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- Bahia Notícias
- 09 Jul 2025
- 15:51h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, morreu em decorrência de múltiplos traumas provocados por uma queda de altura. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a causa imediata da morte foi hemorragia interna gerada por lesões poliviscerais e politraumatismo — danos típicos de impacto com alta energia cinética.
Juliana sobreviveu por, no máximo, 15 minutos após o impacto, segundo estimativa dos peritos. Apesar disso, o documento não descarta que a vítima tenha passado por um período de sofrimento físico e psíquico antes da morte efetiva.
“Pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”, diz um trecho do laudo pericial publicado pelo g1.
A publicitária havia desaparecido após cair durante uma trilha na Indonésia. O corpo só foi encontrado quatro dias depois. Antes do translado para o Brasil, peritos indonésios já haviam realizado um primeiro exame cadavérico, que apontava que Juliana morreu 20 minutos após a queda, sem apresentar sinais de hipotermia. No entanto, o documento não esclarecia com exatidão o momento em que o impacto aconteceu.
Com a conclusão do laudo brasileiro, a polícia agora tenta esclarecer em que circunstâncias a queda ocorreu e se houve negligência ou omissão por parte de pessoas envolvidas no passeio com Juliana.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 09 Jul 2025
- 13:50h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Com votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (8) o projeto de lei que aumenta a pena pelo furto ou roubo de cabos, fios e equipamentos relacionados à geração de energia elétrica e telecomunicações. Os deputados rejeitaram as emendas que haviam sido aprovadas no Senado, e agora o projeto segue para sanção presidencial.
De acordo com o texto aprovado na Câmara, a pena por furto de cabos, fios e equipamentos relacionados à geração de energia elétrica passará de reclusão de 1 a 4 anos para 2 a 8 anos, envolvendo também materiais ferroviários ou metroviários. Para o roubo desses bens, a pena de reclusão de 4 a 10 anos será aumentada de 1/3 à metade.
A reclusão de 2 a 8 anos será aplicável também quando o furto for de quaisquer bens que comprometam o funcionamento de órgãos da União, estado, município ou estabelecimentos públicos ou privados que prestem serviços públicos essenciais. Caso ocorra roubo desses bens, a pena de reclusão de 4 a 10 anos passa para reclusão de 6 a 12 anos.
Nesses casos, os aumentos de pena envolvem vários outros tipos de serviços, como saneamento básico ou transporte. O projeto também possui um dispositivo para suspender obrigações regulatórias das concessionárias e extinguir processos administrativos quando o fato decorrer das situações de furto de cabos, conforme regulamento.
O texto apresentado pelo relator, deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), aumenta ainda a pena para o crime de receptação de fios, cabos e equipamentos tratados no projeto. A receptação envolve ações como comprar, guardar, ocultar ou vender o material. A pena variável de 1 a 8 anos será aplicada em dobro, conforme se tratar de receptação simples ou qualificada.
Quanto ao crime de interromper serviço de telecomunicação, impedir ou dificultar seu restabelecimento, atualmente com pena de detenção de 1 a 3 anos, o projeto aprovado pela Câmara prevê a aplicação em dobro se isso ocorrer por causa da subtração, dano ou destruição de equipamentos na prestação desses serviços.
- Por Aline Gama
- 09 Jul 2025
- 11:47h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento a um recurso do Estado da Bahia que buscava centralizar a gestão dos pagamentos de aposentadorias e pensões de magistrados sob o controle do Poder Executivo. O caso, analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, reforçou a autonomia administrativa e financeira do judiciário. Segundo o documento, a decisão se alinha a precedentes da Corte que protegem a independência dos Poderes. A decisão foi unânime.
O conflito teve início quando o Estado da Bahia determinou a migração da folha de pagamento dos magistrados inativos do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para a Superintendência de Previdência do Estado (Suprev), órgão vinculado ao Executivo. A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) e a Associação dos Magistrados Aposentados da Bahia (Amap) impetraram um Mandado de Segurança preventivo, argumentando que a medida violava a autonomia constitucional do judiciário. O TJ-BA acatou o pedido, determinando que a gestão permanecesse sob responsabilidade do próprio tribunal, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
O Estado recorreu ao STF, afirmando que a Constituição Federal exige um único órgão gestor para o regime previdenciário de servidores públicos, abrangendo todos os Poderes. A defesa alegou que a regra visa à racionalização administrativa. Além disso, sustentou que a autonomia do judiciário não justificaria uma gestão separada para magistrados aposentados.
O ministro Alexandre de Moraes, na decisão, citou jurisprudência consolidada do STF em casos semelhantes, como ações envolvendo a autonomia do Ministério Público, em que a Corte já havia garantido que órgãos com independência constitucional, como Judiciário e MP, não podem ter suas estruturas financeiras e administrativas submetidas ao controle do Executivo. O relator ressaltou que a transferência da folha de pagamento para a Suprev representaria uma ingerência indevida, criando um "segundo controle" sobre o judiciário, já que os atos de aposentadoria já são fiscalizados pelo Tribunal de Contas.
