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Em ritmo de campanha antecipada, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado, e o prefeito ACM Neto (DEM) transformaram o evento "Caminhos para a região Nordeste", organizado pelo Instituto Teotônio Vilela, nesta sexta-feira, 6, no Hotel Fiesta, num palanque político, desferindo ataques à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Aécio chamou Dilma de "irresponsável" por não ter adotado medidas para combater a crise econômica já em 2014 e repetiu que perdeu a eleição não para uma coligação de partidos comandada pelos petistas, mas para uma "organização criminosa". O prefeito Neto, que chegou a ajudar a aprovação de medidas do ajuste do Palácio do Planalto acreditando na promessa de Dilma de liberar recursos para o sistema BRT, também foi contundente: "O PT está no centro de todos esses escândalos de Brasília".
Falando aos jornalistas, Aécio procurou desfazer a imagem que o PSDB integra suposto acordo entre os partidos políticos para salvar o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, evitar o processo de impeachment de Dilma e a convocação de pessoas próximas do ex-presidente Lula para as comissões parlamentares de inquérito no Congresso. "Fala-se muito em entendimento. Quero deixar claro: o PSDB não votou no presidente da Câmara, mas, a partir do momento em que ele ofereceu espaço para que nós pudéssemos exercer, à luz do dia, nossas funções da oposição como nas comissões, aceitamos. As denúncias contra ele são extremamente graves e nós vamos votar com as provas seja na comissão seja no plenário", disse.
Sem acordo e obras
Sobre a rejeição, por unanimidade da CPI da Carf, da convocação do filho de Lula, Luís Cláudio, Aécio sustentou que o PSDB não participou de acordo. "Não tínhamos menor razão para isso (salvar o filho de Lula). Na CPI da Carf a oposição tem dois parlamentares em doze. Os que votaram foram os membros do governo. Quem propôs a convocação foi o senador do PSDB que preside a comissão (que não vota)". O tucano admitiu que o evento desta sexta foi o início de uma caminhada pelo Nordeste, onde o partido teve sua pior derrota na eleição presidencial. Ele sustentou que o quadro mudou. Disse não existir mais "feudos do PT" em nenhum lugar do Brasil após as "mentiras de Dilma". "O governo mentiu lá (na campanha) e continua mentindo aqui. Nos debates com a presidente eu cobrava: a senhora confia no tesoureiro do seu partido (João Vaccari), que naquela época ocupava cargo importante numa empresa importante a Itaipu Nacional, e ela, pelo silêncio, concordava. Ele (Vaccari) hoje se encontra preso". Durante o seminário Caminhos para o Nordeste, que atraiu cerca de mil pessoas, o prefeito ACM Neto também disse que Dilma mentiu: "(Ela) infelizmente faltou com a verdade com o Brasil, com a Bahia e com Salvador. (...) Solenemente, a presidente veio à nossa cidade em 2013 e anunciou que liberaria recursos para a construção do BRT. Fizemos um esforço enorme por quase três anos, mas sequer resposta do governo federal teve. Recentemente, a presidente foi indagada e deu resposta vaga, sem assumir qualquer compromisso. Onde então as creches da tal Pátria Educadora? Aqui prometeram 41. Sabe quantas liberaram? Zero".
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A greve dos petroleiros provocou nesta sexta-feira (6) impacto estimado de 115 mil barris na produção de petróleo, informou, há pouco, em nota, a Petrobras. A nota diz ainda que a empresa marcou reuniões com as entidades sindicais para segunda (9), “buscando entendimentos para o fechamento do acordo coletivo de trabalho" deste ano. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para negociar com a categoria, a Petrobras encaminhou um documento à entidade e aos sindicatos filiados marcando o encontro para as 9h, no edifício-sede da empresa, no centro do Rio. A reunião foi confirmada pela empresa que, no entanto, não revelou com quem os grevistas vão se encontrar. "Nossa pauta tem 13 itens e o décimo terceiro fala de manutenção dos direitos", disse o diretor de Comunicação da FUP, Francisco José de Oliveira. "Não estamos discutindo índice de salários. Desde o início, a Petrobras não quis compreender que é maior do que tudo isso, do que inflação”, completou. Segundo a Agência Brasil, entre os itens reivindicados estão ainda a retirada do plano de desinvestimento da companhia, com a venda de ativos, e a manutenção de obras de expansão das atividades.
