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Alfredo Gaspar confirma agendas de Flávio Bolsonaro na Bahia após apoio de Neto

  • Bahia Notícias
  • 08 Out 2026
  • 16:08h

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar, afirmou que o candidato à Presidência deve realizar agendas na Bahia durante o segundo turno das eleições. Segundo ele, o estado será o primeiro destino de Flávio no Nordeste após o apoio declarado por ACM Neto (União-BA).

 

“Eu acho muito importante esse apoio do ACM Neto e do seu grupo político na Bahia, porque nós vamos ter a oportunidade de levar uma mensagem de prosperidade ao maior número de pessoas possível. Em breve, o presidente Flávio Bolsonaro fará algumas agendas na Bahia”, afirmou Gaspar em entrevista ao Metrópoles.

 

Além da Bahia, Flávio deve passar por Pernambuco e Ceará durante a campanha. Segundo Gaspar, a estratégia considera o desempenho do candidato na região no primeiro turno. “Nós vamos ter a oportunidade de levar uma mensagem de prosperidade ao maior número de pessoas possível”, reforçou o vice.

 

O retorno à Bahia ocorre após ACM Neto declarar apoio a Flávio nesta quarta-feira (7). Na terça-feira (6), a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, também anunciou apoio ao candidato do PL. Nesta quarta, Flávio se reuniu com senadores e deputados eleitos pelo PL, além de governadores aliados, para discutir ações para o segundo turno.

OMS lança guia para enfrentar obesidade em crianças e adolescentes

  • Bahia Notícias
  • 08 Out 2026
  • 14:02h

Foto: Reprodução / Angioclam

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

 

Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos.

 

Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

 

“Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.”

 

TRATAMENTO

Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal.

 

“Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS.

 

A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos.

 

No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados.

 

“A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”

 

SAÚDE MENTAL

Embora não figure como foco principal das diretrizes, as recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

 

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional, segundo a OMS, podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

 

“Profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família”, detalhou a entidade.

 

Por fim, a organização destacou que o tratamento, por si só, não consegue reverter o aumento da obesidade e defendeu políticas e medidas que tornem dietas saudáveis ??e atividade física mais acessíveis e com custos mais viáveis, além de ações em educação, planejamento urbano, transporte e proteção social.

Incêndio atinge laboratório de pesquisa em prédio da UFPE

  • Bahia Notícias
  • 08 Out 2026
  • 12:25h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite desta quarta-feira (7). Segundo testemunhas, o fogo começou por volta das 20h. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado e enviou para o local cinco viaturas, mas não houve registro de vítimas.

 

O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado dentro da Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. Atualmente, o local abriga laboratórios diversos de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. 

 

Em nota, a UFPE lamentou o ocorrido, especialmente em relação às pesquisas afetadas e a todos os pesquisadores, docentes e estudantes que trabalhavam no local. A universidade informou ainda que acionou o Corpo de Bombeiros, mas, em função do tipo de produtos armazenados, o fogo se alastrou rapidamente e provocou grandes danos no prédio.

 

No fim da noite, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio foi controlado e que as equipes realizavam o trabalho de rescaldo. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, teria comparecido ao local e, depois, a instituição vai avaliar a situação e os danos causados.

 

As aulas foram mantidas na quinta-feira (8) nas demais unidades da universidade.

 

Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em apenas uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido pelo fogo e, no domingo (5), outro incêndio ocorreu no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências.

Lázaro Ramos revela ter pedido ajuda a Wagner Moura para levar 'Feito Pipa' ao Oscar

  • Bahia Notícias
  • 08 Out 2026
  • 10:53h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

O ator Lázaro Ramos revelou ter recorrido a Wagner Moura para orientações na campanha para transformar 'Feito Pipa' na escolha da Academia para representar o Brasil no Oscar 2027.

 

Em entrevista durante a première do filme no Festival do Rio, na última terça-feira (6), no Centro Cultural FGV, em Botafogo, o baiano contou que o amigo, indicado ao Oscar por 'O Agente Secreto', deu algumas orientações sobre a caminhada.

 

“Conversei, já pedi ajuda, já pedi telefone de gente para nos ajudar nas cerimônias lá em Los Angeles, e ele está ajudando super. Isso é muito legal”, disse.

 

Lázaro esteve em Los Angeles para acompanhar Moura na cerimônia do Oscar, no início do ano. 

 

Ao jornal 'Extra', o ator também revelou ter procurado o diretor Walter Salles, responsável por 'Ainda Estou Aqui', primeiro filme brasileiro a levar o Oscar em 2025.

 

“A galera que veio antes, o Walter Salles e o Wagner, foram super acolhedores, dando conselhos, falando das coisas. Isso é muito importante porque, dessa forma, vamos fortalecendo a nossa indústria”, afirmou.

 

A escolha do filme como representante do Brasil na corrida pelo Oscar foi anunciada no dia 16 de setembro.  

 

A produção ainda passará pelo processo de seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável por definir os filmes que avançarão na disputa pela categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027.

 

No dia 28 de outubro, o filme terá pré-estreia em Salvador. O evento faz parte de uma etapa classificatória para concorrer ao Oscar.

 

SOBRE O FILME
Ambientado no interior do Ceará, o filme acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino de 11 anos que sonha em ser jogador de futebol e vive com a avó, Dilma, personagem de Teca Pereira.

 

A relação entre os dois muda quando a saúde da avó começa a se fragilizar e surgem os primeiros sinais de Alzheimer. 

 

Com medo de precisar deixar Dilma e morar com o pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos, Gugu tenta esconder a situação para preservar a vida que construiu ao lado da avó. A produção tem direção de Allan Deberton.

