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- Por Lucas Marchesini | Folhapress
- 14 Fev 2025
- 16:03h
Foto: Arquivo / Agência Brasil
O Ministério da Fazenda revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025. A projeção saiu de 2,5% para 2,3%. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país em um ano.
A revisão aconteceu devido ao aumento na taxa básica de juros e ao cenário conjuntural externo, apontou o documento, chamado de "2024 em retrospectiva e o que esperar para 2025", da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
"A gente espera uma desaceleração do ritmo de crescimento. Estamos atravessando ciclo de aumento de juros, que tem impacto no ritmo de atividade", disse o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello.
O resultado de 2025 deve contar com uma aceleração no setor agropecuário e uma redução na indústria e em serviços.
Para a SPE, um "aumento muito acentuado do protecionismo nos EUA é o principal risco [para 2025], que pode levar o FED a interromper ciclo de redução de juros". Nesse caso, as projeções podem ser revistas.
Nesta quinta (13), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em sua rede social Truth Social que as últimas três semanas foram as melhores, mas que esta quinta-feira promete ser um "grande dia" em razão das tarifas recíprocas que pretende implementar. A medida teria impacto para países que cobram taxas sobre importação dos EUA.
Para a inflação, a previsão da Fazenda é de que a meta será descumprida novamente, com um aumento de 4,8% nos preços medidos pelo IPCA. Nesse caso, o indicador repetiria o medido em 2024.
Apesar do estouro da meta, a Fazenda espera que a inflação de alimentos caia neste ano. "Os preços de carnes tendem a desacelerar até o final do ano, menos impactados pela reversão no ciclo de abate do gado e pelo avanço das exportações", apontou.
"O cenário também deverá ser mais favorável para o arroz, feijão, alimentos in natura e derivados de soja e leite, refletindo as boas perspectivas para o clima e para a produção agrícola em 2025", continuou.
Por outro lado, a Fazenda espera um aumento nos preços de trigo e derivados devido a uma baixa colheita no ano passado.
Mello ponderou que "a taxa de cambio utilizada foi a do Focus, de R$ 6 para cada dólar. Caso câmbio mais apreciado [se mantenha], em R$5,73, isso terá impacto no nosso cenário inflacionário". "Nossa safra mais forte e produção maior de petróleo também devem impactar [no câmbio]", continuou
- Bahia Notícias
- 14 Fev 2025
- 14:01h
Traficante internacional de drogas Emílio Carlos Gongorra de Castilho
Apontado como mandante do assassinato de Vinícius Gritzbarch pela Polícia Civil de São Paulo, o traficante internacional de drogas Emílio Carlos Gongorra de Castilho, de 44 anos, foi ligado tanto ao Primeiro Comando da Capital (PCC) quanto ao Comando Vermelho (CV). Gritzbarch era ligado ao PCC e fez um acordo de colaboração premiada com a Justiça, mas acabou assassinado com 10 tiros de fuzis, no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024.
Segundo informações da Folha, policiais ligaram o mandante a um grupo criminoso ao lado de seus irmãos, Anderson Luiz Castilho, o Anderson Cigarreira, e João Paulo Gongorra Castilho, o João Cigarreira.
Na manhã desta quinta-feira (13), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realizou uma operação para prender o suspeito, entretanto, ele não foi encontrado e é considerado foragido. A mulher do homem, e seu filho foram levados para prestar esclarecimento.
Emilio Carlos Castilho foi preso por tráficos de drogas, em 2008, após operação chamada de fronteiras, feita pela Polícia Federal, em investigação de fornecimento de drogas para alguns complexos do Rio de Janeiro.
- Por Folhapress
- 14 Fev 2025
- 10:46h
Foto: Reprodução / Youtube
O papa Francisco, de 88 anos, foi hospitalizado para exames e tratamento de bronquite, afirmou o Vaticano nesta sexta-feira (14).
"Nesta manhã, ao final de suas audiências, o Papa Francisco foi internado no Policlinico Agostino Gemelli [em Roma] para realizar alguns exames diagnósticos necessários e para continuar seu tratamento de bronquite, que ainda está em andamento, em um ambiente hospitalar," disse a Santa Sé, em comunicado.
