Fifa abre processo contra zagueiro do Pachuca por suposta injúria racial a Rüdiger na Copa do Mundo de Clubes

  • Bahia Notícias
  • 25 Jun 2025
  • 14:37h

Foto: Reprodução/TV Globo

O Comitê Disciplinar da Fifa anunciou a abertura de um processo contra o zagueiro Gustavo Cabral, do Pachuca, por suposta injúria racial ao defensor Antonio Rüdiger, do Real Madrid. A acusação surgiu após o confronto entre as equipes, válido pela 2ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, disputada no último domingo (22), em Charlotte, nos Estados Unidos.

 

Durante a partida, o árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo antirracismo, previsto nas diretrizes da entidade máxima do futebol, após uma discussão entre os dois atletas. Rüdiger teria acusado Cabral de chamá-lo de “negro de m***”, o que levou o defensor alemão a deixar o gramado visivelmente revoltado, optando por não dar entrevistas após o apito final.

 

Em comunicado oficial, a Fifa informou que, "após avaliação dos relatórios da partida, o Comitê Disciplinar abriu um processo contra o jogador Gustavo Cabral, do CF Pachuca, em relação ao incidente envolvendo Antonio Rüdiger, do Real Madrid, ocorrido durante a partida da Copa do Mundo de Clubes da Fifa disputada em Charlotte, em 22 de junho".

 

Já no estádio, logo após a derrota do Pachuca por 3 a 1, Cabral negou qualquer injúria racial. O zagueiro argentino afirmou que utilizou apenas a expressão “cagón de m***”, comum na Argentina, segundo ele, para provocar adversários durante o jogo.

 

“Nos chocamos, eu recebi um chute, ele disse que eu o acertei com a mão, e começamos a discutir. O árbitro fez o sinal de racismo, mas não houve nada nesse sentido. Disse apenas 'cagón de m***', como costumamos falar na Argentina”, declarou Cabral à imprensa.

 

O jogador ainda acrescentou que, ao fim do jogo, Rüdiger o teria desafiado para uma briga fora de campo: “Ele me chamava para a briga, dizia ‘te vejo lá fora’. Eu também respondi, estava de cabeça quente. Mas garanti que a única coisa que disse foi 'cagón de m***'. Meus companheiros no Real estavam perto e não ouviram nada diferente.”

 

O caso agora será avaliado pelo Comitê Disciplinar da Fifa, que poderá aplicar punições ao jogador do Pachuca caso entenda que houve ofensa de cunho racial. Ainda não há prazo para a conclusão do processo.

Haddad associa nova alta da Selic a Campos Neto e diz que não dá para dar 'cavalo de pau'

  • Por Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 12:12h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (24) que a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros é uma herança do ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, que deixou o cargo em dezembro para ser sucedido por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 

"Essa alta, sendo muito honesto, quem é do ramo sabe que falo a verdade, foi contratada na última reunião da qual participou o Roberto Campos, em dezembro. É como se tivesse estabelecido uma contratação futura da taxa. Não dá para dar cavalo de pau em política monetária, vai perder credibilidade. Tem que ter muita cautela", disse Haddad à Record News.
 

Na entrevista, Haddad também disse que está preocupado com o nível atual da taxa Selic, em 15%, e que a considera muito restritiva considerando as projeções de inflação.
 

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na semana passada elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, levando-a para o patamar mais elevado desde julho de 2006. Segundo a ata da reunião, divulgada na manhã desta terça, o colegiado viu a necessidade de manter os juros mais altos por tempo maior do que o previsto para conter a atividade econômica.
 

A última reunião do Copom com Campos Neto na presidência foi a de dezembro, quando a Selic foi fixada em 12,25% ao ano. Desde então, houve quatro reuniões com Galípolo no comando do BC, em janeiro, março, maio e junho. Em todos os encontros a Selic subiu, acumulando uma elevação de 2,75 pontos percentuais no período.
 

O ministro também disse na entrevista que o problema da inflação de alimentos está sendo corrigido, mas continua sendo um ponto de atenção. Em maio, o aumento de preços da categoria desacelerou de 0,83% em abril para 0,02%, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a menor taxa em nove meses.
 

Segundo Haddad, o país também precisa congelar as discussões sobre o aumento dos gastos públicos a menos que haja alguma situação emergencial.
 

O ministro afirmou que é hora de dar o exemplo de parcimônia para garantir maior crescimento no futuro. "Quanto mais poupança nós fizermos, o Brasil tem a chance de entrar num ciclo virtuoso, crescer mais e por um longo período".
 