Oposição tenta evitar PEC 6x1 antes do 2º turno, mas Alcolumbre diz que votação está mantida

  • Por Fernanda Brigatti | Folhapress
  • 08 Out 2026
  • 08:31h

Foto: Ton Molina/Agência Senado

A votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 na próxima semana está mantida, segundo Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, apesar das tentativas da oposição de adiar o início da análise para depois das eleições.
 

Senadores de PL, PP e Republicanos se reuniram nesta quarta-feira (7) para tentar fechar uma estratégia diante do início da discussão da PEC no plenário. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi escalada para tentar, com Alcolumbre, evitar que a votação aconteça antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
 

Segundo ela, a oposição ainda avalia se vai apresentar emendas de plenário e quais serão as tentativas de modificação do texto. "Achamos que o Davi vai manter o rito que prometeu, o rito normal", afirmou.
 

A preocupação da oposição é com o efeito eleitoral de uma possível aprovação da redução da jornada semanal de trabalho sobre o desempenho de Lula. No primeiro turno, ele recebeu 2,3 milhões de votos a menos do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
 

"Não afeta o Flávio, mas ajuda o Lula", diz a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Na avaliação dela, o assunto não deveria estar em discussão agora.
 

Apesar das críticas pela votação antes do segundo turno, Damares diz que a oposição não vai obstruir e deverá votar majoritariamente a favor. "Já tem voto suficiente para passar. Se você fala com os colegas individualmente, a maioria está a favor."
 

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco que tem também Avante e Novo, também diz que não haverá obstrução quando o texto for colocado em votação.
 

Fagundes não quis dizer se o bloco fecharia posição contra ou a favor, mas lembrou do resultado na Câmara dos Deputados. "Não tem posição. Na Câmara dos Deputados, a oposição votou favoravelmente."
 

O regimento do Senado prevê que as PECs passem por dois turnos de votação, com um intervalo entre elas. São necessárias cinco sessões de discussão antes da primeira votação -aconteceu nesta quarta a segunda discussão.
 

Seguindo esse calendário, a PEC poderia ser pautada para votação na quinta-feira da próxima semana. Alcolumbre sinalizou essa possibilidade nesta terça (6). A segunda votação, no entanto, ficaria para depois da eleição. Isso porque, segundo o regimento, são necessários cinco dias úteis antes das três sessões de discussão.
 

Senadores da oposição expressam suas preocupações com a tramitação em duas frentes: se a primeira votação será realmente na próxima semana e se há chance de a segunda votação ser realizada no mesmo dia.
 

Para que isso aconteça, é necessária a quebra de interstício. Nesta quarta, Alcolumbre descartou deixar a primeira votação para depois da eleição. Sobre a quebra, afirmou que se receber requerimento do tipo, colocará o pedido para análise dos parlamentares.
 

A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), está recolhendo assinaturas para um requerimento de calendário especial, com pedido de quebra de interstício. Ela espera chegar a 41 assinaturas. Se isso acontecer, os intervalos são encurtados e o texto pode ser votado em dois turnos no mesmo dia.
 

"Se aparecer um requerimento na mesa para quebrar o interstício após a votação de primeiro turno ou para um calendário especial para a gente deliberar sem a discussão das outras quatro sessões, vou submeter ao voto", disse Alcolumbre.
 

A terceira sessão de discussão está agendada para esta quinta-feira (8). O presidente do Senado disse considerar que seu compromisso com os senadores de não deixar as eleições contaminarem as decisões sobre a 6x1 está cumprido.
 

"Se o requerimento [de quebra de interstício] aparecer, eu vou deliberar, porque as eleições do dia 4 [de outubro, primeiro turno], que era o meu compromisso, já passaram."
 

Nesta quarta, após receber o apoio das bancadas do PP e do União Brasil no segundo turno, Flávio voltou a dizer que a discussão do fim da escala 6x1 é eleitoreira e que o presidente é hipócrita.
 

"Lula está pensando no poder, não no trabalhador. Se ele tivesse pensando no trabalhador, ele já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento [...] e não estava gastando desse jeito e jogando os juros na lua", disse.
 

Apesar de dizer ser a favor de que o trabalhador tenha descanso, Flávio evitou responder se votaria contra ou a favor da PEC. Na véspera, chamou a discussão de oportunista.
 

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), não quis responder como ele ou a oposição, que ele lidera, votará. Ele disse que o bloco não é "a favor nem contra fechar a escala 6x1".
 

"Sou favorável a dois dias de descanso, três dias de descanso, a quatro dias de descanso. A pergunta que vocês estão fazendo é o seguinte: eu sou favorável a dois dias de descanso? Eu sou, desde que o trabalhador tenha a possibilidade, a liberdade de fazer esse negócio aí". Marinho é autor de uma PEC que cria um modelo de remuneração por hora, definido por meio de acordo individual.
 

A senadora Tereza Cristina esteve com Davi Alcolumbre no início da noite e, ao sair, disse ter apresentado ao presidente do Senado suas preocupações quanto à necessidade de alterar o texto em discussão. Segundo ela, a redução da jornada de trabalho está praticamente pacificada entre os senadores.
 

O problema estaria no que a senadora considera ser um engessamento das escalas de trabalho, o que afetaria categorias com regimes especiais.
 

Davi Alcolumbre teria, de acordo com a senadora, ouvido seus relatos. "Ele ficou de pensar, mas a PEC vai seguir o trâmite dela, no rito normal do regimento interno do Senado."
 

A PEC do fim da 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.
 

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.
 

O texto foi aprovado na Câmara em maio, e na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, em setembro.

