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O Brasil é um dos países que mais reduziram o número de alunos sem conhecimentos básicos de matemática. Mas ainda é um dos últimos colocados em um ranking de competências nessa disciplina, aponta estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado nesta quarta-feira (10). O número de alunos brasileiros na faixa de 15 anos que estava abaixo do nível de conhecimentos básicos em matemática caiu 18% entre 2003 e 2012 (último dado disponível). O estudo, intitulado Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los?, considera que, para chegar ao primeiro nível, os alunos têm de saber mostrar competências básicas como uma operação de adição. O documento divulgado nesta quarta faz uma nova análise das séries de dados do último estudo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) da OCDE, publicado no final de 2013, com dados de 2012.
Mau desempenho
Apesar da melhora em relação aos conhecimentos básicos, os alunos brasileiros ficaram apenas no 58° lugar em matemática entre os 65 países e territórios analisados no último estudo PISA. Com essa classificação, o Brasil se situa abaixo da Albânia e da Costa Rica. O Brasil totalizou 391 pontos em matemática, de acordo com o PISA. A média dos países da OCDE é de 494 pontos. A organização considera que os alunos que ficam abaixo do nível 2 (entre os seis existentes, que evoluem de acordo com o grau de dificuldade das perguntas) nas disciplinas analisadas (matemática, leitura e ciências) terão dificuldades na escola e, mais tarde, no mercado de trabalho, e poderão não ascender socialmente. Segundo o PISA, 67,1% dos alunos brasileiros com 15 e 16 anos (faixa etária analisada no estudo) estão abaixo do nível 2 em matemática, com baixa performance na disciplina. Apenas 0,8% dos alunos brasileiros atingiram os níveis 5 e 6 na disciplina, que exigem análises complexas. Em Xangai, na China, primeiro do ranking em matemática, mais da metade dos estudantes (55,4%) integram os níveis 5 e 6, de alta performance. A OCDE destaca, no entanto, que o Brasil registrou uma das maiores taxas de crescimento no total de pontos em matemática entre 2003 a 2012, passando de 356 a 391 pontos no período.
Mais alunos desfavorecidos
O que explica o fato de o Brasil ainda se manter entre os últimos no ranking de matemática (e também de leitura e de ciências do PISA) é o número maior de alunos, principalmente desfavorecidos e de zonas rurais, que passaram a integrar o sistema educacional, disse à BBC Brasil Sophie Vayssettes, analista de educação da OCDE. A taxa de escolarização no Brasil passou de 65% em 2003 para 78% em 2012, ressalta Vayssettes. Programas como o Bolsa Família permitiram maior acesso à educação, diz ela, acrescentando que os novos alunos, desfavorecidos socialmente, "acumulam desvantagens" e geralmente apresentam atrasos de aprendizado em relação aos demais. "Se a base de comparação no Brasil tivesse se mantido a mesma, se não fossem incluídos os alunos novos que tinham passado anos fora da escola, a pontuação obtida nos testes do PISA seria bem mais alta. Chegamos a fazer uma simulação sobre isso", afirma. Entre os fatores que permitiram a redução do número de alunos brasileiros sem conhecimentos básicos em matemática, a especialista cita melhorias na formação dos professores, que também passaram a ter incentivos como aumentos salariais e planos de carreira. Maiores investimentos em educação, que hoje representam 6,1% do PIB brasileiro, a mesma média dos países da OCDE, e também melhoria na qualidade do material pedagógico são outros fatores apontados pela especialista. Também houve o acréscimo de um ano letivo no antigo sistema primário e o secundário se tornou obrigatório (segundo segmento do ensino fundamental). "Há uma dinâmica positiva no Brasil em relação à educação", diz a analista. Os gastos por aluno com idade entre 6 e 15 anos no Brasil, de US$ 26,7 mil (cerca de R$ 103,8 mil) ainda representam, no entanto, apenas pouco mais da metade do montante considerado adequado pela OCDE, que é de US$ 50 mil. "O Brasil precisa aumentar os gastos por aluno", diz a especialista, acrescentando que é preciso também dar mais recursos para escolas com estudantes desfavorecidos e melhorar o ensino pré-escolar no país. O Brasil também possui uma das mais altas taxas de repetência entre os 65 países que integram o PISA. Mais de um terço dos alunos com 15 anos (36%) já repetiu de ano pelo menos uma vez. "A repetência é um fator de abandono dos estudos e de perda da confiança. É preciso criar pedagogias diferentes para motivar os alunos", afirma Vayssettes.
