BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 10:26h
Foto: Reprodução/CBF TV
A Seleção Brasileira conheceu nesta segunda-feira (25) a primeira lista de convocados com "a cara de Carlo Ancelotti". Em evento realizado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, o treinador anunciou os 25 nomes que enfrentarão Chile e Bolívia nas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Entre as novidades, está a primeira convocação de Kaio Jorge, do Cruzeiro, e a volta de Lucas Paquetá, do West Ham. Neymar, lesionado com um edema na posterior da coxa, segue fora da lista, sem vestir a Amarelinha desde 17 de outubro de 2023, quando sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior diante do Uruguai. Na ocasião, Fernando Diniz era o treinador.
Esta foi a segunda convocação de Ancelotti desde que assumiu a Seleção, num ciclo de quatro listas que antecedem a definição final para o Mundial, que será disputado no Canadá, México e Estados Unidos. Embora já tenha garantido matematicamente a vaga, o Brasil ainda busca a vice-liderança da tabela — ocupa atualmente a terceira posição, com 25 pontos, atrás da Argentina e do Equador, respectivamente. Nos últimos cinco jogos, a equipe somou duas vitórias, dois empates e uma derrota.
Confira a lista de convocados da Seleção Brasileira:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Bento (Al-Nassr)
Hugo Souza (Corinthians)
DEFENSORES
Alexsandro Ribeiro (Lille)
Alex Sandro (Flamengo)
Caio Henrique (Monaco)
Douglas Santos (Zenit)
Fabrício Bruno (Cruzeiro)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (PSG)
Vanderson (Monaco)
Wesley (Roma)
MEIO-CAMPISTAS
Andrey Santos (Chelsea)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Joelinton (Newcastle)
Lucas Paquetá (West Ham)
ATACANTES
Estêvão (Chelsea)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
João Pedro (Chelsea)
Kaio Jorge (Cruzeiro)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Raphinha (Barcelona)
Richarlison (Tottenham)
Após os dois compromissos oficiais, a Seleção terá três novas datas Fifa para amistosos (outubro, novembro e março), o que totalizará 10 partidas até a estreia na Copa do Mundo.
Carregando...
- Por Laiane Apresentação/Bahia Notícias
- 24 Ago 2025
- 14:26h
Foto: Reprodução / CazéTV
O conjunto brasileiro de Ginástica Rítmica conquistou a medalha de prata no conjunto geral no Campeonato Mundial disputado no Rio de Janeiro, na noite deste sábado (23). Essa é a primeira vez que o país conquista o pódio na competição e a primeira vez que a disputa ocorre na América do Sul.
A equipe comandada pela técnica Camila Ferezin foi desbancada pelo Japão durante as últimas apresentações do dia. Em terceiro lugar está a Espanha. Com nota total de 55.250, o país assumiu a liderança de seu grupo, à frente da atual campeã olímpica, China.
A apresentação da equipe na série mista, com o uso de três bolas e dois arcos, foi acompanhada de um remix com a música "Evidência", de Chitãozinho e Xororó e o hino nacional brasileiro. Na série simples, com o uso de fitas, a equipe foi acompanhada das canções "O Que É o Que É?", "Aquarela do Brasil", "Come to Brazil" e "Samba do Brasil".
Outros países também tiveram suas apresentações embaladas por músicas que representaram o Brasil, como a Austrália e a Bélgica. O Mundial, considerada a competição mais importante do esporte atrás apenas das Olimpíadas, segue no próximo domingo (24), com as finais do conjunto - arco e bola e fitas - e individual de arco e bola.
- Por Luísa Monte | Folhapress
- 24 Ago 2025
- 12:24h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Paola Carosella se pronunciou nas redes sociais neste sábado (23) sobre a repercussão da sua entrevista no último programa De Frente com Blogueirinha, na qual a apresentadora fez insinuações sobre a filha da chef, de 13 anos. Ela diz que os comentários feitos nas redes sociais sobre a jovem são criminosos.
"O que eu nunca ia imaginar era que uma fala minha sobre os gostos musicais da minha filha (criança) teria os desdobramentos que teve. Não por uma pessoa, mas por milhares de adultos, que nem por um segundo pensaram quais poderiam ser as consequências disso. Pior ainda, muitos nem sabem que isso é crime", escreveu.
Sobre ter apagado os posts relacionados à entrevista de suas redes sociais, Paola disse que o humor precisa de limites: "Limite não é censura. Liberdade não é libertinagem".
Na entrevista, exibida na última segunda-feira (18), Blogueirinha perguntou sobre os gostos da filha de Paola. A chef respondeu que a jovem é fã das cantoras Billie Eilish e Chappell Roan. A apresentadora reagiu e disse que a menina "vai ser insuportável" e, mais tarde, disse nas redes sociais que chegou a "pegar leve" no comentário.
