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O vazamento de um acervo de 11,5 milhões de documentos revela movimentações de políticos, empresários, atletas e artistas no paraíso fiscal. Chamados "Panama Papers", de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, ao menos 140 personalidades e líderes políticos estão envolvidos em um esquema de corrupção global e indica que ao menos 107 offshores foram criados pelo escritório de advocacia e consultoria panamenho Mossack Fonseca. Ele já foi alvo da 22ª fase da Operação Lava Jato e, segundo a investigação feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), os documentos expõem o envolvimento dele e de outras pessoas mencionadas como donas de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Fonseca tem escritórios em 35 países, especializado em criar empresas e sociedades, e cobrem um período de quase 30 anos.
No Brasil, o escritório do panamenho passou por um mandado de busca e apreensão em janeiro, no entanto os investigadores da Lava Jato não tiveram acesso aos documentos localizados no Panamá, que são objetos da apuração internacional feita pelos jornalistas investigativos, do qual o UOL, O Estado de S. Paulo e da Rede TV integram. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, ao menos 57 envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras no Brasil abriram empresas em paraísos fiscais através da Mossack Fonseca. Algumas empresas, segundo o periódico, eram, inclusive, desconhecidas até agora pela justiça brasileira. Outras, como a Odebrecht e a Queiroz Galvão já são investigadas pela Lava Jato. Segundo a legislação, possuir uma empresa em um paraíso fiscal não é uma prática ilegal desde que seja devidamente declarada à Receita Federal.
Eduardo Cunha
Entre as empresas aparece a Penbur Holdings, que seria de propriedade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). A Penbur foi citada pelo empresário Ricardo Pernambucano, em delação premiada, como beneficiária de um acordo feito entre a Carioca Engenharia, de Pernambuco, e Eduardo Cunha para a liberação de recurso do Fundo de Investimento do FGTS para as obras do Porto Maravilha. Os registros da Penbur na Mossak Fonseca, de acordo com a "Panama Papers", dão suporte a delação do empresário. Eles mostram que a empresa foi aberta em setembro de 2011, meses antes do pagamento da propina de R$2,5 milhões (em valores atuais). Apesar dos indícios, a assinatura do documento de abertura da empresa não é do deputado federal. Em nota, Cunha negou com veemência o envolvimento com a Penbur e "desafiou" qualquer pessoa a provar que tem relação com alguma empresa offshore.
Sérgio Guerra
Segundo a reportagem, também aparecem vinculados a empresas offshores outros políticos brasileiros e seus familiares. Há ligações com PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB. O portal cita os nomes do deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) e o pai dele, o ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso; o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto; os ex-deputados João Lyra (PSD-AL) e Vadão Gomes (PP-SP). O ex-senador e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, falecido em 2014, também aparece entre os documentos da Mossack Fonseca. Guerra teria adquirido uma empresa offshore com a mulher, Maria da Conceição, e um dos filhos, Francisco. A New Deal Corporation emitiu poderes para os três em março de 1992, quando Guerra era deputado federal. A transação foi intermediada por um escritório de Miami (EUA). Em 1994, a companhia foi desativada por falta de pagamento das taxas do ano de 1993. De acordo com a correspondência da Mossack Fonseca, os Guerra não voltaram a manifestar interesse em manter a empresa. A família do pernambucano e o PSDB preferiram não se posicionar sobre o assunto.
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Dentro de no máximo três semanas, o clima entre os favoráveis e os contrários ao governo de presidente Dilma Rousseff deve se acirrar. Os dois lados devem acompanhar a votação dos parlamentares e disputar um espaço nos 28.453 metros quadrados de gramado em frente ao Congresso Nacional. De acordo com o Correio Braziliense, seguindo a movimentação nos últimos protestos mais de 150 mil pessoas devem acompanhar a votação, que ainda não tem data definida. A estimativa foi feita através da soma de pessoas nas últimas manifestações, que superou 150 mil. O jornal chegou ao número de 5,27 pessoas por metro quadrado somente no gramado em frente ao Congresso. Segundo a Políca Militar, foram 50 mil no ato em apoio à presidente, na quinta-feira passada, e 100 mil manifestantes no protesto a favor do impeachment, em 13 de março.
