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Rússia diz que 1ª fase da operação militar na Ucrânia está perto do fim

  • Estadão Conteúdo
  • 26 Mar 2022
  • 09:57h

(Getty Images/Stringer/Anadolu Agency)

A primeira fase da operação militar da Rússia na Ucrânia está quase concluída, disse o Ministério de Defesa russo, o que move o foco para o leste ucraniano. Esse pode ser um sinal de que Moscou está mudando sua estratégia em meio a grandes perdas e uma campanha de campo de batalha paralisada.

A declaração, feita em um pronunciamento do chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior russo, Sergei Rudskoy, sugere que a Rússia pode estar reavaliando suas ambições para a guerra de um mês em que não conseguiu tomar a capital Kiev nem a estratégica e portuária Odessa ou qualquer outra grande cidade.

Autoridades ocidentais e analistas militares dizem que a operação russa destacou a incapacidade do país de funcionar em vários eixos e mostrou seu fracasso em tomar território significativo.

Ucrânia confirma 300 mortos em ataque a teatro em Mariupol

  • Metrópoles
  • 25 Mar 2022
  • 18:29h

(Foto: Satellite image ©2022 Maxar Technologies / AFP)

Autoridades locais em Mariupol, na Ucrânia, confirmaram a morte de pelo menos 300 pessoas após bombardeio russo a um teatro. O lugar seria usado como abrigo para os ucranianos. Havia, inclusive, inscrições em tinta branca ao lado do edifício avisando aos invasores que crianças estavam escondidas por lá.

O ataque aconteceu no dia 16 de março. Ainda segundo os serviços de emergência, que já não estão mais atuando na cidade, cerca de 1,5 mil pessoas se abrigavam no Teatro Drama. Somente 150 conseguiram sair imediatamente após o bombardeio.

“Infelizmente, começamos este dia com más notícias. Testemunhas oculares relataram que cerca de 300 pessoas morreram no Teatro Drama de Mariupol, como resultado do bombardeio de um avião russo. Não quero acreditar neste horror até o fim. Até o fim quero acreditar que todos conseguiram escapar. Mas as palavras de quem estava dentro do prédio no momento desse ato terrorista dizem o contrário”, assinalava a mensagem da Câmara Municipal de Mariupol no Telegram.

Com voto do Brasil, ONU culpa Rússia por crise humanitária na Ucrânia

  • G1
  • 24 Mar 2022
  • 16:33h

Foto: Reprodução/UNTV

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta quinta-feira (24), uma resolução que culpa a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia e que pediu novamente o "fim imediato" das hostilidades no país.

Essa foi a segunda resolução aprovada contra a Rússia na Assembleia da ONU em menos de um mês. Mais uma vez, ela é não vinculante, ou seja, não tem cumprimento obrigatório.

A resolução, elaborada por Ucrânia e aliados, recebeu 140 votos a favor (inclusive do Brasil) e 5 votos contra, enquanto 38 países se abstiveram.

Houve uma salva de aplausos na Assembleia após o anúncio do resultado da votação.

Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e Rússia votaram contra, como fizeram na primeira resolução adotada em 2 de março.

China, Bolívia, Cuba, El Salvador, Nicarágua e Irã são alguns dos 38 países que se abstiveram nesta votação.

Rússia diz que relações com EUA estão perto de se romper

  • CNN
  • 22 Mar 2022
  • 19:51h

(Foto: Alexander Ermochenko/Reuters)

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira (21) que convocou o embaixador dos Estados Unidos, John Sullivan, para informar que as declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre o presidente russo, Vladimir Putin, levaram as relações entre os dois países à beira do colapso.

O presidente Biden disse na semana passada que Putin era um “criminoso de guerra” por enviar dezenas de milhares de soldados à Ucrânia.

“Tais declarações do presidente americano, indignas de um estadista de tão alto escalão, colocam as relações russo-americanas à beira da ruptura”, destacou o ministério em comunicado.

O Kremlin classificou anteriormente os comentários como “insultos pessoais” contra Putin. O ministério das Relações Exteriores acrescentou ao embaixador americano que ações hostis contra a Rússia receberiam uma “resposta decisiva e firme”.

A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados à Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chama de “operação especial” para reduzir a capacidade militar do país vizinho e erradicar pessoas que chama de “nacionalistas perigosos”.

