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Enquanto 5,7 milhões de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) redigiam, na tarde deste domingo (25), uma redação com base na lei que leva seu nome, a farmacêutica e ativista cearense Maria da Penha Maia Fernandes, de 70 anos, era uma das cinco pessoas homenageadas no centenário da Editora Paulinas, no Recife. Foi durante esse evento que ela descobriu o tema da prova de redação do Enem 2015, da boca de uma das candidatas da prova. "Uma menina que tinha feito o Enem se aproximou de mim, pediu uma foto e falou: 'a senhora soube que a redação foi sobre a Lei Maria da Penha?'", contou ela, em entrevista por telefone ao G1, nesta segunda (26). "Fiquei feliz, o tema realmente está na boca do povo agora. Plantou uma semente", explicou Maria, que é de Fortaleza e, em 1983, ficou paraplégica depois de seu marido tentar assassiná-la com um tiro nas costas, enquanto ela dormia. O agressor foi condenado, mas foi solto depois de cumprir parte da pena. Hoje está livre. O tema da redação do Enem 2015 foi "a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira", e provocou polêmica nas redes sociais. A ativista afirma que não parou para pensar na quantidade exata de pessoas que fizeram a prova de redação, mas diz que ele é "muito significativo", e um sinal de que "a lei está sendo comentada e conhecida na vivência de cada um e também na escola, porque despertou nas pessoas a necessidade realmente de conhecer o funcionamento da lei, e de entender mais profundamente a situação".
Propostas sugeridas
Maria da Penha elogiou o conteúdo dos textos de apoio da prova de redação, que levantaram uma série de dados sobre a violência contra a mulher: números históricos sobre assassinatos de mulheres, tipos de violências mais denunciados no Disque 180, que, segundo o levantamento divulgado na prova, já recebeu 237 mil relatos de agressão contra mulheres, a questão sobre o feminicídio e estatísticas sobre a aplicação real da Lei Maria da Penha, que está perto de completar dez anos. "Foram muito felizes os tópicos, deu um direcionamento no que o aluno pode escrever, e realmente o poder público precisa estar mais presente para que a lei funcione com mais rapidez e as mulheres possam evitar o assassinato de mulheres", comentou ela, destacando um dos números apresentados na prova, o de que apenas 33% dos casos denunciados entre 2006 e 2011 chegaram a ser julgados.Ao fazer o exercício de sair do papel de "rosto da lei de combate à violência contra mulheres", e se colocar no lugar dos estudantes que fizeram o Enem, Maria da Penha contou ao G1 que sua proposta de intervenção social teria duas frentes: a educação e as políticas públicas. "[Minha proposta] seria a de investir na educação para conscientizar as pessoas de que as mulheres, em seus relacionamentos, têm que ter seus direitos humanos respeitados. A educação trabalha nesse sentido, do respeito ao outro", explicou ela. "E também que haja uma mudança da cultura machista, com a criação das políticas públicas onde a mulher possa denunciar, possa ser protegida, e o seu agressor possa ser punido. A finalidade da lei é exatamente punir o agressor. A gente não quer punir o homem, a gente quer punir o homem que não respeita sua mulher." A candidata pernambucana do Enem que lhe deu a notícia do tema da redação comemorou o assunto da prova, que ela já conhecia. Mas a ativista explicou que mesmo estudantes que não estão próximos do tema puderam aproveitar a riqueza dos dados apresentados nos textos de apoio, que deram "um apanhado geral da gravidade do caso".