Internautas repercutiram a participação e a fala de Blogueirinha, insinuando sobre a sexualidade da jovem.
Após a repercussão, Paola apagou os vídeos de sua participação de suas redes sociais. Questionada, ela respondeu alguns comentários. "Você tem filhos?" disse em um deles.
A chef também fez referência ao caso de "adultização" e exploração de menores denunciado pelo influenciador Felca em outro comentário: "Acho que temos muitos fãs de Hytalo Santos por aqui".
Blogueirinha disse que suas falas foram mal-interpretadas: "Os stories que fiz nas minhas redes foram levados para outro lugar, sendo interpretados de maneira totalmente equivocada, gerando especulações e repercussões gravíssimas ao meu respeito".
- Por Renata Galf e José Marques | Folhapress
- 22 Ago 2025
- 18:37h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PL) recebeu cerca de R$ 44,3 milhões em suas contas bancárias de março de 2023 a junho de 2025, apontam os dados da análise da Polícia Federal juntada ao inquérito sobre as suspeitas de obstrução do julgamento da trama golpista, que levaram ao indiciamento do ex-presidente e do seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A análise se baseia em informações levantadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A maior parte desse valor se concentra em apenas um ano, de março de 2023 a fevereiro de 2024, quando o ex-presidente recebeu pouco mais de R$ 30 milhões. Já o segundo maior montante recebido foi de 20 de dezembro de 2024 a 5 de junho deste ano, quando Bolsonaro recebeu R$ 11,1 milhões.
Ao todo, no período dos quase dois anos, R$ 20,7 milhões recebidos foram provenientes de transações em Pix -sendo que cerca de R$ 19,3 milhões foram enviados de março de 2023 a fevereiro de 2024. Enquanto o montante recebido do PL em todo o período, segundo esses dados, foi de R$ 1,1 milhão.
Em meados de 2023, aliados fizeram uma campanha para arrecadar dinheiro para Bolsonaro pagar multas e advogados, o que gerou uma onda de doações por Pix. O relatório da PF só relata os recebimentos mas não cita a campanha.
O órgão diz que há suspeitas de indícios de lavagem de dinheiro e de outros ilícitos penais por parte do ex-presidente e de Eduardo.
Procurada pela reportagem, a defesa de Bolsonaro não se manifestou sobre a análise da PF. Eduardo Bolsonaro não foi localizado para comentar.
Em relação ao indiciamento, a defesa do ex-presidente afirmou na manhã desta quinta-feira (21) que recebeu a notícia com surpresa e que "jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta" pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Já Eduardo chamou, em nota na noite de quarta-feira (20), de "crime absolutamente delirante" os apontamentos que resultaram no indiciamento.
MOVIMENTAÇÕES EM CONTA
Segundo a análise da PF, Bolsonaro foi identificado como parte envolvida em comunicações reportadas por unidades de inteligência financeira ao Coaf. Ainda de acordo com a investigação, as operações financeiras com suspeitas de "lavagem de dinheiro e outros ilícitos" nas contas de Bolsonaro ocorreram entre 1º de março de 2023 e 5 de junho de 2025.
Apenas de 1º de março de 2023 a 7 de fevereiro de 2024, teriam sido movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos nessas contas, aponta a análise.
O documento registra nesse período o recebimento, via Pix, de R$ 19,3 milhões em 1.214.254 lançamentos. Já o PL, partido de Bolsonaro, que aparece como o principal pagador nesse período de um ano, transferiu o montante de R$ 291,7 mil a Bolsonaro. Os maiores gastos, por sua vez, foram feitos aos advogados do ex-presidente, no valor de R$ 6,8 milhões.
A PF afirma que foram analisadas 50 comunicações de operações financeiras que envolvem pessoas relacionadas às investigações da trama golpista. Dessas comunicações, quatro tratam de suspeitas relacionadas a Bolsonaro, e quatro, a Eduardo Bolsonaro.
Foram analisadas ainda outras transações feitas pelo ex-presidente e por seu filho. Parte delas é citada no relatório da PF que embasou o indiciamento dos dois, divulgado na quarta-feira (20).
O documento cita, por exemplo, que Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões a Eduardo em 13 de maio de 2025, como foi informado pelo próprio presidente em depoimento. No entanto, também afirma que foram remetidos R$ 30 mil em março e R$ 40 mil em abril, quando Eduardo já estava nos EUA -de acordo com o texto, ele chegou ao país em 27 de fevereiro.
Em relação ao Bolsonaro, a PF diz que "chama atenção o volume de operações de câmbio realizadas ao longo do período analisado, que totalizaram R$ 105.905,54, especialmente considerando que o ex-presidente está com o passaporte retido e proibido de deixar o país".
A análise policial ainda ressalta a transferência de R$ 2 milhões de Bolsonaro à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em 4 de junho deste ano, um dia antes de ele prestar depoimento na investigação. A PF entende que ele fez a transferência para a conta de sua esposa para evitar bloqueios de recursos.
