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Dilma sanciona com veto lei do direito de resposta na mídia (Foto: EBC)
A presidenta Dilma Rousseff sancionou com veto a lei que disciplina o direito de resposta ou retificação de pessoas ofendidas nos meios de comunicação social. A lei foi publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União. O texto determina o direito de resposta à pessoa (física ou jurídica) ofendida por qualquer reportagem, nota ou notícia “divulgada por veículo de comunicação social, independentemente do meio ou plataforma de distribuição, publicação ou transmissão que utilize, cujo conteúdo atente, ainda que por equívoco de informação, contra a honra, intimidade, reputação, conceito, nome, marca ou imagem”. Foi vetado o parágrafo que afirmava que o ofendido poderia requerer o direito de resposta ou retificação pessoalmente nos veículos de rádio e televisão, que havia sido alvo de divergência entre a Câmara e o Senado. A lei 13.888, de 11 de novembro de 2015, afirma que a resposta poderá ser divulgada, publicada ou transmitida no mesmo espaço, dia da semana e horário em que ocorreu o agravo e deverá ser exercida no prazo de 60 dias, “contados da data de cada divulgação, publicação ou transmissão da matéria ofensiva”.
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Os debates da Medida Provisória 688/15, aprovada nessa terça-feira (10/11) pela Câmara dos Deputados, ficaram centralizados em um ponto principal: o impacto das mudanças na conta de energia de cidadãos e empresas brasileiras. A MP faz duas grandes mudanças no setor, ao trazer novas regras para leilões de hidrelétricas, com a determinação de pagamento de bônus pela concessionária; e ao transferir para a bandeira tarifária o risco da menor produção de energia por conta da seca, o risco hidrológico, já que usinas têm gerado menos para manter os reservatórios. Para a oposição, ao cobrar um bônus dos contratos de hidrelétricas já amortizadas, a MP vai inviabilizar a geração de energia mais barata, já que os novos concessionários irão repassar para a conta o valor do bônus, cerca de R$ 17 bilhões. O governo, por outro lado, garantiu que a menor tarifa vai continuar como parâmetro para os novos contratos.
Críticas da oposição
Segundo o deputado Fábio Garcia (PSB-MT), o governo resolveu cobrar o bônus para fazer caixa e cobrir o rombo nas contas públicas. “Cobrar de usina já amortizada um bônus de R$ 17 bilhões, mudando completamente a regra que existia anteriormente, é errado. O preço da energia passa de R$ 37 para R$ 137 e esse aumento vai cair nas costas do consumidor. Não vamos resolver o ajuste fiscal nas costas do trabalhador brasileiro”, criticou. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) também condenou a medida. “A concessão é por menor tarifa ou maior outorga. O governo resolveu tirar dinheiro do consumidor, o que equivale a mais um imposto. Temos de defender o bolso, a bolsa e a mesa do brasileiro”, avaliou. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), também criticou a proposta. “Essa medida provisória é mais uma que contraria o interesse da população brasileira porque vai significar mais aumento na conta de energia, o que é insuportável”, disse. Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), o brasileiro já teve de pagar o preço da construção das usinas e agora terá de pagar uma bonificação extra. “Essas hidrelétricas já foram pagas pelo povo brasileiro, embutidas na taxa de energia elétrica. Não tem mais razão de leiloar, a não ser para tomar mais dinheiro da sociedade brasileira para investir no governo que desperdiça dinheiro de todos nós”, disse.
Defesa do governo
Vice-líder do PT, o deputado Carlos Zarattini (SP) rebateu as críticas. Ele disse que a energia vai ficar mais barata com leilões de usinas que já tiveram amortizados os investimentos de construção e, portanto, poderão oferecer menor tarifa. “O governo antecipou o vencimento das concessões de usinas que já estavam pagas há muito tempo, então as novas concessões não levarão em conta o custo do investimento. A MP também vai evitar apagões no País diante do terceiro ano de seca”, disse. O deputado Pepe Vargas (PT-RS) também ressaltou que o aumento da conta de luz está ligado à seca, que obrigou o acionamento de termelétricas. O deputado Givaldo Vieira (PT-ES) explicou que a menor tarifa vai continuar um parâmetro para os novos leilões. “Não é verdade que vai majorar preço. O edital do leilão vai focar no preço da menor tarifa, vamos ter a garantia de que a disputa ocorra no oferecimento da menor tarifa”, garantiu.