Lei sozinha 'não sai do papel'
Com a vida pessoal "praticamente inexistente" em nome da luta para "tirar a lei do papel" em todo o país, Maria, que fundou o Instituto Maria da Penha para atuar na área, conta que passou a viajar muito pelo Brasil, e se deparou com muitos municípios onde os políticos não têm interesse em garantir o apoio do poder público às mulheres vítimas de violência. "Têm municípios que estão bem estruturados, e a população está cada vez mais consciente, mas infelizmente a cultura machista ainda interfere em muitos municípios, na falta de políticas públicas, falta de interesse dos políticos para que a lei funcione de verdade, que saia do papel." O motivo final de comemoração pela abordagem do tema pelo Enem, na visão dela, são os desdobramentos que podem ir além da nota que cada candidato ou candidata vai receber no fim deste ano, após a correção das redações. "Num futuro próximo, os estudantes que ontem fizeram o Enem vão ser os profissionais que vão atender os casos previstos na Lei Maria da Penha."
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O ministro da Educação, Aloizio Mercante, informou que 743 estudantes foram eliminados da edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sendo 364 no sábado (24) e 376 neste domingo (25). Há Entre os casos, três foram publicações indevidas das provas em redes sociais. Em 2014, 1.519 alunos foram eliminados do exame enquanto, em 2013, o total de eliminações foi 1.522. Durante coletiva de imprensa, Mercadante destacou que o número de alunos eliminados este ano ainda pode aumentar, caso sejam identificadas novas irregularidades. Segundo a Agência Brasil, há casos em que não será feita abertura de inquérito porque não há indício de crime, enquanto outros já estão sob investigação da Polícia Federal. Ainda de acordo com o balanço divulgado pela pasta, as provas deste ano registraram nove ocorrências médicas, como o de uma gestante que foi encaminhada ao hospital em trabalho de parto.
(Foto: João Neto/ MEC)
Merendeiros de todo o país poderão se inscrever até o dia 2 de novembro no concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Ministério da Educação. O prazo, que expiraria no domingo (25), foi prorrogado para permitir que mais pratos regionais sejam inscritos e adicionados ao cardápio. A escolha ocorrerá em quatro etapas, nas quais serão selecionadas as receitas mais elaboradas e saborosas de cada região. Os cinco vencedores da etapa nacional ganharão uma viagem internacional e um prêmio de R$ 5 mil. Para participar do concurso, a merendeira ou o merendeiro deve inscrever a receita na página eletrônica do concurso e mobilizar a escola na qual trabalha para desenvolver pelo menos uma atividade de educação alimentar e nutricional que tenha a ver com a preparação da receita inscrita. Os profissionais que já fizeram a inscrição devem observar os novos prazos, conforme a tabela. Além das inscrições, foram prorrogadas as datas das etapas estaduais e regionais, bem como as fases de divulgação dos resultados. Até agora, São Paulo, Minas Gerais e Paraná são as unidades da Federação com mais receitas cadastradas. Todos os 26 estados e o Distrito Federal estarão representados no concurso.
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É correto oferecer ensino religioso direcionado apenas a uma crença, em um estado laico? Com este questionamento, a nova proposta de currículo nacional apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) indica novos rumos a serem seguidos nas escolas do país. O documento, que fica disponível para consulta pública até o final do ano, critica doutrinas que se autorreferenciam como verdade exclusiva e o ensino religioso apresentado atualmente, mencionando que esse modelo virou um elemento de disputa entre o estado e instituições religiosas. A ideia é proporcionar liberdade de expressão religiosa nas salas de aulas, do 1º ao 9º ano escolar, "atendendo a reivindicações da sociedade civil, de sistemas de ensino e de instituições de educação superior que almejavam o reconhecimento de culturas, de tradições e de grupos religiosos e não religiosos que integram a complexa e diversa sociedade brasileira", conforme escrito no documento. "Eu percebo que os alunos não chegam ao ensino superior com o conhecimento que foi trabalhado na educação básica. Na maioria das vezes este é origem de experiências comuns e familiares", relatou a filósofa Naurelice Maia de Melo.