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Agora é oficial. Os contribuintes podem contar com duas opções na hora de se aposentar. Foi sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff a lei que estabelece as novas regras para o cálculo do benefício da aposentadoria, e que leva em consideração a soma da idade e o tempo de contribuição do segurado: a chamada fórmula 85/95 progressiva. A lei é uma alternativa ao fator previdenciário, que continua em vigor, como explica o chefe da divisão de benefícios do INSS na Bahia, Marcelo Caetano. “O que muda com a lei é que agora o trabalhador sabe que a pontuação evita a incidência do fator previdenciário”, explica Caetano.Mesmo em vigor desde o mês de junho, por conta da Medida Provisória 676/2015, a nova fórmula ainda confunde muita gente, como o encarregado de encanador José Lima Carvalho, 59 anos. Ele esteve na Previdência Social, na tarde de ontem, para tirar dúvidas sobre o assunto. Assim como a maioria das pessoas ouvidas pelo CORREIO, Carvalho pensava que teria que esperar até os 95 anos de idade para conseguir se aposentar. “Ainda bem que estou errado. Agora preciso saber o que posso fazer para adiantar a minha aposentadoria, já que fui demitido antes de completar os 35 anos de carteira”, confessa o encarregado.
Como fica
Na prática, os contribuintes vão receber os cálculos com as opções de aposentadoria com e sem a aplicação do fator previdenciário. Por exemplo, uma mulher que completou 55 anos e tem mais de 30 anos de contribuição, com a nova fórmula 85/95, pode se aposentar com a garantia de que não terá as perdas previstas na aplicação do fator previdenciário. Já no caso de um homem com 65 anos de idade e com 40 anos de contribuição, o fator previdenciário vai servir para engordar o valor da aposentadoria, uma vez que ele contribuiu por mais tempo para a Previdência (veja no infográfico ao lado). A secretária financeira Silvana Ribeiro já fez os cálculos e deve optar pela nova fórmula no ano que vem. Aos 58 anos de idade, ela está prestes a completar os 30 anos de contribuição e vai aproveitar para antecipar a tão sonhada aposentadoria sem perdas de salário. “Se não fosse essa nova regra, teria que esperar mais dois anos para me aposentar ou perderia parte do meu benefício”, conta.Mudanças Entre as mudanças da lei aprovada pelo Congresso e a proposta inicial do governo está a questão da progressividade, que passa a ser elevada em um ponto a partir de 31 de dezembro de 2018 e não mais no final do ano que vem, como proposto no texto original. “Quem puder se aposentar agora deve iniciar logo o processo no INSS, uma vez que posteriormente a pontuação será aumentada”, afirma Nildes Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Direitos Previdenciários, Acidentários e Consumidor (Abprev). A fórmula 85/95 prevê o acréscimo de um ponto a cada dois anos e a progressão será limitada em 31 de dezembro de 2026, quando a soma passará a ser de 90 pontos para as mulheres e 100 pontos para os homens. O motorista Jurandir Nascimento já se beneficiou com a aplicação da 85/95. Com 60 anos de idade e 35 de carteira assinada, ele somou os 95 pontos exigidos. “Enxerguei mais vantagem. Consegui me aposentar com um valor mais alto do que se eu tivesse optado pelo fator previdenciário”, comemora.
Emenda da Desaposentação é vetada pela presidente Dilma
A desaposentação, aprovada pelo Congresso junto com a nova fórmula da aposentadoria (Regra 85/95) foi vetada pela presidente Dilma Rousseff. Segundo a justificativa do governo, a medida iria significar um rombo de R$ 70 bilhões no caixa da Previdência ao longo de 20 anos. A chamada desaposentação consiste na revisão do valor da aposentadoria para aqueles que voltaram a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social. Segundo o diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Thiago de Araújo, o veto foi fundamentado no pacto de gerações que sustenta o sistema previdenciário. “Uma geração mais nova financia a aposentadoria da geração mais velha. Esta é a justificativa que a presidente utilizou para falar, em outras palavras, que a Previdência não teria condições de arcar com a desaposentação”, explica. O veto foi visto com repúdio pela Associação dos Pensionistas e Aposentados da Previdência Social da Bahia (Asaprev), como afirma o presidente da entidade, Marcos Barroso. “O veto é uma irresponsabilidade do governo com um segmento da sociedade que contribui muito. É um descomprometimento com a classe trabalhadora. Tirar do direito dos aposentados é uma covardia”, argumenta Barroso. Atualmente, só é possível conseguir a desaposentação por meio da Justiça, como assegura ainda Thiago de Araújo, do Ieprev. “É possível conseguir judicialmente a concessão do novo benefício já que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TRF (Tribunal Regional Federal) têm posicionamento favorável à desaposentação”. Araújo orienta que é necessário buscar um advogado especializado em Direito Previdenciário para realizar os cálculos e avaliar se a desaposentação vai ser mesmo vantajosa. “O interessante seria haver uma regulamentação da desaposentação, a fim de fazer justiça aos segurados que contribuem e não têm retorno, mas continuam trabalhando”.
