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Delegado diz que pode voltar a pedir suspensão do WhatsApp

  • 02 Mar 2016
  • 09:52h

(Foto: Reprodução)

Em audiência nesta terça-feira (1) na Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI ) que investiga crimes cibernéticos, o delegado Fabiano Barbeiro, do Departamento Especializado em Investigação Criminal, que solicitou a suspensão dos serviços do aplicativo WhatsApp no Brasil, no ano passado, disse que pode voltar a fazer o pedido junto ao Judiciário. Segundo Barbeiro, a empresa ainda não forneceu as informações sobre investigados que podem ter relações com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Outra medida possível é a responsabilização criminal de representantes da empresa no País. O assunto foi discutido durante audiência pública realizada pela CPI, por coincidência, no mesmo dia em que a Polícia Federal, cumprindo determinação da justiça de Sergipe, prendeu, pelo mesmo motivo, o vice-presidente do Facebook, que é a empresa dona do WhatsApp.

 

Quebra de sigilo 
Em julho do ano passado, a Polícia Civil pediu a quebra de sigilo de dados trocados via aplicativo, mas o WhatsApp não forneceu. Pouco tempo depois, a empresa foi novamente notificada e foi fixada multa, ainda assim sem resposta. O descumprimento levou o Ministério Público a requerer o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas. O representante do aplicativo WhatsApp no Brasil justificou, em outra audiência realizada pela CPI, não ser possível obter as mensagens já que, para manter asegurança dos usuários, elas são criptografadas. A empresa também disse que não armazena as conversas em seu sistema. O delegado argumentou, no entanto, que, quando um usuário não abre uma mensagem no momento em que ela chega, o texto fica armazenado no sistema até que o usuário abra o aplicativo novamente, o que indicaria que a empresa possui dispositivos de armazenagem. Na opinião do delegado Fabiano Barbeiro, a empresa está sendo resistente devido a interesses comerciais. “Não consigo conceber o fato ou a alegação de que a empresa não tenha capacidade técnica de atender esse pedido. O que eu acredito é que existem razões comerciais para que ela mantenha essa resistência. Eu não acho que deve se sobrepor às nossas leis, ao nosso Poder Judiciário, ao Estado Democrático de Direito e nem a nossa soberania nacional”, disse.

Apurar sem punir usuários 
A presidente da comissão, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), ponderou que é preciso achar uma solução que não puna os usuários, mas que também permita, caso necessário, investigações policiais. “O grande problema é que o WhatsApp acabou se tornando uma ferramenta de uso diário das pessoas, facilitando a comunicação não só cotidiana, mas também de trabalho, de inter-relações e até de grupos. A gente percebe que as pessoas ficaram bem chateadas com a suspensão do Whatsapp.” Na opinião da deputada, vários crimes podem ser desvendados por meio de informações relacionadas ao Whatsapp. “Até porque hoje esse submundo e esse mundo da internet têm sido muito utilizados para vários tipos de crime. Então, a gente precisa criar algum mecanismo para dar proteção aos usuários sem perder a privacidade."

Prorrogação 
Além de ouvir o delegado Fabiano Barbeiro, a CPI aprovou o requerimento de autoria de Mariana Carvalho que solicita a prorrogação do prazo de funcionamento da comissão por 30 dias. A medida deve ser votada no Plenário da Câmara.

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Justiça manda soltar vice-presidente do Facebook

  • 02 Mar 2016
  • 08:06h

(Foto: Reprodução)

O desembargador plantonista Ruy Pinheiro da Silva, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), concedeu na madrugada desta quarta-feira (2) o habeas corpus para o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Jorge Dzodan. O executivo argentino foi preso em São Paulo na manhã de terça-feira (1º). A ação que resultou na prisão atendia a um pedido da Justiça de Sergipe após a rede social descumprir decisão judicial de compartilhar informações trocadas no WhatsApp por suspeitos de tráfico de droga. O Facebook é dono do WhatsApp desde o começo de 2014. Com a concessão do habeas corpus, falta apenas a emissão do Alvará de Soltura para determinar a liberação do executivo. Esse documento pode ser emitido a qualquer momento, segundo informações da assessoria de comunicação do TJSE.

