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- Bahia Notícias
- 08 Mar 2025
- 12:19h
Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (7), para validar a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela suspensão da plataforma de vídeos Rumble em todo o território nacional. Votaram a favor da suspensão os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, restando os votos de Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, O relator pautou o tema para ser analisado pelo colegiado entre esta sexta e a próxima sexta (14) em plenário virtual, o ambiente remoto por meio do qual os ministros depositam os votos.
A Rumble é uma plataforma de compartilhamento de vídeos canadense, com sede em Toronto, popular entre influenciadores da direita. A suspensão da plataforma no território nacional ocorreu em 21 de fevereiro e, segundo a decisão, ordens judiciais para remoção de conteúdo feitas à empresa não foram cumpridas.
A decisão foi dada na mesma semana em que o ministro se tornou alvo de uma ação conjunta em um tribunal federal americano, impetrada pelo próprio Rumble e por uma empresa de mídia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em posicionamento similar ao adotado com relação à plataforma X, durante o ano passado, Moraes também mandou que seja indicado um representante no Brasil do Rumble.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 07 Mar 2025
- 11:45h
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados
O deputado federal André Janones (Avante-MG) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) firmaram um acordo no qual o parlamentar se compromete a pagar R$ 131,5 mil à Câmara dos Deputados como reparação de danos pelo caso das "rachadinhas" e, assim, não ser processado criminalmente.
O vice-procurador geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho enviou manifestação sobre os termos ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (6).
O parlamentar também precisará R$ 26,3 mil de prestação pecuniária, equivalente a 20% do dano aos cofres públicos.
Segundo documento protocolado nesta quinta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal), Janones admitiu a irregularidade e se comprometeu a ressarcir o dano causado.
Um trecho citado pela PGR no compromisso diz que o parlamentar confirmou expressamente que pediu a um assessor que "providenciasse um cartão de crédito adicional" em seu nome. "Esse cartão foi utilizado pelo compromissário [Janones] para pagamento de despesas pessoais durante os anos de 2019 e 2020. As respectivas faturas foram pagas pelo referido assessor, sem quitação, pelo compromissário, até o presente momento."
De acordo com os termos assinados, o acordo está restrito a?s conseque?ncias criminais e não alcanc?a eventuais reflexos na esfera ci?vel e administrativa.
Em outubro passado, a PGR propôs o chamando ANPP (acordo de não persecução penal), uma medida alternativa por meio da qual as partes estabelecem cláusulas para o investigado cumprir e evitar o processo judicial tradicional.
Janones foi indiciado pela Polícia Federal em 12 de setembro de 2024 por suspeita dos crimes de corrupção passiva, peculato e associação criminosa.
Em peça enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a PF diz que o parlamentar, que esteve na linha de frente da campanha digital de Lula (PT) em 2022, possivelmente foi beneficiário da devolução de parte dos salários de dois assessores, também indiciados.
Em um dos casos, isso teria ocorrido pelo uso por Janones de um cartão de crédito que tinha a fatura paga por meio da conta corrente de um dos auxiliares.
- Por Hugo Leite /Bahia Notícias
- 07 Mar 2025
- 09:20h
Foto: Divulgação / Faeb
Com a alta no preço do café, o tradicional hábito de consumir o produto ficou mais difícil. Em entrevista ao Bahia Notícias, Guilherme Moura, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), mostrou otimismo com a produção do estado para este ano, mas admitiu que os valores não devem sofrer uma redução significativa.
“A produção encontrou dificuldades neste último ano [2024], em locais tradicionais na região sudeste, sobretudo. Na Bahia, menos. Esse cenário impacta os preços globalmente. Entretanto, este ano [2025] deve ser ótimo para o produtor baiano”, explicou o dirigente.
Ele explicou como funciona a lógica singular da precificação do café. “Há uma relação direta entre o preço do grão e os valores que chegam até o consumidor final, isso é uma questão do próprio produto, não acontece com outros produtos agropecuários. Assim, não haverá uma queda nos preços do café no estado para 2025, eles tendem a permanecer altos e ainda com alguma valorização”, pontuou.
Guilherme ressaltou a importância do agro para a população. “Não é somente o aspecto alimentar, mas a roupa que vestimos, a cama que dormimos, o papel que escrevemos. Quando o campo vai bem, o impacto é positivo para todos, contudo, as intempéries climáticas afetaram os diversos produtos agropecuários”.