Risco hidrológico
O repasse do risco hidrológico para a bandeira tarifária também poderá aumentar a conta de luz, segundo alguns deputados. O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) disse que o trabalhador não pode ser penalizado pela falta de previsão do governo e das empresas em relação às chuvas. “Essa MP joga para consumidores o pagamento das contas de algo que deveria ser responsabilidade das empresas e do governo federal”, disse. Sobre a mudança no risco de menor geração de energia com a seca, Givaldo Vieira explicou que a proposta quer pacificar uma questão judicial: hidrelétricas geraram menos para manter os reservatórios e, impossibilitadas de cumprir as cotas contratuais, tiveram de comprar energia mais cara no mercado. “Muitas recorreram à Justiça, e essa MP cria oportunidade para solucionar esse imbróglio e impedir que o setor elétrico deixe de funcionar”, disse. O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) afirmou que o aumento será apenas em casos críticos. “O que se está prevendo é que, havendo uma crise hídrica no País lá em 2017, que diminua a capacidade de geração de energia e os reservatórios a níveis de até 12% – ou seja, lá embaixo – neste caso, e somente neste caso, instalada a crise, vai ser aumentada a energia elétrica”, afirmou.
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Os ministros do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinaram, nesta quarta-feira, 11, um ato conjunto dando a 43.781 haitianos o visto de permanência. Essa medida vale para todos os haitianos que ingressaram pelo Acre a partir de 2010 e não estão em condição de refugiados. A partir de agora, esses imigrantes têm um ano para solicitar o visto junto à Polícia Federal. "Eles passam a ser acolhidos com segurança", disse Rossetto durante assinatura do ato, após reunião do Conselho Nacional de Imigração (CNIg). "Nossa construção nacional é marcada por fluxos migratórios intensos, muitas delas forçadas. O conceito de nacionalidade viva nos permite acolher povos que trazem suas culturas e valores e nos permite dialogar com essa permanente troca de diferenças. Nossas diferenças nos aproximam", afirmou o ministro. O ministro da Justiça defendeu a necessidade de integrar essa população à sociedade brasileira e argumentou que acolher os haitianos, agilizando o processo de concessão de vistos, desarticula os grupos organizados que têm trazido esses imigrantes de maneira desordenada e colocando em risco a vida dessas pessoas. "O Brasil sempre acolheu os imigrantes, fazendo com que eles participem da nossa sociedade e tenham emprego", observou. "Hoje, muitos povos querem vir ao Brasil e isso trouxe um desafio, o de manter a tradição de bem acolher os que aqui querem viver", disse.
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O governo decidiu enfraquecer o movimentos dos caminhoneiros e a partir desta quarta-feira (11) a multa para aqueles que obstruírem estradas, prejudicando serviços básicos e a população, passa de R$ 1.915 para R$ 5.746. A decisão será publicada no Diário Oficial da União por meio de Medida Provisória. A nova regra, que torna a infração gravíssima, altera o Código Nacional de Trânsito (CNT). A multa será aplicada a quem usar veículos com o objetivo de interromper, restringir ou perturbar a circulação em rodovias. O valor dobra em caso de reincidência – R$ 11.492. Ainda segundo o Ministério da Justiça, quem voltar a praticar a infração ficará proibido de receber incentivos e crédito para a compra de veículos por dez anos. Os motoristas terão a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por um ano e o veículo será apreendido. Segundo a MP, o governo poderá contratar serviços para o recolhimento e encaminhamento do veículo para um depósito, por meio de pregão público. O infrator vai arcar com as despesas. Já os organizadores de movimentos que bloqueiem as rodovias pagarão multa de R$ 19.154. Quem for reincidente será penalizado com o dobro do valor – R$ 38.308. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, autorizou a Força Nacional a auxiliar a Polícia Rodoviária Federal na desobstrução de estradas.
