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Foto: REUTERS/Zohra Bensemra
O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, disse neste domingo (3) que as forças russas estupraram, mataram e atiraram contra civis.
Em entrevista à agência Reuters, Reznikov disse que advogados e funcionários do governo se reuniram no sábado (2) para discutir “crimes de guerra” cometidos durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Ele defendeu que “novos Julgamentos de Nuremberg” sejam realizados – em referência aos tribunais que condenaram crimes nazistas na Segunda Guerra Mundial.
"Esta não é uma operação especial, não são ações policiais" disse em um aeroporto destruído próximo a Hostomel, na região de Kiev. "São racistas comuns, fascistas, e são desumanos, que simplesmente cometeram crimes contra civis, estupraram, mataram, atiraram na nuca. O mundo inteiro precisa saber disso."
Foto: Action Images / Matthew Childs/File Photo
O oligarca russo Roman Abramovich e dois negociadores de paz ucranianos tiveram sintomas de um possível envenenamento após uma reunião em Kiev no início deste mês, reportou nesta segunda-feira (28) o "The Wall Street Journal" (WSJ), ao citar "pessoas a par do tema".
O site de jornalismo investigativo Belling Cat, com sede na Holanda, e que tem acompanhado de perto a crise entre Ucrânia e Rússia, afirma que confirmou com suas fontes as mesmas informações que o diário americano. O mesmo foi feito pelo jornal britânico "The Guardian".
Segundo o WSJ, após a reunião na capital ucraniana, Abramovich, que viajou entre Moscou, Lviv e outros locais de negociação, bem como pelo menos dois membros sêniores da equipe de negociação ucraniana desenvolveram sintomas que incluem olhos vermelhos, lacrimejamento constante e doloroso, além de descamação da pele do rosto e das mãos, afirmaram as fontes.
Até onde o WSJ conseguiu apurar, a vida de Abramovich e dos negociadores ucranianos não estaria em perigo e sua condição melhorou desde o suposto envenenamento.
Uma autoridade dos Estados Unidos disse à agência Reuters que a Inteligência do país sugeriu que os sintomas foram provocados por um fator ambiental, e não por um envenenamento.
Segundo reportou o "Guardian", Abramovich teria perdido a visão durante "várias horas" e recebeu tratamento em um centro de saúde da Turquia, para onde viajava após o encontro informal para negociar a paz em meio a invasão russa da Ucrânia.
Abramovich está entre os bilionários russos sancionados como parte dos esforços do Ocidente para isolar o presidente russo, Vladimir Putin, pela invasão da Ucrânia. O oligarca nega ter laços próximos com Putin.
Além do dono do Chelsea F.C., o jornal identificou ao menos um dos negociadores que apresentaram os sintomas: Rustem Umerov, parlamentar ucraniano e empresário.
O suposto ataque pode ter relação com representantes da linha-dura de Moscou que querem sabotar as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, relata o WSJ.
Foto: Brian Snyder/Reuters
Will Smith deu um tapa na cara de Chris Rock durante o Oscar 2022, neste domingo (27). No momento, o comediante apresentava o prêmio de melhor documentário e fez uma piada sobre a cabeça raspada de Jada Pinkett Smith, mulher do ator.
Smith levou o prêmio de melhor ator, por "King Richard: criando campeãs". Durante seu discurso de agradecimento, no qual ficou visivelmente emocionado, o ator pediu desculpas à Academia e aos presentes.
De acordo com a polícia de Los Angeles, Rock não quis prestar queixa.
Enquanto apresentava a categoria, Chris Rock brincou com diversos convidados da noite. Ele então comparou Pinkett Smith com a protagonista de "Até o limite da honra" (1997), vivida por Demi Moore, que tinha a cabeça raspada.
A atriz passou a raspar a cabeça por causa de alopecia, que provoca queda de cabelo.
Nesse momento, Will subiu no palco, deu um tapa na cara do comediante e voltou para seu lugar. "Deixe o nome da minha mulher fora da p**** da sua boca", gritou o ator, ao se sentar.