Propostas
Seguindo as propostas do currículo, o estudante do 8º ano, por exemplo, deve "perceber os limites e possibilidades da atuação de grupos religiosos em um estado laico e em uma sociedade construída na diversidade cultural religiosa". Na visão de Lúcio Gomes Dantas, diretor do colégio Marista Patamares, em Pituaçu, o estado laico é constituído na diversidade cultural, inclusive em suas manifestações religiosas e não religiosas. "Seria limitador negar a religiosidade na cultura brasileira, bem como entendemos que o elemento possibilitador é a abertura que o estado laico apresenta para as várias manifestações religiosas e não religiosas. Essa pluralidade enriquece valores como tolerância e a construção da própria alteridade", afirmou Dantas. Já no 9º ano, os alunos deverão compreender os sentidos e significados da vida e da morte para o ateísmo, niilismo, ceticismo e agnosticismo. "Para mim, isso é um assunto de fórum íntimo que deve ser resolvido com a família. Escola é um espaço de aprendizagens significativas de inserção social", disse Iraildes Nascimento, diretora da escola municipal Eugênia Anna dos Santos, localizada no bairro de São Gonçalo. Para José Braga, coordenador pastoral do Marista, o significado da vida e da morte não deve ser tratado isoladamente, mas de uma forma que ajude os estudantes a interpretar o mundo de forma sistêmica.
Opiniões
Para o pedagogo Nelson Souza, a reforma do currículo é uma ação positiva e que deve ir de encontro à realidade do país. "Ninguém pode impor a crença de outra pessoa, muito menos a escola. Tem que dar liberdade porque a própria Constituição brasileira estabelece essa autonomia de culto", pontuou Souza. Apesar de ser uma instituição cristã, o Colégio Anchieta, que possui unidades na Pituba, no Itaigara e no Aquarius, não oferece ensino religioso obrigatório ao seus alunos. "Temos uma catequese livre apenas para o 6º ano, por pedido dos pais. Não somos um colégio ligado à igreja" afirmou João Batista, diretor do Anchieta. Ainda segundo Batista, a instituição já promoveu encontros de religiões, mas com o passar do tempo, o número dessas cresceram, ocasionando a impossibilidade de reunir líderes de todas elas. "Inclusive é um questionamento: quem são essas pessoas que estarão preparadas para dar aulas de diversas religiões nas escolas?", indagou o diretor.
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A Embraer encerra nesta terça-feira (27) as inscrições para o seu programa de trainee. As vagas são voltadas para profissionais que tenham concluído a graduação entre 2013 e 2015 nos seguintes cursos: Engenharia Civil, de Computação, Elétrica, Eletrônica, Mecânica, Mecatrônica, de Materiais, Naval e de Produção. É desejável que o candidato tenha inglês avançado.O programa combina especialização técnica com desenvolvimento de conhecimento multidisciplinar. As aulas serão ministradas por professores do ITA, especialistas da Embraer e consultores de diversos países. As atividades de projeto em equipe serão desenvolvidas por um seleto time de mentores, profissionais da Embraer conhecidos como referências técnicas em suas áreas de atuação. O programa está estruturado em três fases distintas com duração de 5 a 6 meses cada (Fundamentos de Aeronáutica, Especialização e Projeto do Avião). As inscrições podem ser feitas pelo site do órgão.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (26) uma nova fase da Operação Zelotes, responsável por investigar organizações criminosas que atuavam na manipulação do trâmite de processos e no resultado de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A estimativa é que tenham sido desviados mais de R$ 19 bilhões. O lobista Alexandre Paes dos Santos foi preso na manhã de hoje. De acordo com comunicado da corporação, cerca de 100 policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão e no Distrito Federal. A Operação Zelotes começou no dia 26 de março deste ano e esta nova etapa aponta que um consórcio de empresas, além de promover a manipulação de processos e julgamentos dentro do Carf, também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico. “As provas indicam provável ocorrência de tráfico de influência, extorsão e até mesmo corrupção de agentes públicos para que uma legislação benéfica a essas empresas fosse elaborada e posteriormente aprovada”, informou o comunicado. Os crimes investigados pela PF incluem tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na semana passada, a Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda abriu o primeiro processo administrativo disciplinar para apurar responsabilidade funcional de um envolvido na Operação Zelotes. A pasta não informou o nome do conselheiro investigado.
