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O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira (19) em Rio Branco, no Acre, onde faz campanha para ser reconduzido à presidência do partido, que pretende concorrer à sucessão da presidente Dilma Rousseff. "Eu sou candidato à Presidência da República", sentenciou. Na sede do PMDB, ele afirmou ainda que a trincheira na busca pela Presidência exige unidade do partido. "Estou trabalhando pela grande unidade do PMDB", disse, diante do auditório lotado de lideranças que fazem oposição ao PT no Acre. O vice-presidente fez o lançamento do nome da deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) à Prefeitura de Rio Branco. A capital do Acre é o décimo município em que Temer faz campanha para se manter à frente do partido, tentando minar a influência do presidente do Senado, Renan Calheiros, nos Estados e já costurando articulações para as eleições de 2018. Temer estava acompanhado do ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, um dos articuladores dentro do partido para viabilizar candidatura do PMDB à presidência da República. O vice-presidente aparentava estar bem humorado, apesar do forte calor e da agenda apertada. Temer cumpre agenda com o governador do Acre, Tião Viana (PT), na abertura do Dia Nacional de Mobilização da Educação Contra o Zika no Acre.
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Após o novo rebaixamento da nota brasileira de crédito pela agência Standard & Poors, a equipe econômica deve antecipar para esta sexta-feira (19) o anúncio do corte no orçamento de 2016, que, segundo interlocutores do governo federal, pode ficar próximo a R$ 25 bilhões - o menor dos últimos anos. Na semana passada, o governo anunciou que o valor do bloqueio no orçamento sairia somente no mês de março e chegou a divulgar uma programação orçamentária provisória para os três primeiros meses deste ano. O valor do corte de 2016 deverá ficar bem abaixo do registrado no ano passado - quando somou, inicialmente, R$ 69,9 bilhões. Depois, em julho do ano passado, outros R$ 8,74 bilhões foram contingenciados.
O Congresso Nacional aprovou o texto doOrçamento de 2016 estabelecendo uma meta de superávit primário (economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida) de 0,5% do PIB, o equivalente a R$ 30,5 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais). A parte somente do governo é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, enquanto R$ 6,5 bilhões são a meta de estados e municípios (0,1% do PIB).O mercado financeiro não acredita que a meta será cumprida e prevê novo rombo nas contas públicas neste ano. Segundo pesquisa realizada pelo BC com mais de 100 instituições financeiras, as contas públicas (governo, estados, municípios e empresas estatais) deverão registrar um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de 1% do PIB em 2016, ou seja, de cerca de R$ 60 bilhões. Se confirmado, será o terceiro ano que as contas públicas fecharão no vermelho.
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- Lara Haje
- 18 Fev 2016
- 07:44h
O Congresso Nacional promulga nesta quinta-feira (18), em sessão conjunta, a emenda constitucional que abre "janela" para que políticos troquem de partido sem perder o mandato. A sessão está prevista para as 11 horas, no Plenário do Senado. Pelo texto (PEC 182/07), os detentores de mandatos eletivos poderão deixar os partidos pelos quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda. A desfiliação, no entanto, não será considerada para o cálculo do dinheiro do Fundo Partidário e do tempo gratuito de rádio e televisão. Desde 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que os mandatos pertencem aos partidos e que, por isso, o detentor de mandato eletivo não pode mudar para outra legenda sem perder o mandato. Mas a desfiliação para a filiação em partido recém-criado não acarreta a perda do cargo. Com a promulgação da emenda, mais uma brecha será aberta para a troca partidária. A medida fez parte da reforma política aprovada pelos deputados no ano passado, que inclui também outras medidas, como o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito. Os senadores aprovaram a possibilidade de janela para a troca partidária, mas o restante da reforma ainda vai ser examinada pelo Senado.
Novas realidades
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) foi um dos defensores da proposta na Câmara e acredita que a promulgação da emenda é positiva. "Ela permitirá a acomodação de novas realidades políticas regionais e municipais também. Estamos em um ano de eleição municipal e, apesar de não ter interesse em mudar de partido, de não ser beneficiário da proposta, a promulgação vai permitir uma acomodação extremamente importante."