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Apesar da queda do número de linhas de telefones fixos registrada em 2015, os usuários de telefone popular continuam crescendo no país. No ano passado, o número de assinaturas dessa modalidade passou de 162,5 mil em janeiro para 177,2 mil em dezembro, um aumento de 9%. Por outro lado, em 2015 foi registrada pela primeira vez uma queda no número de telefones fixos no país, de de 3,3%. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O telefone popular é o Acesso Individual Classe Especial (Aice), por meio do qual as famílias incluídas no Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal podem ter acesso ao serviço de telefonia fixa em condições especiais.
A assinatura mensal tem tarifa reduzida, na faixa de R$ 15,00, com direito a uma franquia mensal de 90 minutos para fazer chamadas locais para outros telefones fixos durante o mês. Para ligações de longa distância ou para celulares, o usuário deve comprar créditos pré-pagos da concessionária, no valor das tarifas dos demais telefones. Para o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, apesar de ter apresentado um crescimento ao longo do ano, o número de usuários do telefone popular ainda é muito baixo, e não deve crescer. “O que estamos vendo é um desinteresse do usuário, principalmente o de baixa renda, pelo telefone fixo. Para ele, o celular pré-pago é uma opção melhor”, diz. Atualmente, o número de telefones populares corresponde a 0,4% do total de linhas fixas ativas no país. Tude lembra que o telefone fixo é mais barato apenas para fazer ligações para outras linhas fixas, mas para ligar para um telefone celular é mais vantajoso usar outra linha móvel. E, como atualmente o número de linhas móveis no país é bem maior do que o de fixas, a população acaba optando por linhas de celular pré-pagas. A Anatel avalia que o telefone popular é uma alternativa mais econômica para uma grande parte da população. Desde 2014, a Anatel vem atuando junto às concessionárias de telefonia fixa com ações para a divulgação do telefone popular, por meio de campanhas de TV e rádios em todos os municípios do país. Para pedir uma linha popular, o responsável familiar deve entrar em contato com a Concessionária de sua região tendo em mãos o seu NIS - Número de Identificação Social e CPF. Os dados da família deverão estar atualizados no Cadastro Único há pelo menos dois anos, principalmente com as informações de renda familiar e endereço atualizados. O serviço é oferecido apenas pelas concessionárias de telefonia fixa Brasil Telecom, CTBC Telecom, Oi, Telefônica e Sercomtel. As empresas autorizadas de telefonia fixa (GVT, Embratel, etc) não têm a obrigação de oferecer o telefone popular. O maior número de linhas de telefone popular está no estado de São Paulo, com 50,1 mil linhas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 22 mil linhas, Bahia, com 21,4 mil e Minas Gerais, com 19,7 mil linhas ativas. A concessionária Oi é a que tem o maior número de clientes do telefone popular, com 126,7 mil linhas ativas, seguida pela Telefônica, com 50,1 mil linhas.
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Um inquérito da Polícia Federal vai investiga a relação entre o sítio no interior de São Paulo, frequentado pelo ex-presidente Lula, e a empreiteira OAS e outras empresas e pessoas investigadas pela Operação Lava Jato. A autorização foi dada pelo juiz federal Sergio Moro em despacho na última quinta-feira (4). Documentos revelados no dia 3 de fevereiro pelo Jornal Nacional apontam que a construtora OAS foi responsável pela compra de móveis e eletrodomésticos para dois imóveis ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - um triplex no Guarujá e um sítio em Atibaia, ambos no interior de São Paulo. A reportagem do telejornal teve acesso a pedidos de compra e notas fiscais de mobília feita sob encomenda e equipamentos para os dois imóveis, frequentados por Lula e familiares do ex-presidente. Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, as investigações indicam que as duas compras, feitas em uma mesma loja de São Paulo, foram pagas pela OAS.