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Depois de uma disputa política e embates na Justiça, o Ministério de Minas e Energia decidiu pôr fim à polêmica a respeito da cobrança de bandeiras tarifárias na conta de luz de municípios de regiões isoladas. O ministro Eduardo Braga conseguiu isentar desse pagamento 153 municípios de oito Estados do País que, até agora, não foram conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Perdeu, porém, a batalha para incluir Manaus, sua principal base eleitoral, nessa política. Ao sancionar a Medida Provisória 677, que proporcionou o benefício, a presidente Dilma Rousseff vetou emenda que possibilitaria que os consumidores da capital do Amazonas deixassem de pagar pelas bandeiras. Mulher do ministro, a senadora Sandra Braga (PMDB-AM) incluiu duas emendas ao texto-base da MP 677. Uma para beneficiar especificamente a cidade de Manaus, outra para isentar cidades que ainda não foram plugadas ao SIN. Pelo texto, apesar de Manaus já estar conectada à rede nacional, a cobrança não seria automática, mas passaria a depender de uma decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido por Eduardo Braga.
O texto anularia o ato que atestou a interligação de Manaus, publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em maio. A proposta, no entanto, não passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, que a vetou essa emenda. "O dispositivo atribuiria ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) competência que não está afinada com sua missão institucional", justificou a Presidência. "A definição quanto à integração ao Sistema Interligado Nacional constitui medida de cunho primordialmente técnico-operacional, e não definição sobre o abastecimento energético nacional." A outra emenda proposta pela senadora, que isentou os municípios fora do SIN, foi sancionada pela presidente. Dos 155 municípios beneficiados, 61 são do Amazonas. A edição de lei foi comemorada pela senadora e pelo ministro, que consideram o assunto liquidado. "A lei sancionada define, de uma vez por todas, que os municípios isolados não são alcançados pelo regime da bandeira tarifária. O interior de qualquer Estado do Brasil que esteja isolado, ou seja, que não esteja interligado, está fora do regime de bandeira", comentou o ministro. "Manaus e Belém estão interligados, então pagam. Mas quem é isolado não pertence ao regime de bandeiras. Isso é um ponto importante, porque hoje o que está acontecendo é que liminares foram dadas em uma série de Estados segurando pagamento de bandeira tarifária em todos esses municípios", disse o ministro. "Agora isso vira lei, é um direito desses municípios. Nós atravessamos esse ano debaixo de fogo cruzado, até conseguirmos aprovar uma MP que foi sancionada e que resolve esse problema." Em nota divulgada à imprensa, a senadora disse que a edição da lei significa uma importante vitória. "Acima de tudo, corrigindo uma injustiça. Ninguém deve pagar por um serviço que não recebe", afirmou. Segundo ela, dois milhões de amazonenses serão beneficiados.
Bandeiras
As bandeiras tarifárias são um sistema que repassa à conta de luz o custo real da geração de energia no País. Quando as condições estão desfavoráveis e há um uso intenso de termelétrica, vigora a bandeira vermelha, que acrescenta R$ 4,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) de consumo. O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em todo o País em 1º de janeiro deste ano, exceto no Amazonas, Amapá e Roraima, que não estavam conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Em maio, porém, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atestou a conclusão das obras de interligação de Manaus ao sistema, o que automaticamente obrigaria a Eletrobras Amazonas Energia a iniciar a cobrança. A distribuidora alegava à Aneel que grandes áreas do Estado continuavam a ser abastecidas por usinas térmicas do Sistema Isolado. Porém, para a agência reguladora, uma vez que Manaus foi conectada, a distribuidora passou a pertencer ao SIN. Reportagem publicada pelo Broadcast informou que o ministro era contra a cobrança em sua base eleitoral.
