BUSCA PELA CATEGORIA "Mundo"
(Foto: Reprodução)
Novos dados divulgados nessa sexta-feira (22/7) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), mostraram que 3,7 bilhões de pessoas permanecem sem acesso à internet no mundo, apesar da queda dos preços dos serviços de telecomunicações globalmente. A projeção da UIT é que até o fim do ano mais da metade da população mundial, ou 3,9 bilhões de indivíduos, façam parte desta estatística. Segundo o estudo da UIT, a maioria dos usuários de internet no mundo, 2,5 bilhões, está localizada nos países em desenvolvimento. A penetração da rede mundial de computadores nestas regiões é de 81%, contra 40% nas nações emergentes. Nos locais mais pobres do globo, apenas 15% da população conta com acesso ao serviço. O estudo revela também que 95% da população global – ou 7 bilhões de pessoas – vivem em áreas cobertas por internet móvel. A UIT diz que as conexões 4G se espalharam mais rapidamente nos últimos três anos e atingiram 53% dos indivíduos do mundo. Mais barato que a banda larga fixa, estes serviço deverá atingir 3,6 bilhões assinantes até o final deste ano.
Desigualdade digital
Em todas as regiões do mundo, as taxas de penetração da internet são mais altas entre homens. As desigualdades globais de gênero subiram de 11% em 2013 para 12% em 2016. No mundo todo, 51,1% da população masculina acessa à internet, enquanto apenas 44,9% das mulheres têm a mesma possibilidade. No início de 2016, a capacidade da internet internacional atingiu 185 mil Gp/s, frente a 30 mil Gp/s em 2008. No entanto, essa capacidade é distribuída desigualmente no mundo, com a falta de banda sendo um dos principais problemas nos países menos desenvolvidos. "A interconectividade global está crescendo rapidamente. No entanto, é preciso fazer mais para acabar com a desigualdade digital e levar mais da metade da população global que não utiliza a internet para a economia digital", disse o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao.
CONTINUE LENDO
- Tribuna da Bahia
- 23 Jul 2016
- 09:44h
(Foto: Reprodução)
Grupos simpatizantes ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis) trocaram mensagens através da rede de conversas Telegram afirmando que o ataque ocorrido em um shopping de Munique, na Alemanha, é uma espécie de "prévia" do que está por vir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Testemunhas contaram à Polícia de Munique que "ao menos três homens armados" invadiram o shopping OEZ na hora do tiroteio. Segundo as autoridades locais, o incidente começou por às 17h50 (hora local) e há uma busca por supostos foragidos. "Perante a confusa situação, nós pedimos às pessoas na área metropolitana para ficar em casa e quem estiver próximo à prédios, busque proteção ali”, diz em nota a Polícia. Para evitar mais problemas, o transporte público foi suspenso e estações do metrô foram evacuadas e fechadas. Um porta-voz da polícia de Munique confirmou que ao menos seis pessoas morreram no ataque a um shopping em Munique, na Alemanha. Há ainda diversos feridos sendo atendidos em hospitais locais. Segundo o representante, há "muitos, muitos policiais" nas ruas na caça aos possíveis suspeitos que fugiram do local após matarem as vítimas. A polícia ainda procura por esses homens, que testemunhas afirmaram ser três, e não efetuou ainda nenhuma prisão.
"Alertas postados em grupos pró-Isis alertam que esse é um sinal indireto para os próximos ataques nas Olimpíadas do Rio", escreveu em sua conta no Twitter a empresa de cyber inteligência Global Intelligence Insight. Ainda de acordo com a Global, que monitora tanto as redes sociais dos grupos terroristas como o conteúdo existente na chamada "deep web", os jihadistas ainda alertam para o Ocidente "para com os ataques da coalizão ou eles vão atacar diariamente". A referência às Olimpíadas do Rio também tem como base o local onde foi realizado o ataque desta sexta-feira (22). Em 1972, Munique foi palco do maior atentado terrorista da história dos Jogos, quando 11 atletas israelenses foram assassinados na Vila Olímpica. Nesta quinta-feira (21), a empresa alertou que o EI estava incitando seus "soldados" a fazerem ataques similares ao ocorrido na cidade naquele ano. No dia 5 de setembro daquele ano, oito membros do grupo terrorista palestino "Setembro Negro" invadiram a área destinada aos israelenses e fizeram um grupo de atletas reféns. Por mais de 20 horas, os esportistas foram torturados e eram obrigados a acompanhar a violência contra seus companheiros de quarto. O caso reacendeu a preocupação com esse tipo de ação durante os Jogos Olímpicos, já que em 1972 a segurança foi "relaxada" para não passar uma imagem da Alemanha militarizada, como ocorreu nos anos em que Adolf Hitler esteve no poder e sediou a maior competição do mundo. Para a Rio 2016, no entanto, o terrorismo é uma das principais preocupações. Tanto que ontem (21), a Polícia Federal anunciou que prendeu 10 pessoas por um suposto planejamento de ataque nas Olimpíadas. Ainda nesta sexta, o CEO do Comitê Olímpico Internacional (COI), Christophe Dubi, afirmou que o "terrorismo, infelizmente, é um fator com que temos que lidar".