Neste mês, o governo Lula publicou uma MP (medida provisória) para elevar a arrecadação de impostos e compensar o recuo na alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
 

Na MP estão inclusos o aumento da taxação de apostas esportivas e a mudança na tributação de instituições financeiras. Também foi publicado o novo decreto do IOF, que recalibrou para baixo o aumento do tributo anunciado em maio.
 

Com a medida, o governo tem focado principalmente em medidas arrecadatórias, mas parte do mercado continua a criticar a falta de ajustes pelo lado das despesas e a demonstrar desconfiança em relação ao compromisso do governo com as metas fiscais.
 

Haddad disse que apesar do clima de resistência às medidas no Congresso, está otimista de que se chegará a um acordo. "Briga, discute, diverge, mas aí vamos pelo país e baixa um espírito de responsabilidade geral para nós avançarmos um pouco mais", disse.
 

Relatório de acompanhamento fiscal da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado Federal, divulgado nesta terça mostra que a União terá um déficit primário de R$ 83,1 bilhões ao fim de 2025, dentro da meta prevista no arcabouço fiscal.
 

Haddad também confirmou que o governo Lula estuda formas de alavancar o crédito imobiliário no Brasil.
 

"O Brasil tem o crédito imobiliário na casa de 10% do PIB. Tem país como o Chile que é 30%. Tem países como a Austrália que é mais de 100% do PIB. Então, nós temos uma avenida para percorrer", disse Haddad.
 

"E neste momento, nós tivemos uma longa reunião com o presidente Lula para explorar novos instrumentos de crédito imobiliário, com garantia, para que o juro seja baixo, para que a gente possa alavancar uma indústria fundamental para o desenvolvimento do país, que é a indústria da construção civil."

Moraes é alvo de questionamentos após veto a gravar acareação alegando risco de vazamento

  • Por Cézar Feitoza | Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 10:20h

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (24) um pedido das defesas do processo sobre a trama golpista para gravar a acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general e ex-ministro Walter Braga Netto.
 

Segundo Moraes, a negativa seria importante para evitar que os réus fossem submetidos a pressões indevidas e a instrução do processo não sofresse com possíveis vazamentos da audiência.
 

"O pedido foi indeferido uma vez que a acareação é ato de instrução do Juízo e não ato da defesa e para evitar pressões indevidas, inclusive por meio de vazamentos pretéritos do que seria ou não perguntado aos corréus, que poderiam comprometer a instrução processual penal", diz trecho da ata da audiência.
 

Este foi o primeiro ato do processo sobre a trama golpista que não foi gravado. O procedimento diverge do adotado nos depoimentos das testemunhas e nos interrogatórios dos réus.
 

Para o professor de direito processual penal da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) Gustavo Badaró, a acareação é um "prolongamento do interrogatório" dos réus. Por esse motivo, deve-se privilegiar a gravação da audiência.
 

"Não me parece que haja nada específico ou peculiar nas acareações que justifique que ela tenha um tratamento de registro excepcional, diferente dos outros atos jurídicos. Ela deve seguir a mesma regra geral, que é, preferivelmente, gravação em audiovisual", disse.
 

A negativa de Moraes causou protestos das defesas dos réus do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O advogado José Luis Oliveira Lima, defensor de Braga Netto, disse que a decisão do ministro do Supremo violou a prerrogativa da advocacia.
 

"A defesa precisa registrar que teve sua prerrogativa violada. Todos os atos deste processo foram gravados e a opinião pública teve acesso. Nesse caso, que é um ato processual fundamental para pegar os detalhes da fala de cada um, infelizmente -respeitando, evidentemente, o ministro-relator- esta defesa pediu que o ato fosse gravado e foi negado", disse.
 

Quatro advogados que participaram da audiência informaram à Folha que, ao negar o pedido, Moraes fez um comentário em tom jocoso com a defesa de Braga Netto.
 

O pano de fundo da piada era o fato de Oliveira Lima ter pedido ao Supremo, no início do mês, que o depoimento de Braga Netto não fosse transmitido pela TV Justiça sob o risco de a espetacularização do processo e a superexposição do réu gerarem prejuízos.
 

Moraes disse aos advogados que não fazia sentido o advogado pedir agora a filmagem da acareação se antes tinha criticado a exposição dos atos processuais. Esse argumento não está na ata da audiência divulgada pelo Supremo e aprovada pelas defesas.
 