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Foto: Lula Marques/ Agência PT
Acusado pela Procuradoria Geral da República de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina do esquema de corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai alegar em sua defesa no Conselho de Ética da Casa que desconhecia a origem do depósito de 1,3 milhão de francos suíços feitos em 2011 em um fundo do deputado na Suíça e que todo o dinheiro que tem fora do país é fruto de venda de carne enlatada para a África e de operações no mercado financeiro. Pelo que apurou a reportagem, ele dirá que "não reconhece" como seu o montante depositado "à sua revelia" em 2011 pelo lobista João Henriques, que era ligado ao PMDB e foi preso na Operação Lava Jato. O deputado suspeita, porém, que o depósito seria o pagamento de um empréstimo feito por ele ao ex-deputado Fernando Diniz, do PMDB, que morreu em 2009. Em depoimento à Polícia Federal, Henriques disse que enviou o dinheiro a pedido do economista Felipe Diniz, filho do ex-deputado, e que não sabia quem era o beneficiário. Em 2007, primeiro ano do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, Cunha e Diniz eram muito amigos e integravam o núcleo duro do PMDB na Câmara. Nesse período, Diniz teria perdido muito dinheiro em negócios fora do país e por isso pediu ajuda. Cunha fez então um empréstimo de US$ 1,5 milhão para o colega. A dívida teria, segundo o deputado, "morrido junto com Diniz". A principal linha de defesa de Cunha será que todo o recurso no exterior é fruto de atividade de operações financeiras feitas nos anos 80, antes do começo de sua vida pública, quando ele descobriu a oportunidade de vender carne enlatada em consignação para países africanos. Para escapar da cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara por falta de decoro parlamentar por ter supostamente mentido durante depoimento na CPI da Petrobras em março, quando afirmou que não tinha recursos depositados naquele país ou em algum paraíso fiscal, o presidente da Câmara afirmará que não possui contas correntes, mas dois Trust - entrega de um bem ou um valor a uma instituição (fiduciário) para que seja administrado em favor do depositante ou de outra pessoa por ele indicada (beneficiário). O deputado afirma que não houve depósito, só saída e rendimento de aplicações.
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O número de mulheres presas no Brasil aumentou 567,4% entre 2000 e 2014, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Justiça. De acordo com a Agência Brasil, no mesmo período, o número de homens presos cresceu 220,20%. A pesquisa levantou dados de 1.424 unidades prisionais do sistema penitenciário estadual e federal no mês de junho de 2014. Ainda assim o número de homens nas prisões do país é muito superior. De um total de 579.781 pessoas, 37.380 são mulheres. O estudo também apontou que o sistema penitenciário brasileiro é o quinto em número absoluto de mulheres no mundo, atrás dos Estados Unidos (205.400 detentas), da China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751). Os dados do Ministério da Justiça também apontam que 50% da população feminina tem entre 18 e 29 anos. Na comparação com os homens, elas apresentam condição de escolaridade melhor. “Apenas 4% das mulheres encarceradas são analfabetas, contra 5% dos homens; 11% concluíram o ensino médio, contra 7% dos homens”, afirma o relatório.
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ser notificado até o fim do dia de hoje (5) sobre a escolha de Fausto Pinato (PRB-SP) como relator do processo contra ele no Conselho de Ética. O deputado será investigado por receber propina para viabilizar negócios da Petrobras e de manter contas secretas na Suíça, negadas por ele em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.Cunha só precisará apresentar defesa a partir da apresentação do relatório preliminar, que indicará ou não a continuidade da representação. Segundo o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), isso ocorrerá no próximo dia 24, caso Pinato não resolva antecipar suas conclusões. O peemedebista terá dez dias para tentar convencer os parlamentares de que é inocente.
"No momento correto, depois que estiver efetivamente no prazo de defesa, meus advogados irão contestar todos os pontos. Já nomeei advogado para o Conselho de Ética e vai ser tratado com toda a calma e tranquilidade”, afirmou. Antes do anúncio do relator, Cunha disse que é “indiferente” ao nome e negou notícias divulgadas hoje de que comentou com colegas como sustentaria sua defesa diante do colegiado. “É igual ao parecer do impeachment da semana passada, que ninguém viu até hoje. É a mesma situação. Não tenho o que comentar porque não existe. Cadê o parecer que não apareceu até hoje? Eduardo Cunha comparou com reportagens veiculadas há uma semana, as quais confirmavam que dois pareceres – um contrário e um favorável - sobre o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff estavam prontos.