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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (4) o seguimento de duas ações que questionavam a legalidade da posse do ex-presidente Lula na Casa Civil. Com a negativa, o ministro Gilmar Mendes segue como relator dos principais pedidos para impedir que o ex-presidente assuma o ministério. A decisão liminar de Mendes, que impede a posse, continua válida e não há data para que seja avaliada pelo plenário do STF. As duas ações alegavam que Lula foi nomeado para ganhar foro privilegiado e deixar de ser julgado pelo juiz Sérgio Moro. Para o ministro, há outros mecanismos para resolver o impasse e que não seria ideal discutir o problema por ser um caso específico. Zavascki, entretanto, segue como relator de uma ação que pede para que a investigação de Lula na Lava Jato continuem no STF. O STF recebeu, no total, 24 ações sobre a posse de Lula como ministro da Casa Civil. As ações devem ser julgadas em conjunto pelo plenário do STF, ainda sem data marcada.
- Agência Brasil
- 04 Abr 2016
- 14:52h
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A partir deste ano, alunos de medicina de todo o país farão avaliações nacionais a cada dois anos durante o curso. As avaliações, aplicadas no segundo, quarto e sexto ano serão obrigatórias. Aqueles que não obtiverem a nota mínima definida pelo Ministério da Educação (MEC) na última avaliação não poderão obter o diploma e também não poderão ingressar na residência médica. A chamada Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) está prevista no Programa Mais Médicos (Lei 12.871/2013) e em resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE). Pelas normas, o prazo para que a avaliação começasse a ser aplicada termina este ano. A aplicação começará pelos alunos do 2º ano de medicina em agosto. A medida em que os alunos avançam nos estudos, as demais avaliações serão implementadas. A do 6º ano passará a ser aplicada em 2020. O anúncio foi feito hoje (1º) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 20 mil estudantes farão a prova em 2016.
O ministro explicou que no 2º e 4º ano a avaliação será apenas para que os alunos testem os conhecimentos. Segundo Mercadante, pelo desempenho dos estudantes, o MEC poderá verificar a qualidade do ensino e, se necessário, fazer algum tipo de intervenção na instituição. "Quando a avaliação é feita no final, não tem como voltar. Quando é feita ao longo do curso, as instituições poderão aprimorar a formação. Será um salto de qualidade, sempre buscando aprimorar a formação dos médicos brasileiros", diz Mercadante. No sexto ano, um bom desempenho na avaliação será necessário para que os alunos se formem e obtenham o diploma. A média necessária para a aprovação será recalculada ano a ano. A avaliação será também pré-requisito para que os estudantes recém-formados ingressem na residência médica. Os estudantes, no entanto, terão mais de uma oportunidade. Aqueles que não obtiverem a nota necessária poderão refazer a prova. Serão feitas várias provas em um mesmo ano, assim, o estudante que não obtiver a nota mínima ou aquele que deseja antecipar a prova antes mesmo do fim do curso, poderá fazê-lo. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) será responsável pela avaliação. De acordo com Mercadante, ela seguirá os moldes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). "As duas avaliações terão o mesmo padrão. O mesmo padrão exigido para os estudantes formandos fora do Brasil tem que ser o exigido para quem se forma aqui", diz Mercadante. O ministro assinou hoje portaria que institui a nova avaliação e cria a Comissão Assessora da Avaliação, que acompanhará a implementação no país. Compõe a comissão, entre outros, o MEC, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A comissão poderá definir se a avaliação aplicada aos estudantes contará também para avaliar os cursos de medicina.
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- Por Lauro Jardim / O Globo
- 04 Abr 2016
- 09:41h
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A Petrobras deve anunciar nesta segunda-feira (4) a queda nos preços da gasolina e diesel, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A novidade deve trazer um alívio ao bolso dos motoristas, irritados com os constantes aumentos no valor do combustível no ano passado. Os estudos feitos pela estatal estão prontos e baseiamse nas quedas do consumo interno (9% em 2015 em comparação com 2014 e 11% em janeiro ante a janeiro do ano passado), do preço do barril de petróleo e do dólar nas últimas semanas. Ainda segundo a publicação, a redução ainda ajuda a criar uma agenda positiva para o governo num momento de extrema dificuldade política e econômica.
- iBahia
- 04 Abr 2016
- 09:03h
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O Instituto Nacional Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou que foi autorizado a contratação, por até seis meses, de 1.274 trabalhadores temporários para o Prevfogo, que previne e combate incêndios florestais. Segundo informações do jornal ‘Extra’, as oportunidades são para 17 estados do país, além do Distrito Federal. Os salários variam de R$ 880 a R$ 3.520. Entre as vagas que serão abertas está a de brigadista, para o qual os candidatos precisam ter o fundamental completo. Serão aprovados até 1.200 profissionais, que receberão o menor salário do concurso. Serão selecionados ainda 74 brigadistas chefes de esquadrão (cargo para o qual também é exigida apenas alfabetização, com ganho mensal de R$ 1.760), brigadistas chefes de brigada (cargo de nível médio, com renda de R$ 1.320) e brigadistas gerentes de fogo estadual (de nível superior, com o maior vencimento: R$ 3.520). Segundo o Ibama, a previsão é que a publicação dos editais comece neste mês, mas isso ainda deverá variar de estado para estado. O Prevfogo será o responsável por seleção, contratação, capacitação — teórica e prática —, administração e gerenciamento das atividades das brigadas. Os interessados deverão acessar o site do Ibama, para ter mais informações.