O papa vinha mantendo sua agenda diária de compromissos e realizando reuniões na residência do Vaticano, onde mora. Na quarta-feira (12), ele se reuniu com a primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva, a Janja, e nesta sexta, encontrou-se com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, antes de ser hospitalizado. Na terça, ele fez uma aparição em vídeo no popular festival de música Sanremo da Itália.
Na missa de domingo (9), o sumo pontífice havia pedido ajuda para terminar de ler sua homilia devido a "dificuldades respiratórias".
Na quarta-feira, ele pediu novamente a um auxiliar que lesse para ele. "Deixe-me pedir ao padre que continue lendo porque ainda não posso com minha bronquite. Espero que da próxima vez eu possa", disse o pontífice de 88 anos pouco depois de iniciar a mensagem.
Embora Francisco tenha pulado a leitura da parte principal de sua mensagem semanal, ele permaneceu presente durante a audiência de uma hora e falou brevemente em vários momentos durante a reunião. No final, ele saudou peregrinos italianos e pediu novamente que rezem pela paz no mundo.
- Bahia Notícias
- 13 Fev 2025
- 18:18h
Foto: Cadu Gomes / VPR
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Indústria (MDIC), Geraldo Alckmin, defendeu, nesta quarta-feira (12), o estabelecimento de cotas de isenção para o aço e alumínio enviados para os Estados Unidos. Assim, o Brasil poderia exportar determinada quantidade de aço e alumínio sem pagar a íntegra da taxação de 25% imposta por Donald Trump nesta segunda-feira (10).
Em coletiva de imprensa, Alckmin disse ainda que vai procurar as autoridades norte-americanas para negociar os termos da taxação de 25% sobre as importações impostas pelo presidente Donald Trump. “Então, nós vamos dialogar para buscar um bom entendimento. Não tem guerra tributária, tem entendimento baseado no interesse público”, reafirmou.
O vice-presidente lembrou que os Estados Unidos têm um superávit de US$ 7,2 bilhões com o Brasil, ou seja, vendem mais bens e serviços do que compram. Além disso, segundo ele, a taxa de importação final do Brasil para produtos norte-americanos é baixíssima, de 2,7%, já que muitos produtos importados têm alíquota zero, como máquinas e equipamentos.
“[A taxação] não foi contra o Brasil. A alíquota que foi imposta foi para o mundo inteiro. Então, ela não foi discriminatória. Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Brasil, não é o maior, o maior é a China, mas é para ele que nós exportamos [equipamentos com] valor agregado, avião, equipamentos, e de outro lado, é o maior investidor no Brasil”, ponderou Alckmin.
Segundo o vice-presidente, a intenção é tentar manter as cotas como o Brasil tem hoje. “Isso é do cotidiano. Todo dia você tem essas questões de alteração tarifária. O caminho é o diálogo e nós vamos procurar o governo norte-americano para buscar a melhor solução", afirmou Alckmin. As informações são da Agência Brasil.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 13 Fev 2025
- 16:15h
Foto: Montagem com fotos de Geraldo Magela/Agência Senado e Bruno Spada/Câmara
O senador Sérgio Moro (União-PR) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) protagonizaram uma áspera discussão por meio de postagens na rede X (ex-Twitter), nesta quarta-feira (12). A discussão começou após o deputado e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro fazer uma postagem com críticas aos membros da operação Lava Jato, sem, no entanto, citar diretamente o senador paranaense.
“Lavajatista é a turma que quer te convencer a dar poderes absolutos a juízes e promotores não eleitos, aquelas pessoas da burocracia que está prendendo mães de família, idosos e trabalhadores. Claro, tudo em nome do combate em abstrato à corrupção. Perca sua liberdade, para fazer feliz um burocrata não eleito”, disse Frias.
Nas suas redes, Sérgio Moro colocou a imagem da postagem de Mario Frias, e respondeu chamando o deputado do PL de “palhaço”.
“A Lava Jato prendeu o Lula, enquanto você fazia papel de palhaço na televisão. Divergências a parte o adversário é novamente o Governo Lula e não a direita”, disse Moro.