Paulinho da Força
Perguntado sobre notícias de que o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) passará a integrar o Conselho de Ética a partir da próxima semana, para substituir o deputado Wladimir Costa (SD-PA), o presidente da Câmara tentou afastar especulações de que isso o beneficiaria no processo. “Tem muitos aliados meus que estão e muitos adversários que estão também. Essa coisa não pode ser tratada dessa maneira. Ninguém pode ser estigmatizado por ser meu aliado e nem condenado por ser meu adversário”, acrescentou.
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O país teve redução de 3,97% nas linhas móveis em operação em setembro ante o mesmo período de 2016, para 241 milhões, afirmou nesta sexta-feira (3) a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na comparação com agosto, o setor mostrou retração de 0,46%, o que representa 1,1 milhão de linhas a menos. Nos últimos 12 meses, houve redução de 9,96 milhões de linhas. Entre agosto e setembro, as linhas móveis pós-pagas cresceram 1,24%, enquanto as pré-pagas caíram 1,35%. Em um ano, o pós-pago registrou alta de 10,64%, enquanto o pré-pago teve declínio de 10,38%. Segundo a Anatel, todos os estados apresentaram queda no número absoluto de linhas móveis na comparação anual, principalmente na Bahia e no Rio de Janeiro.
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A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que estabelece critério de renda para desempate em vestibular de instituições públicas. A norma altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O texto determina que, "no caso de empate no processo seletivo, as instituições públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao candidato que comprove ter renda familiar inferior a dez salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando mais de um candidato preencher o critério inicial". A nova lei está publicada na edição desta quinta-feira (5) do Diário Oficial da União (DOU).
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A presidente Dilma Rousseff sancionou e publicou no "Diário Oficial da União" a lei que institui nova regra para aposentadoria que varia progressivamente de acordo com a expectativa de vida da população brasileira. De acordo com o texto do DO, as novas regras entram em vigor nesta quinta-feira (5). As novas regras já estavam incluídas em uma medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff como uma alternativa à regra 85/95, aprovada, em maio, pelo Congressox Nacional e que pôs fim ao fator previdenciário.Foi vetado, no entanto, o artigo que autorizava a "desaposentadoria", ou "desaposentação", que é a possibilidade de o aposentado que continuou trabalhando fazer novo cálculo do benefício, tomando por base o novo período de contribuição e o valor dos salários.
A possibilidade da “desaposentadoria” foi incluída pela Câmara, por meio de uma emenda, e geraria rombo à Previdência Social de R$ 70 bilhões em 20 anos, segundo o governo. Na justificativa ao veto publicada nesta quinta-feira, o governo afirma que a medida "contraria os pilares do sistema previdenciário brasileiro, cujo financiamento é intergeracional e adota o regime de repartição simples".
Nova fórmula de aposentadoria
A fórmula aprovada pelo Legislativo, na época, permitia aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingisse 85, para as mulheres, e 95, para os homens. A presidente Dilma Rousseff vetou esse cálculo, sob a justificativa de que aumentaria o rombo na Previdência Social, e editou a medida provisória com outras regras. A lei sancionada pela presidente nesta quinta-feira (5) indica que a primeira alta na soma, de 85/95 para 86/96, será em 31 de dezembro de 2018. A partir daí, será adicionado um ponto no cálculo a cada dois anos.
Pontuação
Veja abaixo como fica a pontuação mínima para homens e mulheres, em cada dois anos, para receber 100% do benefício de aposentadoria:
- Em 31 de dezembro de 2018: 86 para mulheres e 96 para homens (acréscimo de 1 ponto na fórmula 95/85)
- Em 31 de dezembro de 2020: 87 para mulheres e 97 para homens (acréscimo de 2 pontos na fórmula 95/85)
- Em 31 de dezembro de 2022: 88 para mulheres e 98 para homens (acréscimo de 3 pontos na fórmula 95/85)
- Em 31 de dezembro de 2024: 89 para mulheres e 99 para homens (acréscimo de 4 pontos na fórmula 95/85)
- Em 31 de dezembro de 2026: 90 para mulheres e 100 para homens (acréscimo de 5 pontos na fórmula 95/85)
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O presidente da Câmara recebeu uma chuva de dólares fastos estampados com sua figura por parte de manifestantes (Foto: Reprodução)
Sempre que não tinha o que responder, o personagem Armando Volta, criado pelo ator David Pinheiro, saía-se com o bordão sambarilove, na Escolinha do Professor Raimundo. É mais ou menos isso o que fará o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já prepara sua defesa no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, onde será julgado por quebra de decoro parlamentar. Cunha, acusado pela procuradoria-geral da República de manter diversas contas secretas na Suíça, onde estão bloqueados mais de R$ 20 milhões, recebeu ontem uma chuva de dólares falsos, no salão verde da Câmara dos Deputados. Segundo informa reportagem de Ranier Bragon, na noite de ontem, ele já traçou o plano para permanecer à frente do Legislativo. De acordo com a estratégia, Cunha tentará provar que não mentiu ao reconhecer o vínculo com os dólares bloqueados na Suíça, sem, no entanto, dizer que as contas são suas – na realidade, elas pertencem a empresas offshore em que ele aparece como beneficiário. Cunha dirá ainda que o dinheiro é lícito e se deve ao pagamento de empréstimos feitos a um deputado morto – o ex-parlamentar mineiro Fernando Diniz.