CONTINUE LENDO
- Tribuna da Bahia
- 21 Jul 2016
- 09:14h
(Foto: Reprodução)
O Estado Islâmico e outros grupos jihadistas conclamaram seus seguidores a atuar como "lobos solitários" e realizar ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio. Entre os alvos sugeridos estão as delegações e visitantes dos EUA, Inglaterra, França e Israel. Os métodos propostos abrangem a utilização de drones com pequenos explosivos, acidentes de trânsito e o uso de veneno e medicamentos. A defesa dos ataques foi realizada em inglês por meio do aplicativo de mensagens Telegram, que costuma ser usado para estimular a ação de "lobos solitários", revelou análise do SITE Intelligence, consultoria especializada na atuação de grupos extremistas na internet, que é referência no tema até para o governo dos EUA. Em junho, o Estado Islâmico criou no Telegram o primeiro canal para disseminação de propaganda jihadista em português, voltado para o público brasileiro.
Desde então, seguidores do grupo passaram a disseminar a incitação de atos terroristas por um grupo que se autointitula "Ansar al-Khilafah Brazil", que se apresenta como baseado no País. O autor das mensagens orientou os seguidores a se aproveitarem das favelas do Rio onde a criminalidade é disseminada e a usarem a "porosa fronteira" com o Paraguai para levar armas ao Brasil. "O recente post sobre os Jogos Olímpicos do Rio diz que 'vistos, entradas e viagens para o Brasil serão fáceis de obter'", ressaltou a análise do SITE. Segundo a empresa, os jihadistas utilizam o Telegram para fornecer manuais para realização de atentados e celebram a realização de ataques. O SITE sugeriu que o governo brasileiro não descarte nenhuma ameaça e estude a ação online do Estado Islâmico e outros grupos jihadistas voltada não apenas para o público que fala português. "O terrorismo moderno é um novo fenômeno para o qual as mídias sociais desempenham um papel perigoso, com chamadas para ataques que alcançam usuários ao redor de todo o mundo", afirmou a análise. "Os ataques terroristas nos últimos dois anos mostram que nenhum país do mundo está imune à ameaça do EI e de jihadistas radicais." Na avaliação da consultoria, os recentes chamados para ataques nos Jogos não são surpreendentes. "Esse é um evento mundial e um alvo que é justificável tanto para EI quanto para outros jihadistas". Na avaliação da consultoria, ataques recentes por lobos solitários mostraram que a estratégia dos terroristas tem sido bem-sucedida. Há três dias, um imigrante afegão feriu quatro pessoas a machadadas na Alemanha, em um ataque que parece ter sido inspirado no EI. Na semana passada, um tunisiano matou 84 pessoas em Nice usando um caminhão como arma. Um mês antes, um filho de afegãos nascido nos EUA assassinou 49 pessoas a tiros em uma casa noturna gay de Orlando. "Isso só alimenta mais chamados por ataques e será preciso apenas um atacante disposto a agir no Brasil para desempenhar esse papel", observaram os analistas do SITE.

CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Cerca de 2,5 milhões de pessoas ainda são infectadas por HIV todos os anos, ao mesmo tempo em que as novas drogas têm reduzido a taxa de mortalidade relacionada ao vírus e os soropositivos têm vivido cada vez mais. A conclusão é de um estudo global publicado nesta terça-feira (19) pela revista "The Lancet HIV". O número de novas infecções estacionou nos últimos 10 anos - depois de uma queda drástica após o pico registrado em 1997, quando 3,3 milhões de pessoas foram infectadas. O estudo foi publicado em meio à Conferência Internacional de Aids, que está em curso em Durban, na África do Sul. O relatório fala em um "cenário preocupante de progresso lento na redução de novas infecções por HIV", segundo o autor principal do estudo, Haidong Wang, do Instituto de Métrica e Avaliação (IHME) da Universidade de Washington, em Seattle. A situação pode ser agravada por causa da estagnação dos fundos para programas de HIV e Aids.
"Portanto, um aumento drástico dos esforços de governos e agências internacionais será necessário para atender a demanda de estimados US$ 36 bilhões todos os anos para realizar o objetivo de acabar com a Aids até 2030", disse o diretor do IHME Christopher Murray em uma nota. Nos últimos 15 anos, os países contribuíram com US$ 110 bilhões para programas de HIV eAids. Atualmente existem cerca de 38,8 milhões de pessoas vivendo com HIV. Em 2000, havia 28 milhões de pessoas com o vírus. As mortes anuais por Aids caíram de um pico de 1,8 milhão em 2005 para 1,2 milhão em 2015.
Relatório da Unaids
Na semana passada, a Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, divulgouum relatório sobre o tema e alertou que a redução de novas infecções por HIV em adultos tem estagnado. Segundo o relatório da Unaids, na maioria das regiões não houve progresso entre 2010 e 2015. No Leste Europeu e Ásia Central, por exemplo, o número de novas infecções entre adultos cresceu 57% no período. O Caribe registrou um aumento de 9%; já o Oriente Médio e o norte da África viram um aumento de 4%. Na América Latina, o crescimento nesse período foi de 2%. Nos últimos cinco anos, houve apenas discretos declínios de novos casos na Europa Ocidental e Central, na América do Norte e na África Central e Ocidental. O diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, observou que o alarme está tocando. "O poder de prevenção não está sendo realizado. Se houver um novo aumento de novas infecções por HIV agora, a epidemia vai se tornar impossível de controlar. O mundo precisa tomar medidas urgentes e imediatas para acabar com a lacuna na prevenção."
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
O caos instalado na Turquia após a tentativa militar fez dezenas de vítimas durante a noite e as primeiras horas deste sábado. Balanço divulgado pelas forças militares que apoiam o presidente Recep Tayyip Erdogan cita que quase 200 pessoas morreram, sendo 104 acusados de apoiar o golpe, 47 civis, 41 policiais e dois soldados do Exército que não apoiaram o golpe. Mais de 1.500 foram presos e mais de 1.000 ficaram feridos. O conflito entre um grupo de militares que apoia o golpe e forças leais ao governo Erdogan continuou durante toda a madrugada e, apesar de o governo reivindicar vitória sobre os golpistas, há relatos de conflitos no início desta manhã de sábado em algumas áreas, segundo informações da imprensa local. Durante a madrugada, a imprensa turca citou que explosões foram ouvidas no Parlamento turco. O edifício teria sido alvo de bombas. Um porta-voz do grupo militar que apoia o presidente Erdogan informou que alguns soldados que apoiaram o golpe teriam feito alguns comandantes reféns e nem todos teriam sido liberados até o início da manhã deste sábado no horário de Brasília. A tentativa de golpe aconteceu na noite de sexta-feira, quando um grupo de militares fechou duas pontes sobre o Estreito de Bósforo, o braço que liga as águas do Mar Negro e do Mar de Mármara e também separa regiões de Istambul entre o continente europeu e asiático. Após a interrupção do trânsito, tropas saíram às ruas e jatos militares começaram a sobrevoar Ancara. O grupo que liderou o golpe diz que a ação tem como objetivo "garantir a restauração da ordem, democracia direitos humanos e liberdades".