Presidente do Inep pede demissão

  • 01 Mar 2016
  • 20:01h

(Foto: Reprodução)

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, pediu demissão do cargo. O professor entregou o pedido de demissão na segunda-feira (29) ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Por meio de nota, o Inep informou que o nome do substituto de Soares só será definido nos próximos dias. No documento entregue ao ministro, Soares justifica o pedido por “motivos pessoais”. O Inep é responsável pela organização e aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de definir e propor parâmetros, critérios e mecanismos para a realização de exames de acesso ao ensino superior, o órgão tem, também entre suas atribuições, a de coordenar o processo de avaliação dos cursos de graduação.

Gilberto Gil segue internado em hospital de São Paulo

  • 01 Mar 2016
  • 18:06h

(Foto: Reprodução)

O cantor Gilberto Gil está internado com um quadro de hipertensão arterial, desde a última quinta-feira (25), no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo. As informações foram prestadas pela assessoria de imprensa do hospital na manhã desta terça-feira (1º). As equipes médicas que o acompanham são coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Paulo Cesar Ayrosa Galvão. De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, Gil deve permanecer em observação devido tratamento clínico por conta de sua hipertensão arterial. Na manhã da última segunda-feira (29), a assessoria do cantor havia informado que ele esteve no hospital no sábado (27) para exames de rotina e que tinha sido liberado no mesmo dia.

Vice-presidente do Facebook Brasil é preso a pedido de juiz de Sergipe

  • 01 Mar 2016
  • 15:12h

(Foto: Reprodução)

O vice-presidente do Facebook Brasil, Diego Dzoran, foi preso nesta terça-feira (1) por uma equipe da Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o pedido de prisão, realizada por agentes da Delegacia de Repressão Entorpecentes/SP, foi feito pelo juiz de Sergipe, Marcel Maia Montalvão, para cumprir mandado de prisão por descumprimento de ordem judicial. Ainda segundo a publicação, a decisão judicial ocorreu após a empresa ter descumprido ordem judicial para quebrar o sigilo de mensagens de investigados por suspeita de transporte ilegal de cargas. As mensagens foram trocadas pelo aplicativo Whatsapp, de propriedade do Facebook.

Após pressão do PT, Eduardo Cardozo decide deixar ministério da Justiça

  • 29 Fev 2016
  • 14:31h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu deixar o governo. Pressionado pelo PT após rumores de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria alvo de quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal no âmbito da Operação Lava Jato, Cardozo se sente injustiçado e resolveu entregar o cargo à presidente Dilma Rousseff. No sábado, 27, Lula se queixou de estar sendo perseguido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público ao participar da festa de 36 anos do PT. "Eu já fui prestar vários depoimentos. Recebi uma intimação de que, a partir de segunda-feira (hoje), vão quebrar meu sigilo bancário, telefônico, fiscal. O meu, da Marisa, do meu neto, se precisar até da minha netinha de um mês", disse o ex-presidente, sob aplausos. "Se esse for o preço que agente tem que pagar para provar nossa inocência, que façam. A única coisa que quero é que, depois (…), me deem um atestado de idoneidade porque duvido que tenha alguém mais honesto que eu neste País."

