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Relator na Câmara diz que antecipará parecer sobre impeachment de Dilma

  • Uol Notícias
  • 01 Abr 2016
  • 15:34h

(Foto: Reprodução)

O relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), confirmou nesta sexta-feira (1º) que vai antecipar a apresentação de seu parecer. Ele pretende entregar o texto até quinta-feira (7) – quatro dias antes do prazo previsto. “São cinco sessões que tenho pelo Regimento Interno. No primeiro e no segundo dia [após a entrega da defesa de Dilma], vamos avançar. Já apresento na quarta ou quinta, porque até dia 11 quero estar com ele votado”, disse. Na conta de Arantes, já está incluída a possibilidade de pedido de vista, o que pode atrasar a votação por duas sessões. “Quero o melhor relatório possível. Vou queimar etapa dentro do rito do Supremo Tribunal Federal.” Arantes confirmou que a defesa de Dilma será entregue às 17h de segunda (4) pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que poderá falar por 30 minutos na comissão.

 

Tramitação

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que o plenário tem 96 horas depois da decisão da comissão para votar o parecer. “A tramitação está clara, quando a comissão acabar [o relatório] vai ser lido em sessão ordinária, publicado no dia seguinte e entra na pauta em 48 horas.” Cunha descartou que já exista data definida para a votação em plenário. Ele garantiu que vai seguir o regimento e disse que haverá uma lista de inscritos para falar, com o tempo de uma hora para cada partido. “A gente vai balizando o tempo. A ideia é continuar a sessão. Não dá para começar um processo desse e parar”, disse, ao destacar que as discussões podem se prolongar por dias e madrugadas.

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Após adiamento, governo autoriza aumento no preço dos remédios em 12,5%

  • 01 Abr 2016
  • 14:14h

Após adiar o reajuste anual do preço dos remédios, o governo federal publicou hoje, no Diário Oficial da União, resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamrntos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, que fixou em 12,5% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A regulação é válida para um universo de mais de 9 mil medicamentos com preços controlados pelo governo. Ontem, O Ministério da Saúde não havia divulgado quando seria a nova data. O órgão apenas afirmou que aconteceria em breve. Em e-mail ao CORREIO, o Ministério da Saúde informou que o índice de reajuste é calculado com base no IPCA, fatores relacionados à concorrência de mercado, produtividade da indústria farmacêutica e custo de produção. A fórmula está prevista e detalhada em resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

 

Pague 3, leve 4
Em algumas farmácias visitadas ontem pelo CORREIO, cartazes anunciavam que o reajuste começaria no dia 1º. Para fugir dos aumentos, alguns consumidores antecipavam suas compras. O aposentado João Jackson Reis, de 62 anos, era um deles. Ele foi à Farmácia do Trabalhador aproveitar a promoção Pague 3, Leve 4 oferecida pelo estabelecimento. “Aqui é mais barato, mas não encontro todos os remédios que preciso e acabo procurando em outras farmácias”, contou. O aposentado afirma gastar mensalmente entre R$ 300 e R$ 400 em medicamentos para a pressão arterial e o coração. Já pensando nos próximos três meses, ele aproveitou a oferta e comprou medicamentos em quantidade para guardar em casa. “Se o aumento for esse mesmo, de quase 13%, vai pesar no bolso. Meu salário continua congelado”, lamentou.

Riscos
Para quem pretende comprar remédios com muita antecedência, a coordenadora do curso de Farmácia da Unime, Ana Tereza Lima, chama a atenção para os riscos de estocar medicamentos em ambientes impróprios. “Os remédios devem ficar onde a temperatura e umidade são controladas. Caso contrário, há o risco de que eles se tornem tóxicos, devido à reação das substâncias, causando efeitos adversos, como síndromes, por exemplo”. Em seguida, completou: “Na farmácia, isso é regulado quase que diariamente, portanto, esse é o local ideal para o armazenamento.O indicado é que o remédio seja guardado em casa apenas durante o período de consumo, ou então, no máximo, um mês”. A farmacêutica afirma que, antes de comprar remédios em quantidade, é preciso atentar às datas de validade, mas também respeitá-las. “Os fabricantes garantem que as substâncias dos medicamentos fiquem íntegras e próprias para consumo até aquela data que está marcada na embalagem. Depois disso, a empresa não tem como se responsabilizar pelo que pode vir a acontecer caso o produto seja consumido”, explica.

