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Bancários decidem entrar em greve na próxima terça-feira (06)

  • 02 Out 2015
  • 09:32h

(Foto: Divulgação)

Bancários de toda a Bahia disseram 'não' à proposta Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 6 de outubro. Decisão foi tomada em assembleia realizada no início da noite desta quinta-feira, 1º, no Ginásio de Esportes, Ladeira dos Aflitos, em Salvador. Na página oficial no Facebook, o Sindicato do Bancários da Bahia, postou: "Está decidido. Os bancários da base do Sindicato da Bahia aprovam a greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. Muito bem! Resposta à altura da proposta dos banqueiros". A decisão pela greve ocorre depois de negociação com a federação dos bancos em que os bancários receberam uma proposta de 5,5% de reajuste nos salários com mais R$ 2.500 de abono fixo. A categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, além de mais segurança e contratação para prestar atendimento humanizado.

Dilma anuncia reforma ministerial nesta sexta em Brasília

  • 02 Out 2015
  • 06:57h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff anunciará nesta sexta-feira (2) em Brasília a reforma ministerial do governo. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, ela fará declaração à imprensa no Salão Leste do Palácio do Planalto e não responderá a perguntas. Dilma passou as últimas semanas em reuniões diárias com ministros, conselheiros políticos e dirigentes partidários a fim de definir as mudanças no primeiro escalão. Além de recorrer ao vice-presidente Michel Temer e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir as alterações, ela escalou ministros para dialogar com as legendas aliadas sobre como cada pasta passaria a ser ocupada.Anunciada em agosto pela equipe econômica, a reforma administrativa inclui a redução de ministérios e o corte de cargos comissionados. Segundo estimativas do governo, as medidas reduzirão em R$ 200 milhões os gastos da União. Na semana que vem, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apresentará também em Brasília os detalhes de como a reforma diminuirá as despesas. Entre as mudanças que são esperadas, estão a ida de Jaques Wagner (Defesa) para a Casa Civil, atualmente chefiada por Aloizio Mercadante, que será deslocado para a Educação; a ida de Ricardo Berzoini (Comunicações) para o novo ministério responsável pela articulação política; e a transferência de Aldo Rebelo da Ciência e Tecnologia para a Defesa.

 

Conforme mostrou o Blog do Camarotti, os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) e Celso Pansera (PMDB-RJ) aceitaram na noite desta quinta o convite da presidente Dilma para comandarem os ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia, respectivamente. Além disso, outra novidade que surgiu nesta quinta foi a ida do atual ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, para o novo ministério que juntará Trabalho e Previdência Social. Enquanto isso, outros ministros devem permanecer nos atuais cargos: Edinho Silva (Comunicação Social), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Kátia Abreu (Agricultura), Eduardo Braga (Minas e Energia), Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), entre outros. Embora o anúncio oficial da reforma ocorra somente nesta sexta, alguns ministros já foram informados por Dilma de que deixarão os cargos: Arthur Chioro (Saúde) e Renato Janine Ribeiro (Educação). Na semana passada, Pepe Vargas (Direitos Humanos) comunicou a assessores próximos que também deixará sua vaga na Esplanada e retomará seu mandato na Câmara dos Deputados.

Fusões
Parte do corte de ministérios que será anunciado nesta sexta pela presidente passa pela fusão de pastas em um único órgão. Por exemplo, deverá ser confirmada por Dilma no Palácio do Planalto a junção entre as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres em um novo ministério. Outra fusão que deve ser anunciada é entre os ministérios do Trabalho e da Previdência Social. Por outro lado, alguns ministérios devem ser extintos, como o da Pesca, que deverá ser incorporada ao Ministério da Agricultura e atualmente é chefiado por Hélder Barbalho, que deve assumir a Secretaria de Portos.