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O governo apresenta nesta segunda-feira, 4, a defesa da presidente Dilma Rousseff à Comissão Especial de Impeachment na Câmara. Além de um documento com aproximadamente 100 páginas, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará uma sustentação oral para combater a tese do impeachment, baseada nos argumentos de que a presidente não cometeu crime de responsabilidade. A essência da defesa e o arcabouço jurídico usado por Cardozo será muito semelhante ao que já foi apresentado à Comissão Mista de Orçamento e ao Tribunal de Contas da União (TCU), que analisaram as contas do governo de 2014 e as chamadas pedaladas ficais, argumentos que embasaram o pedido de impeachment em curso. Entretanto, a linguagem será atualizada para se adequar ao ambiente parlamentar e evitar jargões jurídicos. O objetivo é usar fala fácil e sensibilizar os deputados. "O governo está seguro e vai apresentar uma defesa que desconstrói tecnicamente o pedido de impeachment", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Ele aproveitou para criticar a exposição dos autores do processo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal, que participaram da comissão na semana passada. "Eles não discutiram o mérito da matéria. O papel deles era apresentar dados técnicos, o que fizeram foi uma agitação política", alegou. Cardozo teria preparado uma sustentação oral de duas horas de duração para apresentar aos deputados. Entretanto, como tem feito durante as oitivas até hoje, a comissão deve conceder apenas 30 minutos para a apresentação da defesa da presidente. O advogado-geral pretende conceder entrevista coletiva e responder à imprensa logo após a audiência.
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Na terça-feira, 29, logo depois que o PMDB declarou em três minutos que rompia com o governo, deputados da Rede Sustentabilidade começaram a fazer as primeiras consultas, tanto a tucanos como a petistas. Como a receptividade foi pequena, o partido de Marina Silva decidiu levantar a bandeira sozinho, na esperança de que outros partidos e entidades venham a engrossar o movimento que está propondo. Na próxima terça-feira, 5, a Rede fará o primeiro do que espera venha a ser uma série de atos com o lema “Nem Dilma, nem Temer, nova eleição é a solução. Os deputados redistas têm se declarado contra o impeachment mas argumentam que, mesmo derrotando o golpe, a presidente Dilma terá dificuldades para governar. Poderá compor uma maioria com partidos pequenos e uma banda do PMDB mas estará sempre sujeita a cobranças de natureza fisiológica. Teria dificuldades para restaurar a credibilidade econômica do governo. “Para a REDE, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto”, diz a nota do partido que divulga o ato, marcado para as 14 horas de terça-feira no Hotel Nacional de Brasília. A Rede sustenta ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer, diz que a saída do PMDB do governo é apenas uma jogada oportunista para tentar se descolar da responsabilidade pela crise política, e que a distribuição dos cargos agora vagos a partidos igualmente implicados nas denúncias da Lava-Jato só agravaria a situação A proposta, entretanto, esbarra em dois poréns. Para ser viabilizada antes da votação do impeachment, Dilma e Temer teriam que renunciar, tal como sugeriu em editorial a Folha de São Paulo. E Dilma já respondeu: jamais renunciará ao mandato que recebeu do povo. Para haver nova eleição, ela e Temer teriam que renunciar este ano. Segundo, a possibilidade de cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE é um processo que ninguém sabe quando terminará, não representando, portanto, uma solução. Se eventualmente o desfecho for pela cassação da chapa, e acontecer no ano que vem, não haverá nova eleição, mas a posse do sucessor imediato, que hoje é Eduardo Cunha. Depois dele, Renan Calheiros. E depois, o presidente do STF. Finalmente, resta uma questão importante. A eleição seria só para presidente e vice ou o Congresso atolado na Lava Jato também seria renovado?
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Uma dupla de ciclistas vem ganhando fama na internet por um gesto humanitário. Os dois pedalavam por uma trilha quando encontraram uma vaca presa a uma árvore. Solidários, eles resolveram ajudar o animal. Os ciclistas então realizaram algumas manobras afim de libertar a bezerra e fizeram questão de registrar o resgate. O vídeo foi compartilhado na página do Facebook do grupo Pedal e Lama e já coleciona mais de 65 mil compartilhamentos. Diversos internautas parabenizaram a dupla pela atitude. "Parabéns aos ciclistas. Se não fosse eles com certeza ela ia morrer", disse um. "Nossa eu pensei que já era mais valeu ciclista parabéns gostei do resultado", disse outro.