A decisão do STF manteve a gestão dos benefícios previdenciários dos magistrados baianos sob responsabilidade do TJ-BA.
- Por Victoria Azevedo, Marianna Holanda e Raquel Lopes | Folhapress
- 09 Jul 2025
- 09:43h
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados
O relator da PEC da Segurança na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), retirou do texto o trecho que permitia que o governo federal pudesse coordenar exclusivamente as normas gerais da segurança pública, de defesa social e do sistema penitenciário.
Inicialmente, o governo havia proposto que a competência de criar normas gerais caberia exclusivamente ao Poder Executivo. Com o relatório, Mendonça Filho propõe que isso continue sendo competência da União junto dos estados e municípios.
A PEC, elaborada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, visa reforçar a atuação do governo federal na área, estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país. O governo Lula (PT) afirma que o texto não prevê interferência na autonomia dos estados.
"Ao meu ver, [o trecho considerado inconstitucional] conflita com o pacto federativo, ia de encontro a cláusula pétrea", disse Mendonça em entrevista coletiva na Câmara.
"Governadores de posições ideológicas e partidárias distintas tiveram sempre manifestação em defesa da autonomia e dos estados, da preservação do pacto federativo e do principio do federalismo brasileiro", completou, se referindo às audiências sobre o tema na CCJ.
Em seu relatório Mendonça disse, a respeito do artigo: "Medidas centralizadoras, como a ora examinada, violam a identidade do arranjo federativo previsto para a segurança pública e devem ser inadmitidas de pronto".
O deputado apresentou o relatório ao presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a Lewandowski.
Segundo relatos, a conversa foi em bons termos e o ministro, ainda que prefira o texto que enviou ao Congresso, compreendeu a mudança.
Ainda não houve definição sobre a criação de uma comissão especial para analisar a PEC -o tema deve ficar para o próximo semestre.
O relatório deve ser apreciado pela CCJ, nesta quarta-feira (9). Há expectativa de pedido de vista por algum parlamentar, o que adiaria a votação para a próxima semana, anterior ao recesso parlamentar.
Sendo aprovado, segue tramitando na Câmara dos Deputados, quando Motta definir a indicação de membros para uma Comissão Especial.
Mendonça já vinha defendendo a autonomia de estados e municípios, e chamou a atenção para o uso da palavra "coordenação" na legislação que instituiu o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), em 2018, e que também aparece no texto da PEC. Para o relator, isso muitas vezes significa "comando" na prática.
A PEC é uma das principais apostas da gestão Lula na área da segurança pública. O texto sugere que o Susp se torne algo como o SUS (Sistema Único de Saúde). A ideia inicial do projeto é dar à União o poder de estabelecer diretrizes gerais de política de segurança pública e penitenciária.
A leitura do parecer da PEC era um dos testes antecipados por governistas nesta semana, em meio à crise com parlamentares em torno da derrubada dos decretos que alteraram as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O relator, que faz oposição ao governo Lula, já tinha sinalizado em seus discursos que faria alterações no texto. Ele tem dito que não é possível combater o crime organizado a partir de Brasília, mostrando preocupação com a centralização da coordenação da segurança pública pelo governo federal.
Alinhado à direita em temas ligados à segurança, o centrão poderia dificultar a vida do governo. Mas um governista disse à reportagem que o relatório de Mendonça não deve enfrentar resistência de parlamentares da base aliada se for somente essa mudança proposta. Ele avalia que se essa for a única mudança ao texto o governo poderá até mesmo orientar favorável ao parecer na votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Há um consenso entre Legislativo e Executivo de que o tema da segurança será um dos principais da campanha no ano que vem, então parlamentares querem legislar sobre o tema, ainda que numa perspectiva distinta do governo federal. Com as modificações propostas pelo relator, o texto deve ser aprovado e seguir para uma comissão especial.
- Por Folhapress via BahiaNotícias
- 08 Jul 2025
- 07:34h
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), criticou nesta segunda-feira (7) o volume de emendas parlamentares no Brasil durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
"A sociedade brasileira precisa discutir qual é o modelo que vai fazer com que o Brasil construa um futuro melhor para os brasileiros. É esse modelo em que nós pegamos quase metade do Orçamento livre de uma nação e se aplica em um efeito aerossol de emendas parlamentares?", questionou.
Ele afirmou também: "Em que lugar do mundo existe esse modelo onde se pega quase metade do Orçamento livre de uma nação e, ao invés de se aplicar em logística, em reduzir custos estruturais, apostar em ciência, tecnologia, educação e saúde, se pulveriza?"