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Câmara aprova nova fórmula para cálculo de aposentadorias

  • 01 Out 2015
  • 15:01h

(Foto: Reprodução)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30)a Medida Provisória 676/15, que cria uma nova fórmula para o cálculo de aposentadorias. O texto é resultado de um acordo com o governo, que vetou a primeira proposta do Legislativo de criação da regra 85/95 – soma da idade e o tempo de contribuição para mulheres e homens respectivamente. A medida proposta por uma comissão especial prevê uma migração que ocorreria até 2018, em uma escala que começaria com 85/95 e terminaria com a fórmula 90/100. A regra foi negociada com o Planalto. Poucos minutos antes de abrir a sessão da Câmara, marcada para evitar a votação de vetos presidenciais hoje (30), o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) garantiu que a medida não pode ser vista como “birra” com Senado. O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu não incluir na pauta do Congresso o veto publicado em edição especial do Diário do Congresso de ontem sobre o projeto da minirreforma política, que trata do financiamento privado de campanha, voto impresso e da janela partidária.

 

“Ninguém está fazendo birra de nada. Não tem objetivo nenhum disto. Existe uma matéria que se lutou para que fosse publicada em edição extraordinária do Diário Oficial para que se permitisse que fosse hoje [para a pauta do Congresso] e aí não pautar. É esse o problema”, explicou Cunha. A sessão da Câmara foi uma imposição dos líderes parlamentares que queriam definir estes pontos da legislação eleitoral até sexta-feira (2), prazo para que as regras valham para as eleições do próximo ano. Segundo Eduardo Cunha, se não votar hoje, a pauta do Congresso pode ser vencida, sem problemas na próxima semana. Mas a base aliada quer esgotar temas - reajuste do salário de servidores da Justiça e o texto que vincula o índice de correção de aposentadorias ao usado no ajuste do salário mínimo. Por resolução do Congresso, a sessão de vetos tem que ocorrer na terceira terça-feira de todo o mês. No caso de não haver quórum, a pauta é adiada para a terça-feira seguinte. E foi este o argumento usado por Cunha para explicar que não há uma questão direta com o Senado. “O que foi combinado comigo foi que eu não fizesse a sessão. É uma questão política. Foi uma determinação dos líderes, tanto da situação quanto da oposição. Só não participaram desta decisão os líderes do PT, do PcdoB e do PDT. Eu tenho pauta. A Casa não vai ficar parada”, afirmou Cunha.

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Dilma Rousseff cancela viagem a Barreiras

  • 01 Out 2015
  • 11:30h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff (PT) cancelou a viagem que faria a Barreiras, oeste do estado, nesta sexta-feira (2). Na visita, a presidente entregaria unidades do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que deve acontecer somente na próxima semana. Segundo a assessoria de comunicação da petista, houve “ajustes na agenda”. Dilma entregaria em torno de 1.476 imóveis do residencial São Francisco, nas proximidades do Distrito Industrial de Barreiras. O governador Rui Costa estava animado com a vinda da presidente. Em seu programa semanal Digaí, Governador!, Rui destacou que a Bahia é o estado que mais conseguiu contratar e executar habitações pelo programa Minha Casa Minha Vida e afirmou que até final desse ano, a presidente deve, de fato, começar a fase 3 do programa habitacional. “A Bahia também deve estar na liderança, construindo casas em diversas cidades baianas”, apontou.

 

Entra em vigor FGTS obrigatório para trabalhadores domésticos

  • 01 Out 2015
  • 09:59h

(Foto: Ilustração)

Começa a valer nesta quinta-feira (1º) a obrigação dos empregadores de pagar aos trabalhadores domésticos o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de outros direitos. Até então, esse benefício era opcional. Os novos direitos estão previstos na chamada PEC das Domésticas, lei que foi aprovada em abril de 2013. Mas eles só foram regulamentados no último mês de junho, e apenas agora começam a valer. O governo federal divulgou, no site do eSocial, uma cartilha com orientações para os empregadores de trabalhadores domésticos. Entre as informações do documento estão detalhes sobre a implantação do Simples Doméstico, que define um regime unificado para pagamento de todos os tributos e demais encargos, inclusive FGTS. Com a entrada em vigor desses direitos, o empregador terá obrigatoriamente que cadastrar seus empregados nos site do eSocial. O primeiro pagamento nesse novo modelo, referente a outubro, deverá ser feito até 7 de novembro. A cartilha divulgada pelo governo disponibiliza um passo a passo para fazer o cadastro de empregado e empregador (veja mais abaixo). Já os detalhes para registrar a folha de pagamentos e fechamentos de mês serão disponibilizadas em "uma versão futura", segundo o governo.