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As datas do processo eleitoral previsto para 2016, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros, foram aprovadas na terça-feira (10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016 define as datas que devem ser respeitadas pelos partidos políticos, candidatos, eleitores e pela Justiça Eleitoral. O calendário aprovado reflete as alterações promovidas pela Lei 13.165, aprovada pelo Congresso Nacional em 29 de setembro de 2015, que alterou o tempo de duração do processo eleitoral ao modificar o período das convenções partidárias, a data limite para o registro dos candidatos e o período das propagandas eleitorais, entre outras mudanças. A eleição vai ocorrer no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, quando houver segundo turno (nas eleições municipais, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores podem ter segundo turno). Quem quiser ser candidato no próximo ano precisa se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, ou seja, seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito para participar da disputa. As convenções partidárias para a escolha dos candidatos e as decisões sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo estipulava que as convenções partidárias deveriam ocorrer entre os dias 10 e 30 de junho do ano da eleição. Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos aos cartórios eleitorais até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. Pela regra passada, esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho. O novo calendário também incorpora a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, prevista para começar em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno. Clique aqui para acessar a íntegra do Calendário Eleitoral das Eleições de 2016.
(Foto: Reprodução)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou novo relatório nesta tarde de terça-feira (10) no qual informa que a greve dos caminhoneiros já atinge 36 trechos de rodovias federais, em nove Estados. Do total de trechos, 21 estão interditados, todos de forma parcial. Segundo a PRF, onde há interdição parcial, os seguintes tipos de veículos podem passar: ônibus, veículos de passeio e ambulâncias. No relatório anterior, divulgado pela manhã, eram 30 trechos em sete Estados. A maior concentração de manifestações está no Rio Grande do Sul, com 11 trechos, porém nenhum deles com interdição. No Paraná, sete trechos de rodovias estão bloqueados parcialmente e, em Minas Gerais, há seis bloqueios parciais. Santa Catarina, com quatro manifestações; Bahia, Tocantins e Mato Grosso do Sul, cada um com duas; Ceará e Goiás completam a lista de Estados com bloqueios. Líderes do Comando Nacional do Transporte (CNT) chegam a Brasília na noite de hoje para tentar iniciar um diálogo com o governo federal sobre a greve dos caminhoneiros, deflagrada na segunda-feira, 9. Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), foi solicitada uma audiência com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, na qual ele receberia esses representantes. "A preocupação é que essa manifestação não se torne autofágica, com um setor prejudicando o outro e derrubando uma economia que já está combalida", afirmou, após participar de uma reunião com Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para tratar do tema. Goergen afirmou que, caso ocorra a reunião na Casa Civil, não se tratará de uma negociação, mas uma conversa. "Quando Miguel Rosseto (ministro do Trabalho e Previdência) conduziu as negociações em março deste ano, nada foi cumprido", afirmou o deputado. "A pauta dos caminhoneiros já existe e não foi cumprida. Se o governo não cumprir, que diga e assuma as consequências", disse. O presidente da FPA, o deputado Marcos Montes (PSD-MG), disse que a bancada se reuniu com representantes do setor produtivo durante um almoço hoje, em Brasília. "Tivemos uma conversa com entidades do setor produtivo e eles externaram a situação, que é de paralisia com a greve", relatou.
Avião caiu e não houve sobreviventes | Foto: Corpo de Bombeiros | GO
O presidente do Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira, e o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antônio Rossi, morreram na queda de um avião de pequeno porte na noite desta terça-feira, 10, numa fazenda entre o distrito de Santo Antônio do Rio Verde, município de Catalão, no sudeste de Goiás, e a cidade de Guarda-Mor, em Minas Gerais. As informações são do G1. Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que quatro pessoas viajavam na aeronave. O piloto e o copiloto também morreram, mas seus nomes não foram confirmados. Ainda de acordo com a (FAB), o avião modelo Citation VII, de matrícula PT-WQH, decolou às 18h39 do aeroporto de Brasília com destino a São Paulo e desapareceu dos radares do controle de tráfego às 19h04.