A declaração foi feita em resposta a pergunta sobre a influência dos repasses financeiros aos parlamentares na articulação de pautas entre Executivo e Legislativo.
A afirmação ocorre em um momento tenso na relação entre o governo Lula e o Congresso Nacional. Há duas semanas, o Legislativo derrubou decreto que aumentava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Governistas vêm tentando explorar o conflito. Eles têm inundado suas redes sociais com a retórica da luta entre pobres e ricos, cenário em que o presidente da República estaria entrando em choque contra poderosos interesses empresariais e financeiros.
No discurso capitaneado pelo PT, estimulado pelo Planalto e disseminado por perfis alinhados, a campanha é formada em boa parte por vídeos produzidos por inteligência artificial e tem como mote a defesa da "taxação BBB", em referência a "bilionários, bets e bancos" -grupos que formariam um poderoso lobby em parceria com o centrão e a direita no Legislativo.
Rui Costa minimizou as dificuldades no Legislativo, citou vitórias do governo em votações e disse que "não dá para jogar dois anos fora" nem afirmar que "foi tudo ruim".
O chefe da Casa Civil também afirmou que acha possível reestabelecer uma relação com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após os desgastes.
"Essa semana é o momento de voltar a sentar com os líderes", disse.
Na entrevista na TV Cultura, o chefe da Casa Civil também foi questionado sobre o projeto aprovado em junho no Congresso que aumentou o número de deputados na Câmara. Ele disse que é "pouco provável" que o presidente Lula sancione a lei.
O presidente pode deixar de sancionar a nova legislação -evitando um desgaste junto ao eleitorado-, o que delegaria a medida para o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre.
Rui Costa também falou sobre a relação com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e negou atritos com o colega. "Nós podemos ter, e tivemos em algum momento, opiniões aqui e ali diferentes, o que é natural."
Também descartou que haja problemas de comunicação dele com outros ministros.
- Por Luciana Cavalcante | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 16:24h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um dos elevadores do Hospital Oncológico Infantil despencou deixando seis profissionais de saúde feridos, em Belém, na noite deste sábado (5).
Havia 11 profissionais no elevador; seis se feriram. A informação é do sindicato dos auxiliares técnicos de enfermagem do Pará.
Acidente aconteceu no horário da troca de plantão, por volta das 23h. "O elevador travou no quinto andar e despencou. Ele só parou porque a porta caiu e travou entre o terceiro e o quarto andar. Se não fosse isso a situação seria ainda pior", disse Marly Groeff, presidente do sindicato.
Imagens gravadas pelos profissionais de saúde mostram o desespero de quem estava no elevador após o resgate. "Nós acompanhamos para que recebessem atendimento no próprio hospital com dores nas costas, pernas. Uma delas foi atendida no pronto socorro e encaminhada para fazer exames porque estava com muita dor no joelho, além de todo abalo emocional", afirma Groeff.
Feridos trabalham no primeiro andar do hospital, mas precisaram ir para outro por conta de problemas no ponto eletrônico. O sindicato registrou uma ocorrência no Ministério Público do Trabalho.
O UOL entrou em contato com governo do estado e aguarda um posicionamento. A matéria será atualizada quando houver retorno.
- Por Catarina Scortecci | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 14:28h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Duas pessoas morreram na tarde deste sábado (5) em um acidente envolvendo um carrinho elétrico no Mátria Parque de Flores, localizado na Rodovia ERS-235, em São Francisco de Paula (a cerca de 113 quilômetros de Porto Alegre), no nordeste do Rio Grande do Sul.
As vítimas são um homem e uma mulher de 61 anos, de Porto Alegre. Elas não tiveram os nomes divulgados pela Polícia Civil, que apura o caso. A polícia foi acionada pelo parque por volta das 16h30.
Segundo o registro policial, as mortes ocorreram com a queda de um carrinho elétrico recreativo de aluguel em um dos lagos do parque. Não há informação sobre quem conduzia o carrinho no momento do acidente.
"As circunstâncias do fato serão apuradas no curso do inquérito policial, incluindo a investigação de falhas técnicas, análise de imagens e oitivas de testemunhas", informou a delegada Fernanda Aranha.
Segundo ela, a perícia criminal foi acionada e houve a apreensão do carrinho elétrico. Os corpos das vítimas seguiram para necropsia.
O perfil do parque no Instagram informa que o local oferece carrinhos, scooters e bicicletas elétricas para locomoção dentro do espaço.
Em uma rede social, o parque publicou uma nota na qual relata "com profundo pesar que ocorreu um acidente envolvendo um veículo dentro das dependências do parque".
"Desde os primeiros instantes, nossa equipe prestou todo o suporte necessário às pessoas envolvidas, além de acionar e colaborar de forma imediata e integral com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos", continua a nota.
Também informa que o local foi fechado neste domingo. A reportagem não conseguiu falar com a administração do estabelecimento.