Orçamento apertado
O reajuste também não foi visto com bons olhos pela aposentada Valda Medrado, de 62 anos, que gasta, em média,  R$ 500 com medicamentos de pressão e colírios. “Eu não quero nem pensar ainda nesse aumento porque tem remédio que a gente não pode deixar de tomar, né? Então acaba tendo que pagar mais caro mesmo”, lamentou. Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados na Bahia, Nilson Baía, qualquer correção pesa muito no bolso do aposentado. “Esse reajuste é uma perversidade. Com tudo mais caro, o cidadão vai acabar deixando de comprar  remédios para continuar mantendo as despesas básicas, alimentação e as contas de água e luz, por exemplo”. Para amenizar o custo dos medicamentos para os aposentados, Baía disse ainda que o Sindicato Nacional fechou uma parceria com algumas redes farmacêuticas para oferecer entre 20% e 40% de desconto em medicamentos para os associados.

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Nova fase da Lava Jato prende ex- secretário do PT e dono de jornal de SP

  • Uol Notícias
  • 01 Abr 2016
  • 10:48h

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta­feira (1º) mais uma etapa da Operação Lava Jato. São cumpridos dois mandados de prisão temporária –do empresário e dono do "Diário do Grande ABC" Ronan Maria Pinto e do exsecretário­nacional do Partido dos Trabalhadores Silvio Pereira– e dois de condução coercitiva –ex­tesoureiro do PT Delúbio Soares e do jornalista e diretor editorial do site "Opera Mundi" Breno Altman. Delúbio, que chegou à sede da Polícia Federal por volta das 8h20, teve sua pena do Mensalão perdoada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em março. O petista foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão, mas desde setembro do ano passado recebeu o direito à prisão domiciliar. O lobista Fernando Antonio Guimarães Hourneaux de Moura afirmou, em depoimento à Lava Jato, em janeiro, ter sido informado que Silvio Pereira recebia R$ 50 mil "em dinheiro vivo" como "um cala­boca", ou seja, um dinheiro que garantiria seu silêncio a respeito de irregularidades, de duas empreiteiras sob investigação, a OAS e a UTC Engenharia. 

O ex­secretário­nacional do PT ficou conhecido durante a investigação do Mensalão por ter recebido um jipe Land Rover, avaliado à época em cerca de R$ 70 mil, da empresa GDK, em 2005. Em depoimento à força­tarefa da Lava Jato em outubro de 2014, o doleiro Alberto Youssef levantou a suspeita de que Breno Altman seja um dos envolvidos em uma operação para calar um chantagista que poderia fazer novas revelações sobre o caso Celso Daniel. Altman é amigo pessoal do ex­ministro José Dirceu e atuou como interlocutor dele e do PT em diversos momentos depois que o petista já estava condenado no mensalão.

'CARBONO 14' 

A 27ª fase, denominada de "Carbono 14", investiga crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Ao todo, a PF cumpre 12 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e dois de condução coercitiva. As medidas estão sendo cumpridas nos municípios paulistas de São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Santo André. As diligências também estão sendo realizadas na empresa de ônibus controlada por Ronan, a "Expresso Nova Santo André", e a empresa DNP eventos, em Osasco. Segundo o Ministério Público Federal, a operação investiga um suposto esquema de lavagem de capitais de cerca de R$ 6 milhões provenientes de gestão fraudulenta no Banco Schahin, cujo rombo foi coberto depois pela Petrobras. "Constatou­se que José Carlos Bumlai [empresário amigo do ex­presidente Lula] contraiu um empréstimo fraudulento junto ao Banco Schahin em outubro de 2004 no montante de R$ 12 milhões. O mútuo, na realidade, tinha por finalidade a 'quitação' de dívidas do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio­sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão", informou a Procuradoria.