Oliveira Lima decidiu apresentar uma representação à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para informar sobre o caso e requerer apoio da entidade diante das alegadas violações às defesas no processo.
 

O documento deve ser entregue à OAB até quinta-feira (26). Procurada, a entidade não se manifestou. A assessoria do STF informou que Moraes se manifesta sobre o caso somente nos autos.
 

Chefe da equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o advogado Celso Vilardi disse que causou uma "enorme surpresa" a negativa de Moraes. Para ele, a decisão do ministro prejudica o andamento do processo.
 

"Todos os demais atos do processo foram transmitidos, alguns inclusive até para vocês da imprensa. E eu achei que foi lamentável não ter sido transmitido hoje porque, na verdade, o delator fez o que tem feito reiteradamente: ele mentiu e, no meu modo de ver, foi desmoralizado", afirmou.
 

O advogado Matheus Milanez, da defesa do ex-ministro Augusto Heleno, também questionou a decisão de não se filmar a acareação entre os réus.
 

"Na gravação você pode ver a cara das pessoas, a entonação da voz, o jeito que se mexe. Isso agrega na formação de convencimento. Mas este ato é manual? No século 21, tudo digital, tudo gravado? Fica a oitiva de testemunha por vídeo, o interrogatório presencial e a acareação pessoal, mas não gravada", disse.
 

A defesa de Mauro Cid foi a única a não apresentar contrariedade com a falta de filmagem da acareação. A advogada Vânia Bitencourt disse à Folha de S.Paulo que a audiência teve poucos resultados práticos para o processo.
 

"Para fazer uma acareação, você tem que estar muito seguro de que vai derrubar as contradições do outro. Isso não ocorreu. Foram só provocações. O Cid estava muito seguro", disse.
 

O Supremo fez nesta terça duas acareações no processo sobre a trama golpista. Ficaram frente a frente Mauro Cid e Braga Netto por cerca de uma hora e meia. Depois, a audiência seguiu com o confronto entre as versões do ex-ministro Anderson Torres -que é réu- e do ex-chefe do Exército Marco Antônio Freire Gomes, testemunha no processo.

Alcolumbre busca apoio a projeto que aumenta número de deputados, mas Senado se divide

  • Por Thaísa Oliveira | Folhapress
  • 25 Jun 2025
  • 08:03h

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

Às vésperas da votação no Senado do projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531, senadores contam votos, afirmam que a Casa está dividida e consideram imprevisível o resultado do placar.
 

Tanto o relator do projeto, senador Marcelo Castro (MDB-PI), como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passaram os últimos dias ligando para os colegas para pedir apoio ao projeto, cujo impacto no primeiro ano é estimado em quase R$ 65 milhões.
 

Senadores favoráveis ao aumento de vagas na Câmara afirmam ter conseguido os 41 votos necessários, de um total de 81, para aprovar a proposta no plenário do Senado nesta quarta-feira (25), mas admitem que a conta está apertada.
 

Além do corpo a corpo feito por cardeais da Casa, a votação remota facilita a aprovação por garantir um quórum maior durante a sessão. Com as festas de São João, senadores foram liberados para participar de forma virtual de todas as votações desta semana.
 

O projeto chegou a ser incluído na pauta do Senado de quarta-feira da semana passada para votação presencial, mas foi adiado por falta de votos. Castro chegou a afirmar à coluna Painel que, pelas contas informais daquele dia, com o Congresso esvaziado, apenas cerca de 30 senadores votariam a favor.
 

Pesquisa Datafolha mostra que 76% dos brasileiros são contra o aumento; apenas 20% são a favor.
 

Segundo relatos, Alcolumbre prometeu ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se esforçar para aprovar a medida. O senador afirmou a líderes que o assunto dizia respeito à Câmara e, por isso, deveria ser decidido por eles -cabendo ao Senado apenas referendar o que foi feito.
 

Já Castro tem argumentado que uma eventual redistribuição do número de deputados federais pelo país a ser feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e mantendo a quantidade atual de cadeiras acabaria sendo prejudicial ao Nordeste. Dos 7 estados que perderiam vagas, 5 são da região, incluindo o Piauí, de Castro.
 

"Eu quero que nesta quarta o Senado vote e aprove o projeto que veio da Câmara. Estamos fazendo agora o que deveríamos ter feito em 1993. Claro que não posso impedir que alguém apresente um texto substitutivo [alternativo]", disse Castro à reportagem nesta terça.
 