"Neste momento de dor, expressamos nossa mais sincera solidariedade às famílias impactadas por esse episódio tão triste. Compartilhamos o sentimento de luto e nos colocamos à disposição para o que for necessário", diz.
O site do parque, que fica na região dos Campos de Cima da Serra, afirma que o local é "o maior parque de flores das américas" com "30 jardins diferentes inspirados nas artes e no mundo botânico". Também há dois restaurantes e é possível realizar eventos no local.
- Por Folhapress
- 07 Jul 2025
- 12:20h
Foto: Fernando Frazão / EBC
Como parte da estrutura de segurança para a cúpula do Brics, que acontece no Rio de Janeiro, a Polícia Federal colocou em operação um esquema de segurança com atiradores de elite (snipers) em prédios próximos ao Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo.
Segundo a PF, a principal função dos agentes é a de buscar e neutralizar ameaças no perímetro do evento.
"A atuação desses especialistas exige treinamento contínuo e aprimoramento constante. Eles dedicam grande parte de seu tempo ao desenvolvimento das habilidades necessárias para desempenhar essa função complexa, que demanda uma série de requisitos técnicos e táticos para sua execução eficaz", afirmou a corporação em comunicado divulgado neste domingo (6).
Com a presença de chefes de Estado e de governo de mais de 20 países, a 17ª Cúpula do Brics transformou o Rio de Janeiro em zona de segurança máxima no período do evento, de 5 a 8 de julho. A operação, que conta com mais de 20 mil agentes das Forças Armadas e de forças de segurança estaduais, inclui o fechamento temporário do aeroporto Santos Dumont, no centro, neste domingo (6) e nesta segunda-feira (7).
No sábado, a FAB (Força Aérea Brasileira) interceptou três aeronaves que sobrevoavam a área restrita delimitada pelo Brasil durante a cúpula.
Duas aeronaves foram interceptadas para verificação de dados do voo e autorizações. Os modelos não foram especificados pela Aeronáutica.
Os comandos das aeronaves foram orientados a mudar a rota e seguiram acompanhados por caças A-29 Super Tucano, destacados para atuar contra riscos à segurança do evento.
- Bahia Notícias
- 07 Jul 2025
- 10:30h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A ex-modelo Cristina Mortágua, ícone dos anos 1990 e ex-musa do carnaval, foi internada em uma clínica psiquiátrica após sofrer um surto psicótico. A informação foi confirmada neste domingo (6) pela própria família da artista, em um comunicado divulgado nas redes sociais.
De acordo com o texto, Cristina apresentou comportamento “descontrolado” nos últimos dias e chegou a ferir “emocional e fisicamente pessoas próximas, incluindo familiares”. A nota relata ainda que ela vinha fazendo uso de medicamentos por conta própria, o que teria agravado sua condição mental.
“Diante da gravidade da situação, a família tomou a difícil, porém necessária, decisão de interná-la em uma clínica psiquiátrica, onde está recebendo os cuidados médicos adequados. Estamos priorizando sua recuperação com todo o carinho e responsabilidade”, diz um trecho do comunicado.
Nos últimos meses, Cristina já havia demonstrado sinais de instabilidade emocional em publicações nas redes sociais. Em uma delas, chegou a anunciar a própria morte e, em outra ocasião, afirmou ter sido expulsa de casa por familiares. A situação despertou preocupação entre fãs e seguidores.
A ex-modelo também fez desabafos públicos envolvendo conflitos familiares. Em uma postagem recente, Cristina acusou a própria mãe de comportamento abusivo e relatou episódios de abandono emocional. “Ela está chamando meu filho de viadinho e dizendo que é bem feito ele não arrumar emprego... Estou fraca, preciso dormir, pelo amor de Deus. Me ajudem”, escreveu em um dos relatos.
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 07 Jul 2025
- 08:13h
Foto:Fernando Frazão / Agência Brasil
Os líderes do Brics manifestaram apoio à presidência de Dilma Rousseff no NDB (Novo Banco de Desenvolvimento) na declaração final da cúpula no Rio de Janeiro, divulgada neste domingo (6). O elogio público ocorre em meio a críticas à gestão da brasileira.
Dilma foi reconduzida no comando do banco do Brics para um mandato de cinco anos após articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ela fosse indicada pela Rússia. A ex-presidente do Brasil, que assumiu a chefia do banco em março de 2023, no lugar de Marcos Troyjo, deve sua posição, agora no segundo mandato, ao autocrata Vladimir Putin.
"Apoiamos plenamente a liderança da presidente Dilma Rousseff, cuja recondução recebeu forte apoio de todos os membros, e saudamos o firme progresso do banco em direção à sua consolidação como uma instituição global para o desenvolvimento e a estabilidade", diz trecho do comunicado.
