BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
(Foto: Reprodução)
O vírus Zika continua causando preocupação para os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta quartafeira os cientistas norteamericanos Arthur Caplan e Lee Igel publicaram uma coluna na revista Forbes comentando sobre a epidemia e afirmaram que realizar as Olimpíadas com essas condições seria um ato de “irresponsabilidade”. “Quem vai ao Rio no meio dessa epidemia do zika vírus? Não as mulheres jovens, que podem engravidar e correr o risco de ter um bebê com deficiência. Não um homem com uma vida sexual ativa, que pode correr o risco de transmitir a doença para sua parceira. Talvez apenas os atletas, técnicos e outros membros das delegações dos países irão viajar ao Rio”, escrevem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência global por microcefalia, doença causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os autores da coluna criticam o Comitê Olímpico Internacional, que não se posicionou ainda e provavelmente não irá impedir a realização dos Jogos.
“Os atletas que estão se preparando para competir no Rio não sentem a necessidade de aguardarem por um alerta da OMS. Eles já começaram a estocar repelente, pensando em como se prevenir dos mosquitos. Então os atletas deverão ir ao Rio. Mas de nenhuma maneira o Comitê Olímpico Internacional deveria permitir que eles fossem. Simultaneamente, empresas e a mídia precisam pensar nessas mesmas linhas, colocando a segurança à frente de seus interesses comerciais”, relatou. Arthur Caplan e Lee Igel acreditam que o turismo carioca irá sofrer com a epidemia e deverá receber menos turistas do que o esperado para o período. Além do risco de transmissão do zika vírus, o Rio de Janeiro irá oferecer perigo aos atletas que irão competir no torneio de vela, que será realizado na Baía de Guanabara, região banhada por águas com alto nível de poluição. A Lagoa Rodrigo de Freitas também apresenta níveis de coliforme fecais altos e é justamente lá que irão ocorrer as provas do remo.
CONTINUE LENDO
Portal Brasil tem 'mosquitos' em campanha contra Aedes aegypti (Foto: Reprodução)
Quem acessa sites oficiais do governo nesta quinta-feira (4) pode ver imagens de mosquitos “voando pela tela” e o cursor se transformando em um utensílio usado para matá-los. Ao tentar “bater” em um mosquito, o leitor se depara com um aviso sobre o Aedes aegypti e redirecionado para um site com orientações sobre o combate e prevenção da dengue, chikungunya e zika. A ação pode ser vista no site o Portal Brasil, além das páginas oficiais do Palácio do Planalto, Casa Civil, do Ministério da Fazenda e do Banco Central. A Secretaria de Comunicação Social informou ao G1 que a previsão é que todos os sites do Governo Federal entrem na campanha, lançada no dia 27. O primeiro a receber a ação doi o Portal Brasil.
Nos primeiros dias da campanha, havia apenas os mosquitos na página, sem a raquete para "bater" sobre eles com o cursor. Mesmo assim, clicando sobre eles, o internauta era redirecionado ao site oficial do governo com orientações sobre o Aedes aegypti, o combateaedes.saude.gov.br. Posteriormente, a figura da raquete foi adicionada. A mensagem que o leitor recebe após tentar clicar na imagem do mosquito é “não adianta apenas matar o mosquito, não podemos deixar ele nascer. E isso depende de todos nós”. O combateaedes.saude.gov.br reúne orientações sobre sintomas e prevenção da dengue, chikungunya e zika, causadas pelo Aedes aegypti e também informações para combater o mosquito. Nas redes sociais, a ação recebeu comentários. “Quando eu crescer quero ser igual esse hacker que colocou mosquitos da dengue no Portal Brasil”, disse uma internauta noTwitter. “Aí você entra no site do Portal Brasil e vê os mosquitos da dengue por lá. Oh zika”, escreveu outro no Instagram. A Secretaria de Comunicação informou que, desde que a campanha foi lançada, o número de acessos ao Portal Brasil triplicou.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
O Brasil não está compartilhando amostras e dados o suficiente sobre o zika para permitir que pesquisadores determinem se o vírus está realmente por trás dos casos de microcefalia, afirmam autoridades dos EUA e da Organização das Nações Unidas (ONU). A falta de dados está forçando laboratórios americanos e europeus a trabalharem com amostras de surtos anteriores e está frustrando esforços para desenvolver testes diagnósticos, drogas e vacinas. Cientistas afirmam que não são capazes de acompanhar a evolução do vírus. Um dos principais problemas parece ser a legislação brasileira. No momento, é tecnicamente ilegal para pesquisadores e institutos brasileiros compartilhar material genético, incluindo amostras de sangue contendo zika e outros vírus. "É um assunto muito delicado, esse compartilhamento de amostras", afirmou Marcos Espinal, diretor de doenças comunicáveis da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Espinal afirma que o problema deve ser resolvido por meio de discussões entre os presidentes dos EUA e do Brasil. Ele afirma que o papel da OMS é majoritariamente o de estimular países a compartilharem. Segundo ele, porém, é provável que o Brasil tenha providenciado menos de 20 amostras até agora para colaboradores fora do país. "Não é possível deixar isso para ser resolvido depois", ele afirmou. "Esperar é sempre arriscado durante uma emergência."