(Foto: Reprodução)
A Justiça do Distrito Federal determinou o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil a uma consumidora que ingeriu um suco de caixa que continha um rato morto. A decisão ainda cabe recurso. Flávia Gondim Silva Cardoso disse que comprou duas caixas do suco Ades, sabor maçã e laranja, em 2 de janeiro de 2013. Ela disse que serviu o suco de maçã para o seu filho na mamadeira. Ela bebeu o produto e percebeu que havia algo dentro da caixa. "Afirma que neste instante percebeu algo estranho, como um algodão ou gaze, no interior da embalagem, acreditando ser uma porção da fruta. Menciona que ao ingerir novamente o produto, e após notar novamente o corpo estranho, resolveu retirá-lo da embalagem, ocasião em que notou ser um objeto revestido de couro, com partes de pelo cinza e um rabo, constatando se tratar de um rato", escreveu a juíza Monize da Silva Freitas Marques na sentença. Flávia afirma que entrou em contato com a Unilever, fabricante do suco, e a multinacional pediu que ela devolvesse o produto. Segundo o jornal O Globo, a consumidora decidiu ficar com o suco e registrou uma ocorrência na Polícia Civil. "Assevera que se espantou com a conclusão do laudo do Instituto de Criminalística, por ter constatado 'presença de sangue animal e corpo estranho, já em avançado grau de decomposição'. Acrescenta que o laudo da empresa constou 'perda de esterilidade da embalagem específica, que resultou na ação de micro-organismos e consequente alteração do produto', situação que não condiz com a verdade. Alega que, mesmo assim, a empresa se absteve de recolher imediatamente o lote do produto, revelando completo descaso com os consumidores", escreveu a juíza. Flávia pediu indenização de R$ 200 mil, por danos morais. A juíza determinou que a indenização fosse fixada em R$ 50 mil. A Unilever argumentou que não houve contaminação do alimento, e que a consumidora não permitiu o recolhimento do produto para que fosse feita análise.
Foto: Reprodução/ Globo News
A jornalista Sandra Moreyra, da TV Globo, morreu nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro, aos 61 anos. A repórter lutava contra um câncer desde outubro, quando anunciou no Twitter que estava novamente com a doença. Com 40 anos de carreira, Sandra participou de coberturas importantes para o país, como a morte de Tancredo Neves, o Plano Cruzado, o acidente radioativo em Goiânia com Césio 137, a chacina de Vigário Geral e a ocupação do Complexo do Alemão. A repórter começou a carreira na emissora na década de 1980, na Globo em Minas Gerais. Logo depois voltou ao Rio de Janeiro para fazer reportagens para o RJTV, Jornal Nacional, Globo Repórter e Bom Dia Brasil. Entre 1999 e 2004, Sandra atuou na GloboNews na parte gerencial e administrativo do jornalismo. A jornalista também já trabalhou no Jornal do Brasil, na TV Aratu (quando afiliada da Globo), na TV Bandeirantes e na TV Manchete.
Lei cria programa nacional de combate ao bullying (Foto: EBC)
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território nacional. O objetivo principal é prevenir e combater a prática de bullying no País, sobretudo nas escolas. Também está no rol de finalidades da lei “promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua” e “evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil”. A norma considera bullying “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.
De acordo com a lei, oito atos podem ser caracterizados como prática sistemática de intimidação, humilhação ou discriminação: ataques físicos; insultos pessoais; comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; ameaças por quaisquer meios; grafites depreciativos; expressões preconceituosas; isolamento social consciente e premeditado; e pilhérias. Também há na lei menção ao cyberbullying, pelo qual são usados os instrumentos da internet “para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial”. O texto estabelece que é dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática. A lei ainda determina que deverão ser produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática nos Estados e municípios para planejamento das ações. A nova lei está publicada na edição desta segunda-feira, 9, do Diário Oficial da União (DOU e entra em vigor em 90 dias.
