BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
Foto: Rodrigo Rangel / VEJA
Os bens apreendidos e bloqueados desde o início da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, já somam pelo menos R$ 1,5 bilhão, estima o Ministério Público Federal (MPF). Na lista de patrimônios administrados pelos responsáveis estão não só contas bancárias e dinheiro em espécie, mas tambémHOTÉIS
, carros de luxo, lanchas, obras de arte e até animais. Segundo a Folha de S. Paulo, a Justiça ainda precisa providenciar uma forma de manter a conservação dos materiais. Uma das sugestões seria criar um órgão específico para este fim. Nos acordos de delação com a Justiça Federal, o doleiro Alberto Youssef se comprometeu devolver mais de R$ 45 milhões em bens, como hotéis na Bahia, São Paulo e Paraná, e o ex-diretor da Petrobras deve devolver uma lancha. Já um delator não identificado se comprometeu em vender cavalos de raça obtidos com os valores desviados e depositar o dinheiro em uma conta vinculada ao processo. Uma das alternativas encontradas, por enquanto, foi o leilão antecipado de bens como carros de luxo. O dinheiro ficará bloqueado até o fim do processo.
(Foto: Reprodução)
Em quatro dias, deputados podem decidir se mudam ou não as regras previstas no atual Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826). Criado há 12 anos, o estatuto, no período de 2003 a 2014, resultou na retirada de circulação de mais de 130 mil armas no país. A proposta, na época, era adotar uma medida para reduzir o número de homicídios. Hoje, muitos parlamentares questionam a eficácia da lei. Na última semana, o relator do PL, deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), apresentou substitutivo ao que foi proposto por Peninha. Carvalho recuou em muitos pontos, retomando previsões do estatuto, como a quantidade de munições permitidas por ano e mantendo requisitos criados para o come rcio de armas de fogo, munic o es e acesso rios. Por outro lado, fez alterações polêmicas, reduzindo, por exemplo, a idade minima exigida para a aquisição de armas, de 25 para 21 anos.
“Como o Congresso pode aprovar a redução da maioridade e uma pessoa com 21 anos continuar sem poder comprar uma arma? Isso é uma incoerência”, afirmou. São pontos como esse que prometem esquentar a sessão de votação, marcada para o próximo dia 17. Na reunião em que foi apresentado o parecer, a divisão de opiniões já tinha ficado clara e um pedido de vista adiou a decisão sobre o texto que, se aprovado, vai ao plenário da Câmara para depois ser apreciado pelo Senado. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que foi contrário à redução da maioridade penal, segue a mesma linha em relação à mudança do limite para o acesso a armas. O parlamentar cita outros pontos do texto que, segundo ele, devem ser integralmente rejeitados, como a ampliação do direito ao porte para outras categorias, além das previstas pelo estatuto. O relator incluiu na relação de categorias com direito ao porte, deputados, senadores, agentes de trânsito, aposentados das polícias e das Forças Armadas e servidores do Poder Judiciário, entre outros profissionais. “Ele [o relator] permite o porte de arma para uma série de categorias, entre as quais a dos taxistas. É risco maior para os próprios taxistas, seja porque no trânsito normalmente há conflitos, seja porque serão vistos como alvos fáceis de ladrões que queiram roubar armas. É uma irresponsabilidade”, disse Molon. Para ele, a proposta “é preocupante” porque cria condições para que um número maior de pessoas tenha acesso a arma, “aumentando o risco para a sociedade”. Da mesma opinião, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que a flexibilização do estatuto “é uma forma de dizer que queremos uma guerra na sociedade civil”. Segundo Valente, o movimento pela revogação da atual lei é resultado da pressão da indústria de armamento nacional. É uma violação da cultura da paz”, completou. O relator Laudívio Carvalho reagiu, garantindo que o parecer não tem esse objetivo. “Não estamos armando a população, Estamos devolvendo o direito de defesa ao cidadão a partir do momento em que o Estado é incompetente para garantir a segurança”, defendeu, destacando levantamentos que mostram a ocorrência de mais de 50 mil mortes anualmente por arma de fogo, “que não são causadas por cidadãos de bem”.
