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Todas as linhas habilitadas serão modificadas
A partir de 11 de outubro, os números de telefones celulares da Bahia (71, 73, 74, 75 e 77), de Sergipe (79) e de Minas Gerais (31, 32, 33, 34, 35, 37 e 38) vão passar a ter nove dígitos, com um acréscimo do 9 na frente do número atual. A alteração será necessária tanto para fazer ligações quanto para enviar SMS (torpedos). A mudança, já realizada em outros estados brasileiros, atende à resolução nº 553 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que visa aumentar o número de combinações e de linhas telefônicas. As principais operadoras que operam no estado já estão se comunicando com os clientes para alertar sobre o acréscimo do dígito. De acordo com a resolução da Anatel, até o dia 20 de outubro, as chamadas feitas com oito dígitos ainda serão completadas normalmente pelas operadoras, ou seja, os usuário terão um prazo de 10 dias para se adaptem à alteração. Já a partir do dia 21, as chamadas não serão mais completadas e uma gravação fará o aviso sobre a mudança.
Aplicativos
Na AppStore ou no Google Play é possível baixar aplicativos gratuitos que auxiliam nessa atualização. Alguns, inclusive, foram desenvolvidos pelas próprias companhias telefônicas. Essas ferramentas estão disponíveis para usuários de todas as operadoras. O 9º Dígito TIM adequa os números celulares somente dos estados que já possuem nove dígitos para o novo formato de numeração. O aplicativo também faz a gravação dos números alterados na agenda do usuário incluindo o Código de Seleção de Prestadora (CSP) 41 aos contatos, para realização de chamadas de longa distância. O Oi 9º Dígito, além de inserir o 9 na frente do número telefônico, também formata os contatos e insere o código do estado, facilitando as chamadas quando o usuário estiver fora de sua cidade. A Claro também criou um aplicativo semelhante, chamado Claro 9º Dígito. A Telefônica Vivo disponibiliza o Vivo 9º Dígito, que ajuda a atualizar automaticamente a agenda do aparelho. A Telefônica oferece, ainda, para os clientes do serviço Vox Fácil, a atualização automática do 9º dígito. Os usuários do PABX terão que acionar o mantenedor para que as alterações necessárias sejam realizadas.
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(Foto: Reprodução)
Se você precisasse escolher entre passar 24h sem água, energia ou smartphone, qual desses iria sacrificar? Para 42% dos internautas brasileiros, o essencial é ter um telefone em mãos. Eles preferem ficar sem água ou luz a ter de deixar o celular de lado por um dia inteiro. O dado faz parte de uma pesquisa divulgada pela empresa Expertise realizada com 1.574 pessoas acima de 16 anos de ambos os sexos, de todas as classes sociais e moradores de 512 cidades de todas as regiões do País, durante o mês de setembro. O levantamento avaliou o comportamento dos brasileiros quanto ao uso dos smartphones. 70% das pessoas entrevistadas usam o celular muito ou mais do que deveriam. Outras 18% revelam que com certeza são viciadas no aparelho. A maioria delas (51%), inclusive, ressalta que ficar sem bateria é motivo de ansiedade e nervosismo. E 39% dizem que a falta de sinal Wi-Fi, 3G ou 4G gera estresse.
Além disso, 41% das pessoas que participaram da pesquisa admitiram que não vivem sem o smartphone e 61% disseram que não voltariam a ter um telefone comum, que apenas efetuasse e recebesse ligações. Dos entrevistados, apenas 22% preferem conversar presencialmente com seus amigos. A pesquisa também perguntou quantas vezes os entrevistados verificam seus smartphones ao dia. 18% responderam que só pegam seu aparelho quando vão utilizá-lo ou quando recebem chamadas ou notificações. 17% disseram que checam a tela do celular, em média, a cada hora. 16% ficam o tempo inteiro com ele aberto, enquanto que apenas 11% checam o celular poucas vezes ao dia. Com relação ao tempo que passam conectados à internet, 45% mencionaram manter a internet conectada no Wi-Fi, 3G ou 4G o tempo todo. 22% disseram que não permanecem online a todo instante, enquanto que 21% utilizam a internet apenas no Wi-Fi de casa ou do trabalho. Apenas 5% mencionaram ficar desconectados a maior parte do tempo.