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O estudo "Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres", divulgado nesta segunda-feira (9), mostra que 50,3% das mortes violentas de mulheres no Brasil são cometidas por familiares. Desse total, 33,2% são parceiros ou ex-parceiros. Entre 1980 e 2013 foram assassinadas 106.093 mulheres, 4.762 só em 2013. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avaliaram um grupo de 83 países. O estudo é de autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, radicado no Brasil, e analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre óbitos femininos no Brasil entre 1980 e 2013, passando ainda por registros de atendimentos médicos. Entre 2003 e 2013, o número de homicídios de mulheres passou de 3.937 para 4.762, aumento de 21% no período. As 4.762 mortes em 2013, último ano do estudo, representam uma média de 13 mulheres assassinadas por dia. Levando em consideração o crescimento da população feminina entre 2003 e 2013 (passou de 89,8 milhões para 99,8 milhões), a taxa de homicídio de mulheres saltou de 4,4% em 2003 para 4,8% em 2013, aumento de 8,8% no período. Na análise por estados, Roraima viu sua taxa mais que quadruplicar (343,9%). Na Paraíba, subiu 229,2%. Entre 2006, ano da promulgação da lei Maria da Penha e 2013, apenas Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro registraram quedas nas taxas de homicídios de mulheres.
Mulheres negras
Enquanto o número de homicídio de mulheres brancas caiu 9,8% entre 2003 e 2013 (de 1.747 para 1.576), os casos envolvendo mulheres negras cresceram 54,2% no mesmo período, passando de 1.864 para 2.875. A secretária Especial de Políticas para Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, disse serem “lamentáveis” os resultados apontados pelo Mapa. “É de entristecer todas as mulheres e homens de bem do nosso país”, afirmou. “Não podemos conviver em hipótese nenhuma com uma magnitude de 54% de aumento em dez anos no número de homicídios de mulheres negras e no número de homicídio de mulheres em geral.” “A luta contra o racismo assumiu uma magnitude não só no Executivo do governo federal, mas também na própria sociedade”, continuou Eleonora. “As mulheres negras passaram a aparecer bonitas, elegantes, protagonistas das próprias vidas, mostrando que estão capazes de estar em qualquer lugar e isso incomoda muito”, completou.
Pequenos municípios
Os maiores índices de homicídios de mulheres são registrados nos pequenos municípios, e não nas capitais. A cidade de Barcelos (AM), com uma população feminina média de 11.958, registrou 45,2 homicídios por dez mil mulheres e é o primeiro da lista. Depois, vem Alexânia (GO), com uma população feminina média de 11.947, que teve 25,1% mortes de mulheres por dez mil mulheres. Sooretama (ES), com população feminina média de 11.920, teve taxa de 21,8% e aparece em terceiro na lista. Nenhuma capital aparece no ranking das 100 cidades com maiores taxas. A primeira capital na lista é Maceió (Alagoas), em 126º lugar, que registrou uma taxa de 9,8% homicídios de mulheres por 100 mil. Entre 2003 e 2013, as taxas de homicídios de mulheres nos estados e no Distrito Federal cresceram 8,8%, enquanto nas capitais caíram 5,8%, evidenciado, segundo o estudo, a interiorização da violência, fenômeno observado em mapas anteriores.
Local do crime
Outro dado importante do estudo é o local do homicídio: 27,1% deles acontecem no domicílio da vítima, indicando a alta domesticidade dos assassinatos de mulheres. Outros 31,2% acontecem em via pública, e 25,2%, em estabelecimento de saúde.