 

Veja como funciona o cadastro e o recolhimento os tributos:

- o empregador deve iniciar seu cadastro preenchendo os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, CPF e NIS (Número de Identificação Social). O NIS pode ser o Número de Inscrição na Previdência Social - NIT, no Programa de Integração Social - PIS, no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PASEP, ou no Sistema Único de Saúde - SUS.

- a cartilha explica que, antes de realizar o cadastramento dos trabalhadores, o empregador poderá verificar se o CPF e o NIS estão aptos para serem utilizados no sistema. Está disponível na página inicial do eSocial o link “Consulta Qualificação Cadastral”.

- depois do cadastro do empregador, é preciso realizar o cadastro do empregado, informando os dados do contrato.

- o empregador precisará realizar seu cadastro e de seus empregados apenas uma vez, mas a folha de pagamento deverá ser feita mensalmente.

- o empregador precisa documentar no sistema ocorrências como afastamentos (por doenças, licenças, férias etc), comunicado de acidente de trabalho, aviso prévio e demissão.

- ao fechamento de cada mês, é emitida uma guia para o pagamento de todos os tributos e do FGTS.

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Governo federal transfere mais de R$ 3 bi para os fundos de participação dos estados e dos municípios

  • 01 Out 2015
  • 06:39h

(Foto Ilustrativa)

Nesta quarta-feira (30) o governo federal vai creditar mais de R$ 3 bilhões nas contas correntes das prefeituras e dos governos estaduais. O dinheiro é referente à última cota do mês de setembro dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM) e já vem descontados os 20% destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). O valor que será pago está 44,6% maior em comparação com o mesmo período de 2014, mesmo considerando a inflação do período medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Sem considerar a inflação os valores presentes apresentam alta de quase 60%. Do total de R$ 3.042.801.548,38 o Fundo de Participação dos Estados receberá R$ 1.486.823.483,36 e o Fundo de Participação dos Municípios R$ 1.555.978.065,02. O cálculo desses valores acumulados durante o ano inclui o repasse garantido aos municípios pela Emenda Constitucional n° 84 de 2014. 

Pesquisa Ibope mostra que 77% dos brasileiros não confiam na presidente Dilma

  • 30 Set 2015
  • 20:02h

Foto: Lula Marques/ Agência PT

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) foi considerado ótimo ou bom por 10% dos brasileiros em setembro, praticamente igual aos 9% registrados em junho, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira (30), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além disso, o percentual de pessoas que avaliam o governo como ruim ou péssimo oscilou de 68% para 69%. O percentual de pessoas que considera o governo ruim ou péssimo é o maior registrado nos 27 anos da pesquisa CNI-Ibope, com a avaliação dos dados revela que a queda na popularidade enfrentada por Dilma Rousseff neste início do segundo mandato é maior do que a registrada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2014, último mês do primeiro mandato, 40% da população considerava o governo Dilma ótimo ou bom. O número caiu para 10% agora em setembro de 2015, similar ao verificado no fim do governo de José Sarney, em 1989. “Perder popularidade no início do segundo mandato não é novidade. Mas a perda da presidente Dilma foi mais intensa”, observa o levantamento. Além disso, foi comprovado que 82% da população desaprovam a maneira de governar e que 77% não confiam na presidente Dilma, com uma melhora sendo registradas nas periferias: aumento de 13% em junho para 20% em setembro, e os que avaliam o governo como ótimo ou bom subiu de 6% para 10%. 

Dilma sinaliza troca de Mercadante por Jaques Wagner na Casa Civil

  • 30 Set 2015
  • 12:05h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu aprofundar a reforma ministerial em curso e deve substituir Aloizio Mercadante na Casa Civil. O ex-governador Jaques Wagner pode assumir o lugar de Mercadante, antiga sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT e do PMDB. Wagner teve seu nome defendido tanto pela habilidade política quanto pela experiência administrativa em dois governos da Bahia. Para a Defesa, será deslocado o ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que deixará o Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo informações da colunista Cristina Lôbo, do G1, antes de viajar aos EUA, Dilma enviou mensagens ao PSB com sondagens para o partido ocupar a pasta de Ciência e Tecnologia, que já foi comandada por Eduardo Campos durante o governo Lula.