Registro e porte
Alvo também de críticas, o ponto do substitutivo que trata do registro e porte de armas traz uma mudança significativa em relação às normas atuais. Enquanto o estatuto define que a validade dessas duas certidões é três anos, sendo exigida a repetição de exames periódicos para que sejam renovadas, Carvalho estabelece, em seu texto, que o registro das armas de fogo será feito apenas uma vez. Para o relator, o documento equivale a um título de propriedade com validade nacional e, por isso, “não teria sentido uma renovação perio dica”. O registro dá direito exclusivamente a ter a arma dentro de casa ou nos limites de propriedades rurais e dependências. O relator lembrou que mesmo com validade indeterminada, “o registro pode ser cassado se o cidadão cometer alguma ilicitude. Isso é um incentivo para tirar as armas da ilegalidade, porque uma pessoa que tem que sair, por exemplo, de uma propriedade rural para renovar o registro acaba não indo”, afirmou. A validade do porte de arma, de acordo com o parecer, passa dos atuais três anos para dez anos. Carvalho garantiu que, mesmo com essas alterações, o texto endurece a atual lei. O argumento do parlamentar é que, além de manter a exigência dos exames previstos no Estatuto do Desarmamento para conceder registro e porte, ele incluiu novas obrigatoriedades, no caso de porte. “Eu endureci a lei. No atual estatuto, para ter o registro e porte, você precisa se submeter a exames. Agora, você faz uma única vez. No relatório, mantenho a exigência para porte e acrescento a obrigatoriedade de um curso de capacitac a o especi fica, com durac a o mi nima de dez horas e aprovação em prova prática”, disse. No parecer, Carvalho sugere que o cadastramento de armas seja sempre gratuito, para tornar a iniciativa mais atrativa e aumentar o controle. As explicações não convenceram os parlamentares, que preferem a manutenção do Estatuto do Desarmamento. Tanto a ampliação do prazo para porte quanto a eternização do registro dificultam o controle sobre como são e quais são as armas que estão no Brasil. [A validade de três anos prevista no estatuto] é uma maneira de saber quantas e quais armas foram roubadas”, avaliou Alessandro Molon. Molon defendeu a rejeição total do texto, mas admite que há chances de a proposta ser aprovada na comissão especial. “Mas, em plenário, minha expectativa é que seja rejeitada. Se for para mudar o estatuto, tem que ser para torná-lo mais rígido”, defendeu.
Munições e armas
Em relação ao texto original apresentado para revogar o Estatuto do Desarmamento, Carvalho recuou na alteração do número de armas permitidas. Enquanto o autor do PL sugeriu que a quantidade passasse para dez por cidadão, o relator considerou que seis armas de fogo, como previsto na lei vigente, são suficientes. Nessa relação é possível ter duas armas curtas de porte, duas armas longas de alma raiada e duas armas longas de alma lisa. Tambe m ficou mantidao número ma ximo anual de 50 cartuchos para cada arma de fogo de uso permitido, com exceção para atividades de cac a e tiro desportivo por colecionadores, atiradores e cac adores desportivos e para uso diretamente em estandes, agremiac o es de cac a, escolas de tiro e empresas de instruc a o de tiro. “O deputado Peninha propôs mudar para 50 munições por mês. Estou mantendo 50 munições por ano porque é o suficiente, mesmo com o argumento de pessoas que defendem mais para que possam treinar. O treinamento tem que ser feito nas escolas de tiro e não em uma propriedade”, afirmou.
Punições
Carvalho manteve os requisitos exigidos para a concessa o do porte e criou categorias de armas no lugar das classificações por arma especi fica. Nesse caso, se o cidada o tem o porte para categoria armas curtas de repetic a o, ele podera portar um revo lver nos calibres 38, 32 ou 22. Caso seja habilitado para mais de uma categoria, todas terão que ser descritas no Certificado de Registro de Porte de Armas de Fogo. O relator lembrou que as atuais tipificações de crimes relacionados foram conservadas e sugeriu o agravamento de algumas penas. “Quero tirar da clandestinidade aquele que foi empurrado pelo atual estatuto e dizer que a lei é pesada. Não afrouxei a lei, pelo contrário”, afirmou, ao comparar a pena mínima para porte ilegal de arma – que varia entre 1 e 3 anos, de 2 a 4 anos e, dependendo das circunstâncias da prática, de 12 a 20 anos, segundo o substitutivo. (EBC)
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
O clima é de expectativa nesta segunda-feira (14), porque o governo pode anunciar a qualquer momento um corte de gastos para fechar as contas do ano que vem. O governo acertou um corte de gastos de pelo menos R$ 20 bilhões. Uma economia é para cobrir o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento que já foi enviado ao Congresso. Não é o suficiente. É uma matemática difícil porque ainda é preciso economizar outros R$ 35 bilhões para pagar os juros da dívida. E tentar fechar o ano que vem com uma poupança de 0,7% do PIB – o chamado superávit primário. O que todo mundo quer saber é de onde vai sair esse dinheiro todo. A tesoura está afiada até porque só o corte de gastos não será suficiente para fechar as contas do governo. E também vem aumento de impostos por aí.
