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As datas do processo eleitoral previsto para 2016, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros, foram aprovadas na terça-feira (10) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016 define as datas que devem ser respeitadas pelos partidos políticos, candidatos, eleitores e pela Justiça Eleitoral. O calendário aprovado reflete as alterações promovidas pela Lei 13.165, aprovada pelo Congresso Nacional em 29 de setembro de 2015, que alterou o tempo de duração do processo eleitoral ao modificar o período das convenções partidárias, a data limite para o registro dos candidatos e o período das propagandas eleitorais, entre outras mudanças. A eleição vai ocorrer no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, quando houver segundo turno (nas eleições municipais, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores podem ter segundo turno). Quem quiser ser candidato no próximo ano precisa se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, ou seja, seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito para participar da disputa. As convenções partidárias para a escolha dos candidatos e as decisões sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo estipulava que as convenções partidárias deveriam ocorrer entre os dias 10 e 30 de junho do ano da eleição. Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos aos cartórios eleitorais até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. Pela regra passada, esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho. O novo calendário também incorpora a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, prevista para começar em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno. Clique aqui para acessar a íntegra do Calendário Eleitoral das Eleições de 2016.
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou novo relatório nesta tarde de terça-feira (10) no qual informa que a greve dos caminhoneiros já atinge 36 trechos de rodovias federais, em nove Estados. Do total de trechos, 21 estão interditados, todos de forma parcial. Segundo a PRF, onde há interdição parcial, os seguintes tipos de veículos podem passar: ônibus, veículos de passeio e ambulâncias. No relatório anterior, divulgado pela manhã, eram 30 trechos em sete Estados. A maior concentração de manifestações está no Rio Grande do Sul, com 11 trechos, porém nenhum deles com interdição. No Paraná, sete trechos de rodovias estão bloqueados parcialmente e, em Minas Gerais, há seis bloqueios parciais. Santa Catarina, com quatro manifestações; Bahia, Tocantins e Mato Grosso do Sul, cada um com duas; Ceará e Goiás completam a lista de Estados com bloqueios. Líderes do Comando Nacional do Transporte (CNT) chegam a Brasília na noite de hoje para tentar iniciar um diálogo com o governo federal sobre a greve dos caminhoneiros, deflagrada na segunda-feira, 9. Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), foi solicitada uma audiência com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, na qual ele receberia esses representantes. "A preocupação é que essa manifestação não se torne autofágica, com um setor prejudicando o outro e derrubando uma economia que já está combalida", afirmou, após participar de uma reunião com Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para tratar do tema. Goergen afirmou que, caso ocorra a reunião na Casa Civil, não se tratará de uma negociação, mas uma conversa. "Quando Miguel Rosseto (ministro do Trabalho e Previdência) conduziu as negociações em março deste ano, nada foi cumprido", afirmou o deputado. "A pauta dos caminhoneiros já existe e não foi cumprida. Se o governo não cumprir, que diga e assuma as consequências", disse. O presidente da FPA, o deputado Marcos Montes (PSD-MG), disse que a bancada se reuniu com representantes do setor produtivo durante um almoço hoje, em Brasília. "Tivemos uma conversa com entidades do setor produtivo e eles externaram a situação, que é de paralisia com a greve", relatou.
Avião caiu e não houve sobreviventes | Foto: Corpo de Bombeiros | GO
O presidente do Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira, e o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antônio Rossi, morreram na queda de um avião de pequeno porte na noite desta terça-feira, 10, numa fazenda entre o distrito de Santo Antônio do Rio Verde, município de Catalão, no sudeste de Goiás, e a cidade de Guarda-Mor, em Minas Gerais. As informações são do G1. Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que quatro pessoas viajavam na aeronave. O piloto e o copiloto também morreram, mas seus nomes não foram confirmados. Ainda de acordo com a (FAB), o avião modelo Citation VII, de matrícula PT-WQH, decolou às 18h39 do aeroporto de Brasília com destino a São Paulo e desapareceu dos radares do controle de tráfego às 19h04.