A Câmara dos Deputados calcula em R$ 64,6 milhões por ano o aumento de custos com a criação das vagas, incluindo salários, benefícios e estrutura para os 18 novos parlamentares.
 

O Departamento de Finanças da Casa distribuiu uma nota para informar que, se for aprovado, o projeto "não importará na necessidade de nenhum acréscimo ao orçamento atual desta Casa, que continuará respeitando rigorosamente o teto de gastos".
 

O relator também tem rebatido o argumento de que haverá aumento de gastos com emendas parlamentares porque o valor é definido no Orçamento a partir de percentual fixo da receita corrente líquida.
 

Alcolumbre afirmou a senadores que o projeto será votado nesta semana, independentemente do desfecho. Na mesma linha, Castro promete defender a votação nesta quarta para que o Congresso não seja mais uma vez acusado de omissão pelo Judiciário.
 

A redistribuição de vagas foi exigida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de um pedido do Pará para evitar que estados cuja população cresceu nos últimos anos fiquem sub-representados. Se a readequação não for aprovada até 30 de junho, o próprio TSE fará isso.
 

Em vez de remanejar as 513 cadeiras entre os estados e o Distrito Federal, a Câmara decidiu criar mais 18, contemplando aqueles que tiveram aumento populacional segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
 

Caso a mudança seja aprovada, ganham novos deputados os estados de Pará e Santa Catarina (4 cada um), Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte (2 cada), Goiás, Ceará, Paraná e Minas Gerais (1 cada).
 

Se o número de 513 deputados federais for mantido, perdem parlamentares as bancadas do Rio de Janeiro (4), Bahia (2), Paraíba (2), Piauí (2), Rio Grande do Sul (2), Alagoas (1) e Pernambuco (1).
 

Um dos parlamentares contrários ao aumento, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma ter ouvido de colegas a possibilidade de votação de um texto que faça apenas uma nova divisão entre as unidades federativas, sem aumento de vagas.
 

Neste cenário, diz, a Câmara dos Deputados poderia reverter a mudança feita pelos senadores -ficando com todo o ônus político de aumentar o número de deputados.
 

"Eles não têm votos para aprovar o projeto, o Senado vai rejeitar. A população está acompanhando esse assunto de perto. Até mesmo deputados que votaram a favor votariam contra hoje", diz.

Bahia registra alta de 62,8% na entrada de turistas internacionais nos primeiros meses do ano

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2025
  • 18:16h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A Bahia teve um crescimento de 62,8% na chegada de turistas estrangeiros entre janeiro e maio de 2025, segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). No período, o estado recebeu 91.624 visitantes, frente aos 56.276 registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

 

O crescimento percentual foi o terceiro maior entre os estados brasileiros, atrás apenas do Rio Grande do Sul (94%) e de Santa Catarina (67,3%). 

 

A alta contribuiu para o desempenho nacional: o Brasil recebeu 4.887.229 visitantes internacionais até maio, número que corresponde a 70% da meta anual do Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que prevê 6,9 milhões de turistas até dezembro.

 

“A Bahia é uma das grandes portas de entrada do turismo no Nordeste e no Brasil. É um estado importantíssimo, diverso, que representa muito bem o nosso país lá fora e está chamando a atenção do mundo para o Brasil”, afirmou o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

Bolsonaro declara apoio a ataques dos EUA ao Irã e reforça foco em formar bancada no Senado

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2025
  • 16:13h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais neste domingo (22) para manifestar apoio aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra o Irã.

Em publicações, Bolsonaro compartilhou imagens ao lado do ex-presidente norte-americano Donald Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Na foto com o líder israelense, ele incluiu a legenda: “Dê-me 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil”.

No sábado (21), o ex-mandatário afirmou que recebeu a missão do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de articular candidaturas ao Senado nas eleições de 2026. Segundo Bolsonaro, o objetivo é fortalecer a presença do partido na Casa Alta para, segundo ele, “reequilibrar os Poderes” e viabilizar uma “democracia de verdade”.

A declaração faz referência à prerrogativa do Senado de analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pauta defendida por Bolsonaro e seus aliados. O STF, por sua vez, analisa processos contra o ex-presidente sob a acusação de tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do Poder 360.

Governo brasileiro condena ataques de Israel e EUA a instalações nucleares no Irã e cobra solução diplomática

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2025
  • 14:11h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo brasileiro manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio e condenou os ataques realizados por Israel e, mais recentemente, pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã. A posição foi divulgada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores na tarde deste domingo (22).