Em depoimento à Lava Jato, Bumlai relatou que metade desse valor foi destinado ao PT de Santo André, onde o partido teria sido chantageado por Ronan Maria Pinto, empresário da cidade, que teria pedido R$ 6 milhões para não contar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação desses recursos com o assassinato do então prefeito Celso Daniel (PT), ocorrida em 2002. O empresário contou, também em depoimento, que o ex­presidente Luiz Inácio Lula da Silva "decidiu indicar" seu nome para o cargo de diretor financeiro e de serviços de uma subsidiária da estatal petroleira, a BR Distribuidora, "como reconhecimento da ajuda do declarante [Cerveró]", ou seja, por ele "ter viabilizado a contratação da Schahin como operadora da sonda". Ronan, além de dono do "Diário do Grande ABC", também é proprietário de empresas de ônibus e foi implicado no escândalo de desvio de recursos da Prefeitura de Santo André (SP) que veio à tona logo após o assassinato de Celso Daniel. "Para fazer os recursos chegarem ao destinatário final, foi arquitetado um esquema de lavagem de capitais, envolvendo Ronan, pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores e terceiros envolvidos na operacionalização da lavagem do dinheiro proveniente do crime contra o sistema financeiro nacional", diz a nota do Ministério Público. A Procuradoria aponta que há evidências de que o PT atuou junto ao Schahin pela liberação do empréstimo. "Em suma, há provas que apontam para o fato de que a operacionalização do esquema se deu, inicialmente, por intermédio da transferência dos valores de Bumlai para o Frigorifico Bertin, que, por sua vez, repassou a quantia de aproximadamente R$ 6 milhões a um empresário do Rio de Janeiro envolvido no esquema." O empresário do Rio, ainda segundo a Procuradoria, fez transferências diretas para a Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus controlada por Ronan, além de outras pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo empresário –entre eles, o então dono do "Diário do Grande ABC", de quem Ronan comprava o periódico. Os investigadores suspeitam que uma parte das ações do jornal foi comprada com dinheiro proveniente do Schahin, por meio de contratos simulados.

MARCOS VALÉRIO

De acordo com as investigações da PF, uma das empresas de ônibus de Ronan recebeu R$ 2,9 milhões de uma firma de "agenciamento", a Remar. A operação guarda relação com um depoimento prestado em 2012 pelo pivô do escândalo do mensalão, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo o qual houve uma operação política em 2002 com o objetivo de comprar o silêncio de Ronan Pinto sobre denúncias de irregularidades na Prefeitura de Santo André. Na época do seu assassinato, em janeiro de 2002, Celso Daniel era coordenador da pré­campanha de Lula à Presidência e revelações sobre irregularidades na prefeitura poderiam impactar a campanha do petista. 26ª FASE Luiz Eduardo da Rocha Soares, alvo da 26ª fase da Lava Jato que não havia sido encontrado, se entregou e irá para a PF de Curitiba na segunda (4). Ele é apontado pela abertura e movimentação de contas de off­shores seguindo orientações de executivos da Odebrecht.

OUTRO LADO

A defesa de Ronan Maria Pinto afirmou, em nota, que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades para "esclarecer com total tranquilidade e isenção as dúvidas e as investigações do âmbito da Operação Lava Jato, assim como a citação indevida de seu nome. Inclusive ampla e abertamente oferecendo­se de forma espontânea para prestar as informações que necessitassem." De acordo com o texto, o empresário mais uma vez "reafirmará não ter relação com os fatos mencionados e estar sendo vítima de uma situação que com certeza agora poderá ser esclarecida de uma vez por todas". 