PRODUÇÃO BAIANA
O dirigente da Faeb comentou sobre os tipos de café produzidos no estado. “Na Bahia a produção se dá no extremo-sul com o robusta, também conhecido como Conilon, que está muito presente no varejo. E temos o Arábica, produzido na Chapada Diamantina e na região sudoeste do estado, sobretudo em Vitória da Conquista", disse.
“Há uma expectativa de crescimento tanto para o Conilon quanto para o Arábica aqui na Bahia. O clima ajuda o estado nesse início de ano. Estamos vivendo o fenômeno da La Niña, mas regra geral no estado, a safra agropecuária tende a ser melhor em 2025, e isso vale para o café. Por outro lado, na região sudeste se espera uma quebra de safra e é por isso que os preços estão altos. No Brasil, regra geral, a produção deverá ser menor”, acrescentou.
De acordo com Guilherme, a Bahia tem um papel importante no fornecimento de café no país. “O Brasil é o maior exportador cafeeiro. Entretanto, uma boa parte da produção abastece o mercado interno. E temos algumas marcas aqui no estado como a Rigno, Latitude 13 e outras que são comercializadas em todo o país”.
Segundo o dirigente, o café baiano, além de ser uma referência nacional de qualidade, já ganha fama no exterior. “O café Arábica, da Chapada [Diamantina], é exportado para diversos países, isso mostra uma excelente reputação no mercado internacional. Na Europa, a Alemanha é uma consumidora do nosso café, ele é vendido nos EUA também. Vale lembrar, que há um crescimento das exportações cafeeiras e de produtos agropecuários para o mercado asiático”.
- Bahia Notícias
- 06 Mar 2025
- 17:20h
Foto: Marcos Corrêa/PR
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm até quinta-feira (6) para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manifestação no processo sobre a tentativa de golpe de estado. A defesa chegou a solicitar uma prorrogação no prazo desta entrega, mas o pedido foi negado.
No último dia 18, Jair Bolsonaro foi denunciado, juntamente com outras 36 pessoas, pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de estado de 2022. Ele foi acusado de ser o líder da organização.
Os advogados do ex-presidente Bolsonaro, em documento enviado ao supremo, declararam que não tiveram acesso total aos autos e que isso poderia prejudicar na construção e no direito da ampla defesa.
“A dificuldade de obter o que de fato pode ser considerado ‘acesso amplo’ cobra um preço alto e impagável, porque atinge direta e fatalmente o próprio exercício do contraditório e da ampla defesa”, alegou a defesa do político do PL.
- Bahia Notícias
- 06 Mar 2025
- 15:38h
oto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Diário Oficial da União publico, nesta quarta-feira (5), um decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que suspende o reajuste de tarifa de Itaipu de 6%. A assinatura do petista ocorreu na última terça-feira (4).
A medida publicada deixa à empresa responsável pela gestão de energia da usina, a ENBPar, a possibilidade de criar uma reserva técnica financeira, sempre que houver saldo positivo, para acabar mitigando variações de repasse de tarifa de Itaipu. O valor máximo de repasse será de 5% do montante anual.
O decreto ainda diz que a Agência Nacional de Energia Elétrica vai homologar o valor da reserva.
No ano de 2025, a previsão de superavit é de 1,5 bilhão de reais, dos quais 333 milhões vão ser usados para evitar aumento tarifário de 6%. O valor, caso bata esses números, seria suficiente para cobrir a diferença e manter os preços da energia estáveis.
- Por Adrielly Souza/Bahia Notícias
- 06 Mar 2025
- 13:40h
Foto: Reprodução / SBT / Redes Sociais
Virginia Fonseca, influenciadora e apresentadora, está sendo criticada na internet após exibir a marca de 15 milhões de visualizações em uma publicação sobre a alta hospitalar de José Leonardo, seu filho caçula.
O bebê, de cinco meses, passou cinco dias internado com um quadro de bronquiolite. Durante o período no hospital, a influenciadora compartilhou a rotina de tratamento com seus mais de 50 milhões de seguidores e nesta quarta-feira (05), contou sobre a alta de José.
"Não sei nem expressar meu sentimento agora, foi a primeira vez desde que virei mãe que tive que passar por isso. Quando cheguei ao hospital eu só queria chorar", escreveu Virginia em sua publicação mais recente.