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A Justiça do Distrito Federal determinou o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil a uma consumidora que ingeriu um suco de caixa que continha um rato morto. A decisão ainda cabe recurso. Flávia Gondim Silva Cardoso disse que comprou duas caixas do suco Ades, sabor maçã e laranja, em 2 de janeiro de 2013. Ela disse que serviu o suco de maçã para o seu filho na mamadeira. Ela bebeu o produto e percebeu que havia algo dentro da caixa. "Afirma que neste instante percebeu algo estranho, como um algodão ou gaze, no interior da embalagem, acreditando ser uma porção da fruta. Menciona que ao ingerir novamente o produto, e após notar novamente o corpo estranho, resolveu retirá-lo da embalagem, ocasião em que notou ser um objeto revestido de couro, com partes de pelo cinza e um rabo, constatando se tratar de um rato", escreveu a juíza Monize da Silva Freitas Marques na sentença. Flávia afirma que entrou em contato com a Unilever, fabricante do suco, e a multinacional pediu que ela devolvesse o produto. Segundo o jornal O Globo, a consumidora decidiu ficar com o suco e registrou uma ocorrência na Polícia Civil. "Assevera que se espantou com a conclusão do laudo do Instituto de Criminalística, por ter constatado 'presença de sangue animal e corpo estranho, já em avançado grau de decomposição'. Acrescenta que o laudo da empresa constou 'perda de esterilidade da embalagem específica, que resultou na ação de micro-organismos e consequente alteração do produto', situação que não condiz com a verdade. Alega que, mesmo assim, a empresa se absteve de recolher imediatamente o lote do produto, revelando completo descaso com os consumidores", escreveu a juíza. Flávia pediu indenização de R$ 200 mil, por danos morais. A juíza determinou que a indenização fosse fixada em R$ 50 mil. A Unilever argumentou que não houve contaminação do alimento, e que a consumidora não permitiu o recolhimento do produto para que fosse feita análise.
Foto: Reprodução/ Globo News
A jornalista Sandra Moreyra, da TV Globo, morreu nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro, aos 61 anos. A repórter lutava contra um câncer desde outubro, quando anunciou no Twitter que estava novamente com a doença. Com 40 anos de carreira, Sandra participou de coberturas importantes para o país, como a morte de Tancredo Neves, o Plano Cruzado, o acidente radioativo em Goiânia com Césio 137, a chacina de Vigário Geral e a ocupação do Complexo do Alemão. A repórter começou a carreira na emissora na década de 1980, na Globo em Minas Gerais. Logo depois voltou ao Rio de Janeiro para fazer reportagens para o RJTV, Jornal Nacional, Globo Repórter e Bom Dia Brasil. Entre 1999 e 2004, Sandra atuou na GloboNews na parte gerencial e administrativo do jornalismo. A jornalista também já trabalhou no Jornal do Brasil, na TV Aratu (quando afiliada da Globo), na TV Bandeirantes e na TV Manchete.
Lei cria programa nacional de combate ao bullying (Foto: EBC)
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território nacional. O objetivo principal é prevenir e combater a prática de bullying no País, sobretudo nas escolas. Também está no rol de finalidades da lei “promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua” e “evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil”. A norma considera bullying “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.
De acordo com a lei, oito atos podem ser caracterizados como prática sistemática de intimidação, humilhação ou discriminação: ataques físicos; insultos pessoais; comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; ameaças por quaisquer meios; grafites depreciativos; expressões preconceituosas; isolamento social consciente e premeditado; e pilhérias. Também há na lei menção ao cyberbullying, pelo qual são usados os instrumentos da internet “para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial”. O texto estabelece que é dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática. A lei ainda determina que deverão ser produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática nos Estados e municípios para planejamento das ações. A nova lei está publicada na edição desta segunda-feira, 9, do Diário Oficial da União (DOU e entra em vigor em 90 dias.