A ordem é cortar na carne até no osso. O plano é cortar cargos comissionados. São cargos nos ministérios, muitas vezes ocupados por alguém que conhece algum político aliado do governo. Neste domingo (13), a lista do que vai ser cortado foi passada e repassada em uma reunião da presidente Dilma com ministros da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil. Difícil acertar esses cortes e não magoar os aliados lá do Congresso. Outros cortes até mais significativos virão de investimentos, cortes de ministérios. E os programas sociais, já afetados na primeira proposta de Orçamento, vão sofrer novos cortes. O governo vai ainda revisar contratos, tentar reduzir preços de compras e até vender imóveis da união. A ideia, antes de mais nada, é levar as propostas para os presidentes da Câmara e do Senado. Daqui a pouco, por isso mesmo, tem reunião da presidente Dilma com principais assessores e ministros para fazer um ajuste final. E a meta é manter, sim, o compromisso de fazer economia para pagar os juros da dívida, um superávit de 0,7% do PIB. O governo fala em propostas de melhoria da arrecadação. E um caminho para aumentar a arrecadação, é claro, é aumento de impostos.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
A Receita Federal vai liberar a restituição do quarto lote do Imposto de Renda de na terça-feira (15), em um montante pago de R$ 2,5 bilhões. A consulta está disponível no site da Receita Federal ou por meio do Receitafone 146. O Fisco disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que permite a consulta às declarações do IRPF para os sistemas Android e iOS. Ao todo, 2.155.086 contribuintes terão direito à restituição no lote, com correção pela taxa Selic, totalizando mais de R$ 2,5 bilhões. Contribuintes idosos e os com moléstia grave ou deficiência física, que não tenham cometido erros ou omissões na hora de enviar os dados têm prioridade. O dinheiro estará no banco no dia 15 de setembro, e a restituição ficará disponível durante um ano. Confira se você está neste lote no site da Receita. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento do BB – por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos) – para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Os contribuintes que têm dúvida sobre possíveis problemas na declaração devem consultar o extrato no Centro Virtual de Atendimento, na internet, para verificar eventuais pendências e acompanhar a situação perante o Fisco. Caso encontre algum tipo de divergência nos dados envidados à Receita, deve fazer a retificação para não permanecer na malha fina. Para consultar o extrato, o contribuinte precisa ter um código de acesso gerado na própria página da Receita, e para isso terá que informar o número de entrega das duas últimas declarações. Outra opção é ter certificado digital.
(Foto: Reprodução Instagram)
A atriz, ex-modelo e apresentadora Betty Lago morreu neste domingo (13), no Rio de Janeiro. Seu primeiro papel na TV foi na minissérie “Anos Rebeldes”, de Gilberto Braga, em 1992. Na emissora, Betty também foi protagonista da novela “Quatro por Quatro”. Amigos da artista lamentaram sua morte nas redes sociais. Patty Lago, filha de Betty Lago, no Instagram: “E o dia amanheceu assim triste e lindo ao mesmo tempo. #sunday #sundaymorning #sunrise #leblon #rain #rainyday #sadness #sad”. Cristiana Oliveira, atriz, no Instagram: “Em 1994 fiz uma novela 4×4, conheci uma das modelos que mais me encantaram na época em que eu ainda desfilava e tinha minhas referências; Bety Lago. Conheci uma mulher linda, 39 anos, segura de si, personalidade forte, que se tornou uma atriz incrível, engraçada, com seu jeito próprio e único! E aprendi muito com ela! Muito! E com esta força ela continuou sempre é por muitos anos quando a encontrava, era sempre do mesmo jeito, me abraçava com muito carinho, mesmo dentro da sua seriedade, mas por trás uma menina brincalhona e feliz! Vamos sentir muito sua falta guerreira! Muita!!! Agora estará acolhida nos braços de Deus! Descanse em paz minha querida! Saiba que aqui sentiremos sua falta!!!!”