Nos stories, a influenciada também divulgou o engajamento de seu perfil após a postagem, destacando que ultrapassou 15 milhões de visualizações e 200 mil interações. A imagem rapidamente viralizou e gerou uma onda de críticas, com internautas acusando-a de "comemorar números enquanto mostrava o filho doente".
"Ela divulgando engajamento pras marcas disfarçadas em amor de seguidores. Ela não é boba nem nada, adora fazer o povo de otário e o povo adora ser otário", criticou @Christopher_lms.
Já @depreshows mencionou: "Expor a própria vida no nível que ela expõe já é bizarro, mas o que me deixa mais chocada é o tanto que ela expõe os filhos. A internet tá cheia de predador, e ela expondo essas crianças ao máximo. Eles não têm escolha, sinto pena".
A polêmica também trouxe à tona um episódio envolvendo Bruna Marquezine. O usuário @2022_renan lembrou: "Vocês julgaram muito a Bruna Marquezine, mas ela tava mais do que certo em não querer ter o nome associado a uma pessoa dessas".
A atriz foi assunto neste ano após rumores de que teria proibido filmagens dela no aniversário de João Guilherme, filho de Leonardo e cunhado de Virgínia.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 06 Mar 2025
- 11:36h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A União pode abrir mão de quase R$ 1,3 trilhão de receitas financeiras até 2048 com a renegociação da dívida dos estados, aprovada por meio do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados).
Esse é o impacto potencial do texto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo cálculos do próprio Tesouro Nacional obtidos pela Folha por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).
Até então, o órgão só havia divulgado dados referentes aos primeiros cinco anos de vigência do novo programa, sem dar publicidade ao impacto integral, incluindo os períodos seguintes.
Além disso, o cálculo foi feito só depois da aprovação do projeto pelo Congresso Nacional, eliminando a possibilidade de os números servirem de alerta aos parlamentares sobre o risco para as contas do país.
Embora os valores retratem a hipótese de adesão de todos os estados, quatro deles respondem, sozinhos, por 90% da dívida com a União: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Na prática, significa que seu ingresso já será suficiente para materializar a maior parte das perdas estimadas pelos técnicos.
Para chegar aos números, o Tesouro Nacional simulou as prestações devidas pelos estados sob as regras atuais e em dois cenários do Propag. Em um deles, as perdas anuais começam em R$ 30 bilhões e alcançam R$ 82,6 bilhões -seria como abrir mão de 18% a 50% do orçamento do Bolsa Família por ano.
Desde 18 de fevereiro, a reportagem tentou obter esclarecimentos adicionais sobre as projeções, mas o órgão não respondeu.
A perda de receitas financeiras não afeta o limite de despesas do arcabouço fiscal, nem o cumprimento das metas de resultado primário, mas pode impulsionar a dívida pública do país.
Hoje, a União usa esses recursos para honrar seus próprios compromissos. Deixar de recebê-los amplia a necessidade do governo federal obter financiamento do mercado financeiro para rolar sua dívida e quitar obrigações.
Do lado dos estados, a redução do endividamento pode abrir espaço para ampliar gastos. A combinação desses resultados tende a agravar a percepção de risco fiscal, afetando câmbio, juros e, consequentemente, o custo da dívida pública.
O Propag prevê duas mudanças significativas nos encargos da dívida dos estados com a União. A primeira delas é a possibilidade de reduzir os juros reais de 4% para 0% ao ano, mediante entrega de ativos ou compromisso com investimentos em áreas específicas.
A segunda é a simplificação do coeficiente de atualização monetária da dívida, que hoje segue uma fórmula complexa e resulta em uma correção ao redor de 6,5% ao ano, acima da inflação. O texto substitui essa variável pelo IPCA, que deve ficar em 5,65% em 2025, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.
O impacto de quase R$ 1,3 trilhão nas receitas financeiras da União até 2048 considera o cenário em que todos os estados façam adesão ao Propag na modalidade com juro real zero. Essa seria a opção mais vantajosa para os entes regionais.
Em outro cenário, com menos exigências e cobrança de juro real de 2% ao ano, a adesão de todos os estados implicaria uma renúncia de quase R$ 794 bilhões em receitas financeiras até 2047, segundo os dados do Tesouro Nacional.
Em ambos os casos, a União passa a ter um ganho de receitas no fim da década de 2040, quando os estados pagarão parcelas maiores que as atuais devido ao alongamento da dívida. Ainda assim, isso é insuficiente para compensar as perdas acumuladas nas mais de duas décadas que precedem essa etapa.