O relatório da PF que embasou o indiciamento diz que também Eduardo usou conta de sua esposa para evitar bloqueios de recursos.
Segundo a investigação, o deputado fez dois repasses para Heloísa Bolsonaro "como forma de escamotear" os valores antes encaminhados a ele pelo pai.
Para a PF, a análise das transações aponta que Bolsonaro e Eduardo utilizaram "diversos artifícios para dissimular a origem e o destino de recursos financeiros, com o intuito de financiamento e suporte das atividades de natureza ilícita do parlamentar" no exterior.
Em depoimento à polícia, Bolsonaro já disse que as transferências a Eduardo foram abastecidas por campanhas de doação feitas por apoiadores do ex-presidente.
A investigação também afirma que Bolsonaro realizou 40 transações de janeiro a julho de 2025, entre saques em caixas eletrônicos e atendimento presencial em guichê bancário.
"No total, foram contabilizados R$ 130.800,00. Não se ignora a eventual necessidade do ex-presidente em realizar despesas de pequeno vulto, sobretudo durante deslocamentos e viagens realizadas ao longo de agendas públicas. Entretanto, o grande volume de transações em dinheiro físico é indício relevante no contexto probatório, considerando os riscos associados à falta de rastreabilidade e a possibilidade de financiamento de ações de caráter ilícito", disse a PF.
- Bahia Notícias
- 22 Ago 2025
- 14:25h
Fotos: Divulgação/Bahia Notícias
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltou atrás e retificou, na noite da última quinta-feira (21), um comunicado publicado inicialmente sobre os episódios brutais e violentos que interromperam a partida entre Independiente e Universidad de Chile. O episódio ocorreu no Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, no confronto que foi válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
De acordo com a entidade, a primeira nota foi divulgada sem a autorização do presidente Samir Xaud, que já mantinha conversas diretas com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) a respeito do episódio.
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que a nota publicada nesta manhã em seu site e em seus canais digitais sobre os episódios de violência no estádio de Avellaneda foi divulgada sem a anuência do presidente da entidade, que já mantinha diálogo direto com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) sobre o ocorrido", destacou o novo comunicado.
A retificação também reforçou a relação de parceria da CBF com outras entidades do continente e buscou minimizar o desgaste causado pela primeira publicação, que irritou principalmente a AFA. O texto ainda ressaltou o vínculo histórico de respeito com a federação argentina.
"A CBF lamenta a forma como se deu a publicação, pede desculpas por eventuais mal-entendidos e reafirma sua confiança nas medidas que vêm sendo discutidas conjuntamente entre as entidades, no sentido de prevenir a repetição de incidentes semelhantes", acrescentou.
"Em particular, a relação entre a CBF e a AFA sempre foi guiada pelo respeito, admiração mútua e compromisso compartilhado de fortalecer o futebol em nossa região."
Na nota inicial, divulgada pela manhã, a entidade brasileira havia classificado os acontecimentos em Avellaneda como "barbárie" e cobrado da Conmebol "rigor total na apuração dos fatos ocorridos, com investigação célere e transparente, e que os responsáveis sejam identificados e punidos com severidade".
Enquanto a polêmica em torno dos comunicados se desenrolava, a Conmebol segue apurando os incidentes no estádio. Segundo informações da Universidad de Chile, 12 torcedores precisaram de atendimento hospitalar, sendo um deles encaminhado para a UTI. Oito já receberam alta. A partida estava empatada em 1 a 1 quando foi suspensa.
Também na quinta, um suposto comunicado oficial da Conmebol apontava a exclusão das duas equipes da competição. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria da entidade, que revelou que o documento era falso.
- Por Felipe Gutierrez | Folahpress
- 22 Ago 2025
- 10:30h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O aumento de arrecadação com as medidas que o governo anunciou nos últimos meses, como o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e do imposto sobre as bets, será menor do que o Ministério da Fazenda espera, afirma a IFI (Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado) em seu relatório de acompanhamento de agosto.
A IFI diz que o Brasil já enfrentava déficits primários recorrentes e a perspectiva de um aumento da relação entre a dívida pública e o PIB quando o governo americano impôs uma "agressiva política comercial".
A consequência do tarifaço serão "efeitos recessivos na economia global e brasileira, com repercussão no nível de crescimento econômico e, consequentemente, das receitas orçamentárias".
A estratégia do governo, diz a instituição, tem sido aumentar as receitas e alterar alguns critérios para definir quais gastos entram na conta da meta do arcabouço fiscal.
Segundo a Receita Federal, estima-se que as mudanças no IOF, anunciadas em meados de maio, aumentem a receita em R$ 8,4 bilhões em 2025 e quase R$ 28 bilhões no ano que vem.