- Estadão Conteúdo
- 26 Mar 2022
- 09:57h
(Getty Images/Stringer/Anadolu Agency)
A primeira fase da operação militar da Rússia na Ucrânia está quase concluída, disse o Ministério de Defesa russo, o que move o foco para o leste ucraniano. Esse pode ser um sinal de que Moscou está mudando sua estratégia em meio a grandes perdas e uma campanha de campo de batalha paralisada.
A declaração, feita em um pronunciamento do chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior russo, Sergei Rudskoy, sugere que a Rússia pode estar reavaliando suas ambições para a guerra de um mês em que não conseguiu tomar a capital Kiev nem a estratégica e portuária Odessa ou qualquer outra grande cidade.
Autoridades ocidentais e analistas militares dizem que a operação russa destacou a incapacidade do país de funcionar em vários eixos e mostrou seu fracasso em tomar território significativo.
- Metrópoles
- 25 Mar 2022
- 18:29h
(Foto: Satellite image ©2022 Maxar Technologies / AFP)
Autoridades locais em Mariupol, na Ucrânia, confirmaram a morte de pelo menos 300 pessoas após bombardeio russo a um teatro. O lugar seria usado como abrigo para os ucranianos. Havia, inclusive, inscrições em tinta branca ao lado do edifício avisando aos invasores que crianças estavam escondidas por lá.
O ataque aconteceu no dia 16 de março. Ainda segundo os serviços de emergência, que já não estão mais atuando na cidade, cerca de 1,5 mil pessoas se abrigavam no Teatro Drama. Somente 150 conseguiram sair imediatamente após o bombardeio.
“Infelizmente, começamos este dia com más notícias. Testemunhas oculares relataram que cerca de 300 pessoas morreram no Teatro Drama de Mariupol, como resultado do bombardeio de um avião russo. Não quero acreditar neste horror até o fim. Até o fim quero acreditar que todos conseguiram escapar. Mas as palavras de quem estava dentro do prédio no momento desse ato terrorista dizem o contrário”, assinalava a mensagem da Câmara Municipal de Mariupol no Telegram.
Foto: Reprodução/UNTV
A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta quinta-feira (24), uma resolução que culpa a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia e que pediu novamente o "fim imediato" das hostilidades no país.
Essa foi a segunda resolução aprovada contra a Rússia na Assembleia da ONU em menos de um mês. Mais uma vez, ela é não vinculante, ou seja, não tem cumprimento obrigatório.
A resolução, elaborada por Ucrânia e aliados, recebeu 140 votos a favor (inclusive do Brasil) e 5 votos contra, enquanto 38 países se abstiveram.
Houve uma salva de aplausos na Assembleia após o anúncio do resultado da votação.
Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e Rússia votaram contra, como fizeram na primeira resolução adotada em 2 de março.
China, Bolívia, Cuba, El Salvador, Nicarágua e Irã são alguns dos 38 países que se abstiveram nesta votação.
(Foto: Alexander Ermochenko/Reuters)
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira (21) que convocou o embaixador dos Estados Unidos, John Sullivan, para informar que as declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre o presidente russo, Vladimir Putin, levaram as relações entre os dois países à beira do colapso.
O presidente Biden disse na semana passada que Putin era um “criminoso de guerra” por enviar dezenas de milhares de soldados à Ucrânia.
“Tais declarações do presidente americano, indignas de um estadista de tão alto escalão, colocam as relações russo-americanas à beira da ruptura”, destacou o ministério em comunicado.
O Kremlin classificou anteriormente os comentários como “insultos pessoais” contra Putin. O ministério das Relações Exteriores acrescentou ao embaixador americano que ações hostis contra a Rússia receberiam uma “resposta decisiva e firme”.
A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados à Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chama de “operação especial” para reduzir a capacidade militar do país vizinho e erradicar pessoas que chama de “nacionalistas perigosos”.
As forças ucranianas têm apresentado forte resistência e o Ocidente impôs sanções abrangentes a Moscou, em um esforço para forçá-la a se retirar da Ucrânia.