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Os trabalhadores brasileiros gostariam de ter mais flexibilidade no trabalho. Segundo pesquisa feita em pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, sete em cada dez brasileiros querem horários mais flexíveis, mas apenas 56% têm essa possibilidade hoje e 73% têm o desejo de trabalhar em casa ou em locais alternativos. A divisão das férias também fez parte da pesquisa e mostrou que 53% gostariam de poder dividir as férias em mais de dois períodos. O número é maior entre os mais jovens: para os trabalhadores entre 16 e 24 anos, 62% gostariam de ter mais períodos de férias. Acima dos 55 anos, esse número cai para 44%. Ainda assim, 58% gostariam de poder entrar em acordo com o chefe para reduzir o horário de almoço e sair mais cedo e 63% gostariam de poder entrar em acordo com o chefe para trabalhar mais horas por dia em troca de mais folgas na semana.
Além disso, 62% gostariam de poder receber o vale-transporte diretamente em dinheiro. Entre 16 e 24 anos, 64% preferem receber o benefício em dinheiro. O porcentual é mais baixo nos trabalhadores acima de 55 anos, quando apenas 49% preferem que trocar a forma de receber o vale-transporte. Em meio à crise, a pesquisa perguntou ainda se aceitariam realizar acordos de redução de jornada e salário com o empregador para manter emprego e 43% responderam afirmativamente. Outros 54% não aceitariam a proposta. A rigidez nos horários é ainda maior nos empregos formais. Apenas 38% afirmam que a flexibilidade faz parte da rotina em quem tem emprego formal, no informal, esse número chega a 76%. Com o mesmo desenho, 42% dos trabalhadores formais tem a opção de trabalhar em casa, enquanto nos empregos informais, chega a 74%. A pesquisa foi feita de 18 a 21 de setembro de 2015. No total, foram 2002 entrevistas feitas em 140 municípios do País.
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- Guilherme Lucio da Rocha Do G1 Santos
- 03 Abr 2016
- 09:34h
Suspeito nega crime e acusa pintor que realizava serviços em apartamento. Polícia Civil investiga o caso e aguarda conclusão de laudos do IC.(Foto: Arquivo Pessoal)
A família da enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves, de 26 anos, que foi agredida e asfixiada dentro da própria casa em São Vicente, no litoral de São Paulo, afirma que a jovem pode ter sido atacada após ter decidido ciar um perfil em uma rede social. Ela está internada em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo a polícia, o noivo da vítima é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ele nega as acusações. Em depoimento à polícia, o noivo afirmou que ao chegar no apartamento onde a enfermeira morava encontrou a vítima sendo esganada por um pedreiro em um dos cômodos. Ao tentar salvar a jovem, ele entrou em luta corporal com o suposto agressor, que se desvencilhou e fugiu. Já o pedreiro negou ser o responsável pelo crime. Segundo a versão do funcionário, ele realizava serviços no apartamento quando o noivo da vítima entrou e ficou com ciúmes por algum motivo, atacando a mulher. No entanto, o pedreiro afirma que saiu do local sem ver o desfecho das possíveis agressões. Em entrevista ao G1 neste sábado (1), a avó da vítima, Nelci Alves da Silva, de 66 anos, conta que a neta era uma pessoa tranquila e que as discussões e brigas com o noivo eram constantes. "Ele é uma pessoa muito possessiva. Quando recebi a notícia, fiquei sem chão. Minha neta é tudo para mim", desabafa a idosa.
Estopim
Segundo Nelci, há uma semana as discussões entre ambos se intensificaram por conta de uma conta na rede social. "Ele não queria que a Janaina criasse [uma conta no] Facebook. Na semana passada, ela veio na minha casa e criou. Quando ele descobriu, ficou muito nervoso e foi tirar satisfação. Era uma paranóia eterna", explica.
Investigação
Os dois suspeitos pelo crime prestaram depoimento e foram liberados. O caso é investigado pela 2º Distrito Policial de São Vicente e a polícia aguarda a conclusão de laudos do Instituto de Criminalística (IC) para instauração de inquérito.
O G1 tentou contato com o noivo da mulher e com o advogado dele durante toda sexta-feira (1) e sábado (2) mas não obteve retorno.
Segundo familiares da vítima, Janaina apresenta ferimentos no pescoço, sinais de um possível estrangulamento, e está em internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Ana Costa, em Santos, e em coma induzido. O estado de saúde dela é considerado grave.