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Depois de quase 20 dias de paralisação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu ontem nova proposta de reajuste de 10% para os salários e para a Participação nos Lucros e Resultados, e de 14% para os vales refeição e alimentação. “Foi uma vitória dos trabalhadores porque os bancos queriam um reajuste abaixo da inflação”, disse a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras nacionais da greve, Juvandia Moreira. O Comando Nacional dos Bancários recomenda que a categoria realize hoje assembleias em todo o país para avaliar a proposta de reajuste salarial. Em Salvador, a assembleia vai acontecer hoje, às 18h30, no Ginásio de Esportes dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos. A Federação aceitou abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas e 72% para os trabalhadores de 8 horas.
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A Universidade de São Paulo (USP) corre o risco de sofrer sanções severas caso passe a fabricar as pílulas de fosfoetanolamina sintética para distribuição. O alerta é feito pelo diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa. Segundo ele, a distribuição da substância pode ser considerada ilegal por não ter passado por testes clínicos, não ter aprovação da agência federal e não ser produzida em um laboratório de medicamentos. Atualmente, a universidade produz as pílulas apenas para os casos de solicitação jurídica. A USP informou que não vai se pronunciar sobre o caso. A pílula com suposta ação contra o câncer vinha sendo produzida no Instituto de Química da USP de São Carlos, onde foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores liderados pelo químico Gilberto Orivaldo Chierice, hoje professor aposentado. Mesmo sem ter passado pelos testes exigidos pela legislação, foi fornecida gratuitamente a interessados até o dia 29 de setembro, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vetou a distribuição. No dia 8 deste mês, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em favor de uma pessoa que solicitou judicialmente o acesso à droga, levando o TJ-SP a voltar atrás e desencadeando uma chuva de liminares pela liberação.
A universidade recebia, na semana passada, de 40 a 50 pedidos diários com base em liminares. "Como por enquanto a USP parou a fabricação (para distribuição), tudo fica como está. Mas se a universidade voltar a fabricar a pílula, seguramente pode-se fazer uma inspeção sanitária e fechar o laboratório", disse Barbosa. O diretor da Anvisa, no entanto, admite que o caso é complicado, já que a própria agência não considera que a substância seja um medicamento, o que pode dificultar as sanções. "Do ponto de vista da legislação brasileira, a pílula não é um medicamento, porque só são consideradas dessa forma substâncias que passaram pelos testes clínicos e foram aprovadas pela Anvisa. E a agência só exerce sua função regulatória quando há testes clínicos, ou seja, quando há ensaios em humanos, o que não foi feito." Dessa forma, segundo Barbosa, a pílula tem permanecido em uma espécie de zona cinzenta da legislação. "Mas, se for encarada como medicamento, é completamente ilegal: foi produzida em local não autorizado para fabricação de produtos para uso em humanos (em um laboratório de química) e foi distribuída para a população, como se fosse uma espécie de ensaio clínico informal, sem autorização da Anvisa nem das comissões de ética", afirmou. "Um laboratório produtor de medicamentos que vende drogas sem registro sofre sanções gravíssimas, incluindo o fechamento. Mas é verdade que, nesse caso, não se trata de um medicamento nem de um laboratório de medicamentos." Crime. Barbosa afirma que o artigo 273 do Código Penal caracteriza claramente como crime vender, distribuir ou entregar para consumo produto medicinal falsificado ou adulterado sem registro no órgão de vigilância sanitária competente. "A USP deveria interpelar esses pesquisadores e, se os resultados de seus estudos são promissores, ela deve estimular a realização dos testes clínicos."
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A edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa neste sábado (24), mas até 963.979 candidatos ainda não sabem onde farão as provas. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até as 20h desta sexta-feira (23), 12,4% dos 7.746.057 de candidatos inscritos ainda não haviam acessado o sistema para ver o cartão de confirmação das provas.