"Essa trajetória reflete nosso compromisso compartilhado de fortalecer mecanismos financeiros que promovam o desenvolvimento inclusivo e sustentável no Sul Global [termo em referência aos países emergentes]", acrescenta.
Dilma é alvo de críticas por má gestão na instituição desde que assumiu o comando do banco do Brics. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a brasileira deixou um rastro de metas atrasadas, relatos de assédio moral e demissões –ao menos 46% dos funcionários brasileiros (14) deixaram o NDB no período.
Nos bastidores, a situação é descrita como disfuncional e de paralisia, com acusações de atraso no cumprimento da maioria das metas estratégicas para o período 2022-2026.
No comunicado, os líderes dizem que o banco do Brics –criado em 2014– "se prepara para embarcar em sua segunda década de ouro de desenvolvimento de alta qualidade". "Reconhecemos e apoiamos seu crescente papel como um agente robusto e estratégico de desenvolvimento e modernização no Sul Global", diz o documento.
No texto, os países ressaltam a capacidade do banco de "mobilizar recursos, fomentar a inovação, expandir o financiamento em moeda local, diversificar as fontes de financiamento e apoiar projetos impactantes que promovam o desenvolvimento sustentável, reduzam a desigualdade e promovam investimentos em infraestrutura e integração econômica."
No Brasil, Dilma anunciou que foram aprovados US$ 6,3 bilhões em financiamento para 29 projetos no país. Segundo ela, desse montante, US$ 4 bilhões foram desembolsados.
Na ocasião, a brasileira afirmou que uma das metas do banco é aumentar o volume de captação e financiamento em moedas locais para fortalecer os mercados domésticos.
Os países do Brics disseram também apoiar "firmemente" a expansão adicional do número de membros do NDB. Na reunião anual do banco, no Rio, a presidente anunciou a aprovação da entrada da Colômbia e do Uzbequistão. O NDB passa a contar com 11 membros –além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já se somaram os Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Egito e Argélia.
"Reconhecemos e incentivamos a contínua expansão do seu número de membros e o fortalecimento de sua estrutura de governança, que aumentam a resiliência institucional e a eficácia operacional, para continuar a executar seu propósito e funções de forma justa e não discriminatória", afirma trecho da declaração.
- Por Laura Intrieri | Folhapress
- 06 Jul 2025
- 08:30h
Foto: Lula Marques/Agência PT
O PT chega às eleições internas neste domingo (6) enfrentando ao menos dois desafios estruturais: o envelhecimento de seus filiados e a concentração de seu poder em governos de estaduais no Nordeste.
Pessoas de até 34 anos representam apenas 8,32% dos filiados, segundo levantamento feito pela Folha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2010, essa faixa etária compunha 25,46% dos militantes petistas --uma redução de 17,14 pontos percentuais em 14 anos. No mesmo período, o conjunto dos partidos brasileiros perdeu cerca 10 pontos percentuais de filiados nesse estrato, indo de 19,31% a 9,36%.
O partido tem quatro candidaturas para o comando da direção nacional: o favorito, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e apoiado pelo presidente Lula; Valter Pomar, Romênio Pereira e o deputado federal Rui Falcão (SP).
A disputa ocorre enquanto partido de Lula, mesmo tendo reconquistado o Palácio do Planalto, opera com uma estrutura partidária profundamente transformada por quase uma década de crises.
As lideranças, por outro lado, não foram renovadas de modo a acompanhar e responder a tais mudanças, de acordo com Marco Antônio Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).
"O PT certamente passa por um processo de envelhecimento, e isso é percebido porque os principais nomes do partido hoje em dia ainda são os que participaram da própria fundação do PT. Naquela época, eles eram 'os jovens' da legenda", diz.
Dados obtidos pela coluna Painel mostram que o pleito da legenda terá 4,3% dos candidatos com menos de 30 anos --os comandos estaduais e municipais também serão escolhidos neste domingo.
O PL, partido de Jair Bolsonaro (PL), que abriga figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira, teve um respiro e, de 2022 a 2024, elevou a fatia de filiados com menos de 34 anos de 7,48% para 9,1%.
A Operação Lava Jato marca um divisor de águas na trajetória do PT. Entre 2014 e 2018, o partido perdeu a presidência com o impeachment de Dilma Rousseff, viu sua bancada federal cair de 68 para 56 deputados --o menor número desde 1998-- e perdeu o governo de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país.
A queda foi ainda mais expressiva considerando que o PT havia atingido seu recorde de 91 deputados federais em 2002, no primeiro ano de governo Lula.
A volta de Lula à Presidência foi uma vitória, mas, considerando-se os governos estaduais, a legenda, que já governou 23,7% da população brasileira, hoje administra 14,6%, sem nenhum estado fora do Nordeste.
Mesmo com o retorno do petista ao Palácio do Planalto, a bancada federal se recuperou apenas parcialmente, com 67 deputados em 2022. Fortaleza é a única capital com prefeito do PT: Evandro Leitão, um político egresso do PDT.