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O estudo "Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres", divulgado nesta segunda-feira (9), mostra que 50,3% das mortes violentas de mulheres no Brasil são cometidas por familiares. Desse total, 33,2% são parceiros ou ex-parceiros. Entre 1980 e 2013 foram assassinadas 106.093 mulheres, 4.762 só em 2013. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avaliaram um grupo de 83 países. O estudo é de autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, radicado no Brasil, e analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre óbitos femininos no Brasil entre 1980 e 2013, passando ainda por registros de atendimentos médicos. Entre 2003 e 2013, o número de homicídios de mulheres passou de 3.937 para 4.762, aumento de 21% no período. As 4.762 mortes em 2013, último ano do estudo, representam uma média de 13 mulheres assassinadas por dia. Levando em consideração o crescimento da população feminina entre 2003 e 2013 (passou de 89,8 milhões para 99,8 milhões), a taxa de homicídio de mulheres saltou de 4,4% em 2003 para 4,8% em 2013, aumento de 8,8% no período. Na análise por estados, Roraima viu sua taxa mais que quadruplicar (343,9%). Na Paraíba, subiu 229,2%. Entre 2006, ano da promulgação da lei Maria da Penha e 2013, apenas Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro registraram quedas nas taxas de homicídios de mulheres.
Mulheres negras
Enquanto o número de homicídio de mulheres brancas caiu 9,8% entre 2003 e 2013 (de 1.747 para 1.576), os casos envolvendo mulheres negras cresceram 54,2% no mesmo período, passando de 1.864 para 2.875. A secretária Especial de Políticas para Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, disse serem “lamentáveis” os resultados apontados pelo Mapa. “É de entristecer todas as mulheres e homens de bem do nosso país”, afirmou. “Não podemos conviver em hipótese nenhuma com uma magnitude de 54% de aumento em dez anos no número de homicídios de mulheres negras e no número de homicídio de mulheres em geral.” “A luta contra o racismo assumiu uma magnitude não só no Executivo do governo federal, mas também na própria sociedade”, continuou Eleonora. “As mulheres negras passaram a aparecer bonitas, elegantes, protagonistas das próprias vidas, mostrando que estão capazes de estar em qualquer lugar e isso incomoda muito”, completou.
Pequenos municípios
Os maiores índices de homicídios de mulheres são registrados nos pequenos municípios, e não nas capitais. A cidade de Barcelos (AM), com uma população feminina média de 11.958, registrou 45,2 homicídios por dez mil mulheres e é o primeiro da lista. Depois, vem Alexânia (GO), com uma população feminina média de 11.947, que teve 25,1% mortes de mulheres por dez mil mulheres. Sooretama (ES), com população feminina média de 11.920, teve taxa de 21,8% e aparece em terceiro na lista. Nenhuma capital aparece no ranking das 100 cidades com maiores taxas. A primeira capital na lista é Maceió (Alagoas), em 126º lugar, que registrou uma taxa de 9,8% homicídios de mulheres por 100 mil. Entre 2003 e 2013, as taxas de homicídios de mulheres nos estados e no Distrito Federal cresceram 8,8%, enquanto nas capitais caíram 5,8%, evidenciado, segundo o estudo, a interiorização da violência, fenômeno observado em mapas anteriores.
Local do crime
Outro dado importante do estudo é o local do homicídio: 27,1% deles acontecem no domicílio da vítima, indicando a alta domesticidade dos assassinatos de mulheres. Outros 31,2% acontecem em via pública, e 25,2%, em estabelecimento de saúde.
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Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
Caminhoneiros começaram na madrugada desta segunda-feira (9) uma paralisação que pode atrapalhar o trânsito nas rodovias do país. De acordo com o jornal O Globo, organizadores estimam que aconteçam manifestações em pelo menos 20 estados. O movimento é organizado pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), que surgiu nas redes sociais e não tem apoio dos sindicatos da categoria. O grupo é liderado por Ivan Schmidt, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e tem como maior reivindicação é a renúncia da presidente Dilma Rousseff. "A paralisação será por tempo indeterminado, até que haja a renúncia da presidente Dilma. Temos adesões em vários lugares do país, e será uma paralisação grande. A população e o governo vão se surpreender", afirmou em entrevista ao O Globo. Outras organizações como a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) já se posicionaram contra a paralisação. O Palácio do Planalto monitorou a organização do protesto através da internet e avalia que ele pode causar apenas transtornos isolados nas rodovias.