Oportunismo
Já o deputado Esperidião Amin (PP-SC) considera que a janela para a troca de partidos vai gerar oportunismo político. "Há prognósticos de que a janela vai significar aqui na Câmara 30 a 35 mudanças de partido. No Brasil inteiro, vereadores na maior parte dos municípios vão migrar ou para o partido do prefeito que é candidato à reeleição - oportunismo - ou para partidos que apoiam o candidato que está em primeiro lugar nas pesquisa que estiver sendo divulgada." O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), também critica. Ele acredita que a emenda fragiliza a democracia e confunde o eleitor. "Evidente que todos nós devemos criticar uma janela como esta, afinal nós estamos agora com um ano de mandato como deputado federal. Já mudar de partido? É uma janela totalmente fora de época, não ajuda a organizar a política brasileira, não dá força ao partido no melhor sentido do resultado das eleições, da expressão da soberania popular. É lamentável que isso tenha acontecido." Rubens Bueno lembra ainda que um novo prazo para a troca de partido ocorrerá antes das eleições de 2018. A legislação eleitoral prevê que no sétimo mês antes das eleições os políticos também possam mudar de partido sem perder o mandato.
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Ana Cláudia Torres Vianna, diretora do Fórum Trabalhista de Campinas, pretende simplificar o processos e usar a tecnologia como instrumento (Foto: TRT 15ª Região)
Um dos grandes desafios do sistema judiciário no Brasil é justamente desafogar os tribunais. A demora da Justiça que tanta gente reclama se dá, muitas vezes, pela quantidade absurda de processos nas cortes do país. Uma das propostas para começar a resolver este problema conta com uma ferramenta simples: a internet. No TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15 Região, com sede em Campinas, no interior de São Paulo, uma juíza está implantando um projeto que usa o WhatsApp nas mediações. Em maio do ano passado, ocorreu o primeiro acordo costurado com o uso do aplicativo. No processo, levado ao CIC (Centro Integrado de Conciliação) para que as duas partes chegassem a um acordo, um trabalhador pedia R$ 12 mil de uma empresa onde esteve empregado por menos de um ano e teria adquirido uma hérnia de disco. Normalmente, a negociação teria de ser feita com o auxílio de uma mediadora durante audiências presenciais, com tempo definido, que ocorrem no TRT-15.
Para ajudar a agilizar as partes a chegar à solução do conflito, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna, diretora do Fórum Trabalhista de Campinas e responsável pelo CIC, permitiu que os advogados do trabalhador e da empresa, juntamente com a mediadora, fizessem a negociação por WhatsApp. Um acordo foi fechado em R$ 8.000, com pagamento à vista. "Meu desejo foi o de simplificar e de usar a tecnologia como um instrumento. A ideia é a de abrir portas para as pessoas conversem mais", explicou a juíza. "Na internet, a pessoa tem mais tempo para conversar. Também a pessoa tem mais tempo. Pessoalmente, no Fórum, a audiência tem tempo definido. No WhatsApp, não", completou. Em outro processo, finalizado em 16 de dezembro do ano passado e que tramitou na Vara do Trabalho de Indaiatuba, interior de SP, as partes só chegaram a um acordo por causa do WhatsApp. Isso porque, o reclamante mora nos Estados Unidos e teria dificuldade de comparecer pessoalmente a uma audiência no Brasil. Por isso, depois da negociação, o reclamante gravou um vídeo endossando os termos do acordo e o enviou via WhatsApp. Além disso, caso houvesse necessidade, a juíza titular da Vara ainda disponibilizou um computador com Skype se precisasse ainda falar com o reclamante, algo que não foi necessário. Ao longo do ano, outros acordos foram feitos com o auxílio do WhatsApp. No total, o projeto Mídia & Mediação contou com 55 audiências online com um índice de êxito de 71%. Para 2016, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna quer ampliar ainda mais o projeto. Sua ideia é ter um grupo de mediadores familiarizados com ferramentas como o WhatsApp e o Hangout e realizar até 150 audiências online por mês.
