a lado.
O ministro Alexandre de Moraes ficará sentado na tribuna principal, em cadeira tradicionalmente ocupada pelo presidente do colegiado. Uma fileira de cadeiras será incluída no plenário, entre os ministros e a plateia, para os réus ficarem sentados em ordem alfabética.
Será o primeiro encontro de Bolsonaro com o tenente-coronel Mauro Cid desde que o militar fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
As revelações de Cid foram o fio condutor da denúncia da PGR. Foi o militar quem confirmou aos investigadores, pela primeira vez, que Bolsonaro convocou os chefes militares para discutir planos para reverter o resultado das eleições.
À direita de Bolsonaro estará o general Augusto Heleno, ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e um dos ministros que esteve mais próximo do ex-presidente nos primeiros anos de mandato. À esquerda, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem vai ombrear o ex-presidente.
O primeiro réu a ser ouvido será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator. Os demais serão interrogados por ordem alfabética: Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-chefe da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).
Os depoimentos serão transmitidos ao vivo pela TV Justiça. As regras estipuladas por Moraes se diferenciam das normas estabelecidas para as oitivas das testemunhas, quando foram proibidas gravações de áudio e vídeo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou na sexta (6) que pretende responder às perguntas em seu depoimento, sem recorrer ao silêncio. Ele pediu aos apoiadores que assistam à audiência --chamada por ele de "inquisição".
"O que aconteceu em 2022 com toda certeza será falado por mim, quando ao vivo estiver no Supremo com cinco ministros na minha frente me cobrando, vale a pena assistir", disse.
"Não vou lá para lacrar, querer crescer, desafiar quem quer que seja. Estarei lá com a verdade do nosso lado. Creio que, se Deus quiser, mostraremos para vocês o que é o Brasil e para onde poderemos ir com o povo ao nosso lado", completou.
A maioria dos réus deve falar ao Supremo, segundo quatro advogados consultados pela Folha. A principal dúvida é quanto às condutas do ex-chefe da Marinha Almir Garnier Santos e do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.
Os réus podem permanecer em silêncio para não criar provas contra si.
Na Presidência, Bolsonaro acumulou uma série de declarações golpistas, provocou crises entre os Poderes, colocou em xeque a realização das eleições de 2022, ameaçou não cumprir decisões do STF e estimulou com mentiras e ilações uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral do país.
Após a derrota para Lula, incentivou a criação e a manutenção dos acampamentos golpistas que se alastraram pelo país e deram origem aos ataques do 8 de Janeiro.
Nesse mesmo período, adotou conduta que contribuiu para manter seus apoiadores esperançosos de que permaneceria no poder e, como ele mesmo admitiu, reuniu-se com militares e assessores próximos para discutir formas de intervir no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e anular as eleições.
A defesa de Bolsonaro nega a participação do ex-presidente em crimes e argumenta, entre críticas à denúncia da PGR, que não há provas de ligação entre a suposta conspiração iniciada no Palácio do Planalto, em junho de 2021, e os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023.
Bolsonaro e os demais réus foram denunciados por supostamente liderar um plano no fim de 2022 para evitar a posse de Lula à Presidência da República. As principais acusações contra o ex-presidente estão relacionadas à edição de minutas de decreto e tentativa de conseguir apoio dos chefes das Forças Armadas para as iniciativas golpistas.
Todos os oito respondem pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.
Parte dos crimes atribuídos aos réus tem relação com os ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo a denúncia, a multidão bolsonarista que invadiu as sedes dos Poderes foi incentivada por Bolsonaro e seus aliados para atentar contra o Estado.
Como a Folha mostrou, o STF tenta acelerar o processo da trama golpista para julgar o núcleo principal ainda este ano. O objetivo, dizem ministros nos bastidores, é evitar que o calendário eleitoral de 2026 contamine o julgamento do caso, que tem forte impacto político.
As defesas dos réus reclamaram do pouco tempo dado por Moraes entre a fase de depoimento das testemunhas para a etapa de inquirição dos réus. Elas alegam que o ritmo acelerado do processo impede a análise do material apreendido pela Polícia Federal durante a investigação.
