Brasil vê salto em uso de opioides em uma década e consumo chega a 8% da população, diz pesquisa

  • Por Raquel Lopes | Folhapress
  • 27 Mar 2025
  • 12:24h

Foto: OMS

O consumo de analgésicos opioides registrou um aumento expressivo na última década, conforme aponta uma pesquisa inédita do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo os dados levantados, a taxa na população geral saltou de 0,8% em 2012 para 7,6% em 2023.

O estudo faz parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, uma pesquisa domiciliar conduzida pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com financiamento da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos).

O objetivo é mapear padrões de consumo e comportamentos associados ao uso de substâncias no Brasil. A pesquisa abrange indivíduos com 14 anos ou mais, selecionados em diferentes cidades do país.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas, no Ministério da Justiça. O levantamento inclui substâncias como morfina, tramadol, Tylex, dolantina, entre outras.

Os opioides são compostos que interagem com receptores do sistema nervoso para aliviar a dor e são amplamente utilizados no pós-operatório para amenizar desconfortos intensos. No entanto, seu uso inadequado pode levar à dependência, tornando-se um problema de saúde pública.

No Brasil, essas substâncias já circulam no mercado ilegal, chegando a usuários sem prescrição médica e fora do ambiente hospitalar, o que amplia os riscos associados ao consumo descontrolado.

Segundo a pesquisa, entre as mulheres, o crescimento foi ainda mais expressivo, saltando de 1% para 8,8% de 2012 a 2023.

Para Marta Machado, secretária Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, os dados evidenciam a necessidade de maior atenção ao tema.

"Esses estudos significam um alerta para todos nós —para a sociedade, para os gestores da política de drogas e para a comunidade da saúde. Sabemos que o consumo abusivo de opioides no hemisfério norte, especialmente nos EUA, levou recentemente a uma epidemia de overdoses, que é justamente o que temos o dever de evitar que aconteça no Brasil", disse.

"É claro que vivemos hoje uma situação muito distinta, em que o mercado ilícito de opioides é reduzido e pontual, mas é fundamental aumentar nossa capacidade de antever, detectar e monitorar riscos e ampliar a nossa capacidade de responder rapidamente a esses riscos. Essa vem sendo uma prioridade da Senad", acrescentou.

A pesquisa mostra ainda que o uso de benzodiazepínicos é significativamente mais comum entre as mulheres. Quase uma em cada cinco já fez uso desses medicamentos ao longo da vida, e, no último ano, 12,7% delas recorreram a essas substâncias, em comparação com 7,6% dos homens.

Amplamente prescritos para tratar ansiedade e insônia, os benzodiazepínicos apresentam riscos quando utilizados sem acompanhamento médico, incluindo dependência e efeitos adversos no longo prazo.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Após determinação de Moraes, Valdemar Costa Neto recebe passaporte, celular e relógios de volta

  • Bahia Notícias
  • 27 Mar 2025
  • 10:41h

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Polícia Federal comunicou que devolveu itens pessoais do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Além disso, seu passaporte também foi reativado a data de validade. 

Segundo informações do Metrópole, foram devolvidos R$ 53,7 mil, relógios, sendo um da marca Rolex e outro BVLGARI com pulseira preta, 2 celulares iPhone, um 8 e outro 14 Pro Max, e um caderno com design do clube de futebol Real Madrid.

O ministro Alexandre de Moraes, no começo do mês, liberou a aproximação e comunicação entre o presidente do PL e o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora réu após votação unanime no STF. Valdemar não foi denunciado pela PGR.

RHI Magnesita expande práticas sustentáveis e fortalece gestão hídrica

  • O maior forno rotativo da companhia no mundo, localizado em Brumado, também conta com uma estação de tratamento e recirculação de água
  • ASCOM: RHI Magnesita I Janaina Massote
  • 27 Mar 2025
  • 09:25h

Estação de tratamento de água para reutilização no processo industrial da planta de Brumado (BA). Crédito: RHI Magnesita/ Divulgação.

