Estrelas de Hollywood promovem sessão de "Manas", filme brasileiro que disputa com "O Agente Secreto" por vaga no Oscar

  • Bahia Notícias
  • 15 Set 2025
  • 10:20h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

As estrelas de Hollywood Julia Roberts e Sean Penn promoveram uma sessão exclusiva em Los Angeles, na Califórnia, do filme brasileiro "Manas", que disputa vaga no Oscar contra o sucesso "O Agente Secreto". 

 

A sessão contou com a presença da atriz Dira Paes, que faz parte do filme de Marianna Brennand, que também estava em Los Angeles. O filme foi exibido no último sábado (14).

 

"Manas" é um dos filmes pré-selecionados pela Academia brasileira para representar o Brasil na categoria "Melhor Filme Internacional", no Oscar. Na última edição da premiação o Brasil levou a melhor com o filme "Ainda Estou Aqui". 

 

Além de Manas, outro longa que disputa a vaga é "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho e protagonizado pelo baiano Wagner Moura. A produção é considerada pela Variety um dos favoritos ao Oscar 2026. 

INSS foi alertado ao menos quatro vezes sobre descontos indevidos desde 2018, apontam documentos

  • Bahia Notícias
  • 15 Set 2025
  • 08:08h

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu notificações de diferentes órgãos de fiscalização sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões ao menos quatro vezes nos últimos sete anos. O primeiro alerta teria ocorrido em 2018, feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

 

Durante oitiva na quinta-feira (11), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentou um documento que comprova a notificação. O material mostra que o então superintendente do INSS em São Paulo, José Carlos Oliveira — mais tarde ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro (PL), hoje chamado Ahmed Mohamad — foi informado pelo MPF sobre descontos irregulares em benefícios já naquele período.

 

Em 2019, o Procon de São Paulo também identificou práticas abusivas relacionadas a cobranças em aposentadorias e pensões. A denúncia foi levada ao INSS pelo então diretor-executivo do órgão, Fernando Capez. Segundo os registros, o presidente do INSS à época, Renato Vieira, comprometeu-se a excluir do sistema todas as associações e empresas responsáveis pelas irregularidades.

 

O documento ainda indica que o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro, participou da reunião em que o tema foi discutido.

 

As informações são do Metrópoles.

STF estima que Bolsonaro deve começar a cumprir pena em regime fechado até dezembro

  • Bahia Notícias
  • 13 Set 2025
  • 14:28h

Foto: Lula Marques/ Agência PT

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) estimam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve começar a cumprir pena em regime fechado até, no máximo, dezembro deste ano. A prisão pode ocorrer antes, em outubro ou novembro, a depender do tempo necessário para o encerramento definitivo do processo, incluindo a análise de eventuais recursos da defesa.

 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, acusado de liderar uma trama para permanecer no poder após as eleições de 2022. Do total, 24 anos e nove meses correspondem à reclusão em regime fechado, enquanto o restante diz respeito a pena de detenção.

 

Atualmente em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente só deve ser transferido para o regime fechado após o esgotamento dos recursos no próprio STF. A jurisprudência da Corte determina que a execução da pena pode começar após a rejeição dos dois primeiros embargos de declaração, um tipo de recurso geralmente usado apenas para esclarecer omissões ou contradições do julgamento, sem impacto no mérito da condenação.

 

O acórdão do julgamento, encerrado nesta quinta-feira (11), ainda será publicado, processo que pode levar cerca de 35 dias. Após isso, a defesa de Bolsonaro terá cinco dias para apresentar os primeiros embargos, que serão analisados pela Procuradoria-Geral da República antes de serem julgados pelo plenário. Um segundo conjunto de embargos poderá ser apresentado em seguida, o que, na prática, pode dobrar os prazos e empurrar a decisão final para dezembro.

 

Apesar disso, uma ala do STF defende que a prisão em regime fechado poderia ser determinada de imediato, sob o argumento de que os recursos restantes não têm poder de modificar o resultado do julgamento. Essa posição, no entanto, é considerada minoritária no momento.

 

Três possíveis locais são cogitados para o cumprimento da pena: a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, uma cela especial no Centro Penitenciário da Papuda, também na capital federal, ou, em uma hipótese considerada remota, um quartel do Exército. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra Bolsonaro.