O brasileiro Anderson Happel, que foi ferido pelo caminhão do atentado de Nice; à dir., a perna ensanguentada dele (Foto: Arquivo pessoal/Anderson Happel)
O brasileiro Anderson Happel, que mora em Nice, tomou quatro calmantes e diversos analgésicos para aguentar a dor e o estado de choque nesta noite de quinta-feira (14). Ele é um dos feridos no atentado em que um caminhão atropelou e matou 84 pessoas na cidade francesa durante uma festa na rua. O caos foi tão grande e os hospitais estão tão lotados que Anderson ainda não conseguiu saber o que aconteceu com sua perna, que está toda ensanguentada e dolorida. Só disseram que ele deve ficar sem andar por um mês e pediram para voltar no dia seguinte para fazer raio-X para ver o que precisa ser feito. Ele conta que foi com a irmã ver os fogos da Festa da Bastilha quando viu o caminhão se aproximando devagar. De repente, o veículo aumentou a velocidade e “foi passando por cima de todos os que estavam na frente”. “Empurrei a minha irmã e quando fui tentar correr, o para-choque bateu na minha perna esquerda e caí do outro lado. Todo mundo corria em pânico, chorando", diz. E continua, com a voz trêmula: "Tinha muita criança morta e as mães pedindo a Deus para elas voltarem a viver. Vi muita gente morta, isso me deixou em estado de choque.” Pessoas em volta ajudaram a tirar Anderson do meio da avenida, já que ele estava sendo pisoteado no meio da situação de pânico. Ele ouviu três tiros, até que o caminhão parou. Como o hospital não tinha mais lugar para receber pacientes, Anderson foi transferido para um posto de atendimento emergencial montado na própria avenida onde aconteceu o atentado. “Os corpos dos mortos ainda estavam no chão, porque a prioridade era atender aos feridos”, diz. Natural de Fortaleza, o técnico em enfermagem de 24 anos mora em Nice há cinco anos. Ele disse que os moradores da cidade esperavam que houvesse atentado durante a Eurocopa, que terminou no último domingo (10). “Esse ataque pegou todo mundo de surpresa”, afirma.
Família quer que óvulos sejam fecundados com sêmen de doador nos EUA (Foto: Science Photo Library)
Uma mulher de 60 anos venceu uma batalha judicial no Reino Unido para ter acesso aos óvulos congelados de sua filha morta e, assim, poder dar à luz o próprio neto. Ela havia entrado com recurso contra a decisão do órgão regulador britânico de negar a transferência dos óvulos, armazenados em Londres, para uma clínica dos Estados Unidos, onde seriam fecundados com o sêmen de um doador. Com isso, é possível que se torne a primeira mulher de que se tem notícia no mundo a ficar grávida usando os óvulos de uma filha morta. Sua filha, que morreu cinco anos atrás, teria, segundo relatos, pedido à mãe que gerasse seus bebês. O Tribunal Superior do país havia rejeitado o pedido no ano passado, mas a mãe obteve permissão para recorrer da decisão diante de um painel de três juízes. Órgão responsável pela regulação desse tipo de procedimento no Reino Unido, a Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana (HFEA, na sigla em inglês) afirmara em 2014 que o material não poderia ser liberado porque a filha não deixara um documento consentindo com o uso dos óvulos. Ela morreu de câncer de intestino, aos 28 anos. Durante os capítulos mais recentes do processo, os advogados da mãe argumentaram aos juízes que ela queria realizar os desejos da filha ao gestar e criar uma criança gerada a partir dos óvulos congelados.
Consentimento
Em junho de 2015, durante a tramitação do processo no Tribunal Superior, a mãe afirmou que sua filha estava desesperada para ter filhos e que pediu a ela: "carregue meus bebês". Os advogados da mulher e de seu marido disseram que a filha ficaria "devastada" se soubesse que seus óvulos não poderiam ser usados. Mas o juiz entendeu que o órgão regulador tinha razão ao dizer que ela não tinha deixado o "consentimento necessário" e afirmou que a negativa não apresentava nenhuma violação aos direitos humanos da família. Embora a filha tivesse concordado que seus ovos poderiam continuar armazenados para uso após sua morte, ela não informou em um formulário separado como gostaria que o material fosse usado.