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A Receita Federal sinalizou, nesta quarta-feira (4), a possibilidade de prorrogar o prazo de cadastramento do eSocial, programa que unifica o pagamento de tributos aos empregados domésticos. De acordo com o G1, foi solicitado ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) uma "avaliação técnica definitiva" sobre a instabilidade do sistema. "Essa avaliação do prestador de serviço servirá de base para avaliação do Governo quanto à possibilidade de prorrogação dos prazos do eSocial", disse a Receita, por meio de nota. Desde o domingo (1), quando foi iniciado o período de cadastramento, são registradas falhas no programa. Ementrevista coletiva na tarde de terça-feira (3), o subsecretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins, havia descartado qualquer chance de adiamento do prazo. "As pessoas não precisam se preocupar. Não vamos deixar as pessoas sem a possibilidade de poder pagar. Acreditamos que a evolução vai ser exponencial. Se não acontecer, vamos aplicar uma alternativa. A Receita não vai deixar os contribuintes sem alternativa de pagar", declarou Martins, na ocasião.
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera retirar as bandeiras vermelhas da conta de luz em abril ou maio do ano que vem, disse ontem o diretor Tiago de Barros Correia. Segundo ele, inclusive, é possível que a conta de luz passe diretamente para a bandeira verde, sem a cobrança adicional de valores na tarifa. “Se chegarmos a maio com um bom nível nos reservatórios, não vamos precisar manter as (usinas) térmicas acionadas”, justificou. Usada desde janeiro, a bandeira vermelha significa uma cobrança extra de R$ 4,50 por cada 100 kWh consumido.
Forrozeiro disse que já estava satisfeito com o crescimento da sua carreira, mas que não esperava o “boom” recente em todo país (Foto: Brumado Urgente)
Wesley Safadão ultrapassou Jorge & Mateus no ranking dos maiores cachês do Brasil e é o artista que mais lucra para fazer um show atualmente, pedindo cerca de R$ 700 mil por apresentação em algumas regiões do Nordeste. Em entrevista, o forrozeiro destacou o bom momento em sua carreira mesmo apesar da crise enfrentada pelo Brasil. “A crise pega quem acredita na crise. Vivo meu melhor momento com uma crise no país. Então eu acho que a crise existe para quem acredita”, disse. Ele ainda afirmou que já estava feliz com o sucesso antes do “boom” em todo o país. “É um trabalho que estamos fazendo há anos, fazendo sempre o melhor. E agora temos essa oportunidade. Tudo tem seu tempo”, falou.
Decisão foi tomada em comum acordo com o anunciante. Não haverá prejuízo ao contrato, pois a apresentadora continuará anunciando a linha de massas da marca. (Foto: Reprodução)
A pesquisa da OMS divulgada na semana passada, a respeito do aumento de probabilidade de câncer para pessoas que consomem embutidos em excesso, já causa mudanças no mundo publicitário. Em comum acordo entre todos os envolvidos (anunciante, agência e contratada), Fátima Bernardes não deverá mais anunciar presuntos e linguiças da marca Seara –pelo menos não nas próximas semanas. O objetivo é não vincular, por ora, a imagem da jornalista e apresentadora do “Encontro com Fátima” com um produto que está na berlinda como “vilão” da saúde: os embutidos. Do ponto de vista publicitário, a decisão conjunta teve um timing perfeito, já que, no momento em que a pesquisa era anunciada, a grife Seara não vinha divulgando seus embutidos, e sim comerciais relativos às suas massas, como lasanhas.