 

A amigos com quem conversou ontem, Cardozo não escondeu o seu aborrecimento com os ataques e afirmou que o PT não entende o seu papel quando critica a falta de controle sobre a Polícia Federal. O ministro argumenta que a corporação tem autonomia para fazer investigações e ele só pode atuar em caso de violação de direitos. No último dia 22, uma comissão de dez deputados federais do PT esteve no gabinete de Cardozo para fazer nova reclamação. Os parlamentares cobraram dele providências sobre as investigações relativas a Lula e pediram que a Polícia Federal centrasse fogo na apuração de denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os petistas também disseram ao ministro ter certeza de que o objetivo da força-tarefa da Lava Jato era prender Lula e o criticaram até mesmo por tirar fotos com o "japonês da Federal", numa referência ao agente da PF Newton Ishii, que chegou a ser expulso da corporação em 2003 e foi reintegrado depois. Ishii se tornou conhecido por escoltar presos da Lava Jato. A prisão do marqueteiro João Santana, que fez campanhas de Dilma e Lula, também reforçou a pressão feita por setores do PT, com apoio do ex-presidente, para que Cardozo seja substituído. No ano passado, Cardozo chegou a comunicar a Dilma a intenção de deixar o cargo, mas atendeu a um apelo da presidente e permaneceu no ministério. Já na época ele era alvo de críticas do PT por causa da Operação Lava Jato. Cardozo é um dos mais próximos colaboradores da presidente desde a campanha de 2010. Ocupa o Ministério da Justiça desde o primeiro mandato de Dilma. A relação com Lula, porém, não é das melhores. Em reunião com deputados do PT e advogados no sábado, antes da festa de aniversário do PT, o ex-presidente voltou a se queixar do ministro. Mesmo sob ataque, Lula ainda é o nome que o PT conta para a eleição de 2018. O ex-presidente admitiu, no sábado, que, se necessário, será candidato para defender o seu legado e o PT.

Sigilos

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que se reuniu com Lula no sábado, confirmou que um dos temas da conversa foi a informação de que a Justiça determinaria a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico dele e de sua família. Questionado sobre a reação do ex-presidente à uma possível decisão judicial, Damous afirmou que "não há nenhum temor" em relação a isso. Ele afirmou que o partido não tem "conhecimento do teor" dessa eventual medida. "Vocês (imprensa) sabem mais do que muitos advogados de defesa (de réus da Operação Lava Jato)", disse. O deputado, que é ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio, sustentou que, se confirmada, a quebra de sigilo, "é um ato arbitrário, pois não é decorrente de indícios". Na noite de sábado, ao chegar para a festa, na zona portuária do Rio, Damous afirmou que Lula "está indignado com essa campanha sórdida, essa publicidade opressiva". De acordo com ele, Lula chegou a brincar com a situação "absurda". "Poxa, eu sou dono sem ser", afirmou o ex-presidente, ao reiterar que não é proprietário do apartamento tríplex no Guarujá e nem do sítio em Atibaia (SP), alvos de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. 

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Norte de Minas: Uma pessoa morre em acidente com ônibus clandestino que seguia para Guanambi

  • 28 Fev 2016
  • 10:28h

Acidente ocorre na BR-365, em Jequitaí no Norte de Minas. Veículo saiu de São Paulo e, no km 87 da rodovia, se chegou com um caminhão (Foto: Aconteceu no Vale)

Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas em um acidente envolvendo um caminhão e um ônibus no final da noite dessa sexta-feira (26), na altura do quilômetro 87 da BR-365, zona rural de Jequitaí, na região Norte de Minas Gerais.De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus fazia transporte clandestino e seguia de São Paulo para Guanambi (BA). Após a colisão, o motorista do ônibus, Clayton Teixeira, ficou preso às ferragens. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu na entrada do Hospital Universitário Clemente de Faria, em Montes Claros. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Segundo a PRF, o ônibus colidiu contra a traseira de um caminhão carregado com produtos de limpeza. Das 22 pessoas (16 adultos e seis crianças) que estavam no veículo coletivo, 14 ficaram feridas e foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo de Bombeiros. As vítimas foram encaminhadas para hospitais de Montes Claros, Pirapora e Ibiaí.