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O principal tipo de acidente ligado às selfies é a queda; pelo menos três das 12 mortes registradas em 2015 estão ligadas a isso (Foto: Reprodução)
As aparentemente inofensivas selfies já mataram mais que os temidos tubarões em 2015. Até o início de setembro, 12 pessoas morreram em acidentes envolvendo selfies no ano. Enquanto isso, no mesmo período, os ataques de tubarões foram responsáveis por oito mortes. O levantamento foi feito pelo site de tecnologia Mashable. De acordo com a pesquisa, o principal tipo de acidente ligado às selfies é a queda – um terço das 12 mortes se encaixam nessa categoria. Um dos casos mais noticiados foi o do japonês Hideto Ueda, que morreu após cair durante uma selfie com amigos no Taj Mahal, na India. O turista de 66 anos perdeu a consciência na hora e foi declarado morto ao chegar no hospital. Em maio, uma turista polonesa também faleceu ao cair de uma ponte em Sevilha, na Espanha. A tentativa de fazer selfies inusitadas também é motivo de algumas das mortes registradas este ano. Há quatro meses, uma russa perdeu a vida ao tentar tirar uma selfie com uma pistola. No País de Gales, uma adolescente romena morreu eletrocutada ao tentar tirar uma foto no alto de uma estação de trem. Na pose, ela levantou uma perna que acabou encostando em um fio de energia elétrica que enviou um impulso elétrico de até 27 mil volts por seu corpo. Devido às mortes cada vez mais recorrentes, alguns países têm alertado oficialmente sobre os riscos das fotos. O Ministério do Interior da Rússia, por exemplo, lançou em julho um folheto chamando atenção para selfies que “poderiam custar sua vida”. Em entrevista a uma rede de televisão, o ministro chegou a pedir que as pessoas pensem bem antes de tirar uma foto que possa acabar em morte.
Novo golpe usa WhatsApp para dar descontos e rouba dinheiro do usuário (Foto: Reprodução)
Um novo golpe no WhatsApp rouba dados pessoais e dinheiro o usuário através da conta do celular ou crédito pré-pago. A estratégia da ação, ao contrário de outras ameaças pelo aplicativo, não solicita que a vítima instale nenhum app ou clique em propagandas. Em entrevista ao TechTudo, especialistas da Kaspersky Lab explicaram que este é o primeiro golpe criado o por criminosos brasileiros e se espalha por supostas mensagens de chat que usam o nome de grandes varejistas. As vítimas são orientadas a ligar para um número de celular na tentativa de ganhar um suposto cupom de R$ 500. Os criminosos obtêm vantagem ao levar as pessoas a fazer uma ligação para um número de telefone (0911778787940) e responder a um longo questionário com 25 perguntas. Enquanto as pessoas pensam que estão preenchendo os requisitos de uma promoção para tentar ganhar cupons de desconto, elas, na verdade, estão somente pagando aos hackers por meio da sua conta de telefone. As mensagens de WhatsApp usam expressões como “Desconto no Extra” e um link que parece ser do encurtador bit.ly, mas se trata de um servidor próprio dos hackers. Ao clicar na URL, o usuário é levado para uma página com as logomarcas dos supermercados e até um botão de compartilhamento. Assim, se a vítima não tiver atenção, a tendência é que ela distribua os links para seus amigos, que, por sua vez, confiarão no conteúdo e terão mais chances de clicar, criando uma rede de distribuição perigosa. Ainda não se sabe o número de pessoas afetadas pelo golpe.