Para obter o benefício máximo (juro zero), os estados precisam abater 20% do saldo devedor mediante entrega de ativos, ou destinar parte do alívio a investimentos em educação, infraestrutura de saneamento, habitação, adaptação às mudanças climáticas, transportes ou segurança pública. É possível também optar por uma combinação intermediária das duas contrapartidas.
Quando fez a divulgação dos impactos do programa no período de cinco anos, o Tesouro incluiu na conta o ganho que teria com a apropriação dos ativos (como ações de empresas estatais ou imóveis), um valor equivalente a R$ 162,5 bilhões. Essa cifra é maior do que a perda de receitas verificada em cinco anos (R$ 157 bilhões). O Tesouro usou esse dado para apontar um suposto lucro com o Propag.
Mas os dados obtidos pela Folha mostram que o ganho é muito menor do que o impacto total da renegociação. Além disso, os cálculos desconsideram o fato de que esses ativos nem sempre representam dinheiro imediato, e a venda pode ocorrer por um preço distinto.
Alguns estados, por sua vez, veem obstáculos à adesão com juro zero, uma vez que a entrega de ativos depende do sinal verde da União. Mas técnicos experientes em contas públicas avaliam que o texto é abrangente e permite enquadrar gastos já realizados pelos estados nos investimentos previstos na lei. Em outras palavras, eles teriam brecha para aderir à modalidade mais vantajosa sem assumir novas obrigações.
A economista Selene Nunes, que atuou na elaboração da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e é especialista em finanças públicas, critica o fato de o Tesouro Nacional não ter divulgado o impacto integral do Propag, sobretudo durante a tramitação do projeto no Congresso.
"Eu acho importante mostrar para os parlamentares, para que eles tenham consciência do que isso representa para o país. Isso certamente impacta o mercado", diz.
Para ela, a ausência de avaliação de impacto durante a tramitação de um projeto é negativa para o cumprimento das regras fiscais. "O Brasil foi precursor de um modelo que combina regras com transparência. Se você solapa a transparência, você impede que os agentes políticos atuem no sentido de cumprir as regras, porque o impacto fica escondido."
A economista afirma que as conversas sobre a dívida dos estados partiram do pleito inicial de revisão do coeficiente de atualização monetária, considerado muito duro pelos estados. "A questão foi escalando no Congresso Nacional. Em alguns casos, a dificuldade [de pagamento] realmente é grande, mas eles alegam que o que está sendo feito por eles ainda é insuficiente. Fica muito complicado. Não dá para tratar todos com equidade e a conta é da União."
Ela ressalta que as projeções mais recentes do próprio Tesouro, que apontam dívida bruta acima de 80% do PIB (Produto Interno Bruto), não incluem os efeitos do Propag. "O que vai acontecer? Você sinaliza para o mercado que vai ter um aumento de dívida ao longo do tempo, e [não há] nenhuma iniciativa do governo para reduzir gasto."
PRAZO PARA ADESÃO AO PROPAG ACABA EM DEZEMBRO
O Propag tem como objetivo renegociar as dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. O texto foi sancionado por Lula em janeiro.
O prazo para aderir ao programa termina em dezembro de 2025.
Na sanção do projeto, Lula manteve um dispositivo que permite federalizar estatais para abater parte do saldo devedor.
Esse é um dos pilares da proposta patrocinada pelo ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que defende a federalização de estatais de Minas Gerais.
- Por Ranier Bragon | Folhapress
- 06 Mar 2025
- 09:31h
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Dos 20 partidos hoje com representação no Congresso Nacional, apenas 5 nunca integraram o primeiro escalão de nenhum dos três governos de Lula (PT), de 2003 a 2010 e de 2023 em diante.
Rival histórico do PT e seu antagonista desde os anos 1980, o PSDB é o principal deles. Depois, vêm os centro-direitistas Podemos e Avante, o centro-esquerdista Solidariedade e o oposicionista Novo.
Dos 15 partidos restantes, os que mais tiveram ministérios nos governos Lula são o próprio partido do presidente, o PT, e o MDB (chamado PMDB até 2017). As duas siglas formaram uma parceria a partir de 2004, rompida no impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e retomada em Lula 3.