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Um levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) indica que mais de 15 milhões de trabalhadores não sabem que têm dinheiro a receber do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Segundo a Agência Brasil, as pessoas que contribuíram com os programas até 1988 podem receber anualmente o rendimento de suas cotas e têm o direito de sacar todo o crédito em caso de aposentadoria, doença ou se tiver mais de 70 anos. Caso o trabalhador tenha falecido, seus herdeiros podem resgatar o dinheiro. O benefício do Pasep é pago pelo Banco do Brasil e o do PIS, pela Caixa Econômica Federal. "O objetivo principal do Fundo é pagar o cotista. Para o trabalhador, o importante é que aquele saldo que ele não retirou, todo ano vai acumulando. Se ele deixou lá sem movimentar, ele pode ter uma agradável surpresa”, avalia Antônio Carlos Bezerra Leonel, coordenador-geral de auditoria da Área Fazendária da CGU.
Cassiana com os filhos, Edson e Melissa, que tem um mês de vida; apenas a menina tem microcefalia (Foto: Reprodução / TV Globo)
A dona de casa Cassiana da Silva deu à luz um casal de gêmeos há pouco mais de um mês, mas apenas um dos bebês foi diagnosticado com microcefalia. Ela e o marido, o frentista Edson Miguel, moram em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana doRecife. O caso vem sendo acompanhado pelos médicos, que buscam entender por que um bebê tem a malformação e o outro, não. Exames estão sendo feitos para identificar se, por acaso, a mãe teve zika durante a gestação. Cassiana chegou a apresentar algumas manchas vermelhas no braço, quando estava com quatro meses de gravidez, mas os médicos acreditavam que era mais um quadro de dengue – não havia a preocupação com o vírus da zika na época. “Foram só umas manchas na pele, não espalhou pelo corpo”, recorda a mãe.
Os bebês se chamam Edson e Melissa. A mãe, Cassiana, conta que fez o acompanhamento pré-natal, mas foi só depois do parto e de uma tomografia que ficou confirmado que a menina tinha, realmente, microcefalia. “No começo, eu não aceitei bem. Meu marido foi quem mais me apoiou. Ele sempre dizia que nossa filhinha era perfeita, não tinha nada”, recorda a dona de casa. Os gêmeos foram gerados em placentas diferentes e, com isso, cada um se desenvolveu de forma independente. “O que geralmente chama a atenção é porque a gente imagina que as duas crianças estão dentro de um ambiente único, dividido apenas por algumas membranas. Por que uma apresenta complicações de uma doença e a outra não?”, questiona a neurologista Ana Van Der Linden. A equipe médica que acompanha as crianças espera que o exame do líquido da espinha dorsal dos bebês possa ajudar a esclarecer o que houve. No exame, os pesquisadores buscam identificar anticorpos que podem ter sido produzidos pelo próprio organismo para combater a infecção pelo vírus da zika. “Aí entram de novo os estudos para a gente tentar entender o que tinha nas placentas, já que eles tinham placentas diferentes, e o que evitou que o vírus chegasse até um bebê e o que o levou a chegar até o outro”, aponta a pediatra Danielle Cruz. Em Pernambuco, os pesquisadores já encontraram o anticorpo correlacionado ao vírus da zika em 34 bebês com microcefalia, de acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do estado. Outros três casos deram negativo e um teve o resultado inconclusivo. Dos 1.546 casos notificados de microcefalia, 184 foram confirmados. Os pais dos gêmeos esperam que o caso da família deles ajude a ciência a avançar nas pesquisas e encontrar uma forma de evitar novos casos de microcefalia. "Eu acho interessante para a medicina estudar. O nosso caso foi tão raro porque a menina nasceu com microcefalia e o menino não”, avalia o pai. “Eu sei que para as mães não vai ser fácil aceitar no começo, mas é dado por Deus, a gente deve aceitar. E se um teve outro não, eu sei que foi Deus, Deus que colocou a mão”, reforça a mãe.