Em julho, o impacto foi de uma alta de R$ 756 milhões na comparação com o mesmo mês do ano passado (em valores corrigidos pela inflação).
A IFI, no entanto, considera que o comportamento dos contribuintes pode mudar para evitar pagar impostos, o que fará com que a receita não aumente da forma como o governo projeta.
No pior dos cenários para a arrecadação, a alta do IOF teria apenas 47% do impacto que o governo projeta em 2027.
Além de alterar o IOF, o governo também baixou a MP (Medida Provisória) 1.303, com cinco regras que alteram os impostos.
As medidas são tributar investimentos de renda fixa que hoje são isentos, aperfeiçoar as regras sobre compensações tributárias e aumento de alíquotas para três impostos diferentes: CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de fintechs, imposto na distribuição de juros sobre capital próprio e o imposto sobre as bets.
Assim como no caso do IOF, as projeções da instituição não batem com as do governo.
Por fim, a IFI também afirmou que as mudanças que foram introduzidas a respeito de precatórios e requisições de pequeno valor no cálculo das metas do arcabouço fiscal não vão mudar "a vida real". O instituto afirma que o resultado primário efetivo e a dinâmica da dívida pública serão os mesmos.
"A formação das expectativas dos agentes econômicos relevantes e a sua ancoragem se dão com base nos resultados efetivos e não nas excepcionalidades legais eventuais", diz o texto.
- Bahia Notícias
- 22 Ago 2025
- 08:25h
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e indiciou que o magistrado é o responsável por conta da divulgação das mensagens trocadas entre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que foram incluídas em relatório divulgado pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (20).
O senador classificou a atitude do magistrado como "asquerosa" e disse que as mensagens "não têm nada a ver", sendo usadas apenas para atacar o ex-presidente.
“Eu acho que a palavra que eu encontro hoje para o Alexandre de Moraes é que ele é uma pessoa asquerosa, que joga muito baixo, que não tem limites para expor uma relação familiar que não tem nada a ver com o processo, com a única intenção de manipular a opinião pública, de atacar o presidente Bolsonaro e o seu grupo, porque isso não dá embasamento para nada. Então, qual o objetivo de vazar essas informações?”, disse ele.
O parlamentar também fez uma espécie de analogia de Moraes com o personagem Simão Bacamarte, do conto "O Alienista", de Machado Assis, onde o homem é um médico que funda um manicômio e decide internar todos os moradores da cidade, com o argumento de que todos sofriam de algum distúrbio. Mais tarde, ele muda de ideia e libera todos os pacientes e interna-se, convencido de que ele era o verdadeiro louco.
“É muito parecido com o que faz o Alexandre de Moraes, porque para ele todo mundo é golpista, todo mundo cometeu crime, menos ele. Então, ele está autorizado, já que está buscando fazer o bem, livrar o Brasil dessas pessoas que na cabeça dele são malignas. Ele é o Simão Bacamarte atual, e em algum momento esse cara tem que ser internado, porque não tem explicação para o que ele está fazendo, ele não está nas suas faculdades mentais normais”, concluiu.
- Bahia Notícias
- 21 Ago 2025
- 18:20h
Foto:Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre seus adversários e venceria todos os nomes testados em simulações de segundo turno da eleição presidencial de 2026. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (21), que confirma tendência de recuperação da popularidade do petista nos últimos meses.
No cenário contra Jair Bolsonaro (PL), Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 35% do ex-presidente. Em julho, o placar era de 43% a 37%.
O levantamento mostra ainda vitórias do petista contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), por 43% a 35% (antes, 41% a 37%); Michelle Bolsonaro (PL), por 47% a 34% (em julho, 43% a 36%); Ratinho Junior (PSD), por 44% a 34% (antes, 41% a 36%); Eduardo Leite (PSD), por 46% a 30% (na rodada anterior, 41% a 36%); Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por 47% a 32% (antes, 43% a 33%); Romeu Zema (Novo), por 46% a 32% (em julho, 42% a 33%); Ronaldo Caiado (União Brasil), por 47% a 31% (antes, 42% a 33%); e Flávio Bolsonaro (PL), por 48% a 32%, cenário não testado anteriormente.
Nas simulações de primeiro turno, Lula tem 34% contra 28% de Jair Bolsonaro. Ciro Gomes (PDT) aparece com 8%, Ratinho Junior com 7%, e Caiado e Zema com 3% cada. Brancos e nulos somam 13%, e 4% estão indecisos. Em cenários alternativos, Lula também lidera diante de Michelle Bolsonaro (35% a 21%), Tarcísio de Freitas (35% a 17%), Eduardo Bolsonaro (34% a 15%) e Flávio Bolsonaro (35% a 14%).
Na intenção de voto espontânea, Lula é citado por 16% dos entrevistados, enquanto Bolsonaro registra 9%. Ciro, Michelle, Ratinho, Tarcísio e outros nomes aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 4%, e 66% se dizem indecisos.