Comprometida com o uso e reaproveitamento sustentável da água, a RHI Magnesita implementa soluções inovadoras para minimizar impactos ambientais e otimizar recursos naturais em suas operações. Um exemplo desse compromisso é a unidade de Brumado, na Bahia, que alcança 90% de recirculação e reuso de água industrial, evitando o consumo de 998 m³/h e preservando 22 nascentes na região da Serra das Éguas (BA).

A empresa investe continuamente em práticas de reuso e preservação da água em diversas etapas do seu processo produtivo, incluindo britagem, fornos de sinterização e a Usina de Beneficiamento de Minério. Em fevereiro, essa gestão avançou ainda mais com a inauguração do maior forno rotativo de produção de sínter da companhia no mundo, localizado em Brumado, que conta com uma estação própria de tratamento e recirculação de água, reforçando a eficiência hídrica do processo produtivo.

“Nosso compromisso com a gestão sustentável da água vai além da redução do consumo industrial. Buscamos implementar soluções que garantam a eficiência no uso desse recurso essencial e contribuam para a preservação ambiental da região. O trabalho realizado em Brumado é um exemplo de como a inovação pode promover a sustentabilidade no setor”, afirma Carlos Eduardo Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita na América do Sul.

 

Etapas de reutilização hídrica

O modelo de gestão adotado na unidade de Brumado envolve técnicas avançadas para reuso e reaproveitamento hídrico. Durante a etapa de Britagem, a água é coletada, separada e decantada, permitindo sua recuperação e reutilização. Nos fornos de sinterização, a recirculação ocorre por meio de torres de refrigeração equipadas com quatro bombas centrífugas, garantindo a continuidade do ciclo produtivo sem desperdícios. Já na Usina de Beneficiamento, a água é direcionada para um sistema de decantação de efluentes, onde é tratada e reintroduzida no processo industrial.

Mas a atuação da RHI Magnesita na gestão hídrica vai além dos limites da empresa. A companhia também investe no tratamento e fornecimento de água para atender a parte das residências e uma horta comunitária no entorno da unidade de Brumado, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e o impacto positivo na região.

Com essas iniciativas, a RHI Magnesita não apenas reduz seu consumo de água industrial, mas também estabelece um padrão de referência para a gestão hídrica no setor, promovendo o uso consciente desse recurso vital.

 

Sobre a RHI Magnesita

A RHI Magnesita é o fornecedor líder global de produtos, sistemas e soluções refratárias de alta qualidade que são essenciais para processos de alta temperatura, superiores a 1.200°C, em uma ampla variedade de indústrias, incluindo aço, cimento, metais não ferrosos e vidro. Com uma cadeia de valor verticalmente integrada, de matérias-primas a produtos refratários e soluções totalmente baseadas em desempenho, a RHI Magnesita atende clientes em todo o mundo, com mais de 20.000 funcionários em 68 unidades de produção, 10 unidades de reciclagem e mais de 70 escritórios de vendas. A RHI Magnesita pretende alavancar sua liderança em termos de receita, escala, portfólio de produtos e presença geográfica diversificada para atingir estrategicamente os países e regiões que se beneficiam de perspectivas de crescimento econômico mais dinâmico.

O Grupo está listado na categoria Equity Shares (Commercial Companies) ("ESCC") da Lista Oficial da Bolsa de Valores de Londres (símbolo: RHIM) e é um constituinte do índice FTSE 250, com uma listagem secundária na Bolsa de Valores de Viena (Wiener Börse). Para obter mais informações, acesse o site da RHI Magnesita .

Governo enviará projeto de lei para viabilizar reajuste de servidores

  • Por Fernanda Brigatti | Folhapress
  • 27 Mar 2025
  • 08:31h

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / EBC

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar na sexta-feira (28) à Câmara dos Deputados um projeto de lei para viabilizar o pagamento do reajuste dos servidores públicos federais, segundo o líder do governo no Parlamento, deputado federal José Guimarães (PT-CE).

O acordo fechado em 2024 entre o governo e as categorias do funcionalismo federal havia sido formalizado em uma medida provisória (MP) enviada pelo governo ao Congresso Nacional no último dia do ano. Além do pagamento de 9% de aumento salarial, a MP também prevê a criação de carreiras, a reestruturação de cargos e novas regras para gratificações e remunerações.