Os investigadores enviaram para os advogados os arquivos com todas as informações usadas no inquérito da PF sobre a tentativa de golpe de Estado.
São 77 terabytes de arquivos digitais. Além da grande quantidade de dados, os advogados relatam dificuldade de manejar o material, que chegou de forma compactada, com documentos corrompidos, e outros cuja senha não foi disponibilizada.
- Bahia Notícias
- 09 Jun 2025
- 14:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Homens que utilizam Ozempic nos Estados Unidos têm relatado um efeito colateral inesperado: o aumento do pênis. Segundo postagens em redes sociais, como o Reddit, diversos usuários afirmam ter notado um crescimento no comprimento do órgão genital desde o início do tratamento com o medicamento indicado originalmente para diabetes tipo 2, mas amplamente utilizado para perda de peso.
"Recentemente me medi e percebi um aumento de cerca de 2,5 cm", escreveu um usuário anônimo. “Na época da primeira medição, eu era mais magro, então não acho que o ganho esteja relacionado apenas à perda de gordura. Fiz a medição da mesma forma nas duas vezes”, afirmou.
Outro participante da conversa relatou um ganho ainda maior. “Ganhei 3,8 cm. Não é exagero. Eu sabia exatamente quanto tinha antes de engordar. Não acho que seja só por emagrecer”, opinou.
Embora alguns associem o suposto aumento apenas à perda de gordura abdominal, o que poderia deixar o pênis mais exposto visualmente, outros usuários insistem que fizeram as comparações em condições semelhantes, descartando essa possibilidade.
Especialistas, no entanto, apontam que não há evidências científicas de que Ozempic cause aumento peniano. Médicos explicam que o tamanho do pênis pode variar naturalmente devido a fatores como temperatura ambiente, fluxo sanguíneo, níveis hormonais e até mesmo o horário do dia. Ou seja, alterações percebidas podem ser circunstanciais.
O fenômeno, apelidado nas redes sociais como “pênis de Ozempic”, se junta a outras expressões populares relacionadas aos efeitos colaterais do medicamento. Um deles é a chamada “boca de Ozempic”, que descreve sinais de envelhecimento facial como flacidez, rugas ao redor dos lábios e mudanças no contorno do rosto, associados à rápida perda de peso. As informações são do Globo.
- Por André Fontenelle / Folhapress
- 09 Jun 2025
- 12:26h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a participação em um jantar de gala neste domingo (8) em Nice e antecipou sua agenda da segunda-feira (9), em Lyon, sem explicar oficialmente o motivo. Uma fonte do governo ouvida pela Folha de S.Paulo atribuiu as mudanças ao possível cansaço pela agenda cheia na visita à França, que começou na quarta-feira (4).
Lula deveria participar de um jantar de gala no hotel Le Negresco, onde está hospedado, a partir das 20h30 locais (15h30 de Brasília). O encontro foi oferecido pelos organizadores da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano (UNOC3). A conferência é promovida conjuntamente pelos governos da França e da Costa Rica. O Negresco é um dos hotéis mais tradicionais de Nice.
No entanto, a presença de Lula no jantar, que havia sido confirmada pelo governo brasileiro em reunião de informações à imprensa na sexta-feira (6), não apareceu na agenda oficial do presidente divulgada na manhã deste domingo.
Nesta segunda, o presidente tem duas agendas previstas: participação na UNOC3, a partir das 9h30 locais (4h30 em Brasília), e visita à sede da Interpol, organização internacional de polícias, em Lyon. A visita é uma cortesia ao recém-empossado secretário-geral da entidade, o delegado da Polícia Federal brasileira Valdecy Urquiza.
O horário da visita à Interpol, no entanto, sofreu duas mudanças sucessivas. Ela estava anunciada inicialmente para as 13h30 locais (8h30 em Brasília). Depois passou para 12h20 (7h20 em Brasília) e 11h35 (6h35 em Brasília).
Estar às 11h35 na sede da Interpol em Lyon, porém, praticamente inviabiliza a presença do presidente na sessão plenária da UNOC3, em Nice, já que só o deslocamento entre uma cidade e outra, de avião, leva uma hora.