 Efetivadas essas mudanças, o Palácio do Planalto passará a abrigar os ministros Jaques Wagner, na Casa Civil; Ricardo Berzoini, na Secretaria-Geral, que será reforçada com articulação política e diálogo com os movimentos sociais, uma reivindicação de Berzoini; e Edinho Silva, ministro da Comunicação de Governo. Além do assessor especial Giles Azevedo, que pode ser o segundo de Berzoini e tem recebido mais e mais missões da presidente. O PMDB vai levar o que pediu e todas as alas serão atendidas: do grupo do vice Michel Temer vão permanecer em seus postos Eliseu Padilha, na Aviação Civil, e possivelmente Helder Barbalho, no Ministério da Pesca. A bancada na Câmara vai indicar o ministro da Saúde – o nome mais cotado agora é o de Marcelo Castro; e o dos Portos, com uma indicação do líder Leonardo Picciani. Kátia Abreu segue na Agricultura e Eduardo Braga no Ministério de Minas e Energia. A presidente pode, ainda, fundir as secretarias que têm status de ministério – Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. As mudanças devem ser anunciadas na quinta-feira.

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FGTS: trabalhador doméstico pode ser cadastrado a partir de amanhã

  • 30 Set 2015
  • 10:31h

(Foto: Reprodução)

A Receita Federal informou ontem que o sistema para cadastramento do trabalhador doméstico estará disponível a partir de amanhã (1º), no portal www.esocial.gov.br. A plataforma do Simples Doméstico vai unificar o recolhimento de contribuições e benefícios dos domésticos, como o FGTS, que passa a ser obrigatório a partir de outubro. Segundo a Receita, o cadastramento dos trabalhadores admitidos até setembro de 2015 será feito em outubro. Para os admitidos a partir de 1º de outubro, o cadastramento deverá ocorrer até um dia antes do início das atividades. A Receita recomenda que o empregador evite problemas na hora de fazer o registro do empregado. Possíveis divergências associadas ao nome, ao nascimento, CPF e Número de Identificação Social (PIS/Pasep/NIT/SUS) dos empregados domésticos podem ser identificadas na aba  “Consulta Qualificação Cadastral” do portal do eSocial.

 

Ao informar os dados citados, o sistema indicará onde há divergências e orientará sobre o procedimento para correção. A utilização do módulo para geração de guia única será apenas referente à competência outubro/2015, que terá como vencimento o dia 6 de novembro. A partir de 26 de outubro, será disponibilizada nova versão do sistema para propiciar a geração do DAE (Documento de Arrecadação do eSocial), em guia única. Todos os valores  recolhidos são calculados automaticamente com base nas informações dadas pelo empregador. O IR será calculado apenas se o empregado tiver renda mensal superior a R$ 1.903,98 após o desconto previdenciário.

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Governo vai cortar Programa Farmácia Popular, além de tirar dinheiro de UPAs e Samu 192

  • 30 Set 2015
  • 07:19h

No caso do Farmácia Popular, apenas as 460 unidades próprias do governo, que distribuem remédios de graça, serão mantidas. Farmácias conveniadas não vão mais dispor dos incentivos (Foto: Reprodução)

A fonte secou e, em 2016, não haverá dinheiro suficiente para manter importantes serviços gratuitos de saúde no país: o programa Farmácia Popular e os procedimentos de alta e média complexidades. O Ministério da Saúde vai acabar, já no início de 2016, com o “Aqui tem Farmácia Popular” — uma parceria com grandes redes de drogarias, que oferece descontos de até 90% em remédios. Além disso, avisou que, no último trimestre do ano que vem, não terá mais dinheiro para fazer repasses a estados e municípios. Na prática, a União terá verbas para repassar às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e ao Serviço Móvel de Urgência (Samu) somente até setembro. O corte de R$ 3,8 bilhões afetará ainda cirurgias eletivas, internações, hemodiálises — em centros médicos conveniados ao Serviço Único de Saúde (SUS), hospitais universitários e unidades da Santa Casa.