Chance de sucesso
O magistrado Colman Treacy, da Corte de Apelação, afirmou que a documentação do caso o deixou em dúvidas sobre haver razões "suficientemente fortes" para permitir que o recurso fosse adiante. Mas, após ouvir as argumentações no tribunal, concluiu tratar-se "um caso passível de debate e com uma chance real de sucesso". "O julgamento de hoje pela Corte de Apelação reafirma a necessidade para o consentimento informado mas conclui que há suficiente evidência dos desejos da filha da apelante", afirmou a HFEA. O órgão disse que vai reconsiderar o caso o mais breve possível.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Ainda não foi o segundo sol, mas a Nasa anunciou nesta segunda-feira (20) a descoberta de uma segunda lua na órbita da Terra. Avistada pela primeira vez em 27 de abril deste ano, o corpo celeste é um asteroide com 36,5 metros de diâmetro, dimensão bem menores que a Lua já conhecida e foi batizado de 2016HO3. Por percorrer uma trajetória irregular, a distância dele para a Terra varia entre 38 e 100 vezes a distância da Terra da Lua. O seu movimento de translação ao redor Sol dura 365,93 dias, tempo pouco maior que o necessário para a Terra cumprir o mesmo percurso. Segundo a agência espacial americana, o corpo celeste está na órbita da Terra há quase cem anos e ainda deve permanecer como companhia do nosso planeta por muitos séculos. Veja abaixo vídeo com a trajetória percorrida pela "segunda lua".
(Foto: Reprodução)
A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos. Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua. "Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa. Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo. "Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."
Dança espacial
O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento. Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto."Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas."O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."
CONTINUE LENDO
- Uol Notícias
- 17 Jun 2016
- 08:09h
(Foto: Reprodução)
Morreu, aos 82 anos, o ator Ruben Aguirre, conhecido por ter interpretado o Professor Girafales no seriado "Chaves" . Quem confirmou a morte de Ruben foi Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga, na manha desta sexta-feira (17). "Meu professor favorito descansa em paz. Hoje meu grande amigo Rubén Aguirre parte deste plano. Sentirei muito sua falta", escreveu Edgar em seu perfil no Twitter. Aguirre tinha diabetes, controlada com medicamentos, além de cálculos na vesícula e problemas de coluna. Com problemas para respirar, o ator foi levado ao hospital de Puerto Vallarta, Jalisco, segundo informou sua filha, Verónica Aguirre, em 14 de maio. Ele ficou 11 dias internado. "Agora ele se encontra estável. Permanece em casa, sendo medicado com antibiótico. Mas não é nada grave que coloque sua vida em risco", afirmou Verónica no dia 6 deste mês ao jornal argentino "El Clarin". "Os médicos disseram que seu ritmo ficará mais lento e que descansará, mas não demais", falou.
No final de 2007, o ator e sua mulher, Consuelo Reyes, sofreram um acidente de carro. Ele teve de abandonar os palcos e usa cadeira de rodas. Já Consuelo perdeu uma das pernas e precisou passar por quatro cirurgias. Em junho, Aguirre publicou uma carta pedindo para a ANDA (Asociación Nacional de Actores) custear seus tratamentos médicos. Com título "E agora, quem poderá me defender?", uma referência ao personagem Chapolin, Rubén revelou que há dez anos luta pelo direito de ter assistência médica, já que sempre contribuiu com as cotas estabelecidas pela associação. "Minhas forças se acabaram", assumiu o ator mexicano que também explicou o motivo do texto nas redes sociais. Em agosto de 2014, o ator foi internado na capital do México com quadro de desidratação e anemia, mas ele tomava medicamentos havia pelo menos duas décadas para controlar doenças renais e diabetes Com idade avançada e problemas de saúde, Aguirre tinha sido recomendado por médicos para viver ao nível do mar. Por causa disso, não ia à capital, Cidade do México, a 2.250 m de altitude, e nem viaja longas distâncias, o que o impedia de vir ao Brasil com frequência
CONTINUE LENDO
A mulher de Omar Mateen, o atirador que matou 49 pessoas e feriu mais de 50 na boate Pulse, em Orlando, na Flórida, sabia dos planos do marido para o ataque. Por isso, a mulher - Noor Salman - poderá ser acusada em breve de participação no massacre de Orlando, o maior atentado a tiro da história moderna dos Estados Unidos. A notícia sobre o indiciamento formal de Noor Salman foi divulgada pela agência de notícias Reuters, que atribuiu a informação a fontes da polícia. A boate é um local de entretenimento destinado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). O massacre ocorreu na madrugada do último domingo (12/6). Omar Mateen foi morto a tiros pela polícia depois de permanecer três horas no clube. Antes de atirar, Mateen ligou para o serviço de atendimento ao público da polícia e disse que tinha lealdade ao Estado Islâmico e a outros grupos militantes muçulmanos.