 

Flávio Bolsonaro critica PEC da escala 6x1 e volta a defender regime de trabalho por hora

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2026
  • 18:44h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a criticar nesta terça-feira (6) a proposta de emenda à Constituição (PEC) apoiada pelo governo de Lula da Silva (PT) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil. Em contrapartida, o parlamentar defendeu um regime alternativo pautado na contratação por hora trabalhada, sob a justificativa de garantir maior "liberdade ao trabalhador".

 

Questionado sobre o projeto do governo, que tem previsão de ser pautado para análise no plenário do Senado ainda nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que a oposição possui uma proposta "infinitamente melhor" do que a apresentada pela gestão federal, centrada na possibilidade de o próprio funcionário escolher sua carga horária.

 

"Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que tá na mesa, que é da liberdade do trabalhador, [que o trabalhador] escolha sua própria carga horária. Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar 8 horas por dia porque não têm com quem deixar seus filhos", declarou o senador.

 

A proposta alternativa articulada pela oposição prevê a redução da jornada por meio de acordo individual entre empregado e empregador, estipulando remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas. O texto, no entanto, não extingue a escala 6x1 nem impõe uma redução geral e compulsória da jornada.

 

Para complementar a medida e atender à demanda mencionada, Flávio Bolsonaro declarou que pretende garantir acesso a creches para mães que não têm com quem deixar os filhos. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles. 

 

Segundo o candidato, o plano inclui a concessão de um voucher para vagas em creches privadas, caso a rede pública não consiga suprir a demanda, permitindo que as trabalhadoras organizem suas jornadas diárias de trabalho.

Indígenas perdem uma cadeira na Câmara e são 0,6% dos deputados

  • Por Luana Lisboa e Natália Santos | Folhapress
  • 07 Out 2026
  • 16:42h

Fotos: Reprodução / Câmara dos Deputados

Nas eleições deste domingo (4), três candidatos autodeclarados indígenas foram eleitos para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, ante quatro em 2022. Com isso, eles serão 0,6% dos deputados federais. No pleito anterior, eram 0,8%.
 

Nas Assembleias Legislativas, os deputados estaduais autodeclarados indígenas passaram de dois para quatro em um total de 1.059 cadeiras pelo país. No Senado, nenhum dos 54 eleitos neste ano se declarou indígena.
 

O levantamento considera a raça que os candidatos declararam no registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não são contabilizados, portanto, candidatos que se autodeclararam pardos, por exemplo.
 

De acordo com o Censo 2022, a população indígena residente no Brasil é de mais de 1,6 milhão de pessoas, correspondendo a 0,83% da população total levantada pela pesquisa.
 

Os três deputados indígenas eleitos na Câmara são de partidos de esquerda, PT e PSOL, numa Casa em que 59,1% dos parlamentares estão em siglas de direita. Nas Assembleias, são dois deputados do PT e dois do PL.
 

Entre os sete indígenas eleitos, há três mulheres.
 

Na Câmara, a redução aconteceu após Célia Xakriabá (PSOL-MG) não conseguir se reeleger. Os outros três eleitos em 2022 renovaram o mandato, o que inclui Sonia Guajajara (PSOL-SP), primeira mulher indígena eleita deputada federal por São Paulo naquele ano. A ex-ministra dos Povos Indígenas pelo governo Lula se elegeu com 54.207 votos.
 

Nas redes sociais, Célia Xakriabá celebrou a reeleição de Guajajara. "A bancada do cocar segue firme", publicou.
 

Além de Sonia, Paulo Guedes (PT-MG) foi o 11º deputado mais votado em Minas Gerais, com 126.974 votos, e, em São Paulo, Juliana Cardoso (PT-SP) ficou em 45º lugar, com 111.904 votos.
 

No Senado, os 54 eleitos em 2026 se declararam brancos (38) ou pardos (16). Entre os candidatos à Casa, 1,3% se autodeclararam indígenas.
 

A Casa tem hoje um autodeclarado indígena. Trata-se do ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não disputou a eleição neste ano.
 

Dos quatro deputados estaduais indígenas eleitos, Índia Armelau, no Rio de Janeiro, e Capitão Assumção, no Espírito Santo, são do PL e foram reeleitos.
 

Índia Armelau foi a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro, com 248.504 votos. Capitão Assumção (PL) ficou em segundo lugar no Espírito Santo, com 60.097 votos.
 

O partido elegeu a maior bancada, com 121 deputados federais. Trata-se da sigla do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno da eleição à frente do presidente Lula (PT), com 47,03% dos votos ante 45,16% do petista.
 

Limma, 8º mais votado do Piauí, e Clóvis Curubão, no Amazonas, são do PT. Nenhum dos dois Estados havia eleito deputado estadual indígena em 2022. Limma teve 54.246 votos e Clóvis Curubão, 34.869.
 

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, é a segunda sigla com mais deputados federais eleitos: 70. Em seguida, aparece o União Brasil, com 46. O PSD é o seguinte, com 43 eleitos, seguido por PP e Republicanos, com 41 cada.

Big techs descumprem regras eleitorais no dia da votação, aponta estudo da UFRJ

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2026
  • 14:39h

Sede do NetLab | Foto: Reprodução / Google Street View

Redes sociais continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos no domingo (4), dia em que foi realizado o primeiro turno das eleições de 2026. O descumprimento das normas vigentes foi identificado em um levantamento do Observatório das Big Techs, ligado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

A pesquisa encontrou anúncios irregulares em plataformas da Meta, no Kwai e no Google, além de recomendações não permitidas de vídeos de candidatos no TikTok e no YouTube.

