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Mulher tem gêmeos e apenas um nasce com microcefalia em PE

  • 17 Fev 2016
  • 13:03h

Cassiana com os filhos, Edson e Melissa, que tem um mês de vida; apenas a menina tem microcefalia (Foto: Reprodução / TV Globo)

A dona de casa Cassiana da Silva deu à luz um casal de gêmeos há pouco mais de um mês, mas apenas um dos bebês foi diagnosticado com microcefalia. Ela e o marido, o frentista Edson Miguel, moram em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana doRecife. O caso vem sendo acompanhado pelos médicos, que buscam entender por que um bebê tem a malformação e o outro, não. Exames estão sendo feitos para identificar se, por acaso, a mãe teve zika durante a gestação. Cassiana chegou a apresentar algumas manchas vermelhas no braço, quando estava com quatro meses de gravidez, mas os médicos acreditavam que era mais um quadro de dengue – não havia a preocupação com o vírus da zika na época. “Foram só umas manchas na pele, não espalhou pelo corpo”, recorda a mãe.

 

Os bebês se chamam Edson e Melissa. A mãe, Cassiana, conta que fez o acompanhamento pré-natal, mas foi só depois do parto e de uma tomografia que ficou confirmado que a menina tinha, realmente, microcefalia. “No começo, eu não aceitei bem. Meu marido foi quem mais me apoiou. Ele sempre dizia que nossa filhinha era perfeita, não tinha nada”, recorda a dona de casa. Os gêmeos foram gerados em placentas diferentes e, com isso, cada um se desenvolveu de forma independente.  “O que geralmente chama a atenção é porque a gente imagina que as duas crianças estão dentro de um ambiente único, dividido apenas por algumas membranas. Por que uma apresenta complicações de uma doença e a outra não?”, questiona a neurologista Ana Van Der Linden. A equipe médica que acompanha as crianças espera que o exame do líquido da espinha dorsal dos bebês possa ajudar a esclarecer o que houve. No exame, os pesquisadores buscam identificar anticorpos que podem ter sido produzidos pelo próprio organismo para combater a infecção pelo vírus da zika. “Aí entram de novo os estudos para a gente tentar entender o que tinha nas placentas, já que eles tinham placentas diferentes, e o que evitou que o vírus chegasse até um bebê e o que o levou a chegar até o outro”, aponta a pediatra Danielle Cruz. Em Pernambuco, os pesquisadores já encontraram o anticorpo correlacionado ao vírus da zika em 34 bebês com microcefalia, de acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do estado. Outros três casos deram negativo e um teve o resultado inconclusivo. Dos 1.546 casos notificados de microcefalia, 184 foram confirmados. Os pais dos gêmeos esperam que o caso da família deles ajude a ciência a avançar nas pesquisas e encontrar uma forma de evitar novos casos de microcefalia. "Eu acho interessante para a medicina estudar. O nosso caso foi tão raro porque a menina nasceu com microcefalia e o menino não”, avalia o pai. “Eu sei que para as mães não vai ser fácil aceitar no começo, mas é dado por Deus, a gente deve aceitar.  E se um teve outro não, eu sei que foi Deus, Deus que colocou a mão”, reforça a mãe.

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Grupos a favor e contra o ex-presidente Lula protestam em São Paulo

  • 17 Fev 2016
  • 11:38h

(Foto: Reprodução)

Grupos favoráveis e contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protestam na manhã desta quarta-feira (17) em frente Fórum Criminal da Barra Funda, na cidade de São Paulo, onde seriam realizados hoje os depoimentos do petista e da sua mulher, Maria Letícia (leia mais). Participantes dos protestos atiraram objetos uns nos outros e uma mulher foi atingida por uma pedra na cabeça. O clima ficou mais tenso quando opositores do governo tentaram encher de ar o boneco inflável com a caricatura de Lula, conhecido como pixuleco. Apoiadores do ex-presidente impediram a ação. A Polícia Militar está no local para evitar confusões entre manifestantes dos dois lados. Uma decisão liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) suspendeu nesta terça-feira (16) os depoimentos de Lula e de Maria Letícia. Eles seriam ouvidos nesta quarta (17) para esclarecer a situação sobre o tríplex no Condomínio Solaris, na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo, e por conta de suspeitas de irregularidades na transferência da construção da cooperativa Bancoop para a OAS.