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Responsável por gerir o Bolsa Família, o economista Helmut Schwarzer, 48 anos, não acredita que a proposta de corte de R$ 10 bilhões no orçamento de 2016 do programa se torne realidade, mas não quer pagar para ver. Para tornar impossível o que agora classifica como improvável, ele já solicitou apoio de diversas entidades. Em conversa com o CORREIO, na terça-feira (3), quando participou da Conferência Estadual de Assistência Social, em um hotel do Itaigara, o secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estimou que 1 milhão de baianos voltariam à extrema pobreza, caso o orçamento menor vingue. Ele diz ter a garantia da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que não haverá cortes e que, no final das contas, a polêmica sobre os cortes serviu para divulgar como o programa é bem gerido e tem resultados práticos a serem comemorados.
Em meio à crise, o relator do projeto de Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), propõe um corte de R$ 10 bilhões no orçamento do Bolsa Família. Qual a chance real de esse corte acontecer?
Não sabemos. O relator fez essa proposta e, no entanto, a posição do governo é de que o orçamento do Bolsa Família deve ser preservado para 2016. Tanto é que a proposta de Lei Orçamentária, que foi enviada em agosto, prevê um total de R$ 28,8 bilhões para as ações do programa em 2016. Então, com isso, nós podemos manter o nível de proteção que temos hoje, podemos manter o número de famílias dentro do programa. Tivemos nos últimos dias manifestações da própria presidenta Dilma, do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falando que o programa é extremamente relevante, temos manifestações de outras autoridades do governo, mas é o Congresso que vota a proposta de Lei Orçamentária.
Existe alguma possibilidade de, havendo corte, ele ser menor do que os R$ 10 bilhões?
Nós não estamos discutindo corte. Eu vou usar as palavras do ministro Joaquim Levy. Ele disse que o Bolsa Família é um gasto pequeno com efeito muito grande. Nós não entendemos que exista, nesse momento, espaço para cortar o Bolsa Família. É um erro conceitual recortar o programa.
Nesse cenário, o que dá para ser feito antes de se chegar a um corte?
Acho que um dos aspectos positivos desse debate é que nós podemos falar um pouco sobre tudo que fazemos na gestão do Bolsa Família e no Cadastro Único, exatamente no sentido de prevenir pagamentos indevidos, de coibir fraudes, que é justamente um dos argumentos do relator. O programa, hoje, é administrado de modo compartilhado pelo governo federal, estados e, principalmente, municípios. Então, todos os 5.570 municípios assinaram termo de adesão e se comprometeram a administrar o programa de modo estrito, correto e nós temos mecanismos de auditoria, avaliação e monitoramento muito fortes, além das auditorias de costume da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, dos Ministérios Público Federal e Estadual. Também fazemos todos os anos a revisão e a averiguação cadastral. São mecanismos muito poderosos que fazem com que, todo ano, a gente tenha em torno de 1,5 milhão de famílias que deixam o programa.
O Bolsa Família é um programa tão caro quanto parece ser?
Claro que não! É extremamente barato. Custa apenas 0,5% do PIB, já incluindo benefícios e custo de administração. Com esse 0,5% do PIB, a gente atinge quase 25% da população, que são 48 milhões de beneficiários. E um corte como esse (R$ 10 bilhões), no caso da Bahia, por exemplo, é um milhão de pessoas que voltam para a pobreza extrema. Significa pessoas que já não têm mais renda para comprar a comida. É um milhão de baianos que voltariam a passar fome.
O senhor falou de uma moção de apoio que vem sendo feita nas conferências estaduais de Assistência Social. Qual a importância dessas moções para a manutenção do orçamento?
O Ministério do Desenvolvimento Social acha que é importante divulgar esses números para que saibam qual é a consequência (do corte). Nesse caso, o debate é muito concreto, tem impactos muito reais.
Há várias críticas ao programa, mas qual delas o senhor considera mais ‘injusta’ ou qual o maior ‘mito’ sobre o Bolsa Família?
Existem muitos mitos e preconceitos. O primeiro preconceito é que se trata de um programa meramente nordestino, o que não é verdade. Depois da Bahia, São Paulo é o segundo estado com mais beneficiários. Outro mito muito injusto é achar que o programa incentiva a ociosidade, a preguiça, que afasta as pessoas do mercado de trabalho. E as taxas de atividades nos adultos do Brasil, com ou sem Bolsa Família, são semelhantes: 75% dos adultos do Bolsa Família estão no mercado trabalho.