 

Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet é proibida a partir de 48 horas antes da votação até 24 horas após o pleito. A legislação também estabelece que as plataformas que utilizam sistemas de recomendação devem excluir desses mecanismos os canais e perfis oficiais informados pelas candidaturas à Justiça Eleitoral.

 

O monitoramento do NetLab utilizou buscas manuais e computacionais a partir de termos ligados às eleições e às candidaturas, acessando as bibliotecas de anúncios e as APIs (interfaces de programação) das redes sociais.

 

Irregularidades registradas por plataforma:

  • Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Audience Network): Foram identificados 568 anúncios veiculados de forma irregular no período proibido. Outros seis anúncios simulavam comunicações oficiais do TSE com o uso não autorizado de elementos visuais da Justiça Eleitoral, divulgando um sistema falso de "votação remota" pelo celular. Algumas dessas peças direcionavam o usuário para páginas que solicitavam o cadastro de CPF.

  • Kwai: O estudo localizou 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e 4 listados como "em pausa", dos quais 3 haviam circulado no período de resguardo (entre 1º e 3 de outubro). Também foram mapeados 45 anúncios cujas datas finais haviam sido estendidas para o dia 4, embora o NetLab ressalte a existência de divergências nos dados fornecidos pela empresa.

  • Google: O monitoramento identificou um anúncio detectado originalmente em 3 de outubro que continuava ativo de forma irregular no dia da eleição.

  • Sistemas de Recomendação (TikTok e YouTube): Entre os dias 3 e 4 de outubro, foram recomendados 18 vídeos de sete candidatos no TikTok e 17 vídeos de seis candidatos no YouTube. No Instagram, não foram identificadas recomendações ativas de vídeos de candidatos.

 

O relatório do NetLab aponta que limitações na transparência de dados das plataformas dificultam a fiscalização e a responsabilização por infrações. Na Meta e no Kwai, os pesquisadores observaram divergências entre as informações exibidas ao público nas Bibliotecas de Anúncios e as listas exportadas via programação. Além disso, Google, LinkedIn e TikTok oferecem volumes limitados de dados para acompanhamento sistemático.

 

Procuradas pela reportagem, as plataformas enviaram os seguintes posicionamentos:

  • Meta: Afirmou estar comprometida com a proteção do processo eleitoral e com o cumprimento da legislação brasileira, destacando que a amostragem utilizada pelo NetLab não reflete a dimensão total de seu trabalho de integridade.

  • Kwai: Declarou aguardar acesso aos conteúdos para avaliação. Reiterou compromisso com as resoluções do TSE e informou que manteve operação especial de moderação no período, além de ter bloqueado a inclusão de novas peças publicitárias eleitorais a partir de 1º de outubro.

  • TikTok: Informou que atua em parceria com o TSE para garantir a integridade do pleito. A empresa destacou que, entre junho e setembro de 2026, removeu 348.963 vídeos no Brasil por violação de diretrizes sobre integridade cívica, desinformação e conteúdos enganosos gerados por inteligência artificial.

  • Google: Ressaltou que proíbe anúncios políticos no Brasil em suas políticas do Google Ads desde 2024. A empresa afirmou que atua de forma imediata contra violações e que a presença de apenas uma ocorrência no relatório demonstra a eficácia do trabalho de prevenção de suas equipes.

Ao menos 15 deputados eleitos na Bahia estariam "livres" para trocar de partido por conta da cláusula de barreira; saiba detalhes

  • Por Mauricio Leiro/Bahia Notícias
  • 07 Out 2026
  • 12:37h

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O resultado das eleições de 2026 abriu caminho para uma possível dança das cadeiras partidárias na Bahia. Ao todo, 15 deputados eleitos pelo estado — quatro federais e 11 estaduais — pertencem a partidos ou a uma federação que não conseguiram superar a cláusula de desempenho nacional e, por isso, podem mudar de legenda sem perder o mandato. 

 

A regra, na prática, dá maior liberdade partidária aos parlamentares eleitos por essas legendas. Diferentemente dos deputados vinculados a partidos que superaram a cláusula de desempenho, eles poderão buscar uma nova sigla sem depender da janela partidária ou de outra hipótese de justa causa para preservar o mandato. A mudança pode provocar uma reacomodação das bancadas tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de 2027.

 

A possibilidade está prevista na Constituição Federal. Quando um partido não alcança os requisitos da cláusula de desempenho, fica assegurado ao candidato eleito o mandato e é facultada sua filiação, sem perda da cadeira, a outro partido que tenha atingido os critérios estabelecidos pela Constituição. Entre os deputados federais baianos, a situação alcança Pastor Sargento Isidório, Neto Carletto e Elmo Vaz, todos do Avante, e Félix Mendonça Júnior, do PDT. Avante e PDT estão entre as legendas que não atingiram a cláusula de desempenho nas eleições deste ano.

 

O Avante conseguiu eleger três dos 39 representantes da Bahia na Câmara dos Deputados. Isidório foi, inclusive, o candidato a federal mais votado do estado, com 248.147 votos. Neto Carletto ficou entre os primeiros colocados, com 197.240 votos, enquanto Elmo Vaz também garantiu uma cadeira. Pelo PDT, Félix Mendonça Júnior conquistou a reeleição.

 

O efeito é ainda maior na Assembleia Legislativa da Bahia. Somente Avante e PDT elegeram dez deputados estaduais, cinco de cada partido. Pelo Avante, foram eleitos Tancredo Isidório, com 82.883 votos; Léo de Neco, com 81.903; Vitor Azevedo, com 68.806; Silva Neto, com 66.967; e João de Furão, com 58.510 votos. Vitor foi o único reeleito. 