 

Segundo aliados, a possibilidade de ser levado à Papuda causa temor no ex-presidente. O complexo penitenciário já abrigou figuras políticas condenadas, como Paulo Maluf e Luiz Estevão. A cela especial na sede da PF, por sua vez, seguiria moldes semelhantes àquela ocupada pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpriu 580 dias de prisão em Curitiba após ser condenado na Operação Lava Jato.

 

A defesa de Bolsonaro planeja ainda um pedido de conversão da pena para prisão domiciliar, alegando fragilidade na saúde do ex-presidente, que tem 70 anos. No entanto, esse pedido só deverá ser formalizado após o esgotamento dos recursos no STF.

 

Além do trâmite judicial, o risco de uma antecipação da prisão em regime fechado continua no radar. Caso Bolsonaro volte a descumprir medidas cautelares ou haja indícios de tentativa de fuga, o STF pode decretar a mudança imediata do regime, ainda durante a fase recursal.

'O Agente Secreto' e 'Manas' protagonizam disputa por vaga brasileira no Oscar

  • Por Leonardo Sanchez | Folhapress
  • 13 Set 2025
  • 12:22h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A bolha cinéfila brasileira foi tomada por uma disputa acirrada nos últimos dias, que opôs dois dos seis finalistas para tentar uma vaga ao Oscar de melhor filme internacional do ano que vem. De um lado está "Manas", de Marianna Brennand, e de outro, "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, tido como franco favorito e uma escolha óbvia até a semana passada.
 

Nas redes sociais, cinéfilos vêm defendendo um ou outro título de forma apaixonada, enquanto os cineastas também promovem campanhas incisivas. "Único dos seis finalistas dirigidos por uma mulher", diz uma publicação do Instagram de "Manas", seguida por vídeos de celebridades comentando a força do filme e de seu tema, o abuso de menores.
 

"Variety aposta em 'O Agente Secreto' para o Oscar 2026 em melhor filme internacional, melhor ator, melhor filme e melhor roteiro original", diz um post do segundo, que usa como munição o endosso da imprensa estrangeira e os prêmios vencidos por Mendonça Filho, como os de direção e ator, para Wagner Moura, no Festival de Cannes.

Além dos dois, também estão na disputa pela indicação da Academia Brasileira de Cinema "O Último Azul", de Gabriel Mascaro; "Baby", de Marcelo Caetano; "Kasa Branca", de Luciano Vidigal, e "Oeste Outra Vez", de Erico Rassi. A escolha será anunciada na manhã desta segunda-feira (15).
 

Os ânimos estão tão exaltados -não se via uma disputa com títulos tão fortes desde que "Bacurau", também de Mendonça Filho, foi preterido por "A Vida Invisível", de Karim Aïnouz, há seis anos- que o órgão anunciou uma coletiva de imprensa na sequência do anúncio, o que não é comum. Os nomes da comitiva responsável por bater o martelo serão anunciados na ocasião, seguindo regras do próprio Oscar.
 

Desde que a lista de filmes brasileiros a serem contemplados pelo comitê enxugou de 16 para 6, na segunda passada, "Manas", até então com uma campanha tímida, ganhou vida. Agora, parece se ancorar na carga política que escolhê-lo teria, enquanto "O Agente Secreto" segue uma linha mais pragmática.
 

Também conta a favor do primeiro a entrada de Sean Penn como produtor executivo. Vale dizer, porém, que o segundo tem o próprio Mendonça Filho e Moura, já bem conhecidos no circuito de festivais e na indústria americana, respectivamente, como garotos-propaganda. Walter Salles, de "Ainda Estou Aqui", entrou na roda, e vai apresentar uma sessão do filme no Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, lar do Oscar.
 

 

Além disso, "O Agente Secreto" tem distribuição, lá fora, da Neon, responsável pelo grande vencedor do Oscar do ano passado, "Anora", e dona de outros importantes postulantes à estatueta de filme internacional, "Foi Apenas um Acidente", de Jafar Panahi, e "Sentimental Value", de Joachim Trier.
 

Sua campanha pelo Oscar, é seguro dizer, começou já em maio, no rescaldo do Festival de Cannes, de forma mais orgânica, enquanto "Manas" é um fenômeno um tanto inesperado e bem mais recente, mas que conta com um apoio financeiro robusto para apresentar o filme no exterior.

Cerca de 70 empresas -a maioria sem qualquer relação com o audiovisual ou o campo da cultura-, aliás, assinaram, no começo da semana, uma carta de apoio à indicação de "Manas", com base em seu compromisso com o combate ao abuso sexual de menores de idade.
 