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Grupos favoráveis e contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protestam na manhã desta quarta-feira (17) em frente Fórum Criminal da Barra Funda, na cidade de São Paulo, onde seriam realizados hoje os depoimentos do petista e da sua mulher, Maria Letícia (leia mais). Participantes dos protestos atiraram objetos uns nos outros e uma mulher foi atingida por uma pedra na cabeça. O clima ficou mais tenso quando opositores do governo tentaram encher de ar o boneco inflável com a caricatura de Lula, conhecido como pixuleco. Apoiadores do ex-presidente impediram a ação. A Polícia Militar está no local para evitar confusões entre manifestantes dos dois lados. Uma decisão liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) suspendeu nesta terça-feira (16) os depoimentos de Lula e de Maria Letícia. Eles seriam ouvidos nesta quarta (17) para esclarecer a situação sobre o tríplex no Condomínio Solaris, na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo, e por conta de suspeitas de irregularidades na transferência da construção da cooperativa Bancoop para a OAS.
Ana se formou em jornalismo para ser porta-voz da microcefalia (Foto: Reprodução)
Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto. "Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada. No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: 'ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer'. Ele - como muita gente hoje - estava errado. Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog. Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!). Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma 'geração de sequelados' por causa da microcefalia. Se estivesse na frente dele, eu diria: 'Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não'. Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais - e tem microcefalia. As mães dessas pessoas não optaram pelo aborto. É por isso que nós existimos.
Marcelo Castro agora retoma o cargo de deputado e pode ajudar Picciani a se reeleger como líder do governo(Luiz Xavier/Agência Câmara/VEJA)
Em meio a um surto de microcefalia e a uma explosão de casos de zika vírus no país, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, foi exonerado do cargo pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira. O motivo é a eleição do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, que está marcada para hoje. Com o afastamento, ele retoma o mandato de deputado e é um voto favorável à reeleição de Leonardo Piccinani (PMDB-RJ), que é aliado do Planalto. O outro candidato que está na disputa é Hugo Motta, próximo ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conforme já era esperado, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta. O Planalto está apreensivo com a eleição para a liderança do PMDB, porque ela pode ser determinante para o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. É responsabilidade do líder nomear os oito integrantes que devem compor a comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente. Além disso, o líder tem influência sobre a tramitação de projetos considerados cruciais para o governo, como a recriação da CPMF. Até ontem, o ministro se dizia em dúvida se deixaria o posto. Hoje, ele mudou o discurso: "Estou fazendo o que acho que deveria ser feito", afirmou. Nesta quarta-feira, aliados de Hugo Motta e a oposição apresentaram um requerimento para que ele fosse à Câmara prestar esclarecimentos a respeito das ações do governo para enfrentar as epidemias de zika vírus, dengue e chikungunya. Questionado sobre se poderia retornar ao ministério, apesar de todas as pressões, ele respondeu: "Assim espero". No seu lugar, a presidente Dilma Rousseff nomeou o secretário executivo da Saúde, José Agenor Álvares da Silva.
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Com inscrições abertas até o dia 22 de fevereiro, o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com 950 vagas, pode nomear os aprovados em agosto A informação foi confirmada pela presidente da autarquia, Elisete Berchiol. “A nossa previsão é para nomeação ainda este ano, dentro de um cronograma, ocorrendo por volta de agosto”, disse ele em entrevista à TV Anasps.