Apesar da liderança, a pesquisa mostra que 58% dos entrevistados defendem que Lula não dispute a reeleição em 2026, contra 39% que apoiam uma nova candidatura. Em relação a Jair Bolsonaro, inelegível, 65% preferem que ele abra mão da candidatura em favor de outro nome, enquanto 26% defendem sua manutenção.
Entre os eleitores bolsonaristas, Michelle Bolsonaro aparece como a preferida para substituir o ex-presidente, com 36%. Tarcísio de Freitas tem 15%, Eduardo Bolsonaro 10%, Ratinho Junior e Flávio Bolsonaro 8% cada, Pablo Marçal 6%, Caiado 3% e Zema 2%.
O levantamento também aferiu percepções sobre o retorno de ex-presidentes. Para 47% dos entrevistados, há medo de que Bolsonaro volte ao poder; 39% temem um novo mandato de Lula. Outros 8% disseram ter receio de ambos, 4% não souberam responder e 2% afirmaram não ter medo de nenhum.
Em relação à rejeição, os números mostram queda para Lula e estabilidade negativa para Bolsonaro. Em maio, 57% afirmavam conhecer Lula e não votar nele, contra 40% que declaravam voto. Agora, a rejeição ao petista caiu para 51%, e a propensão ao voto subiu para 47%. Bolsonaro tem 57% de rejeição, 6% de desconhecimento e 37% de propensão ao voto. Eduardo Bolsonaro registra 57% de rejeição, 19% de desconhecimento e 24% de propensão.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com 12.150 entrevistas presenciais em todo o país
- Bahia Notícias
- 21 Ago 2025
- 16:32h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
O Tribunal de Justiça da Paraíba autorizou o bloqueio de parte da fortuna do influenciador Hytalo Santos, preso desde sexta-feira (15) e investigado por tráfico humano e exploração infantil em conteúdos compartilhados nas redes sociais.
O pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) indicou indícios de ocultação patrimonial de Hytalo, como motivo para o bloqueio dos valores.
De acordo com o g1, entre os bens bloqueados estão carros, empresas e outros valores que podem chegar até R$ 20 milhões do casal.
Hytalo também é acusado do não pagamento de uma mansão em João Pessoa. Na decisão do juiz José Herbert Luna Lisboa para o bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões, foi pontuado que o influenciador não pagou nenhuma parcela da mansão em que residia.
O influenciador ainda teve documentos como passaporte e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) bloqueados.
No início da semana, o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, determinou a transferência do blogueiro e do marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, de São Paulo para o estado nordestino.
A Justiça de São Paulo também negou o pedido de transferência feito pela defesa de Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, o Euro, para deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, e ir para a penitenciária de Tremembé, no interior do estado.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 21 Ago 2025
- 14:49h
Foto: Reprodução Redes Sociais
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) foi citado na decisão judicial relacionada ao Inquérito 4.995/DF, que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o seu filho, Eduardo Bolsonaro, nesta quarta-feira (20). A investigação indicou que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas, incluindo a comunicação com outros investigados e a propagação de mensagens em redes sociais para contornar proibições e o pedido de asilo político na Argentina.
O documento acessado com exclusividade pelo Bahia Notícias mostrou que o parlamentar baiano obteve colaboração, sendo um parceiro do ex-presidente. A participação de Alden está detalhada em interações com Bolsonaro, onde a PF identificou uma tentativa de burlar as medidas.
Segundo a denúncia, no dia 3 de agosto de 2025, Capitão Alden, cujo contato no WhatsApp de Bolsonaro é salvo como "Dep BA Cap Alden", perguntou a Bolsonaro se ele poderia enviar um áudio para a Bahia, relacionado às manifestações pró-Bolsonaro que ocorriam no país.
De acordo com o inquérito, Bolsonaro respondeu a Alden com uma mensagem de áudio, expressando receio de falar diretamente devido às proibições judiciais impostas a ele. No entanto, Bolsonaro aparentemente orientou Alden sobre como proceder para expor sua imagem, sugerindo que Alden pudesse ligar para ele "na imagem falando: “Estou aqui com a imagem do Bolsonaro, está mandando abraço a todos vocês e parabenizando’'
Em seguida, Alden perguntou se poderia ligar para Bolsonaro em cinco minutos, e Bolsonaro respondeu positivamente. A ligação ocorreu às 12h10min e durou 1 minuto e 14 segundos.
A participação de Alden no inquérito 4.995/DF está detalhada em interações com Jair Messias Bolsonaro, que a Polícia Federal identificou como um meio para burlar medidas.
Logo depois da ligação, Jair Messias Bolsonaro enviou a Alden um vídeo de 55 segundos, que aparentemente continha a gravação da ligação realizada com o Deputado Federal.