 

Brasil tem 1 prefeito retirado do cargo a cada 8 dias pela Justiça Eleitoral

  • 28 Fev 2016
  • 10:03h

(Foto: Reprodução)

O Brasil teve, desde as últimas eleições municipais, em 2012, 142 prefeitos cassados e retirados do cargo pela Justiça Eleitoral – uma média de um a cada oito dias. É o que revela um levantamento feito pelo G1 com base nos dados dos Tribunais Regionais Eleitorais dos 26 estados e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Além disso, outros 99 também foram cassados, mas se mantêm no cargo com liminares e recursos, a poucos meses de um novo pleito, que ocorre em outubro deste ano. O levantamento não leva em conta os prefeitos retirados do cargo pela Justiça comum ou pelas Câmaras municipais. Também não inclui os cassados em primeira instância que já conseguiram reverter a decisão em instância superior e não respondem mais a processo.

 

Motivos
A maioria dos prefeitos foi cassada em razão de captação ilícita de votos e abuso de poder econômico durante a campanha. Há também casos de conduta vedada pela legislação eleitoral. O dado de cassados no cargo e fora dele representa 4% do total de prefeitos eleitos em 2012 (5.568). O cientista político Malco Camargos, da PUC Minas, diz que esse número tem aumentado eleição após eleição. “Se por um lado as regras eleitorais têm ficado mais rígidas e as promotorias eleitorais mais atuantes, de outro há uma classe política que ainda não se acostumou a lidar com essa nova forma de atuação das instituições. Isso cria uma necessidade de regulação com o passar do tempo”, afirma. “Um outro ponto importante é que hoje há uma maior possibilidade de registro de provas com os meios eletrônicos, de gravação. Fica mais fácil obter imagens que revelam práticas não permitidas nas eleições”, diz Camargos. No levantamento do G1 há casos de prefeitos que passaram mais da metade do mandato cassados, porém mantidos no cargo por recursos judiciais. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, possui três prefeitos nessa condição desde 2013.

Demora no julgamento
Para Camargos, a demora no julgamento pós-eleição é um dos principais problemas. "O sistema ainda não conseguiu se modernizar para dar conta da celeridade que o processo eleitoral exige", diz. "Durante as eleições, até há uma rapidez. Durante o mandato, no entanto, a esfera de recursos é muito lenta, o que acaba gerando uma instabilidade.” São Paulo e Minas Gerais lideram a lista de prefeitos cassados definitivamente: 19 cada um. Outros 13 prefeitos paulistas ainda governam tentando reverter a decisão; em Minas, 12 continuam no cargo à base de liminares e interposição de recursos. Apenas Acre e Roraima não têm cidades com prefeitos cassados pela Justiça Eleitoral após a eleição de 2012. Parte das cidades teve de realizar uma nova eleição após a cassação. A lei eleitoral diz que a eleição suplementar deve ocorrer caso o cassado tenha recebido mais de 50% dos votos válidos. Caso contrário, o segundo colocado assume automaticamente.