Até a semana passada, a votação pendente da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025 era o que impedia o pagamento dos reajustes. O texto orçamentário foi aprovado e agora é a MP o problema, pois ela perde a validade em abril e a análise do texto nem começou.

Uma comissão formada por senadores e deputados precisaria ser criada, para só então a análise começar. A MP também prevê que a incorporação do reajuste seja paga retroativamente, pois estabelece que eles valem desde 1º de janeiro.

O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) foi procurado, mas ainda não respondeu. Segundo Guimarães, o projeto de lei será enviado pela pasta e tramitará com regime de urgência. A decisão por uma tramitação acelerada será do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Sob Arthur Lira (PP-AL), o expediente foi usado com frequência. Com a urgência, os projetos não passam por comissões e vão direto ao plenário. O líder do governo disse considerar que a viabilização do reajuste dos servidores é um caso que cabe o regime de urgência.

Lideranças dos sindicatos de servidores que negociaram o acordo em 2024 chegaram a pedir ao governo o pagamento do reajuste por meio de folha de pagamento suplementar, mas não tiveram resposta. Eles também não foram oficialmente informados do envio do PL.

A preocupação do Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais de Serviços Públicos Federais) é que o processamento do reajuste e dos valores atrasados na mesma folha do pagamento mensal aumenta o risco de erro no cálculo do Imposto de Renda dos servidores.

Se o projeto de lei não tramitar com urgência, pode ser que o reajuste e os valores retroativos fiquem somente para junho. Durante a tramitação do projeto do Orçamento, o MGI disse que o dia 15 é o limite para o processamento da folha de pagamento.

O acordo com servidores prevê que os reajustes seriam pagos em janeiro de 2025 e em abril de 2026. Neste ano, o impacto financeiro será de R$ 17,9 bilhões. Para 2026, serão R$ 8,5 bilhões.

MEC escuta professores de matemática para aprimorar ensino dos alunos

  • Bahia Notícias
  • 26 Mar 2025
  • 18:14h

Foto: Sumaia Vilela / Agência Brasil

Os 600 mil educadores do ensino básico e da educação profissional e tecnológica da rede pública de todo o Brasil poderão responder, até sexta-feira (28), à Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática, pesquisa online organizada pelo Ministério da Educação (MEC). As informações são da Agência Brasil.

A coleta de contribuições dos docentes tem o objetivo de melhorar as práticas pedagógicas no país para, na ponta, melhorar a aprendizagem nessa área de conhecimento, com base nas necessidades e nas demandas apontadas pelos profissionais da educação.

A iniciativa também pretende valorizar os educadores porque considera as diferentes perspectivas dos profissionais na definição de políticas públicas para o ensino e a aprendizagem da matemática.

O MEC tem disponível o Guia Escuta Nacional de Professores e Professoras para incentivar os educadores a participar da mobilização para garantir a aprendizagem adequada de matemática pelos estudantes da educação básica.

Aneel homologa tarifa de Itaipu após manobra do governo Lula

  • Por Fábio Pupo | Folhapress
  • 26 Mar 2025
  • 16:25h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) homologou por unanimidade nesta terça-feira (25) a tarifa de energia a ser cobrada por Itaipu em US$ 17,66 por kilowatt.mês em 2025.

O valor, a ser aplicado de abril ao fim do ano, ficaria maior sem uma engenharia financeira que incluiu o uso de recursos da usina para conter a conta de luz brasileira. A medida foi possível após um decreto assinado neste mês pelo presidente Lula (PT) e pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).

A discussão começou em maio de 2024, quando o governo informou à Aneel ter sido alcançado um acordo entre Brasil e Paraguai para o chamado Cuse (Custo Unitário de Serviço de Eletricidade de Itaipu) a ser aplicado entre 2024 e 2026.

Na época, os países acordaram um Cuse de US$ 19,28 juntamente com a diretriz de repasse de recursos de Itaipu para os consumidores brasileiros para reduzir esse valor. Na época, o governo Lula afirmou que o consumidor não sentiria nenhum aumento (em 2024, segundo a Aneel, já vinha sendo aplicado o valor de US$ 17,66).

Para atingir o objetivo, o conselho de Itaipu aprovou a transferência de US$ 301 milhões da usina para a conta de luz em 2024, US$ 294 milhões em 2025 e US$ 286 milhões em 2026.