Até mesmo o PL de Jair Bolsonaro foi, lá atrás, anos antes da entrada do ex-presidente em seus quadros, integrante dos governos Lula e Dilma, tendo controlado a área de Transportes do governo federal.
Nos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a sustentação de seu governo se deu principalmente pela trinca PSDB-PFL (hoje União Brasil)-MDB.
Após Lula derrotar os tucanos em 2002 e assumir o poder no ano seguinte, ele iniciou seu mandato amparado apenas no apoio do próprio partido e de outras siglas menores de esquerda, como PPS (hoje Cidadania), PSB e PDT.
Já em 2004 Lula fechou a negociação para ingresso no governo de parte do MDB, que havia sido o terceiro maior partido em número de deputados federais eleitos. Ao ser reeleito, em 2006, reforçou o papel dos emedebistas no governo, dobrando de 3 para 6 o número de ministérios da legenda. Na ocasião, os emedebistas haviam eleito a maior bancada para a Câmara.
A busca pelo MDB era uma necessidade tendo em vista que os outros dois partidos peso pesados da época, PSDB e PFL, eram essencialmente de oposição.
A relativa calmaria do segundo mandato renovou a parceria PT-MDB para o mandato seguinte, de Dilma Rousseff.
A petista teve como vice um dos principais líderes dos emedebistas, Michel Temer, além de começar o governo com seis ministros do partido.
Isso não impediu que, com a deterioração de sua relação com o Congresso e a aproximação do impeachment, os principais líderes do movimento fossem do MDB. Além do vice Temer, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que em 2015 havia vencido o candidato de Dilma para o comando da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).
No atual governo Lula, o MDB comanda três pastas. Renan Filho é o ministro dos Transportes, área que nos dois mandatos anteriores de Lula foi do PL. Simone Tebet é a titular do planejamento, pasta que em Lula 1 e 2 sempre foi do PT. Cidades, antigo feudo do PP, está com Jader Filho.
Diferentemente dos dois primeiros governos, em que caminhou basicamente apenas ao lado de MDB e dos outros partidos menores de esquerda, no atual Lula teve que ampliar bastante o leque.
Hoje os ministros de outras legendas e sem vinculação partidária somam mais da metade dos que são filiados ao PT, 26 a 11.
Entre os aliados estão o União Brasil, que tem na sua gênese o DEM, nome pelo qual passou a ser chamado em 2007 o PFL, arquirrival do PT e com origem na Arena, o partido do regime militar (1964-1985).
Outros são o PSD de Gilberto Kassab (que surgiu de uma dissidência do DEM e de outras siglas de direita), o PP, também de origem na Arena, e o Republicanos, que é vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus.
Já os pequenos partidos de esquerda que sempre estiveram com Lula ganharam a companhia, em 2023, da Rede de Marina Silva, e do PSOL, partido criado em 2004 a partir de uma dissidência do próprio PT.
O Brasil tem atualmente 29 partidos políticos, mas um grupo de sete legendas domina o cenário político nacional. Esse G7 concentra 80% das cadeiras do Congresso, 70% dos governos estaduais e das bilionárias verbas eleitorais, além de ser maioria também em prefeituras, Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas.
Puxam esse grupo o PL de Bolsonaro e o PT de Lula. Logo depois, vêm União Brasil, PSD, MDB, PP e Republicanos.
O PSDB, outrora uma potência, sofreu um encolhimento nas urnas nas últimas disputas e, atualmente, negocia uma fusão ou federação com outros partidos.
Solidariedade e Novo foram criados depois de Lula 2. O principal líder do primeiro, o sindicalista e deputado federal Paulo Pereira da Silva, vive uma relação de altos e baixos com o governo. Atualmente, mais de baixos.
"Tem alguns que estão falando 'está desembarcando'. Eu nunca embarquei", disse recentemente Paulinho da Força, como é conhecido.
O partido apoiou a candidatura de Lula, mas depois passou a reclamar de que não recebeu espaço de participação compatível ao empenho demonstrado na campanha.
O Novo é oposição ao PT. Já o Avante (ex-PT do B) sempre transitou na esfera dos nanicos e, por isso, não atraiu o interesse dos petistas.
O Podemos (ex-PTN) da deputada federal Renata Abreu (SP), por sua vez, tem crescido, contando hoje com 15 deputados federais e 4 senadores. A sigla tem em seu quadro políticos tanto de oposição como de maior alinhamento ao governo.