Bioburocracia
Em maio de 2015, quando os primeiros casos de zika estava emergindo no Brasil, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma nova lei para organizar como pesquisadores usam os recursos genéticos do país. Mas o arcabouço legal não foi regulamentado ainda, deixando cientistas em um limbo jurídico. "Até que a lei seja implementada, somos legalmente proibidos de enviar amostras para fora", afirmou Paulo Gadelha, presidente da Fundação Oswaldo Cruz, um dos maiores centros de pesquisa em doenças tropicais no país. "Mesmo quando queremos mandar esse material para o exterior, não podemos, porque é considerado um crime." A proibição não necessariamente significa que pesquisadores estrangeiros não possam ter acesso a amostras. Algumas foram compartilhadas com os EUA, incluindo amostras de tecido de dois recém-nascidos que morreram e dois fetos recentemente examinados pelos Centros de Controle e Prevenção dos EUA (CDC). Mas uma autoridade americana afirmou que isso não é suficiente para desenvolver testes precisos para o vírus ou determinar se o zika está de fato por trás do recente aumento no número de casos de defeitos congênitos. O fenômeno fez a OMS declarar o vírus uma emergência internacional na segunda-feira (1º).
'Contrabando' de amostras
Dada a escassez de amostras brasileiras, autoridades sanitárias ao redor do mundo estão recorrendo a cepas (linhagens) antigas do vírus – ou discretamente obtendo-as de pacientes por meio de instituições privadas. Um funcionário de saúde dos EUA que concedeu entrevista sob anonimato afirma que os CDC estão trabalhando com uma linhagem de zika de um surto de 2013 na Polinésia francesa para aperfeiçoar seus testes. Pesquisadores americanos tentando sequenciar o código genético do zika se viram obrigados a trabalhar com amostras de vírus de Porto Rico pela mesma razão Na Inglaterra, pesquisadores estão usando amostras obtidas na Micronésia, no Pacífico, onde ocorreu um surto em 2007. Os franceses estão usando amostras da Polinésia e da Martinica. Na Espanha, cientistas obtiveram uma linhagem de Uganda, por intermédio dos EUA. Nem mesmo Portugal, país que compartilha laços históricos com o Brasil, não possui cepas brasileiras do vírus. O Instituto Nacional de Saúde em Lisboa afirma que seus testes são baseados em uma cepa obtida dos EUA nos anos 1980, ente outras. Alguns pesquisadores estão contornando a burocracia brasileira ao obter amostras enviadas a eles por laboratórios de diagnósticos privados, afirma Jonas Schmidt-Chanasit, especialista em doenças transmitidas por mosquitos no Instituto Bernard Nocht de Medicina Tropical em Hamburgo, Alemanha. "É quase impossível conseguir amostras do país", diz. "Elas não estão vindo por canais governamentais oficiais. Nossa única fonte são pessoas ricas que querem um diagnóstico."