Em dezembro de 2024, no entanto, foi verificado pela ENBPar (estatal federal responsável por Itaipu) que haveria um saldo negativo na conta de Itaipu em 2024, de R$ 332 milhões.

Um decreto de 2022 estabelece que a previsão de saldo negativo da conta de Itaipu deve ser considerado no preço. Com isso, haveria necessidade de aumentar a tarifa em cerca de US$ 2 -levando o valor para US$ 18,72 em 2025.

"Então tinha uma situação em que a manutenção da tarifa [em patamar inferior] atenderia o acordo entre Brasil e Itaipu de não ter reajuste, mas por outro lado provavelmente ocorreria insuficiência de recursos para gestão da conta de Itaipu", afirma André Lúcio Neves, especialista em Regulação da Aneel.

A solução encontrada foi usar um crédito embolsado por Itaipu em 2024 de recursos provenientes de distribuidoras, devidos desde a pandemia de Covid-19. O montante devolvido foi de R$ 1,6 bilhão.

O uso desses recursos só foi possível após um decreto de 5 de março deste ano. Além de liberar o uso dos recursos para esse fim, o texto definiu como deve ser apurado o resultado anual da conta de Itaipu e o repasse para uma reserva técnica voltada ao amortecimento das tarifas.

Fernando Mosna, diretor da Aneel que relatou o caso, afirma que o decreto permitiu sanar o problema de insuficiência de recursos. "Tal medida evitou um aumento estimado de 5,99% na tarifa de Itaipu, que por sua vez teria repercussão nas tarifas praticadas pelas distribuidoras cotistas de Itaipu, localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste", disse ele.

Nas contas da Aneel, R$ 355 milhões do valor devolvido pelas distribuidoras devem cobrir o saldo negativo de 2024. Com a engenharia, será possível manter a tarifa de 2025 tal como em 2024 -ou seja, em US$ 17,66.

Além disso, conforme mostrou a Folha de S.Paulo, da parcela de R$ 1,2 bilhão restante, R$ 586 milhões devem ir para uma reserva técnica. O governo também prevê que o restante (R$ 700 milhões, nas contas do governo) possam ser injetados em julho na conta de luz. A Aneel calcula o valor em R$ 656 milhões, mas ressalta que ele ainda pode mudar.

Sandoval Feitosa, diretor-geral da Aneel, elogiou a criação da reserva técnica. "Essa medida aprimora a gestão da conta de Itaipu, cujos resultados estão sujeitos a variação positiva ou negativa a depender da variação cambial e também da geração efetiva da usina ao longo do ano. Portanto, essa medida também tende a gerar maior estabilidade no saldo anual da conta de Itaipu", afirmou.

"Ressalto também que a necessidade de constituição da reserva técnica já havia sido constatada pelas áreas técnicas da Aneel durante o processo de fiscalização da conta de comercialização e Itaipu, o que representa uma importante contribuição desta agencia para melhoria da gestão da conta pela ENBPar", disse.

Simone Tebet declara que o preço dos alimentos vai baixar nos próximos meses

  • Bahia Notícias
  • 26 Mar 2025
  • 14:10h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Simone Tebet, declarou, nesta terça-feira (25), que os preços dos alimentos devem baixar nos próximos 60 dias, graças a medidas tomadas pelo governo. A declaração foi feita durante o programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o "Bom Dia, Ministra".

Ela ainda disse que a alta deve-se por conta das mudanças climáticas e quebras de safra, também em países produtores. 

“Os alimentos que mais subiram são aqueles produtos que são mais caros para o coração ou para o paladar do povo brasileiro, que é o ovo, o café”, disse Tebet. Mas na safra do ano que vem teremos alívio. O agronegócio brasileiro esse ano vem muito forte e dará, inclusive, sustentabilidade ao nosso PIB. Ouso dizer que vamos crescer acima das projeções que nós mesmos estamos fazendo, porque teremos uma safra muito forte que vai ajudar no crescimento, na geração de emprego e renda e no barateamento dos alimentos”, disse ela. 