- Reuters
- 21 Mar 2022
- 20:10h
Foto: Patrick Semansky/AP
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira (21) que convocou o embaixador dos Estados Unidos, John Sullivan, para lhe dizer que as declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao chamar o presidente russo, Vladimir Putin, de criminoso de guerra levaram os laços bilaterais à beira do colapso.
O presidente Biden disse na semana passada que Putin era um criminoso de guerra por enviar dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia.
"Tais declarações do presidente americano, indignas de um estadista de tão alto escalão, colocam as relações russo-americanas à beira da ruptura", disse o ministério em comunicado.
O governo da Rússia descreveu anteriormente os comentários como insultos pessoais contra Putin.
O ministério também disse a Sullivan que ações hostis contra a Rússia receberiam uma "resposta decisiva e firme".
O Departamento de Estado dos EUA não confirmou a convocação. Mas a secretária de Estado adjunta, Wendy Sherman, disse em entrevista à MSNBC que o comunicado da Rússia "apenas mostra o quão desesperado o presidente Putin está se tornando".
A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chama de operação especial para reduzir a capacidade militar do país vizinho e erradicar pessoas que chama de nacionalistas perigosos.
As forças ucranianas têm apresentado resistência contra as forças russas e o Ocidente impôs sanções abrangentes a Rússia em um esforço para forçá-la a se retirar da Ucrânia.
(Foto: Serviço de Emergência do Estado ucraniano/via Reuters)
A situação humanitária continua a piorar nas principais cidades ucranianas sob ataque da Rússia, que anunciou neste domingo (20) que utilizou mísseis hipersônicos pela segunda vez.
“Um grande estoque de combustível foi destruído por mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ disparados do Mar Cáspio, bem como por mísseis balísticos hipersônicos disparados pelo sistema ‘Kinjal’ do espaço aéreo da Crimeia”, informou o ministério russo da Defesa em comunicado.
Este último ataque ocorreu na região de Mykolaiv, disse o ministério, sem especificar a data. O alvo destruído, observou, foi “a principal fonte de abastecimento de combustível para veículos blindados ucranianos” implantados no sul do país.
Esses mísseis pertencem a uma família de novas armas desenvolvidas pela Rússia e que seu presidente, Vladimir Putin, descreve como “invencíveis”.
Em Mariupol, uma cidade estratégica no sudeste da Ucrânia bombardeada há semanas e que sofre com falta de água, gás e eletricidade, as autoridades locais acusaram o exército russo de ter bombardeado no sábado uma escola de arte que servia de abrigo para várias centenas de pessoas, garantindo que muitos civis estavam presos sob os escombros.
“Os ocupantes russos lançaram bombas na escola de arte G12 localizada na margem esquerda de Mariupol, onde 400 habitantes – mulheres, crianças e idosos – haviam se refugiado”, informou a prefeitura da cidade portuária.
“O prédio foi destruído e as pessoas ainda estão sob os escombros. O número de mortos ainda está sendo estabelecido”, acrescentou em um comunicado publicado no Telegram. Esta informação ainda não foi verificada de forma independente.
A situação humanitária em Mariupol, como em outras cidades sitiadas, é terrível.
Um grupo de 19 crianças, a maioria órfãs, está “em grande perigo”, porque seus responsáveis não podem pegá-las devido aos combates, disseram parentes e testemunhas à AFP.
Fazer “algo assim para uma cidade pacífica (…) é um ato de terror que será lembrado mesmo no próximo século”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em um discurso neste domingo. O cerco de Mariupol “ficará na história pelos crimes de guerra”, declarou.
O bombardeio também danificou severamente a siderúrgica Azovstal, de Mariupol, cujo porto é fundamental para a exportação do aço produzido no leste do país.
“Uma das maiores usinas metalúrgicas da Europa está destruída. As perdas econômicas para a Ucrânia são imensas”, disse a deputada Lesia Vasylenko, que postou um vídeo em sua conta no Twitter mostrando espessas nuvens de fumaça subindo de um complexo industrial.