Condenação pública
Em público, autoridades sanitárias têm elogiado o clima de colaboração. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou na segunda-feira que o Brasil e o EUA estavam trabalhando "muito de perto" nos estudos. Quando questionado sobre o compartilhamento de amostras, Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Alergênicas e Infecciosas dos EUA (NIAID), disse: "Não acho que seja um problema". Nos bastidores, a história é outra. Quatro autoridades da OMS, concedendo entrevista sob anonimato, afirmaram que o Brasil não está passando informação atualizada suficiente a parceiros internacionais. "A OMS não obteve nada de lá, nenhuma descoberta clínica ou de laboratório", afirmou um deles. Ben Neuman, virologista da Universidade de Reading, na Inglaterra, afirma que milhares de amostras – ou ao menos centenas – são necessárias para rastrear o vírus e determinar como ele está se modificando. "A ciência só funciona quando compartilhamos", disse. "O problema de compartilhamento de vírus não está limitado ao Brasil", afirma Gadelha, da Fiocruz. "Isso não é um problema unilateral, é global", afirmou. Mais de uma década atrás, a OMS enfrentou um problema similar quando a Indonésia se recusou a entregar amostras de gripe aviária, argumentando que cientistas ocidentais as usariam para fabricar drogas que o país não poderia adquirir. Lawrence Gostin, diretor do Centro de Colaboração para Legislação Sanitária e Direitos Humanos da Universidade de Georgetown, em Washington, afirma que não há regras que obriguem governos a entregar vírus, tecidos ou informações biológicas. "Se países não compartilham, a única repercussão que enfrentam é a condenação pública", diz.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
A União Brasileira de Escritores (UBE) indicou a escritora Lygia Fagundes Telles para o Prêmio Nobel de Literatura. A indicação, por unanimidade, foi enviada hoje (3) para a Academia Sueca. “Lygia é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção literária é inquestionável”, diz o presidente da entidade, Durval de Noronha Goyos, em comunicado à imprensa. Paulistana, a autora tem obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês e inglês; italiano, polonês, sueco e tcheco, além de adaptações de suas obras para o cinema, teatro e televisão. Recebeu prêmios como Camões (2005) e Jabuti (1966 e 1974). Lygia é fundadora da UBE e faz parte do Conselho Diretor da instituição. São dela obras como As Meninas e As horas nuas. O Nobel de Literatura é o maior prêmio literário concedido desde 1901. É atribuído a um autor de qualquer nacionalidade que tenha uma produção de destaque no campo literário. A produção inclui a obra inteira desse escritor, seus principais livros, sua mentalidade, seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular. A Academia Sueca é quem escolhe o escritor. O anúncio é feito em outubro. Em 2015, a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, 67 anos, foi a 14ª mulher escolhida pela Academia Sueca.
(Foto: Reprodução)
O uso de um boneco de estética negra como esponja de lavar louças, no programa Big Brother Brasil 16, levou a TV Globo a ser investigada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) por suspeita de discriminação racial. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão enviou ofício à emissora, intimando-a a prestar esclarecimentos dentro do procedimento preparatório instaurado pelo órgão. Desde que o programa começou e o boneco foi exibido, diversas representações contra a TV Globo foram recebidas pela seção de atendimento ao cidadão do Ministério Público Federal. Em geral, todas alegaram que o objeto reforça um estigma de comparação entre o cabelo crespo e uma esponja de aço e amplia o preconceito contra o negro no Brasil. Antes da instauração do procedimento pelo MPF, embora já houvesse repercussão popular contra o utensílio, a Rede Globo havia informado que não tinha a intenção de retirá-lo do programa. Procurada pela reportagem nesta quarta-feira, 3, a emissora carioca informou que "a esponja citada, representando um dançarino disco dos anos 1970, faz parte de uma coleção que retrata ícones de gerações e culturas diversas, como uma moça descolada dos anos 60, um soldado da guarda inglesa e até a rainha Elizabeth". Segundo a Globo, os "outros modelos estão sendo colocados na casa conforme as necessidades de uso e já podem ser vistos no ar". Na nota encaminhada para a reportagem, a emissora não comentou a iniciativa do MPF-RJ.