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Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
Caminhoneiros começaram na madrugada desta segunda-feira (9) uma paralisação que pode atrapalhar o trânsito nas rodovias do país. De acordo com o jornal O Globo, organizadores estimam que aconteçam manifestações em pelo menos 20 estados. O movimento é organizado pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), que surgiu nas redes sociais e não tem apoio dos sindicatos da categoria. O grupo é liderado por Ivan Schmidt, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e tem como maior reivindicação é a renúncia da presidente Dilma Rousseff. "A paralisação será por tempo indeterminado, até que haja a renúncia da presidente Dilma. Temos adesões em vários lugares do país, e será uma paralisação grande. A população e o governo vão se surpreender", afirmou em entrevista ao O Globo. Outras organizações como a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) já se posicionaram contra a paralisação. O Palácio do Planalto monitorou a organização do protesto através da internet e avalia que ele pode causar apenas transtornos isolados nas rodovias.
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Responsável por gerir o Bolsa Família, o economista Helmut Schwarzer, 48 anos, não acredita que a proposta de corte de R$ 10 bilhões no orçamento de 2016 do programa se torne realidade, mas não quer pagar para ver. Para tornar impossível o que agora classifica como improvável, ele já solicitou apoio de diversas entidades. Em conversa com o CORREIO, na terça-feira (3), quando participou da Conferência Estadual de Assistência Social, em um hotel do Itaigara, o secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estimou que 1 milhão de baianos voltariam à extrema pobreza, caso o orçamento menor vingue. Ele diz ter a garantia da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que não haverá cortes e que, no final das contas, a polêmica sobre os cortes serviu para divulgar como o programa é bem gerido e tem resultados práticos a serem comemorados.
Em meio à crise, o relator do projeto de Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), propõe um corte de R$ 10 bilhões no orçamento do Bolsa Família. Qual a chance real de esse corte acontecer?
Não sabemos. O relator fez essa proposta e, no entanto, a posição do governo é de que o orçamento do Bolsa Família deve ser preservado para 2016. Tanto é que a proposta de Lei Orçamentária, que foi enviada em agosto, prevê um total de R$ 28,8 bilhões para as ações do programa em 2016. Então, com isso, nós podemos manter o nível de proteção que temos hoje, podemos manter o número de famílias dentro do programa. Tivemos nos últimos dias manifestações da própria presidenta Dilma, do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falando que o programa é extremamente relevante, temos manifestações de outras autoridades do governo, mas é o Congresso que vota a proposta de Lei Orçamentária.
Existe alguma possibilidade de, havendo corte, ele ser menor do que os R$ 10 bilhões?
Nós não estamos discutindo corte. Eu vou usar as palavras do ministro Joaquim Levy. Ele disse que o Bolsa Família é um gasto pequeno com efeito muito grande. Nós não entendemos que exista, nesse momento, espaço para cortar o Bolsa Família. É um erro conceitual recortar o programa.
Nesse cenário, o que dá para ser feito antes de se chegar a um corte?
Acho que um dos aspectos positivos desse debate é que nós podemos falar um pouco sobre tudo que fazemos na gestão do Bolsa Família e no Cadastro Único, exatamente no sentido de prevenir pagamentos indevidos, de coibir fraudes, que é justamente um dos argumentos do relator. O programa, hoje, é administrado de modo compartilhado pelo governo federal, estados e, principalmente, municípios. Então, todos os 5.570 municípios assinaram termo de adesão e se comprometeram a administrar o programa de modo estrito, correto e nós temos mecanismos de auditoria, avaliação e monitoramento muito fortes, além das auditorias de costume da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, dos Ministérios Público Federal e Estadual. Também fazemos todos os anos a revisão e a averiguação cadastral. São mecanismos muito poderosos que fazem com que, todo ano, a gente tenha em torno de 1,5 milhão de famílias que deixam o programa.
O Bolsa Família é um programa tão caro quanto parece ser?
Claro que não! É extremamente barato. Custa apenas 0,5% do PIB, já incluindo benefícios e custo de administração. Com esse 0,5% do PIB, a gente atinge quase 25% da população, que são 48 milhões de beneficiários. E um corte como esse (R$ 10 bilhões), no caso da Bahia, por exemplo, é um milhão de pessoas que voltam para a pobreza extrema. Significa pessoas que já não têm mais renda para comprar a comida. É um milhão de baianos que voltariam a passar fome.