Conforme a ministra, o governo está fazendo o que pode "na medida certa", para não haver nenhum tipo de inflação nos preços. 

“Seria muito perigoso segurar o preço agora para, depois de seis meses ou um ano, o preço explodir”, complementou ao garantir que “em 60 dias, os preços começam a cair no supermercado”.

Além disso, ela também fala que os estados devem colaborar para essa queda de preço nos alimentos. 

“Alguns estados não têm isenção de imposto dos ICMS na cesta básica. Tudo bem que não possa fazer pelo ano inteiro, porque isso impacta nas contas deles. Mas nada impede de darem [por um período específico] essa isenção, apertando o cinto. É o que a gente faz, aqui, com os gastos públicos. Com ajustes, cortes de supérfluos, combate a erros e fraudes. É conter do lado que não não precisa, para ter do lado que precisa”, declarou.

TCU questiona contratação sem licitação de R$ 478 milhões para COP30

  • Por Folhapress
  • 26 Mar 2025
  • 12:37h

Foto: Arquivo/Leopoldo Silva/Agência Senado

O TCU (Tribunal de Contas da União) questionou o acordo de cooperação firmado pela COP30, a conferência sobre clima da ONU (Organização das Nações Unidas), com a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), por R$ 478,3 milhões, sem licitação.

A entidade foi contratada sob a justificativa de auxiliar na organização do evento. A ação do tribunal, revelada pela CNN e confirmada pela reportagem, tem origem em um pedido de apuração feito por parlamentares de oposição ao governo Lula (PT).

Em uma nota publicada no site oficial, o governo federal diz que o processo de contratação está aberto para análise do TCU e que modelos de acordo semelhantes foram firmados, por exemplo, para realização do G20 no Rio de Janeiro, em 2024.

"Os projetos seguem padrões internacionais e estão em conformidade com a legislação brasileira, incluindo os princípios da transparência e da prestação de contas. A escolha da OEI baseou-se em sua experiência na realização de eventos internacionais e na gestão de projetos de cooperação", diz o texto.

Segundo o governo, a contratação da organização tem como finalidade a construção do complexo onde acontecerá a COP30, em Belém, capital do Pará.

Procurada, a OEI disse que "segue comprometida com a responsabilidade de cooperar na condução deste evento de relevância histórica."

Já o tribunal aponta que a organização contratou outras empresas "especializadas para planejar, organizar e fornecer bens e serviços necessários à execução do evento", mas que, como este processo ainda está na fase de recursos, ele será analisado "em etapa posterior" da apuração.

"A falta de informações sobre os critérios que embasaram o valor contratado, aliada à magnitude financeira envolvida, reforça a necessidade de diligência [...] para que sejam apresentados esclarecimentos detalhados sobre a composição do valor estimado de R$ 478,3 milhões", diz o TCU.

O tribunal pede que a secretaria da COP30, que fica sob o guarda-chuva da Casa Civil, encaminhe documentos sobre o contrato e a justificativa da escolha da OEI como parceira para o evento.

O TCU questiona o governo "se houve análise comparativa com preços de mercado para serviços similares, incluindo eventuais cotações ou estudos que fundamentaram o montante, e os critérios objetivos que demonstram a economicidade da escolha da OEI em relação a outras alternativas."

O tribunal aponta ainda que, antes de firmado o acordo de cooperação, o portal da transparência indica outros pagamentos para a OEI, num total de R$ 20,7 milhões.

"[Os valores] sugerem a possibilidade de execução antecipada do objeto do contrato antes de sua formalização ou a existência de outro instrumento contratual não declarado, o que compromete a legalidade e a transparência do processo", afirma o TCU.

O questionamento cita ainda que o atual secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, foi diretor da OEI até julho de 2024.

Segundo o tribunal, isso pode indicar "indícios de irregularidades sistêmicas ou de influência indevida em outras contratações".

MPF cobra explicações de Governo Federal sobre demarcação de terras indígenas no Extremo Sul baiano

  • Bahia Notícias
  • 26 Mar 2025
  • 10:32h

Foto: Reprodução / Cimi [Arquivo]

O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia emitiu, nesta terça-feira (25), uma nota em que cobra resposta do Governo Federal sobre a regularização fundiária de territórios indígenas no Extremo Sul do estado. As terras em questão — Barra Velha do Monte Pascoal, Tupinambá de Olivença e Tupinambá de Belmonte — têm sido foco de conflitos há mais de uma década.