 

No PDT, as cinco cadeiras ficaram com Luciano Pinheiro, que recebeu 92.339 votos; Marcinho Oliveira, com 83.074; Neto Coelho, com 54.429; Josafá Marinho, com 47.464; e Cacau da Mata, com 47.216 votos. Marcinho foi reeleito. Há ainda Kleber Rosa (PSOL), eleito deputado estadual com 68.921 votos. O PSOL disputou a eleição integrado à Federação PSOL/Rede, que também não conseguiu cumprir os requisitos nacionais da cláusula de desempenho.

 

Com isso, são 11 deputados estaduais eleitos na Bahia vinculados a partidos ou federação que ficaram abaixo da cláusula: cinco do Avante, cinco do PDT e um do PSOL/Rede.

 

A cláusula de desempenho ficou mais rigorosa em 2026. Para superar a barreira, partidos ou federações precisavam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos para deputado federal no país, distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% em cada um deles, ou eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos em nove estados.

 

PDT, Avante, Federação PSOL/Rede e Federação PRD/Solidariedade estão entre os que não alcançaram os critérios. No caso do PDT, por exemplo, o partido ficou com cerca de 1,6% dos votos nacionais e elegeu apenas seis deputados federais. A PSOL/Rede chegou a eleger 15 deputados, mas não alcançou a distribuição por estados exigida pela regra.

Brasileiro é preso em Miami após usar fantasia de agente de imigração em local de votação

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 16:15h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um brasileiro de 46 anos foi detido no domingo (4) após circular fantasiado de agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) em um ponto de votação das eleições brasileiras no campus de Kendall do Miami Dade College, na Flórida. Trajando boné, jaqueta com a sigla do órgão federal, máscara e botas táticas, o homem abordava eleitores no local.

 

Segundo informações divulgadas pelo g1, relatórios do gabinete do xerife do condado de Miami-Dade apontam que a conduta de Danilo Silva visava causar intimidação nos votantes. Após denúncias, policiais à paisana monitoraram a área e intervieram durante uma discussão do brasileiro com outros eleitores. Questionado, Silva admitiu não integrar nenhuma força de segurança e afirmou ter adquirido o vestuário pela internet.

 

De acordo com as autoridades locais, o suspeito trocou o traje em seu veículo após votar e, durante a abordagem, ameaçou os investigadores e tentou subornar a equipe com transferências bancárias. Silva foi conduzido ao centro de detenção Turner Guilford Knight e responderá por intimidação de eleitores, tentativa de suborno, uso indevido de insígnias oficiais e conduta desordeira. 

 

Um vídeo divulgado pela NBC sobre durante a audiência de custódia, mostra que a juíza Mindy Glazer ressaltou a inadequação do traje ao lembrar ao acusado que a data "não se tratava do Halloween".

Kassio Nunes avalia atender pedido para libertar Jair Bolsonaro logo depois do segundo turno das eleições

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 06 Out 2026
  • 14:02h

Foto: Reprodução Redes Sociais

O pedido de revisão criminal apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Jair Bolsonaro, que tem o objetivo de buscar a anulação da condenação do ex-presidente, pode vir a ser julgado após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Além do julgamento, há a possibilidade de concessão de uma liminar para soltura de Jair Bolsonaro até a análise da decisão favorável pelo plenário do STF.

 

Segundo revela reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques tem dito a interlocutores que pretende emitir uma decisão sobre o pedido após o segundo turno, seja quem for o vencedor da eleição presidencial. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. 

 

A defesa de Jair Bolsonaro alega em seu pedido que a anulação da sentença proferida pela Primeira Turma do STF repararia o que consideram um erro cometido pelo Judiciário. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

 

Os advogados do ex-presidente sustentam que houve cerceamento de defesa, alegando dificuldades para acessar e analisar o grande volume de arquivos disponibilizados durante a investigação. Também foi anexado um parecer técnico que aponta supostas falhas na coleta e preservação de provas digitais, incluindo mensagens extraídas de aparelhos celulares.

 

Outro ponto salientado pelos advogados afirmam que a ausência de arquivos originais e a forma de registro de determinadas mensagens comprometem a possibilidade de auditoria e verificação da integridade das provas contra Jair Bolsonaro.

 

A interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes, que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado. O ministro tem dito que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições.

 

A um auxiliar, o ministro afirmou a um auxiliar, segundo a Folha, que já refletiu sobre o pedido de revisão criminal e concluiu que houve excessos no julgamento, como, por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro avalia que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação sobre a trama golpista a serem contestados.

 

Uma eventual decisão sobre a revisão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outras pessoas ligadas ao governo anterior teria que passar pelo plenário do STF. Já uma medida liminar pela soltura do ex-presidente poderia continuar válida até que aconteça esse julgamento.

 

A eventual soltura do ex-presidente atenderia ao discurso do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem dito que o seu pai “vai subir a rampa” com ele, caso vença as eleições no segundo turno. Uma eventual decisão favorável à revisão criminal poderia, nesse caso, acontecer antes do indulto prometido ao pai por Flávio, mas que só pode ser decretado após ele ser empossado como presidente.

Primeiras pesquisas do segundo turno já saem na próxima quinta, com números do Datafolha e do PoderData

  • Por Edu Mota, de Brasília - Via Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 18:19h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Estão programadas para sair já na próxima quinta-feira (8) as primeiras pesquisas que avaliarão junto aos eleitores brasileiros os cenários de disputa em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

A partir desta segunda (5), os pesquisadores do Datafolha e do PoderData já estarão nas ruas para saber em quem os brasileiros votarão no segundo turno. O PoderData deve sair na quinta pela manhã, e o Datafolha promete divulgar seus resultados à noite.