Brigas em várias instâncias
O número de cassados nos TREs é bem superior ao dado final registrado pelo G1, porque o TSE tem revertido vários casos pelo país. Em São Paulo, por exemplo, 19 políticos conseguiram mudar a decisão de primeira instância que cassava os mandatos. Em alguns municípios, isso fez com que houvesse um troca-troca nas cadeiras, confundindo a população. Eleições chegaram a ser realizadas, mas os novos prefeitos eleitos ficaram apenas meses ou até dias no cargo, até que os cassados na primeira instância conseguissem reverter a sentença no tribunal superior. Dois municípios representam bem essa situação. Em Goiás, a cidade de São Domingos teve dois prefeitos cassados em pouco mais de um ano. Oldemar de Almeida Pinto Filho (PMDB) foi eleito, mas acabou cassado por compra de votos e abuso de poder econômico. Uma nova eleição foi marcada e vencida, em 2013, por Etélia Vanja Gonçalves (PDT). Mas a Justiça Eleitoral detectou captação ilícita de votos e recursos para a campanha durante a eleição suplementar, e ela também foi retirada do cargo. O presidente da Câmara assumiu, mas uma nova eleição ainda não foi realizada em razão de um recurso especial no TSE. Marituba, no Pará, chegou a realizar, ao custo de R$ 170 mil, uma nova eleição que, no fim, acabou não valendo. Eleito em 2012, Mário Filho (PSD) teve a candidatura indeferida por ter a prestação de contas do pleito anterior rejeitada. O mesmo ocorreu com o segundo colocado e o terceiro não atingiu a quantidade suficiente de votos. Assumiu a prefeitura, então, o presidente da Câmara Wildson de Araújo Melo (PRB), cassado depois pela Justiça Eleitoral por compra de votos. Uma eleição suplementar, em 2013, foi vencida por Elivan Faustino (PMDB), vice na chapa de Mário Filho. Ele, no entanto, ocupou o cargo só por seis meses: em 2014, o TSE aceitou o recurso de Mário Filho e, enfim, o empossou prefeito.

Problemas
Para Malco Camargos, a discussão que se faz é “onde a política está agindo mais”. “Da mesma maneira que a ação contra políticos tem promovido algumas pessoas e em busca disso alguns juízes têm cometido excessos, de outro lado uma segunda instância que ainda depende da indicação da parte política pode estar sendo mais comedida em seus atos", afirma. "Em outras palavras, tanto a primeira como a segunda instância têm problemas: a primeira de vaidade, e a segunda de dependência de questões políticas.” Procurado, o TSE diz que tem como um dos seus pilares de atuação o respeito à razoável duração do processo. "No entanto, cabe ressaltar que cada processo é único e demanda análise e julgamento em tempo e detalhamento específicos. Por esses motivos, não é possível priorizar a celeridade em detrimento da decisão mais correta possível e no devido processo legal para que se garantam a ampla defesa e a interposição dos recursos legalmente previstos", afirma o tribunal, em nota. "O compromisso da atual gestão do tribunal é de priorizar o julgamento de processos que possam resultar na perda de mandato eletivo, de acordo com o Planejamento Estratégico TSE 2015-2020", completa o órgão.

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Nada grave: Anderson deixa hospital, volta a hotel e dispensa muletas

  • 28 Fev 2016
  • 08:45h

Anderson Silva chega a hotel após deixar hospital e comer em rede de lanchonete (Foto: Ivan Raupp)

Já não bastasse a derrota para Michael Bisping, Anderson Silva deu outro susto em sua equipe no UFC Londres. Ao fim da luta, o brasileiro reclamou muito de dores no tornozelo esquerdo e causou apreensão, uma vez que a traumatizante fratura sofrida contra Chris Weidman foi em área muito próxima na perna esquerda. Teve treinador falando que havia a suspeita de o osso ter trincado. Por precaução, o médico do evento o mandou direto para um hospital da capital inglesal, e o Spider desfalcou a coletiva de imprensa pós-evento. Ao contrário de Bisping, que se fez presente apesar de estar mancando, com muitas dores no corpo e o rosto bastante machucado. No entanto, após passar por bateria de exames, o resultado felizmente tranquilizou a equipe. O problema não passou de dores no tornozelo esquerdo, e não houve qualquer tipo de fratura, o que foi confirmado pelos empresários do lutador, Jorge Guimarães e Ed Soares, e pelo Dr. Márcio Tannure, amigo pessoal de Anderson e que viajou a Londres para ver o combate. Liberado pelo hospital, o Spider voltou andando normalmente, sem mancar, ao hotel onde todo o staff do UFC está hospedado. Ele até dispensou as muletas que a organização havia separado para ele. Antes, passou em uma famosa rede de lanches para comer. A questão física está superada. O desafio de Anderson Silva nos próximos dias vai ser lidar emocionalmente com a derrota para Bisping em uma luta em que brincou demais e poderia perfeitamente ter vencido com um pouco mais de foco.