Em entrevista à rede de televisão CNN, o senador norte-americano Angus King, integrante do Comitê de Inteligência do Senado, disse que recebeu informações sobre as investigações a respeito do massacre, que confirmam o envolvimento de Noor Salman. "Parece que ela tinha algum conhecimento do que estava acontecendo", afirmou. O senador acrescentou que Noor Salman está cooperando com as investigações e poderá fornecer informações importantes sobre o atentado. Até agora, as investigações mostram que Omar Mateen era uma pessoa que se orientava por informações que colhia na internet. Não há evidências de que tenha recebido instruções de grupos do exterior como, por exemplo, o Estado Islâmico. O atirador tinha 29 anos, era cidadão norte-americano e os pais são imigrantes afegãos. Em entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu Omar Mateen como um jovem perturbado, que se transformou nos últimos anos em um homem “irritado, instável e radicalizado”. A polícia também está investigando as informações, recebidas de várias fontes, de que Omar Mateen seria um frequentador habitual de clubes gays, inclusive da boate Pulse. As informações das fontes, publicadas na imprensa norte-americana, dizem que Mateen tinha interesse em acessar sites de namoro gay na internet.
Número de mortos
Ontem (14/6), em entrevista, médicos do Hospital Orlando Health, centro de saúde que recebeu as primeiras vítimas do ataque, disseram que o número de mortos em decorrência da tragédia pode aumentar. No domingo, a polícia tinha informado que o número de pessoas que morreram no atentado na boate Pulse era 50. No dia seguinte, a polícia corrigiu essa informação e o número de mortos passou a ser 49. Segundo o médico Michael Cheatham, dos 44 pacientes que deram entrada no hospital, em razão do tiroteio, 27 ainda estão recebendo cuidados. E desses, seis estão "gravemente doentes". Cheatham disse que ficaria surpreso se o número de mortos não subir.

CONTINUE LENDO
- BBC Mundo
- 15 Jun 2016
- 07:01h
(Foto: Reprodução)
Omar Mateen, o homem responsável pelo maior ataque a tiros da história recente americana, teria visitado várias vezes a boate gay onde matou 49 pessoas, segundo testemunhas. Chris Callen, um artista que se apresentava na boate Pulse, em Orlando, afirmou ao jornal New York Daily News que Mateen foi ao local do massacre algumas vezes ao longo dos últimos três anos. "Eu o vi algumas vezes na boate Pulse, outras pessoas com quem falei, incluindo um exsegurança do local, viram este cara por lá muitas vezes antes", contou Chris Callen. O artista afirmou ainda que, em determinada ocasião, Mateen teria puxando uma faca contra um outro frequentador depois de este ter feito uma piada religiosa. "Às vezes ele ia para um canto, sentava e bebia sozinho, outras vezes ele ficava tão bêbado que falava alto e ficava agressivo", afirmou outro frequentador da Pulse, Ty Smith, ao jornal Orlando Sentinel. Kevin West, que também frequentava a casa noturna, contou ao jornal Washington Post que viu Mateen entrando na Pulse no começo da madrugada de domingo e acrescentou que já o conhecia através de um aplicativo de encontros chamado Jack'd. "Eu lembro de detalhes. Nunca me esqueço de um rosto", disse West.