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Os candidatos devem acessar o endereço enem.inep.gov.br/participante e informar o número do CPF e senha para visualizar os dados. Caso você não lembre sua senha, é possível recuperar o acesso ao site usando seu CPF, sua data de nascimento e o endereço de e-mail ou telefone celular indicado no formulário de inscrição. Para isso, é preciso acessar o endereço enem.inep.gov.br/recuperar-senha.html. O G1 preparou uma cobertura especial para as provas. Pela manhã, a cobertura em tempo real trará informações, fotos e vídeos da entrada dos candidatos nos locais de prova. Repórteres espalhados nos locais de provas de todos os estados e do Distrito Federal vão trazer desde cedo as expectativas dos candidatos antes e a opinião deles na saída do Enem.
Programa ao vivo
Após o fim das provas, os estúdios do G1em São Paulo e no Rio darão início a um programa em vídeo ao vivo com professores do Curso e Colégio de A a Z e estudantes que fizeram o Enem. Eles comentarão os níveis de dificuldade de cada uma das provas, o tema da redação e os pontos mais polêmicos que caíram no Enem. No sábado, as provas serão de ciências humanas e ciência da natureza. No domingo, o Enem terá provas de linguagens, matemática e redação. Candidatos que fizeram a prova poderão participar do programa enviando perguntas e comentários pela página da cobertura completa do Enem no G1.
Resolução das questões
O G1 trará ainda a resolução das 90 questões de sábado e as 90 questões de domingo preparadas pelos professores do Cursinho da Poli. O gabarito oficial do Enem será divulgado pelo MEC até quarta-feira (28). Internautas também podem participar da cobertura enviando fotos e informações para o VC no G1.
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(Foto: Reprodução)
O Ministério da Educação informou nesta sexta-feira (23) que cinco locais de prova em dois municípios de Santa Catarina terão a realização da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio adiado. O adiamento se deve às fortes chuvas e enchentes na região de Rio do Sul e Taió. Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não há condições seguras para a realização das provas. Nós estamos suspendendo a realização do Enem nesses dois municípios de Santa Catarina, Rio de Sul e Taió, tudo indica que não serão necessárias atitudes além dessa", afirmou o ministro durante entrevista coletiva em Brasília. "Esses dois municípios foram muito impactados pelas inundações, porque algumas represas foram sobrecarregadas e a cota dos rios subiu muito. Então, tem uma inundação muito ampla na cidade, que prejudica muito a mobilidade de acesso", esclareceu Mercadante. Segundo o ministro, o volume de água nesses municípios está muito elevado e não deve baixar até a realização das provas. A edição 2015 do Enem acontece neste sábado (24) e domingo (25). Ao todo, foram cerca de 7,7 milhões de candidatos inscritos em todo o país. Os 4.542 candidatos afetados serão avisados do adiamento pessoalmente. A nova data para a realização das provas ainda não foi divulgada, mas deve acontecer até a primeira semana de dezembro. O MEC garantiu que os candidatos não terão participação nos programas que usam a nota do Enem afetada, entre elas o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni).
Foto: Reprodução/ Yahoo Notícias
A defesa do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, informou nesta sexta-feira (23) que vai processar os jornalistas que noticiaram uma suposta delação do lobista Fernando Baiano, em que ele seria citado como beneficiário do esquema de desvios na Petrobras. Na semana passada, circularam informações de que Fábio teria recebido repasses por meio do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente. Em nota, os advogados afirmam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou acesso ao conteúdo da delação de Baiano, apesar de logo após o documento ter se tornado público por meio do juízo de primeiro grau de Curitiba. “Dispomos, assim, dos elementos necessários para promover as ações judiciais contra os jornalistas que publicaram notícia falsa com a citação – inexistente – do nome de Fábio na delação, fato confirmado pelo próprio ministro Zavascki em sua decisão”, diz o texto. A nota ainda ironiza o fato da delação ter sido divulgada pela própria Justiça. “Não deixa de causar estranheza, entretanto, que o sigilo legal esteja valendo para a Suprema Corte, mas não para as instâncias inferiores ou para a imprensa”, conclui a defesa de Fábio Luis.