Instituição aponta que, até 2050, metade da população do Brasil e do mundo será míope

  • 27 Fev 2016
  • 16:03h

(Foto: Reprodução)

Metade da população mundial terá miopia em 2050, aponta estimativa da Academia Americana de Oftalmologia (AAO). De acordo com documento divulgado pela instituição, 10% da população mundial deverá ter alta miopia, condição ligada a graves doenças oculares. A partir da metanálise de 145 estudos com 2,1 milhões de participantes, concluiu-se que a prevalência de míopes no Brasil, em 2020, será de 27,7%, e nos EUA, de 42,1%. Segundo o jornal O Globo, o problema deve se tornar mais preocupante até 2050, quando 50,7% dos brasileiros serão míopes, assim como 58,4% dos norte-americanos. Para o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, o cenário pode chegar a uma "epidemia de miopia", como ele chama. A maior preocupação está relacionada aos níveis do problema, já que o risco de descolamento da retina, catarata, glaucoma e degeneração macular aumenta a partir dos seis graus. De acordo com Queiroz Neto, além da herança genética, o estilo de vida também pode causar a miopia. "O uso intensivo do computador e outras tecnologias é um dos fatores relacionado ao aumento da miopia no mundo todo", ressaltou.

CBF comemora eleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa

  • GE
  • 27 Fev 2016
  • 10:01h

Coronel Nunes, presidente interino da CBF, nega influência de Del Nero em voto no suíço, combinado com a Conmebol: “Sempre iríamos em bloco”. (Foto: Divulgação)

O presidente da CBF, Coronel Antonio Carlos Nunes, comemorou a eleição de Gianni Infantino para presidente da Fifa como uma vitória do Brasil. Em uma rápida entrevista ao logo após a votação, Nunes disse ainda que a CBF “nunca cogitou” mudar seu voto para o xeque Salman Ibrahim Al-Khalifa e que Marco Polo Del Nero – presidente licenciado da CBF – não teve nenhuma influência sobre seu voto. E ficou em cima do muro sobre a Copa com 40 seleções, uma das propostas mais marcantes do novo presidente da Fifa.Após a divulgação do resultado, Nunes declarou que "o importante a ser dito agora é que é uma vitória do Brasil. Esta é uma vitória do futebol brasileiro" e emendou dizendo que "primeiro porque o Infantino é latino (é suíço, mas com parentesco italiano), como nós, entende a nossa picardia, fala a nossa língua. E porque nós nos encontramos com ele no Paraguai, faz um mês, na reunião da Conmebol e ali acertamos que votaríamos em bloco com ele. Quando uma confederação se une, como a nossa, ninguém se mete com a gente". 

Brasil: Mulher passa por cirurgia estética e não consegue mais fechar o olho

  • 26 Fev 2016
  • 12:01h

(Foto: Reprodução)

Lucia Aparecida Arantes, de 68 anos, resolveu fazer uma plástica no rosto, mas o que ela não imaginava era que o olho esquerdo não fecharia mais. "Como o olho não fecha, há um ressecamento à noite e isso está prejudicando a córnea. Eu posso desenvolver uma úlcera e perder a vista", contou ela à reportagem da Record. Assim que se deu conta do problema, a mulher registrou Boletim de Ocorrência por lesão corporal culposa (sem intenção) e ainda mostrou que o profissional lhe devolveu os R$ 5 mil cobrados na operação em três parcelas.Ainda segundo a reportagem, o médico pagou por uma cirurgia corretiva feita por um colega, mas o problema no olho não foi resolvido. Procurado,  Gerson Gattei, responsável pelo procedimento, não quis dar entrevista.