Os móveis que decoram o triplex e o sítio foram adquiridos em uma loja de grife situada na Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A ligação da OAS com as compras já havia sido revelada no sábado passado pelo jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o Jornal Nacional, uma das notas fiscais foi emitida em 12 de novembro de 2014, no valor de R$ 78.800. O endereço informado para a entrega foi o Edifício Solaris, onde se localiza o triplex atribuído a Lula. Todos os apartamentos do condomínio estão sob investigação da Lava Jato e do Ministério Público de São Paulo, por suspeitas de fraude originadas na Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários (Bancoop), controlado pelo PT. Na nota, a OAS aparece como compradora de uma cozinha planejada, entregue no triplex 164-A, endereço informado no documento. O MP acha que Lula é o verdadeiro dono do apartamento em nome da OAS. O Instituto Lula admitiu que o ex-presidente visitou o triplex em companhia do então presidente da construtora, Léo Pinheiro, mas garante que ele desistiu da compra. O MP investiga também a aquisição, pela OAS, de móveis para o sítio em Atibaia. O pedido de compra é de 13 de março de 2014 e inclui cozinha de R$ 28 mil, refrigerador de R$ 9,7 mil, lava-louças de R$ 9,1 mil, forno elétrico de R$ 10,1 mil e uma bancada de R$ 43 mil. O endereço para entrega foi o Sítio Santa Bárbara, o mesmo ligado a Lula. A nota fiscal está em nome de Fernando Bittar, oficialmente um dos donos do sítio, mas é a OAS quem aparece como compradora. A construtora não quis comentar o assunto. O Instituto Lula não se pronunciou sobre o conteúdo da reportagem.
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Identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, o vírus da zika tem um poder de disseminação muito maior que o vírus da dengue, segundo o vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rodrigo Stabile. "Se a gente comparar os índices de espalhamento das duas doença, vê que o que o vírus da zika se espalha muito rapidamente", disse Stabile nesta segunda-feira (8), em Ribeirão Preto (SP), cidade que possui mais de 800 casos suspeitos da zika em 2016 e que vive epidemia de dengue. A comparação feita pelo pesquisador é baseada no tempo de propagação de epidemias desse tipo de doença no território brasileiro.
"A gente teve a primeira epidemia de dengue no Rio de Janeiro e a gente levou um ciclo de 5 anos para poder atingir todo o país, e vemos o vírus da zika atingindo o mesmo patamar em menos de um ano", afirmou. De acordo com o vice-presidente da Fiocruz, um dos motivos para a disseminação mais rápida da doença é a fácil adaptação do vírus. "É bastante adaptado ao ser humano e um vírus bastante adaptado ao seu vetor de transmissão, o Aedes aegypt, mostrando que ele se transmite de forma rápida", disse Stabile. Na sexta-feira (5), a Fiocruz anunciou que que o vírus da zika foi encontrado de forma ativa na urina e na saliva de pacientes com sintomas compatíveis ao da doença. Isso comprova a atividade viral, segundo os cientistas. Ainda assim, pesquisas aprofundadas serão necessárias para comprovar se necessariamente haverá infecção através de fluidos. O vírus da zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril do ano passado e o surto da doença atingiu pelo menos 20 estados brasileiros e já chegou a pelo menos 23 países. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou no final de janeiro que a propagação 'explosiva' pode levar o vírus da zika a 4 milhões de casos nas Américas.