As forças ucranianas têm apresentado forte resistência e o Ocidente impôs sanções abrangentes a Moscou, em um esforço para forçá-la a se retirar da Ucrânia.

Rússia diz que relações com EUA estão perto de se romper após comentários de Biden sobre Putin

  • Reuters
  • 21 Mar 2022
  • 20:10h

Foto: Patrick Semansky/AP

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira (21) que convocou o embaixador dos Estados Unidos, John Sullivan, para lhe dizer que as declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao chamar o presidente russo, Vladimir Putin, de criminoso de guerra levaram os laços bilaterais à beira do colapso.

O presidente Biden disse na semana passada que Putin era um criminoso de guerra por enviar dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia.

    "Tais declarações do presidente americano, indignas de um estadista de tão alto escalão, colocam as relações russo-americanas à beira da ruptura", disse o ministério em comunicado.

O governo da Rússia descreveu anteriormente os comentários como insultos pessoais contra Putin.

O ministério também disse a Sullivan que ações hostis contra a Rússia receberiam uma "resposta decisiva e firme".

O Departamento de Estado dos EUA não confirmou a convocação. Mas a secretária de Estado adjunta, Wendy Sherman, disse em entrevista à MSNBC que o comunicado da Rússia "apenas mostra o quão desesperado o presidente Putin está se tornando".

A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chama de operação especial para reduzir a capacidade militar do país vizinho e erradicar pessoas que chama de nacionalistas perigosos.

As forças ucranianas têm apresentado resistência contra as forças russas e o Ocidente impôs sanções abrangentes a Rússia em um esforço para forçá-la a se retirar da Ucrânia.

Rússia volta a usar mísseis hipersônicos contra a Ucrânia

  • AFP
  • 21 Mar 2022
  • 07:02h

(Foto: Serviço de Emergência do Estado ucraniano/via Reuters)

A situação humanitária continua a piorar nas principais cidades ucranianas sob ataque da Rússia, que anunciou neste domingo (20) que utilizou mísseis hipersônicos pela segunda vez.

“Um grande estoque de combustível foi destruído por mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ disparados do Mar Cáspio, bem como por mísseis balísticos hipersônicos disparados pelo sistema ‘Kinjal’ do espaço aéreo da Crimeia”, informou o ministério russo da Defesa em comunicado.

Este último ataque ocorreu na região de Mykolaiv, disse o ministério, sem especificar a data. O alvo destruído, observou, foi “a principal fonte de abastecimento de combustível para veículos blindados ucranianos” implantados no sul do país.

Esses mísseis pertencem a uma família de novas armas desenvolvidas pela Rússia e que seu presidente, Vladimir Putin, descreve como “invencíveis”.

Em Mariupol, uma cidade estratégica no sudeste da Ucrânia bombardeada há semanas e que sofre com falta de água, gás e eletricidade, as autoridades locais acusaram o exército russo de ter bombardeado no sábado uma escola de arte que servia de abrigo para várias centenas de pessoas, garantindo que muitos civis estavam presos sob os escombros.

“Os ocupantes russos lançaram bombas na escola de arte G12 localizada na margem esquerda de Mariupol, onde 400 habitantes – mulheres, crianças e idosos – haviam se refugiado”, informou a prefeitura da cidade portuária.

“O prédio foi destruído e as pessoas ainda estão sob os escombros. O número de mortos ainda está sendo estabelecido”, acrescentou em um comunicado publicado no Telegram. Esta informação ainda não foi verificada de forma independente.

A situação humanitária em Mariupol, como em outras cidades sitiadas, é terrível.

Um grupo de 19 crianças, a maioria órfãs, está “em grande perigo”, porque seus responsáveis não podem pegá-las devido aos combates, disseram parentes e testemunhas à AFP.

Fazer “algo assim para uma cidade pacífica (…) é um ato de terror que será lembrado mesmo no próximo século”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em um discurso neste domingo. O cerco de Mariupol “ficará na história pelos crimes de guerra”, declarou.

O bombardeio também danificou severamente a siderúrgica Azovstal, de Mariupol, cujo porto é fundamental para a exportação do aço produzido no leste do país.

“Uma das maiores usinas metalúrgicas da Europa está destruída. As perdas econômicas para a Ucrânia são imensas”, disse a deputada Lesia Vasylenko, que postou um vídeo em sua conta no Twitter mostrando espessas nuvens de fumaça subindo de um complexo industrial.