Em ofício enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) no último dia 18 de março, o MPF solicitou esclarecimentos formais sobre "eventuais obstáculos técnicos ou jurídicos" que possam ter impedido a assinatura das portarias declaratórias dessas terras. A solicitação é um desdobramento da audiência pública realizada na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, que estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para uma resposta, que expira nesta terça-feira.

O procurador da República Ramiro Rockenbach destacou em nota que "é necessária uma explicação fundamentada sobre por que essas portarias ainda não foram assinadas. No entendimento do MPF, das entidades parceiras e dos povos indígenas, não há qualquer impedimento para que isso ocorra".

Em paralelo, o MPF informou que iniciou reuniões com entidades e representantes dos povos indígenas para traçar novas estratégias em defesa dos direitos territoriais. O órgão também alertou para uma escalada de conflitos fundiários e violência contra os povos Pataxó e Tupinambá na região.

Além disso, o MPF lembrou que, desde 2008, os processos de demarcação dessas terras estão paralisados, apesar de relatórios técnicos já concluídos e da inconstitucionalidade do "marco temporal" ser reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A demora na conclusão desses processos tem gerado crescente insegurança e intensificado os conflitos no local. "As comunidades indígenas aguardam há mais de uma década pela oficialização da posse de suas terras. Enquanto isso, enfrentam um cenário de violência constante, marcado por invasões e ameaças. A regularização dessas áreas não pode mais ser adiada", afirmou Rockenbach.

Baixa no dendê: Aline Patriarca é eliminada do BBB 25 com 51,73% dos votos

  • Bahia Notícias
  • 26 Mar 2025
  • 08:14h

Foto: TV Globo

O jogo chegou ao fim para Aline Patriarca. A ex-PM foi a 10ª participante eliminada do Big Brother Brasil em um paredão disputado contra Diego Hypolito e o pipoca Maike Cruz.

 

A baiana recebeu 51,73% dos votos do público para deixar o jogo, contra 47,34% de Maike Cruz e 0,93% de Diego Hypolito (0,93%).

 

No discurso de eliminação, Tadeu Schmidt fez uma reflexão sobre o jogo da bacharel em Direito e afirmou que em alguns casos, o público não gosta de quem realmente joga.

 

"Assumir a postura combativa, que se espera de um jogador de Big Brother, é fundamental, mas não é garantia. Você pode ser eliminado por tantos outros motivos. No BBB, quando um leão começa a rugir, tudo muda. Ele poderia ficar só descansando, mas leão não tem vocação para ser apenas mais um. Ou ele é um rei ou é melhor ir embora... Ao rugir, o leão se expôs, foi alvo dos caçadores, foi quase como se tivesse feito um sacrifício."

 

Durante a passagem pelo programa, Patriarca chamou a atenção do público pelo jogo. A ex-PM se envolveu com o ator Diogo Almeida, mas não agradou a sogra, Vilma Nascimento, além de ter se tornado a maior rival da bailarina Renata, protagonizando grandes desentendimentos.

 

Fora do reality, Aline confessou que o envolvimento com Diogo Almeida atrapalhou ela dentro do jogo.

 

"Durante meu relacionamento com o Diogo, eu dei uma esfriada no meu jogo e fiquei com alguns conflitos ali. Eu estava gostando de fato de estar conhecendo ele. Quem não fica bobo quando está apaixonadinho? O que aconteceu mesmo foi dar uma reviravolta no jogo, porque ele disse coisas que me magoaram."

 

Quanto a análise feita sobre a maior rival, a baiana afirmou que a vivência dela fora da casa foi essencial para a "virada de mesa" no jogo.

 

"Qualquer pessoa que passasse pela experiência da Renata voltaria cheia de informações vantajosas e destrutivas. Ela acordou para o jogo porque estava muito em cima do muro. Não via a Renata se posicionar tanto, a Eva [Pacheco] muito menos. A Renata é autêntica, ela se parece comigo. E ainda bem, porque já estava ficando chato."