Então, a que o senhor atribui essa quantidade de críticas?
Eu acho que há muito preconceito. Gosto de uma frase do Pepe Mujica, o ex-presidente do Uruguai, que diz que “só acha que se gasta demais em proteção social aqueles que não precisam de proteção social”. Agora, claro, estamos sempre abertos a melhorar a gestão do programa, a fazer novos esforços e a debater com quem quer que seja ideia sobre como melhorar os programas que estão sob a sua gestão.
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O governo vai lançar uma campanha que prega a superação das dificuldades e a união do país ao tratar da Olimpíada de 2016. Até dezembro serão lançadas nove ações publicitárias, sendo sete delas com custo estimado de R$ 56 milhões, incluindo a da Olimpíada - que ficará em R$ 12 milhões. Duas ainda não foram orçadas. Com o slogan "Somos todos Brasil", a propaganda a ser veiculada na TV, no rádio e na internet, a partir deste mês, transmitirá a mensagem de que é possível enfrentar crises e vencer. No momento em que a presidente Dilma Rousseff sofre ameaça de impeachment, o Planalto decidiu apostar na divulgação de uma agenda positiva para mostrar que o governo não está parado. Os filmes sobre os jogos olímpicos do Rio exploram a ideia de que o país é capaz de se unir em torno de um projeto, apesar de suas divergências. "Mesmo sendo um povo tão diferente, tão misturado, com tantas cores, raças, pensamentos, religiões, somos um povo único, somos todos brasileiros", diz um dos comerciais. Em outro trecho, um locutor afirma que "todos estamos convocados para defender o Brasil não apenas nas quadras, pistas, piscinas, estádios (...), mas nas ruas e praças, táxis, praias, bares, restaurantes, em todos os lugares", pois "agora somos um só time (...), um time de 200 milhões". A campanha da Olimpíada deve permanecer no ar por cerca de 15 dias. "Essa é uma oportunidade única de exposição, tanto nacional quanto internacional, de um conjunto de assuntos referentes ao país", defende o secretário executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), José Otaviano Pereira. Das nove campanhas previstas até o fim do ano, a maioria tem caráter de serviço, para divulgar ações do governo, como o Simples Doméstico e o Programa de Proteção de Empregos. Outras são peças de "conscientização" e abordam temas como racismo e violência contra a mulher.
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As dezenas sorteadas no concurso 1.758 da Mega-Sena foram 06 - 11 - 16 - 23 - 36 - 42. O prêmio acumulou e pode pagar R$ 55 milhões no próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (10). O sorteio da noite deste sábado (7) aconteceu no Caminhão da Sorte, em Presidente Figueiredo (AM). A Quina teve 230 ganhadores, que receberão R$ 21.071,57. Já a Quadra teve 13.800 vencedores que poderão resgatar um prêmio de R$ R$ 501,70. Na última quarta-feira (4), nenhum bilhete tinha as seis dezenas sorteadas: 13 - 25 - 28 - 37 - 43 - 56. A aposta mínima da Mega custa R$ 3,50 e pode ser feita até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das lotéricas do país.
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Em ritmo de campanha antecipada, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado, e o prefeito ACM Neto (DEM) transformaram o evento "Caminhos para a região Nordeste", organizado pelo Instituto Teotônio Vilela, nesta sexta-feira, 6, no Hotel Fiesta, num palanque político, desferindo ataques à presidente Dilma Rousseff e ao PT. Aécio chamou Dilma de "irresponsável" por não ter adotado medidas para combater a crise econômica já em 2014 e repetiu que perdeu a eleição não para uma coligação de partidos comandada pelos petistas, mas para uma "organização criminosa". O prefeito Neto, que chegou a ajudar a aprovação de medidas do ajuste do Palácio do Planalto acreditando na promessa de Dilma de liberar recursos para o sistema BRT, também foi contundente: "O PT está no centro de todos esses escândalos de Brasília".