 

Para a sexta (9) já estão programadas pesquisas de segundo turno da disputa presidencial de outros dois institutos. AtlasIntel e Vox Brasil apresentarão seus resultados sobre os números do segundo turno, a aprovação do governo Lula, rejeição dos candidatos e questões relacionadas aos problemas vividos pela população.

 

Desses quatro institutos, apenas o Vox Brasil apresentou um resultado na reta final do primeiro turno com Flávio Bolsonaro à frente de Lula. O instituto apurou, na sua última pesquisa antes do primeiro turno, que o senador do PL ganharia de 45,8% x 44,9% do líder petista.

 

As pesquisas de segundo turno apresentarão um retrato de como estará a disputa presidencial já na largada do segundo turno, se Flávio Bolsonaro vai disparar na frente de Lula ou se ambos permanecerão empatados dentro da margem de erro, como vinha acontecendo antes do primeiro turno. Os levantamentos também vão investigar para onde se destinarão os votos dos candidatos Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. 

Justiça nega indenização de R$ 30 mil a fã após falha em sorteio de Virginia Fonseca

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2026
  • 16:15h

Foto: Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro negou uma indenização de R$ 30 mil pedida por uma fã que ganhou um sorteio da WePink para conhecer Virginia Fonseca, mas nunca teve o encontro. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.

 

A mulher, identificada como Carla Ramalho, entrou com uma ação contra a influenciadora e a empresa pedindo o valor após ter sido sorteada em uma live da marca no Instagram. O prêmio consistia em um encontro com Virgínia com direito a transporte, hospedagem e alimentação.

 

A cliente alega, no entanto, que depois de meses de espera, recebeu uma proposta alternativa da marca: R$ 1,5 mil e 20 produtos da WePink. 

 

Como a oferta não foi cumprida na sua totalidade, Carla Ramalho recorreu à Justiça e pediu ainda indenização por danos morais. No entanto, ao longo do processo, a autora informou posteriormente que os 2 produtos faltantes chegaram em março deste ano e, de quebra, veio até um produto a mais.

 

Na sentença, a Justiça reconheceu que houve descumprimento contratual, mas entendeu que o episódio não passou de um “mero aborrecimento inerente ao cotidiano.” Com isso, o pedido de indenização por danos morais foi rejeitado, assim como a possibilidade de encontrar com a influenciadora.

Influenciadores de direita alcançam votação recorde para deputado em 10 estados brasileiros

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 05 Out 2026
  • 14:48h

Fotos: Reprodução / Alesp

Nas eleições para os Legislativos federal e estaduais, um perfil se repetiu entre recordistas de votação: parlamentares de direita com pelo menos 200 mil seguidores no Instagram. Esses influenciadores lideraram o ranking de deputados eleitos em nove estados.

 

Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) — seguidos por 22,6 milhões e 5,3 milhões de contas, respectivamente — se tornaram os deputados federais mais votados da história, ambos com mais de 3 milhões de votos.
 

Além deles, bateram recordes de votação para a Câmara dos Deputados em seus estados: Júlia Zanatta (PL-SC), Lucas Polese (PL-ES), André Fernandes (PL-CE), Delegado Caveira (PL-PA), Jeffrey Chiquini (Novo-PR), Mauricio Marcon (PL-RS), e Lucio Mosquini (PL-RO).
 

A deputada estadual mais votada no país foi Eduarda Campopiano (PL-SP), que recebeu mais de 1,955 milhão de votos e se aproximou do recorde de Janaína Paschoal —mais de 2 milhões em 2018. Para o Legislativo estadual, também atingiram patamares inéditos Ana Campagnolo (PL-SC) e Bruno Engler (PL-MG).
 

Embora eles se apresentem como políticos, todos são influenciadores. Segundo pesquisa de campo da socióloga Rosana Pinheiro-Machado, 44 anos, professora da Universidade de Dublin, na Irlanda, pessoas com mais de 200 mil seguidores estão entre as pessoas mais influentes do Instagram.
 

Do grupo com menos de 30 anos de idade —que inclui Pavanato, Polese, Campopiano e André Fernandes—, Nikolas se destaca nas redes sociais. O parlamentar mineiro é líder de audiência no TikTok, com 9,1 milhões de seguidores, e produziu o vídeo mais visto no Brasil da história do Instagram, sobre uma suposta vigilância do Pix. O conteúdo acumulou mais de 300 milhões de visualizações.
 

Para Pinheiro-Machado, o sucesso dos parlamentares influenciadores nestas eleições para o Brasil era esperado.
 

"Vivemos em um país com um dos maiores números de influenciadores autodeclarados do mundo. Esses candidatos estão no topo de uma pirâmide aspiracional de como as pessoas se representam e almejam ser", afirma a socióloga.
 

Segundo a pesquisadora, o conglomerado de redes sociais da Meta, dona também de Facebook e WhatsApp, redefiniu todo o jogo eleitoral a partir de uma política de visibilidade. "Aparecer se torna mais importante aparentemente do que os fatos em si", diz.
 

Neste novo tabuleiro, diz a socióloga, os parlamentares direcionam toda a sua atuação para se mostrar nas redes sociais e construir reputação, enquanto a projeção nas redes sociais se converte em sucesso eleitoral.
 

"Isso ficou muito claro nesta eleição: hoje, é possível se eleger só com rede social, mesmo sem ter base política", afirma Pinheiro-Machado.
 

Segundo a pesquisadora, o sucesso de Eduarda Campopiano nestas eleições é um exemplo dessa tendência. A jovem, antes vereadora por Praia Grande, município do litoral paulista de 368 mil habitantes, construiu sua reputação e carreira política em torno de participações em podcasts e publicações no Instagram, onde tem mais de 2 milhões de seguidores.
 