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A Casa Civil da Presidência da República divulgará na quarta-feira (10) a relação dos ministros e dirigentes de empresas públicas, autarquias e fundações federais que participarão da mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti do dia 13 de fevereiro e as cidades às quais irão. Serão cerca de 160 autoridades que visitarão salas estaduais e municipais de coordenação e controle para o enfrentamento ao mosquito, transmissor da dengue, da febre chinkungunya e do zika vírus, relacionado à microcefalia. Ministros e dirigentes dessas empresas vão participar de eventos organizados pelos prefeitos, como limpeza urbana e atividades educativas. Também estão previstas visitas a residências com foco, junto com agentes de saúde ou militares. Munidos de larvicidas, as autoridades devem ir a locais onde possa haver criadouro do mosquito - ou seja, água parada, ambiente propício para a proliferação. O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, abrirá a campanha em Salvador (BA). Cada ministro ou dirigente de empresa pública escolheu as cidades que visitarão. Na mobilização nacional do dia 13, 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas vão deflagrar uma ação de conscientização e orientação à população para o combate ao mosquito.
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A presidente Dilma Rousseff decidiu trocar as agências de publicidade que atendem o Governo Federal. Segundo a Folha de S. Paulo, a decisão ainda não foi oficializada, mas deixou a intenção clara em janeiro ao prorrogar o contrato das três agências que trabalham para o Palácio do Planalto por apenas quatro meses. Normalmente, os acordos são renovados anualmente. Desde novembro, uma equipe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) já trabalha na elaboração de um novo edital, que deve ser lançado nos próximos seis meses. A pasta da Comunicação, comandada pelo ministro Edinho Silva, tem sido alvo de críticas dentro do próprio governo. Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, o Planalto se queixou da campanha de combate ao Aedes aegypti.
Revoltada com o veto ao seu tapa-sexo em protesto à presidente Dilma Rousseff, Ju Isen tirou a comportada fantasia indicada pela agremiação em pleno desfile, surpreendendo muita gente. Instantes depois, rapidamente a tiraram da Avenida. “Fui agredida e estou cheia de sangue na perna! Vou processar! Fui agredida pelo pessoal da escola! Me jogaram no chão e estou toda machucada! Como jogam uma pessoa assim no chão? Tem que ter respeito ao próximo! Bateram em mim! Me jogaram no asfalto”, gritou Ju Isen, totalmente transtornada, ao ser abordada pela reportagem. “Mas isso não vai me abalar! No ano que vem vou voltar como rainha de bateria! Mas na Unidos do Peruche nunca mais”, completou Ju. Logo em seguida, ela pegou um táxi e foi embora para o hotel em que está hospedada. Ulisses Ozzetti, da coordenação da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, explicou que não pode ter nudez nos desfiles porque é atentado ao pudor. “O protocolo determina que a escola deve retirar a pessoa do desfile para não ser punida”, explicou ele.O presidente da Unidos do Peruche, Nei de Moraes, se posicionou sobre a agressão. “Pra mim é novidade saber que ela foi agredida. Vou analisar primeiro o que aconteceu, foi algo isolado de alguém que foi convidado por nós. Escola tem respeito com componente e componente tem que respeitar. Tomara que não tenha prejudicado a escola”, disse o dirigente. “Não vi a atitude que ela teve, mas se ela tomou atitude dessas é inadmissível. Todas as passistas assinam que não vão prejudicar a escola. Ela com certeza assinou! Vamos analisar e pode ser que a escola a processe sim”, explicou. Procurada pela reportagem, Ju Isen ironizou a ameaça de processo feita pelo presidente da Unidos do Peruche: “Que engraçado, eu também penso em processá-los por agressão! Ele vai me processar pelo quê? Carnaval é nudez, sensualidade. Enfim, se vai me processar, também vou processar! Cadê os Direitos Humanos? Os direitos da mulher? Lei Maria da Penha já! Fui agredida e tenho provas! Estamos num país democrático e só queria protestar”.