Governo federal tem proposta para tornar telefonia fixa mais barata

  • 26 Fev 2016
  • 11:01h

(Foto: Reprodução)

Uma antiga exigência das operadoras de telefonia do Brasil pode ser atendida pelo governo federal em breve. O Ministério das Comunicações e o da Fazenda estudam, em conjunto com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acabar com os contratos de concessão de telefonia fixa, permitindo que as empresas possam oferecer todo tipo de serviço apenas com uma autorização oficial. Atualmente, telefonia fixa é um serviço considerado público e, por isso, empresas que ofereçam essas linhas devem ter uma concessão do governo federal, assim como as emissoras de TV. Entre outras exigências desse tipo de contrato está o pagamento de impostos, revertidos para o consumidor em forma de taxas que aumentam o valor da conta de telefone. Sem a exigência de concessões, o valor das contas pode diminuir.

 

O motivo para a mudança está na desvalorização das linhas fixas diante da popularização dos telefones móveis e planos deinternet. Sem a necessidade de cobrar taxas do usuário, o serviço (que passa a ser considerado um bem privado, e não maispúblico) não precisaria mais seguir as regras de preço reguladas pelo governo. Sendo assim, a concorrência entre as operadoras pode também contribuir para diminuir o preço dos planos, como já acontece com a telefonia móvel. As empresas de telecomunicação também seriam beneficiadas pela mudança. Há anos essas companhias reclamam do chamado "peso da concessão" que, entre outras regras, exige a manutenção de telefones públicos (os "orelhões") em todo o território onde atuam. A Oi, por exemplo, que é concessionária no Rio de Janeiro, é obrigada a gastar R$ 300 milhões por ano para manter esses orelhões funcionando, mesmo em áreas onde ele sequer é utilizado. A empresa alega que o gasto é insustentável, já que, em receita, o uso desses telefones públicos geram menos de R$ 17 milhões por ano - um valor bem abaixo do que é investido. Sem a necessidade de uma concessão, a Oi poderia decidir, por conta própria, onde instalar orelhões e onde investir na infraestrutura de telefonia móvel, por exemplo, de acordo com a demanda de cada região. Os ministérios que conduzem a elaboração da proposta dizem que a minuta do decreto deve ficar pronta até abril. Com a assinatura da presidente Dilma Rousseff, o decreto passaria a valer imediatamente.

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Grupo critica imagens de santos nas versões Batman, Bowie e Frida

  • 25 Fev 2016
  • 09:04h

Estatuetas de santos com rostos e vestes de personagens famosos vendidas em loja de Brasília (Foto: Ana Smile/Divulgação)

Uma petição online dirigida ao Ministério Público do Distrito Federal pede providências contra uma loja de decoração que comercializa estatuetas de santos caracterizados como personagens de histórias em quadrinhos ou artistas – Nossa Senhora, por exemplo, ganhou versões do Batman, Mulher Maravilha, Malévola, Frida Kahlo, David Bowie, Galinha Pintadinha e Minnie. Para um grupo de católicos, a iniciativa fere o artigo 208 do Código Penal, que fala sobre crimes contra o sentimento religioso. A responsável pela “Santa Blasfêmia”, Ana Smile, disse ao G1 ter crescido dentro da igreja e afirmou não se considerar cometendo nenhuma infração. No documento, o grupo diz ver o trabalho como sátira à fé católica. “As características fundamentais destas estatuetas foram dadas pela Igreja Católica há pelo menos alguns milhares de anos. O seu uso indevido, além de ser contra a ética, constitui-se como um ato de violência à dita Instituição, bem como ao meu sentimento religioso”, diz o texto.