– “Catástrofe humanitária absoluta” –
No norte do país, o prefeito de Chernihiv, Vladislav Atroshenko, descreveu a situação em sua cidade como uma “catástrofe humanitária absoluta”.
“O fogo de artilharia indiscriminado continua em áreas residenciais, dezenas de civis, crianças e mulheres estão morrendo”, disse ele na televisão. “Não há eletricidade, aquecimento ou água, a infraestrutura da cidade está completamente destruída”.
Foto: Reprodução/Facebook/DSNKyiv
A Rússia declarou hoje que uma "neutralidade" da Ucrânia poderia ser uma saída para o conflito entre os dois países. Essa posição, porém, foi descartada pelo governo do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky —que, em fala ao Congresso dos Estados Unidos, comparou a situação vivida pela Ucrânia com o atentado terrorista de 11 de setembro. Nesta quarta-feira (16), russos e ucranianos terão o terceiro dia seguido de negociações a respeito da guerra. Mais cedo, o porta-voz russo, Dmitri Peskov, disse que os negociadores conversam sobre um compromisso para a neutralidade da Ucrânia que tenha como modelo a Suécia e a Áustria. Mykhailo Podolyak, negociador ucraniano e conselheiro presidencial, rejeitou essa possibilidade. "A Ucrânia está agora em estado de guerra direta com a Rússia. Portanto, o modelo só pode ser ucraniano e apenas sobre garantias de segurança legalmente verificadas. E sem outros modelos ou opções", afirmou.
- por Folhapress
- 09 Mar 2022
- 18:07h
Foto: Reprodução / Unsplash
A companhia Energoatom, que opera as quatro usinas nucleares da Ucrânia, informou nesta quarta-feira (9) que a estação de Tchernóbil está sem energia elétrica, em meio ao conflito com a Rússia. Segundo a estatal, a falha no fornecimento pode fazer com que o combustível nuclear estocado no local aqueça e emita radiação pela Europa.
No comunicado, a empresa diz que a linha de transmissão de energia entre Tchernóbil e a capital Kiev foi danificada pelos ocupantes russos. O combustível armazenado no local precisa de resfriamento contínuo, e caso a temperatura aumente, pode liberar substâncias radioativas. "O vento pode levar essa nuvem radioativa a outras regiões da Ucrânia, Belarus, Rússia e Europa", diz a nota.
Após a declaração, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou que a falta de luz na região não tem grande impacto sobre a segurança e que há insumos suficientes nas instalações para resfriar o material mesmo sem energia elétrica.
"A carga térmica da piscina do depósito de combustível usado e o volume de água de resfriamento são suficientes para garantir uma saída eficaz do calor sem eletricidade", publicou a entidade nas redes sociais.
A Energoatom disse ainda que os sistemas de ventilação e extinção de incêndio não estão funcionando, o que pode fazer com que os funcionários recebam uma dose perigosa de radiação e um incêndio se propague rapidamente se houver um bombardeio no local.
De acordo com a empresa, é impossível fazer os reparos necessários para restabelecer a eletricidade, já que há combate na região.
Segundo a ONU, os trabalhadores da usina de Tchernóbil estão trabalhando ininterruptamente desde o início do conflito, que chegou nesta quarta-feira (9) ao 14º dia. O diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, condenou a situação.
"Estou profundamente preocupado sobre a situação difícil e estressante dos trabalhadores da usina nuclear de Tchernóbil, e o risco que isso carrega. Eu peço que as forças no controle do local facilitem a rotação segura dos funcionários", disse.
A usina de Tchernóbil foi onde ocorreu o maior acidente nuclear da história, em 1986. Um dos reatores da usina explodiu e causou a morte imediata de 30 pessoas. Quase 340 mil pessoas que moravam num raio de 30 quilômetros da usina precisaram ser evacuadas, e altos níveis de radiação foram registrados na Polônia, Áustria, Suécia e Bielorrússia.