"Acreditamos que levar essa história ao Oscar vai além de um reconhecimento artístico e cultural para o cinema brasileiro. É uma oportunidade de amplificar as vozes de meninas e mulheres que, por tanto tempo, foram invisibilizadas", diz a carta, assinada por nomes ligados a empresas como a Vale e às da própria família Brennand, que atua nos setores imobiliário e energético.
 

Segundo apuração da reportagem, apesar do clima de cordialidade entre os diretores, demonstrado em bate-papo virtual com todos os cineasta pré-selecionados nesta sexta-feira, a avaliação é de que a disputa vem gerando desconforto dentro da Academia Brasileira de Cinema e entre as equipes dos filmes.
 

Bárbara Paz, que exerce cargo de diretora secretária na instituição responsável pela escolha, por exemplo, foi criticada por internautas e membros da indústria por aplaudir, com emojis, um post da campanha de "Manas" pela indicação.
 

Já Fernanda Torres elogiou o longa em seu Instagram, citando a presença de Sean Penn também entre aqueles que apoiaram "Ain da Estou Aqui" na campanha pelo Oscar brasileiro. A seção de comentários logo virou campo de batalha e, duas horas depois, ela compartilhou também o trailer de "O Agente Secreto". Um pouco mais tarde, foi a vez de "O Último Azul".

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Morre avó de Daniel Cady, marido de Ivete Sangalo: "Uma das pessoas mais importantes da minha vida"

  • Bahia Notícias
  • 13 Set 2025
  • 10:14h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

O nutricionista Daniel Cady, marido de Ivete Sangalo, anunciou nas redes sociais na última sexta-feira (12), o falecimento da avó, dona Iracema.

 

Em uma postagem compartilhada no Instagram, Cady mostrou alguns momentos ao lado da matriarca da família e se declarou para dona Iracema, sem revelar a causa do falecimento.

 

“Hoje me despeço de uma das pessoas mais importantes da minha vida: minha querida avó Iracema. Ela foi muito mais que avó, foi presença, foi carinho, foi cuidado, foi como uma segunda mãe. Estava comigo em todos os momentos: nas alegrias, nas dificuldades, sempre com amor, abraço, beijo, palavra de conforto ou uma comida feita com afeto”, escreveu.

 

Daniel ainda falou sobre como era viver com ela na infância e como foi a experiência dela após crescer.

 

"Tive a bênção de conviver de perto com ela, de dividir a vida, a casa, os dias — e cada instante foi um presente. Como era bom quando ela me colocava para dormir, quando preparava aquelas comidas que só ela sabia fazer, quando me enchia de carinho de um jeito único. Minha avó foi companhia, proteção, ternura. Foi amor em forma de pessoa."

 

O marido de Ivete ainda fez questão de falar sobre o legado que a avó deixou na terra. "É assim que vou sempre me lembrar dela: sorrindo, cuidando, transmitindo calor humano em cada gesto. Só tivemos bons momentos. Só guardo boas lembranças. E é isso que levo comigo: a certeza de que fui amado de todas as maneiras possíveis por uma mulher maravilhosa. Descanse em paz, vó. O seu amor continua vivo em mim".

 

A situação acontece em um momento em que a família está "separada". Isso por que, Ivete Sangalo está em São Paulo desde o início da semana para os ensaios do The Town, onde a artista se apresenta neste sábado (13). A cantora não comentou a situação.

 

O velório aconteceu na sexta-feira (12), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Pena de Bolsonaro deve permitir regime semiaberto a partir de 6 anos de prisão

  • Por Arthur Guimarães de Oliveira e João Pedro Abdo | Folhapress
  • 13 Set 2025
  • 08:09h

Foto: Antonio Augusto/ STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão, pode progredir para o regime semiaberto a partir de cerca de 6 anos de cumprimento de pena.
 

O julgamento de Bolsonaro e outros sete acusados de trama golpista terminou na última quinta-feira (11). Ainda cabem recursos da decisão.
 

Os réus foram condenados pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
 

Com exceção de Alexandre Ramagem, cuja ação penal foi suspensa em parte pela Câmara, eles também foram condenados A decisão sobre onde Bolsonaro deverá cumprir pena cabe a Alexandre de Moraes, relator do caso. O ministro deve determinar o local após o fim do processo, quando não houver mais recursos disponíveis.
 