 

Segundo o Itamaraty, as ações violam a soberania iraniana, o direito internacional e representam uma ameaça à segurança global. “Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica”, afirma o comunicado.

 

O Ministério alertou para o risco de contaminação radioativa e desastres ambientais de grandes proporções, com impacto direto sobre populações civis. O governo brasileiro reiterou sua defesa do uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos e se posicionou contra qualquer tipo de proliferação, especialmente em regiões de instabilidade geopolítica como o Oriente Médio.

 

A nota também critica ataques recíprocos em áreas densamente povoadas, com aumento no número de vítimas e destruição de estruturas civis, incluindo hospitais.

 

“O governo brasileiro ressalta a urgente necessidade de uma solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra espaço para negociações de paz. As consequências da atual escalada podem ser irreversíveis para a estabilidade regional e global, além de comprometer o regime internacional de não proliferação nuclear”, concluiu o Itamaraty.

Árbitro brasileiro aciona protocolo antirracista em vitória do Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes

  • Bahia Notícias
  • 23 Jun 2025
  • 12:08h

Foto: Reprodução / CazéTV

O árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo antirracista da FIFA na tarde deste domingo (22), durante os minutos finais da vitória do Real Madrid por 3 a 1 sobre o Pachuca, do México, pela Copa do Mundo de Clubes.

O episódio ocorreu após uma confusão envolvendo o zagueiro Antonio Rüdiger, do time espanhol, e o defensor Cabral, do clube mexicano. A situação começou após uma bola cruzada na área, em que o argentino atingiu Rüdiger com uma braçada, deixando o alemão caído no gramado. Sem a marcação de falta, o jogador do Real Madrid se levantou e foi tirar satisfações com o adversário, dando início a uma discussão acalorada.

Em seguida, Rüdiger se dirigiu ao árbitro para relatar uma ofensa racista, momento em que Abatti Abel cruzou os braços, gesto que simboliza a ativação do protocolo antirracista da entidade. O procedimento, adotado pela FIFA em casos de racismo, serve para alertar o público presente e a organização da partida sobre uma denúncia de discriminação racial.

Apesar da sinalização, a partida não foi interrompida, já que o árbitro não presenciou diretamente o ato — a denúncia foi feita pelo próprio jogador. O caso agora deve ser analisado pelas autoridades da justiça desportiva internacional, que irão apurar os relatos e eventuais sanções.

Motta bebe uísque na garrafa em festa patrocinada por governo federal

  • Por Folhapress
  • 23 Jun 2025
  • 10:03h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou neste sábado (21) de uma festa de São João patrocinada pelo governo federal em São João de Patos, na Paraíba, e aderiu a um desafio de tomar um gole de uísque direto na garrafa.
 

A cena foi registrada em vídeo publicado no Instagram pelo influenciador digital Renan da Resenha, dois dias depois de uma "disputa de gole" de uísque com participação do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) no palco de outra festa de São João, no interior da Bahia.
 

No evento da Paraíba, um homem identificado como Fabiano, que está ao lado do presidente da Câmara, é desafiado a mostrar como se toma um gole de uísque. Após afirmar "beba com cautela, não com moderação", ele toma a bebida no gargalo e passa a garrafa para Motta, que bebe também e a ergue em tom de celebração. O deputado ri ao final e afirma: "Ave Maria".
 

A festa de São João de Patos reúne milhares de pessoas e é organizada pela Prefeitura de Patos com apoio do governo do estado, Cartões Caixa, Elo, Loterias Caixa e governo federal. O estatal federal Banco do Nordeste também é um dos anunciantes.
 

Procurado por meio da assessoria de imprensa, Motta não fez comentários.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a Câmara dos Deputados e o Senado entraram na última quinta (19) em um período de letargia que deve se estender até a segunda semana de julho. Além do feriado de Corpus Christi, alguns congressistas participarão das festividades de São João de suas cidades e outros irão ao "Gilmarpalooza", em Lisboa.
 

Nesse intervalo, as sessões deverão acontecer remotamente e para tratar de temas que os deputados e senadores têm consenso -ou seja, sem votações controversas ou discussão de assuntos espinhosos.
 

Na quinta, em outra festa de São João, Elmar Nascimento apareceu virando uma garrafa de uísque na boca no palco por alguns segundos. O prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior (União Brasil), bebe em seguida por mais de dez segundos.
 