 

Para Ana, as chances de a petição evoluir em punição são pequenas. Ela começou com o trabalho há quase três anos, por acaso. A mulher viu um meme com o Batman e o Robin e a expressão “Nossa Senhora de Bátima”. “Achei incrível, fui pesquisar na internet se achava algo do tipo para vender e quis uma imagem dessa para mim, para decorar minha casa.” Amigos viram o “santo estilizado” e passaram a encomendar peças. O trabalho foi crescendo com o boca a boca. Há um ano, Ana decidiu criar uma página em redes sociais para divulgar as estatuetas. Os objetos têm entre 30 centímetros e 55 centímetros. Os preços variam de R$ 200 a R$ 400. As vendas são feitas pela web ou em uma loja na 306 Sul. “Fiz só uma exposição até hoje. Foi no fim do ano, no ‘Picnik’. As críticas que ouvi no dia foram educadas”, lembra. “Tem três ou quatro dias que alguém passou na loja e não gostou. Tinha uma peça minha na vitrine. Entrou, reclamou, chamou gerente, mandou e-mail para o dono da loja, criticaram de todas as formas. Pegaram cartão meu, entraram na página [do ‘Santa Blasfêmia’, vazaram meu telefone. Tenho WhatsApp de pessoa me xingando, desmerecendo meu trabalho. Tanto falando da forma mais educada e da mais grosseira também.” Ana disse que estava ignorando as mensagens, mas que decidiu nesta segunda se posicionar pela primeira vez. Ela conta que cresceu dentro da igreja, fez primeira comunhão e crisma e acredita em Deus. Atualmente, a mulher se define espírita. “A intenção sempre foi um trabalho artístico, de humor mesmo, nunca de forma a denegrir ou desrespeitar qualquer crença”, explica. “Não acho nem acredito que eu esteja agredindo ninguém.” “Estou recebendo muito apoio. A maioria das pessoas que está do lado vê com bom humor isso tudo, não vê como possível problema ou nada que me ofenda ou vá me prejudicar de alguma forma. Eu sinceramente estou meio apática a isso tudo, de em pleno 2016 ter pessoas que não consigam separar religião e arte ou não consigam respeitar pessoas com interesses diferentes”, completa.

O trabalho
As peças de Ana são feitas com base em cinco santos: São Benedito, Santo Antônio, São Judas, Nossa Senhora de Guadalupe e Nossa Senhora das Graças. A confecção das estatuetas leva cerca de duas semanas. A mulher, que também trabalha em um bar, compra os santos em gesso, os lixa e os molda em casa. Depois, seca, laqueia, pinta e inverniza. Ela diz que consegue fazer no máximo cinco estatuetas ao mesmo tempo. As imagens já foram encomendadas por todos os estados brasileiros e até exportadas para Nova York. A maior dificuldade na venda é justamente a conservação. “Todas têm um filetinho de metal por dentro justamente para tentar diminuir esse risco [de quebra], para ficar um pouquinho mais rígida.”

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Governo vai suspender corte de bolsas do PIBID

  • Joana d'rck Cunha Santos
  • 25 Fev 2016
  • 07:22h

(Foto: Divulgação)

Ao participar de audiência realizada hoje (24) pela Comissão de Educação do Senado sobre PIBID- Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência- o deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA) reforçou a defesa que vem fazendo em favor programa federal e comemorou resultado do evento. “Foi um encontro bastante positivo, porque conseguimos a suspensão do corte de bolsas e abrimos o diálogo com o Ministério da Educação”, avaliou ele, após breve intervenção na audiência presidida pela senadora petista Fátima Bezerra (RN). Na audiência pública, que teve a participação de representantes do MEC, da CAPS- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- e do Conselho Nacional de Educação, o deputado Waldenor Pereira fez uma rápida intervenção, quando reafirmou o compromisso de continuar lutando em defesa do PIBID, coisa que tem realizado, inclusive com audiências realizadas com o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, e o presidente da CAPS, Carlos Nobre. Além da suspensão do corte de bolsas, o encontro de hoje no Senado serviu também para agendar audiência no MEC para a próxima terça-feira, a fim de discutir a reestruturação do PIBID. “Defendemos que essa reestruturação seja feita de forma pactuada com professores, estudantes e universidades”, disse Pereira. 

(Foto: Divulgação)