Concorrência
Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para realizar o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com 950 vagas. A informação foi confirmada pela presidente da autarquia, Elisete Berchiol. Com o atual número de cadastros, a relação é de mais de 1000 candidatos por vaga. Quem pretende ingressar no quadro de pessoal do INSS tem até o dia 22 de fevereiro para se inscrever no site do Cebraspe (antigo Cespe/UnB), organizador, e concorrer a uma das 950 vagas oferecidas. Além da estabilidade empregatícia e da chance de receber uma remuneração bem atrativa, os interessados devem considerar a possibilidade de contratações adicionais serem realizadas pelo INSS. Das vagas disponibilizadas, 800 são destinadas ao cargo de técnico de seguro social, que exige apenas o nível médio (antigo 2º grau) e tem remuneração de R$5.344,87, composta pelo vencimento básico de R$639,18, gratificação de atividade executiva (GAE) de R$1.022,69, gratificação de desempenho de atividades do seguro social de R$3.225 (GDASS) e auxílio-alimentação de R$458. Os servidores do INSS recebem assistência à saúde de R$117,78 (passará a R$145, em agosto) e auxílio-creche de R$321. A autarquia oferece também 150 oportunidades de analista do seguro social, cargo destinado a graduados em Serviço Social. Para esses, os ganhos são de R$7.954,09, com vencimentos de R$890,42, GAE de R$1.424,67, GDASS de R$5.181 e auxílio-alimentação de R$458. Os demais benefícios também são propiciados aos analistas. Em agosto deste ano, as remunerações passarão para R$5.498,90, no caso de técnico, e para R$8.135,25, no de analista, em virtude de acordo sindical após a greve do ano passado. As taxas de inscrição são de R$65 para técnico e R$80 para analista. Os membros de família de baixa renda que forem inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem pedir isenção da taxa, no site do organizador, durante todo o prazo de inscrições. Em concordância com a lei, há reserva de vagas para candidatos negros (20%) e portadores de deficiência (5%), que passarão por uma perícia médica. As informações são da Folha Dirigida.
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A turbina de um avião da Gol pegou fogo neste domingo (14) no aeroporto de Brasília. Segundo informações do G1, o acidente aconteceu enquanto a aeronave estava deixando a área de embarque, de onde seguiria para o aeroporto de Congonhas. Uma das laterais do avião ficou com uma marca escura e vidros de janelas ficaram trincados. Os 145 passageiros que estavam no voo 1415 precisaram ser realocados em outras viagens com destino a São Paulo. O consórcio Inframerica, que administra o aeroporto, informou que cinco carros do Corpo de Bombeiros foram acionados para combater as chamas, mas não houve atrasos nos demais voos programados.
- Informações do Zero Hora
- 14 Fev 2016
- 08:23h
Componente químico do Pyriproxyfen, indicado pelo Ministério da Saúde brasileiro contra o Aedes, pode ter relação com a má formação de crânio nos fetos. (Foto: Reprodução)
Pesquisadores argentinos divulgaram nesta semana, através de relatório, argumentos que chamam a atenção para a suspeita de que um componente químico conhecido como Pyriproxyfen, de larvicida utilizado na água e recomendado pelo Ministério da Saúde brasileiro para combater o Aedes aegypti, pode ter relação direta com a microcefalia. Estle larvicida é produzido pela Sumitomo Chemical, um “parceiro estratégico” da multinacional Monsanto, sediada nos EUA. Ele é utilizado em tanques de água potável desde 2014 no Brasil, em regiões com saneamento básico carente, como no Nordeste, região de maior incidência de microcefalia. O Pyriproxyfen passou a ser utilizado depois que o larvicida anterior, Temephos, se mostrou ineficiente contra o mosquito.
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O governo decidiu adiar para março o anúncio do corte no Orçamrento, que estava previsto para ocorrer na sexta-feira (12). A decisão foi tomada na reunião que aconteceu na quinta-feira (11), da junta orçamentária com a presidente Dilma Rousseff. A junta é integrada pelos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento). A decisão foi tomada baseada na frustração excessiva de receita. O temor do governo é que o anúncio agora poderia implicar em cortes de áreas essenciais. Por isso, se optou por ter cautela e fazer um estudo mais detalhado do Orçamento para que o corte seja feito de forma seletiva.Num primeiro momento, a expectativa era de que o corte fosse de até R$ 30 bilhões.
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Quatro pesquisadores brasileiros foram citados na publicação que reúne a lista com os 3126 pesquisadores mais influentes de todo o mundo. O levantamento foi publicado pela editora Thomson Reuters introduz a publicação "As mentes científicas mais influentes do mundo 2015". O ranking inclui os nomes de quatro brasileiros: Ado Jorio, da área de Física da Universidade Federal de Minas Gerais; Adriano Nunes-Nesi,da Universidade Federal de Viçosa (Ciências das Plantas e dos Animais); Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese (Medicina Clínica); e Paulo Artaxo, do Departamento de Física da Universidade de São Paulo (Geociências).De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a formação da lista foi baseada em um critério principal – a análise dos artigos científicos mais citados no período entre 2003 e 2013, em 21 áreas do conhecimento.
