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Tumulto e histeria do PT e Psol marcam reunião inicial da CPI da Petrobras

  • 05 Mar 2015
  • 13:55h

Bate-boca marca 1ª reunião da CPI da Petrobras(Agência Câmara/Divulgação)

Tumulto, bate-boca e histeria de deputados do PT e Psol marcaram nesta quinta-feira a primeira reunião deliberativa da CPI da Petrobras, em que ficou ainda mais clara a divisão entre PT e PMDB na Câmara. Petistas, acompanhados de deputados do Psol, tentaram interromper a sessão aos gritos para evitar que o presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), anunciasse os subrelatores designados para aumentar a eficácia das investigações. Os descontentes diziam que o presidente não poderia nomear os subrelatores por conta própria, sem consultar as outras lideranças ou submeter o tema a votação. Apesar dos protestos, Hugo Motta chegou a anunciar quais serão as quatro subrelatorias: a primeira vai investigar o superfaturamento e a gestão temerária na aquisição de refinarias. A segunda terá como foco a contratação de subsidiárias que serviram para o pagamento de propina. A terceira investigará o superfaturamento na construção de navios. A última terá como alvo a contratação da empresa Sete Brasil e a venda de ativos da Petrobras na África. A divisão do trabalho tira poder do relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ) - especialmente porque não deve haver petistas entre os subrelatores.

 

Hugo Motta anunciaria em seguida o nome dos subrelatores, mas foi interrompido por um tumulto criado pelos deputados do PT e do Psol. Aos gritos, eles abafaram a leitura do texto. Como Hugo Motta não interrompeu a apresentação das subrelatorias, eles se levantaram e se dirigiram à mesa para protestar. Edmilson Rodrigues (Psol-PA) era o mais exaltado e chamou Motta de "coronel". E emendou: "Não amoleque esta CPI. Cabelo branco não é sinal de respeito". O presidente da CPI também elevou a voz para pedir respeito: "Não serei nenhum fantoche para me submeter a pressão de quem quer que seja", disse ele. Também participou da gritaria o afilhado político do mensaleiro João Paulo Cunha, deputado Valmir Prascidelli (PT-SP). Na sequência, Motta conseguiu nomear os subrelatores: Altineu Cortês (PR-RJ) ficará com a subrelatoria que investigará as refinarias, Bruno Covas (PSDB-SP), com a das subsidiárias, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), com a dos navios e André Moura (PSC-SE), com a que investigará a Sete Brasil e as vendas de ativos na África. Hugo Motta anunciou também a contratação da consultoria Kroll para auxiliar os trabalhos. No início da sessão, a CPI elegeu seus vice-presidentes. Antonio Imbassahy (PSDB-BA) será o primeiro. Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), o segundo. O terceiro será Kaio Maniçoba (PHS-PE). O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apareceu no fim da manhã na CPI e afirmou que está disposto a falar ao colegiado se convocado. Cunha estaria entre os políticos na lista enviada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal com pedidos de investigação contra os citados na Lava Jato.

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Pena de Genoino é extinta pelo STF com base em decreto da presidente Dilma

  • Metro 1
  • 05 Mar 2015
  • 06:26h

(Foto: Reprodução)

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (4) extinguir a pena do ex-deputado federal José Genoino (PT-SP). Ele foi condenado no julgamento do mensalão, com base no decreto de indulto de Natal editado pela presidente Dilma Rousseff no final de 2014. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, enviou parecer favorável à extinção da punição ao petista condenado no julgamento do mensalão, na última quarta-feira (25). Genoino ficou preso por menos de um ano e meio. O decreto de indulto prevê perdão aos condenados que cumprem pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltem até oito anos para o cumprimento da pena total. Outra condição é ter cumprido ao menos um quarto da pena, se não reincidente, e ter apresentado bom comportamento na prisão. Genoino se enquadra nas regras previstas no decreto presidencial.

Deputados aprovam projeto que endurece pena por ‘feminicídio’

  • 04 Mar 2015
  • 15:31h

(Imagem Ilustrativa)

Originado na CPI Mista da Violência contra a Mulher, o projeto que agrava a pena para homicídios de mulheres motivados por questões de gênero foi aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (3), e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. Em dezembro de 2014, o texto passou pelo Senado Federal, onde também recebeu aprovação. A proposta prevê pena de 12 a 30 anos para o homicídio qualificado enquadrado como feminicídio, podendo haver ampliação se o crime for praticado contra gestantes, menores de 14 anos, portadores de deficiências ou diante de familiares da vítima. Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a medida garante a defesa dos direitos das mulheres.