Entenda a confusão
A loira, que ficou conhecida em todo o país ao ficar seminua nas manifestações políticas que aconteceram em São Paulo em 2015, não pode usar o polêmico tapa-sexo em protesto à presidente Dilma Rousseff. A escola de samba Unidos do Peruche não quis fazer apologia ao impeachment e obrigou a musa a usar uma fantasia mais comportada. Segundo a agremiação, Ju tinha que usar uma roupa com ligação com o enredo do desfile: os 100 anos do samba. O tapa-sexo havia sido uma sugestão dela. “Não sei porque proibiram, mas estou muito chateada”, lamentou ela na concentração do desfile da Unidos do Peruche. “Estou me sentindo injustiçada. Quero o impeachment e o povo quer o impeachment”, clamou.Revoltada, Ju Isen ainda ameaçou entrar na Avenida com o tapa-sexo na mão. “Quero fazer meu protesto de qualquer jeito”, pediu ela, sem sucesso. Instantes depois tiraram o adereço da loira. “Puxaram da minha mão com tudo! Roubaram de mim! Achei péssimo, mas estou aqui”, reclamou. O regulamento da Liga das Escolas de Samba de São Paulo não proíbe manifestações políticas nos desfiles. Mas, segundo a entidade, se alguém reclamar de algo apresentado, uma ata será aberta e a plenária da Liga, composta pelos presidentes das escolas, irão avaliar a situação e determinar ou não a punição. Antes do desfile, quando ainda estava se arrumando, Ju Isen contou porque queria usar o tapa-sexo. “Vim parar na mídia protestando e continuarei assim. Eu que escolhi essa fantasia com a intenção de manifestar. Vai ser meu momento. Vim dar meu recado e de milhões de brasileiros: fora Dilma”, disse ela.
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Logo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio ao lado de mensagem sobre o vírus da zika (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)
O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) informou que seus atletas podem considerar não disputar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em agosto, por causa da preocupação com o vírus da zika no Brasil, disse a agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (8). Segundo a Reuters, atletas, funcionários e dirigentes de federações esportivas norte-americanas discutiram a questão com USOC em janeiro, por teleconferência, e o presidente do conselho, Donald Anthony, afirmou que “caso os atletas não se sentissem confortáveis poderiam considerar não ir aos Jogos”. De acordo com o USOC, o vírus da zika pode ser uma ameaça aos atletas e que seu pessoal poderia enfrentar uma decisão difícil sobre a participação ou não nas competições no Rio.
A Reuters informou que autoridades em todo mundo suspeitam que o vírus da zika estaria ligado a um aumento no número de casos de microcefalia no Brasil e que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou, em 1º de fevereiro, estado de emergência internacional por causa da provável relação entre o vírus da zika e a microcefalia. Os centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos EUA já vinham aconselhando as norte-americanas grávidas ou as que consideram engravidar a evitarem viajar para lugares onde o zika foi registrado. Will Connell, diretor da Federação Equestre dos EUA, disse à agência de notícias que o USOC está deixando a decisão para os atletas. “Eles disseram que o atleta que estiver preocupado não deve se sentir obrigado a ir”, afirmou, segundo a Reuters. O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou ao USOC que tem médicos acompanhando a situação no Brasil e que estava confiante no sucesso do Jogos no Rio. Os EUA lideraram o quadro de medalhas nas Olimpíadas de Londres, em 2012, com total de 104 medalhas: 46 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze.
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As compras pagas com cartões de débito e de crédito no Brasil movimentaram R$ 1,05 trilhão em 2015 e cresceram 9% sobre o ano anterior, afirmou na última terça-feira (2) a Abecs, entidade que representa empresas de meios de pagamento. Segundo a Abecs, as transações com cartões de crédito somaram R$ 648 bilhões (alta de 6,2%), enquanto as com cartões de débito foram de R$ 402 bilhões (alta de 13,8%).