Desde 2015, os reatores estão na fase de descomissionamento, quando só cientistas continuam trabalhando para observar a situação da radiação. "A descontaminação de Tchernóbil envolveu uma massa de 1,5 milhão de pessoas, teve um custo altíssimo e acabou em 2017. O espaço foi lacrado, virou uma espécie de sarcófago e na sequência se transformou em um roteiro turístico", explica Leonardo Trevisan, professor de geoeconomia internacional da ESPM.
- Bahia Notícias
- 08 Mar 2022
- 14:40h
Foto: Reprodução / Twitter
Os Estados Unidos pretendem suspender o embargo à Venezuela e negociar a compra de petróleo do país governado por Nicolás Maduro. A medida é uma alternativa devido às sanções contra a Rússia por sua invasão à Ucrânia. A Rússia é o maior exportador de petróleo do mundo, atrás dos Emirados Árabes e Arábia Saudita. O país tem 11% do mercado mundial e produz 10 milhões de barris por dia.
Um grupo de altos funcionários do governo norte-americano passou o fim de semana em Caracas e nesta segunda-feira (7), durante entrevista coletiva, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que os Estados Unidos pretendem negociar a importação de petróleo da Venezuela.
O início da negociação foi comemorado por Maduro. Tivemos uma reunião que eu poderia qualificar como respeitosa, cordial, muito diplomática [...] Fizemos um encontro, no escritório presidencial, ali estavam as bandeiras dos EUA e da Venezuela e elas ficaram lindas. Unidas, como devem estar”, disse o líder venezuelano.
“Conversamos por quase duas horas e concordamos em avançar numa agenda de temas de interesse. Achei muito importante conversar cara a cara temas de interesse da Venezuela e do mundo”, afirmou ainda Maduro, sem citar diretamente a questão do petróleo.
O embargo dos norte-americanos ao petróleo venezuelano começou a vigorar em 2019, quando o país ainda era governado por Donald Trump.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2022
- 14:10h
Foto: Reprodução / GloboNews
Durante discurso transmitido pela TV estatal da Rússia, nesta sexta-feira (4), o presidente Vladimir Putin pediu aos países vizinhos que não apliquem sanções econômicas à Rússia.
“Não há má intenção em relação a nossos vizinhos. E eu os aconselho a não piorar a situação, não adotar nenhuma restrição. Nós cumprimos todas nossas obrigações e continuaremos a cumpri-las”, ressaltou.
Putin afirmou, ainda, que suas ações são apenas uma reação a atitudes “não amigáveis” de outras nações: “Nós não vemos nenhuma necessidade em piorar nossa relação. Todas nossas ações, se elas surgem, são exclusivamente em resposta a alguma ação não amigável, ações contra a Federação Russa”.
- Bahia Notícias
- 03 Mar 2022
- 08:01h
Ministro das Relações Exteriores da Rússia | Foto: Reprodução / YouTube
Uma nova reunião entre representantes da Ucrânia e Rússia para negociar um cessar-fogo no conflito entre os dois países deve acontecer nesta quinta-feira (3). O encontro que seria realizado na quarta (2) foi adiado de última hora (veja aqui).
Ainda na quarta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta que a Rússia reconheceu o presidente Volodymyr Zelensky como líder da Ucrânia e saudou como um “passo positivo” o fato de Zelensky querer receber garantias de segurança.
“Nossos negociadores estão prontos para a segunda rodada de discussão dessas garantias com representantes ucranianos”, disse ele.
Zelensky disse em uma entrevista que a Rússia precisa interromper o bombardeio da Ucrânia antes que novas negociações possam ocorrer. Ele pediu garantias de segurança, mas da Otan e não da Rússia.
O oficial afirmou ainda que Moscou continua comprometida com a desmilitarização da Ucrânia e que deveria haver uma lista de armas específicas que nunca poderiam ser implantadas em território ucraniano.
“Tipos específicos de armas de ataque devem ser identificados que nunca serão implantados na Ucrânia e não serão criados”, disse Lavrov em entrevista à Al Jazeera, cujo texto foi publicado no site de seu ministério.