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Com bandeira verde, conta de luz fica sem cobrança extra a partir de hoje

  • 01 Abr 2016
  • 08:32h

(Foto: Reprodução)

As contas de luz ficam um pouco mais baratas a partir desta sexta-feira (1º). Isso porque, com a entrada em vigor da bandeira tarifária este mês não haverá custo adicional para os consumidores. Até março, estava em vigor a bandeira amarela, que estabelece uma cobrança extra de R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos. Esta é a primeira vez desde que o sistema de bandeiras entrou em vigor, em janeiro de 2015, que a bandeira cai para verde. A passagem significa que a situação da produção de energia do país está mais favorável. Segundo a Aneel, houve aumento de energia disponível com redução da demanda; e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro. A eliminação da cobrança extra em abril não significa que o sistema de bandeiras tarifárias será abolido. Se no futuro o governo necessitar ligar mais usinas térmicas novamente, a cobrança será retomada. Em 2015, os brasileiros pagaram um total de R$ 14,712 bilhões a mais nas contas de luz devido à cobrança da bandeira tarifária.

Câmara aprova aumento da pena para feminicídio

  • 01 Abr 2016
  • 07:04h

(Foto: Reprodução)

No texto aprovado foram incorporadas medidas como agravamento da pena no caso da pratica do crime ser contra pessoas portadoras de deficiência degenerativas que acarretem vulnerabilidade física ou mental e também se for cometido na presença física ou virtual de descendente ou ascendente da vítima. O Código Penal prevê a pena de reclusão de 12 a 30 anos nos casos de homicídio contra a mulher por razões de condição do sexo feminino.

 

Justificativa

Na justificativa, o autor afirmou que a violência contra a mulher é uma triste realidade no país, mesmo após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha. “Sabemos que os agressores, na maioria das vezes, descumprem as medidas proibitivas e voltam a atemorizar as vítimas. Infelizmente, muitos casos de violência doméstica somente terminam com a morte da ofendida”, afirmou Lincoln Portela. Ainda na justificativa, o deputado afirmou que aqueles que cometem o feminicídio descumprindo medida protetiva precisa ter punição maior. “Entendemos que o agente que comete esse delito em descumprimento de medida protetiva merece uma punição mais severa, tendo em vista a maior reprovabilidade de sua conduta”, argumentou. “A alteração legislativa ora proposta representa um avanço na luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar”, disse o autor da proposta.

Lactose

Os deputados também aprovaram projeto do Senado que obriga a inclusão de informação sobre a presença de lactose na rotulagem de produtos alimentícios. Os deputados incluíram ainda a necessidade de informar a presença de caseína, que é um elemento causador de alergia. Como o texto foi alterado na votação na Câmara, ele terá de retornar ao Senado para nova deliberação.

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Bate-boca e tumulto marcam reunião da Comissão de Impeachment

  • 31 Mar 2016
  • 19:02h

(Foto: Reprodução)

A reunião da comissão que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi marcada, mais uma vez, por tumulto e bate-boca, reforçados pela participação do público que acompanhava os depoimentos. Apesar de o depoimento do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ter transcorrido com tranquilidade, a fala do professor de direito financeiro Ricardo Lodi Ribeiro foi, desde o primeiro minuto dos 30 previstos, alvo de várias interrupções. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) fez diversas intervenções e questionou inclusive os créditos atribuídos ao especialista, que é professor adjunto e não titular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). As discussões duraram três horas. 

“De fato, sou adjunto de direito financeiro da Uerj. Sou também diretor da faculdade de direito”, esclareceu Lodi. Mas a retomada do clima de tranquilidade durou pouco. Assim que Lodi disse que não estava falando como advogado de Dilma e afirmou que atribuição de defendê-la seria da Advocacia-Geral da União (AGU), novas polêmicas surgiram. Parlamentares, incluindo Júlio Lopes, afirmaram que a atribuição é de advogado pessoal e a discussão tomou quase dez minutos do tempo reservado ao depoente. O presidente da comissão, Rogério Rosso (PTB-DF), zerou o cronômetro, mas não foi suficiente, e ofereceu um exemplar da Bíblia para os parlamentares consultarem. A audiência, que começou com atraso, foi novamente interrompida quando Júlio Lopes reclamou da manifestação de funcionários da Câmara dos Deputados. Eles portavam cartazes se posicionando contrários ao impeachment. Segundo ele, ao ir ao banheiro encontrou funcionários da Casa com cartazes e manifestos. Para parlamentares da base aliada, isso faz parte do processo democrático.