(Foto: Reprodução)
O governo decidiu hoje (3) desligar as usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 420 por megawatt-hora (MWh). A decisão vai permitir que, a partir do mês que vem, seja adotada a bandeira amarela no sistema de bandeiras tarifárias, o que significa acréscimo de R$ 1,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Atualmente, a bandeira aplicada é a vermelha, patamar 1, com acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh. A decisão tomada nesta quarta-feira pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) permite o desligamento de sete usinas térmicas com capacidade de geração de cerca de 2 mil megawatts em geração térmica a partir de março. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a medida vai permitir uma redução do custo do setor elétrico de R$ 720 milhões por mês em 2016. Ele disse que é possível ser adotada em abril a bandeira verde, na qual não é cobrado nenhum adicional na conta de luz. “Ainda não é prudente anunciar a bandeira verde para abril, mas todos os estudos mostram que essa é uma possibilidade real”, afirmou.
O ministro destacou que todas as decisões estão sendo tomadas de forma prudente. “Essa decisão é absolutamente segura para que possamos chegar em novembro com uma capacidade de armazenamento de energia bem melhor do que aconteceu em novembro de 2015.” Segundo Braga, a queda da tarifa neste ano deve ser de pelo menos 7% , levando em conta também a redução do valor da Conta de Desenvolvimento Energético, aprovada ontem (2) pela Aneel. Em agosto, o CMSE já tinha determinado o desligamento de usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 600 MWh. A medida permitiu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduzisse o valor da bandeira tarifária vermelha de R$ 5,50 para R$ 4,50 para cada100 quilowatts-hora consumidos. Recentemente, a Aneel criou um novo patamar de bandeira tarifária vermelha, que custa R$ 3 para cada 100 kWh. A decisão foi tomada após análise do comitê de que a situação dos reservatórios das hidrelétricas está mais favorável. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que é responsável por cerca de 70% do armazenamento de água para geração de energia no país, está em 45% atualmente. Em fevereiro do ano passado, o nível estava em 20,5%. Segundo O CMSE, o risco de déficit de energia no país é zero nos subsistemas analisados. Com a falta de chuvas registrada nos últimos anos, o governo vem mantendo a maior parte das usinas termelétricas acionadas para garantir que não falte energia para o país. Sem água nos reservatórios, as usinas hidrelétricas não conseguem gerar toda energia possível, e pode haver desabastecimento. No entanto, a energia térmica é mais poluente e mais cara que a gerada por hidrelétricas, e o custo acaba sendo repassado para os consumidores. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi criado em 2004 para acompanhar a continuidade e a segurança do suprimento de energia no país. Participam do grupo representantes de órgãos como o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
A presidenta Dilma Rousseff fará, nesta quarta-feira (3) à noite, pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para pedir a ajuda da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês. O intuito é fazer um chamamento para a única forma atual de evitar a disseminação das doenças, que é a eliminação dos focos do inseto. Ontem (2), Dilma citou como prioridade deste ano para o governo as ações de combate aoAedes aegypti, em sua mensagem presidencial durante a sessão de abertura dos trabalhos legislativos no Congresso. O vídeo foi gravado na tarde de segunda-feira (1º) e será veiculado às 20h20 de hoje. De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o objetivo do pronunciamento de Dilma é "despertar as pessoas que a única vacina" contra o mosquito é a conscientização de que todos os criadouros do inseto devem ser eliminados. O Ministério da Saúde confirmou 404 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, dos quais 17 estão relacionados ao vírus Zika. As informações estão em boletim divulgado ontem (2) pela pasta, que descartou 709 casos. Ainda estão sendo investigados pelo ministério e pelas secretarias estaduais de Saúde 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o país, o que representa 76,7% das notificações. O boletim refere-se aos casos registrados até 30 de janeiro.
(Foto: Reprodução)
Aeronautas e aeroviários que realizaram uma paralisação de duas horas na manhã desta quarta-feira, 3, prometem iniciar uma greve, por tempo indeterminado, em todo o País a partir do dia 12, se não houver acordo com as empresas. “Decidimos suspender a greve durante o carnaval, mas, se não houver acordo até a quinta, 11, no dia da assembleia, paralisaremos a partir de sexta por tempo indeterminado”, disse o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Rodrigo Spader. De acordo com ele, as próximas paralisações devem acontecer sempre da mesma forma: das 6 horas às 8 horas, nos mesmos aeroportos. A categoria também aguarda a realização de uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, ainda sem data prevista. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea afirmou que nos últimos dez anos os funcionários receberam reajustas acima da inflação. Destacou ainda que já foram feitas seis propostas desde o início das negociações e todas foram recusadas.