Conforme a PF, o mesmo vídeo foi posteriormente publicado pelo Deputado Federal Capitão Alden em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) às 13h44min do dia 3 de agosto de 2025. O ato foi destacado como parte do "modus operandi" utilizado por Jair Messias Bolsonaro para burlar a medida cautelar de proibição do uso de redes sociais, "ainda que por intermédio de terceiros"
Foto: Divulgação / Bahia Notícias
A assessoria do deputado federal informou que ainda não houve qualquer notificação formal sobre o inquérito citado pela Polícia Federal. Segundo a nota, “até o momento não chegou nada oficializado para nós” e, por isso, o parlamentar só pretende se manifestar após ter acesso à íntegra dos autos.
- Por Paulo Dourado/Bahia Notícias
- 21 Ago 2025
- 12:33h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O relatório final da Polícia Federal (PF), encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu uma série de elementos que sustentam o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no inquérito 4995/DF, instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos são investigados por coação no curso do processo, obstrução de investigações sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em inquérito obtido pelo Bahia Notícias, a PF destacou a “permanência e reiteração” de condutas ilegais atribuídas ao ex-presidente, incluindo o desrespeito às medidas cautelares que lhe proibiam o uso de redes sociais e contatos com outros investigados. Mesmo após a apreensão de um celular em julho, Bolsonaro teria ativado um novo aparelho e retomado intensa atividade digital.
De acordo com os investigadores, o conteúdo recuperado demonstra que Bolsonaro utilizava listas de transmissão no WhatsApp para difundir mensagens políticas e críticas ao STF. Parte desse material envolvia vídeos sobre a chamada Lei Magnitsky, sugerindo sanções internacionais contra ministros da Corte, em especial Alexandre de Moraes.
Na investigação, o pastor Silas Malafaia também é citado como figura que teria incentivado Jair Bolsonaro a driblar as restrições judiciais. Mensagens mostram que, menos de uma hora após Bolsonaro ativar o novo celular, Malafaia pediu que ele disparasse vídeos para sua base de contatos e articulasse a mobilização de parlamentares em apoio a manifestações marcadas para 3 de agosto.
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Para contornar as proibições, Bolsonaro ainda teria recorrido a aliados como o deputado Capitão Alden (PL-BA) e a apoiadores identificados em redes sociais, como o perfil “Negona do Bolsonaro”. Esses contatos publicaram conteúdos atribuídos ao ex-presidente, numa estratégia que, segundo a PF, configuraria tentativa deliberada de burlar as medidas impostas pelo STF.
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O relatório também aponta que Jair Bolsonaro violou determinações judiciais ao manter comunicação com o aliado Braga Netto, então investigado na Operação Tempus Veritatis. Além disso, surgem interações com Martin De Luca, advogado norte-americano ligado à Trump Media e à plataforma Rumble, em processos nos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes.
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Segundo a PF, De Luca chegou a enviar a Bolsonaro, no mesmo dia do protocolo, uma petição apresentada em tribunal norte-americano contra decisão do STF. Uma cópia traduzida do documento foi encontrada na residência do ex-presidente. Há ainda registros de conversas em que Bolsonaro pede orientação ao advogado sobre textos que exaltassem Donald Trump e criticassem o Judiciário brasileiro.
Outro ponto considerado grave foi a descoberta de um documento no celular de Jair Bolsonaro intitulado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO.docx”. Datado de fevereiro de 2024, o arquivo tratava de um pedido formal de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, no qual Bolsonaro alegava ser alvo de perseguição no Brasil.
Próximos passos
Diante das conclusões, o relator Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste em 48 horas sobre os descumprimentos e indícios de risco de fuga. Após a resposta, caberá à PGR se posicionar sobre as medidas cabíveis contra o ex-presidente e demais investigados.
- Por Cézar Feitoza / Adriana Fernandes | Folhapress
- 21 Ago 2025
- 10:16h
Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teve um cartão de bandeira americana bloqueado por ao menos um banco no Brasil desde a imposição de sanções financeiras pelo governo dos Estados Unidos.
Em troca, a instituição ofereceu a Moraes um cartão da bandeira brasileira Elo, para ele fazer pagamentos no país sem as restrições impostas pela gestão Donald Trump.
As informações foram confirmadas à Folha em conversas reservadas com um integrante do Supremo, uma pessoa com atuação no mercado financeiro e outras duas próximas a Moraes. O ministro foi procurado pela reportagem, mas a assessoria do STF afirmou que ele não iria se manifestar.
Ele disse em entrevista à agência Reuters que espera uma mudança de postura do presidente dos EUA pela via diplomática.
O bloqueio do cartão de bandeira americana é a medida de maior impacto conhecida até o momento contra o ministro como consequência da inclusão de seu nome na lista de punidos na Lei Magnitsky. A norma impõe sanções financeiras, como congelamento de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas americanas, a estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.