Clima acirrado

O clima esquentou ainda mais quando Fernando Francischini (SD-PR) leu trechos do telefonema do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro Nelson Barbosa em que tratam das investigações da Polícia Federal sobre o Instituto Lula. “Não podemos aceitar que um ex-presidente ligue e tente a intervenção direta em uma investigação da Polícia Federal. Queria pedir que faça uma representação para que possamos ouvir o ex-presidente Lula aqui na comissão”, defendeu. De outro lado, Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB criticou o “desrespeito” dos integrantes da comissão com os dois convidados, devido às várias interrupções. Rosso tentou inúmeras vezes, sem sucesso, apaziguar os ânimos, mas agravou os debates quando rebateu a fala de Jandira que relatou o estresse ao dizer que a “democracia é isto”, provocando mais polêmica. “É fundamental registrar a competência técnica dos dois expositores que trouxeram à luz a confusão no palanque político que foi ontem”, disse ao mencionar os depoimentos dos juristas autores do pedido de impeachment. “Não há nenhum crime de responsabilidade. Aqui quando se fala de meta fiscal. Há aqui uma enorme tentativa de criar um fato. Impeachment sem crime de responsabilidade se chama golpe”, completou.

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Maioria do STF mantém decisão de Zavascki e investigações sobre Lula vão para o Supremo

  • 31 Mar 2016
  • 16:21h

(Foto: Reprodução)

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão de Teori Zavascki de retirar as investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Justiça Federal de Curitiba. No dia 22 de março, Zavascki havia determinado, em caráter liminar, que o juiz federal Sérgio Moro remetesse todos os procedimentos judiciais que envolvessem o petista, por envolverem pessoas com foro privilegiado. A decisão foi tomada após Moro derrubar o sigilo de interceptações telefônicas de Lula, que envolviam conversas com ministros e até com a presidente Dilma Rousseff. Em seu voto, Zavascki defendeu que comunicação de presidentes são uma questão de “segurança nacional” (leia mais aqui). O relator já foi seguido pelos ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Dias Toffoli. Como o ministro Gilmar Mendes está em Portugal, os seis votos constituem maioria. Com a decisão, o Supremo vai analisar os grampos feitos pela Polícia Federal e decidir se o julgamento de Lula será feita pela Corte ou por Sérgio Moro.

Kátia Abreu diz que os seis ministros do PMDB permanecerão no governo

  • 31 Mar 2016
  • 14:19h

(Foto: Reprodução)

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, informou nesta quarta-feira (30), por meio de sua assessoria de imprensa, que ela e os outros cinco ministros da cota do PMDB decidiram permanecer no governo sem se licenciar do partido. Kátia Abreu, entretanto, ressaltou que todos os ministros peemedebistas colocaram seus cargos à disposição da presidente Dilma Rousseff caso ela necessite das pastas para negociar com outros partidos aliados. A ministra da Agricultura fez a afirmação um dia após o Diretório Nacional do PMDB ter anunciado o rompimento com o Palácio do Planalto e determinar que todos os integrantes do partido entreguem seus cargos no Executivo federal. Atualmente, das 32 cadeiras da Esplanada dos Ministérios, o PMDB comanda seis. Além da Agricultura, os peemedebistas estão à frente de Saúde, Ciência e Tecnologia, Portos, Minas e Energia e Aviação Civil.

 

O G1 procurou os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Portos) e Mauro Lopes (Aviação Civil), mas as assessorias dos três disseram que não tinham informações sobre o assunto. O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, também já declarou publicamente que permanecerá à frente da pasta, mesmo com a determinação partidária para deixar o cargo. Segundo o G1 apurou, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, também já informou a interlocutores que continuará no governo.