Na manhã desta quarta-feira, 3, pilotos de avião, comissários e agentes em terra fizeram uma paralisação parcial em 12 aeroportos brasileiros. A estimativa dos sindicalistas é de que ao menos 200 voos tenham sido paralisados no período. As empresas aéreas informaram que ações de contingência foram adotadas para minimizar o impacto na operação aérea e manter a normalidade do sistema. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até o fim da paralisação, 70 voos foram cancelados e 103 atrasaram, de um total de 405. Congonhas foi o aeroporto mais afetado, onde, das 35 partidas previstas, 17 foram canceladas, além de 11 atrasos. O reflexo dos atrasos seguia até as 11 horas, quando a Infraero registrou 102 voos atrasados no País, 10 deles em Congonhas.
CONTINUE LENDO
De acordo com economista da CNC, apesar do resultado positivo em janeiro, permanecem ausentes fatores que indiquem uma retomada do crescimento da atividade do comércio no curto prazo (Renato S. Cerque
Os varejistas ficaram mais otimistas neste início de ano. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou 4,4% em janeiro ante dezembro do ano passado, quando atingiu a mínima histórica, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado do indicador, que alcançou 80,9 pontos no mês, foi influenciado por variações positivas nas expectativas sobre o futuro e intenções de investimentos dos empresários.No entanto, na comparação com janeiro do ano passado, houve queda de 23% na confiança, como reflexo da deterioração do mercado de trabalho e da retração do comércio ao longo do ano passado."Apesar do resultado positivo em janeiro, permanecem ausentes fatores que indiquem uma retomada do crescimento da atividade do comércio no curto prazo", afirmou a economista da CNC Izis Ferreira, em nota. A CNC prevê queda de 4,1% nas vendas do varejo restrito em 2015. No varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, a previsão é de recuo de 7,5%.
(Foto: Reprodução)
Pressionado por governadores e prefeitos, o Senado articula aprovar uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a capacidade da União de aumentar os encargos de Estados e municípios. Os senadores podem votar nesta quarta-feira, 3, a PEC, de autoria do líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), que impede que o governo federal edite qualquer norma legal que imponha ou transfira despesas para os entes regionais sem que haja a previsão de repasses financeiros necessários para o custeio. A proposta é a que reúne maior consenso dentre a pauta de reivindicações apresentada por 25 representantes dos Estados e do Distrito Federal que se reuniram nos dois últimos dias com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e lideranças partidárias da Casa.
O texto já passou pela Câmara e foi incluído por Renan como o quinto item da pauta da sessão do plenário, que deve ocorrer às 16h. Pouco antes, o presidente do Senado recebe em seu gabinete representantes de prefeitos que devem cobrar a aprovação de medidas legislativas de melhoria das finanças públicas. O texto da PEC também diz que pisos salariais fixados pela União devem respeitar a nova regra. Sofrendo com a queda de arrecadação, Estados e prefeituras reclamam do fato de não terem recursos para bancar o novo piso nacional dos professores, que foi reajustado por lei federal em 11,36% a partir de janeiro - o novo piso passará a ser de R$ 2.135,64. A PEC foi discutida nessa terça-feira, 2, em reunião entre Renan, líderes partidários e o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), ex-senador que foi designado pelos representantes dos Estados para acompanhar a pauta de interesse deles no Congresso. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), apresentou no final de novembro parecer favorável à proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A intenção é votar o texto do petista diretamente em plenário, após a aprovação de um requerimento que permita esse envio. Em seu parecer, Costa disse que o mérito da PEC é louvável. Para ele, "a União, de forma recorrente, edita atos normativos que comprometem a capacidade financeira dos demais entes federados, sem previsão de uma contrapartida a esses entes". "Podemos exemplificar com o caso dos pisos salariais nacionais. Embora sejam meritórios, por valorizarem carreiras relevantes, tais como professores e agentes de saúde, eles impactam de modo significativo nas contas das prefeituras municipais e dos governos estaduais, que precisam de recursos adicionais para o custeio de pessoal, sem contarem com verbas adicionais da União", critica, no parecer. Em agosto do ano passado, o Senado aprovou uma PEC com teor semelhante, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS). O texto foi enviado para a Câmara, mas, para não ficar numa disputa sobre qual matéria deve ser apreciada primeiro, os senadores decidiram acelerar a proposta de Mendonça Filho a despeito do andamento entre os deputados da PEC de Ana Amélia. Outras matérias de interesse dos entes regionais ainda estão em discussão pelos senadores. Apesar do forte apelo dos governadores, não há consenso, por exemplo, sobre a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, uma proposta que altera as regras de uso de recursos dos depósitos judiciais pelos Estados e municípios para pagamento de precatórios. Nesse caso, a polêmica maior gira em torno da previsão de uso de 40% dos depósitos judiciais em causas que envolvem disputas entre particulares. Alguns senadores alegam que essa matéria é inconstitucional.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Médico mais popular do Brasil, conhecido por quadros na televisão, vídeos em redes sociais e best-sellers como Estação Carandiru, Drauzio Varella é categórico quando o assunto é a interrupção de gestações. "O aborto já é livre no Brasil. É só ter dinheiro para fazer em condições até razoáveis. Todo o resto é falsidade. Todo o resto é hipocrisia." Em entrevista por telefone, Varella critica qualquer enfoque religioso sobre o tema - que voltou ao noticiário junto à epidemia de zika vírus e aos recordes em notificações de microcefalia - e afirma que o cerne da discussão não está na moralidade, mas na desigualdade brasileira.