Neste domingo, Lula participou da sessão de encerramento do Fórum de Economia e Finanças Azuis, em Mônaco, juntamente com o príncipe Albert 2º, de Mônaco; os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Costa Rica, Rodrigo Chaves; e o príncipe William, herdeiro do trono britânico. Lula leu seu discurso na sessão, sem fazer improviso, teve reuniões bilaterais reservadas e saiu sem falar com a imprensa.
O objetivo anunciado do encontro é buscar financiamento para tornar mais sustentáveis atividades como a pesca e o transporte marítimo. "Na presidência brasileira do G20, fizemos do oceano nossa prioridade", afirmou o presidente. "Não falta dinheiro. O que falta é disposição e compromisso político para financiar [uma exploração sustentável dos recursos marinhos]."
À tarde, Lula almoçou no Negresco com o português António Costa, presidente do Conselho Europeu, e tinha um encontro previsto com o presidente do Benin, Patrice Talon.
- Bahia Notícias
- 09 Jun 2025
- 10:24h
Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, voltou a declarar neste sábado (7) que o partido está pronto para apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma possível candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. A afirmação foi feita durante um evento realizado pelo grupo Esfera Brasil, no Guarujá (SP).
"Todos sabem que Tarcísio é candidato à reeleição. Se não fosse, teria o apoio do PSD para a Presidência da República", disse Kassab, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão paulista.
A sinalização de apoio ao governador não é inédita. Em abril, Kassab já havia destacado que Tarcísio é o nome preferencial da legenda para disputar o comando do Executivo federal. Na ocasião, chegou a afirmar que, caso ele entre na corrida presidencial, a centro-direita não deve lançar outro nome.
Apesar da preferência por Tarcísio, Kassab mencionou que o PSD mantém outras opções caso o governador decida disputar a reeleição em São Paulo. Entre os cotados, estão os governadores Ratinho Junior (Paraná), que já atua como pré-candidato, e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), citado como alternativa mais recente dentro da legenda.
- Bahia Notícias
- 09 Jun 2025
- 08:22h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra nesta segunda-feira (9) sua agenda oficial na França com participação na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 3) e uma visita institucional à sede da Interpol.
O primeiro compromisso do dia será na cidade de Nice, onde Lula discursará na abertura da UNOC 3. O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), reúne líderes de diversos países para discutir a preservação dos oceanos e políticas ambientais globais.
Na sequência, o presidente segue para Lyon, onde visitará a sede da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A ida à instituição tem caráter diplomático e está relacionada ao comando atual da entidade, exercido pelo delegado da Polícia Federal Valdecy Urquiza, o primeiro brasileiro a ocupar o cargo de secretário-geral da Interpol.
A visita ocorre poucos dias após a inclusão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na lista de difusão vermelha da organização, medida que possibilita a cooperação internacional em casos de busca e captura.
As informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 07 Jun 2025
- 13:02h
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
O Ministério da Educação anunciou, neste sábado (7), a prorrogação das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. Inicialmente programadas para encerrar na sexta-feira, dia 6 de junho, as inscrições agora podem ser feitas até o dia 13 de junho.
Segundo informações da Agência Brasil, o pagamento da taxa de inscrição pode ser feito até o dia 18 de junho. Já os pedidos de tratamento por nome social e solicitações de atendimento especializado devem ser feitos até o dia 13 de junho, mesma data em que se encerram as inscrições.
Inscrições
Os participantes que tiveram os pedidos de isenção da taxa de inscrição e as justificativas de ausência em 2024 aprovados pelo Inep precisam se inscrever no exame.
Os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, mesmo com a inscrição pré-preenchida automaticamente, precisam atualizar os dados solicitados e confirmar a inscrição para garantir a participação nesta edição. Esses candidatos não pagarão a taxa de inscrição. A medida pretende estimular a participação desse público no Enem e facilitar o processo de inscrição. As informações são da Agência Brasil.
- Por André Fontenelle | Folhapress
- 07 Jun 2025
- 11:04h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Batendo com o dedo médio da mão direita no púlpito, o presidente Lula (PT) afirmou que "a extrema-direita não ganhará as eleições no Brasil" no ano que vem, em entrevista à imprensa neste sábado (7), em Paris.