Pela Lei de Execução Penal, a punição é aplicada de forma progressiva, com a transferência para o regime menos rigoroso quando o alvo tiver cumprido uma parte dela.
 

Os réus da trama golpista devem cumprir 16% ou 25% da pena para solicitar a ida ao semiaberto, segundo especialistas.
 

Mauricio Dieter, professor de criminologia da USP, diz que a diferença é que a fração de 25% é aplicável aos crimes praticados com violência, incluindo organização criminosa, abolição violenta do Estado de Direito, golpe e dano qualificado.
 

Segundo ele, mesmo as penas de detenção, que normalmente são cumpridas em regimes mais brandos, começam em regime fechado em razão da unificação das penas e da presença de crimes que exigem regime fechado.
 

Assim, considerando a pena total de Bolsonaro de 27 anos e 3 meses, chega-se a 9.945 dias. Aplicando o percentual de 25%, o resultado é de 2.486 dias, equivalentes a aproximadamente 6 anos e 10 meses de cumprimento antes da progressão.
 

O advogado criminalista Renato Vieira, doutor em direito processual penal pela USP, também afirma que o percentual deve ser aplicado sobre a soma das penas, porque é o total da condenação que determina a progressão de regime.
 

Ele ressalva, no entanto, que esse raciocínio pode gerar uma distorção, já que o cômputo unificado pode incluir delitos sem violência ou grave ameaça. Ao aplicar o percentual mais alto, dificulta-se a progressão geral.
 

Conforme explica Helena Lobo da Costa, professora de direito penal da USP, no caso do ex-presidente, a incidência das porcentagens deveriam depender do tipo de pena a qual o réu foi condenado.
 

"O crime de deterioração de patrimônio tombado não traz a violência ou grave ameaça como elementos, razão pela qual eu entendo que teria de ser aplicado o percentual de 16%", afirma ela.
 

"Para os demais, como envolvem violência ou grave ameaça, aplica-se 25% -inclusive para a organização criminosa armada, que exige o emprego de arma de fogo, o que caracteriza, a meu ver, ameaça."
 

Por essa lógica, o aplicável seria o percentual de 25% sobre a pena de 22 anos e 3 meses, resultante dos crimes de golpe, abolição e organização criminosa. A isso se somaria o percentual de 16% relativo ao crime de deterioração sob a pena de 2 anos e 6 meses.
 

Convertendo em dias, 22 anos e 3 meses equivalem a 8.120 dias. Aplicando 25%, chega-se a cerca de 5 anos e 7 meses. Sobre a pena de deterioração, 16% corresponde a pouco menos de 5 meses adicionais.
 

Essa interpretação desconsidera a condenação pelo crime de dano qualificado, cuja pena foi de 2 anos e 6 meses de detenção, por esta pena não admitir o regime inicial fechado.
 

Sem o crime de dano qualificado na conta, o total chega a 6 anos. Com ele, ou seja, adicionando um percentual de 25% (por causa da qualificadora de violência) sobre os 2 anos e 6 meses, daria perto de 6 anos e 7 meses.
 

A progressão de regime ainda depende de fatores como bom comportamento e remição -redução da pena por meio de trabalho ou estudo-, o que pode antecipar a passagem para um regime mais brando.
 

Ex-diretor da Abin e deputado federal, Alexandre Ramagem é condenado a 16 anos pelo STF e perde mandato

  • Por Leonardo Almeida
  • 12 Set 2025
  • 16:47h

Foto: Tomaz Silva / EBC

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL), foi condenado a cumprir 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11). 

 

No julgamento de Ramagem, os ministros também formaram maioria para a perda do mandato de Ramagem na Câmara dos Deputados. Na condenação, não foi estabelecida multa.

 

A pena inicial sugerida pelo ministro relator, Alexandre de Moraes, foi de 17 anos de reclusão. Todavia, a ministra Carmen Lucia propôs que a pena fosse de 16 anos, 1 mês e 15 dias, o que foi acatado pelo relator e acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin.

 

Ramagem foi o último condenado pelo STF em julgamento da trama golpista nesta quinta.

 

Confira as penas:
Jair Bolsonaro: 27 anos e três meses
Mauro Cid: 2 anos
Braga Netto: 26 anos
Anderson Torres: 24 anos
Almir Garnier: 24 anos
Augusto Heleno: 21 anos
Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos
Alexandre Ramagem: 16 anos, 1 mês e 15 dias.