"Ninguém pode se considerar dono da palavra de Deus, intermediário entre deuses e seres humanos, para dizer o que todos devem fazer", diz. "Muitos religiosos pregam que o aborto não é certo. Se não está de acordo, não faça, mas não imponha sua vontade aos outros." Como a BBC Brasil revelou na última quinta-feira, uma ação que pede a descriminalização do aborto em casos comprovados desta má-formação deve chegar ao Supremo Tribunal Federal, nos próximos dois meses. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma brasileira morre a cada dois dias por conta de procedimentos mal feitos e um milhão de abortos clandestinos seriam feitos no país todos os anos. "A mulher rica faz normalmente e nunca acontece nada. Já viu alguma ser presa por isso? Agora, a mulher pobre, a mulher da favela, essa engrossa estatísticas. Essa morre." "Proibir o aborto é punir quem não tem dinheiro", prossegue Varella, que não acredita que uma eventual descriminalização possa estimular que mulheres busquem o procedimento. "Não sou defensor do aborto e ninguém é. Qual é a mulher que quer fazer o aborto? É uma experiência absurdamente traumatizante, uma tragédia. A questão não é essa."
Doação X Aborto
Também segundo a OMS, cerca de 25 países já registram casos de zika. Apenas Brasil e Polinésia Francesa, entretanto, têm dados comprovando o aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos. Varella diz não ter opinião formada sobre o aborto neste caso específico. "Na microcefalia, o diagnóstico definitivo é feito em geral próximo ao 3º trimestre. Você pega um feto aos sete meses e ele está quase nascendo", diz. "Mas é lógico que eu respeito (qualquer decisão)." "O importante é dar liberdade aos que pensam diferente", afirma o médico. "Essa é a questão fundamental do aborto." Varella então levanta a pergunta: se a doação de órgãos em caso de inatividade cerebral tem aceitação popular, por que a retirada de um feto igualmente sem atividade cerebral é criticada? Ele dá o exemplo de uma menina que sofre um acidente de moto e tem morte cerebral. "Ela pode, por lei, ter fígado, coração e rins retirados para doação, porque seu sistema nervoso central não está mais funcionando. O sistema nervoso central é o que determina a vida. Mas até o 3º trimestre de gravidez, não há nenhuma possibilidade de arranjo do sistema nervoso que se possa qualificar como atividade cerebral em qualquer nível, a não ser neurônios tentando se conectar." Drauzio continua: "Muitos consideram que a vida humana começa no instante da fecundação. Mas, por esse raciocínio, a então vida começa antes, porque o espermatozoide é vivo e o óvulo também."
Religiosos e políticos
O médico faz críticas duras a quem argumenta contra o aborto a partir de princípios religiosos. "O poder das igrejas católicas e evangélicas é absurdo", diz. "Mas não está certo a maioria impor sua vontade. Respeitar opiniões das minorias é parte da democracia. Tem que respeitar os outros, o modo dos outros de ver a vida." À reportagem, Varella diz que discorda dos que culpam exclusivamente o governo pela epidemia. "O estado brasileiro falha em muitos níveis. Mas não dá pra colocar a culpa toda no Estado, essa é uma visão muito passiva. Larga-se o pneu com água armazenada, deixa-se a água acumular na calha... Esta culpa é compartilhada, a sociedade tem uma fração importante nessa luta."