Foto: Reprodução / Visão Notícia
Oitenta e quatro milhões de brasileiros ainda não tem acesso à internet. Dados publicados nesta segunda-feira (21) pela Organização das Nações Unidas (ONU) alertam que, se a rede mundial de computadores progrediu de forma importante nos países em desenvolvimento nos últimos anos, um número grande de pessoas ainda não está conectado e o avanço da rede perde fôlego. No planeta, 57% da população continua offline pelo mundo - cerca de 4 bilhões de pessoas. No total, 3,2 bilhões de pessoas - 43% do planeta - estarão conectadas ao final do ano, contra 2,9 bilhões em 2014. Se até 2012 as taxas de expansão superavam a marca de 10%, hoje ela não atinge nem mesmo 7%. "O crescimento da internet está perdendo força", alertou Phillippa Biggs, autora do informe. Apenas 79 dos 194 países no mundo têm mais de 50% de sua população conectada. Na Guiné, em Somália, em Burundi, no Timor Leste e na Eritreia, menos de 2% dos cidadãos têm acesso à rede. O Brasil vem em uma posição intermediária. Com 57% da população com acesso à rede ao final de 2014, o país aparecia na 68ª colocação mundial, praticamente empatado com a Venezuela. Arábia Saudita, Argentina, Azerbaijão e Bósnia teriam uma maior penetração da internet entre os habitantes que o Brasil. Entre os emergentes, o país aparece como o 32º colocado em termos de internet instalada em domicílios. Ao final de 2014, essa taxa era de 48%, contra 98% na Coreia ou 60% na Turquia.
(Foto: Reprodução)
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União proíbe a fabricação, distribuição, comercialização e o uso de todos os lotes do Chá Misto Camomila e Cidreira, Chá Misto Maçã e Hortelã Dia e Chá Misto Maçã e Canela, da marca Da China, além do Chá Noite Tranquila Aromático, da marca Chileno. Os produtos são fabricados pelo Laboratório Industrial Vida e Saúde Ltda. De acordo com o texto, os chás estão em desacordo com a legislação vigente. Segundo a Anvisa, o Chá Misto Camomila e Cidreira e o Chá Misto Maçã e Hortelã Dia contém falsa indicação para lactentes. Já o Chá Misto Maçã e Canela contém a espécie vegetal Casca de Jabuticaba (Myrciaria cauliflora), que não consta na composição da bebida. O Chá Noite Tranquila Aromático contém a espécie vegetal Anis estrelado, também sem indicação na composição da bebida.O Laboratório Industrial Vida e Saúde Ltda. informou que já está recolhendo todos os lotes dos chás que possuem indicação fitoterápica e que não está fabricando esse tipo de produto no momento. Ainda segundo a empresa, um alvará da vigilância sanitária estadual vai regularizar a situação. O documento deve ser protocolado na próxima semana, permitindo a retomada da fabricação dos chás.
(Foto: Reprodução)
O Google Brasil lançou seu primeiro Programa de Recrutamento de Pessoas com Deficiência com foco em profissionais que desejem trabalhar nos escritórios da empresa em São Paulo e Belo Horizonte. Mas, candidatos de qualquer cidade podem participar. Inscrições podem ser feitas em goo.gl/LHC5ND até 1º. de novembro deste ano. As principais áreas de atuação são vendas, atendimento, marketing, planejamento, engenharia, finanças e recursos humanos. É preciso ter ensino superior completo ou com conclusão prevista até 2016 e domínio do idioma inglês. Os salários não foram informados.
INFORMAÇÕES
Sinebahia
www.portaldotrabalho.ba.gov.br
SIMM
www.simm.salvador.ba.gov.br
CIDE
www.cideestagio.com.br
CIEE
www.ciee.org.br
IEL
www.iel.org.br/estagio
(Foto: Reprodução)
O anúncio da suspensão de concursos públicos federais para 2016, nesta semana, foi recebido com apreensão e ansiedade entre concurseiros Brasil afora. O corte, parte da estratégia de redução de gastos do governo para garantir a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), afeta diretamente mais de 40 mil cargos públicos federais Para muitos, a notícia foi uma verdadeira pá de cal no sonho de carreira pública. Mas não há motivo para desespero ou desistência do projeto de estudos, dizem especialistas consultados por EXAME.com. “O governo, ao anunciar a suspensão dos concursos federais, não quer dizer, em hipótese alguma, que não haverá mais concursos. Muito pelo contrário”, diz Marcelo Marques, diretor do site Concurso Virtual.