STJ garante pensão alimentícia a gays

  • Estadão Conteúdo
  • 04 Mar 2015
  • 09:07h

(Foto Ilustrativa)

Ministros da quarta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram por unanimidade que parceiros de uma união homoafetiva têm direito de pedir pensão ao companheiro após separação. A turma julgou nesta terça-feira (3) um recurso especial com origem no Tribunal de Justiça de São Paulo, e a decisão valerá para todo o país. Um dos integrantes do casal entrou na Justiça com um pedido de pensão após separar-se. O autor do pedido alegava ser portador do vírus HIV e solicitou pagamento de pensão de companheiro com quem viveu por 15 anos. O pedido foi negado pelas instâncias inferiores. A primeira e segunda instância haviam negado o pedido e o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, alegando que casais homoafetivos não têm os mesmos direitos de casais heterossexuais. O autor da ação recorreu da decisão, levando o caso ao STJ. Sob relatoria do ministro Luís Felipe Salomão, o recurso foi aceito, com base em decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a união homoafetiva em votação plenária de 2011, e de uma outra decisão anterior do STJ, em que um dos integrantes de um casal formado por dois homens conquistou na Corte o direito e parte de herança deixada por seu parceiro. O julgamento do STJ concede a integrantes de um casal homoafetivo o direito a pedir na Justiça a pensão alimentícia ao cônjuge. Contudo, a concessão do benefício dependerá de decisões dos Tribunais de Justiça. No caso analisado pela 4ª Turma, uma decisão deverá ser tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo sobre se o benefício será concedido ou não ao autor da ação. Anteriormente, o tribunal havia entendido que o integrante do casal não tinha o direito de ingressar na Justiça com o pedido. O caso está sob segredo de Justiça e os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Luto na Música: Morre aos 68 anos o cantor sertanejo José Rico; ele fazia dupla com Milionário

  • 03 Mar 2015
  • 16:51h

(Foto: Divulgação)

O cantor sertanejo José Rico Alves dos Santos, conhecido por formar a dupla Milionário e José Rico, faleceu na tarde de hoje (03/03) em Americana, São Paulo. Ele estava internado desde a manhã por complicações no coração, rins e joelho. Com mais de 40 anos de carreira, ele era conhecido por Garganta de Ouro do Brasil. A parceria com o companheiro Romeu Januário, o Milionário, começou em 1970, quando ambos se encontraram ocasionalmente no Hotel Rio Preto, em São Paulo capital. Desde então, eles venderam milhões de discos, gravaram um DVD e dois filmes. Nascido em São José do Belmonte, Pernambuco, José Alves foi criado no Paraná, na cidade de Terra Rica. Daí veio o apelido, que mais tarde seria oficializado por ele mesmo, ao registrar no cartório o “Rico” em sua assinatura. Ele também foi candidato a Deputado Federal no ano passado, pelo PMDB de Goiás, quando obteve mais de 26 mil votos, insuficientes para ganhar o cargo na Câmara.

Greve de caminhoneiros perde força, segundo comitê de crise

  • 03 Mar 2015
  • 06:19h

(Foto: Reprodução)

O movimento grevista dos caminhoneiros começa a esfriar. Dados do comitê de crise instalado no Ministério da Justiça mostram que às 17h desta segunda-feira, 2, havia 20 pontos de bloqueio, sendo 19 com paralisação parcial da via e apenas um com total. Comparado ao auge dos protestos, durante a tarde de 26 de fevereiro, quando 97 vias apresentavam interdições, houve um recuo expressivo, uma queda de 73%. Até às 17h eram duas vias com bloqueios no Mato Grosso, cinco em Santa Catarina e 13 no Rio Grande do Sul - Estado que tinha uma pista totalmente interditada.