Ana Paula estava dentro do carro com o motorista, quando todos foram abordados
A repórter da TV Globo Ana Paula Campos e a equipe de reportagem que a acompanhava foram assaltados na noite da última quarta-feira, 9, no bairro de Itaquera, em São Paulo. A ironia é que os profissionais estavam no local para fazer uma matéria sobre roubos e furtos na área. Os bandidos levaram dinheiro, celulares e todos os equipamentos da equipe como câmeras, além do carro com logotipo da emissora. Todo o material gravado foi perdido e o veículo foi localizado pela polícia algumas horas mais tarde. Ex-apresentadora do Globo Rural diário, Ana Paula postou no Facebook que ficaria algum tempo sem celular e Whatsapp, no que foi questionada por uma seguidora. "Fui assaltada ontem". O assalto aconteceu quando um dos membros da equipe guardava o equipamento dentro do carro. A repórter estava dentro do carro com o motorista, quando os bandidos chegaram e os abordaram. A Globo confirmou o assalto e garantiu que ninguém foi ferido na ação. A emissora, que não comenta medidas de segurança, já enviou equipes para as ruas de São Paulo acompanhadas de seguranças. (A tarde - Uol).
(Foto: Reprodução/ Sindprev-RN)
Em greve há mais 60 dias, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e representantes do Ministério do Planejamento devem se reunir na próxima segunda-feira (14) para tentar pôr fim à paralisação. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e confirmada pelo governo federal. Na reunião anterior, realizada na última terça-feira (8), as negociações não avançaram. A proposta mais recente do Ministério do Planejamento prevê um reajuste de 10,8% em dois anos, sendo 5,5% em 2016 e 5% em 2017. Os servidores pediam, inicialmente, 27,6% de aumento salarial, em parcela única. A pasta manteve a oferta de reajuste dos benefícios conforme a inflação do período em que ficaram congelados.
Em entrevista coletiva, o representante da Fenasps, José Campos, disse que os servidores estão cumprindo todos os dispositivos legais previstos e que a greve é justa. Segundo Campos, o governo precisa realizar concursos públicos para repor o quadro de funcionários do INSS, além de melhorar as condições de trabalho da categoria. “As condições não são adequadas para reconhecer os direitos da população brasileira. A demanda cresce, e os servidores caem, os sistemas não são adequados”, disse o representante dos servidores. “Nosso objetivo, com a greve, é melhorar o INSS e garantir o atendimento.”
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
A segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) acontece neste sábado (12) em todo o país. A prova será realizada a partir das 14h30 em mais de 9 mil centros de aplicação espalhados por todos os estados brasileiros. Cerca de 888 mil alunos, de aproximadamente 42 mil escolas da rede pública de ensino, classificaram-se para esta segunda etapa da competição. Os competidores devem comparecer aos locais de prova, que podem ser conferidos no site da olimpíada, com 30 minutos de antecedência munidos de documento original com foto. O exame deste sábado será composto por seis questões discursivas e os candidatos terão três horas para a resolução dos exercícios. A correção da prova será realizada em duas etapas, dividas nos âmbitos regional e nacional. O resultado, com a divulgação dos premiados, sai no dia 27 de novembro.
A competição vai distribuir 6,5 mil medalhas aos participantes com melhor desempenho. Serão 500 medalhas de ouro, 1,5 mil de prata e 4,5 de bronze, além de pouco mais de 46 mil menções honrosas. Os medalhistas ainda serão contemplados com um convite para participar do Programa de Iniciação Científica (PIC) em 2016.
Primeira fase
A primeira etapa da Obmep aconteceu no dia 2 de junho. Na ocasião, os candidatos foram testados em uma prova de 20 questões de múltipla escolha. Os gabaritos foram conferidos pelas próprias instituições de ensino dos estudantes, que ficaram encarregadas de apontar cerca de 5% dos alunos com melhor pontuação. Quase 18 milhões de alunos se inscreveram para a disputa.
Fundação Casa na disputa
Entre os 888.822 estudantes aprovados na primera fase da Obmep 2015 estão 558 adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação Casa, em São Paulo. O número de classificados é 2,9% maior do que o registrado no ano passado. Na edição de 2014, 542 chegaram até a fase final, e 37 receberam menção honrosa.