Ao fim de julho, Moraes se tornou a primeira autoridade brasileira a ser alvo da medida. O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, justificou a ação dizendo haver "graves abusos de direitos humanos" por parte do ministro do STF, citando "detenções preventivas injustas", silenciamento de críticos políticos e ordens de bloqueio de contas em plataformas digitais.
O bloqueio do cartão de Moraes foi feito antes de o também ministro do STF Flávio Dino decidir, na segunda-feira (18), em uma ação sobre a tragédia de Mariana (MG), que ordens executivas de governos estrangeiros não têm eficácia no Brasil.
O uso de bandeiras americanas como Visa, Mastercard, Diners e American Express se enquadraria nas sanções porque a Lei Magnitsky impõe restrições às relações entre empresas do país e os alvos da norma.
Na avaliação de analistas do mercado, a Elo estaria menos vulnerável por concentrar suas operações no Brasil. A empresa pertence a Banco do Brasil, Bradesco e Caixa.
As empresas de cartão são responsáveis por intermediar operações de venda, mas quem avalia a elegibilidade do cliente, emite o cartão e gerencia o relacionamento são os bancos.
Operadores do mercado avaliam que a aplicação de medidas previstas na Lei Magnitsky em relação a Moraes pode endurecer com o passar do tempo. Um dos cenários traçados prevê que o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA) pode determinar o aumento das restrições contra Moraes.
Caso as instituições não efetuem os bloqueios, avaliam, o governo americano pode aplicar multas ou mesmo impedir a atuação dessas empresas nos EUA.
A decisão de Dino criou mais incertezas no setor. O ministro afirmou que "leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a [...] pessoas naturais por atos em território brasileiro".
"[A violação à decisão] Constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro", afirma o ministro.
Na avaliação de agente do mercado financeiro, a decisão gera uma controvérsia de difícil solução: se os bancos forem impedidos pelo Supremo de aplicar sanções contra Moraes, eles sofrerão penalidades nos Estados Unidos.
Recurso à via diplomática
Na entrevista à Reuters, Moraes descartou por ora contestar na Justiça americana sua inclusão na Lei Magnitsky.
"É plenamente possível uma impugnação judicial [nos Estados Unidos] e até agora não encontrei nenhum professor ou advogado brasileiro ou norte-americano que ache que a Justiça não iria reverter. Mas, nesse momento, eu aguardo -e foi uma opção minha aguardar- a questão diplomática do país, Brasil e Estados Unidos" disse Moraes.
Ele afirmou que a medida pouco alterou sua rotina e disse saber de divisões internas no governo norte-americano que retardaram as sanções e ainda podem enfraquecê-las.
"Houve uma relutância na Secretaria de Estado e uma grande relutância na Secretaria do Tesouro. Então, a partir disso, com as informações mais corretas, eu acredito que ambos os departamentos vão fazer chegar ao presidente [Donald Trump] com essa finalidade", afirmou ele, sem detalhar ou explicar como obteve essa informação.
O ministro afirmou ainda na entrevista que decisões de tribunais e governos estrangeiros só podem ter efeito no Brasil após validação por meio de um processo doméstico. Segundo ele, portanto, não é possível confiscar bens, congelar fundos ou bloquear propriedades de cidadãos brasileiros sem seguir esses trâmites legais.
"Esse desvio de finalidade na aplicação da lei coloca até instituições financeiras em uma situação difícil. E não são só instituições financeiras brasileiras, mas são seus parceiros norte-americanos, são empresas norte-americanas que atuam no Brasil e também têm contas, investimentos, financiamentos de bancos brasileiros", acrescentou.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 16:22h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Em votação que demorou apenas alguns minutos no início da Ordem do Dia no plenário, na sessão desta terça-feira (19), foi aprovado, de forma simbólica, o requerimento de urgência para o projeto que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador. A proposta deve entrar na pauta na sessão desta quarta (20).
O PL 2628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), é conhecido como o “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital”. O projeto foi aprovado no ano passado no Senado, e agora seguirá direto para a apreciação no plenário.
A rápida votação pegou a oposição de surpresa. No momento em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) abriu a Ordem do Dia e colocou o requerimento em votação, o plenário estava vazio e poucos membros da oposição estavam presentes.
Depois da votação, alguns deputados de oposição protestaram contra o que chamaram de “atropelo” de Hugo Motta. Já o presidente da Câmara se defendeu afirmando que não tinha ninguém da oposição no plenário no momento da votação.
A oposição havia decidido, em reunião durante a tarde, que iria obstruir a votação do PL 2628/22. Sem conseguir obstruir o requerimento de urgência, a estratégia da oposição agora é tentar impedir a votação da proposta no plenário, na sessão deliberativa desta quarta.
O projeto que teve a urgência aprovada se aplica a produtos e serviços de tecnologia da informação acessíveis a crianças e adolescentes no País e fixa proteção prioritária com medidas de privacidade, proteção de dados e segurança. O texto da proposição exige que plataformas adotem, desde a concepção, a configuração padrão mais protetiva e veda uso de dados que violem direitos.