Receita começa a receber a partir desta segunda as declarações de IR

  • 01 Mar 2015
  • 13:23h

(Foto: Reprodução)

Chegou a hora de 27,5 milhões de contribuintes prestarem contas ao Fisco. A Receita Federal disponibiliza a partir de amanhã, no endereço da sua página na internet o programa para o envio da Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2015, exercício 2014. O prazo para a entrega é até 30 de abril. Para ajudar o leitor a evitar problemas com o Leão ou mesmo pagar multas por atraso, cujo valor mínimo é  R$ 165,74, o CORREIO levou as principais dúvidas de seus leitores para a Receita Federal. O envio da  declaração é obrigatório para quem  recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 ou rendimentos isentos – não tributáveis ou tributados somente na fonte – cuja soma seja superior ao valor de R$ 40 mil. Deve declarar, ainda, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, ou realizou operações em Bolsas de Valores, de mercadorias e futuros. Por fim, quem auferiu ganhos ou tem bens ou propriedades rurais de acordo com os valores estabelecidos pela Receita Federal. Segundo a diretora da Fharos Contabilidade, Dora Ramos, o contribuinte deve começar a fazer a declaração após ter em mãos todos os documentos e a lista de tudo que precisa declarar - entre estes documentos estão os comprovantes das despesas escolares e planos de saúde, além da soma de tudo que foi ganho.

Governo diz que 80% dos bloqueios de caminhoneiros estão na região Sul do país

  • por Eduardo Rodrigues | Estadão Conteúdo
  • 01 Mar 2015
  • 11:23h

A Secretaria-Geral da Presidência da República informou na noite deste sábado (28) que as manifestações de caminhoneiros seguem localizadas na região Sul do País, com 80% dos bloqueios concentrados em rodovias federais dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O governo lamentou o uso de violência nas manifestações, com depredações de veículos e coação de caminhoneiros. "A diminuição do movimento e a atuação da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e polícias estaduais no cumprimento da lei vem assegurando o livre trânsito a quem queira trabalhar, possibilitando a normalização do abastecimento de combustível e a retomada da atividade econômica", afirmou o órgão em nota. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, o governo vai ampliar a presença das forças policiais nas rodovias para garantir o cumprimento das decisões judiciais que determinam a desobstrução das pistas. "Ao mesmo tempo, o governo reitera o compromisso com as propostas anunciadas esta semana e a disposição para o diálogo tendo como base o encerramento das interdições de rodovias no País", completa a nota.

Caixa suspende Minha Casa Melhor; programa reduz juros para compra de móveis e eletros

  • 28 Fev 2015
  • 07:19h

Por falta de recursos, o governo federal vai suspender o programa Minha Casa Melhor, linha de crédito destinada à aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos por beneficiários do Minha Casa Minha Vida, com taxas de juros subsidiadas, passando 16,5% para 5%. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, o governo recebeu R$ 8 bilhões em junho de 2013 para operar o programa. Deste valor, R$ 3 bilhões foram usados para os financiamentos do programa e R$ 5 bilhões foram direcionados a outra operação. Até dezembro, quando o programa completou 18 meses, 640 mil famílias tinham recebido os cartões para financiamento das compras. Foram oferecidos R$ 3,2 bilhões, mas apenas R$ 2,4 bilhões foram realmente contratados. "Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida", informou, em nota, a Caixa, que acrescentou: "Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente". O Estadão procurou o Tesouro Nacional que respondeu que somente o banco se pronunciaria sobre o assunto. Pelo canal oficial de comunicação para os beneficiários do programa, uma atendente da Caixa informou que o Minha Casa Melhor está suspenso desde o dia 20 deste mês. "A Caixa está reavaliando o programa antes de realizar novas contratações no Brasil inteiro", afirmou a atendente, que não quis se identificar. 

Menor de idade poderá ter pena mais dura se aprovada mudanças no ECA

  • 27 Fev 2015
  • 14:12h

(Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta (25) que vai levar para votação em plenário em março as mudanças no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) propostas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Cunha, que esteve reunido com o governador nesta quarta, em Brasília, declarou que as propostas são “muito boas” e “podem ser agilizadas”. Pelo projeto, que já tramita na Casa, a pena para adolescentes reincidentes em crimes graves, como homicídio e latrocínio, sobe de três para oito anos. O adolescente que atingir 18 anos pode ser levado para uma ala especial de penitenciárias até os 21 anos.A internação de até oito anos será determinada por um juiz, após avaliação técnica por profissionais, se o ato infracional for equivalente aos crimes hediondos, se o jovem iniciar o cumprimento da internação com mais de 18 anos ou se completar essa idade durante o cumprimento.