- Bahia Notícias
- 05 Mar 2025
- 18:04h
Foto: Tata Barreto / Riotur
A escola de samba Beija-Flor se sagrou campeã do carnaval carioca deste ano. A escola, oriunda de Nilópolis, na Baixada Fluminense, desfilou na segunda-feira (3), homenageando "Laíla de Todos os Santos”, carnavalesco reconhecido, falecido em 2021, e que ganhou 14 títulos na escola.
Neste ano, Neguinho da Beija-Flor também anunciou a aposentadoria na passarela do samba, após 50 anos.
- João Batista de Castro Júnior tem Doutorado em Língua e Cultura pela UFBA e é professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), onde foi docente e Vice-Coordenador do Mestrado em Letras e Linguagens
- Por João Batista de Castro Júnior
- 05 Mar 2025
- 09:37h
Foto: Reprodução
Na Copa do Mundo de 1982, na estreia do Brasil contra o time da antiga União Soviética, aquela seleção, que é considerada por muitos a melhor de todos os tempos, terminou com uma boa exibição técnica de nossos jogadores na vitória de 2x1. Todavia, o marcador poderia ter sido favorável ao adversário, que abriu a contagem, se o árbitro espanhol Lamo Castillo vergonhosa e acintosamente não tivesse deixado de marcar dois pênaltis claros cometidos pelos jogadores brasileiros. O episódio reforçou um discurso muito murmurado aqui e ali com muita razão pelos comunistas durante a Guerra Fria: “nunca irão deixar a União Soviética ganhar uma Copa”.
A Europa Central, mesmo com certa autonomia para falar certas coisas, mas que nunca disfarçou bem a relação de capatazia política e ideológica, sobretudo naquela época, fazia o jogo dos EUA: se os ianques não sabiam jogar futebol, a acirradíssima disputa esportiva nos jogos olímpicos, sobre qual regime econômico era mais capaz de produzir campeões saudáveis, não seria decidida pela habilidade soviética no futebol, pois já bastava a inquestionável superioridade no campo da literatura, sem similar ontem, hoje e, posso vaticinar, no futuro em terras norte-americanas. Afinal, não se produzem Dostoievskis, Tolstois, Gorkis etc com espetáculos de cassino.
Esse pequeno respigo geopolítico, que atravessa a disputa, surpreendentemente nunca é percebido por certos críticos brasileiros de cinema, sempre ciosos de conhecerem, de cabeça, datas, nomes e sobrenomes dos artistas, além de se deleitarem em simplesmente repetir fofocas que leram pela imprensa de língua inglesa, pululando de entusiasmo que lembra o de uma criança que vai à primeira vez à Disneylândia. Pra ficar mais fácil essa compreensão: é como se o cinema fosse um desfile de modas (embora Hollywood não deixe também de sê-lo) em que o trabalho crítico se limitasse a analisar o que se desenrola na passarela sem nunca se perguntar sobre o que estranhamente ficou fora dela.
Com certa ingenuidade terceiro-mundista, esse tipo de crítico brasileiro parece ainda teimar em acreditar que aquela frase em latim, “ars gratia artis”, que aparece acima do leão que ruge na abertura dos filmes da Metro-Goldwyn-Mayer, traduzível como “a arte mira exclusivamente produzir prazer estético” – copiada de “L’art pour l’art”, de Baudelaire –, seja de fato a melhor leitura para as votações que ditam os ganhadores do Oscar.
O filme “Anora” – que, não se pode esquecer, é dirigido por um estadunidense, e não por um russo – não esconde a velha cortina ideológica de enaltecimento dos valores ianques que, em realidade, enfrentam avançada corrosão pela deterioração econômica e fiscal, com consequente ameaça futura a seu capital geopolítico, pelas condições cada vez mais indignas de trabalho e saúde para os próprios americanos, e ainda pelo consumismo destrutivo da Natureza e por suas licenças morais, sendo estes dois últimos os principais argumentos que os russos – falando nesse ponto por toda a Ásia e Oriente de um modo geral – sempre brandiram no campeonato discursivo travado com os EUA.
Quando “Anora” retrata então que até oligarcas russos se esbaldam com o que o capitalismo-raiz dos EUA ainda pode oferecer, desde que se tenha muito dinheiro para torrar, a ideologia carregada por uma Hollywood cada vez mais decadente, e já sem o glamour das décadas de 1950-1970, se sentiu representada e contemplada.