Mudança climática: Brasil não tem cumprido metas de redução nas emissões de gases

  • 29 Set 2015
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

Se o processo de adaptação da economia às mudanças climáticas pudesse ser comparado a uma corrida de cavalos, o Brasil poderia ser facilmente comparado ao chamado cavalo paraguaio – aquele que no jargão dos jóqueis dispara na frente no início da disputa, porém vai perdendo força e acaba ultrapassado pelos outros. Espontaneamente, o país estabeleceu metas de redução nas  emissões. O problema é que o Brasil não está cumprindo o que decidiu fazer de maneira voluntária. O mundo está ficando cada vez mais quente, com graves prejuízos para a continuidade da vida no planeta. Esse cenário é causado pela destruição da camada de ozônio, provocada pela emissão de gases do efeito estufa, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e derivados, e pelo desmatamento. No primeiro semestre deste ano, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) registrou o período mais quente já registrado na história. Aqui no Brasil, os principais desafios estão no aumento do consumo de energia a partir de combustíveis fósseis, reduzir o desmatamento ilegal e ampliar as  ações para uma agricultura de baixo carbono, destaca a pesquisadora Mariana Xavier Nicolletti, da Fundação Getulio Vargas.Ela diz que faltam sinais práticos de uma transição para a economia de baixo carbono no Brasil. “Há sinalizações do governo, com a possibilidade de assumir um posicionamento mais ambicioso na Cop21 (Conferência Mundial do Clima, em Paris, no mês de dezembro)”, lembra. Segundo ela, esses atos simbólicos são importantes, entretanto, é preciso “ver os desdobramentos em políticas públicas nacionais para que as metas sejam alcançadas”. Falta a percepção de que a mudança é estratégica para o futuro, diz Mariana. “Ainda existe uma ideia de que os investimentos na economia de baixo carbono podem ser protelados, principalmente agora no atual contexto de crise”, lamenta Mariana. “A gente tem uma conquista grande em relação ao desmatamento, que se reflete nas emissões brasileiras, mas, por outro lado, temos um desafio grande na geração de energia e também na agropecuária”, ressalta.

Bomba térmica 

Com a crise hídrica, que reduziu a oferta de água nos reservatórios das grandes hidrelétricas brasileiras, o país vem garantindo o abastecimento de energia utilizando cada vez mais energia térmica, produzida sobretudo à base de derivados de petróleo. Segue no caminho inverso ao que deveria, acredita a diretora do CDP Latin América, Juliana Lopes. Ela explica que a necessidade de evitar o aquecimento do planeta é o pano de fundo para uma série de mudanças e o estabelecimento de uma economia baseada no baixo consumo de carbono. “O Brasil estabeleceu metas para a redução das emissões entre 36% e 38% até o ano de 2020. Com o compromisso do governo, houve a construção de uma série de plataformas setoriais, envolvendo o manejo de ecossistemas e mudanças operacionais no setor produtivo, principalmente na indústria”, lembra Juliana. O problema é que o ímpeto apresentado inicialmente pelas autoridades brasileiras não vem sendo mantido, diz a diretora do CDP. “Hoje, se compararmos a situação no Brasil com a de outros países, alguns que nem tinham uma posição tão destacada na discussão inicial, percebemos que estamos ficando para trás”, avisa. Ela acredita que o principal problema por aqui está no setor energético, onde sobrariam estímulos ao consumo de combustíveis fósseis, no lugar de políticas para acelerar o uso de energia renovável. “Um ponto importante nesta discussão é que a crise hídrica tem a ver com as mudanças que estão acontecendo no clima”, acrescenta. Por outro lado, Juliana Lopes aponta um comprometimento do setor industrial, principalmente em atividades que enfrentam concorrência internacional, na mudança de paradigmas de produção. “Existe um esforço de repensar atividades mais intensivas, que é o que pode ser feito individualmente. É óbvio que este esforço seria mais efetivo com um trabalho de cima, no sentido de modificar a matriz energética”, acredita. Para Juliana, ainda há tempo para o país retomar o fôlego e voltar a disputar a corrida. “Os números ainda são assustadores, porém, com esforço, é possível obter os resultados necessários. Agora, é importante a sociedade como um todo perceber que atitudes micro podem ter resultados macro”, destaca.

E você, o que  pode fazer pelo clima do mundo?

Saiba a origem da carne A criação de gado na Amazônia é uma das principais causas de desmatamento ilegal. Procure saber se o produto tem uma origem certificada no açougue ou supermercado. 

Use madeira certificada  Busque produtos que sejam feitos com madeira de origem certificada. Verifique se a madeira possui o selo FSC, que significa o uso de reflorestamento. 