A resposta de Mario Frias se deu na própria postagem feita por Moro na rede X. O deputado e ex-ministro foi mais contundente na crítica ao senador e que também fez parte do governo Bolsonaro, chamando-o de “merd*nha” e “covarde”.
“Papel de palhaço, seu merd*nha, faz você, o cretino covarde, que sequer teve coragem de falar um ai em defesa do Deltan, quando perdeu o mandato, porque você só pensa no próprio rabo. Você é um lixo de ser humano, que não só criou os precedentes legais para as perseguições que estão em vigor no país, como costuma elogiar, de forma subserviente, os mesmos tiranos que estão aí prendendo pessoas inocentes. Falar do Lula é fácil, covarde, quero ver você falar do judiciário e enfrentar seus abusos”, disse o deputado.
Posteriormente, em sua conta na rede X, Mario Frias fez outras críticas a Moro, e relembrou postagens que ele teria feito quando era ministro da Justiça, e dizendo que ele apoiou as prisões de influenciadores de direita.
“Para que nunca nos esqueçamos o quão cretino é o Sérgio Moro, vale lembrar que esse canalha apoiou todas as prisões por críticas e opiniões dos divergentes políticos. Só fico triste que um b@sta desse ainda tenha conseguido um mandato de senador nas costas de muitos votos da direita. Moro, você faz parte da escória moral da nação. Você é um colaborador do regime de exceção”, concluiu o deputado do PL.
- Por Cézar Feitoza | Folhapress
- 13 Fev 2025
- 14:12h
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
A revisão da Lei da Anistia da ditadura militar (1964-1985) caminha no STF (Supremo Tribunal Federal) em três processos distintos. A tendência é de julgamento conjunto dos casos, ainda sem data prevista.
O movimento é resultado da repercussão do filme "Ainda Estou Aqui", que conta a história do desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura, e da oposição do Supremo ao perdão dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
O assunto voltou a entrar em destaque nesta semana, depois do avanço de uma dessas frentes. O STF formou maioria nesta terça (11) para confirmar a posição do ministro Flávio Dino e decidir que a corte analisará se ocultação de cadáver cometida durante a ditadura militar tem proteção da Lei da Anistia, segundo o entendimento de que a prática é um crime é permanente, uma vez que fica sem solução.
Acompanharam Dino na análise os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Nenhum outro membro da corte se manifestou até a noite desta quarta-feira (12).
Quatro oficiais-generais ouvidos pela Folha, sob reserva, dizem que a revisão não terá impactos reais porque os militares envolvidos em crimes são idosos ou já morreram. Para eles, a Lei da Anistia foi um acordo amplo feito pela sociedade brasileira e o assunto estaria superado.
Na visão de três deles, a retomada da discussão sobre a Lei da Anistia da ditadura serve como um jogo político enquanto partidos de oposição no Congresso Nacional tentam aprovar um projeto de lei que dá perdão aos envolvidos nos atos do 8/1.
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou na segunda-feira (10) que as Forças Armadas querem "fazer algumas ponderações" sobre o tema.
"Eu fui um dos primeiros que assinou a criação da Comissão de Mortos e Desaparecidos. Se for para defender as famílias, os corpos das vítimas, eu quero estar lá para ajudar. Isso é justo, é direito, precisa que se faça isso para pacificar o país. Mas se for para fazer política, vamos incentivar só o revanchismo que vivemos nesse país", disse Mucio em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
O principal processo no Supremo sobre a revisão da Lei da Anistia é uma ação de descumprimento de preceito fundamental aberta pelo PSOL em 2014. O relator é o ministro Dias Toffoli.
O partido pede que a Lei da Anistia não se aplique aos crimes de graves violações de direitos humanos, cometidos por agentes públicos civis ou militares, nem aos autores de crimes continuados ou permanentes.
A ação tinha como base uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil. Segundo a condenação, a Lei da Anistia brasileira impede a "investigação e sanção de graves violações de direitos humanos" no contexto da guerrilha do Araguaia.
"[As disposições da Lei da Anistia] não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos do presente caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis", diz trecho da sentença.
O Supremo foi contra mudanças na anistia da ditadura militar em 2010, em julgamento de ação apresentada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O resultado ficou em 7 a 2 -da atual composição do STF, só votaram Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, ambos favoráveis à manutenção da Lei da Anistia.