CONTINUE LENDO
A assessoria do Instituto Lula informou que o ex-presidente está em viagem de trabalho à Argentina, e não tem conhecimento do documento | FOTO: Reprodução |
A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na maior investigação em curso na Corte sobre a Operação Lava Jato. A informação foi antecipada nesta sexta-feira (11) pelo site da revista “Época”. Para justificar o pedido, o delegado Josélio Azevedo de Sousa diz que o petista “pode ter sido beneficiado pela esquema em curso na Petrobras”. A assessoria do Instituto Lula informou que o ex-presidente está em viagem de trabalho à Argentina, e não tem conhecimento do documento da Polícia Federal e por isso não vai comentar. O inquérito apura a suposta participação de 39 políticos e operadores em esquema de distribuição de recursos ilícitos a agentes parlamentares do PT, PMDB e PP. “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidária sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”, diz o pedido. No pedido, a PF relaciona diversos trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras suspeito de operar os desvios – e Alberto Youssef – doleiro que seria responsável por pagar propinas e lavar o dinheiro -, em que indicam anuência do ex-presidente ao esquema. Do Portal G1.
- Josias de Souza
- 11 Set 2015
- 10:49h
(Foto: Reprodução)
Levado ao ar na manhã desta quinta-feira por um movimento suprapartidário da Câmara, o site com um abaixo-assinado a favor do impeachment de Dilma Rousseff atraiu até o início da noite mais de 200 mil subscritores. Às 19h38, já havia 209.900 assinaturas. A meta dos organizadores da página para o primeiro dia era de 100 mil adesões. Encampado pelos antagonistas de Dilma, o pedido de impeachment assinado pelo jurista Hélio Bicudo, fundador do PT, foi reproduzido no site na íntegra. Na peça, Bicudo enumera como razões para o afastamento da presidente da República as manobras contábeis conhecidas como “pedaladas fiscais”, a corrupção descoberta na Petrobras pela Operação Lava Jato e a compra com prejuízos da refinaria de Pasadena, no Texas, com a anuência de Dilma. O movimento pró-impeachment reúne deputados dos oposicionistas PSDB, PPS, DEM, SD e PSC, do “independente” PTB, além de dissidentes dos governistas PMDB, PSD e PR.
(Foto: Reprodução)
Uma mulher foi presa suspeita de comprar um bebê de apenas 9 dias de vida em Minaçu, no norte de Goiás. A autônoma Dian Karla Batista Gonçalves, 29 anos, pagou R$ 2,5 mil à mãe da criança para receber o bebê. Ela acabou sendo descoberta ao procurar um hospital para tentar conseguir uma certidão de nascido vivo para a criança. Toda a negociação foi feita por WhatsApp, em conversas obtidas pela polícia. "Ela foi ao hospital pedindo a certidão, para que pudesse registrar o bebê. Disse que a criança tinha nascido no meio da estrada, durante uma viagem, e depois não procurou o médico, por isso não tinha o documento", disse ao Extra o delegado Rhaniel de Almeida Pires. Funcionários desconfiaram da história e acionaram a polícia, que começou a investigar o caso. Dian Karla deixou o hospital antes da chegada dos policias e foi para a Secretaria de Saúde novamente em busca do documento.
Os funcionários do local também estranharam e chamaram novamente a polícia. A suspeita acabou sendo presa. Já detida, ela contou que o bebê era filho de uma mulher de Caruaru, em Pernambuco, que lhe deu a criança. As conversas registradas no WhatsApp e a movimentação bancária contradizem essa versão. "Essa informação não é verdadeira, porque achamos diversas conversas dela com a mãe biológica da criança falando sobre depósitos em dinheiro e também comprovantes dessas transferências. Ela fez depósitos que somam R$ 2 mil e, quando foi buscar a criança, pagou mais R$ 500", acrescenta o delegado. As conversas começam quando a mãe biológica ainda estava grávida e até a data do parto foi negociada. Dian Karla mostra temor de que a mãe mude de ideia e desista do negócio. "“Estou com medo de você não me dar esse bebê. Se você desistir ou tomar outra decisão, me avisa". A mãe do bebê diz para ela parar de "encher" e afirma que está "louca para resolver isso logo". Dian Karla admitiu à polícia que procurou na internet uma maneira de conseguir um bebê e chegou à mãe do menino comprado. Ela foi indiciada por tentativa de falsidade ideológica, já que tentou registrar como sua uma criança que é filha de outra pessoa, e pode pegar até 9 anos de prisão. A suspeita contou que pretendia criar o menino com filho - ela já tem 4 filhos, incluindo um adotado. (Correio24h).