'Sou plena, feliz e existo porque minha mãe não optou pelo aborto', diz jornalista com microcefalia

  • 17 Fev 2016
  • 09:38h

Ana se formou em jornalismo para ser porta-voz da microcefalia (Foto: Reprodução)

Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto. "Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada. No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: 'ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer'. Ele - como muita gente hoje - estava errado. Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog. Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!). Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma 'geração de sequelados' por causa da microcefalia. Se estivesse na frente dele, eu diria: 'Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não'.  Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais - e tem microcefalia. As mães dessas pessoas não optaram pelo aborto. É por isso que nós existimos.

Meu Brasil, Brasileiro: Ministro da Saúde é exonerado do cargo para votar em aliado na Câmara

  • VEJA
  • 17 Fev 2016
  • 08:37h

Marcelo Castro agora retoma o cargo de deputado e pode ajudar Picciani a se reeleger como líder do governo(Luiz Xavier/Agência Câmara/VEJA)

Em meio a um surto de microcefalia e a uma explosão de casos de zika vírus no país, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, foi exonerado do cargo pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira. O motivo é a eleição do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, que está marcada para hoje. Com o afastamento, ele retoma o mandato de deputado e é um voto favorável à reeleição de Leonardo Piccinani (PMDB-RJ), que é aliado do Planalto. O outro candidato que está na disputa é Hugo Motta, próximo ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conforme já era esperado, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta. O Planalto está apreensivo com a eleição para a liderança do PMDB, porque ela pode ser determinante para o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. É responsabilidade do líder nomear os oito integrantes que devem compor a comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente. Além disso, o líder tem influência sobre a tramitação de projetos considerados cruciais para o governo, como a recriação da CPMF. Até ontem, o ministro se dizia em dúvida se deixaria o posto. Hoje, ele mudou o discurso: "Estou fazendo o que acho que deveria ser feito", afirmou. Nesta quarta-feira, aliados de Hugo Motta e a oposição apresentaram um requerimento para que ele fosse à Câmara prestar esclarecimentos a respeito das ações do governo para enfrentar as epidemias de zika vírus, dengue e chikungunya. Questionado sobre se poderia retornar ao ministério, apesar de todas as pressões, ele respondeu: "Assim espero". No seu lugar, a presidente Dilma Rousseff nomeou o secretário executivo da Saúde, José Agenor Álvares da Silva.

Aprovados em concurso do INSS podem ser convocados em agosto

  • 17 Fev 2016
  • 07:01h

(Foto: Reprodução)

Com inscrições abertas até o dia 22 de fevereiro,  o concurso do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com 950 vagas, pode nomear os aprovados em agosto A informação foi confirmada pela presidente da autarquia, Elisete Berchiol. “A nossa previsão é para nomeação ainda este ano, dentro de um cronograma, ocorrendo por volta de agosto”, disse ele em entrevista à TV Anasps.

 