Em outra frente, o Supremo analisa um recurso do MPF (Ministério Público Federal) contra militares acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver cometidos durante a guerrilha do Araguaia.
Na visão do Ministério Público, ocultação de cadáver é um crime permanente, uma vez que segue sendo cometido enquanto o corpo não é encontrado, e por isso não deve ser beneficiado pela anistia da ditadura.
Este caso é o que tem como relator o ministro Flávio Dino, que agora teve maioria formada na corte. Ele diz não se tratar de uma revisão da Lei da Anistia, mas de uma peculiaridade. "Ora, quem oculta e mantém oculto algo, prolonga a ação até que o fato se torne conhecido. O crime está se consumando inclusive na presente data, logo não é possível aplicar a Lei de Anistia para esses fatos posteriores", defende.
O caso relatado por Dino, por decisão da maioria do Supremo, terá repercussão geral --instrumento pelo qual o Supremo define uma tese que vale para todos os casos semelhantes no Judiciário.
O último processo no Supremo é um recurso apresentado pelo MPF contra os militares envolvidos no desaparecimento de Rubens Paiva. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, avalia dar prosseguimento nos processos e promover um julgamento conjunto das três ações. Esse cenário é considerado ideal por consolidar todas as discussões em um único momento no plenário, evitando a retomada de temas recém-debatidos.
Trata-se da mesma estratégia usada por Barroso para o julgamento do Marco Civil da Internet. O plenário analisava um conjunto de ações sobre o tema até o pedido de vistas (mais tempo para análise) do ministro André Mendonça.
Nesse cenário, há expectativa no Supremo sobre a possibilidade de se realizar audiências públicas para debater o assunto no contexto da ação do PSOL, relatada por Toffoli, que é a mais ampla sobre a Lei da Anistia.
Caso o plano não avance, a outra alternativa seria julgar antes o recurso relatado pelo ministro Flávio Dino. Assim, o Supremo encerraria a controvérsia sobre a ocultação de cadáveres, mas teria de se debruçar em breve sobre a ação do PSOL e reavaliar outros pontos sobre a Lei da Anistia.
- Bahia Notícias
- 13 Fev 2025
- 12:10h
Foto: FAB/Divulgação
Um avião de pequeno porte que transportava drogas foi interceptado e abatido pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta terça-feira (11), ao entrar no espaço aéreo nacional vindo da Venezuela, na Região Norte do país. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Federal, seguiu os protocolos das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), previstas em legislação federal.
Ao ser localizada e interceptada pela FAB, a aeronave suspeita não se identificou pelo rádio, nem modificou a rota para pousar em um aeródromo próximo. As informações são da Agência Brasil.
Foram disparados tiros de advertência, também sem sucesso. Com isso, o avião foi classificado como hostil pelo governo brasileiro e foi alvejado com o chamado tiro de detenção, para impedir a continuidade do voo.
"Essa medida é utilizada como último recurso, após a aeronave interceptada descumprir todos os procedimentos estabelecidos e forçar a continuidade do voo ilícito. Com a execução do Tiro de Detenção, o avião interceptado, classificado como hostil, veio a colidir com o solo", informou a FAB, em nota.
A localização do avião em solo ocorreu nesta quarta-feira (12), por meio de um helicóptero da FAB. Com participação de agentes da Polícia Federal na ação, foram identificados dois homens sem vida e presença de drogas no interior da aeronave.
- Bahia Notícias
- 13 Fev 2025
- 10:06h
Foto: Reprodução / Instagram
Há 60 anos, em 13 de fevereiro de 1965, Maria Bethânia, com apenas 18 anos, fazia sua primeira apresentação no cenário musical brasileiro ao substituir Nara Leão no espetáculo Opinião, no Rio de Janeiro. Essa data, mais do que uma simples estreia, se tornaria um marco na história da música popular brasileira.
Lançado em 1964, no ano do golpe militar, Opinião foi um dos primeiros espetáculos a desafiar o regime e a dar voz às músicas de protesto. Dirigido por Augusto Boal e produzido pelo Teatro Arena, o musical abordava as desigualdades sociais e contava com grandes nomes, como João do Vale, Zé Kéti e Nara Leão, interpretando canções que denunciavam a opressão no Brasil.