Desembargador derruba decisão de juiz que queria suspender WhatsApp

  • 27 Fev 2015
  • 06:28h

(Imagem: Reprodução)

O desembargador Raimundo Nonato Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí, derrubou a decisão do juiz Luiz de Moura Correia, que determinou a suspensão do aplicativo WhatsApp no Brasil, por atentar “contra a soberania do país”. Segundo informações do portal UOL, o magistrado considerou que a decisão de Correia não é razoável. “A suspensão de serviços afeta milhões de pessoas em prol de investigação local”, disse Alencar, na sentença. Apesar do mandado do juiz encaminhado aos provedores de infraestrutura (backbones, que conectam o Brasil à internet) e aos provedores de conexão, pedindo a suspensão temporária do aplicativo, até que a empresa cumprisse determinações judiciais de 2013, os serviços não chegaram a ser bloqueados. Apesar da decisão ter sido derrubada, a Polícia Civil do Piauí informou que pretende aplicar novas punições contra o WhatsApp até que a empresa colabore com as investigações em andamento.

Decisão judicial de suspender Whatsapp é desproporcional, avaliam operadoras

  • 26 Fev 2015
  • 07:56h

determinação da suspensão do aplicativo Whatsapp em todo o país foi recebida com surpesa pelo setor de telecomunicações, segundo comunicado divulgado na noite desta quarta-feira (25) pelo  Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). “O SindiTelebrasil entende que a medida pode causar um enorme prejuízo a milhões de brasileiros que usam os serviços, essenciais em muitos casos para o dia a dia das pessoas, inclusive no trabalho”.Para a entidade a decisão é desproporcional, já que para conseguir informações de um número reduzido de pessoas, negadas pela proprietária do Whatsapp, decidiu-se suspender o serviço em todo o país. “E para isso, exigir a aplicação dessa medida das prestadoras de telecomunicações, que não têm nenhuma relação com o serviço”, informou o sindicato. O mandado foi do juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina (PI), em mandado expedido no último dia 11. De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do estado, a ordem foi expedida por causa de descumprimento de decisões judiciais anteriores por parte do provedor de aplicação de internet Whatsapp. Os processos judiciais que originaram a medida tiveram início em 2013. O caso partiu de investigação da Polícia Civil, foi levado ao Ministério Público do estado e à Justiça. A delegada Kátia Esteves, responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil, designada para chefiar as investigações, disse, em entrevista à imprensa, que é possível que o aplicativo seja retirado do ar. Durante a entrevista, a delegada não confirmou se a decisão judicial está relacionada à exposição da imagem de crianças e adolescentes na rede social. De acordo com Kátia, como o processo corre em segredo de Justiça, ela não pode dar nenhuma informação adicional sobre o inquérito.

Página do Fies sai do ar e deixa estudantes preocupados

  • 26 Fev 2015
  • 06:29h

(Divulgação)

O site em que estudantes podem fazer inscrição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) saiu do ar na manhã desta quarta-feira (25) deixando muita gente preocupada. Segundo a assessoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o sistema está em manutenção para corrigir a instabilidade apresentada desde a abertura das inscrições, na segunda-feira (23), por conta da alta demanda de acessos. A página ainda não tem prazo para voltar a funcionar. O Fies paga de 50% a 100% da mensalidade de faculdades particulares, a depender da renda da família.

Mulheres são donas de 43% dos negócios no Brasil, diz estudo

  • 24 Fev 2015
  • 07:49h

(Foto: Reprodução)

Entre os negócios existentes no Brasil, 43% pertencem a mulheres empreendedoras, em sua maioria com pequenas e médias empresas, segundo informou um estudo divulgado nesta segunda-feira pela "Serasa Experian". O estudo, inédito e baseado em dados oficiais, revela que o Brasil possui 5.693.694 mulheres empreendedoras que representam 8% da população feminina do país. Segundo o estudo, 43 % dos donos dos negócios no Brasil são do sexo feminino e do total de mulheres, 73% são sócias de pequenas e médias empresas. Mas quando o alvo são as grandes empresas, apenas 0,2% das mulheres empreendedoras brasileiras são sócias nestas companhias. A idade média das mulheres empreendedoras é 44 anos, de acordo com o relatório. E a maior concentração de mulheres empreendedoras (52,06%) se encontra na região sudeste.