Concorrência

Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para realizar o concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)  com 950 vagas. A informação foi confirmada pela presidente da autarquia, Elisete Berchiol. Com o atual número de cadastros, a relação é de mais de 1000 candidatos por vaga. Quem pretende ingressar no quadro de pessoal do INSS tem até o dia 22 de fevereiro para se inscrever no site do Cebraspe (antigo Cespe/UnB), organizador, e concorrer a uma das 950 vagas oferecidas. Além da estabilidade empregatícia e da chance de receber uma remuneração bem atrativa, os interessados devem considerar a possibilidade de contratações adicionais serem realizadas pelo INSS. Das vagas disponibilizadas, 800 são destinadas ao cargo de técnico de seguro social, que exige apenas o nível médio (antigo 2º grau) e tem remuneração de R$5.344,87, composta pelo vencimento básico de R$639,18, gratificação de atividade executiva (GAE) de R$1.022,69, gratificação de desempenho de atividades do seguro social de R$3.225 (GDASS) e auxílio-alimentação de R$458. Os servidores do INSS recebem assistência à saúde de R$117,78 (passará a R$145, em agosto) e auxílio-creche de R$321. A autarquia oferece também 150 oportunidades de analista do seguro social, cargo destinado a graduados em Serviço Social. Para esses, os ganhos são de R$7.954,09, com vencimentos de R$890,42, GAE de R$1.424,67, GDASS de R$5.181 e auxílio-alimentação de R$458. Os demais benefícios também são propiciados aos analistas. Em agosto deste ano, as remunerações passarão para R$5.498,90, no caso de técnico, e para R$8.135,25, no de analista, em virtude de acordo sindical após a greve do ano passado. As taxas de inscrição são de R$65 para técnico e R$80 para analista. Os membros de família de baixa renda que forem inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem pedir isenção da taxa, no site do organizador, durante todo o prazo de inscrições. Em concordância com a lei, há reserva de vagas para candidatos negros (20%) e portadores de deficiência (5%), que passarão por uma perícia médica. As informações são da Folha Dirigida.
 

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Turbina de avião da Gol com 145 pessoas pega fogo no aeroporto de Brasília

  • 15 Fev 2016
  • 09:41h

A turbina de um avião da Gol pegou fogo neste domingo (14) no aeroporto de Brasília. Segundo informações do G1, o acidente aconteceu enquanto a aeronave estava deixando a área de embarque, de onde seguiria para o aeroporto de Congonhas. Uma das laterais do avião ficou com uma marca escura e vidros de janelas ficaram trincados. Os 145 passageiros que estavam no voo 1415 precisaram ser realocados em outras viagens com destino a São Paulo. O consórcio Inframerica, que administra o aeroporto, informou que cinco carros do Corpo de Bombeiros foram acionados para combater as chamas, mas não houve atrasos nos demais voos programados.

Componente em larvicida é apontado por cientistas como 'real' causa da microcefalia

  • Informações do Zero Hora
  • 14 Fev 2016
  • 08:23h

Componente químico do Pyriproxyfen, indicado pelo Ministério da Saúde brasileiro contra o Aedes, pode ter relação com a má formação de crânio nos fetos. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores argentinos divulgaram nesta semana, através de relatório, argumentos que chamam a atenção para a suspeita de que um componente químico conhecido como Pyriproxyfen, de larvicida utilizado na água e recomendado pelo Ministério da Saúde brasileiro para combater o Aedes aegypti, pode ter relação direta com a microcefalia. Estle larvicida é produzido pela Sumitomo Chemical, um “parceiro estratégico” da multinacional Monsanto, sediada nos EUA. Ele é utilizado em tanques de água potável desde 2014 no Brasil, em regiões com saneamento básico carente, como no Nordeste, região de maior incidência de microcefalia. O Pyriproxyfen passou a ser utilizado depois que o larvicida anterior, Temephos, se mostrou ineficiente contra o mosquito.

Governo adia para março anúncio de corte no Orçamento

  • 14 Fev 2016
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

O governo decidiu adiar para março o anúncio do corte no Orçamrento, que estava previsto para ocorrer na sexta-feira (12). A decisão foi tomada na reunião que aconteceu na quinta-feira (11), da junta orçamentária com a presidente Dilma Rousseff. A junta é integrada pelos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento). A decisão foi tomada baseada na frustração excessiva de receita.  O temor do governo é que o anúncio agora poderia implicar em cortes de áreas essenciais. Por isso, se optou por ter cautela e fazer um estudo mais detalhado do Orçamento para que o corte seja feito de forma seletiva.Num primeiro momento, a expectativa era de que o corte fosse de até R$ 30 bilhões.