A participação de Maria Bethânia, atualmente com 78 anos, foi, sem dúvida, histórica. Com a saída de Nara Leão por motivos de saúde, a jovem baiana chegou ao Rio de Janeiro e, imediatamente, se dirigiu ao teatro para aprender as canções em tempo recorde. Sua estreia não passou despercebida: ao interpretar a potente Carcará, que falava sobre a força do sertão e a valentia da ave que a representava, Bethânia arrebatou o público.
A canção, que ficou marcada pela intensidade de sua performance, permanece até hoje no repertório da artista. Embora, nos anos seguintes, tenha se afastado de músicas como Carcará para focar em canções românticas, a música nunca foi esquecida e continua a ser um marco em sua carreira.
Bethânia já era conhecida no cenário musical baiano, onde cantava ao lado do irmão Caetano Veloso e dos amigos Gilberto Gil, Tom Zé e Gal Costa. Na época, ela ainda usava o nome Maria da Graça, mas a mudança para o Rio de Janeiro mudaria sua trajetória. Assim como Gal Costa, que já havia sido convidada para integrar o espetáculo Opinião, Bethânia encontrou na cidade a oportunidade que transformaria sua vida e a colocaria em um dos palcos mais importantes da música brasileira.
Além de sua enorme contribuição artística, a cantora se tornaria também uma referência na luta contra a censura e a repressão durante a ditadura militar, utilizando sua música como ferramenta de resistência.
- Bahia Notícias
- 13 Fev 2025
- 08:01h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O grupo de transmissão esportiva da Band ganhou o reforço de um velho conhecido. O narrador Galvão Bueno está de volta à emissora após 44 anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13), após assinar contrato para comandar um programa semanal sobre futebol. A atração, intitulada "Galvão e Amigos", será exibida às segundas-feiras e reunirá comentaristas e ex-jogadores para debater o cenário do futebol brasileiro. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo.
Galvão teve uma passagem pela Band entre 1977 e 1981, período em que iniciou sua trajetória como narrador da Fórmula 1, o que o levou à Globo, onde permaneceu por 43 anos. Apesar do retorno à emissora, ele não voltará a narrar a categoria automobilística, mesmo com a Band mantendo os direitos de transmissão da F1 em 2025 - que promete um ganho de audiência com a chegada do brasileiro Gabriel Bortoleto. Vale lembrar que Felipe Massa foi o último a representar o Brasil na categoria.
Embora não esteja na narração da Fórmula 1, Galvão participará das transmissões de grandes prêmios selecionados, como os de Mônaco e do Brasil, atuando como mestre de cerimônias e trazendo análises especiais. Sergio Maurício continuará como o narrador titular da categoria na Band.
O novo programa seguirá o formato do Bem, Amigos!, atração que Galvão comandou no SporTV entre 2003 e 2022. Ele contará com a participação de nomes conhecidos do jornalismo esportivo e do futebol, como Mauro Naves, Casagrande e Paulo Roberto Falcão. Além deles, Vanderlei Luxemburgo será um dos integrantes da bancada.
Além do projeto na TV aberta, Galvão também fechou contrato com o Amazon Prime Video, onde será a principal voz das transmissões do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Ele narrará os jogos e também atuará como destaque nas campanhas promocionais da plataforma de streaming, que transmitirá 38 partidas exclusivas do Brasileirão por ano.
Outro investimento do narrador será no digital. Ele pretende retomar seu canal no YouTube, que terá seu nome próprio e deixará de se chamar Canal GB. A gestão do projeto continuará a cargo da Play9, empresa de conteúdo digital comandada por Felipe Neto e João Pedro Paes Leme.
Em 2023, Galvão já havia transmitido um jogo da seleção brasileira em seu canal, alcançando alta audiência e gerando impacto no mercado. Com o novo contrato e projetos paralelos, o narrador reforça sua presença tanto na TV quanto no streaming e no digital.