Twitter
Mais cedo, em sua conta pessoal no microblog Twitter  , Kátia Abreu já havia afirmado que permanecerá no comando do Ministério da Agricultura. “Continuaremos no governo e no PMDB. Ao lado do Brasil no enfrentarmos [sic] da crise. Deixamos a presidente à vontade caso ela necessite de espaço para recompor sua base. O importante é que na tempestade estaremos juntos”, escreveu a ministra na rede social. Até a última segunda (28), o Ministério do Turismo também era chefiado pelo PMDB, mas o ministro Henrique Eduardo Alves – um dos aliados mais próximos do vice-presidente Michel Temer – se antecipou à decisão partidária e pediu demissão um dia antes de a sigla determinar o afastamento de seus filiados do governo. Apesar de já estar em vigor a determinação para se desligarem da Esplanada, Kátia Abreu, Celso Pansera e Marcelo Castro participaram, nesta quarta, do evento de lançamento da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida no Palácio do Planalto. Na solenidade, os três ministros do PMDB se recusaram a falar com a imprensa.

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Dilma retira mais dois cargos de nomes indicados pelo PMDB

  • 31 Mar 2016
  • 11:42h

Dilma retira mais dois cargos de nomes indicados pelo PMDB

De olho na votação do impeachment, a presidente Dilma Rousseff demitiu nesta quarta-feira, 30, o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Walter Gomes de Sousa, e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento, Rogério Abdalla. Ambos foram indicados pelo PMDB, partido que rompeu com o governo na última terça-feira. Ambas as exonerações estão publicadas na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União (DOU). A direção do Dnocs é um dos cargos de segundo escalão mais cobiçados na região Nordeste. Sousa fora indicado para o posto pelo ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na segunda-feira, Alves pediu exoneração do cargo de ministro do Turismo, o qual ocupava desde o ano passado. A decisão foi tomada em sinal de apoio ao rompimento do partido. Até agora, porém, Alves foi o único dos sete ministros do PMDB a deixar o cargo. Alguns ministros do partido resistem a deixar seus postos, como é o caso de Katia Abreu, da Agricultura.

Em outra frente, Dilma negocia o espaço do PMDB no governo com os demais partidos da base - principalmente PP, PSD e PR - para evitar que essas siglas votem a favor do impeachment. Com isso, Mauro Lopres da Aviação Civil, Eduardo Braga, de Minas e Energia e Marcelo Castro da Saúde devem perder seus cargos, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. Pelo planejamento da petista, Kátia Abreu (Agricultura), Hélder Barbalho (Portos) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) seriam mantidos. Além da Conab e Dnocs, já houve mudanças na Funasa. Na semana passada, Antonio Pires foi demitido do cargo de presidente. Pires é ligado ao vice-presidente Michel Temer.

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Governo Dilma tem aprovação de 10% e desaprovação de 69%, diz Ibope

  • G1
  • 30 Mar 2016
  • 19:04h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (30) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT):

- Ótimo/bom: 10%
- Regular: 19%
- Ruim/péssimo: 69%
- Não sabe: 1%

O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 17 e 20 deste mês e ouviu 2.002 pessoas, em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Segundo a CNI, a soma dos percentuais não iguala 100% em decorrência do arredondamento.

 

Na última pesquisa do Ibope encomendada pela CNI, divulgada em dezembro do ano passado, 9% dos entrevistados aprovavam o governo (consideravam "ótimo" ou "bom"); 70% consideravam a gestão Dilma "ruim" ou "péssima"; e 20%, "regular". O nível de confiança da pesquisa, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

'Maneira de governar'
A pesquisa divulgada nesta quarta também avaliou a opinião dos entrevistados sobre “a maneira de governar” da presidente: 14% aprovam; 82% desaprovam; e 3% não souberam ou não responderam. Além disso, 18% disseram confiar na presidente, enquanto 80% afirmaram não confiar, e 2% não souberam ou não responderam.

Segundo mandato
Na comparação com o primeiro governo Dilma, 3% dos entrevistados consideram o segundo mandato dela “melhor”. Para 80%, a atual gestão é “pior” e 16% dizem ser “igual”. Ainda de acordo com a pesquisa Ibope, 10% dos entrevistados avaliam como “ótimo/bom” as perspectivas em relação ao restante do mandato de Dilma à frente do Planalto, enquanto 68% dizem acreditar que o governo será “ruim/péssimo”. Para 18%, será “regular”.