Brasil tem 4 na lista que reúne 3,1 mil cientistas mais influentes do mundo

  • 13 Fev 2016
  • 17:04h

(Foto: Reprodução)

Quatro pesquisadores brasileiros foram citados na publicação que reúne a lista com os 3126 pesquisadores mais influentes de todo o mundo. O levantamento foi publicado pela editora Thomson Reuters introduz a publicação "As mentes científicas mais influentes do mundo 2015". O ranking inclui os nomes de quatro brasileiros: Ado Jorio, da área de Física da Universidade Federal de Minas Gerais; Adriano Nunes-Nesi,da Universidade Federal de Viçosa (Ciências das Plantas e dos Animais); Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese (Medicina Clínica); e Paulo Artaxo, do Departamento de Física da Universidade de São Paulo (Geociências).De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a formação da lista foi baseada em um critério principal – a análise dos artigos científicos mais citados no período entre 2003 e 2013, em 21 áreas do conhecimento. 

Os cientistas mais notáveis estão entre aproximadamente nove milhões de pesquisadores contabilizados pela consultoria. Entre as 21 áreas de pesquisa classificadas, as maiores são as das Ciências da Vida: Medicina Clínica, Biologia e Bioquímica e Biologia Molecular e Genética. Já Ciências da Computação, Matemática e Economia e Negócios reúnem um número menor de pesquisadores que produzem, proporcionalmente, menos artigos. No acervo de pesquisa da Capes (http://www.periodicos.capes.gov.br/) é possível conferir citações e publicações relacionadas aos pesquisadores: são mais de 200 resultados para o cientista Ado Jorio; cerca de 120 publicações relacionadas ao nome de Adriano Nunes-Nesi; 235 artigos que contam com autoria de Álvaro Avezum; e mais de 500 resultados que envolvem o pesquisador Paulo Artaxo.

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Governo pede que famílias abram suas casas para mobilização contra Aedes

  • 13 Fev 2016
  • 10:03h

Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes tem a participação de 220 mil homens das Forças Armadas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff, ministros, governadores e agentes de saúde vão às ruas neste sábado (13) para uma grande mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypit e ao vírus Zika. O Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti também conta com a participação de 220 mil homens das Forças Armadas. O almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas, pediu que a população abra as portas aos militares. “[A presença dos militares na ação ocorre] pela facilidade das Forças Armadas de mobilizar uma quantidade tão grande de pessoas. Mas são importantes a credibilidade e as informações da imprensa para que as pessoas abram as casas neste sábado”, disse Sobrinho. Os militares entregarão panfletos e, junto com os agentes de saúde dos estados, conversarão com a população sobre a importância de não manter criadouros do mosquito em suas casas. Em algumas situações podem ser aplicados larvicidas em depósitos de água nas residências, como caixas d'água. A ação, no entanto, dará prioridade ao diálogo e à informação à população.

 

 

A meta é visitar 3 milhões de famílias em cerca de 350 municípios brasileiros. Pernambuco, estado com o maior número de casos notificados de microcefalia, terá 30 municípios visitados. As cidades foram escolhidas de acordo com os critérios de incidência do mosquito e da presença de apoio militar. O governo pretende passar uma mensagem de união em torno do combate à doença. Para isso, a presidenta Dilma Rousseff deslocou seus ministros a vários estados a fim de participar ativamente da mobilização. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, por exemplo, viajou para Salvador, e o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, para São Luís. Nelson Barbosa, da Fazenda, visita Belo Horizonte e José Eduardo Cardozo, da Justiça, seguiu para Fortaleza. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, cumprirá a agenda em Aracaju e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no Recife. O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participa da ação em Maceió e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo, está em Manaus. A presidenta, por sua vez, visita o Rio de Janeiro. “Estaremos presentes nos estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, disse o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que encontrará o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em Campinas. O governo espera distribuir 4 milhões de panfletos pelo país. Trata-se de um guia para eliminar os criadouros do mosquito. Com a hashtag #zikazero, o guia orienta as pessoas a manter as caixas d'água tampadas, os pneus guardados em locais cobertos e secos e os pratinhos de planta cheios de areia.