Para a socióloga, a Meta promove na política partidária uma transformação similar à que promoveu no mercado de trabalho. "Hoje, junto com as igrejas evangélicas, a lógica do marketing digital é a grande mola propulsora da criação de sonhos e de fantasias, muitas vezes deslocadas na realidade."
 

Esses sonhos são muitas vezes inalcançáveis, como o padrão de ostentação demonstrado em perfis com milhares de seguidores. A quebra de expectativa joga as pessoas em uma espiral de frustração, de acordo com Pinheiro-Machado.
 

A socióloga acrescenta que as plataformas também estimulam uma polarização afetiva, por serem um lugar propício para despejar raiva e ódio. "As pessoas precisam achar um culpado, e isso se torna um processo envolvente."
 

Ela pondera que a busca de voto nas ruas e o trabalho de base ainda funcionam. "Mas a visibilidade nas redes se reproduz sozinha e atinge muito mais pessoas."
 

*
 

Seguidores no Instagram de deputados federais recordistas de votos
 

Lucas Pavanato (PL-SP), vereador por São Paulo - 5.433.433

 

Sandro Filho (PP-BA), vereador por Salvador - 167.394 votos

 

Julia Zanatta (PL-SC), deputada federal por Santa Catarina - 1.139.150
 

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal por Minas Gerais - 5.492.878
 

Lucas Polese (PL-ES), deputado estadual pelo Espírito Santo - 297.089
 

André Fernandes (PL-CE), deputado federal pelo Ceará - 3.030.007
 

Delegado Caveira (PL-PA), deputado federal pelo Pará - 534.000
 

Jeffrey Chiquini (Novo-PR), advogado e influenciadoriadoriador - 2.423.771,000
 

Maurício Marcon (PL-RS), deputado federal pelo Rio Grande do Sul - 854.570,000
 

Lucio Mosquini (PL-RO), deputado federal por Rondônia - 264.301,000
 

Fontes: Instagram
 


 

Sufrágios nos candidatos a deputado federal mais votados
 

Lucas Pavanato (PL-SP) - 3.037.076
 

Julia Zanatta (PL-SC) - 560.170
 

Nikolas Ferreira (PL-MG) - 3.098.936
 

Lucas Polese (PL-ES) - 419.735
 

André Fernandes (PL-CE) - 681.193
 

Sargento Salazar (PL-AM) - 205.737
 

Delegado Caveira (PL-PA) - 414.338
 

Jeffrey Chiquini (Novo-PR) - 425.388
 

Maurício Marcon (PL-RS) -379.834
 

Lucio Mosquini (PL-RO) - 158.421
 

Fontes: TSE
 


 

Seguidores no Instagram de deputados estaduais mais votados
 

Eduarda Campopiano (PL-SP), vereadora por Praia Grande - 2.434.998
 

Ana Campagnolo (PL-SC), deputada estadual por Santa Catarina - 2.641.266
 

Bruno Engler (PL-MG), deputado estadual por Minas Gerais - 610.450
 

Fontes: Instagram
 


 

Sufrágios nos candidatos a deputado estadual mais votados
 

Eduarda Campopiano (PL-SP) - 1.956.238,000
 

Ana Campagnolo (PL-SC) - 387.523,000
 

Bruno Engler (PL-MG) - 675.932,000
 

Fontes: TSE

Estabilizar dívida pública requer ajuste de ao menos R$ 250 bi, dizem economistas

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 05 Out 2026
  • 12:18h

Foto: José Cruz/Agencia Brasil

Estabilizar a dívida pública requer um ajuste nas contas de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, avaliam economistas ouvidos pela reportagem. Esse é o ponto de partida do desafio que o presidente eleito precisará enfrentar nos próximos quatro anos.

 

A depender da credibilidade do plano, do empenho pessoal do chefe do Executivo e até dos juros no mercado internacional, o esforço necessário pode ser maior, chegando a R$ 400 bilhões em algumas simulações.
 

O governo Lula (PT) prevê um déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano, ou 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Isso significa que a dívida bruta do governo geral, que bateu um recorde em cinco anos e está em 82,9% do PIB, vai subir ainda mais. Ela reúne débitos de União, estados e municípios e é um importante indicador de solvência do país.
 

Para os especialistas, o saldo das contas precisaria, idealmente, subir a 2% ou 2,5% do PIB até 2030, sem recorrer a subterfúgios ou descontos -ou seja, um resultado efetivo. O superávit poderia ser alcançado com expansão mais contida dos gastos públicos e ações pelo lado das receitas.
 

Mas os próprios economistas são céticos quanto à viabilidade de um ajuste dessa envergadura, dada a resistência da classe política a medidas consideradas impopulares, como a desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e a flexibilização dos pisos de Saúde e Educação.
 

Os temas são tão sensíveis que as equipes tanto de Lula como do senador Flávio Bolsonaro (PL) se esquivaram de detalhar seus planos durante a campanha, embora ambos tenham reconhecido a necessidade de reequilibrar as contas.
 

O atual governo prevê como meta um superávit de 1,5% do PIB em 2030. Mesmo esse resultado demandaria um ajuste próximo dos R$ 300 bilhões até o fim da década, segundo estimativas informais feitas por auxiliares do presidente que defendem algum aperto nos gastos.
 

Nas contas do Santander, chegar a esse resultado significaria um esforço próximo de R$ 250 bilhões.
 

Ter uma arrecadação superior às despesas (que resulta no superávit) cria uma poupança que ajuda o governo a pagar a conta de juros. Esse é um dos fatores que tornam a trajetória da dívida mais sustentável. Outros são a expansão mais forte do PIB e a inflação.
 