A última semana foi marcada por derrotas do governo Lula (PT) no Congresso, como a derrubada de vetos que elevou a conta de luz.
 

Motta tem alimentado uma série de atritos entre o Legislativo e o governo na últimas semanas, principalmente na área econômica. Ele pautou na última semana a votação do pedido de urgência para derrubar um decreto do governo que aumenta o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
 

Após a aprovação do pedido, Motta comemorou nas redes e rebateu comentários do ministro Fernando Haddad (Fazenda) -que defendia a medida como uma forma de cobrar o "andar de cima" da sociedade. O deputado diz que o clima na Câmara não é favorável para aumentar impostos e que o Congresso tem sido a "âncora de responsabilidade do país".

Democratas e republicanos questionam legalidade de ataque de Trump ao Irã

  • Por Julia Chaib | Folhapress
  • 23 Jun 2025
  • 08:20h

Foto: Reprodução / Poder 360

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar o Irã gerou debate em torno da legalidade do ato, questionada tanto por democratas quanto por alguns republicanos.
 

Trump disparou bombas sobre as instalações nucleares iranianas sem consultar previamente o Congresso. Opositores do presidente condenaram a ofensiva, afirmando ser ela inconstitucional e motivo para impeachment.
 

Uma ala dos parlamentares agora tenta forçar a aprovação de uma resolução que poderia brecar futuros ataques do presidente ao Irã sem o aval do Congresso. O movimento, porém, enfrenta obstáculos para passar diante de uma maioria republicana no Senado e na Câmara e do fato de que os presidentes das duas Casas apoiam a decisão de Trump.
 

O questionamento sobre a legalidade da ação do presidente americano decorre da Resolução dos Poderes de Guerra. A lei determina que o presidente só pode lançar ataques militares em três circunstâncias: uma declaração de guerra; com uma autorização específica do Congresso; e em caso de emergência nacional criada por um ataque aos Estados Unidos, seus territórios ou possessões, ou às suas Forças Armadas.
 

Dois parlamentares republicanos e uma série de democratas afirmam que não havia ameaça iminente aos EUA que justificasse uma decisão unilateral de Trump. Outros, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmaram que o governo precisava agir.
 

O ataque contraria a posição de Trump, que pregava o afastamento dos EUA de guerras e por isso também gerou críticas sutis de líderes da base mais à direita, como Steve Bannon e Tucker Carlson, que se opõem ao envolvimento do país no conflito no Oriente Médio.
 

Neste domingo (22), o vice-presidente, J. D. Vance, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tentaram enfatizar que os EUA não estão em guerra com o Irã, embora Trump já tenha ameaçado com novos ataques caso o país persa não busque um acordo pela paz.
 

A ação reacendeu um antigo debate sobre os limites do poder presidencial em questões de guerra. O deputado republicano Warren Davidson, de Ohio, aliado frequente de Trump, expressou preocupação com a legalidade da operação. "Embora a decisão do presidente Trump possa vir a ser justa, é difícil conceber uma justificativa que seja constitucional."
 

O deputado republicano Thomas Massie (Kentucky) foi ainda mais direto em sua crítica. "Isso não é constitucional", disse, além de apresentar uma resolução bipartidária para impedir ações militares contra o Irã sem autorização expressa do Congresso, por meio de uma declaração de guerra ou autorização formal para o uso da força.
 

O deputado quer que o Congresso aprove sua resolução. Massie também criticou o fato de o Congresso estar em recesso no momento do ataque. "Francamente, deveríamos ter debatido isso," disse em entrevista à CBS. Em resposta, Trump criticou Massie nas redes sociais e, segundo o site Axios, iniciou um movimento para tentar destitui-lo da cadeira.
 

Segundo o The New York Times, o governo americano avisou o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o do Senado, John Thune, pouco antes de disparar bombas nas instalações nucleares do Irã. Alguns líderes democratas foram avisados apenas lateralmente da ação que ocorreria.
 

A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez afirmou que a decisão de Trump configura motivo claro para impeachment: "O presidente violou gravemente a Constituição e os poderes de guerra do Congresso. Ele impulsivamente arriscou iniciar uma guerra que pode nos arrastar por gerações."
 

No Senado, o democrata Tim Kaine (Virgínia) afirmou que pressionará por uma votação para impedir novas ações sem autorização do Legislativo, chamando o ataque de "uma guerra ofensiva por escolha." "Espero que membros da Câmara e do Senado levem a sério suas responsabilidades segundo a Constituição," disse em entrevista à Fox News.
 