- Por Folhapress
- 12 Fev 2025
- 15:53h
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicitou esclarecimentos e mais dados sobre a vacina da dengue que foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e está em análise pela agência. O órgão paulista enviou em dezembro o pedido de aprovação do imunizante, que já está em produção.
A equipe técnica da agência solicitou informações e dados complementares para que possa dar seguimento da análise, e não há prazo definido para que o instituto apresente os esclarecimentos. A Anvisa também aguarda o protocolo de pedido de registro da vacina.
O instituto prevê a entrega de 1 milhão de doses ainda em 2025 e 100 milhões de doses até 2027. O imunizante poderá ser aplicado na população de 2 anos a 60 anos incompletos, e os critérios de vacinação serão definidos pelo Ministério da Saúde.
O centro de pesquisa começou a produzir a vacina sob risco, já que não tem garantia da aprovação. Se for aprovada, será a primeira vacina contra a dengue em dose única.
Os resultados atuais mostram eficácia de 79,6% em casos de dengue sintomática e 89% em casos graves e com sinais de alarme. A vacina brasileira é tetravalente, ou seja, atua contra os quatro sorotipos da dengue.
Atualmente está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos a Qdenga, que é desenvolvida pela farmcêutica Takeda. Neste ano, o Ministério da Saúde fechou um contrato que prevê a entrega de 9,5 milhões de doses do imunizante, que é administrado em dois ciclos.
- Por Folhapress
- 12 Fev 2025
- 08:28h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
O presidente Lula (PT) voltou a criticar, na última segunda-feira (10), prefeitos que elogiam a educação pública, mas matriculam os filhos em escolas particulares.
Lula participou da entrega do Selo Nacional do Compromisso para Alfabetização, cerimônia do Ministério da Educação que premiou estados e municípios que se destacaram no processo de alfabetizar as crianças na idade certa.
Na ocasião, o presidente abordava a responsabilidade das gestões municipais em apoiar o governo federal nas ações em prol da educação, e defendeu que o mesmo ensino dado aos filhos dos gestores deveria ser ofertado às demais crianças.
"Muitas vezes é assim. Você chega em uma cidade e pergunta: 'Prefeito, como é que está a educação? Ah, está maravilhosa, a educação aqui é fantástica.' Aí você pergunta: 'teu filho estuda na escola fantástica? Não, estuda na particular'", disse.
Lula afirmou, na sequência, que o país só dará certo no dia em que a classe média voltar para a escola pública. "E só vai voltar quando ela melhorar."
A declaração de Lula conflita com o fato de que seus quatro filhos biológicos passaram por escola privada nos anos 1990, quando ele era candidato à presidência da República.
Reportagem da Folha de S.Paulo de 1994 mostrou que os herdeiros de Lula estudavam de forma gratuita em uma escola particular em São Bernardo, região do ABCD paulista, benefício foi concedido por um dos donos do estabelecimento.
Na época, os filhos em idade escolar do petista eram Sandro Luis e Luis Claudio, com cerca de 9 e 15 anos, respectivamente. Hoje, a mensalidade para um aluno de ensino médio na mesma instituição está em torno dos R$ 2.000.
A posição já havia sido manifestada por Lula, usando praticamente as mesmas palavras, em seu pronunciamento quando o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) foi credenciado como uma instituição de ensino superior, em dezembro de 2023.
Na ocasião, Lula reclamava dos preconceitos em torno das instituições públicas ao contar do período em que propôs expandir as Olimpíadas de Matemática para as escolas públicas do país. Até então, a prova era limitada às unidades privadas.
"Muitas das pessoas que têm a oportunidade não conhecem as escolas públicas. E muitos governantes não conhecem, porque os filhos dos governantes também não estudam na escola que ele diz que é boa. Você chega para um prefeito e pergunta: 'Como que é a educação municipal na sua cidade?'. 'É extraordinária, fantástica". 'Teu filho estuda nela?'. 'Não'. "Como é a saúde da sua cidade?", 'Extraordinária, fantástica'. "Você vai no médico aqui?'. 'Não'.
"Na época, as primeiras vozes que eu ouvi era de que não ia dar certo nas escolas públicas, porque os alunos de escola pública não teriam interesse nas Olimpíadas da Matemática", disse.