 

Marco Rubio critica STF e ameaça resposta dos EUA à prisão de Bolsonaro: "Responderemos a caça às bruxas"

  • Bahia Notícias
  • 12 Set 2025
  • 14:21h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio que Washington dará uma resposta "adequada" ao que classificou como "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração veio após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro por cinco crimes diferentes, entre eles, tentativa de golpe de Estado.

 

Em publicação no X (antigo Twitter), Rubio atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de "violador de direitos humanos sancionado".

 

"As perseguições políticas pelo violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, enquanto ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro", escreveu o chefe da diplomacia norte-americana.

 

Na sequência, acrescentou: "Os Estados Unidos responderão adequadamente a esta caça às bruxas".

 

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ficado surpreso com a decisão do STF que condenou Jair Bolsonaro pela acusação de tentativa de golpe de Estado. 

 

Ao ser questionado por jornalistas ao deixar a Casa Branca, o republicano não comentou sobre a possibilidade de aplicar novas sanções a autoridades brasileiras, mas estabeleceu um paralelo entre o caso brasileiro e os processos judiciais que ele próprio enfrentou.

 

"Eu assisti ao julgamento. Eu o conheço bem. Como líder estrangeiro, achei que ele foi um bom presidente. É muito surpreendente que isso tenha acontecido. É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil. Ele era um homem bom, e não vejo isso acontecendo", declarou Trump.

Itamaraty rebate Rubio e diz que ameaças dos EUA não intimidarão Brasil: “Continuamos a defender a soberania”

  • Bahia Notícias
  • 12 Set 2025
  • 12:17h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O Itamaraty respondeu as ameaças do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que prometeu reagir a “caças às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Brasil. Em nota emitida nesta quinta-feira (11), a pasta afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu resposta ao golpismo ao condenar Bolsonaro em julgamento.

 

"O Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa. As instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo. Continuaremos a defender a soberania do País de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem", diz a nota do Itamaraty.

 

"Ameaças como a feita hoje pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira e ignora os fatos e as contundentes provas dos autos, não intimidarão a nossa democracia", completa

 

A Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder.

 

Após a condenação, Marco Rubio disse que Washington dará uma resposta "adequada" ao que classificou como "caça às bruxas" contra Bolsonaro. 
 

 

Em publicação no X (antigo Twitter), Rubio atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de "violador de direitos humanos sancionado".

 

"As perseguições políticas pelo violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, enquanto ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro", escreveu o chefe da diplomacia norte-americana.

 

Na sequência, acrescentou: "Os Estados Unidos responderão adequadamente a esta caça às bruxas".

Eduardo Bolsonaro afirma que EUA pode enviar caças e navios de guerra ao Brasil em cenário futuro

  • Bahia Notícias
  • 12 Set 2025
  • 10:15h

Foto: Reprodução / YouTube / Metrópoles

No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou que os Estados Unidos poderiam, no futuro, enviar “caças F-35 e navios de guerra ao Brasil”.

A afirmação foi feita em entrevista a uma coluna do site Metrópoles, em resposta a comentários da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavit. Ao se referir ao julgamento de Jair Bolsonaro, Leavit disse que Donald Trump “não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão”.

Questionado sobre a hipótese de uma intervenção norte-americana no Brasil, Eduardo Bolsonaro afirmou: "Acho que nesse momento não. Mas se o regime brasileiro for consolidado e tiver uma evolução igual à da Venezuela, com eleições que não são nada transparentes, sem a ampla participação da oposição, regado a censura e prisões políticas, no Brasil pode perfeitamente no futuro ser necessária a vinda de caças F-35 e de navios de guerra, porque é o atual estágio da Venezuela".

O parlamentar acrescentou: "E você não consegue consertar mais aquilo com remédios diplomáticos como as sanções. Então poderia ser um uso para o futuro. Acho que a porta-voz da Casa Brana, Karoline Lavit, foi muito feliz falando isso porque demonstra a disposição do governo Trump em defender as pautas da liberdade. Eu acho que se as autoridades brasileiras tiverem juízo, elas vão prestar muita atenção nesse discurso".