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- Estadão
- 03 Abr 2016
- 07:25h
Foto: Ricardo Stuckert
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “como constitucionalista”, o vice-presidente Michel Temer sabe que “impeachmet é um golpe”. O petista participou na manhã do último sábado (02) de um ato em defesa do governo Dilma Rousseff, na capital cearense. A um público vestido de vermelho, com bandeiras do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula criticou a oposição que quer destituir a presidente e disse que, se Temer assumir, será um golpe. “A nossa resposta a ser dada aos opositores é garantir a governabilidade de Dilma”, afirmou. O ato, intitulado “Ceará com Lula”, foi organizado pela Frente Brasil Popular – Ceará e pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-CE). A assessoria de imprensa do vice-presidente divulgou nota oficial em resposta às afirmações de Lula: “Justamente por ser professor de direito constitucional, Michel Temer tem ciência de que não há golpe em curso no Brasil”, diz a nota. Procurada pela manhã, a assessoria tinha informado que não iria comentar as declarações. Em um discurso carregado de emoção, Lula abriu falando sobre a chuva que caía forte sobre a Praça. “Mesmo que não tivesse o ato, só a chuva que Deus mandou já valeria a pena”, comentou. Em seguida, ele falou sobre o “clima de ódio” que o Brasil vive. “Tenho 50 anos de política e nunca vi um clima de ódio estabelecido no País como vejo agora. Essa gente que vai para a manifestação vestido de verde e amarelo tem que saber que o povo, que está aqui na rua, é um povo trabalhador e pede que respeitem apenas uma coisa: o voto popular que elegeu a Dilma”. Contatada pela reportagem, a assessoria de Michel Temer disse que o vice-presidente prefere não comentar as menções de Lula a ele.
Segundo a Caixa Econômica Federal, o prêmio principal, agora acumulado há cinco concursos, pode chegar a R$ 34 milhões na quarta-feira (6). A quina da Mega saiu para 53 apostas, que vão receber, cada uma, prêmio de R$ 52.834,14. Foram 4.693 apostas ganhadoras da quadra, com prêmio de R$ 852,39. A chance de acertar os seis números da Mega-Sena é de uma em 50 milhões. A aposta mais simples custa R$ 3,50. Confira os números sorteados: 17 - 22- 27 - 31 - 49 - 57
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O atleta paulista Felipe Wu se tornou hoje (1º) o primeiro brasileiro a liderar uma categoria internacional do tiro esportivo. O ranking da federação internacional do esporte foi atualizado nesta sexta-feira com os resultados da etapa da Tailândia da Copa do Mundo, realizada mês passado, quando o brasileiro foi campeão na pistola de ar de dez metros. Felipe, de 23 anos, treina no tiro esportivo há sete anos e foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, e de ouro no Panamericano de Toronto, no ano passado. Segundo a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, ele vai disputar os Jogos Olímpicos em duas categorias: a pistola de ar de dez metros, em que lidera o ranking, e a pistola de ar de 50 metros. O atleta vai participar da próxima etapa da Copa do Mundo, que servirá de evento-teste para a Olimpíada do Rio de Janeiro. A competição está marcada para 14 a 25 de abril e deve ser seguida uma nova atualização do ranking. O americano Will Brown é o segundo colocado no ranking e o sul-coreano Jongoh Jin o terceiro. Emerson Duarte, que também foi finalista na Tailândia e terminou na oitava colocação, aparece na 16ª posição no ranking mundial da prova pistola tiro rápido.
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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber negou na sexta-feira (1º) pedido do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) para incluir os termos da delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Na decisão, a ministra explicou que não cabe intervenção judicial nos trabalhos do Congresso. “Não logra êxito na tentativa de jurisdicionalizar, com sucesso, a questão. Na verdade, deixa claro que o próprio tema pende de decisão definitiva, no âmbito da votação do relatório a ser produzido na Comissão Especial”, decidiu a ministra. No último dia 22 de março, a comissão especial da Câmara que analisa o impeachment decidiu que as informações da delação premiada de Delcídio, ex-líder do governo no Senado, não serão incluídas no processo. A delação de Delcídio foi homologada pelo relator do processo referente às investigações da Operação Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, e contém informações passadas pelo senador à força-tarefa da Lava Jato, formada por procuradores do Ministério Público Federal (MPF), que atuam à frente das investigações na primeira instância da Justiça Federal do Paraná. O relator do caso na Comissão Especial do Impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), explicou que a decisão de não incluir a delação de Delcídio foi tomada depois de conversas com assessores jurídicos da Casa e os integrantes do comando da comissão, entre eles, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), presidente do colegiado.