Outras ações
Estão agendadas para os próximos dias mais ações de combate ao Aedes aegypit. De 15 a 18 de fevereiro, mais de 50 mil homens e mulheres das Forças Armadas vão contar com a colaboração da população para entrar nas casas, eliminar focos do mosquito e aplicar produtos químicos para inibir sua reprodução. Do próximo dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. “Os alunos são grandes irradiadores, principalmente para as suas famílias, do problema do mosquito e de como combatê-lo. Vamos às escolas, assim como outras autoridades, falar com os alunos para que eles levem essa mensagem às suas casas”, afirmou o chefe do Estado Maior do conjunto das Forças Armadas.

Emergência internacional
No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido e a possibilidade de disseminação global da doença. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypiti, mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o vírus Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.

 

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Dengue cresce 50% em 20 dias

  • Tribuna da Bahia
  • 13 Fev 2016
  • 07:00h

(Foto: Reprodução)

Entre 3 e 23 de janeiro o Ministério da Saúde registrou 73 mil casos de dengue no País. Diante desse quadro o governo pretende visitar três milhões de residências em 356 municípios de todo o Brasil. Mais de 220 mil militares vão participar da mobilização.  Os dados do Ministério da Saúde revelam que seis em cada dez casos ocorreram na região Sudeste.  Os estados que mais tiveram notificações de dengue foram Mato Grosso do Sul, Tocantins, Espírito Santo e Minas Gerais. Nesse período quatro pessoas morreram por causa da doença: duas no Paraná, uma no Mato Grosso do Sul e outra em Rondônia. Em 2015, nesse mesmo período, a dengue já havia tirado 50 vidas. 

Mudanças na Lei: Pensão alimentícia ficará mais rigorosa a partir de março

  • 12 Fev 2016
  • 14:01h

(Reprodução)

A pensão alimentícia é um direito de toda criança, adolescente e idoso. As mudanças no Código Civil tornaram mais rigorosas as leis quanto às pensões. As novas medidas entrarão em vigor a partir de 18 de março. A Rádio Cristal convidou a advogada e professora da faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo, Cristiane Beuren, para tirar dúvidas e esclarecer as mudanças no código. A legislação anterior tinha regras especificas para a lei, porém muitas coisas a justiça deliberava sem estar previsto em lei. Por exemplo, o fato de o requerente ter a pensão avaliada em 30% do salário do requerido não estava previsto em lei, a decisão, era uma jurisprudência da justiça. A mudança a partir de março prevê em lei este número. O que muda? O rigor. No momento que for entrado com a execução de que o devedor atrasou um mês, o Juiz já poderá emitir um mandado de prisão. A justiça deverá dar três dias para o pagamento ou justificava do não pagamento, porém, já é determinado que o valor fosse a protesto no cartório. Com o protesto, essas informações geram a situação de inadimplente para o devedor. “Basta um mês de atraso que já pode ser pedido à prisão do devedor, não necessariamente os três meses”, destacou Cristiane quanto às novas mudanças na lei. Quanto a pena, agora está na lei. A pena será de um a três meses em regime fechado, sem possibilidade de alteração. “Ir pra cadeia não significa que são pagas as pensões. O tempo que o devedor está preso, ele necessita continuar pagando, pois assim que sair, continua sendo devedor sendo possível novamente a sua prisão”, destacou Beuren. A pensão alimentícia deve ser paga até o momento em que o pai, mãe ou responsável entre na justiça pedindo a exoneração do pagamento, do contrário continuará pagando.

Número de acidentes em estradas federais na Bahia cai 41% neste Carnaval

  • 12 Fev 2016
  • 12:49h

(Foto: Reprodução)