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
O governo do Estado da Bahia lançará, em 2016, um concurso para policial militar - na patente de soldado. A informação foi confirmada pelo governador Rui Costa, na tarde desta terça-feira (8), durante o "Face to Face" - uma espécie de coletiva de imprensa, mas na rede social. O governador, no entanto, não cravou uma data. Ainda de acordo com Costa, o concurso para professor estadual não será por área específica. "Necessitarão ter formação na área. Uma coisa é selecionar professores para um período provisório, outra coisa é selecionar professores para ficar durante muito tempo lecionando. Neste caso, devemos ter professores especialistas nas diversas áreas de ensino", escreveu. Acompanhe sempre notícias sobre Concursos na Bahia no site F1 Concursos
Foto: Hédio Fazan/ O Progresso
O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (8) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o pagamento de indenização aos donos de terras demarcadas como reservas indígenas. A PEC estabelece reparação a ser calculada com base no valor da terra nua e das benfeitorias realizadas. O texto, de autoria do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) e aprovado por unanimidade em dois turnos, segue para a Câmara. Para o líder do DEM no Senado e importante parlamentar da bancada ruralista, Ronaldo Caiado (GO), a medida ameniza a insegurança dos proprietários. "Essa proposta minimiza a insegurança jurídica promovida pelo próprio governo com a Funai, encomendando laudos antropológicos que nada têm a ver com a realidade. Enquanto isso, terras são invadidas, queimadas e rebanhos são confiscados. Os produtores ficam sem proteção se têm de arcar com a manutenção de sua própria família. Não podíamos deixar desamparados esses produtores depois de serem estimulados pelo Estado a desbravar e promover o desenvolvimento do país", disse o senador, em nota.
Jaques Wagner vai devolver poderes aos militares (Foto: Arquivo EBC)
Jaques Wagner vai assinar uma portaria devolvendo aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica poderes que eram exclusivos aos militares e que foram transferidos para o ministro da Defesa em decreto baixado pela presidente Dilma Rousseff. Decreto que transferia para o ministro a competência para editar atos relativos ao quadro de pessoal das Forças Armadas provocou grande insatisfação e foi alvo de críticas dos militares após ser publicada sexta-feira passada no Diário Oficial da União. Jaques Wagner vai assinar uma portaria devolvendo aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica poderes que eram exclusivos aos militares e que foram transferidos para o ministro da Defesa em decreto baixado pela presidente Dilma Rousseff. Decreto que transferia para o ministro a competência para editar atos relativos ao quadro de pessoal das Forças Armadas provocou grande insatisfação e foi alvo de críticas dos militares após ser publicada sexta-feira passada no Diário Oficial da União. (Correio24h).
(Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta quarta-feira (9) o julgamento sobre a constitucionalidade da criminalização do porte de drogas. Os ministros discutem se a criminalização, prevista na Lei de Drogas, fere o direito à vida privada. O julgamento será retomado com o voto-vista do ministro Edson Fachin. O julgamento conta um voto a favor da descriminalização do porte, proferido no dia 20 de agosto pelo relator, ministro Gilmar Mendes. Para Mendes, o porte de entorpecentes não pode receber tratamento criminal, por ofender a vida privada dos cidadãos. Segundo o ministro, embora a norma trate de maneira distinta usuários e traficantes, na prática a Lei de Drogas, na maioria dos casos de prisão, trata a todos como traficantes. Além disso, ele entende que é preocupante deixar exclusivamente aos policiais a distinção entre os dois casos, sem critérios claros estabelecidos na legislação.
Se a maioria dos ministros seguir o relator, quem portar drogas não poderá ser preso, exceto se o policial entender que a situação configura tráfico de drogas. Em casos de dúvida sobre a situação, o preso deverá ser apresentado imediatamente ao juiz, que decidirá pelo enquadramento como uso ou tráfico de entorpecentes. O julgamento vai prosseguir com os votos dos ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. A descriminalização é julgada no recurso de um ex-preso, condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. No recurso, a Defensoria Pública de São Paulo diz que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. Além disso, os defensores afirmam que a tipificação ofende os princípios constitucionais da intimidade e a liberdade individual. Com infpormações da Agência Brasil.
CONTINUE LENDO