De acordo com ele, há que se levar em conta a demanda reprimida de servidores públicos. “Em um estudo recente do Ministério do Planejamento constatou-se que há um mito do inchaço da máquina pública, pois a relação de servidores públicos para cada mil habitantes está muito abaixo de países desenvolvidos”, afirma. Os Estados Unidos, cita o especialista, têm o dobro de servidores por mil habitantes e a França, seis vezes mais. Pela mesma linha de raciocínio segue Gladstone Felippo, professor do Universo do Concurso. “O governo já anunciou as mesmas medidas em outras oportunidades e os concursos não pararam de acontecer. Neste sentido, não vejo, a princípio, motivo de preocupação”, diz. Para ele, a expressão-chave é recuo na oferta, mas não a suspensão total. “Vários cargos estão se tornando vagos e mais cedo ou mais tarde haverá pressão institucional dos órgãos de controle e pressão por parte da sociedade para que sejam providos”, diz. Marcelo Marques do Concurso Virtual também argumenta que há uma das medidas do ajuste proposto pelo governo que deve deixar ainda mais crítica a necessidade de contratação de novos servidores. “ O cancelamento do abono de permanência para mais de 100 mil servidores, implicará em milhares de aposentadorias neste e nos próximos anos”, diz. O especialista aponta para dados alarmantes como, por exemplo, o fato de que a Receita Federal tem hoje um efetivo 50% menor do que o necessário e, todos os anos, quase 5% dos seus servidores se aposentam. A área da segurança pública, como a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal estão com um efetivo muito abaixo do ideal e suportável, ainda destaca Marques. “Se imaginarmos as aposentadorias sem reposição, devemos, então, traçar o cenário de caos nos serviços públicos. O que, certamente, não vai acontecer”, diz. Por isso, na contramão de muitos concurseiros prontos a abandonar livros e apostilas, os dois especialistas recomendam persistência no projeto de estudos. “A maioria agirá em comportamento de manada, disseminando mensagens pessimistas, outros - a minoria - terão foco de médio e longo prazo e continuarão atrás dos seus objetivos”, diz Marques. Para ele, a máxima de não estudar apenas depois da publicação do edital nunca foi tão pertinente. “ O foco deve permanecer o mesmo”, concorda Gladstone Felippo, professor do Universo do Concurso.
Os concursos que serão mantidos
Concursos estaduais ou municipais não entram no pacote da suspensão. Ficam mantidas as oportunidades para câmaras de vereadores, assembleias legislativas, instituições de saúde, segurança, educação ou administrativas municipais em âmbito estadual ou municipal.
Além disso, seleções federais com autorização já publicada também seguem previstas. São elas:
1. Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
São 800 vagas para técnico do seguro social (nível médio) e 150 para analista do seguro social (nível superior), e salários que podem passar de 7 mil reais.
2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
São 90 oportunidades de nível superior para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações, 50, também de nível superior, para tecnologista em informações geográficas e estatística e 460, de nível médio, para técnico em informações geográficas e estatística. Salários podem passar de 8,9 mil reais.
3. Fundação Nacional do Índio
As oportunidades são de nível superior: 208 vagas para indigenista especializado, 7 para engenheiro e 7 para engenheiro agrônomo.
4. Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
São 150 vagas autorizadas: 65 de nível superior para especialista em regulação de aviação civil, 25 para analista administrativo também de nível superior, 45 para técnico em regulação de aviação civil, cargo de nível médio, e 15 para técnico administrativo, função também de nível médio.
5. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Estão previstas e autorizadas 14 vagas para técnico em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural e outras 20 oportunidades para técnico administrativo.
6. Agência da Saúde Suplementar
Serão 36 vagas para técnico em regulação de saúde suplementar e 66 para técnico administrativo.
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Foto: Reprodução
O dispositivo 'Apple Watch' -relógio inteligente da empresa de Cupertino, nos EUA-, vai custar até R$ 135 mil. O relógio foi lançado pela 'Apple' em um evento neste mês, na Califónia (EUA). Chamado de 'Apple Watch Sport', a versão básica feita de alumínio tem dois tamanhos e consequentemente dois valores. Segundo a empresa da Apple no Brasil, o que contém a tela de 38mm custa a partir de R$ 2.900, já o modelo de 42mm vai custar R$ 3.300. Tem opções com pulseiras nas cores azul, branca e laranja. Já nos Estados Unidos o dispositivo mais básico nos pode ser comprado por US$ 350. O módelo intermediário tem valor inicial de R$ 4.600 a R$ 9.099.Além da versão de ouro rosa tem valor inicial de R$ 95 mil. O consumidor pode comprar pulseiras dos relógios separadamente, a mais barata custa R$ 330 e a mais cara R$ 4.430. E o mais caro da linha, o 'Apple Watch Edituion' tem caixa em ouro rosa e pulseira com fecho moderno, além de outros detalhes e ouro rosa, está no valor de R$ 135 mil. O portal 'G1' informou que mesmo com o catálogo no site brasileiro, a 'Apple' ainda não disponibilizou a opção de compra.
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Para metade dos moradores da cidade de São Paulo que possuem smartphone, recorrer a redes sociais para expor práticas ou empresas corruptas tem maior impacto do que chamar a polícia. O dado faz parte de uma pesquisa sobre compartilhamento de informações online, que será divulgada nesta quinta-feira (16) produzida pela Ericsson e a qual o G1teve acesso com exclusividade. A empresa sueca ouviu mais de 5 mil donos de iPhones e smartphones que rodam Android em dez grandes centros urbanos do mundo (São Paulo, Berlim, Chicago, Nova York,Joanesburgo, Londres, Cidade do México, Moscou, Sydney e Tóquio). Os moradores da capital paulista não estão sozinhos, mas acima da média mundial. O índice dos entrevistados que confiam mais em publicar online casos de corrupção do que em procurar forças do poder público é de 37%. Mais descrentes que os brasileiros, só os mexicanos: 63%.
“Eu acho que isso demonstra que a gente está com um pouquinho de desconfiança. A gente se sente mais seguro denunciando de forma informal do que formal. A gente acha que, já que não vai acontecer nada, postando, pelo menos, consegue mostrar para algumas pessoas o que aconteceu”, comenta Júlia Casagrande, gerente de marketing da Ericsson na América Latina. Mais da metade dos donos de smartphone (54%) acreditam que as ferramentas digitais criaram novas oportunidades para apontar o comportamento ilícito de empresas e autoridades públicas.
Compartilhamento online
Fazer denúncias online é uma das dimensões da maior disposição dessas pessoas de compartilhar informações sobre si na internet. Tanto que 69% dos ouvidos pela pesquisa dizem publicar mais dados pessoais na internet do que há dois anos – 70% publica, pelo menos, uma foto por semana. “Antigamente, a gente dizia que tinha três assunto que não podiam ser discutidos: religião, política e futebol. Hoje, se você fizer um filtro nas redes sociais, são os assuntos mais discutidos. A gente não discute na mesa do bar, mas coloca na rede para atingir uma massa maior”, comenta a executiva. “As pessoas se sentem mais protegidas pela tela.” Segundo Casagrande, impulsionam a cultura do compartilhamento a maior conectividade. “Qual é o país e a grande cidade que não está conectada, que não tem acesso a smartphone? Todo mundo tem acesso a tudo.”