Durante um discurso em Tulsa, o independente Bernie Sanders, um dos mais importantes opositores de Trump, criticou os ataques. "A única entidade que pode levar este país à guerra é o Congresso dos EUA. O presidente não tem esse direito." A plateia respondeu com gritos de "sem mais guerra!"

Justiça de MG vai apurar decisão de juiz que mandou soltar homem que quebrou relógio no 8/1

  • Por Folhapress
  • 21 Jun 2025
  • 14:40h

Foto: TV Globo

A Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça de Minas Gerais abriu procedimento na sexta-feira (20) para investigar a decisão do juiz que mandou soltar o homem condenado que quebrou um relógio histórico nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
 

O juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, havia decidido pela soltura do mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira na última quarta-feira (18). Ele determinou a progressão para o regime semiaberto sem uso de tornozeleira eletrônica.
 

Na quinta (19), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que Ferreira seja preso novamente e que o juiz mineiro seja investigado.
 

Ferreira foi condenado pelo Supremo a 17 anos de prisão e foi libertado após dois anos e quatro meses de detenção.
 

A reportagem não localizou a defesa do mecânico, que, nesta sexta, após a nova ordem de Moraes, ainda não havia sido preso.
 

"TJMG reafirma o seu compromisso com a legalidade, os princípios do Estado democrático de Direito e o irrestrito respeito às ordens judiciais emanadas dos tribunais superiores", diz a nota do Tribunal de Justiça mineiro sobre a abertura de apuração interna.
 

Moraes afirmou que o juiz não tinha competência para tomar a decisão de mandar soltar o mecânico, e que o condenado não cumpriu o tempo suficiente na prisão para migrar de regime.
 

Ferreira cumpriu 16% da pena em regime fechado, mas, segundo Moraes, o correto seria que ele passasse para o semiaberto apenas após 25% do tempo total de condenação, dada a gravidade dos crimes.
 

Na decisão judicial que estabeleceu a soltura, o juiz disse que Ferreira cumpriu a fração necessária para receber o benefício, não cometeu nenhuma falta grave e tem "boa conduta carcerária".
 

Moraes rebateu, no despacho proferido na noite desta quinta, dizendo que o juiz "proferiu decisão fora do âmbito de sua competência" e que não tinha autorização do STF para tal conduta.
 

Além disso, afirmou que o mecânico não cumpriu pena por tempo suficiente porque foi condenado por crimes de violência e grave ameaça, o que exige um percentual maior no regime fechado.
 

O réu foi solto sem tornozeleira eletrônica. Segundo o juiz, a medida foi necessária pela falta de equipamentos disponíveis em Minas Gerais. Como não há previsão para regularização da situação, afirmou o magistrado, o preso não poderia ser prejudicado pela demora do Estado.
 

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas, ligada ao governo Romeu Zema (Novo), porém, disse que não procedia a informação de falta do equipamento e afirmou que há mais de 4.000 vagas ativas no sistema de monitoramento.
 

A pasta afirmou que em casos em que a pessoa possui residência em comarca diferente do presídio, como o de Ferreira, há possibilidade de soltura sem monitoramento, somente com prisão domiciliar.
 

Ferreira foi filmado por câmeras quebrando o relógio. O objeto destruído era o único exemplar da peça no mundo todo, dado de presente a dom João 6º pela corte francesa no início do século 19. A obra foi desenhada por André-Charles Boulle e fabricada pelo francês Balthazar Martinot, que era o relojoeiro de Luís 14, poucos anos antes de ser trazida ao Brasil.
 

A peça estava abrigada no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde está localizado o gabinete do presidente Lula (PT), quando o local foi invadido por centenas de golpistas.
 

Os ponteiros e números do relógio foram arrancados e uma estátua que enfeitava o topo da peça foi arrancada. Em janeiro deste ano, a peça restaurada foi devolvida ao Palácio do Planalto.

Brasileira cai durante trilha em vulcão na Indonésia e aguarda resgate há mais de 13 horas

  • Bahia Notícias
  • 21 Jun 2025
  • 12:39h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma brasileira de 26 anos permanece à espera de resgate após sofrer uma queda durante uma trilha no vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok, na Indonésia. Moradora de Niterói (RJ), Juliana Marins escorregou e caiu em uma vala por volta das 19h (horário de Brasília) desta sexta-feira (20).