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Não é apenas daquela fórmula matemática complicada, daquele momento histórico decisivo ou, ainda, dos preceitos de certo movimento literário que o candidato ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai ter que lembrar para se sair bem na prova este ano. Depois de meses de preparação e muita ansiedade, o final de semana mais esperado - e temido - para a maioria dos 7,7 milhões de candidatos a uma vaga em instituições de ensino técnico e superior no Brasil, e até no exterior, finalmente, chegou. E atenção para não colocar tudo a perder nunca é demais, não é verdade? Amanhã e domingo, 580 mil estudantes no estado começam a participar do desafio. E se você é um deles ou conhece alguém que vai participar da seleção, o CORREIO preparou um guia com horários e regras da prova, o esquema especial de trânsito em Salvador, entre outras informações indispensáveis ao candidato. Confira.
As provas de cada dia Amanhã, primeiro dia de avaliação, serão aplicadas as provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, com 45 questões para cada uma das áreas de conhecimento.
Os candidatos terão 4h30 para responder as 90 questões. No segundo dia, os estudantes terão 5h30 para responder também 45 questões da área de Linguagens, Códigos e suas tecnologias e mais 45 referentes ao conteúdo de Matemática. Além disso, o domingo também reserva ao candidato a realização da temida Redação.
Para não zerar a redação Há quatro grupos de situações que anulam a redação de um candidato: textos que não obedecem o tema proposto ou que não respeitem a estrutura textual dissertativa-argumentativa; deixar a redação “em branco” ou com menos de sete linhas escritas, o que é considerado um “texto insuficiente”; fazer desenhos ou afirmações que desrespeitem os diretos fundamentais ou no caso de apenas ter parte da redação relacionada ao tema sugerido. No exame do ano passado, 529.373 candidatos tiraram nota zero na redação, o que corresponde a 8,5% dos participantes. A fuga ao tema foi o motivo que levou 217.339 candidatos a zerarem a redação, o que elimina o candidato.
Cuidado com o horário de Verão Em todo o país, a prova será aplicada de acordo com o horário de Brasília, que segue o horário de Verão. Por isso, na Bahia, os portões serão abertos às 11h e fecham às 12h, sendo que as provas começam às 12h30. Uma dica é verificar se o seu relógio está ajustado com o horário local ou com o nacional - como acontece com alguns dispositivos automáticos - e evitar algum tipo de confusão com o relógio. Vale lembrar que, após o fechamento dos portão, não adianta chorar e dar qualquer desculpa: os fiscais não vão se sensibilizar com a sua história, em hipótese alguma.
Adventistas No caso dos candidatos que na inscrição indicaram ser adventistas, religião que guarda os sábados, o exame será realizado em um horário diferente neste primeiro dia de avaliação. Eles devem chegar ao local de realização até as 12h, assim como os outros candidatos. Lá, deverão aguardar até as 18h para iniciarem as provas. Nesse período em que aguarda o início do exame, o participante não pode se comunicar, fazer consulta ou realizar qualquer tipo de manifestação. Na Bahia, 7.698 candidatos declararam-se adventistas e vão fazer a prova em um horário especial. É o caso de Alana Souza, 20 anos, que vai prestar o exame pela segunda vez. Ela conta que o fato de ficar esperando por quatro horas antes de começar a prova acaba interferindo no rendimento. “Não é muito confortável, é muito cansativo. Passo o dia todo comendo para matar a ansiedade e quando começo a prova, já estou saturada. Isso afeta bastante no resultado”, lamentou a jovem.
O que levar É obrigatória a apresentação de um documento de identificação original válido, com foto, conforme especificado no edital disponível no site do exame: www.enem.inep.gov.br.