Guarde o carro  Sempre que for possível, opte pelo transporte coletivo e procure manter o carro guardado na garagem. Em um ano, um carro que roda 30 quilômetros por dia emite gases que precisariam de 17 árvores crescendo por 37 anos para absorver. 

Prefira o etanol  Se tiver que utilizar o carro para se locomover, opte por abastecer com etanol, que é produzido a partir da cana-de-açúcar, à gasolina ou diesel, que são produzidos à base de petróleo

Repense o consumo  O processo de fabricação de qualquer produto envolve o consumo de matéria-prima e, muitas vezes, o consumo de energia. Opte por aqueles baseados em processos com baixo consumo de energia e, sempre que possível, que reaproveitem matérias-primas. 

Investigue as empresas  Você pode buscar empresas cujos processos operacionais são certificados para emitir menos gases causadores do efeito estufa. 

Combata o desperdício   Restos de comida são a maior parte do lixo que é produzido no Brasil. Quando é depositado inadequadamente em lixões, os dejetos orgânicos emitem metano na atmosfera, que é um dos gases causadores do efeito estufa. 

Recicle Diversos produtos que são jogados no lixo comum podem ser utilizados para a reciclagem. Papel, vidro, plástico e alumínio são alguns deles. Quando se utiliza produtos recicláveis, preserva-se materiais que ainda estão na natureza.

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Deputados baianos avaliam que PMDB será decisivo para início de impeachment de Dilma

  • 29 Set 2015
  • 13:02h

Foto: Montagem/ Bahia Notícias

A notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começará a despachar os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff foi recebida com cautela por integrantes da bancada baiana na Casa. O Bahia Notícias ouviu dois componentes da bancada de governo e dois da oposição. De acordo com a deputado Alice Portugal (PCdoB), Cunha tem agido na “antessala do golpismo” com os despachos. “O governo passa por um momento difícil, mas é assim no mundo todo e tem a crise política que complica a situação. A oposição não tem maioria simples para aprovar o impeachment”, afirmou, nesta segunda-feira (28). A deputada afirmou ainda que a “decisão” final ficará na mão do PMDB, partido que faz parte da base de apoio ao governo da presidente Dilma, mas está em vias de ingressar na oposição. “Está tudo muito na mão do PMDB. Mas, agora eles estão em um processo de assumir ministérios. Espero que dê resultado”, indicou, ao afirmar que espera pelo enfraquecimento da proposta de impeachment. Único deputado federal pelo PMDB da Bahia e abertamente contra os governos do PT, Lúcio Vieira Lima não acredita que distribuição de “empreguinhos” vá dissuadir os parlamentares do PMDB da proposta de derrubar a presidente do Brasil. “Na minha ótima, nem esses ministérios salvam. No final das contas, os deputados vão colocar na balança e ver que o que mais vale é a opinião pública. Ela vale mais do que 'empreguinhos’”, analisou. Na concepção do peemedebista, 33 dos 66 deputados no partido da Casa já corroboram com a tese do impeachment. 

“O PMDB não precisa ir formalmente para a oposição”, especulou. Félix Mendonça Jr. (PDT) normalizou o rito dos despachos. “Despachar é o praxe”, afirmou. Ainda de acordo com o parlamentar, é preciso observar se os pedidos têm “embasamento legal”. Apesar de ser deputado da base, Mendonça ainda não sabe se adere ou não impeachment. “Não tenho opinião formada ainda. Tenho que me basear no que vai aparecer lá. Não posso ser contra se tiver embasamento, nem a favor sem ter um fato real. A gente tem que analisar”, afirmou. O pedetista disse que “concorda em parte” com a teoria de que o PMDB pode decidir o futuro de Dilma. “É um partido grande, juntando com a oposição e abrindo o processo, fica difícil”, apontou. Para Cláudio Cajado (DEM), também depende do PMDB a aprovação do requerimento ou não. Para o parlamentar, o impeachment “não é uma vontade". "São as coisas que de apresentam. Os pedidos são baseados nas pedaladas e na gestão”, justificou.