– “Catástrofe humanitária absoluta” –

No norte do país, o prefeito de Chernihiv, Vladislav Atroshenko, descreveu a situação em sua cidade como uma “catástrofe humanitária absoluta”.

“O fogo de artilharia indiscriminado continua em áreas residenciais, dezenas de civis, crianças e mulheres estão morrendo”, disse ele na televisão. “Não há eletricidade, aquecimento ou água, a infraestrutura da cidade está completamente destruída”.

Ucrânia diz estar em guerra e nega neutralidade sugerida por Rússia

  • UOL
  • 16 Mar 2022
  • 11:41h

Foto: Reprodução/Facebook/DSNKyiv

A Rússia declarou hoje que uma "neutralidade" da Ucrânia poderia ser uma saída para o conflito entre os dois países. Essa posição, porém, foi descartada pelo governo do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky —que, em fala ao Congresso dos Estados Unidos, comparou a situação vivida pela Ucrânia com o atentado terrorista de 11 de setembro. Nesta quarta-feira (16), russos e ucranianos terão o terceiro dia seguido de negociações a respeito da guerra. Mais cedo, o porta-voz russo, Dmitri Peskov, disse que os negociadores conversam sobre um compromisso para a neutralidade da Ucrânia que tenha como modelo a Suécia e a Áustria. Mykhailo Podolyak, negociador ucraniano e conselheiro presidencial, rejeitou essa possibilidade. "A Ucrânia está agora em estado de guerra direta com a Rússia. Portanto, o modelo só pode ser ucraniano e apenas sobre garantias de segurança legalmente verificadas. E sem outros modelos ou opções", afirmou.

Usina de Tchernóbil está sem energia e pode emitir radiação para Europa, diz Ucrânia

  • por Folhapress
  • 09 Mar 2022
  • 18:07h

Foto: Reprodução / Unsplash

A companhia Energoatom, que opera as quatro usinas nucleares da Ucrânia, informou nesta quarta-feira (9) que a estação de Tchernóbil está sem energia elétrica, em meio ao conflito com a Rússia. Segundo a estatal, a falha no fornecimento pode fazer com que o combustível nuclear estocado no local aqueça e emita radiação pela Europa.
 

No comunicado, a empresa diz que a linha de transmissão de energia entre Tchernóbil e a capital Kiev foi danificada pelos ocupantes russos. O combustível armazenado no local precisa de resfriamento contínuo, e caso a temperatura aumente, pode liberar substâncias radioativas. "O vento pode levar essa nuvem radioativa a outras regiões da Ucrânia, Belarus, Rússia e Europa", diz a nota.
 

Após a declaração, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou que a falta de luz na região não tem grande impacto sobre a segurança e que há insumos suficientes nas instalações para resfriar o material mesmo sem energia elétrica.
 

"A carga térmica da piscina do depósito de combustível usado e o volume de água de resfriamento são suficientes para garantir uma saída eficaz do calor sem eletricidade", publicou a entidade nas redes sociais.
 

A Energoatom disse ainda que os sistemas de ventilação e extinção de incêndio não estão funcionando, o que pode fazer com que os funcionários recebam uma dose perigosa de radiação e um incêndio se propague rapidamente se houver um bombardeio no local.
 

De acordo com a empresa, é impossível fazer os reparos necessários para restabelecer a eletricidade, já que há combate na região.
 

Segundo a ONU, os trabalhadores da usina de Tchernóbil estão trabalhando ininterruptamente desde o início do conflito, que chegou nesta quarta-feira (9) ao 14º dia. O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, condenou a situação.
 

"Estou profundamente preocupado sobre a situação difícil e estressante dos trabalhadores da usina nuclear de Tchernóbil, e o risco que isso carrega. Eu peço que as forças no controle do local facilitem a rotação segura dos funcionários", disse.
 

A usina de Tchernóbil foi onde ocorreu o maior acidente nuclear da história, em 1986. Um dos reatores da usina explodiu e causou a morte imediata de 30 pessoas. Quase 340 mil pessoas que moravam num raio de 30 quilômetros da usina precisaram ser evacuadas, e altos níveis de radiação foram registrados na Polônia, Áustria, Suécia e Bielorrússia.
 