Defesa de Bolsonaro alega ausência de provas em julgamento por tentativa de golpe

  • Por Aline Gama /Bahia Notícias
  • 25 Mar 2025
  • 18:17h

Foto: Gustavo Moreno / STF/ TV Justiça / Reprodução

Na manhã desta terça-feira (25), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro argumentou, durante o julgamento da denúncia por tentativa de golpe de Estado, que não há nenhum documento que comprove a participação dele nos fatos alegados.

O advogado Celso Sanchez Vilardi sustentou que crimes contra a democracia seriam "impossíveis" no caso, uma vez que os eventos teriam começado em dezembro de 2021, durante o próprio governo Bolsonaro. Além disso, destacou que a denúncia se baseia em um volume de 45 mil documentos, que classificou como um “quebra-cabeça exposto à defesa”.

A defesa também afirmou que o caso deveria ser julgado no plenário do STF e negou qualquer ligação do ex-presidente com os supostos planos "Punhal Verde e Amarelo" e "Operação Copa 2022". Questionou ainda a validade da delação de Mauro Cid, argumentando que o conteúdo deve ser corroborado por provas concretas. "O delator tem que falar, e o Estado tem a obrigação de apresentar as provas", disse.

Por fim, o advogado de Bolsonaro rejeitou a acusação de que o ex-presidente seria líder de uma organização criminosa, ressaltando que ele não participou dos atos do 8 de janeiro e, ao contrário, os repudiou. A defesa pediu, portanto, a rejeição da denúncia.

Vencedor do Oscar para o Brasil, 'Ainda Estou Aqui' bate US$ 35 milhões de bilheteria no mundo

  • Bahia Notícias
  • 25 Mar 2025
  • 16:13h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O longa 'Ainda Estou Aqui', vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, o primeiro da história do Brasil, continua faturando quatro meses e meio após a estreia mundial.

De acordo com dados oficiais do Box Office Mojo, a bilheteria atual da produção no mundo é de US$ 35 milhões, em conversão para a moeda brasileira, R$ 200 milhões.

O filme de Walter Salles, que traz Fernanda Torres como protagonista vivendo Eunice Paiva, está sendo exibido em 14 países. A produção, inspirada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, estreia no dia 6 de abril no Globoplay.

Motta faz promessa de reunião para decidir a urgência da PL da Anistia

  • Bahia Notícias
  • 25 Mar 2025
  • 14:35h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez uma promessa de realizar uma reunião com alguns líderes da Casa para decidir se a urgência do projeto da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. A reunião está marcada para o dia 1º de abril. Informações são do Metrópoles.

A promessa foi feita para o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), na última sexta-feira (21). Segundo o deputado líder do PL na Câmara, a reunião vai ter apenas a presença dos líderes das siglas.

“O presidente vai se reunir com todos os líderes que assinarão a urgência na terça-feira, dia 1º de abril, e tomaremos a decisão juntos. Saindo a decisão, acredito que ele submete à reunião geral de líderes na quinta-feira (3/4), para votar (a urgência) na semana seguinte”, disse Sóstenes. 

O deputado do PL se mantém "muito confiante" que Motta vai pautar urgência. Caso não aconteça, Sóstenes declarou que irá obstruir os trabalhos da casa. “Se ele não pautar a urgência, vou entrar em obstrução”, diz.

Bahia fecha alta temporada com record de 9 milhões de turistas

  • Bahia Notícias
  • 25 Mar 2025
  • 12:17h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A Bahia registrou o número recorde de 9,4 milhões de turistas, que injetaram R$ 23,7 bilhões na economia durante a alta temporada 2024/2025. Segundo dados do Ministério do Turismo, da Polícia Federal e da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), somente no período do Carnaval, 3,5 milhões de visitantes circularam pelas 13 zonas turísticas baianas, gerando R$ 7 bilhões em receita, marcas históricas da festa. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também registrou o crescimento no turismo. Em janeiro deste ano, o estado registrou o aumento no setor de 9%, em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto a média do Brasil foi de 3,5%. Já na variação de dezembro do ano passado para o primeiro mês de 2025, o crescimento baiano foi de 1,5%, enquanto o país registrou queda de 6,4%.