Os cientistas mais notáveis estão entre aproximadamente nove milhões de pesquisadores contabilizados pela consultoria. Entre as 21 áreas de pesquisa classificadas, as maiores são as das Ciências da Vida: Medicina Clínica, Biologia e Bioquímica e Biologia Molecular e Genética. Já Ciências da Computação, Matemática e Economia e Negócios reúnem um número menor de pesquisadores que produzem, proporcionalmente, menos artigos. No acervo de pesquisa da Capes (http://www.periodicos.capes.gov.br/) é possível conferir citações e publicações relacionadas aos pesquisadores: são mais de 200 resultados para o cientista Ado Jorio; cerca de 120 publicações relacionadas ao nome de Adriano Nunes-Nesi; 235 artigos que contam com autoria de Álvaro Avezum; e mais de 500 resultados que envolvem o pesquisador Paulo Artaxo.
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Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes tem a participação de 220 mil homens das Forças Armadas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A presidenta Dilma Rousseff, ministros, governadores e agentes de saúde vão às ruas neste sábado (13) para uma grande mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypit e ao vírus Zika. O Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti também conta com a participação de 220 mil homens das Forças Armadas. O almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas, pediu que a população abra as portas aos militares. “[A presença dos militares na ação ocorre] pela facilidade das Forças Armadas de mobilizar uma quantidade tão grande de pessoas. Mas são importantes a credibilidade e as informações da imprensa para que as pessoas abram as casas neste sábado”, disse Sobrinho. Os militares entregarão panfletos e, junto com os agentes de saúde dos estados, conversarão com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas. Em algumas situações podem ser aplicados larvicidas em depósitos de água nas residências, como caixas d'água. A ação, no entanto, dará prioridade ao diálogo e à informação à população.
A meta é visitar 3 milhões de famílias em cerca de 350 municípios brasileiros. Pernambuco, estado com o maior número de casos notificados de microcefalia, terá 30 municípios visitados. As cidades foram escolhidas de acordo com os critérios de incidência do mosquito e da presença de apoio militar. O governo pretende passar uma mensagem de união em torno do combate à doença. Para isso, a presidenta Dilma Rousseff deslocou seus ministros a vários estados a fim de participar ativamente da mobilização. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, por exemplo, viajou para Salvador, e o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, para São Luís. Nelson Barbosa, da Fazenda, visita Belo Horizonte e José Eduardo Cardozo, da Justiça, seguiu para Fortaleza. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, cumprirá a agenda em Aracaju e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no Recife. O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participa da ação em Maceió e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo, está em Manaus. A presidenta, por sua vez, visita o Rio de Janeiro. “Estaremos presentes nos estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, disse o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que encontrará o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em Campinas. O governo espera distribuir 4 milhões de panfletos pelo país. Trata-se de um guia para eliminar os criadouros do mosquito. Com a hashtag #zikazero, o guia orienta as pessoas a manter as caixas d'água tampadas, os pneus guardados em locais cobertos e secos e os pratinhos de planta cheios de areia.
Outras ações
Estão agendadas para os próximos dias mais ações de combate ao Aedes aegypit. De 15 a 18 de fevereiro, mais de 50 mil homens e mulheres das Forças Armadas vão contar com a colaboração da população para entrar nas casas, eliminar focos do mosquito e aplicar produtos químicos para inibir sua reprodução. Do próximo dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. “Os alunos são grandes irradiadores, principalmente para as suas famílias, do problema do mosquito e de como combatê-lo. Vamos às escolas, assim como outras autoridades, falar com os alunos para que eles levem essa mensagem às suas casas”, afirmou o chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas.
Emergência internacional
No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido e a possibilidade de disseminação global da doença. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypiti, mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o vírus Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.
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