Falando aos jornalistas, Aécio procurou desfazer a imagem que o PSDB integra suposto acordo entre os partidos políticos para salvar o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, evitar o processo de impeachment de Dilma e a convocação de pessoas próximas do ex-presidente Lula para as comissões parlamentares de inquérito no Congresso. "Fala-se muito em entendimento. Quero deixar claro: o PSDB não votou no presidente da Câmara, mas, a partir do momento em que ele ofereceu espaço para que nós pudéssemos exercer, à luz do dia, nossas funções da oposição como nas comissões, aceitamos. As denúncias contra ele são extremamente graves e nós vamos votar com as provas seja na comissão seja no plenário", disse.
Sem acordo e obras
Sobre a rejeição, por unanimidade da CPI da Carf, da convocação do filho de Lula, Luís Cláudio, Aécio sustentou que o PSDB não participou de acordo. "Não tínhamos menor razão para isso (salvar o filho de Lula). Na CPI da Carf a oposição tem dois parlamentares em doze. Os que votaram foram os membros do governo. Quem propôs a convocação foi o senador do PSDB que preside a comissão (que não vota)". O tucano admitiu que o evento desta sexta foi o início de uma caminhada pelo Nordeste, onde o partido teve sua pior derrota na eleição presidencial. Ele sustentou que o quadro mudou. Disse não existir mais "feudos do PT" em nenhum lugar do Brasil após as "mentiras de Dilma". "O governo mentiu lá (na campanha) e continua mentindo aqui. Nos debates com a presidente eu cobrava: a senhora confia no tesoureiro do seu partido (João Vaccari), que naquela época ocupava cargo importante numa empresa importante a Itaipu Nacional, e ela, pelo silêncio, concordava. Ele (Vaccari) hoje se encontra preso". Durante o seminário Caminhos para o Nordeste, que atraiu cerca de mil pessoas, o prefeito ACM Neto também disse que Dilma mentiu: "(Ela) infelizmente faltou com a verdade com o Brasil, com a Bahia e com Salvador. (...) Solenemente, a presidente veio à nossa cidade em 2013 e anunciou que liberaria recursos para a construção do BRT. Fizemos um esforço enorme por quase três anos, mas sequer resposta do governo federal teve. Recentemente, a presidente foi indagada e deu resposta vaga, sem assumir qualquer compromisso. Onde então as creches da tal Pátria Educadora? Aqui prometeram 41. Sabe quantas liberaram? Zero".
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A greve dos petroleiros provocou nesta sexta-feira (6) impacto estimado de 115 mil barris na produção de petróleo, informou, há pouco, em nota, a Petrobras. A nota diz ainda que a empresa marcou reuniões com as entidades sindicais para segunda (9), “buscando entendimentos para o fechamento do acordo coletivo de trabalho" deste ano. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para negociar com a categoria, a Petrobras encaminhou um documento à entidade e aos sindicatos filiados marcando o encontro para as 9h, no edifício-sede da empresa, no centro do Rio. A reunião foi confirmada pela empresa que, no entanto, não revelou com quem os grevistas vão se encontrar. "Nossa pauta tem 13 itens e o décimo terceiro fala de manutenção dos direitos", disse o diretor de Comunicação da FUP, Francisco José de Oliveira. "Não estamos discutindo índice de salários. Desde o início, a Petrobras não quis compreender que é maior do que tudo isso, do que inflação”, completou. Segundo a Agência Brasil, entre os itens reivindicados estão ainda a retirada do plano de desinvestimento da companhia, com a venda de ativos, e a manutenção de obras de expansão das atividades.