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Brasileiros poderão escolher novos conselheiros tutelares no domingo

  • 29 Set 2015
  • 11:31h

(Foto: Divulgação)

No próximo domingo (4), brasileiros irão às urnas eleger 30 mil novos conselheiros tutelares, responsáveis por proteger crianças e adolescentes vítimas de qualquer tipo de violência. Esta será a primeira vez que os conselheiros serão escolhidos por meio do voto em uma eleição simultânea em todo o país. Eles terão mandato de quatro anos a partir de janeiro. Instituídos pelo Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA), os conselhos tutelares começaram a ser instalados em 1990 e operam no enfrentamento à negligência, à violência física e psicológica, à exploração sexual e a qualquer forma de violação de crianças e jovens. Qualquer pessoa com mais de 16 anos pode ajudar na escolha dos novos conselheiros. É preciso levar documento de identidade (com foto), título de eleitor e comprovante de residência. Para saber os locais de votação e conhecer a lista de candidatos, o cidadão precisa procurar o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de sua cidade.

 

De acordo com a secretária de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal, Jane Klebia Reis, os candidatos a uma vaga no conselho tutelar fizeram provas escritas e tiveram de apresentar documentos para comprovar trabalho prévio com jovens. “A pessoa que se imagina capaz de ser conselheira tutelar, primeiro tem de passar por uma prova escrita, para avaliar o conhecimento sobre a rede da Justiça, as leis que protegem as crianças, enfim sobre o que é ser conselheiro tutelar. Em seguida, ela apresenta a documentação que inclui uma série de certidões judiciais e comprovação de experiência de pelo menos três anos em trabalhos com crianças e adolescentes. Todas as informações foram conferidas. Agora, essas pessoas vão passar pelo crivo da comunidade”, afirma. Todos os conselheiros tutelares recebem remuneração. Em Brasília, o salário chega a R$ 4,8 mil por mês. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), o Brasil tem 5.956 conselhos tutelares instalados em 5.559 municípios. Somente seis municípios não têm conselhos instalados. Para cumprir a lei que protege os direitos de crianças e adolescentes, o país tem o desafio de criar mais 600 conselhos – para cada grupo de 100 mil habitantes deve existir uma unidade com cinco conselheiros. “O conselho tutelar é um órgão não jurisdicional que atua na defesa dos direitos da criança e do adolescente, que muitas vezes são violados pela própria família”, define o conselheiro tutelar do município de Barcarena (PA), Genilson Ramos Assunção. Barcarena tem 112 mil habitantes e dois conselhos tutelares. “Aqui há muitos casos de abuso sexual, de abandono de incapaz e de exploração do trabalho infantil. Em geral, as denúncias chegam por telefone, porque as pessoas não gostam de se identificar. Nos casos de maus-tratos, normalmente pessoas próximas, da comunidade, vêm pessoalmente fazer a denúncia”, destaca o conselheiro.

Condições precárias
Para o presidente da Associação Nacional dos Conselheiros Tutelares, Davidson Nascimento, o desafio de cuidar dos direitos dos jovens muitas vezes esbarra nas condições precárias de funcionamento das unidades. “O conselheiro não consegue encaminhar um relatório para o governo federal informando a situação porque não tem internet”, relata Nascimento. De acordo com ele, a falta de infraestrutura deixa os conselheiros desmotivados. “Ficam frustrados com os encaminhamentos. Às vezes não conseguem fazer sequer uma visita, por falta de automóvel. Quando tem automóvel, não tem gasolina.” A Secretaria de Direitos Humanos informa que já repassou às prefeituras 2.122 kits para ajudar no trabalho diário. Esses kits são compostos de um carro, cinco computadores, uma impressora multifuncional, um bebedouro e um refrigerador. Mais 1.500 estão em licitação. “Começamos doando para os municípios que sediariam jogos da Copa das Confederações, depois da Copa do Mundo, municípios de fronteira e os que registraram maiores índices de denúncias do Disque 100”, afirma o coordenador da Política de Fortalecimento de Conselhos da SDH, Marcelo Nascimento.