Com informações da CNN.
- por Rafael Balago | Folhapress
- 02 Mar 2022
- 18:17h
Foto: Reprodução / Youtube / CNN
A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução condenando a invasão da Ucrânia pela Rússia, por 141 votos a favor, 5 contra e 35 abstenções.
A resolução foi proposta conjuntamente por 95 dos 193 países do colegiado. O Brasil não se juntou ao grupo dos proponentes, mas votou a favor da proposta.
O documento condena a invasão da Ucrânia pela Rússia, reafirma que nenhuma aquisição de território por ameaça ou uso da força deve ser reconhecida como legal e expressa grave preocupação com os relatos de ataques a civis.
A resolução também reafirma a independência da Ucrânia e sua integridade territorial, deplora nos termos mais fortes a agressão da Rússia contra o país vizinho e demanda que Moscou retire suas forças da Ucrânia imediatamente. E deplora o envolvimento de Belarus no conflito.
A Assembleia-Geral, no entanto, não pode aplicar medidas, como sanções ou envio de missões de paz. Só o Conselho de Segurança tem autoridade para tal. Essa instância das Nações Unidas é formada por 15 países, cinco dos quais com assentos permanentes e com poder de veto e outros dez em vagas rotativas —o Brasil atualmente ocupa uma posição temporária. Como a Rússia é membro fixo do órgão, pode barrar medidas contra si mesma.
Assim, a resolução tem como principal função deixar claro como os demais países veem as ações da Rússia e mostrar seu isolamento internacional, bem maior do que em casos anteriores.
Em 2014, a Assembleia-Geral também aprovou uma resolução condenando a anexação da Crimeia, até então parte da Ucrânia, pela Rússia. Naquele ano, 100 países apoiaram a medida, 11 foram contra e 58 se abstiveram.
A resolução atual foi aprovada em uma reunião emergencial da Assembleia-Geral, a 11ª convocada desde a criação da ONU, em 1945. O encontro começou na segunda (28) e teve discursos de mais de 120 representantes.
Em um último apelo antes da votação, Sergei Kislitsia, representante da Ucrânia na ONU, voltou a comparar as ações da Rússia com as da Alemanha nazista. "Eles [soldados russos] vieram resolver o que chamam de 'problema ucraniano'. Há mais de 80 anos, outro ditador tentou resolver de forma final o 'problema' de outro povo. Ele falou quando o mundo respondeu de forma unida", disse Kislitsia.
Ao pedir voto contra a resolução, o representante russo disse que a maioria dos países sofrem pressão de potências do Ocidente para se posicionar contra a Rússia, e voltou a acusar o governo ucraniano de usar civis como escudo e de perseguir a própria população.
"Votar contra a resolução é votar por uma Ucrânia livre do radicalismo e do neonazismo", disse o embaixador russo Vasili Nebenzia.
Em discurso na segunda (28), o representante do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, condenou a invasão e criticou o envio de mais armas para a Ucrânia. "Nos últimos anos, temos visto uma deterioração progressiva da situação de segurança e do balanço de poder na Europa Oriental. O enfraquecimento dos Acordos de Minsk por todas as partes e o descrédito das preocupações com a segurança vocalizadas pela Rússia prepararam o terreno para a crise que estamos vendo. Deixe-me ser claro, no entanto: esta situação não justifica o uso da força contra o território de um Estado membro."
"Convocamos os atores envolvidos para reavaliarem suas decisões em relação ao suprimento de armas, ao uso de ataques digitais e à aplicação de sanções seletivas, incluindo na importante área de segurança alimentar. Precisamos de soluções construtivas, não de ações que vão prolongar hostilidades e espalhar o conflito, com efeitos na economia e na segurança mundial", afirmou.
Na ocasião, Costa Filho pediu que os órgãos das Nações Unidas trabalhem conjuntamente em busca de soluções, pois a crise pode ter impacto muito mais amplo se não for contida. "Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode colocar toda a humanidade em risco. Mas ainda temos tempo para parar isso."