O ponto alto do filme, que pode ter passado despercebido, nem é aquele “plot twist” do final, mas sim a alegria esfuziante do personagem Ivan “Vanya” Zakharov, filho de um bilionário russo, em poder possuir a cidadania americana. Ou seja, ali se pretende a Rússia em humilhante capitulação de joelhos perante tio Sam, levada ao extremo quando o padrinho russo Toros, interpretado por Karen Karagulian, nascido na União Soviética, que injustamente não foi nem ao menos indicado ao prêmio de melhor ator, constata que a nova geração que vive nos EUA não dá importância alguma aos valores tradicionais de que tanto se orgulha a pátria-mãe.
Hollywood realmente não tolera Trump, que passa como um trator até sobre seus aliados, mas nem por isso deixa de ser trumpista em gostar de vender suas mercadorias e seus valores como bom comerciante que todo ianque é. Portanto, um herdeiro russo bilionário infantilizado sob o poder das drogas, incapaz de conquistar alguma americana de “boa estirpe”, mas que aparece comprando o desprezível amor de uma prostituta que mora no subúrbio ferroviário, é um presentaço para um império que vive às tontas por estar em declínio.
Nessas horas, esse fio temático tem que passar à frente de qualquer outra produção, por mais bela e refinadamente artística que seja, tal como “Ainda estou aqui”, capitaneada pela deslumbrante atuação de Fernanda Torres, como há muito tempo não se vê nas películas nativas dos EUA. O filme nacional está de parabéns. Ao contrário de “Anora”, inspira profunda paz e elegante dignidade ao mostrar a resistência emocional de uma mulher recimentando, com as lágrimas do silêncio, os tijolos familiares, para evitar desagregação, e mostra que há poética possível na superfície mesmo com os uivos vindos dos porões da brutalidade mais sórdida.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2025
- 08:23h
Foto: Reprodução/Instagram
A influenciadora Aritana Maroni, ex-MasterChef Brasil e ex-participante da A Fazenda, foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante o Carnaval de Salvador, na madrugada desta segunda-feira (3).
De acordo com informações do g1, o registro da prisão não detalha o tipo nem a quantidade exata da droga encontrada com a influenciadora. A Polícia Civil confirmou a prisão, mas não forneceu mais informações, pois o caso está sob sigilo.
Ainda segundo o portal, Aritana estava acompanhada de duas amigas quando foi abordada durante o desfile de um bloco no Circuito Dodô (Barra-Ondina). Até a última atualização desta reportagem, a assessoria da influenciadora não havia se pronunciado sobre o caso.
- Por Folhapress
- 03 Mar 2025
- 12:24h
Foto: Michel Alvim/ Secom-MT/ Divulgação
O município de Poconé, a 105 km de Cuiabá, em Mato Grosso, registrou um tremor de terra de magnitude 4,5 na escala Richter na manhã deste sábado (1º), de acordo com a RSBR (Rede Sismográfica Brasileira). O abalo sísmico, disse a instituição, foi sentido pela população.
Conforme a RSBR, o tremor teve intensidade moderada. Quando isso acontece, o fenômeno pode ser sentido pelas pessoas em casa, e objetos como louças e vidros podem vibrar. O registro em Poconé ocorreu às 6h14 de sábado (horário de Brasília).
"Essa região do pantanal é uma região de afinamento litosférico, e, sendo assim, é uma região em que os esforços acumulados pelos processos tectônicos são liberados com maior facilidade", disse o professor Marcelo Peres Rocha, do Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), em nota.
Até então, o último tremor em Mato Grosso havia sido registrado em janeiro deste ano em Barão de Melgaço (a 110 km de Cuiabá), conforme a RSBR. A magnitude havia sido de 1,9 na Escala Richter.
Tremores de terra e terremotos podem ser considerados sinônimos. Porém, há um entendimento de chamar de tremores de terra os terremotos de menor magnitude, sem grandes estragos.
- Por Bianca Andrade / Laiane Apresentação
- 03 Mar 2025
- 08:45h
Foto: Divulgação
O filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, protagonizado por Fernanda Torres, deu ao Brasil um troféu inédito do Oscar neste domingo (2).