Números da violência
No primeiro semestre deste ano, o Disque 100 recebeu 66.518 denúncias de violações de direitos humanos, sendo 42.114 referentes à violência contra crianças e adolescentes (63,3%). A violência contra idosos ficou em segundo lugar, com 24,2% do total de denúncias. Em seguida vêm as pessoas com deficiência (7,3%), em restrição de liberdade (2,6%) as populações LGBT (0,8%) e em situação de rua (0,5%). Quilombolas, indígenas, ciganos, comunicadores, religiosos e vítimas de conflitos agrários e fundiários, somados, equivalem a 1,4% das ligações para o serviço. A principal violação, no caso de crianças e adolescentes, é a negligência dos responsáveis, presente em 76,3% das denúncias. A violência psicológica foi reportada em 47,7% das chamadas, seguida de agressão física (42,6%) e abuso sexual (21,9%). Em 45% das denúncias, a vítima é menina e em 39%, menino. Não há informação de gênero nas demais. Mais da metade (51,5%) dos casos registrados pelo Disque 100 foram encaminhados diretamente ao Ministério Público, mas em 36,4% a SDH repassou as denúncias aos conselhos tutelares, que têm o papel de orientar as famílias e proteger as crianças e os adolescentes. “No Brasil nós ainda temos uma grande dificuldade no funcionamento efetivo dos conselhos. A formação dos profissionais requer grandes investimentos. Então, é um desafio a ação qualificada dos conselhos tutelares”, destaca a gerente executiva da Fundação Abrinq, Denise Cesario. A qualificação e orientação dos conselheiros pode ser feita tanto por órgãos governamentais quanto por entidades da sociedade civil.

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Greve de servidores do INSS deve acabar nesta quinta-feira

  • 29 Set 2015
  • 08:14h

(Foto: Divulgação)

As agências do INSS, em greve deste junho, devem reabrir em todo o Brasil nesta quinta-feira (1º). A previsão é de que o acordo feito entre o comando de greve dos previdenciários e o governo federal seja assinado ainda nesta terça (29), em Brasília. Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Previdência e Assistência Social na Bahia (Sindprev-BA), Edivaldo Santa Rita, os servidores trabalharão nesta quarta (30) em serviços internos do órgão e abrir as portas ao público na quinta. Ao A Tarde, ele avaliou o a negociação como positiva, com maior ganho de reajuste escalonado em dois anos. De acordo com Edivaldo, os funcionários estão dispostos a realizar mutirões para repor os dias paralisados.

PIB crescerá mais se Brasil reduzir emissão de gases, mostra estudo

  • 28 Set 2015
  • 20:03h

Foto: Agência Brasil

Estudo apresentado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mostra que o país pode crescer mais se reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O estudo foi coordenado pelos professores Luiz Pinguelli Rosa e Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A apresentação, na semana passada, mostrou os resultados da pesquisa Implicações Econômicas e Sociais: Cenários de Mitigação de Gases de Efeito Estufa (IES-Brasil). De acordo com o documento, a economia brasileira poderá gerar até R$ 609 bilhões a mais de Produto Interno Bruto (PIB) que o projetado no período de 2015 até 2030, caso o país adote medidas mais ambiciosas de redução das emissões de gases ligados ao processo de aquecimento global. O estímulo à economia poderá ser alcançado por meio de ações de mitigação de emissões como o aumento no uso de biocombustíveis e de investimentos no setor de transportes.

 A pesquisa aponta, ainda, a agricultura de baixo carbono e o incentivo ao carvão vegetal na siderurgia como alternativas para alavancar uma economia verde no país. Segundo os cientistas, medidas de mitigação não apresentam apenas custos, mas também podem trazer impactos positivos sobre diversos indicadores econômicos e sociais. Os resultados dependem da natureza e do alcance das medidas adotadas, assim como do modo como os instrumentos serão usados. “A gente colocou essa ferramenta na mão de um conjunto de pessoas do governo, das [organizações não governamentais] ONGs, do setor produtivo, centrais sindicais e, com isso, a gente teve uma discussão para formular diversos cenários. O que emerge daí [do estudo] são conhecimentos importantes para o debate sobre o futuro da economia brasileira”, afirmou Emilio La Rovere. O documento avalia os impactos dos cenários de redução de emissões sobre o PIB, a taxa de desemprego, o índice geral de preços, a taxa de investimento, o saldo da balança comercial e o consumo das famílias. Cada uma dessas variáveis foi projetada a partir de uma comparação entre os efeitos esperados das ações já em andamento com o que poderá ocorrer caso o Brasil adote medidas adicionais de mitigação.

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