O número de acidentes durante o Carnaval nas estradas federais que cortam a Bahia caiu 41% em relação ao mesmo período do ano passado - em todo país, a queda foi de 48%. Foram 81 acidentes registrados contra 138 acidentes em 2015. Em 2016, foram 12 mortes registradas durante o período nas estradas federais baianas, um aumento em relação as sete mortes do ano passado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou os dados da Operação Carnaval nesta quinta-feira (11). A operação aconteceu entre os dias 5 e 10 de fevereiro. Dos 12 mortos, cinco foram em acidentes com colisão frontal, três de saída de pista, um de atropelo a pedestre, uma colisão transversal, uma queda de moto e uma colisão traseira. Estes acidentes com morte aconteceram na BR-110 (cinco), BR-16 (dois), BR-101 (dois), BR-324, BR-407, BR-420. Assim, o número de mortos aumentou 71%, ante as sete mortes registradas em 2015. Em 2016, 84 pessoas ficaram feridas em acidentes, mesmo número registrado no ano passado.  No total, 11.090 veículos foram fiscalizados, 12.002 pessoas foram abordadas, sendo 2.939 autuadas. Foram notificados 929 motoristas por ultrapassagem proibida, 294 por não usar cinto de segurança e 53 motociclistas foram flagrados sem capacete. Os radares captaram 4.859 imagens de veículos em excesso de velocidade.

 

Rodovias estaduais
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) também divulgou nesta quinta-feira o balanço da Operação Carnaval 2016. Em seis dias de operação, foram registrados 37 acidentes, que resultaram em 40 feridos e duas mortes nas rodovias estaduais. A operação aconteceu entre os dias 4 e 10 de fevereiro. Em 2016, foram 5.230 veículos abordados pela PRE, um aumento de 40,5% em relação ao ano passado. Do total de motoristas abordados, 814 veículos foram autuados e 102 retidos. O número de apreensão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi 25,71% maior este ano. Em 2016, foram 35 carteiras recolhidas. No total, 6.270 pessoas foram abordadas, 32% a mais que o ano passado.

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País terá neste sábado Dia de Mobilização para Combate ao Aedes aegypti

  • 12 Fev 2016
  • 11:17h

(Foto: Divulgação)

O  governo federal promove neste sábado (13) o Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti. A ideia é mobilizar famílias no combate ao mosquito transmissor do Zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya.  Três milhões de famílias deverão ser visitadas em suas casas, em 350 municípios. Para isso, a presidenta Dilma Rousseff determinou o deslocamento de seus ministros a vários estados a fim de participar ativamente da mobilização, conversando com prefeitos, governadores e batendo nas portas das casas. Os destinos de alguns membros do primeiro escalão já foram definidos, como os do titular da Saúde, Marcelo Castro, que seguirá para Salvador, e do chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, que irá a São Luís.

 

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, irá para Aracaju; a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitará o Recife; o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participará da ação em Maceió, e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, viajará a Manaus. O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, por sua vez, irá a São Paulo. Ele vai se encontrar com o governador do estado, Geraldo Alckmin, em Campinas. “Estaremos presente nos estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, afirmou Rebelo. As Forças Armadas deslocaram cerca de 220 mil militares para a ação. Eles vão acompanhar os agentes de saúde no trabalho de conscientização, casa a casa. Foram usados dois critérios para definir as cidades que serão visitadas na campanha; municípios com a presença de unidades militares e os com maior incidência do mosquito Aedes aegypit, conforme dados do Ministério da Saúde. “A campanha é de mobilização, de convocar a população a fazer parte do esforço de combate ao mosquito e essa mobilização terá que ser feita de casa em casa. Nosso propósito é alcançar pelo menos 3 milhões de domicílios e distribuir pelo menos 4 milhões de folhetos neste sábado”, acrescentou Aldo Rebelo.

Emergência internacional

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo vírus Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa  de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidom além da possibilidade de disseminação global da doença. Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.

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Brasileiras buscam pílulas abortivas em ONGs por medo do zika

  • 12 Fev 2016
  • 08:03h

(Foto: Reprodução)

O aumento de casos de microcefalia associados à epidemia do zika vírus reacendeu nas últimas semanas o debate sobre a descriminalização do aborto. E, como no Brasil o procedimento só é permitido em casos de estupro, risco de vida da gestante ou quando o feto é anencéfalo, algumas brasileiras têm driblado a legislação proibitiva por meio de ONGs que remetem ao País medicamentos com efeito abortivo. Uma das vias encontradas por essas gestantes é a organização internacional Women Help Women (WhW), que tem recebido centenas de e-mails de mulheres da América Latina. Integrante da organização, Cecília Costa confirma ao iG que o grupo viu um aumento nos pedidos de informação e de serviços de mulheres que temem que o bebê tenha malformação provocada pelo vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da chikungunya.