Por outro lado, um saldo pior das contas e o aumento da taxa de juros contribuem para a piora do indicador.
 

O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e sócio-fundador da Oriz Partners, alerta para uma "situação mais complicada" do país, uma vez que o juro real no mundo está mais elevado. Isso trava a redução das taxas no Brasil e mantém mais caro o custo de financiamento.
 

Segundo ele, estabilizar a dívida brasileira com um juro real (acima da inflação) de 4% por ano já demandaria um superávit de 1,9% do PIB. Se esse custo sobe a 5%, o esforço passa a ser de 2,7% do PIB.
 

Para Kawall, diante do cenário mais adverso, o presidente eleito deveria sinalizar compromisso firme com reformas que desacelerem a alta das despesas a 1% acima da inflação. Hoje, o arcabouço fiscal criado pela equipe de Lula permite expansão real de até 2,5% ao ano.
 

O ex-secretário ressalta, porém, que é necessário priorizar as mudanças concretas nas políticas públicas. "O erro seria sairmos da eleição com uma rediscussão da regra. É uma maneira de querer continuar esse jogo do 'me engana que eu gosto'."
 

O economista-chefe para Brasil no Banco Barclays, Roberto Secemski, estima que o ajuste necessário para estabilizar a dívida seja da ordem de R$ 350 bilhões. Mas ele reconhece que pouca gente espera que tal resultado seja alcançado rapidamente. Ainda assim, ele diz ser crucial que o presidente eleito deixe clara a direção a ser seguida.
 

"Ainda que não vá alcançar um ajuste dessa monta em seis meses ou um ano, talvez nem mesmo em dois anos, é importante que as medidas sejam ambiciosas o suficiente para perseverar nessa direção. Na ausência disso, a construção da credibilidade vai ficar afetada", afirma.
 

Para ele, o plano pode combinar medidas para conter despesas e elevar receitas, desde que sejam estruturais e duradouras, sem depender de ações pontuais, que valem num só ano.
 

"Uma vez estabelecidas essas credenciais, os preços dos ativos tendem a reagir bem mais rápido do que as variáveis econômicas, e isso sozinho já alivia o custo total do esforço fiscal, porque o juro imposto à dívida pública declina", afirma Secemski.
 

O economista Italo Franca, do Santander, avalia que será prioritário adotar medidas pelo lado das despesas. "Não estamos falando de corte, mas sim de redução do ritmo de crescimento", afirma. Desde 2022, a expansão média dos gastos está em 5,3% ao ano acima da inflação, bem acima do desempenho da atividade econômica.
 

Em suas estimativas, um superávit mínimo para estabilizar a dívida ficaria entre 1,5% e 2% do PIB, mas isso também vai depender da qualidade do ajuste. Se o governo eleito concentrar esforços em medidas de fôlego curto, sem mudanças estruturais, essa fragilidade pode cobrar um preço maior.
 

A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, avalia que alcançar superávit de 2% a 2,5% do PIB é improvável no próximo mandato, mas acredita na possibilidade de se alcançar um saldo positivo de 1% no primeiro ano da gestão. Segundo ela, o diagnóstico do que é necessário já existe, mas tudo vai depender do envolvimento do chefe do Executivo na aprovação das medidas.
 

Para a economista, as administrações de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador que agora concorre à Presidência, e de Lula provaram que a equipe econômica não consegue, sozinha, garantir a execução de um plano de ajuste.
 

"Não havia no governo Bolsonaro uma convicção da importância da disciplina fiscal. Ele chegou a dizer 'eu demito quem voltar a falar em desvincular salário mínimo'. Tem um aprendizado no mercado em relação a isso, de entender que não basta ter o ministro da Fazenda. Tem que ter um compromisso do presidente e capacidade política para isso", avalia.
 

É por isso que, segundo ela, Lula teria um déficit de credibilidade maior do que Flávio. Embora destaque em discursos o superávit alcançado em suas gestões anteriores, o petista disse, a menos de um mês das eleições, que "é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, de ter controle fiscal".
 

Por outro lado, Zeina diz que Flávio também tem "perfil populista" e, em sua atuação no Congresso, não defendeu disciplina fiscal de forma consistente.
 

"O desafio é muito grande, para quem quer que seja, em demonstrar capacidade de avançar no Congresso nessa situação, com o Executivo enfraquecido. As emendas parlamentares, que eram para ser moeda de barganha, inflaram e perderam esse papel", afirma.
 

O economista José Roberto Afonso, professor do IDP e um dos formuladores da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), ressalta a necessidade de Executivo e Congresso "dosarem o ajuste", para que seja consistente com o cenário e com as demais políticas. Segundo ele, não há política fiscal autônoma e independente do que se passa no restante da economia e na sociedade.
 

"Ajuste eficiente sempre combina medidas e depende muito mais do sucesso da gestão do que de leis, promessas e propostas genéricas", diz.
 

Afonso compara a formulação dessas medidas e a gestão das contas a um voo. "Ninguém entra no avião quando quer, nem decola e muito menos pousa como e onde quer. Sim, é possível programar o tempo de voo. Não há como garantir que será cumprido porque não há como assegurar que condições climáticas serão sempre as mesmas."
 

Segundo ele, como num voo, a gestão da política fiscal depende de uma série de tarefas e variáveis combinadas. "É preciso muita competência e, sobretudo, responsabilidade. Esta tem faltado muito em que não tem formação em finanças públicas e muito menos experiência na administração pública para propor metas de resultado fiscal, de gastos ou de dívida, ignorando seus diferentes impactos", critica.