Notícias sobre o governo
O levantamento do Ibope listou ainda as notícias sobre o governo mais lembradas pelos entrevistados. Veja as cinco mais citadas:

- "Presidente Dilma convida o ex-presidente Lula para assumir um ministério em seu governo/Lula assume ministério": 31%
- "Notícias sobre manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma": 17%
- "Notícias sobre operação Lava Jato/Investigação de corrupção na Petrobras/Petrolão": 13%
- "Notícia sobre manifestações contra o governo Dilma": 8%
- "Notícias sobre manifestações contra a corrupção": 8%

Conforme o levantamento divulgado nesta quarta, 9% apontam que as notícias têm sido"mais favoráveis" ao governo; 9% as consideram "nem favoráveis nem desfavoráveis"; 76%, "mais desfavoráveis"; e 5% não souberam ou não responderam. A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles por área de atuação do governo. Veja os resultados:

Combate à fome e à pobreza
Aprovam: 29%
Desaprovam: 69%
Não souberam/Não responderam: 2%

Educação
Aprovam: 24%
Desaprovam: 74%
Não souberam/Não responderam: 2%

Meio Ambiente
Aprovam: 25%
Desaprovam: 68%
Não souberam/Não responderam: 7%

Saúde
Aprovam: 13%
Desaprovam: 87%
Não souberam/Não responderam: 1%

Segurança Pública
Aprovam: 14%
Desaprovam: 84%
Não souberam/Não responderam: 1%

Combate à inflação
Aprovam: 12%
Desaprovam: 86%
Não souberam/Não responderam: 3%

Combate ao desemprego
Aprovam: 12%
Desaprovam: 86%
Não souberam/Não responderam: 1%

Taxa de juros
Aprovam: 7%
Desaprovam: 90%
Não souberam/Não responderam: 3%

Impostos
Aprovam: 8%
Desaprovam: 91%
Não souberam/Não responderam: 1%

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Preço dos medicamentos terão aumento a partir dessa quinta-feira (31)

  • 30 Mar 2016
  • 16:39h

(Foto: Reprodução)

A partir desta quinta-feira (31) os medicamentos estarão mais caros. Segundo a indústria farmacêutica, é de um aumento em torno de 12%, autorizado pelo Ministério da Saúde. É um aumento acima da inflação. Mas muitos produtos estão em falta nas farmácias. Quem trabalha no ramo diz que prateleira mais vazia não é novidade nenhuma na chamada época de pré-alta, ou seja, nas semanas que antecedem o reajuste autorizado pelo governo. Os comerciantes dizem até que é uma escassez com data certa para acabar. Basta o aumento entrar em vigor para o remédio voltar a aparecer. O presidente do Sindicato das Farmácias de Minas (Sicofarma/MG), Rony Resende, tentou comprar oito remédios numa distribuidora e só encontrou um. "Em algumas cidades do interior essas faltas chegam a até 50%. O dono da drogaria faz um pedido de 10 medicamentos chega para ele só cinco. A gente não sabe se ele está na indústria ou na distribuição. Fato é que nos deixa muito preocupados é que quando inicia o mês, após a alta do medicamento, a gente consegue comprar esse produto. É muito triste saber que tem alguém especulando com o preço do medicamento em detrimento à saúde das pessoas”, fala Rony Resende. A Associação da Indústria Farmacêutica não informou os motivos da demora na reposição de estoques. Já Abafarma, associação que representa as distribuidoras, negou que o atraso seja proposital e declarou que houve aumento da demanda e que, por isso, não conseguiu cumprir os prazos.