 

Basta uma rápida olhada nas páginas da WhW nas redes sociais para se deparar com pedidos de gestantes brasileiras pelos métodos, baseados em medicamentos proibidos em território brasileiro que provocam o chamado aborto farmacológico.  Formada por médicos, ativistas, conselheiros e trabalhadores sociais espalhados por quatro continentes, a Women Help Women oferece consultas online e fornece pílulas de mifepristona e misoprostol, vetadas no País desde 1998. "Até que as leis entrem em acordo com a realidade e as necessidades concretas das mulheres, o serviço da Women Help Women pode apoiar as gestantes do Brasil e de outros países", defende Cecília. "O aborto farmacológico é uma forma muito segura e eficaz de interromper uma gravidez e pode ser usado de forma segura no primeiro trimestre de gestação."

Debate ganha fôlego no País
Na segunda-feira (8), o jornal norte-americano "The New York Times" publicou um artigo no qual o surto do zika vírus foi classificado como "uma oportunidade única para o Brasil mudar o modo como trata os direitos reprodutivos das mulheres". O texto faz eco ao discurso propagado na semana anterior pelo periódico britânico "Independent", que considerou "mais importante do que nunca" que os países da América Latina revejam suas leis sobre o aborto. Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, o senador Paulo Paim (PT-RS) não concorda com as avaliações estrangeiras. Para ele, a discussão a respeito do combate ao mosquito transmissor do zika é muito mais urgente do que qualquer debate em torno de novas regras para o aborto. "A discussão sempre vai estar na ordem do dia do Legislativo. É uma questão que divide corações, mentes e religiões. E é uma decisão de fórum muito intimo da mulher", diz Paim. "Mas eu não consigo imaginar alguém optar pelo aborto simplesmente pela ameaça de contaminação pelo zika vírus." Se a explosão de casos de microcefalia não tem apelo para fazer com que a descriminalização avance no Senado, a esperança dos grupos que lutam por esse direito pode estar no Supremo Tribunal Federal. É para lá que será enviada uma ação movida por um grupo de advogados, acadêmicos e ativistas que pede a liberação do aborto em casos de fetos com a malformação. O argumento é que o Estado é "responsável pela epidemia de zika" por não ter erradicado o mosquito. "O mosquito [Aedes aegypti] se prolifera em lugares em que o Estado não é eficaz, e isso atinge a população pobre. Então, a mulher pobre é penalizada duas vezes, porque é ela que vai se submeter a práticas arriscadas de aborto", afirma a psicóloga Rosângela Talib, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, um dos grupos que lutam pela legalização do aborto no País. "As mulheres não têm culpa dessa situação [fetos com microcefalia] e não podem ser obrigadas a continuar com a gravidez." Rosângela reconhece que uma possível resposta positiva do STF à ação pode só sair quando o surto do zika vírus for controlado no País – já que é a epidemia que justifica o pedido de descriminalização – e, por isso, pede agilidade: "É uma questão de saúde pública. Se a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu um alerta mundial, é porque a coisa é séria". Na semana passada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) despontou como a principal voz daqueles que são contrários à interrupção de gestações de fetos com microcefalia. Mas se engana quem pensa que o núcleo anti-aborto conta apenas com grupos ligados à religião: o discurso dos católicos encontrou reforço no Conselho Federal de Medicina. "A incompatibilidade com a vida foi a essência para a fundamentação do STF quando se manifestou favoravelmente pelo aborto de fetos anencéfalos. No caso de fetos com diagnóstico de microcefalia, em princípio, não há incompatibilidade com a vida", analisa o CFM em nota. Como o debate segue aberto, ONGs como a WhW encontram caminho aberto para continuar "exercendo a função do Estado" ao prover métodos abortivos no País. Mesmo que, por vezes, os medicamentos que oferece acabem interceptados pelas autoridades brasileiras antes de chegarem às suas destinatárias.

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