Vigília pós-condenação em condomínio de Bolsonaro tem pedido por 'milagre' e provocação de petistas

  • Por Marianna Holanda | Folhapress
  • 12 Set 2025
  • 08:11h

Foto: Reprodução / YouTube

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente após a sua condenação no STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão.
 

Os discursos criticavam o ministro Alexandre de Moraes, do STF, clamavam por Bolsonaro candidato à Presidência em 2026 e pediam por proteção à família do ex-presidente.
 

"Começa a vir a dúvida, começa a ter preocupação. E agora, Jesus, quem Bolsonaro vai indicar [à Presidência]? Sabem qual a resposta?", questionou Eduardo Torres, irmão de Michelle Bolsonaro, em cima do carro de som.
 

Os cerca de 40 apoiadores que se reuniam no terreno descampado em frente ao condomínio Solar de Brasília gritavam "Bolsonaro". "E se tudo der errado, quem é candidato?", a que respondiam mais uma vez o nome do ex-presidente em coro.
 

"O candidato será Jair Messias Bolsonaro. O milagre nem começou, mas viveremos esse milagre", concluiu Torres.
 

O carro de som também teve oração de pastores e fala do líder do PL na Câmara e também pastor, Sóstenes Cavalcante (RJ). Uma faixa com os dizeres "Volta Bolsonaro" e uma bandeira do Brasil estavam penduradas no veículo.
 

Um Bolsonaro de papelão em tamanho real foi colocado em frente ao carro de som.
 

Apoiadores de diferentes idades ajoelhavam e oravam, embrulhados em bandeiras do Brasil ou de Israel. Por vezes, foram interrompidos por carros de pessoas críticas ao ex-presidente, que passavam aos gritos de "cadeia" e buzinavam. Alguns chegavam a entrar no estacionamento de terra onde estava o carro de som para provocar os bolsonaristas.
 

"Estou aqui hoje para agradecer a Deus, por vocês estarem aqui no nono dia de oração pelo presidente Bolsonaro por sua família pelos demais réus que hoje foram condenados com ele, bem como estamos orando por todos os outros patriotas que ao longo dos últimos meses estão sendo condenados por pura perseguição política", disse Sóstenes.
 

"Neste país, quem é conservador, quem luta por Deus, pátria, família e liberdade está sendo perseguido por um homem... E aqui, como estou entre irmãos de Cristo, vou usar linguagem de evangélicos que sou, por um ministro da Suprema Corte endemoniado, isso que é ministro Alexandre de Moraes, principados das trevas ocuparam seu coração cheio de ódio para perseguição", completou.

Fux minimiza golpismo ao tratá-lo como 'rudes acusações' e 'choro de perdedor', dizem especialistas

  • Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folhapress
  • 11 Set 2025
  • 16:02h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

"Desabafo", "choro de perdedor", "rudes acusações", "declarações inflamadas" e "bravatas". Foram essas algumas das palavras usadas pelo ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), para se referir às atitudes de Jair Bolsonaro (PL) e aliados que levaram o ex-presidente ao banco dos réus por tentativa de golpe.
 

O ministro votou pela absolvição de todos os crimes imputados ao ex-presidente. Ele entendeu não haver provas de que o político tenha praticado atos de execução do golpe. Com a divergência, Bolsonaro tem 2 votos a 1 pela condenação. Votaram a favor de penalizar o ex-presidente os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
 

Para especialistas ouvidos pela Folha, a perspectiva adotada pelo ministro minimiza o cenário golpista, em um voto longo que trouxe divergências sobre a interpretação da PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

O ministro permeou nesta quarta-feira (10) seu voto com fala sobre a necessidade de que os atos praticados pelos réus precisam se enquadrar na letra fria da lei como "mão que calça a luva". Ele disse que o ex-presidente não cometeu crimes contra o Estado ao discutir minutas golpistas com os chefes das Forças Armadas.
 

Ao mesmo tempo, descartou relação do político com o 8 de Janeiro e disse que não é possível responsabilizar suas falas pela violência de terceiros.
 

Fux classificou declarações de Bolsonaro como "choro de perdedor" e afirmou que o desabafo de candidatos derrotados nas eleições não pode ser entendido como ataque ao Estado democrático de Direito.
 

"Deve ser rejeitada, sim, a interpretação ampliativa desse novel tipo penal para abranger condutas que configurem mera irresignação do resultado eleitoral, sem capacidade ou dolo de arruinar as multifacetadas instituições que garantam o governo democrático do país", afirmou.
 