Governo quer mudar fórmula da aposentadoria, diz ministro

  • 23 Fev 2015
  • 11:50h

A ideia é substituir fator, criado em 1999, por fórmula que retarde a aposentadoria, diz ministroValter Campanato | ABr | 02.06.2010

Depois de negociar as medidas de restrição em benefícios previdenciários, como pensões por morte e auxílio-doença no Congresso Nacional, o governo Dilma Rousseff vai iniciar uma discussão com os movimentos sindicais para acabar com o fator previdenciário. A informação é do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, que concedeu ao jornal O Estado de S. Paulo sua primeira entrevista após assumir o cargo. A ideia, diz ele, é substituir o fator, criado em 1999, por uma fórmula que retarde as aposentadorias no Brasil. "O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base de partida. As centrais concordam com isso", defende. A fórmula 85/95 soma a idade com o tempo de serviço - 85 para mulheres e 95 para homens. Além de ser um dos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, Gabas está escalado para discutir com as centrais e os parlamentares o pacote de aperto aos benefícios sociais, incluindo seguro-desemprego e abono salarial. Só com pensões por morte e auxílio-doença, o governo gastou quase R$ 120 bilhões em 2014.

O governo anunciou o aperto na concessão dos benefícios sociais, inclusive as pensões por morte e auxílio-doença. Apesar do protesto dos sindicalistas, a dúvida é saber se o governo vai insistir no pacote. Gabas diz que primeiro, é preciso separar o conceito de ajuste fiscal do ajuste nos benefícios da Previdência. "Essas medidas têm, obviamente, efeito fiscal e financeiro, mas já vinham sendo discutidas com representações de trabalhadores e empregadores. Não são medidas inventadas agora, não são novidade", diz ele. Segundo o novo ministro, as centrais sindicais sabem da necessidade de se manter uma Previdência equilibrada. Tem muitas forças políticas no Brasil que entendem que esse nosso sistema é falido, que não funciona, e dizem que precisamos fazer uma grande reforma da Previdência.


Questionado sobre o fato de que se essa reforma não seria de fato necessária, Gabas se diz contrário a ela, alegando que o regime atual, se bem administrado, tem sustentabilidade no tempo. Defende que esse é o objetivo atual do governo e por isso as mudanças necessárias em pensão por morte e no auxílio doença. "Precisamos desses ajustes, não de grandes reformas. Como a sociedade é dinâmica, precisamos acompanhar com pequenas evoluções", justifica.


E explica essa questão da seguinte forma: "Nos últimos dez anos, a expectativa de sobrevida no Brasil subiu 4,6 anos. Em média, a expectativa de vida chega a 84 anos e a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos. Então, o cidadão fica 30 anos, em média, recebendo aposentadoria. Não há sistema que aguente", diz. Gabas defende que para que nosso sistema previdenciário seja preservado é preciso estender um pouquinho essa idade média de aposentadoria, que, segundo ele, é uma discussão diferente, que ainda não entrou na pauta.


Idade mínima

A reportagem quer saber se seria a instituição de uma idade mínima para se aposentar, como boa parte dos países desenvolvidos faz. Gabas diz não defender isso, que existem outras fórmulas que protegem o trabalhador mais pobre. O jornal O Estado de S. Paulo argumenta que isso passa pelo fim do fator previdenciário... "Eu briguei muito contra o fator previdenciário quando ele foi instituído. Eu era sindicalista. Se hoje eu estivesse no movimento sindical, eu teria outra postura, faria uma proposta, não ficaria apenas contrário ao fator. Qualquer cidadão tem de pensar que não é razoável que uma pessoa vivendo 84 anos se aposente aos 49 anos", diz.


Ele argumenta ainda que, com o fator previdenciário, ao se aposentar cedo, a pessoa recebe um benefício menor, mas esse benefício serve como complemento de renda. "Daí quando a pessoa para mesmo de trabalhar, ela fica apenas com aquela aposentadoria pequena. Previdência não é complemento de renda, ela é substituta da renda", afirma.


Qual seria então a fórmula? Gabas diz que o fator é ruim porque não cumpre com o papel de retardar as aposentadorias. Que é preciso agora pensar numa fórmula que cumpra esse papel de retardar. "Seria a 85/95, como regra de acesso. As centrais chegaram a concordar isso", diz. A reportagem quer saber por que a 85/95 é melhor que idade mínima. O ministro explica que é porque o trabalhador mais pobre começa muito cedo a trabalhar.


"Se coloca 65 anos como idade mínima para se aposentar, ele terá de trabalhar quase 50 anos ou mais. Já um trabalhador de família mais rica, que ingressa mais tarde no mercado de trabalho, teria outra realidade". Diz que o governo defende aqui, quando essa discussão chegar, uma soma de idade com tempo de contribuição, para proteger o trabalhador mais pobre.