As atividades continuaram crescendo em fevereiro, quando Salvador alcançou uma taxa de ocupação hoteleira de 68,7%, com expressiva participação de turistas internacionais. No Carnaval, a ocupação média foi de 95%, com picos de 100%, na capital e destinos como Itacaré, Porto Seguro e Lençóis.

O turismo ainda impulsionou a geração de empregos com carteira assinada. De 2021 a 2024, foram criados quase 37 mil postos de trabalho no estado, com a recuperação dos 19 mil perdidos em 2020 (pandemia) e criação de mais 18 mil novas vagas, em diversas atividades turísticas.

Aliados pressionam agenda de Bolsonaro na véspera de julgamento do STF

  • Por Bruno Ribeiro | Folhapress
  • 25 Mar 2025
  • 10:13h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Às vésperas de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir se Jair Bolsonaro (PL) vira réu sob acusação de liderar uma trama golpista de 2022, aliados divergem sobre como ele deve encarar o julgamento da Primeira Turma do tribunal nesta terça-feira (25).

As divergências vão desde a estratégia em relação às acusações quanto na estratégia antes do julgamento.

O plano traçado inclui uma entrevista na noite desta segunda-feira (24), em São Paulo, para um podcast com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seguida de um retorno a Brasília à noite ou nos primeiros voos da terça.

Na capital federal, Bolsonaro deve assistir ao julgamento na casa do deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição no Congresso.

Mas a agenda não é consenso entre os principais auxiliares do ex-presidente e a equipe que o defenderá no Supremo, que passou esta manhã em conversas de telefone cogitando alterações de roteiro.

Parte de sua equipe considera um erro participar do podcast Inteligência LTDA, que pode durar mais de duas horas. Avaliam que a agenda beneficia mais Tarcísio do que Bolsonaro, que deveria focar a preparação de discursos e entrevistas para depois do julgamento, que pode se estender até quarta (26).

Tarcísio é apontado como possível candidato à Presidência caso a inelegibilidade de Bolsonaro seja mantida, embora ambos neguem que isso possa acontecer.

O tempo gasto no podcast seria mais bem aproveitado, para este grupo, com Bolsonaro se preparando para falar ao país após ser declarado réu oficialmente.

Entre os aliados que defendem a agenda conjunta, a ideia é que o ex-presidente demonstraria força política ao lado do governador paulista, dirigente de oposição do maior estado da federação.

A defesa do ex-presidente será feita pelo criminalista Celso Vilardi. Inicialmente, segundo aliados, ele desaconselhou Bolsonaro a ir ao STF. Mas o advogado tem sido pressionado a mudar de posição e sinalizou que não se opõe à presença do cliente caso Bolsonaro decida ir.

Parte da equipe acredita que uma fala do ex-presidente na porta do tribunal teria mais impacto do que uma declaração na casa de algum aliado político, enquanto outros auxiliares defendem que ele faça uma declaração em um ambiente controlado, cercado de aliados.

O entorno de Bolsonaro dá como certa que a aceitação da denúncia será por unanimidade entre os ministros da primeira turma. Ela é composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Embora sua defesa se concentre em questionamentos processuais, como a anulação de provas e da delação de Mauro Cid, seus auxiliares dizem acreditar que Bolsonaro precisará enfatizar a seus apoiadores que o julgamento é "político" quando for comentar o resultado.

Essa ênfase teria de ser feita destacando a série de embates entre Moraes e os bolsonaristas e também a proximidade dos ministros Zanin e Dino ao governo Lula (PT), conforme a avaliação de parte dos aliados.

Além disso, esses mesmos aliados buscam nestas falas evitar a repetição de críticas recentes à corte, como a possibilidade de prisão por 14 anos da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, acusada de tentativa de golpe e responsável pela pichação da estátua "A Justiça", na sede do Supremo.

Além de Bolsonaro, são acusados nesta etapa o general Braga Netto, os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), general Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Abin, e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou 34 pessoas. O STF analisará primeiro o grupo de Bolsonaro. Nesta fase, os ministros apenas avaliam se a denúncia tem base jurídica para ser aceita. A análise de mérito ocorrerá em outra etapa.