Desde 2015, os reatores estão na fase de descomissionamento, quando só cientistas continuam trabalhando para observar a situação da radiação. "A descontaminação de Tchernóbil envolveu uma massa de 1,5 milhão de pessoas, teve um custo altíssimo e acabou em 2017. O espaço foi lacrado, virou uma espécie de sarcófago e na sequência se transformou em um roteiro turístico", explica Leonardo Trevisan, professor de geoeconomia internacional da ESPM.

'Bandeiras dos EUA e da Venezuela ficaram lindas unidas', diz Maduro

  • Bahia Notícias
  • 08 Mar 2022
  • 14:40h

Foto: Reprodução / Twitter

Os Estados Unidos pretendem suspender o embargo à Venezuela e negociar a compra de petróleo do país governado por Nicolás Maduro. A medida é uma alternativa devido às sanções contra a Rússia por sua invasão à Ucrânia. A Rússia é o maior exportador de petróleo do mundo, atrás dos Emirados Árabes e Arábia Saudita. O país tem 11% do mercado mundial e produz 10 milhões de barris por dia. 

 

Um grupo de altos funcionários do governo norte-americano passou o fim de semana em Caracas e nesta segunda-feira (7), durante entrevista coletiva, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que os Estados Unidos pretendem negociar a importação de petróleo da Venezuela.

 

O início da negociação foi comemorado por Maduro. Tivemos uma reunião que eu poderia qualificar como respeitosa, cordial, muito diplomática [...] Fizemos um encontro, no escritório presidencial, ali estavam as bandeiras dos EUA e da Venezuela e elas ficaram lindas. Unidas, como devem estar”, disse o líder venezuelano.

 

“Conversamos por quase duas horas e concordamos em avançar numa agenda de temas de interesse. Achei muito importante conversar cara a cara temas de interesse da Venezuela e do mundo”, afirmou ainda Maduro, sem citar diretamente a questão do petróleo.

 

O embargo dos norte-americanos ao petróleo venezuelano começou a vigorar em 2019, quando o país ainda era governado por Donald Trump.

Vladimir Putin 'aconselha' países vizinhos a não aplicarem sanções à Rússia

  • Bahia Notícias
  • 04 Mar 2022
  • 14:10h

Foto: Reprodução / GloboNews

Durante discurso transmitido pela TV estatal da Rússia, nesta sexta-feira (4), o presidente Vladimir Putin pediu aos países vizinhos que não apliquem sanções econômicas à Rússia.

“Não há má intenção em relação a nossos vizinhos. E eu os aconselho a não piorar a situação, não adotar nenhuma restrição. Nós cumprimos todas nossas obrigações e continuaremos a cumpri-las”, ressaltou.

Putin afirmou, ainda, que suas ações são apenas uma reação a atitudes “não amigáveis” de outras nações: “Nós não vemos nenhuma necessidade em piorar nossa relação. Todas nossas ações, se elas surgem, são exclusivamente em resposta a alguma ação não amigável, ações contra a Federação Russa”.

Rússia reconhece Zelensky como líder da Ucrânia; conversa deve acontecer nesta quinta

  • Bahia Notícias
  • 03 Mar 2022
  • 08:01h

Ministro das Relações Exteriores da Rússia | Foto: Reprodução / YouTube

Uma nova reunião entre representantes da Ucrânia e Rússia para negociar um cessar-fogo no conflito entre os dois países deve acontecer nesta quinta-feira (3). O encontro que seria realizado na quarta (2) foi adiado de última hora (veja aqui).

 

Ainda na quarta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta que a Rússia reconheceu o presidente Volodymyr Zelensky como líder da Ucrânia e saudou como um “passo positivo” o fato de Zelensky querer receber garantias de segurança.

 

“Nossos negociadores estão prontos para a segunda rodada de discussão dessas garantias com representantes ucranianos”, disse ele.

 

Zelensky disse em uma entrevista que a Rússia precisa interromper o bombardeio da Ucrânia antes que novas negociações possam ocorrer. Ele pediu garantias de segurança, mas da Otan e não da Rússia.

 

O oficial afirmou ainda que Moscou continua comprometida com a desmilitarização da Ucrânia e que deveria haver uma lista de armas específicas que nunca poderiam ser implantadas em território ucraniano.

 

“Tipos específicos de armas de ataque devem ser identificados que nunca serão implantados na Ucrânia e não serão criados”, disse Lavrov em entrevista à Al Jazeera, cujo texto foi publicado no site de seu ministério.

 

Com informações da CNN.