Documentos válidos Pode ser carteira de identidade (RG), passaporte, carteira de habilitação, certificado de dispensa de incorporação, carteira de trabalho, certificado de reservista, identidade funcional, identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros e identificação fornecida por ordens ou conselhos de classe, que, por lei, tenham validade como documento de identidade. Em caso de perda, extravio, furto ou roubo de documento, o candidato deve apresentar o Boletim de Ocorrência com data de, no máximo, 90 dias antes do primeiro dia de prova. O cartão de confirmação da inscrição não é obrigatório para a realização do exame.
Local da prova Para obter essa informação, o candidato deve acessar a página na internet www.enem.inep.gov.br/participante. Lá, basta colocar o CPF e a senha de acesso para fazer o login para acessar as informações.
O que causa eliminação Quem for pego usando lápis, caneta de material não transparente, livros, manuais, borracha, lapiseiras e dispositivos eletrônicos durante a prova será eliminado. Óculos escuros e artigos de chapelaria como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares também são proibidos. Se ausentar em definitivo da sala de provas antes de duas horas do início da aplicação do exame também é caso de eliminação. Receber de qualquer membro da equipe de aplicação do exame ou de outro participante informação referente ao conteúdo das provas também torna a participação inválida.
Caneta preta Cada candidato deverá utilizar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Caneta com outra cor de tinta compromete a leitura óptica do cartão de respostas.
Exército irá escoltar malotes para evitar vazamentos de provas
O ministro Aloizio Mercandante comentou ontem, durante o programa Bom Dia Ministro, as medidas adotadas para garantir a segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e evitar possíveis fraudes e vazamentos do conteúdo das provas. Ao todo, 60 batalhões do Exército estão escalados para fazer a segurança dos materiais, segundo o ministro. “Os malotes são montados com todo rigor e controle, e cada um deles tem cadeado eletrônico. Também serão distribuídos por rotas definidas”, explicou. Somadas, as distâncias que devem ser percorridas nessa etapa atingem 326 mil quilômetros. Policiais e seguranças também devem fazer a escolta dos Correios durante a distribuição dos malotes aos locais de prova. Detectores de metal estarão presentes nas salas de aula e nos banheiros. A aplicação do exame também será monitorada por 12 centros de controle federais e outros espalhados nos estados. “Tentativa de fraude podemos ter. Mas que vamos pegar, vamos pegar”, garantiu Mercadante. No domingo (18), o Inep, que organiza o exame, afirmou serem falsas as fotos de supostas capas de dois modelos da avaliação e do tema da redação do Enem 2015 que circulam pelas redes sociais.
Cartão de confirmação foi acessado por 6,4 milhões
Dos 7,7 milhões de candidatos que se inscreveram para participar do Enem, que acontece amanhã e domingo, 6,4 milhões já haviam acessado o site do Inep para obter o cartão de confirmação de participação, até a manhã de ontem, segundo o Ministério da Educação. “Talvez seja o menor nível de não participantes [nos últimos anos]”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante, durante o programa Bom Dia Ministro, ontem. O cartão apresenta os dados do participante, além de informar data, hora e local de realização das provas. O documento também confirma a opção de língua estrangeira selecionada pelo candidato. Para esta edição, os cartões estão disponíveis apenas pela internet.
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A proposta é do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha | Foto: Agência Brasil
Para especialistas, se aprovado o projeto de lei que endurece as regras contra o aborto no Brasil, mais mulheres podem recorrer ao aborto inseguro, mesmo nos casos previstos na legislação, como estupro. O presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Cristião Rosas, classificou como "assustador" e "incompreensível" o projeto. "Estamos na contramão. Enquanto outros governos flexibilizam a prática, assistimos ao retrocesso", disse. A proposta, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi aprovada na última quarta-feira (21), na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Ela condiciona a permissão da interrupção da gravidez à comprovação de um exame de corpo de delito e comunicado à polícia. "É o mesmo que condicionar o atendimento de um paciente baleado ao registro do crime numa delegacia". "A mulher será vítima de dois agressores, o estuprador e o Estado, que em vez de ampará-la vai duvidar e desrespeitar sua vontade sobre o momento em que quer denunciar", disse Gabriela Ferraz, do Comitê para a Defesa dos Direitos das Mulheres (Cladem). Os especialistas criticam as penas para quem induz a gestante a praticar o aborto ou anunciar meios abortivos. "Os profissionais da saúde serão impedidos de atuar como redutores de danos nos casos em que sabem que não vão impedir o aborto", disse Debora Diniz, do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.