"Obviamente, o legislador não teve intenção de amesquinhar o direito penal. Quanto mais para criminalizar o funcionamento corriqueiro dos órgãos políticos ou desabafo de candidatos derrotados a cargos públicos, comumente chamado de 'choro de perdedor'", disse.
 

Para Juliana Izar Segalla, professora de direito da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), toda a fala de Fux tentou minimizar a tentativa de golpe.
 

"Inclusive a esdrúxula afirmação de que jamais poder-se-ia cogitar do artigo 359-M [golpe de Estado], por ausência de deposição de governo legitimamente constituído", afirma ela.
 

Segundo a especialista, o posicionamento do ministro chama a atenção, "porque o tipo penal do artigo descreve a própria tentativa como crime. Se o golpe tivesse se consumado, não haveria esse julgamento", diz.
 

Segalla destaca entender que o ministro agiu incoerentemente com sua tradição mais punitivista. Para ela, as expressões do ministro sobre "desabafo" e "choro de perdedor" podem ter como objetivo normalizar ações e reações dos réus, minimizando a seriedade do que chama de clara tentativa de golpe. Ela diz imaginar, porém, que tais falas não vão, juridicamente, trazer impacto para o julgamento.
 

Para Diego Nunes, professor de direito da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Fux adotou no voto uma interpretação excessivamente restritiva, em que não aceita a possibilidade de autogolpe (ou seja, de Bolsonaro tentar permanecer ou retornar por meios ilícitos ao poder).
 

Nunes também interpreta que Fux entendeu que a "minuta de golpe" seria um ato inidôneo, ou seja, incapaz de ameaçar o Estado democrático. "A questão é que a minuta não é um texto solto, mas uma proposta apresentada e discutida por vários dos réus", diz o especialista.
 

"A partir das provas do processo, a meu ver essas falas do ministro minimizam o poder de ação e influência que um presidente no cargo -e que depois de sair continua a ser um líder político de peso- possa ter sobre o seu entorno e sobre os seus apoiadores em geral", diz Nunes.
 

Para Danilo Pereira Lima, professor de direito constitucional do Centro Universitário Claretiano e doutor em direito público pela Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), o voto de Fux minimizou o conjunto probatório apresentado pela PGR.
 

Ele entende que, com isso, o "ministro Fux deu sua colaboração para que movimentos políticos golpistas continuem a realizar seus ataques contra as instituições democráticas. O voto foi tão contraditório que o ministro seguiu com a condenação do ajudante de ordens [Mauro Cid], mas poupou o responsável pelas ordens golpistas, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro", afirma Lima.

Fundador da Oracle, Larry Ellison se torna pessoa mais rica do mundo e ultrapassa Elon Musk após ações dispararem

  • Bahia Notícias
  • 11 Set 2025
  • 14:28h

Foto: Oracle via oracle.com

O fundador da multinacional Oracle Corporation, Larry Ellison, se tornou a pessoa mais rica do mundo ao ultrapassar Elon Musk nesta quarta-feira (10). A fortuna do empresário registrou um salto após as ações da ações da Oracle dispararem mais de um terço, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial. A participação de Ellison na empresa de software, cerca de 41%, disparou para um valor de mais de US$ 397 bilhões (R$ 2,14 trilhões).

 

Isso superou o patrimônio líquido total de Musk de aproximadamente US$ 384 bilhões (R$ 2,07 trilhões), de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.

 

A CEO da Oracle, Safra Catz, celebrou um "trimestre surpreendente" nos resultados trimestrais divulgados na terça-feira (9) à noite, que incluíram o grupo assinando "quatro contratos de vários bilhões de dólares com três clientes diferentes" nos três meses até o final de agosto.

 

Segundo a Folha de São Paulo, esses acordos ajudaram a elevar as reservas da Oracle, que se refletirão em receitas futuras, para US$ 455 bilhões no trimestre (R$ 2,46 trilhões), superando as expectativas dos analistas e acima dos US$ 138 bilhões do período anterior (R$ 746 bilhões).

 

O salto na riqueza de Ellison ocorre enquanto o negócio mais valioso de Musk, a Tesla, está enfrentando dificuldades em meio a uma reação negativa dos consumidores sobre o envolvimento do bilionário com a administração Trump e preocupações dos investidores sobre o cancelamento de iniciativas de veículos elétricos pelo presidente.