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Agora é oficial. Os contribuintes podem contar com duas opções na hora de se aposentar. Foi sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff a lei que estabelece as novas regras para o cálculo do benefício da aposentadoria, e que leva em consideração a soma da idade e o tempo de contribuição do segurado: a chamada fórmula 85/95 progressiva. A lei é uma alternativa ao fator previdenciário, que continua em vigor, como explica o chefe da divisão de benefícios do INSS na Bahia, Marcelo Caetano. “O que muda com a lei é que agora o trabalhador sabe que a pontuação evita a incidência do fator previdenciário”, explica Caetano.Mesmo em vigor desde o mês de junho, por conta da Medida Provisória 676/2015, a nova fórmula ainda confunde muita gente, como o encarregado de encanador José Lima Carvalho, 59 anos. Ele esteve na Previdência Social, na tarde de ontem, para tirar dúvidas sobre o assunto. Assim como a maioria das pessoas ouvidas pelo CORREIO, Carvalho pensava que teria que esperar até os 95 anos de idade para conseguir se aposentar. “Ainda bem que estou errado. Agora preciso saber o que posso fazer para adiantar a minha aposentadoria, já que fui demitido antes de completar os 35 anos de carteira”, confessa o encarregado.
Como fica
Na prática, os contribuintes vão receber os cálculos com as opções de aposentadoria com e sem a aplicação do fator previdenciário. Por exemplo, uma mulher que completou 55 anos e tem mais de 30 anos de contribuição, com a nova fórmula 85/95, pode se aposentar com a garantia de que não terá as perdas previstas na aplicação do fator previdenciário. Já no caso de um homem com 65 anos de idade e com 40 anos de contribuição, o fator previdenciário vai servir para engordar o valor da aposentadoria, uma vez que ele contribuiu por mais tempo para a Previdência (veja no infográfico ao lado). A secretária financeira Silvana Ribeiro já fez os cálculos e deve optar pela nova fórmula no ano que vem. Aos 58 anos de idade, ela está prestes a completar os 30 anos de contribuição e vai aproveitar para antecipar a tão sonhada aposentadoria sem perdas de salário. “Se não fosse essa nova regra, teria que esperar mais dois anos para me aposentar ou perderia parte do meu benefício”, conta.Mudanças Entre as mudanças da lei aprovada pelo Congresso e a proposta inicial do governo está a questão da progressividade, que passa a ser elevada em um ponto a partir de 31 de dezembro de 2018 e não mais no final do ano que vem, como proposto no texto original. “Quem puder se aposentar agora deve iniciar logo o processo no INSS, uma vez que posteriormente a pontuação será aumentada”, afirma Nildes Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Direitos Previdenciários, Acidentários e Consumidor (Abprev). A fórmula 85/95 prevê o acréscimo de um ponto a cada dois anos e a progressão será limitada em 31 de dezembro de 2026, quando a soma passará a ser de 90 pontos para as mulheres e 100 pontos para os homens. O motorista Jurandir Nascimento já se beneficiou com a aplicação da 85/95. Com 60 anos de idade e 35 de carteira assinada, ele somou os 95 pontos exigidos. “Enxerguei mais vantagem. Consegui me aposentar com um valor mais alto do que se eu tivesse optado pelo fator previdenciário”, comemora.
Emenda da Desaposentação é vetada pela presidente Dilma
A desaposentação, aprovada pelo Congresso junto com a nova fórmula da aposentadoria (Regra 85/95) foi vetada pela presidente Dilma Rousseff. Segundo a justificativa do governo, a medida iria significar um rombo de R$ 70 bilhões no caixa da Previdência ao longo de 20 anos. A chamada desaposentação consiste na revisão do valor da aposentadoria para aqueles que voltaram a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social. Segundo o diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Thiago de Araújo, o veto foi fundamentado no pacto de gerações que sustenta o sistema previdenciário. “Uma geração mais nova financia a aposentadoria da geração mais velha. Esta é a justificativa que a presidente utilizou para falar, em outras palavras, que a Previdência não teria condições de arcar com a desaposentação”, explica. O veto foi visto com repúdio pela Associação dos Pensionistas e Aposentados da Previdência Social da Bahia (Asaprev), como afirma o presidente da entidade, Marcos Barroso. “O veto é uma irresponsabilidade do governo com um segmento da sociedade que contribui muito. É um descomprometimento com a classe trabalhadora. Tirar do direito dos aposentados é uma covardia”, argumenta Barroso. Atualmente, só é possível conseguir a desaposentação por meio da Justiça, como assegura ainda Thiago de Araújo, do Ieprev. “É possível conseguir judicialmente a concessão do novo benefício já que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TRF (Tribunal Regional Federal) têm posicionamento favorável à desaposentação”. Araújo orienta que é necessário buscar um advogado especializado em Direito Previdenciário para realizar os cálculos e avaliar se a desaposentação vai ser mesmo vantajosa. “O interessante seria haver uma regulamentação da desaposentação, a fim de fazer justiça aos segurados que contribuem e não têm retorno, mas continuam trabalhando”.