'Waze da criminalidade'
Essa cultura do compartilhamento criou um segmento de empresas. Algumas ferramentas do mundo digital só funcionam se seus usuários estiverem dispostos a colaborar com informações. É o caso do aplicativo “City Cop”, uma espécie de “Waze da criminalidade”. No serviço, em vez de apontarem pontos de congestionamento e acidentes na via, como faz o app famoso, os usuários são convidados a denunciar crimes cometidos, que são listados em um mapa. O serviço permite indicar casos de vandalismo, venda de drogas e até homicídios. Nesta quarta, incluiu um novo item: extorsão e corrupção. “Quantos e quantos casos a gente não conhece de alguém que foi extorquido por um policial ou um fiscal?”, afirma Carlos Miranda, diretor-geral do City Cop no Brasil. Permitindo publicações identificadas ou anônimas, o app já recebeu quase 20 mil denúncias em menos de 15 dias de atuação no Brasil. “Muitas vezes você vê um delito na rua e não vai para a delegacia denunciar aquilo ou prestar informações à polícia”, diz Miranda, para quem o serviço aproveita tanto do maior senso de comunidade quando do enfraquecimento de instituições. Criado no Uruguai, o app está presente na Argentina e no Chile, onde possui uma parceria com a polícia para abastecê-la com informação. Em Seattle (EUA), por meio de um projeto piloto, é possível acionar agentes pelo app. A possibilidade de disseminar boatos existe, admite o executivo, mas é combatida por meio de um sistema de verificação das publicações dos usuários muito ativos.
Consumidor
A pesquisa da Ericsson mostra que a cultura do compartilhamento também afeta a relação entre consumidores e empresas com que tiveram problemas. Mais da metade dos entrevistados acreditam que publicar opiniões sobre companhias na internet dá a eles mais poder. Entre os brasileiros, esse percentual chega a 64%. “Antes, quando não tinha redes sociais, você ficava preso a um ‘0800’ ou a uma linha direta, que a gente sabe como são”, diz Casagrande, da Ericsson. “A partir do momento em que todo mundo começou a entender que expor uma marca negativamente traz malefícios para a empresa, elas têm que agir mais rápido.”
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(Foto: Reprodução)
Quem usa o Facebook provavelmente já se perguntou o que fazer diante de uma publicação sobre um tema triste ou delicado. O botão de um dedão apontado para cima é um dos recursos mais populares na rede social. Não parece, no entanto, ser muito apropriado "curtir" uma mensagem sobre o falecimento de uma pessoa, mesmo que se tenha apreciado o texto em sua homenagem. Ou a notícia de uma tragédia, ainda que a solidariedade em torno do acontecimento seja louvável. O Facebook está tentando resolver esse dilema. Mark Zuckerberg, seu criador e presidente, disse na última terça-feira que estuda uma alternativa ao "curtir". Por enquanto, o Facebook revelou poucos detalhes deste novo recurso. Zuckerberg apenas explicou que será testado com uma parcela do público. Não se sabe ainda como será chamado - o nome que está sendo usado por enquanto nas discussões sobre este novo mecanismo é o de "não curtir" -, se será um botão, qual será seu símbolo. Se valerá para todos os posts ou só para aqueles de temas mais delicados. Com o "não curtir", Zuckerberg também poderá tornar a rede social mais popular e lucrativa, avaliam especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Mas eles alertam para o risco da novidade acirrar ainda mais os ânimos dos debates e discussões na internet.
Fórmula secreta
O "não curtir" significa uma mudança na alma do Facebook: seu algoritmo. O site tem parâmetros e regras para avaliar o conteúdo publicado e definir o que será exibido para cada usuário. Cliques, publicações, curtidas, comentários e compartilhamentos. Tudo que fazemos vira um dado que alimenta esta fórmula secreta. O site conhece assim as preferências de cada membro e filtra as publicações para exibir o que tem mais chances de agradar ou gerar interesse. O "curtir" tem um peso importante nesta equação desde que foi lançado, em 2009. Um post com muitas curtidas tem mais chances de aparecer também para mais usuários e movimentar ainda mais o Facebook. Mas, enquanto mensurar a reação positiva a uma publicação é relativamente simples, refletir um sentimento como a empatia é um pouco mais complexo.