Brasil: Pediatra nega atendimento a filho de petista e Sindicato dos Médicos aprova

  • 30 Mar 2016
  • 15:38h

(Foto: Reprodução Facebook)

Uma médica pediatra recusou atender um paciente por ele ser filho de uma filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio Grande do Sul. A suplente de vereadora de Porto Alegre Ariane Leitão, mãe do garoto, fez um desabafo nas redes sociais para explicar o caso. "Levei uns dias para compartilhar com vocês o ocorrido, porque envolveu o meu filho, mas agora vamos lá: na semana passada no auge dos ataques contra o presidente Lula, fui surpreendida por uma mensagem da pediatra do meu filho que escreveu que 'estava declinando de maneira irrevogável de atender o Francisco, por eu ser petista!', diz o post. Ariane disse ainda que ficou chocada com a atitude da médica, sobretudo pelo fato da criança ser acompanhado por essa profissional desde que nasceu. "Foi como um soco no estômago. Nada pode ser pior que envolver teu filho nessa canalhice toda", desabafou. A vereadora disse que não divulgará o nome da profissional em virtude da denúncia que está sendo encaminhada. Em entrevista ao jornal 'Diário Gaúcho', o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, aprovou a atitude da profissional. "Ela tem a nossa admiração", disse Argollo.   O presidente disse ainda que a recusa da médica em continuar atendendo o garoto foi uma postura absolutamente ética. "Tu não és o único médico da cidade e o paciente tem a possibilidade de escolher outros profissionais, daí tu tens que ser honesto, tem que ser leal com o teu paciente", disse. 

Em reunião, Dilma Rousseff e Lula decidem dar ministérios ao PP e ao PR

  • 30 Mar 2016
  • 13:21h

(Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram na noite desta terça-feira (29) para discutir a reforma ministerial que o governo planeja anunciar até o final desta semana. No encontro, eles decidiram dar mais espaço ao PR e ao PP na tentativa de buscar mais votos contra o processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Segundo a Folha de S. Paulo, os partidos aliados almejam as pastas de Minas e Energia e da Saúde. Os ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde) querem permanecer no governo (veja mais), mas o Planalto considera que eles não trazem apoio considerável na Câmara. A presidente ainda pode dar cargos de segundo e terceiro escalão para outras siglas, como Pros, PHS, PEN, PTdoB, PSL e PTN. 

Grupo de advogados estuda pedir impeachment de Temer

  • 30 Mar 2016
  • 09:41h

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Um grupo de advogados integrante de entidades da classe estuda apresentar pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o texto do documento deve ser igual ao que foi apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta segunda-feira (30), para o impedimento da presidente Dilma Rousseff. O argumento do grupo é de que a lei que estabelece o impeachment pode ser aplicada por “analogia” aos vices e que as alegações do pedido da OAB valem especificamente para Temer, que também é citado na delação de Delcídio do Amaral e também assinou decretos de pedaladas fiscais. Os advogados citam ainda que o PMDB, que é presidido por Temer, foi apontado em delações da Lava Jato como beneficiário de propinas do esquema da Petrobras.

Mesmo após rompimento, três ministros do PMDB querem permanecer no governo

  • 30 Mar 2016
  • 08:23h

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Três dos seis ministros do PMDB desejam permanecer nos seus cargos, mesmo com o partido oficializando seu rompimento com o governo nesta terça-feira (29). Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) é o único que anunciou sua decisão publicamente, mas Marcelo Castro (Saúde) e Kátia Abreu (Agricultura) devem seguir o mesmo rumo e ficar ao lado da presidente Dilma Rousseff. Kátia pode inclusive deixar o partido e voltar para o PSD. Já Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Aviação Civil) e Helder Barbalho (Portos) indicaram que desejam sair, mas pediram tempo para concluir projetos em andamento nas suas pastas. Na reunião de ontem do PMDB, o partido determinou que todos os seus filiados que ocupam postos no Executivo deixassem seus cargos. Depois do anúncio do rompimento, o ministro-chefe do gabinete pessoal da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, disse que a decisão chegou "em boa hora", pois permite ao Planalto "repactuar o governo". A expectativa é que um novo ministério possa ser formado até sexta-feira (1º) e fortaleça o apoio de outros partidos da base.