As autoridades ainda não fizeram nenhuma declaração oficial a respeito destas novas informações. Mas as redes de televisão americanas CNN e NBC informavam que os investigadores que estão trabalhando no caso estão examinando os depoimentos. Mateen entrou armado na boate Pulse na madrugada de domingo. Até o momento, o ataque deixou 50 mortos (incluindo o atirador) e 53 feridos, no que é considerado o tiroteio mais letal da história recente dos Estados Unidos. O atirador acabou sendo morto pela polícia. O diretor do FBI, James Comey, afirmou que há "indicações fortes de radicalização e de uma potencial inspiração por parte de organizações terroristas estrangeiras". Em ligações feitas para o número de emergência da polícia antes de morrer, Mateen teria jurado lealdade ao grupo autodenominado Estado Islâmico. Depois, o EI disse que um "combatente" do grupo havia feito o ataque, mas não especificou se ele estava diretamente envolvido na ação ou se teria apenas "inspirado" o atirador. O presidente americano, Barack Obama, afirmou que o inquérito sobre o massacre na Pulse está sendo tratado como uma investigação sobre terrorismo, mas acrescentou que não há provas claras de que Omar Mateen tenha sido orientado pelo Estado Islâmico. O pai de Mateen disse à rede americana NBC que o ataque "não tinha nada a ver com religião". Seddique Mateen afirmou que, recentemente, seu filho ficou "muito bravo" após ver dois homens se beijando no centro de Miami. Ele contou que a família não sabia que ele estava planejando um ataque. "Estamos chocados como todo o país." Na segundafeira (13), o pai do atirador fez um polêmico pronunciamento para condenar a atitude do filho. Em um vídeo publicado em sua página no Facebook – gravado em dari, um dos idiomas falados no Afeganistão, seu país de origem – Seddique Mateen criticou Omar pelo massacre. O motivo: acreditar que seu filho interferiu na justiça divina, que, a seu ver, é que deve punir a homossexualidade. "Deus é quem vai punir aqueles que se envolvem com a homossexualidade. Isso (a punição) não é para os servos de Deus", disse Seddique no vídeo, que pareceu endereçado especificamente à comunidade afegã nos EUA.
CONTINUE LENDO
- Agência Brasil
- 13 Jun 2016
- 08:04h
Em Orlando, na Flórida (EUA), autoridades locais falam à imprensa sobre o atentado em uma boate que deixou 50 mortos e 53 feridos, e foi praticado por norte-americano de origem afegã que acabou morto
O jornalista brasileiro Rodrigo Lins, correspondente do site Só notícia boa nos Estados Unidos, está fazendo a cobertura do massacre na boate Pulse, em Orlando, na Flórida, desde que soube do incidente, na madrugada de hoje (12). Cinquenta pessoas foram mortas e 53 feridas e “rádios locais estão divulgando a informação de que o atirador estava sorrindo enquanto atirava nas pessoas”, segundo Lins. O jornalista disse que as autoridades norte-americanas especulam que o ataque tenha sido um atentado homofóbico, pois a boate era voltada para o público gay. O assassino, identificado como o norte-americano Omar Mateen, de 29 anos, entrou na boate com um rifle AR-15 e uma arma de pequeno porte e abriu fogo contra cerca de 300 pessoas que estavam no local. Após o ataque, Mateen foi morto a tiros pela polícia, segundo as autoridades norte-americanas.
Em conversa com a Agência Brasil, por telefone, o jornalista disse que assim que soube do tiroteio passou a apurar as informações com uma amiga que vive no prédio ao lado da boate Pulse, porque o acesso ao local estava interditado: “Ontem, fiz uma apuração remota, porque bloquearam os quarteirões próximos e declararam logo estado de emergência, o que é levado muito a sério aqui nos EUA.” Ontem (12) pela manhã, Rodrigo Lins conseguiu entrar na área, como jornalista correspondente, e acompanhou o trabalho policial e as coletivas de imprensa durante o dia. Sobre a entrada de um homem armado na boate ontem, que pode ser entendida como uma falha na segurança do local, Lins afirma que em Orlando não é comum revistar pessoas nas entradas de shows e casas noturnas. “Aqui em Orlando, por ser uma cidade provinciana e turística, não há o hábito de fazer revistas na entrada de boates. Eles só checam se as pessoas são maiores de idade, por isso o atirador conseguiu entrar armado”, relatou o correspondente brasileiro. O jornalista disse estar surpreso por ver como a população de Orlando, rapidamente, se mobilizou para lidar com o problema: “É interessante como eles têm a capacidade de se ajudar neste momento. Estou impressionado com a mobilização que tomou conta das ruas”. Segundo Rodrigo Lins, as pessoas