Lacuna
O "não curtir" chega para preencher esta lacuna, dando ao algoritmo do Facebook um novo tipo de informação. "O usuário pode não querer curtir um conteúdo triste, mas às vezes faz isso para dizer 'obrigado por ter compartilhado' ou 'sinto muito'", afirma Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic). "O 'não curtir' ajudará a identificar esse tipo de conteúdo, que não recebe muitas curtidas hoje, mas ainda assim é relevante. O alcance dele tende a ser maior." Conhecer melhor seu público também pode aumentar a popularidade do Facebook, avalia Marcelo Tripoli, vice-presidente de criação e planejamento para América Latina da agência de mídia digital SapientNitro. E lucrativo. O Facebook faturou no ano passado US$ 12,47 bilhões (R$ 48 bilhões), quase integralmente a partir de anúncios. Para que eles façam sucesso, a rede social os direciona segundo o que aprendeu sobre cada usuário e a intenção do anunciante. O "não curtir" ajudará a fazer isso de forma mais eficiente. "Eles pretendem tornar a sociedade melhor? Não, é para vender mais anúncios. Ao entender melhor o comportamento de um usuário, a publicidade tem mais chances de ter sucesso", diz Malini. Fábio Marques, gerente de marketing da Scup by Sprinklr, agência de monitoramento de redes sociais para marcas como Tam, Bradesco, Philips e Peugeot, acredita que o novo recurso pode ser útil para empresas. "Será interessante para medir com mais precisão a opinião do consumidor", diz Marques.
Empatia ou ódio?
Apesar destas vantagens e dos pedidos pela nova função, o Facebook sempre foi cauteloso. Até o ano passado, Zuckerberg não dava esperanças de que ela viraria realidade. "As pessoas pedem por isso porque querem dizer 'isso não é bom'. Não achamos que isso é legal para o mundo. Não vamos criar algo assim", disse em dezembro, em uma sessão de perguntas como a de terça-feira. Desta vez, ele voltou a reforçar que o objetivo não é criar uma forma de espalhar ódio pelo site. "Não faria sentido para o negócio da empresa criar um clima de negatividade", diz Marques, da Scup. "No Facebook, colocamos opiniões e posts que nos representam. Imagine publicar um texto e receber 40 'não curti'. Isso desestimularia as pessoas de usarem o site." Mas a intenção do Facebook ao lançar esta novidade pode não se traduzir na forma como será usada na prática, diz Malini, do Labic. "As pessoas costumam ter opiniões mais radicais em redes sociais. Acho difícil o 'não curtir' não ser adotado por quem costuma espalhar o ódio nelas". "Vai ter quem dê um 'não curti' para todo post da Dilma ou do Aécio. As pessoas poderão fazer campanhas contra um tema do qual discorda, como já ocorre em outros sites", afirma Malini. "Faz mais sentido ser aplicado somente em certos casos, porque senão pode colocar gasolina na fogueira", afirma Tripoli da SapientNitro. "Estudos já mostraram que receber uma curtida gera uma descarga de dopamina e gera prazer. Pense como seria o contrário. Se pudermos dar um 'não curti' para tudo, acho que muitas amizades serão desfeitas."
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(Foto: Reprodução)
Se Linda Evangelista, nos anos 1990, dizia não levantar da cama por menos de US$ 10 mil, Gisele Bündchen está aí para mostrar que as cifras agora, definitivamente, são outras. A brasileira aparece pelo nono ano consecutivo como a modelo mais bem paga do mundo, na lista divulgada pela "Forbes". Em 2015, faturou US$ 44 milhões (cerca de R$ 176 milhões) - no ano anterior, a top ganhou US$ 35 milhões (em torno de R$ 140 milhões). De acordo com estimativa da revista, Gisele não sai de casa por menos de US$ 120.547, o que dá algo em torno de R$ 482 mil. Vale lembrar que 2015 foi justamente o ano em que Gisele anunciou sua aposentadoria das passarelas - ela fez o que anunciou ser o último desfile de sua carreira em abril, no SPFW.
