Sítio frequentado por Lula em SP será alvo de inquérito da Polícia Federal
- 10 Fev 2016
- 13:02h

(Foto: Reprodução)
Um inquérito da Polícia Federal vai investiga a relação entre o sítio no interior de São Paulo, frequentado pelo ex-presidente Lula, e a empreiteira OAS e outras empresas e pessoas investigadas pela Operação Lava Jato. A autorização foi dada pelo juiz federal Sergio Moro em despacho na última quinta-feira (4). Documentos revelados no dia 3 de fevereiro pelo Jornal Nacional apontam que a construtora OAS foi responsável pela compra de móveis e eletrodomésticos para dois imóveis ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - um triplex no Guarujá e um sítio em Atibaia, ambos no interior de São Paulo. A reportagem do telejornal teve acesso a pedidos de compra e notas fiscais de mobília feita sob encomenda e equipamentos para os dois imóveis, frequentados por Lula e familiares do ex-presidente. Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, as investigações indicam que as duas compras, feitas em uma mesma loja de São Paulo, foram pagas pela OAS.
Os móveis que decoram o triplex e o sítio foram adquiridos em uma loja de grife situada na Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A ligação da OAS com as compras já havia sido revelada no sábado passado pelo jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o Jornal Nacional, uma das notas fiscais foi emitida em 12 de novembro de 2014, no valor de R$ 78.800. O endereço informado para a entrega foi o Edifício Solaris, onde se localiza o triplex atribuído a Lula. Todos os apartamentos do condomínio estão sob investigação da Lava Jato e do Ministério Público de São Paulo, por suspeitas de fraude originadas na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários (Bancoop), controlado pelo PT. Na nota, a OAS aparece como compradora de uma cozinha planejada, entregue no triplex 164-A, endereço informado no documento. O MP acha que Lula é o verdadeiro dono do apartamento em nome da OAS. O Instituto Lula admitiu que o ex-presidente visitou o triplex em companhia do então presidente da construtora, Léo Pinheiro, mas garante que ele desistiu da compra. O MP investiga também a aquisição, pela OAS, de móveis para o sítio em Atibaia. O pedido de compra é de 13 de março de 2014 e inclui cozinha de R$ 28 mil, refrigerador de R$ 9,7 mil, lava-louças de R$ 9,1 mil, forno elétrico de R$ 10,1 mil e uma bancada de R$ 43 mil. O endereço para entrega foi o Sítio Santa Bárbara, o mesmo ligado a Lula. A nota fiscal está em nome de Fernando Bittar, oficialmente um dos donos do sítio, mas é a OAS quem aparece como compradora. A construtora não quis comentar o assunto. O Instituto Lula não se pronunciou sobre o conteúdo da reportagem.



