“Obrigado, em primeiro lugar, em nome do cinema brasileiro, em um grupo tão fantástico de cineastas. Eu dedico esse prêmio a uma mulher que, depois de uma perda durante a ditadura, decidiu não se curvar e resistir. Esse prêmio é dedicado à Eunice Paiva. E eu dedico esse prêmio às duas mulheres extraordinárias que deram vida à ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse Walter Salles em discurso após receber a premiação.
A produção, que traz Fernanda Torres como Eunice Paiva, venceu na categoria “Melhor Filme Internacional”, em uma disputa contra A Garota da Agulha (Dinamarca), Emília Pérez (França), Flow (Letônia) e A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha).
Ao longo dos anos, o Brasil já tinha sido indicado ao Oscar por 13 vezes, porém nunca tinha levado a estatueta. A primeira indicação feita no Brasil foi em 1960, com "Orfeu Negro", que se tornou uma das maiores sensações brasileiras. Porém, o prêmio foi para a França - apesar de ser gravado em português, no Brasil e por atores brasileiros -, por ter o diretor francês.
O filme “Ainda Estou Aqui”, que estreou no Brasil em novembro, e ganhou datas ao redor do mundo, passou de R$ 100 milhões em bilheteria, se tornando a 5ª maior de um filme brasileiro. De acordo com dados da Comscore Movies e Box Office Mojo, a produção de Walter Salles já levou mais de 5 milhões de pessoas ao cinema.
AJUDA DE SALVADOR NA CAMPANHA PARA O OSCAR
A capital baiana teve uma participação especial na corrida do longa 'Ainda Estou Aqui' rumo ao Oscar. Salvador foi a primeira cidade a exibir o longa de Walter Salles. O filme entrou em cartaz no dia 19 de setembro no Cine Glauber Rocha e permaneceu até o dia 25, registrando um total de 2.800 pessoas em 14 sessões.
A estreia especial em Salvador foi necessária para que o filme se tornasse elegível no Oscar. Para participar da premiação, o longa precisava estrear nos cinemas entre 1º de novembro de 2023 a 30 de setembro de 2024.
O longa se tornou o filme brasileiro mais assistido da Bahia em 2024. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção, dirigida por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, também é o filme mais assistido de Salvador no ano.
Na capital, ‘Ainda Estou Aqui’ atraiu mais de 50 mil espectadores a salas de exibição, com cerca de 706 sessões realizadas até 27 de novembro.
- Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 11:09h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, no sábado (1º), que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi "humilhado" pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro recente. A reunião, realizada na sexta-feira (28), tinha como objetivo discutir uma possível solução para o conflito entre Ucrânia e Rússia, mas terminou em um acalorado bate-boca diante da imprensa internacional. As informações são da Agência Brasil.
“Acho que o Zelensky foi humilhado. Na visão de Trump, ele merecia isso”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas em Montevidéu, no Uruguai, onde participou da posse do novo presidente do país, Yamandú Orsi.
No encontro, Trump repreendeu Zelensky, acusando-o de ser "desrespeitoso" com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após o líder ucraniano sugerir que os EUA poderiam se arrepender no futuro de fechar um acordo com a Rússia para encerrar a guerra.
O confronto entre os dois líderes expôs as tensões entre os aliados tradicionais dos Estados Unidos e da Europa. Após o episódio, líderes europeus manifestaram apoio a Zelensky, evidenciando uma crescente divisão entre as potências ocidentais desde o retorno de Trump ao cenário político.
- Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 09:07h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Arquivo
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) informou no sábado (1º) que um homem, de 52 anos, tentou invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (26). Segundo a corporação, o suspeito teria "proferido diversas ameaças, ofensas e hostilizações" contra ministros da corte durante a ação.
O indivíduo, identificado na cidade de Samambaia, região administrativa do DF, foi localizado durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar.
De acordo com a polícia, o homem apresentava comportamento agressivo e resistiu à abordagem, além de desacatar os agentes. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de resistência e desacato.
A PC-DF destacou que, durante a busca, foram encontrados artefatos para a fabricação de bomba caseira e "bilhetes confirmando as suas intenções violentas".
"Além disso, foi apreendido um casaco de uso exclusivo da Polícia Militar do DF, utilizado indevidamente pelo acusado, um aparelho celular e um computador", informou a Polícia Civil em nota.
No final da tarde de sábado, a PC-DF informou que o homem foi liberado após prestar depoimento. As investigações prosseguem na busca por mais informações que corroborem com o crime de apologia ao crime e de ameaças às autoridades.