Foto: Reprodução/ Jornal GGN
O uso de extintor de incêndio passará a ser opcional em carros, conforme decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), nesta quinta-feira (17). O item continuará sendo exigido apenas para caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e veículos destinados ao transporte de produtos infláveis, de acordo com o G1. O fim da obrigatoriedade do extintor para carros começará a valer a partir da publicação da resolução, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo informou o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Até então, rodar sem o item ou com ele vencido ou inadequado é considerado infração média, com multa de R$ 127,69 e mais cinco pontos na carteira de motorista.
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens
Entre as casas brasileiras que acessam a internet, 13% delas usa a conexão do vizinho como ponto de acesso, apontou a pesquisa TIC Domicílios 2014 apresentada nesta terça-feira (15). Os pesquisadores não perguntaram se o compartilhamento foi autorizado ou não, mas constataram que a prática é mais comum no Nordeste (22%) e com menor ocorrência no Norte e Sudeste (11%). O uso da conexão do vizinho ocorre mais nas classes D e E (15%), em domicílios com renda de até um salário mínimo (18%). Para os pesquisadores, a prática foi possível graças ao maior uso das chamadas rede sem fio, ou Wi-Fi, que está presente em 32,3 milhões de lares do país (66%). Graças aos roteadores que permitem uso sem rede cabeada, o número de computadores de mesa tradicional perdeu, pela primeira vez, espaço para os notebooks e laptops. Em 2008, 95% dos domicílios com conexão usavam os aparelhos. Já em 2014, este número caiu para 56%.
Valery Spiridonov receberá o primeiro transplante de cabeça | Foto: Daily Mail
A primeira cirurgia de transplante de cabeça do mundo deve acontecer daqui a dois anos, na China, segundo planeja uma equipe médica formada por chineses e italianos. De acordo com Ren Xiaoping, que comanda os trabalhos ao lado de Sergio Canavero, o procedimento só será realizado se testes e pesquisas preparatórias forem bem sucedidas. O primeiro anúncio sobre a cirurgia foi feito em 2013, quando Canavero projetou para 2016 a data limite, mas as dificuldades técnicas e de conhecimento podem adiar o projeto inicial. Muitos meios de comunicação estão dizendo que nós definitivamente vamos realizar a cirurgia em 2017, mas isso só vai acontecer se todos os passos correrem bem”, disse Ren Xiaoping, em entrevista à agência AFP. Já Canavero garante a cirurgia para 2017, a ser realizada na Harbin Medical University, na China. O paciente voluntário também já foi selecionado: o russo Valery Spiridonov, de 30 anos, que sofre de atrofia muscular espinhal, doença degenerativa progressiva e sem cura. Os pesquisadores planejam separar a cabeça do corpo do russo e implantá-la no corpo saudável de um doador, que tenha tido morte cerebral. Durante participação na última sexta-feira (11) no encontro anual da Academia Americana de Cirurgiões Neurológicos e Ortopédicos, realizado em Maryland, no EUA, Sergio Cavaleiro afirmou ao site Huffington Post que as chances do procedimento funcionar são de 90%. “Nas é claro que existe um risco marginal. Eu não posso negar”, disse o especialista, que também comentou sobre o voluntário. “Ele é um homem corajoso, em uma condição horrível. Vocês precisam compreendê-lo. Para ele, a medicina ocidental falhou, não tem nada a oferecer”, criticou. Apesar de todo o entusiasmo, há questões éticas e legais a serem superadas. Xiaoping se recusou a dizer de onde viria o doador do corpo.