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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai atuar na mobilização da sociedade contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), encapada pelo governo federal para tentar fazer um ajuste fiscal no país. “Não aceitamos soluções simplistas para resolver problemas que não foram criados por nós”, afirmou o presidente da Ordem, Claudio Lamachia. Ele afirmou ainda que a sociedade não aguenta mais a atual carga tributária e que a recriação da CPMF é uma péssima solução. “Em tempos de ajuste fiscal, onde o governo afirma como única saída a recriação da CPMF, contraditoriamente se vê o aumento absurdo do fundo partidário, e o que é pior, justamente em tempos de lava-jato”, pontua. Para o presidente da OAB, o governo federal quer transferir para sociedade o custo do ajuste fiscal de um país que possui uma das cargas tributárias mais elevadas em comparação com países com a sua renda, que passa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB). “Pobre cidadão, chamado para pagar a conta novamente! A sociedade não pode aceitar mais um tarifaço! O governo não pode ir, a qualquer momento de crise, colocar a mão no bolso do cidadão”, afirmou.
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O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta sexta-feira, 5, prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, para o empresário Otávio Marques de Azevedo, da empreiteira Andrade Gutierrez. A mesma medida foi concedida ao executivo da empreiteira Elton Negrão. Otávio Azevedo e Elton Negrão fecharam acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O acordo ainda não foi homologado. Azevedo e Negrão foram presos no dia 19 de junho de 2015 na Operação Erga Omnes, braço da Lava Jato que pegou os maiores empreiteiros do País - no mesmo dia foi preso Marcelo Bahia Odebrecht. Em troca da liberdade que perderam há 228 dias, Otávio Azevedo e Elton Negrão decidiram contar o que sabem do esquema de propinas instalado na Petrobras e nas obras de Angra 3. Nesta sexta-feira, 5, o juiz Sérgio Moro autorizou Azevedo e Negrão a serem transferidos do Complexo Médico-Penal de Curitiba, base da missão Lava Jato, para suas residências, mas sob vigilância eletrônica. Outras medidas restritivas foram impostas aos empresários. Eles não podem deixar o País. Formalmente, o empreiteiro e o executivo são acusados pelo Ministério Público Federal pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Andrade Gutierrez com a estatal petrolífera.
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A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (5) a Lei 13.256/2016, que faz alterações pontuais no texto original do novo Código de Processo Civil (CPC). O código foi sancionado no ano passado e entrará em vigor no dia 16 de março. Com o novo texto, os juízes não serão obrigados a seguir ordem cronológica de julgamento de ações cíveis. As mudanças foram feitas pelo Congresso após críticas de magistrados e parlamentares. O texto original, sancionado no ano passado, previa que os juízes deveriam obedecer à ordem cronológica para proferir sentenças. Com a alteração, os magistrados devem dar preferência à ordem de entrada.
Outra mudança aprovada com o novo texto é a análise prévia, pelos tribunais estaduais, de recursos submetidos aos tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Se a medida fosse mantida, o STJ receberia o dobro de recursos que recebe atualmente, sem dispor de estrutura para receber a carga de processos. De acordo com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o fim da obrigatoriedade de julgamentos conforme a ordem cronológica é um dos avanços do novo CPC. Para a entidade, a medida confere alternativas para que o juiz possa administrar as ações que recebe. A AMB considerou retrocesso o veto ao artigo que previa julgamentos virtuais para agilizar os processos nos casos em que a lei não admite sustentação oral. Segundo o desembargador Marcos Alaor Grangeia, membro da comissão que participou da elaboração do código, o modelo eletrônico de julgamento não fere as prerrogativas dos advogados. "Temos toda uma estrutura de PJE [processo judicial eletrônico] e de processos digitais. A era é da modernidade. O dispositivo possibilitaria que houvesse uma celeridade muito maior”, afirmou o magistrado. O Novo CPC substitui a norma antiga, sancionada em 1973. Em 2010, uma comissão de juristas foi criada para discutir e formular o anteprojeto do novo código. A comissão realizou 100 audiências públicas e recebeu cerca de 80 mil emails, além de contribuições da acadêmicos e de juristas.