Assembleia-Geral da ONU aprova resolução contra a Rússia; Brasil vota a favor

  • por Rafael Balago | Folhapress
  • 02 Mar 2022
  • 18:17h

Foto: Reprodução / Youtube / CNN

A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução condenando a invasão da Ucrânia pela Rússia, por 141 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções.
 

A resolução foi proposta conjuntamente por 95 dos 193 países do colegiado. O Brasil não se juntou ao grupo dos proponentes, mas votou a favor da proposta.
 

O documento condena a invasão da Ucrânia pela Rússia, reafirma que nenhuma aquisição de território por ameaça ou uso da força deve ser reconhecida como legal e expressa grave preocupação com os relatos de ataques a civis.
 

A resolução também reafirma a independência da Ucrânia e sua integridade territorial, deplora nos termos mais fortes a agressão da Rússia contra o país vizinho e demanda que Moscou retire suas forças da Ucrânia imediatamente. E deplora o envolvimento de Belarus no conflito.
 

A Assembleia-Geral, no entanto, não pode aplicar medidas, como sanções ou envio de missões de paz. Só o Conselho de Segurança tem autoridade para tal. Essa instância das Nações Unidas é formada por 15 países, cinco dos quais com assentos permanentes e com poder de veto e outros dez em vagas rotativas —o Brasil atualmente ocupa uma posição temporária. Como a Rússia é membro fixo do órgão, pode barrar medidas contra si mesma.
 

Assim, a resolução tem como principal função deixar claro como os demais países veem as ações da Rússia e mostrar seu isolamento internacional, bem maior do que em casos anteriores.
 

Em 2014, a Assembleia-Geral também aprovou uma resolução condenando a anexação da Crimeia, até então parte da Ucrânia, pela Rússia. Naquele ano, 100 países apoiaram a medida, 11 foram contra e 58 se abstiveram.
 

A resolução atual foi aprovada em uma reunião emergencial da Assembleia-Geral, a 11ª convocada desde a criação da ONU, em 1945. O encontro começou na segunda (28) e teve discursos de mais de 120 representantes.
 

Em um último apelo antes da votação, Sergei Kislitsia, representante da Ucrânia na ONU, voltou a comparar as ações da Rússia com as da Alemanha nazista. "Eles [soldados russos] vieram resolver o que chamam de 'problema ucraniano'. Há mais de 80 anos, outro ditador tentou resolver de forma final o 'problema' de outro povo. Ele falou quando o mundo respondeu de forma unida", disse Kislitsia.
 

Ao pedir voto contra a resolução, o representante russo disse que a maioria dos países sofrem pressão de potências do Ocidente para se posicionar contra a Rússia, e voltou a acusar o governo ucraniano de usar civis como escudo e de perseguir a própria população.
 

"Votar contra a resolução é votar por uma Ucrânia livre do radicalismo e do neonazismo", disse o embaixador russo Vasili Nebenzia.
 

Em discurso na segunda (28), o representante do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, condenou a invasão e criticou o envio de mais armas para a Ucrânia. "Nos últimos anos, temos visto uma deterioração progressiva da situação de segurança e do balanço de poder na Europa Oriental. O enfraquecimento dos Acordos de Minsk por todas as partes e o descrédito das preocupações com a segurança vocalizadas pela Rússia prepararam o terreno para a crise que estamos vendo. Deixe-me ser claro, no entanto: esta situação não justifica o uso da força contra o território de um Estado membro."
 

"Convocamos os atores envolvidos para reavaliarem suas decisões em relação ao suprimento de armas, ao uso de ataques digitais e à aplicação de sanções seletivas, incluindo na importante área de segurança alimentar. Precisamos de soluções construtivas, não de ações que vão prolongar hostilidades e espalhar o conflito, com efeitos na economia e na segurança mundial", afirmou.
 

Na ocasião, Costa Filho pediu que os órgãos das Nações Unidas trabalhem conjuntamente em busca de soluções, pois a crise pode ter impacto muito mais amplo se não for contida. "Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode colocar toda a humanidade em risco. Mas ainda temos tempo para parar isso."
 

China liga para a Ucrânia e promete esforços para resolver guerra por meio da diplomacia

  • por Folhapress
  • 01 Mar 2022
  • 15:08h

Foto: Governo da China

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ligou para o chanceler da Ucrânia nesta terça-feira (1º), na primeira conversa entre os dois países desde que a Rússia deu início à guerra na última semana -Pequim é aliada de Moscou e se absteve de condenar a invasão nos fóruns da ONU.
 