 

O preço das ações da Tesla caiu um quarto desde dezembro. A participação de 16% de Musk na empresa vale atualmente cerca de US$ 187 bilhões (R$ 1 trilhão).

 

A Oracle, que demorou a direcionar seu negócio para serviços de computação em nuvem, beneficiou-se de um aumento na demanda por infraestrutura de data center de startups de IA e outros grandes grupos de tecnologia.

 

Antes do aumento de 42% na quarta-feira para US$ 344 (R$ 1.861), o preço das ações da Oracle já havia subido mais de 40% este ano. Seu valor de mercado aumentou de US$ 678 bilhões (R$ 3,66 trilhões) para US$ 967 bilhões (R$ 5,2 trilhões) no início das negociações na quarta-feira.

 

Em uma teleconferência com investidores na terça-feira, Catz disse que a Oracle havia assinado "contratos significativos de nuvem com um quem é quem da IA, incluindo OpenAI, xAI, Meta, Nvidia, AMD e muitos outros".

 

A receita de seu negócio de infraestrutura saltaria de US$ 18 bilhões (R$ 97,3 bilhões) neste ano para US$ 144 bilhões (R$ 779 bilhões) em cinco anos, ela previu. A previsão foi quase 60% superior aos US$ 91 bilhões (R$ 492,3 bilhões) esperados por Wall Street.

 

Em comparação, a receita da Amazon Web Services, a maior empresa de nuvem, ultrapassou US$ 107 bilhões (R$ 579 bilhões) em seu último ano completo.

Com voto favorável de Luiz Fux, STF forma maioria para condenar Braga Netto por trama golpista e plano de assassinato

  • Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
  • 11 Set 2025
  • 12:25h

Foto: Fernando Frazão / EBC

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, votou pela condenação do ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito. Com o voto desta quarta-feira (10), o STF garante maioria na Primeira Turma para condenar o militar.

 

Segundo o ministro, Braga Netto participou de um plano que previa o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação. “O réu Braga Netto, em unidade com Rafael Martins de Oliveira e Mauro César Barbosa Cid, planejou e financiou o início da execução de atos destinados a ceifar a vida do relator dessa ação penal, o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

 

Fux também votou pela condenação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid pelo mesmo crime, consolidando maioria contra ele. No entanto, divergiu em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, para quem votou pela absolvição em todas as acusações.

 

Fux foi o terceiro a se manifestar no julgamento. Na véspera, Alexandre de Moraes e Flávio Dino haviam votado pela condenação de Bolsonaro e de outros sete réus. Ainda restam os votos das ministras Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, com expectativa de conclusão até sexta-feira (12).

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Braga Netto de integrar o núcleo central da organização que planejava um golpe de Estado, com influência política e militar. Como prova, cita documentos como a chamada “Operação 142”, apreendida em sua assessoria, que previa ofensivas contra o STF e decretos de exceção para impedir a posse de Lula.

 

A defesa do general nega as acusações e sustenta que a delação de Mauro Cid, considerada “mentirosa”, é a principal base da denúncia. Os advogados afirmam que não há provas materiais de que Braga Netto tenha financiado ações golpistas ou participado dos ataques de 8 de janeiro, atribuindo as acusações a disputas internas nas Forças Armadas.

Cientistas brasileiros criam medicamentos com proteínas da placenta para pessoas tetraplégicas

  • Bahia Notícias
  • 11 Set 2025
  • 10:22h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Uma equipe de brasileiros descobriu que é possível reverter parte da mobilidade prejudicada por uma lesão na medula espinhal com uma proteína presente na placenta, a laminina. O tratamento está em fase experimental, mas já conseguiu mostrar eficácia.

 

O bancário Bruno Drummond de Freitas e outros participantes do estudo receberam um medicamento, polilaminina, criado a partir da proteína laminina. O bancário conseguiu ter a recuperação completa dos movimentos, após realizar o tratamento 24 após um acidente de carro que lesionou parte da medula espinhal. 

 

“No início, os médicos disseram que eu ficaria em cadeira de rodas para o resto da vida. Depois, que talvez conseguisse andar com muletas. Mas eu nunca perdi a esperança. Um dia, ainda no hospital, mexi o dedão do pé e aquilo foi um choque para todo mundo. A cada semana, eu evoluía mais”, relembra ele. 

 

A pesquisa foi liderada pela professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, e acabou contando com outros pesquisadores e especialistas.