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Para juiz federal, Contran ‘não poderia ultrapassar os limites’ do CTB. Ação civil pública foi movida pelo Sindicato dos Proprietários de CFCs. (Foto: REprodução)
Uma decisão liminar do juiz federal José Carlos do Vale Madeira, titular da 5ª Vara da Seção Judiciária do Tribunal Regional Federal (TRF) 1ª Região do Maranhão suspende a obrigatoriedade aos Centros de Formação de Condutores (CFCs) – autoescolas – de instalar simuladores de direção como componente de exames de direção. A ação civil pública movida desde dezembro de 2015 contra o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) foi movida pelo Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores do Estado do Maranhão (Sindauma). À reportagem, o juiz federal José Carlos Madeira esclareceu que a decisão é restrita às autoescolas inscritas no Sindauma. “Ela é válida para os filiados ao sindicado, contempla somente os associados ao sindicato, ou seja, é restrita neste plano”, disse à reportagem. “Eu acredito que ela possa servir de paradigma para outras decisões. Convoquei a União e achei o debate sobre o assunto sofisticado”, completa.
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As empresas vão poder ampliar de 5 para 20 dias a duração da licença-paternidade, segundo um projeto aprovado pelo Senado na quarta-feira (3). Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A nova regra faz parte do projeto que institui o marco legal da infância, que trata de políticas públicas para crianças de até seis anos de idade. Entre outros pontos, ele estabelece que as gestantes têm de receber apoio da União, dos estados e dos municípios durante toda a gravidez.
O que muda nas regras da licença-paternidade?
O texto propõe que a licença paternidade tenha mais 15 dias, além dos cinco hoje estabelecidos por lei. A regra só vale para os funcionários das empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã, que já estende a licença-maternidade de quatro para seis meses.
A licença de 20 dias já está em vigor?
Não. Ela foi aprovada pelo Senado e ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff em forma de lei.
A licença-paternidade de 20 dias será obrigatória?
Não. Só valerá para as empresas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã, regulamentado pelo governo em 2010. Esse programa já possibilita ampliar o prazo da licença-maternidade das trabalhadoras do setor privado de quatro para até seis meses. Antes de 2010, a extensão do benefício só existia para funcionárias públicas.
Quem terá direito a esta licença?
Segundo o texto do projeto enviado ao Senado, pode pedir o benefício o funcionário da empresa que aderir ao programa, desde que até dois dias úteis após o parto e comprovada a participação do pai em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável. O texto não especifica quais programas são estes.
As novas regras vão valer para pais de filhos adotivos?
Sim. A prorrogação da licença também valerá para os empregados que tiverem guarda judicial para adoção.
O pai que tirar a licença receberá todo o salário?
Sim. O texto do projeto enviado ao Senado diz que "o empregado terá direito a sua remuneração integral", assim como a mãe em licença-maternidade.
Qual o benefício para a empresa que optar pela licença prorrogada?
O programa permite a empresa deduzir dos impostos federais o total da remuneração do funcionário nos dias de prorrogação da licença-paternidade, como já ocorre com os dois meses extras de licença-maternidade. A regra só vale para as empresas que têm tributação sobre lucro real.
Qual a obrigação do pai que tirar a licença de 20 dias?
Segundo o projeto, no período da licença, os pais e as mães não podem exercer qualquer atividade remunerada e a criança tem de ser mantida sob os cuidados deles. Se essa regra for descumprida, os funcionários perdem o direito à prorrogação.
Como as empresas podem aderir ao programa que prorroga a licença?
Segundo o Fisco, é preciso fazer o pedido de adesão exclusivamente na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na internet. O acesso pode ser feito por um código de acesso, a ser obtido no site da Receita, ou por um certificado digital válido.
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Com o feriado do Carnaval, as agências bancárias fecharão na segunda e terça-feira (8 e 9), retornando às atividades na quarta-feira de cinzas (10), quando o atendimento ao público será feito a partir do meio-dia, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Uma alternativa para o consumidor é usar os canais eletrônicos para fazer a movimentação financeira e agendar o pagamento das contas com código de barras. Água, luz e telefone (contas de consumo), assim como os carnês que têm vencimento nos dias 8 e 9, podem ser pagos no dia 10 sem acréscimo. A data de vencimento dos tributos é ajustada de acordo com o calendário de feriados.