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para realizar o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com 950 vagas. A informação foi confirmada pela presidente da autarquia, Elisete Berchiol. Com o atual número de cadastros, a relação é de mais de 1000 candidatos por vaga. Quem pretende ingressar no quadro de pessoal do INSS tem até o dia 22 de fevereiro para se inscrever no site do Cebraspe (antigo Cespe/UnB), organizador, e concorrer a uma das 950 vagas oferecidas. Além da estabilidade empregatícia e da chance de receber uma remuneração bem atrativa, os interessados devem considerar a possibilidade de contratações adicionais serem realizadas pelo INSS. Das vagas disponibilizadas, 800 são destinadas ao cargo de técnico de seguro social, que exige apenas o nível médio (antigo 2º grau) e tem remuneração de R$5.344,87, composta pelo vencimento básico de R$639,18, gratificação de atividade executiva (GAE) de R$1.022,69, gratificação de desempenho de atividades do seguro social de R$3.225 (GDASS) e auxílio-alimentação de R$458. Os servidores do INSS recebem assistência à saúde de R$117,78 (passará a R$145, em agosto) e auxílio-creche de R$321.
A autarquia oferece também 150 oportunidades de analista do seguro social, cargo destinado a graduados em Serviço Social. Para esses, os ganhos são de R$7.954,09, com vencimentos de R$890,42, GAE de R$1.424,67, GDASS de R$5.181 e auxílio-alimentação de R$458. Os demais benefícios também são propiciados aos analistas. Em agosto deste ano, as remunerações passarão para R$5.498,90, no caso de técnico, e para R$8.135,25, no de analista, em virtude de acordo sindical após a greve do ano passado. As taxas de inscrição são de R$65 para técnico e R$80 para analista. Os membros de família de baixa renda que forem inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem pedir isenção da taxa, no site do organizador, durante todo o prazo de inscrições. Em concordância com a lei, há reserva de vagas para candidatos negros (20%) e portadores de deficiência (5%), que passarão por uma perícia médica. As informações são da Folha Dirigida.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
A disseminação do zika vírus tornou-se uma emergência de saúde pública internacional, declarou nesta segunda-feira (1º) a Organização Mundial da Saúde (OMS). O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa em Genebra, depois da primeira reunião do Comitê de Emergência sobre zika vírus da OMS. O grupo foi convocado na semana passada, quando o órgão demonstrou preocupação com a “propagação explosiva” do vírus e estimou que o número de casos nas Américas pode chegar a 4 milhões este ano. A OMS afirmou que é necessária uma resposta internacional coordenada para fazer frente ao zika.
(Foto: Divulgação)
Hoje, Dia do Publicitário, os estudantes da área têm um motivo a mais para comemorar: oportunidades. O CIEE está com 100 vagas de estágio em várias regiões do país. São oportunidades em diversos segmentos, como departamentos de marketing de empresas e agências de publicidade. Atualmente, o CIEE mantém cerca de 2,7 mil estudantes de Publicidade em estágio em empresas e órgãos públicos. Os interessados devem se cadastrar no sitewww.ciee.org.br.
(Divulgação)
Hoje (1º) é o último dia para que os candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) compareçam às instituições de ensino e comprovem as informações prestadas no momento da inscrição. A lista de selecionados está na página do programa na internet. É responsabilidade do estudante verificar nas unidades de educação superior os horários e o local onde deve comparecer para a comprovação de informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações resultará na reprovação do candidato. Entre as informações exigidas estão documento de identificação, comprovantes de residência, de rendimento dos estudantes e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio. O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 12 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das duas poderá entrar na lista de espera, do dia 26 fevereiro ao dia 29 do mesmo mês. Por meio do ProUni, estudantes concorrem a bolsas de estudos parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para o ProUni foram encerradas no dia 22 de janeiro. O programa teve 1.599.808 candidatos inscritos, concorrendo às 203.602 bolsas oferecidas.