Paciente do Hospital Sírio-Libanês, onde recentemente esteve internado para uma cirurgia de emergência em razão de um hematoma na cabeça, Lula também cobrou os gestores municipais por não usarem o SUS (Sistema Único e Saúde).
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 11 Fev 2025
- 18:08h
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Alvo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca de redução do preço dos alimentos, o biodiesel é questionado pelo setor de combustíveis, que vê aumento das fraudes e discute pedir a suspensão da mistura obrigatória no diesel de petróleo.
O preço do biodiesel disparou em 2024, saindo da casa dos R$ 4 por litro no início do ano até bater R$ 6,53 em novembro. Depois, arrefeceu um pouco, para R$ 6,08 por litro, na primeira semana de fevereiro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
Na mesma semana, segundo a ANP, o diesel de petróleo saía das refinarias brasileiras, em média, a R$ 4 por litro. A elevada diferença tem pressionado o preço do produto nas bombas e, segundo distribuidoras de combustíveis, encorajado fraudes na mistura.
Atualmente, distribuidoras são obrigadas a misturar 14% de biodiesel ao diesel antes de vender aos postos. A mistura será elevada para 15% em março. O setor afirma que, no cenário atual, o ganho por vender diesel sem o combustível pode chegar a quase R$ 0,30 por litro.
Em 2024, o programa de monitoramento da qualidade da ANP detectou 1.339 amostras de diesel fora das especificações relacionadas à adição de biodiesel, mais do que o dobro das 577 verificadas no ano anterior.
Por meio de um programa chamado Cliente Misterioso, o ICL (Instituto Combustível Legal) diz ter testado o diesel de 507 postos em seis estados durante o ano. Deste total, 179 (35%) apresentaram teor de biodiesel diferente da faixa de 13,5% a 14,5% estabelecida pela ANP.
Na Bahia e no Paraná, cerca de metade das amostras estava fora do padrão. Em São Paulo, o percentual de diesel com teor de biodiesel fora das especificações foi de 30%.
A Ipiranga, segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, fez um levantamento próprio em sua rede e encontrou diesel fora da especificação em 48 de 104 postos pesquisados. Também nesse caso, o Paraná esteve com índices acima de 50%.
O setor chegou a pedir reforço na fiscalização, mas a ANP alegou que cortes no orçamento promovidos pelo governo dificultavam a compra de passagens para fiscais. Em maio, a agência já havia anunciado que o programa de monitoramento da qualidade seria afetado.
Por isso, defende que a adição obrigatória seja suspensa temporariamente. Uma minuta foi redigida, mas ainda não foi entregue à agência.
O setor diz que o cronograma de aumento da mistura estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro, que prevê aumento de um ponto percentual ao ano até o máximo de 20% em 2030 tende a ampliar a vantagem para fraudadores e evidencia a necessidade de fiscalização nos postos.
- Bahia Notícias
- 11 Fev 2025
- 14:40h
Foto: Reprodução Léo Dias
A cantora Jéssica Rodrigues, de 32 anos, pediu rescisão de contrato com a banda do guitarrista Ximbinha após pouco mais de um ano de contrato com o grupo musical.
Segundo o portal LeoDias, a ex-vocalista do conjunto com o mesmo nome do ex-marido de Joelma, acusou o instrumentista de assédio sexual e perseguição.
“A decisão da rescisão tem fundamento nas condutas desonrosas praticadas pelo Sr. Cledivan Almeida Farias (Ximbinha), integrante da empresa contratante,conforme comprovam as reiteradas mensagens de cunho sexual, ligações inoportunas, inclusive, durante o horário de descanso noturno e as perseguições constantes até a residência da contratada”, descreve parte da notificação efetuada pela defesa da cantora.
A defesa de Jéssica argumentou também que ela teria provas a respeito do assédio sofrido.
“A cedente [Jéssica Rodrigues] possui provas materiais robustas dos fatos narrados, que poderão ser apresentadas em momento oportuno para comprovação das alegações”
Ainda na notificação, Ximbinha teria efetuado diversas ligações para a cantora, que não teria atendido por medo.
“Por medo e por se sentir constrangida, pois sabe que as ligações telefônicas possuem a clara intenção de assediá-la, como já fez diversas vezes”, afirma a defesa da cantora em trecho da notificação.