"Estou te dizendo, olhando bem nos seus olhos", disse, em resposta a uma pergunta da Folha de S.Paulo. "A extrema-direita não voltará a governar esse país, sobretudo com discurso negacionista, mentiroso, muitas vezes até canalha."
Lula foi questionado sobre a estratégia do governo para as eleições, diante do projeto anunciado da oposição de conquistar o Senado, que será renovado em dois terços, para impor pautas conservadoras --e especificamente se o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, poderia deixar o governo para se candidatar a governador ou senador por São Paulo.
"Você acha que eu seria louco de responder isso agora?", reagiu Lula, sorridente. Em seguida, afirmou que só cuidará do tema no próprio ano eleitoral.
"Quando chegar o ano que vem, eu vou começar a discutir candidaturas. Eu não sei quem é melhor em que lugar. Nós temos que fazer o mapeamento do Brasil, ver a realidade. Eles querem eleger senadores, governadores, deputados federais, eu também quero. É um direito que todos queiram eleger. Quando chegar o momento exato, a gente vai escolher as opções", concluiu.
Repetindo o que já vem dizendo em outras ocasiões, Lula alertou para o risco de uma campanha da oposição alimentada por notícias falsas. "Não vai ser inteligência artificial ou fake news que vai fazer alguém ganhar a eleição. Sem respeitar as pessoas, os movimentos sociais, as mulheres, os negros, os indígenas, [a oposição] não vai ganhar as eleições."
Sobre as negociações de alternativas para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), Lula reiterou que "está tudo acertado" desde a reunião do último dia 30 no Palácio do Alvorada, com o ministro Haddad e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). "Vai acontecer exatamente aquilo que nós acertamos. Sem briga, sem conflito. Apenas fazendo aquilo que tem que ser feito", disse Lula.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 07 Jun 2025
- 10:06h
Foto: José Cruz / Agência Senado
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou todos os atos da Operação Lava Jato e do então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, contra o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo por ausência de justa causa.
Na decisão desta sexta-feira (6), o relator estendeu os efeitos de outra declaração de nulidade da operação contra Guilherme de Salles Gonçalves, advogado alvo de duas ações da Polícia Federal em investigações decorrentes da Lava Jato e corréu de Bernardo em ações penais.
"Cuidava-se, no caso, de varias fases da 'Operação Pixuleco' - decorrente da Lava Jato -, tendo sido reconhecida a existencia de conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e integrantes do Ministerio Publico a partir de circunstancia objetiva envolvendo o previo acerto entre acusacao e magistrado para deflagracao de operacoes policiais que tinham como alvos o ora requerente, bem como Guilherme de Salles Goncalves", diz o relator.
Assim, o ministro entendeu serem idênticas as situações jurídicas em relação aos dois, como afirmava a defesa.
"Diante de tal quadro de absoluta anomalia institucional, em que Ministerio Publico e Judiciario atuavam em conluio em desfavor de alvos previamente escolhidos, a decisao deste e. STF deixa claro que o procedimento em desfavor do peticionario e fundamentado em medidas que desbordam, em muito, dos limites do devido processo legal", disseram os advogados do ex-ministro no pedido.
Em junho do ano passado, o ministro já havia anulado as provas contra Paulo Bernardo que tinham como base o acordo de leniência da Odebrecht. O material dava suporte à ação penal em curso na 22ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre (RS).
Paulo Bernardo comandou ministérios nos governos Dilma Rousseff e Lula e respondeu pelas acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção no âmbito da Custo Brasil, que foi um desdobramento da Pixuleco 2, a 18ª fase da Lava Jato.
Em Curitiba, quando era Pixuleco 2, e depois, como Custo Brasil, a operação contra Bernardo sempre teve dificuldades em avançar.
Em setembro de 2015, um mês após a Pixuleco 2 ser deflagrada, o STF decidiu retirar parte do processo de Moro e o dividiu entre o ministro Dias Toffoli (para pessoas com foro no Supremo) e a Justiça Federal de São Paulo.