estão atendendo aos apelos da prefeitura para doação de sangue e há centros de doação que têm mais 600 pessoas na fila: “Eles criaram rapidamente uma rede de voluntários. Estou percebendo a união das pessoas, esse potencial de superação. Além dos doadores, outros voluntários estão indo a esses centros levar alimentos e bebidas para as pessoas que estão na fila”. Pela manhã, a prefeitura de Orlando divulgou nota pedindo à população que doasse sangue para ajudar as vítimas do tiroteio, informando que havia uma “necessidade urgente” por sangue dos tipos O negativo, O positivo e AB. Os nomes das 50 vítimas do tiroteio na boate Pulse, na noite deste sábado, em Orlando, nos Estados Unidos, estão sendo divulgados no site da prefeitura da cidade.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
As autoridades americanas de Saúde informaram nesta quinta-feira (26) que foi descoberta uma bactéria resistente a todo tipo de medicamento e gera preocupação com o efeito cada vez menor dos antibióticos. A bactéria foi detectada em um paciente com infecção urinária, de 49 anos, moradora da Pensilvânia. A bactéria foi resistente a colistina, antibiótico de último recurso. “É um velho antibiótico, mas era o único que restava para o que eu chamo de uma bactéria de pesadelo”, afirmou o diretor dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, Thomas Frieden, referindo-se à família de bactérias conhecidas como Enterobactérias Resistentes a Carbapenemasas (ERC). O gene que causa a resistência da bactéria aos antibióticos também foi encontrado na China e na Europa. A aparição nos Estados Unidos “anuncia a emergência de bactérias totalmente resistentes aos medicamentos”, diz o relato sobre essa descoberta, publicado na revista Antimicrobial Agents and Chemotherapy, da Associação Americana de Microbiologia. “Corremos o risco de nos encontrarmos em um mundo pós-antibióticos”, comentou Frieden. O antibiótico de último recurso surgiu em 1959 para tratar de infecções causadas pelas bactérias E. coli, Salmonella e Acinetobacter como pneumonias, ou graves infecções no sangue. Nos anos 1980, deixou de ser usada para o tratamento de seres humanos, devido a sua alta toxicidade para os rins, mas é um remédio de uso corrente na pecuária – especialmente na China. A medicação voltou a ser usada como tratamento de último recurso nos hospitais quando bactérias apresentam resistência a outros antibióticos mais modernos.
- Tribuna da Bahia
- 12 Mai 2016
- 19:02h
(Foto: Reprodução)
A Nasa anunciou, nesta semana, a descoberta de 1.284 planetas fora do nosso sistema solar, feita pelo telescópio espacial Kepler. Esta foi a maior descoberta de planetas até hoje e o número significa o dobro dos planetas que já confirmados por este telescópio. Do total, cerca de 550 poderiam ser planetas rochosos como a Terra. O observatório espacial Kepler, lançado em 2009, monitorou 150 mil estrelas em busca de sinais de corpos em órbita, particularmente aqueles que poderiam ser capazes de sustentar a vida. A descoberta se baseia em dados colhidos pelo telescópio espacial entre 2009 e 2013, quando monitorava cerca de 150 mil estrelas em um pequeno pedaço de céu entre as constelações Cisne e Lira.
O Kepler captura sinais discretos de possíveis planetas, através da observação do escurecimento da luz das estrelas, conhecido como trânsito, cada vez que um planeta passa orbitando diante dela. Um fenômeno similar à passagem de Mercúrio na frente do Sol. "Desde a descoberta dos primeiros planetas fora do nosso sistema solar há mais de duas décadas, os pesquisadores analisam individualmente cada 'planeta suspeito'", explica a Nasa em comunicado divulgado ontem (10/5). De acordo com a Nasa, a nova descoberta inclui cerca de 550 corpos que poderiam ser planetas rochosos como a Terra, com base em seu tamanho. Nove desses planetas, orbitam uma zona habitável de seu sistema solar, que é uma distância que permite a existência de água em estado líquido. Esses nove exoplanetas potencialmente habitáveis se somam aos 21 outros exoplanetas já conhecidos por orbitarem a zona habitável de suas estrelas. O primeiro planeta fora do nosso sistema solar foi descoberto em 1995, por Michel Mayor e Didier Queloz, do Observatório de Genebra, na Suíça. O exoplaneta orbitava ao redor da estrela Pégaso-51, a 50 anos-luz de distância da Terra. De acordo com os pesquisadores, ele era composto por gases e tinha metade do tamanho de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar. Uma volta completa do planeta ao redor da estrela durava apenas 4,2 dias, por causa de sua proximidade.
CONTINUE LENDO