Em entrevista ao portal Léo Dias, artista comentou sobre os abusos que sofreu do guitarrista.
“Saí por tudo que aconteceu, fui perseguida, aconteceram uns assédios dentro do meu trabalho. Eu saí dia 30 de janeiro, mas já parecia que eu nem fazia mais parte da banda. Ele começou a me tirar da banda quando viu que não ia conseguir o que queria, porque todas as vezes que ele tentava alguma coisa eu desconversava, porque era meu trabalho eu queria estar bem ali e eu sempre tentava desconversar e quando ele viu que não ia acontecer, eles começaram a me tirar”, afirmou.
As importunações e assédios teriam se iniciado no ano de 2023 em um projeto do conjunto musical.
“Os assédios começaram nesse novo projeto, de 2023 pra cá. Ele começou de fato quando eles me apresentaram o projeto e falaram que ia gravar o DVD comigo, que ia ser uma coisa nacional, esse tipo de coisa, e eu fiquei encantada, porque sempre foi meu sonho, né? Ainda mais do lado do Ximbinha, que era da banda Calypso, uma banda que eu admirava, que eu era fã, cresci ouvindo, que foi minha inspiração”, disse.
Ximbinha ainda não se pronunciou e a assessoria do músico revelou que não tem conhecimento das acusações.
- Bahia Notícias
- 10 Fev 2025
- 18:23h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A cantora Lexa anunciou, nesta segunda-feira (10), o nascimento e posterior falecimento da filha Sofia, fruto de seu relacionamento com o ator Ricardo Vianna. A artista estava internada com pré-eclampsia precoce com síndrome de Help.
Segundo a artista, Sofia nasceu prematuramente na tarde do dia 2 de fevereiro e veio a falecer no dia 5, na última quarta-feira. “Um luto e uma dor que eu nunca tinha visto igual”, declarou Lexa.
Na publicação, a cantora contou que esteve 17 dias internada com uma pré-eclampsia precoce com síndrome de Help. “Lembro da última noite grávida, eu não conseguia dormir e você mexeu a noite toda, você sabia me acalmar como ninguém, eu rezei tanto e implorei tanto pra que tudo desse certo, eu cantei pra barriga, fiz playlist de parto”, escreveu na legenda.
Lexa contou ainda que devido a pré-eclampsia, seu fígado começou a ser comprometido e “mais um dia e eu não estaria aqui pra contar nem a minha história e nem a dela”. “Te carregar nos últimos minutos de vida tão vivos na minha cabeça”, contou.
A cantora estava na 25º semana de gestação e Sofia foi a primeira filha do casal.
- Por Folhapress
- 10 Fev 2025
- 16:35h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
"O Auto da Compadecida 2" se tornou um sucesso de bilheteria, atingindo a marca de quatro milhões de espectadores. O filme, estrelado por Selton Mello e Matheus Nachtergaele, já é a segunda maior bilheteria nacional desde a pandemia.
O longa original, lançado em 2000 e também dirigido por Guel Arraes, levou 2,1 milhões de pessoas aos cinemas. Sua sequência, que estreou em 25 de dezembro de 2024, superou essa marca.
Atualmente, o filme está atrás de "Ainda Estou Aqui", longa de Walter Salles protagonizado por Fernanda Torres e também com Selton Mello, que atraiu 4,16 milhões de espectadores às salas de cinema.
Se mantiver o ritmo das últimas semanas, "O Auto da Compadecida 2" pode ultrapassar "Ainda Estou Aqui", embora o filme de Salles tenha sido impulsionado por sua campanha ao Oscar. Ele foi indicado às categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Filme, além de Fernanda Torres concorrer ao prêmio de Melhor Atriz por sua atuação como Eunice Paiva.
A continuação da clássica comédia brasileira já havia registrado a maior estreia nacional desde a pandemia. O elenco conta ainda com Virgínia Cavendish, Humberto Martins e Eduardo Sterblitch, além de Taís Araújo no papel da Compadecida. Segundo o Comscore Movies Brasil, a bilheteria do filme já soma R$ 78,9 milhões.