O senhor falou de uma moção de apoio que vem sendo feita nas conferências estaduais de Assistência Social. Qual a importância dessas moções para a manutenção do orçamento?
O Ministério do Desenvolvimento Social acha que é importante divulgar esses números para que saibam qual é a consequência (do corte). Nesse caso, o debate é muito concreto, tem impactos muito reais.
Há várias críticas ao programa, mas qual delas o senhor considera mais ‘injusta’ ou qual o maior ‘mito’ sobre o Bolsa Família?
Existem muitos mitos e preconceitos. O primeiro preconceito é que se trata de um programa meramente nordestino, o que não é verdade. Depois da Bahia, São Paulo é o segundo estado com mais beneficiários. Outro mito muito injusto é achar que o programa incentiva a ociosidade, a preguiça, que afasta as pessoas do mercado de trabalho. E as taxas de atividades nos adultos do Brasil, com ou sem Bolsa Família, são semelhantes: 75% dos adultos do Bolsa Família estão no mercado trabalho.
Então, a que o senhor atribui essa quantidade de críticas?
Eu acho que há muito preconceito. Gosto de uma frase do Pepe Mujica, o ex-presidente do Uruguai, que diz que “só acha que se gasta demais em proteção social aqueles que não precisam de proteção social”. Agora, claro, estamos sempre abertos a melhorar a gestão do programa, a fazer novos esforços e a debater com quem quer que seja ideia sobre como melhorar os programas que estão sob a sua gestão.
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O governo vai lançar uma campanha que prega a superação das dificuldades e a união do país ao tratar da Olimpíada de 2016. Até dezembro serão lançadas nove ações publicitárias, sendo sete delas com custo estimado de R$ 56 milhões, incluindo a da Olimpíada - que ficará em R$ 12 milhões. Duas ainda não foram orçadas. Com o slogan "Somos todos Brasil", a propaganda a ser veiculada na TV, no rádio e na internet, a partir deste mês, transmitirá a mensagem de que é possível enfrentar crises e vencer. No momento em que a presidente Dilma Rousseff sofre ameaça de impeachment, o Planalto decidiu apostar na divulgação de uma agenda positiva para mostrar que o governo não está parado. Os filmes sobre os jogos olímpicos do Rio exploram a ideia de que o país é capaz de se unir em torno de um projeto, apesar de suas divergências. "Mesmo sendo um povo tão diferente, tão misturado, com tantas cores, raças, pensamentos, religiões, somos um povo único, somos todos brasileiros", diz um dos comerciais. Em outro trecho, um locutor afirma que "todos estamos convocados para defender o Brasil não apenas nas quadras, pistas, piscinas, estádios (...), mas nas ruas e praças, táxis, praias, bares, restaurantes, em todos os lugares", pois "agora somos um só time (...), um time de 200 milhões". A campanha da Olimpíada deve permanecer no ar por cerca de 15 dias. "Essa é uma oportunidade única de exposição, tanto nacional quanto internacional, de um conjunto de assuntos referentes ao país", defende o secretário executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), José Otaviano Pereira. Das nove campanhas previstas até o fim do ano, a maioria tem caráter de serviço, para divulgar ações do governo, como o Simples Doméstico e o Programa de Proteção de Empregos. Outras são peças de "conscientização" e abordam temas como racismo e violência contra a mulher.
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As dezenas sorteadas no concurso 1.758 da Mega-Sena foram 06 - 11 - 16 - 23 - 36 - 42. O prêmio acumulou e pode pagar R$ 55 milhões no próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (10). O sorteio da noite deste sábado (7) aconteceu no Caminhão da Sorte, em Presidente Figueiredo (AM). A Quina teve 230 ganhadores, que receberão R$ 21.071,57. Já a Quadra teve 13.800 vencedores que poderão resgatar um prêmio de R$ R$ 501,70. Na última quarta-feira (4), nenhum bilhete tinha as seis dezenas sorteadas: 13 - 25 - 28 - 37 - 43 - 56. A aposta mínima da Mega custa R$ 3,50 e pode ser feita até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das lotéricas do país.