- Joana D'Arck | Assessoria Parlamentar
- 22 Out 2015
- 16:17h
(Foto: Divulgação)
Signatário dos três requerimentos apresentados ao Ministério Público Federal, Corregedoria e Conselho de Ética da Câmara Federal, o deputado Waldenor Pereira (PT-BA) é um dos parlamentares que pede o afastamento de Eduardo Cunha ((PMDB-RJ) da Presidência da Câmara. Ele avalia que a cada dia ganha força o movimento “Fora Cunha”, por considerar insustentável a permanência do peemedebista, pela utilização do poder derivado do cargo para a própria defesa, ao tempo em que protesta de forma veemente contra a “blindagem” da oposição e da grande imprensa em favor do presidente do legislativo. O primeiro manifesto pelo afastamento do presidente da Câmara foi apresentado, em agosto passado, com o apoio do deputado Waldenor, após a revelação da delação premiada do ex-consultor da Toyo Setal, Júlio Camargo, segundo quem Cunha pediu uma propina de 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-soosnda da Petrobras. Com a denúncia de Camargo, a Procuradoria-Geral da República denunciou o presidente da Câmara dos Deputados ao Supremo Tribunal Federal. Na última iniciativa do Movimento “Fora Cunha”, a representação no Conselho de Ética da Câmara, feita, na terça-feira passada (13), teve a assinatura de 53 deputados do PSOL, Rede, PT, PSB e PROS, dentre os quais Waldenor Pereira. A representação pede a cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar, por ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras, onde o presidente afirmou não possuir contas no exterior. O Código de Ética da Câmara prevê a perda de mandato de deputados que omitam bens relevantes. As revelações feitas até agora apontam que o presidente da Câmara dos Deputados está sendo investigado também por lavagem de dinheiro e corrupção pelo Ministério Público da Suíça, onde mantém contas secretas com saldo de 2,4 milhões de dólares. “É inadmissível que um parlamentar denunciado no Supremo Tribunal Federal com farta documentação comprobatória de atos ilícitos possa continuar exercendo a Presidência do Pode Legislativo, utilizando-se do cargo para a sua própria defesa. Estamos estarrecidos com comportamento contraditório da grande mídia e da oposição, que buscam vergonhosamente protegê-lo”, protesta Waldenor.
O deputado federal Waldenor Pereira assinando o manifesto (Foto: Divulgação)
(Foto: Reprodução)
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alterou mais quatro locais de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos estados do Pará, Amapá, Rio Grande do Sul e Bahia. A medida envolve 958 participantes. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22). Na quarta (21), o Ministério da Educação já havia informado que que outros 2.570 inscritos no exame também precisaram ser transferidos. Eles são dos estados de Minas Gerais, Amapá, Ceará e Rio Grande do Sul. "Todos esses estudantes estão sendo avisados por email, SMS e telefone, além disso vamos fornecer transporte no dia da prova", afirmou Mercadante, em entrevista ao G1. Segundo o ministro, o transporte oferecido pelo governo fará o trajeto entre a escola originalmente listada como local de provas e a nova escola onde os candidatos farão o exame. Os motivos vão desde problemas na estrutura do local, incêndio e até mesmo as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul e inviabilizaram o uso de duas escolas. As provas serão aplicadas neste sábado (24) e domingo (25) para mais de 7 milhões de candidatos em todo o país.