De acordo com informações preliminares, Juliana integrava um grupo de turistas que realizava a trilha com o apoio de uma empresa de viagens local. Após o acidente, a jovem foi arrastada por cerca de 300 metros do ponto onde o grupo se encontrava. Até o momento, ela aguarda o resgate há mais de 13 horas.

Bolsonaro é internado em Brasília para exames após passar mal

  • Bahia Notícias
  • 21 Jun 2025
  • 10:36h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã deste sábado (21) no Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de uma bateria de exames, após relatar novas dores no intestino. A informação foi confirmada por aliados do ex-mandatário.

 

Bolsonaro começou a passar mal ainda pela manhã desta sexta (20), e por esse motivo, precisou cancelar compromissos políticos previstos para ocorrer no estado de Goiás. Segundo pessoas próximas, ele vem se queixando de fortes dores abdominais.

 

No hospital, o ex-presidente está sendo submetido a exames como tomografia computadorizada, hemograma e outros procedimentos indicados para investigação clínica. A equipe médica é acompanhada pelo cirurgião Cláudio Birolini, que se deslocou de São Paulo a Brasília para avaliar o quadro.

MDB avalia vice em chapa de Lula, mas enfrenta resistência interna e articulações para candidatura própria em 2026

  • Bahia Notícias
  • 21 Jun 2025
  • 08:32h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A vaga de vice-presidente na provável candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 perdeu atratividade entre partidos de centro e direita. A mudança ocorre diante da queda na popularidade do petista e das sucessivas crises enfrentadas pela gestão federal.

 

Segundo apuração da Folha de S.Paulo, até mesmo integrantes do PT reconhecem que a pressão de aliados sobre a vaga hoje ocupada por Geraldo Alckmin (PSB) diminuiu. Apesar disso, setores do MDB não descartam disputar o posto, caso se confirmem algumas condições, como uma eventual recuperação da popularidade de Lula ou o lançamento de um nome do campo bolsonarista — como um familiar de Jair Bolsonaro (PL) — à Presidência.

 

No MDB, são citados como possíveis nomes para composição de chapa os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Renan Filho (Transportes), além do governador do Pará, Helder Barbalho.

 

Há, no entanto, resistências internas à aliança com o governo. Entre os contrários estão o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o ex-presidente Michel Temer. Este último, inclusive, tem liderado uma articulação para unir governadores de direita e centro-direita em torno de uma candidatura presidencial única em 2026.

 

De acordo com dirigentes da legenda, o MDB deve definir formalmente sua posição sobre as eleições presidenciais em convenção partidária marcada para o próximo ano.

Empresa brasileira vai desenvolver cabine do maior avião cargueiro do mundo

  • Por Paulo Ricardo Martins | Folhapress
  • 20 Jun 2025
  • 18:18h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A Akaer, empresa brasileira do setor aeroespacial, anunciou nesta semana que foi selecionada pela companhia americana Radia para desenvolver a cabine do maior avião cargueiro do mundo. A parceria foi firmada durante o Paris Air Show, tradicional evento da indústria da aviação.
 

Batizada de WindRunner, a aeronave está sendo desenvolvida pela Radia, que também anunciou recentemente novas parcerias com outras quatro empresas: a espanhola Aciturri, a britânica Element Materials Technology e as americanas Astronautics Corporation of America e Ingenium Technologies.
 

A Akaer ficará responsável pelo desenvolvimento da cabine pressurizada da aeronave. O projeto será feito nas instalações da companhia, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
 

Segundo a Radia, o WindRunner é o maior avião cargueiro já desenvolvido em termos de volume, com um compartimento de carga de 7.700 metros cúbicos e capacidade de carga útil superior a 70 toneladas.
 

Para comparação, o cargueiro C-390 Millenium, da Embraer, é capaz de suportar 26 toneladas de carga útil.
 

De acordo com a companhia, a aeronave pode operar em pistas não pavimentadas com pelo menos 1.800 metros de extensão, sem necessidade de infraestrutura terrestre especializada.
 

A Aciturri Aeronáutica, da Espanha, será responsável pelo desenvolvimento da estrutura traseira do WindRunner. Já a Astronautics Corporation of America vai projetar e fabricar os equipamentos responsáveis pela integração dos sistemas aviônicos.
 

A Element Materials Technology desenvolverá o sistema de combustível da aeronave. E a Ingenium Technologies ficará responsável pelo desenvolvimento dos dispositivos para sustentação do avião em voo.