"A paulada da Lava Jato foi forte e o PT vai sentir isso durante muito tempo, ainda mais porque não se renovou", avalia Teixeira.
No Congresso, episódios recentes expõem a dificuldade com o encolhimento da bancada. Nas votações sobre o aumento do IOF, partidos com 14 ministérios se uniram à oposição e votaram contra o governo.
Os 383 votos a favor da derrubada dos decretos de Lula contaram com mais da metade dos votos de PP (que deu 100% dos seus votos contra Lula), União Brasil (97% da bancada), Republicanos (95%), MDB (93%) e PSD (60%).
Entre os partidos de esquerda, 94% da bancada do PDT votou contra o governo. No PSB de Alckmin, a rebelião ficou em 60%.
A sucessão de Lula quando o petista deixar a política permanece uma incógnita. Não há consenso em torno de figuras já cotadas para assumir o lugar, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O envelhecimento do partido permitiu que a geração fundadora mantivesse controle sobre a máquina partidária, bloqueando renovações genuínas, de acordo com o professor da FGV.
"Pensar no futuro pós-Lula é urgente, mas, quando você vê lideranças novas, quem são? A [vereadora] Luna Zarattini, aqui em São Paulo, que vem de uma família de políticos [neta do ex-deputado Ricardo Zarattini (1935-2017)]. O [vereador de Belo Horizonte] Pedro Rousseff, sobrinho da Dilma", diz.
"O PT teve dificuldade de ingressar naquilo em que a juventude hoje está dialogando, que são as redes sociais, o TikToks, o Instagram", aponta Teixeira.
Ele aponta que, enquanto isso, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e coletivos como o movimento negro capturam a atenção dos mais novos com pautas específicas.
"Os movimentos da esquerda têm mais essa característica de trabalhar com as identidades, enquanto os movimentos mais da direita são mais temáticos. O debate do empreendedorismo, por exemplo, que hoje pega muito jovens, principalmente por conta do trabalho com aplicativo, não é um debate liderado pelo PT", afirma o professor.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 16:37h
Foto: Victor Piemonte/STF
Dois dias depois de o governo, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), oito partidos decidiram protocolar ação com objetivo contrário, o de assegurar a validade da decisão tomada pelas duas casas do Congresso.
A ação protocolada por União Brasil, Republicanos, Progressistas, PSDB, Solidariedade, Podemos, PRD e Avante busca fazer com que o Supremo Tribunal Federal reconheça que o Congresso Nacional agiu dentro dos limites constitucionais ao barrar o decreto presidencial que reajustou as alíquotas do IOF.
Os partidos afirmam que a ação busca “evitar decisões judiciais conflitantes” em instâncias inferiores e garantir “segurança jurídica” para empresas, consumidores e agentes do mercado de crédito.
Assim como havia acontecido com a ação protocolada pelo Psol para reverter a derrubada do decreto pelo Congresso, e com a iniciativa da AGU no mesmo sentido, a iniciativa conjunta dos oito partidos também deve ser direcionada ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro foi sorteado inicialmente para ser o relator da ação impetrada pelo Psol.
A ação que será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes passou a contar também com a participação do PL. O partido pediu para integrar, como terceira parte interessada, a ação do governo no STF contra a decisão do Congresso. A legenda solicitou, nesta quinta (3), o seu ingresso como amicus curiae (ou amigo da Corte).
O partido justificou que deveria ser aceito no processo pois conta com ampla representação no Congresso Nacional. Além disso, segundo a sigla, a figura do amicus curiae “revela-se como instrumento de abertura do Supremo Tribunal Federal à participação popular na atividade de interpretação e aplicação da Constituição”.
A figura do amicus curiae, embora não seja parte no processo, pode fornecer subsídios ao julgador, e no caso do PL, a participação será no sentido de defender a decisão do Congresso de aprovar o projeto de decreto legislativo.
- Por Claudinei Queiroz | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 14:33h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A morte da brasileira Juliana Marins no monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, está provocando uma pequena revolução no turismo local. Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Turismo local anunciou que intensificará os protocolos de segurança em todas as trilhas do país asiático, principalmente, no Monte Rinjani.
Essa decisão ocorreu após uma revisão dos protocolos de segurança e supervisão com o Ministério do Meio Ambiente, a Basarnas (Agência de Busca e Salvamento) e governos locais.
"Evitamos que este incidente se repita. O ministério aumentará a supervisão e avaliação para garantir que todas as atividades em atrações turísticas extremas sigam os regulamentos e padrões aplicáveis por meio de monitoramento", disse o vice-ministro para desenvolvimento de destinos e infraestrutura, Haryanto Dhanutirto, à imprensa local.
Entre as ações a serem tomadas está intensificar a fiscalização de agências de viagens certificadas, de operadores e guias turísticos para melhorar os aspectos de segurança e proteção nas atrações extremas.