"Seria 85 para mulher e 95 para homens, mas tem fórmulas dentro disso. O 85/95 é um conceito, um pacote político, para iniciar as discussões. Essa é a próxima para discutir depois do pacote das pensões por morte e auxílio doença. O foco do ministério é fazer as medidas", afirma.


Tais medidas, questiona a reportagem, significariam gastos estratosféricos? Gabas diz que sim. "Em 2014, o governo gastou R$ 94,8 bilhões com pensões por morte e esse dinheiro todo foi para 7,4 milhões de pensionistas. Com o auxílio-doença gastamos R$ 25,6 bilhões para 1,7 milhão de beneficiados. Em relação às pensões, as mudanças foram propostas porque essa transição que vivemos no Brasil, onde as pessoas estão vivendo mais, exige uma administração diferente da Previdência. Essa expectativa de vida de 84 anos é para quem tem hoje 50 anos. Quem nasceu agora terá uma expectativa de vida de quase 100 anos", diz.


O ministro salienta que estaria aí o motivo da restrição e que a pensão por morte é uma extensão da aposentadoria. "O cidadão se aposentou, recebeu do INSS por 30 anos e quando morre, deixa uma pensão para outra pessoa, que depois também terá sua própria aposentadoria. Agora estamos nessa transição demográfica e precisamos encontrar novas formas. Quem está recebendo continuará recebendo. A mudança é para frente. Viúvas muito jovens e sem filhos vão receber pensão por um período, apenas", informa.


Contas públicas

Diante dessa explicação, o impacto nas contas públicas para 2015 não foi pensado?, pergunta a reportagem. Gabas diz que "essa não é uma medida para fechar as contas deste ano. Restringir pensão por morte e auxílio-doença são medidas de médio e longo prazo". E completa dizendo que certamente o cenário atual, de complicação fiscal, favoreceu o anúncio dessas medidas.


E o que esperar desse projeto no Congresso? O ministro, junto com Nelson Barbosa, irão negociar diretamente com o Congresso? O que é possível esperar? Gabas conta que ambos têm agendados encontros com vários segmentos dentro do Congresso. "Vamos aos deputados explicar as medidas. Elas são importantes, têm o papel de manter a sustentabilidade da sociedade".


Gabas não enxerga na figura de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, um complicador para a questão. Diz achar que Cunha tem a oportunidade de usar a discussão para provar a grandeza dele como presidente da Câmara, não usando as medidas como instrumento de barganha.


Quanto ao aumento do déficit da Previdência, de R$ 51 bilhões em 2014 e com previsão de alta em 2015, podendo se aproximar dos R$ 60 bilhões, e se isso é um fator de preocupação, o ministro diz que a arrecadação tem surpreendido negativamente, e que, de fato, as desonerações da folha de pagamento impactaram muito. Mas que essa história do déficit precisa ser tratada com uma visão mais contábil.


"Nós temos um modelo de previdência urbana e rural. Tivemos no ano passado quase R$ 35 bilhões de superávit na previdência urbana. No rural, a política não foi pensada com premissa de ter superávit, porque é uma política com objetivo de proteger o homem do campo, aqueles que trabalham a terra em regime de agricultura familiar. Esse trabalhador rural é quem produz 73% dos alimentos que nós comemos. Não vemos latifúndio de dez mil hectares produzindo tomate, feijão, legumes, apenas commodities."


Então, se separar, contabilmente, o modelo rural do urbano, o problema estaria resolvido?, questiona a reportagem. "Veja bem, falamos de 8,4 milhões de aposentados rurais que ganham um salário mínimo. Neste segmento, a despesa cresceu bastante porque o salário mínimo cresceu muito. Essa política não tem objetivo de ter superávit, a conta não foi feita para fechar, tanto que a Constituição prevê a Cofins e a CSLL para servirem de fonte de renda para custear a previdência rural. Contabilmente nosso regime é equilibrado, mas a conta, depois que houve a unificação dos caixas no Tesouro, se misturou tudo. Tivemos uma arrecadação de R$ 5 bilhões com o rural e gastos de R$ 80 bilhões. A arrecadação da Cofins e CSLL é muito superior a essa diferença, mas isso não fica claro. Temos só que nos colocar de acordo com o pessoal do Ministério da Fazenda para ver como se transferem esses recursos. Não pode pensar em "vamos cobrir o rombo". Não tem rombo, entende? ", conclui. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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