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(Foto: Reprodução)
Depois de uma disputa política e embates na Justiça, o Ministério de Minas e Energia decidiu pôr fim à polêmica a respeito da cobrança de bandeiras tarifárias na conta de luz de municípios de regiões isoladas. O ministro Eduardo Braga conseguiu isentar desse pagamento 153 municípios de oito Estados do País que, até agora, não foram conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Perdeu, porém, a batalha para incluir Manaus, sua principal base eleitoral, nessa política. Ao sancionar a Medida Provisória 677, que proporcionou o benefício, a presidente Dilma Rousseff vetou emenda que possibilitaria que os consumidores da capital do Amazonas deixassem de pagar pelas bandeiras. Mulher do ministro, a senadora Sandra Braga (PMDB-AM) incluiu duas emendas ao texto-base da MP 677. Uma para beneficiar especificamente a cidade de Manaus, outra para isentar cidades que ainda não foram plugadas ao SIN. Pelo texto, apesar de Manaus já estar conectada à rede nacional, a cobrança não seria automática, mas passaria a depender de uma decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido por Eduardo Braga.
O texto anularia o ato que atestou a interligação de Manaus, publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em maio. A proposta, no entanto, não passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, que a vetou essa emenda. "O dispositivo atribuiria ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) competência que não está afinada com sua missão institucional", justificou a Presidência. "A definição quanto à integração ao Sistema Interligado Nacional constitui medida de cunho primordialmente técnico-operacional, e não definição sobre o abastecimento energético nacional." A outra emenda proposta pela senadora, que isentou os municípios fora do SIN, foi sancionada pela presidente. Dos 155 municípios beneficiados, 61 são do Amazonas. A edição de lei foi comemorada pela senadora e pelo ministro, que consideram o assunto liquidado. "A lei sancionada define, de uma vez por todas, que os municípios isolados não são alcançados pelo regime da bandeira tarifária. O interior de qualquer Estado do Brasil que esteja isolado, ou seja, que não esteja interligado, está fora do regime de bandeira", comentou o ministro. "Manaus e Belém estão interligados, então pagam. Mas quem é isolado não pertence ao regime de bandeiras. Isso é um ponto importante, porque hoje o que está acontecendo é que liminares foram dadas em uma série de Estados segurando pagamento de bandeira tarifária em todos esses municípios", disse o ministro. "Agora isso vira lei, é um direito desses municípios. Nós atravessamos esse ano debaixo de fogo cruzado, até conseguirmos aprovar uma MP que foi sancionada e que resolve esse problema." Em nota divulgada à imprensa, a senadora disse que a edição da lei significa uma importante vitória. "Acima de tudo, corrigindo uma injustiça. Ninguém deve pagar por um serviço que não recebe", afirmou. Segundo ela, dois milhões de amazonenses serão beneficiados.
Bandeiras
As bandeiras tarifárias são um sistema que repassa à conta de luz o custo real da geração de energia no País. Quando as condições estão desfavoráveis e há um uso intenso de termelétrica, vigora a bandeira vermelha, que acrescenta R$ 4,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) de consumo. O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em todo o País em 1º de janeiro deste ano, exceto no Amazonas, Amapá e Roraima, que não estavam conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Em maio, porém, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atestou a conclusão das obras de interligação de Manaus ao sistema, o que automaticamente obrigaria a Eletrobras Amazonas Energia a iniciar a cobrança. A distribuidora alegava à Aneel que grandes áreas do Estado continuavam a ser abastecidas por usinas térmicas do Sistema Isolado. Porém, para a agência reguladora, uma vez que Manaus foi conectada, a distribuidora passou a pertencer ao SIN. Reportagem publicada pelo Broadcast informou que o ministro era contra a cobrança em sua base eleitoral.
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