De acordo com Dhanutirto, o Ministério do Turismo também propôs a construção de um centro de resgate e treinamento para carregadores e guias de montanha para desenvolver suas competências de resgate.
"Para acompanhamento a médio prazo, equipamentos adicionais de comunicação de emergência serão fornecidos para postos de apoio, guias, carregadores e outros", acrescentou.
Outros esforços a médio prazo incluirão a adição de equipamentos de emergência em postos de apoio como uma etapa inicial de salvamento antes da chegada da equipe oficial de resgate, treinamento em resgate de emergência para guias de montanha e carregadores, e digitalização da Rota Rinjani 360 para materiais de orientação para alpinistas, informou o oficial.
A longo prazo, o governo planeja construir postos de apoio adicionais na rota de escalada e equipar cada posto com equipamentos de resgate de emergência.
"Também colaboraremos com a Basarnas para garantir que guias turísticos e carregadores tenham passado por treinamento de segurança e proteção para fornecer primeiros socorros aos turistas antes da chegada da equipe SAR", acrescentou Dhanutirto.
Paralelamente, a polícia da ilha de Lombok anunciou na segunda (30) que já ouviu testemunhas e inspecionou o local onde Juliana caiu para tentar identificar se houve qualquer tipo de irregularidade na morte dela.
O corpo da publicitária chegou ao Brasil na noite de terça (1º), trazido pela FAB (Força Aérea Brasileira), que fez o transporte de Guarulhos (SP) até a Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio.
No dia seguinte, o Instituto Médico Legal do Rio realizou uma nova autópsia. Segundo o Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, o exame começou às 8h30 e durou pouco menos de duas horas e meia.
Dois peritos legistas da Polícia Civil conduziram o exame, que foi acompanhado por um perito da Polícia Federal, um assistente técnico da família e pela irmã de Juliana, Mariana Marins. O laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
E nesta sexta-feira (4) será realizado o velório no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ), cidade onde ela vivia com a família. A cerimônia de despedida será aberta ao público até meio-dia e depois será restrita à família e amigos das 12h30 às 15h. Na sequência, o corpo será cremado.
- Bahia Notícias
- 04 Jul 2025
- 10:20h
Foto: Instagram
A defesa de Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, apresentou um recurso contra a decisão provisória que concedeu a Murilo Huff a guarda unilateral do pequeno Léo, fruto da relação do artista com a Rainha da Sofrência, morta em 2021.
De acordo com o portal LeoDias, o agravo ao processo foi apresentado à Justiça na quinta-feira (3), dia em que a defesa de dona Ruth apresentou uma nota repudiando a exposição ao neto.
No pronunciamento oficial, o advogado Robson Cunha afirmou que a decisão "contraria frontalmente o parecer do Ministério Público, que manifestou de forma contrária à concessão da tutela de urgência requerida pelo genitor, demonstrando a fragilidade dos fundamentos apresentados pelo juízo".
O representante ainda afirmou que há provas que vão mudar totalmente o curso do processo iniciado por Huff.
"Tenham certeza que AGORA é que esse processo será iniciado. Existem muitas informações e PROVAS que vão mudar TOTALMENTE o curso dessa ação. Não se deixem enganar com o silêncio da avó, ele existe para proteger um bem maior, que é a vida do Léo. Ela tem se mantido firme aos ataques injustos que vem sofrendo e assim ficará até o final."
ENTENDA O CASO
Na última quinta-feira (3) detalhes da decisão judicial foram divulgadas pelo portal LeoDias. De acordo com a publicação, a decisão teria sido tomada por negligências cometidas por parte da avó, Ruth, e pela não preferência de criação por “família extensa”.
Casos de negligência por parte da vó também teriam sido apresentados ao juiz, entre eles, mensagens de dona Ruth omitindo informações médicas sobre o neto a Murilo. A mãe de Marília Mendonça também teria sido acusada de alienação parental, prejudicando o vínculo da criança com o genitor.
O cantor obteve a guarda provisória do filho, Léo, após a audiência com dona Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, realizada na segunda-feira, 30 de junho, no Fórum Cível de Goiânia, Goiás.
O filho de Huff vivia com a avó em Goiânia desde novembro de 2021, após a morte de Marilia. A guarda do pequeno era compartilhada, e, de acordo com a defesa de Huff, o sertanejo mantém contato frequente com o filho, ajustando a agenda de shows para cumprir a paternidade.
- Por Adriana Fernandes, Bruno Boghossian e Julianna Sofia | Folhapress
- 04 Jul 2025
- 08:23h
Foto: Agência Senado
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu a limitação dos supersalários e informou que já conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmando que seria bom aprovar o projeto que trata do tema.