Em comunicado, o governo ucraniano afirmou que o chanceler Dmitro Kuleba pediu aos chineses que usem os laços com o governo russo para tentar acabar com a guerra. Kiev disse que ouviu do ministro chinês a promessa de que o país fará "todos os esforços" para resolver o conflito por meio da diplomacia.
 

Wang voltou a pedir por uma solução para a crise por meio de negociações, dizendo que apoia os esforços internacionais para que possam alcançar uma resolução política, disse o Ministério das Relações Exteriores chinês em comunicado.
 

Em janeiro, o líder chinês Xi Jinping celebrou 30 anos de laços com a Ucrânia, saudando o "aprofundamento da confiança política mútua" entre eles. China e Ucrânia têm fortes laços econômicos e o país faz parte da Nova Rota da Seda.
 

Ao mesmo tempo, Pequim tem rechaçado as sanções econômicas impostas a Moscou -a Rússia aposta no comércio com a China para reduzir o impacto das medidas econômicas impostas pelo Ocidente.
 

A China começou a retirar seus cidadãos da Ucrânia, segundo o Global Times, jornal ligado ao Partido Comunista Chinês. A primeira leva de chineses retirados do país inclui 200 estudantes que vivem na capital, Kiev, e 400 em Odessa, no sul do país. Eles saíram em um ônibus escoltado em direção a Moldova. De acordo com o jornal, outros mil chineses devem ser evacuados nesta terça (1º) pelas fronteiras com a Eslováquia e a Polônia. Ao todo, 6.000 chineses se registraram na embaixada para serem retirados do país.
 

Na última semana, o dirigente chinês, Xi Jinping, telefonou ao presidente russo, Vladimir Putin, e, segundo o que foi divulgado, afirmou que "a China apoia a Rússia e a Ucrânia para que elas resolvam os problemas por meio de negociações".

Reino Unido fecha portos para navios russos

  • por Folhapress
  • 01 Mar 2022
  • 08:07h

O governo britânico determinou que navios com bandeira russa, fretados ou de propriedade de russos, serão impedidos de entrar nos portos do Reino Unido em reação à invasão da Ucrânia. O anúncio foi feito por Grant Shapps, ministro dos Transportes, nesta segunda-feira (28).

"Escrevi para todos os portos britânicos pedindo que não deem acesso a nenhum navio de bandeira russa, registrado, de propriedade, controlado, fretado ou operado", disse Shapps no Twitter, especificando que uma legislação será elaborada para formalizar a proibição.

A União Europeia havia anunciado no domingo (27) o fechamento de seu espaço aéreo para aeronaves russas, incluindo jatos particulares, para pressionar o presidente Vladimir Putin a encerrar a guerra contra a Ucrânia. Em retaliação, a Rússia proibiu voos de companhias aéreas de 36 países, incluindo Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Canadá.

Google suspende monetização da imprensa estatal russa em suas plataformas

  • por Folhapress
  • 28 Fev 2022
  • 12:17h

Foto: Reprodução Bahia Notícias

O Google anunciou neste domingo (27) que decidiu suspender a monetização da imprensa estatal russa em suas plataformas como represália à invasão na Ucrânia. O anúncio foi feito horas depois do YouTube comunicar a mesma retaliação.
 

"Nossas equipes começaram a suspender a possibilidade de canais gerarem receita no YouTube, incluindo os da RT [Russia Today, do Kremlin]", disse um porta-voz do YouTube segundo a agência de notícias AFP. Criada em 2005, a RT é acusada pelas autoridades ocidentais de contribuir para a desinformação.
 

Na Ucrânia, o Google proibiu downloads do aplicativo da RT a pedido do governo em Kiev.
 

Decisão semelhante foi tomada pela Alemanha, que proibiu a RT em seu país no início de fevereiro, o que levou a Rússia a fechar o escritório da rede alemã Deutsche Welle em Moscou.
 

Neste domingo, a Roskomnadzor, agência reguladora de comunicações de Putin, informou que escreveu para o Google solicitando a restauração do acesso aos canais da mídia russa na Ucrânia.
 

Na sexta, o Facebook informou que restringirá atividades da mídia estatal russa, que também não poderá fazer publicidade, nem gerar receita em sua plataforma. Moscou acusa a plataforma de censura.