A proposição do senador Alessandro Vieira determina também controles parentais robustos. Ainda prevê limite de tempo de uso, bloqueio de perfis, controle de recomendações, restrição de geolocalização e aviso sobre rastreamento. As ferramentas devem ser acessíveis e fáceis de usar.
Já em relação à publicidade e nas redes sociais, o projeto proíbe o uso de perfilamento e de técnicas como análise emocional e realidade aumentada para direcionar anúncios a menores.
Há ainda presente no texto a determinação de que contas infantis estejam vinculadas às de responsáveis e que as plataformas aprimorem a verificação de idade. Serviços com conteúdo pornográfico devem impedir contas de crianças e adotar checagem confiável de idade.
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 14:19h
Foto: Divulgação/ Polícia Civil
A Justiça de São Paulo negou o pedido de transferência feito pela defesa de Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, o Euro, para deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, e ir para a penitenciária de Tremembé, no interior do estado.
De acordo com o g1 São Paulo, a equipe jurídica dos influenciadores desejavam que o casal fossem transferidos para a prisão conhecida por receber presos envolvidos em casos famosos, como Suzane von Richthofen.
A determinação do juiz Helio Narvaez é que Hytalo e Israel sejam transferidos para uma prisão na Paraíba, e o magistrado pediu informações sobre a movimentação em cinco dias.
Hytalo e Israel foram presos pela polícia na sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em cumprimento a mandados de prisões preventivas decretados pela Justiça da Paraíba.
Durante a audiência de custódia realizada por videoconferência com um juiz do Fórum de Osasco, na Grande São Paulo, Hytalo afirmou não ter entendido o motivo da prisão dele.
"A gente tava aqui em São Paulo e aí a gente tava recebendo inúmeras... é, mais pela questão do que o povo tá falando na mídia, né? Porque a gente tá aqui sem nem entender porque tá aqui."
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 12:15h
Foto: Ana Araújo/Ag. CNJ
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu o papel crucial da imprensa no combate à desinformação e alertou para os riscos da "tribalização da vida" alimentada pelas plataformas digitais. As declarações foram dadas durante o seminário "Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário", realizado no auditório do CNJ, em Brasília, na terça-feira (19).
Barroso analisou que o cenário pós-revolução digital "democratizou o acesso à informação, ao conhecimento, ao espaço público, de uma maneira geral". No entanto, ele ponderou que uma das consequências foi a ampliação da circulação de informações sem filtro. "O que tem custado um preço elevado à democracia é a tribalização da vida", afirmou.
"Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas já não convergem quanto aos fatos. Cada um tem a sua própria narrativa. As pessoas são expostas a opiniões divergentes. Da intolerância à violência, o passo é relativamente pequeno", lamentou Barroso. Para ele, a imprensa tem um papel decisivo na criação de "fatos comuns" sobre os quais a sociedade forma suas opiniões, mas "esse papel está sendo corroído". "Esse papel está sendo corroído. Perdemos, no mundo atual, a capacidade de viver sob um parâmetro mínimo civilizado, que é a busca pela verdade — a verdade possível, no plural, mas sempre com sinceridade e boa fé. A imprensa tradicional precisa reocupar seu espaço no debate público", defendeu.
Ao fazer uma retrospectiva sobre a atuação da imprensa no Brasil, sobretudo no período da Ditadura Militar (1964–1985), Barroso ressaltou o papel que o jornalismo desempenhou em sua trajetória pessoal. “Tenho uma relação muito profunda e imensa com o jornalismo. Passei a minha vida consumindo publicações de maneira geral. E ainda hoje, acordo de manhã e leio a primeira página de todos os principais jornais digitais. Despertei para a vida do Brasil com uma notícia de jornal, quando ocorreu a morte do jornalista Vladimir Herzog, em São Paulo”, pontuou.
Sobre a atuação do STF, Barroso declarou que a Corte tem "uma posição relativamente libertária em matéria de discussão e expressões artísticas, com exceção muito veemente em relação ao discurso de ódio, que é enquadrado na lei que proíbe o racismo". Ele explicou que, com base nesse entendimento, o Supremo criminalizou discursos de ódio contra grupos vulneráveis. "Mais recentemente, no voto antológico do ministro Celso de Mello, o STF criminalizou a homofobia, considerando igualmente criminalizáveis os discursos de ódio contra pessoas homossexuais ou transexuais", declarou.
O ministro também relembrou decisões emblemáticas do STF e as posturas adotadas em temas sensíveis. “O Supremo tem uma posição relativamente libertária em matéria de discussão e expressões artísticas, com exceção muito veemente em relação ao discurso de ódio, que é enquadrado na lei que proíbe o racismo”, disse.