"Estou totalmente a favor de limitar o que se chama de indenizações para os juízes de uma maneira geral, que é o que a gente chama de extrateto, que está em discussão no Senado. Eu mesmo já falei com o presidente Alcolumbre que seria muito bom aprovar", disse Barroso, ao C-Level Entrevista, novo videocast semanal da Folha de S.Paulo.
O ministro defendeu, no entanto, que há extras no salário dos juízes que são justificáveis e necessários para não haver, segundo ele, desfalque na prestação do serviço jurisdicional. Barroso citou o adicional de férias que fica fora do teto do funcionalismo, que é pago aos juízes quando substituem as férias dos colegas. "Se ele vai trabalhar mais, ele tem direito a um extra."
O presidente do STF disse que é a favor de o Congresso dizer quais verbas podem ultrapassar o teto de forma legítima, e acabar com penduricalhos indevidos. "Sou totalmente a favor dessa limitação [dos penduricalhos]", disse.
Os chamados penduricalhos são os pagamentos adicionais, como auxílios e verbas indenizatórias, recebidos por servidores públicos, como juízes e membros do Ministério Público, além de seus salários regulares. Esses valores, por vezes, não são considerados parte da remuneração principal e podem não ser contabilizados no teto salarial constitucional do funcionalismo público, que é o salário de ministro do STF -hoje, em R$ 46.366,19.
O presidente do STF ressaltou que não há nenhuma decisão sua que tenha contribuído para o aumento dos penduricalhos. "A única decisão que eu tenho até hoje foi exatamente para cortar os penduricalhos para o futuro, porque para o passado eu não tenho competência para retirar, e só judicialmente", disse o ministro ao ser perguntado sobre o fato de o Judiciário ter hoje mais privilégios do que em 2023, quando ele assumiu a presidência do STF.
Barroso argumentou que tomou uma decisão administrativa, com apoio do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), proibindo que os tribunais concedam os benefícios. Segundo ele, o aumento dos penduricalhos não "pode entrar na sua conta".
"Fiz o que eu podia fazer, resolvi o problema para frente. Na minha gestão, não tem absolutamente nenhuma medida que tenha aumentado penduricalhos. A única medida minha que, em alguma medida, repercutiu sobre qualquer área de direitos e vantagens foi dizer, repetindo o que está na Constituição, que juízes e membros do Ministério Público têm igualdade de situação. Na minha conta não entra", justificou.
Ele admitiu, no entanto, que, nos estados, é possível terem ocorrido abusos "aqui e ali". " O que eu fiz foi exigir que, como os benefícios não podem mais ser dados por decisão administrativa, só se o Poder Judiciário, atuando jurisdicionalmente com recurso até o Supremo, autorizar, é que é possível."
O projeto dos supersalários já tramita no Congresso desde 2016, mas sofre resistência do funcionalismo público, sobretudo dos juízes e dos procuradores do Ministério Público. O texto lista quais tipos de pagamentos podem ficar de fora do teto.
A proposta foi aprovada pelo Senado em 2016 e só foi votada pela Câmara em 2021. Desde então, está parada à espera de que os senadores analisem as alterações feitas pelos deputados.
O assunto ganhou nova força em dezembro, quando o governo Lula tentou limitar as verbas indenizatórias recebidas por agentes públicos por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição). Esse texto propunha que só poderiam ultrapassar o teto salarial do funcionalismo os benefícios autorizados expressamente em lei complementar de caráter nacional. Do contrário, seriam declarados ilegais.
O Congresso, contudo, alterou o projeto diante da pressão. Pela nova redação, as verbas existentes foram liberadas até a aprovação de lei ordinária sobre o tema. Esse projeto de lei está desde novembro de 2023 sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ex-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Na entrevista, o presidente do STF fez questão de ressaltar que o Judiciário, nos últimos 22 anos, se tornou mais relevante na vida brasileira. "Houve um aumento expressivo da judicialização no Brasil de uma maneira geral, tanto no Supremo como nas instâncias inferiores. O Judiciário passou a ser, portanto, um Poder mais relevante na vida brasileira, que desagrada mais gente. E que, portanto, virou alvo de mais críticas e insatisfações", disse.
Para ele, algumas das críticas são injustas, mas ponderou que o Judiciário precisa melhorar sua atuação. "Algumas são justas e a gente precisa consertar. E outras são injustas e vêm como consequência de uma certa má vontade dos interesses que são contrariados", afirmou.
Barroso disse que não se impressiona muito com pesquisas de opinião pública que mostram críticas ao Judiciário. "A importância de um tribunal não pode ser aferida mesmo em pesquisas de opinião pública. A gente interpreta a Constituição e com frequência desagrada muita gente. Quando eu mesmo determinei a desintrusão de uma terra indígena que tinha sido invadida, tinha 5.000 invasores e 1.000 indígenas. Se fizerem uma pesquisa na região, vou perder de 5 a 1 em termos de prestígio, mas a vida não pode ser aferida assim".