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Quanto vale uma moeda de R$ 1? Essa pergunta parece óbvia, né? Mas dá uma olhada aí na sua carteira porque você pode estar carregando um bom dinheiro! É que milhões de moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos estão circulando no país. E algumas valem até R$ 100. O valor impresso é R$ 1. Mas tem gente pedindo muito mais do que isso pela moeda. Um exemplar com a bandeira olímpica é a mais rara, mais difícil de ser encontrada. Nos sites de venda na internet, o preço pode chegar a R$ 100. O curitibano José Eduardo não precisou pagar nada, foi pura sorte: "Fui comprar um refrigerante e, de troco, veio a bandeira. Estava no caixa da menina". São mais de 200 milhões de moedas com desenhos olímpicos espalhadas pelo país. Natação, vela, canoagem, futebol. Os mascotes Tom e Vinícius também podem ser encontrados. Em Natal, o preparador físico Ricardo guarda duas como se fossem troféus - nem pensa em vender: "É como se fosse uma recordação. Da Olimpíada que eu não pude estar presente para torcer pelo Brasil". Mas tem gente ganhando uma grana com isso. Em São Carlos, no interior de SP, Robert está vendendo o álbum completo por R$ 200, mas não revela quanto já faturou. "Para contar assim, a gente não chegou a contar quanto, mais ou menos, quanto foi". Em Salvador, uma papelaria está com o comércio aquecido. Os funcionários nunca prestaram tanta atenção às moedas de R$ 1 como agora. Eles começaram a colecionar há pouco tempo e já conseguiram juntar 133 moedas olímpicas. O lote já foi anunciado na internet, só está esperando pelos colecionadores. "Eu fiz uma promessa de dividir [o lucro da venda] entre os funcionários, né? Porque eles estão colaborando também, pegando as moedas, e não deixando perder nenhuma", diz o dono do estabelecimento.
(Foto: Reprodução)
O pugilista baiano Robson Conceição, ouro olímpico no Rio 2016, está na bronca com alguns políticos do estado. Segundo o atleta, após sua medalha,’ vereadores e candidatos ‘ estão tentando tirar proveito da conquista obtida em solo carioca. Numa breve declaração feita ao jornalista Pablo Reis, nesta segunda-feira (22), Robson revelou que até sua família está sendo procurada por candidatos que querem pegar carona no sucesso de sua medalha olímpica. “Estão aparecendo vários candidatos e vereadores querendo que minha mãe e o pessoal lá em casa assine alguns documentos para informar que eles me ajudaram de alguma forma. Na verdade, não fizeram nada comigo e agora querem aparecer em fotos, estar do meu lado, sempre para aproveitar a oportunidade. Porém, nunca fizeram nada por mim”, reclamou. Para o atleta de 27 anos, é preciso que sua medalha traga o legado de investimentos em projetos sociais. “Espero que agora eles tenham isso como exemplo e realmente invistam nos projetos sociais. Que eles plantem para depois colher os frutos deles, não uma coisa que foi plantada por outra pessoa”, pediu. “Tem o Dória que sempre esteve do meu lado, me apoiando e me incentivando. Esse sim, eu vou estar abraçando. O resto, pra mim, eu desconheço de qualquer ajuda ou incentivo”, disse, se referindo ao seu treinador, Luiz Dória.
- Tribuna da Bahia
- 22 Ago 2016
- 18:11h
(Foto: Reprodução)
Os equipamentos e materiais importados para uso exclusivo no exercício da profissão de fotógrafo e cinegrafista poderão ficar isentos de impostos, estabelece o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 141/2015, em pauta na reunião que a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) fará nesta quarta-feira (24), às 9h. Pelo projeto, do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a isenção alcança o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS/Pasep e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As isenções somente serão concedidas aos equipamentos e materiais sem similar nacional e pelo prazo de cinco anos, a partir da publicação da lei. Haverá também uma série de exigências para se obter o benefício, como a comprovação do exercício da profissão e a declaração de falta de equipamento similar no país. O autor argumenta que, apesar dos avanços tecnológicos da indústria nacional de material fotográfico e de imagem, os equipamentos utilizados muitas vezes não atendem à demanda desses profissionais. Segundo Rodrigo Maia, o avanço tecnológico não tem sido acompanhado pela oferta do mercado brasileiro e os preços também são muitas vezes exorbitantes. Daí a importância de facilitar a importação de equipamentos de qualidade para essa área profissional. Apesar de o projeto implicar renúncia de receita, o deputado diz que ele pode estimular as atividades profissionais de fotógrafos e cinegrafistas, e incentivar “uma profissão importante e que muitas vezes é preterida”. O deputado lembra ainda que a Receita Federal já concedeu benefício fiscal a equipamentos e materiais fotográficos e cinematográficos não profissionais.
Dessa forma, o projeto estenderia o benefício fiscal para os equipamentos e materiais fotográficos de uso próprio e exclusivo no exercício das atividades profissionais. O relator, senador Edison Lobão (PMDB-MA), é favorável. Ele registra que a variação cambial, agregada à defasagem técnica da indústria nacional, “poderá gerar um fosso tecnológico e uma perda de competitividade, o que não é bom para o país”. Lobão acrescenta que a aquisição dos equipamentos isentos, em conjunto ou isoladamente, terá o limite máximo de R$ 50 mil, ficando o beneficiário obrigado a permanecer com o equipamento adquirido pelo prazo mínimo de dois anos. Se aprovado na CAS, o projeto seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Profissões
Na mesma reunião, a comissão vai apreciar os projetos que regulamentam o exercício da profissão de agente de segurança socioeducativa (PLS 278/2014) e de geofísico (PLS 487/2015). Também consta da pauta o projeto que trata da prática de equoterapia (SCD 13/2015) e o que trata de ações de prevenção de cânceres do colo uterino e de mama (PLS 583/2015)
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O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, concede entrevista após almoço com Michel Temer e líderes da base aliada (Foto: Filipe Matoso/G1)
Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou nesta segunda-feira (22) que é preciso "segurar um pouco" os reajustes para servidores públicos federais. Ele deu a declaração após ser questionado se a proposta de Orçamento para 2017, que será enviada nos próximos dias ao Congresso, irá prever reajustes salariais ao funcionalismo. Geddel participou, no início da tarde, de uma reunião-almoço na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que contou com a presença do presidente em exercício Michel Temer e líderes da base aliada.
Ao longo dos três meses em que Michel Temer está no comando do Planalto, oCongresso aprovou reajustes a algumas categorias de servidores com o aval do peemedebista. Apesar de ter proposto ao Legislativo um pacote de ajuste fiscal para tentar reequilibrar as finanças federais, que devem atingir um rombo de R$ 170 bilhões neste ano, o governo tem dito que apoiou os aumentos porque eram compromissos já assumidos na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. Um dos reajuste aprovados pelos congressistas e sancionado por Temer concedeu aumento deaté 41,47% nos salários dos servidores do Judiciário e aumento salarial de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União. "O que passou, passou. Agora, o momento é de segurar um pouco essa questão de reajustes. O país precisa aprovar suas reformas estruturantes, precisa sinalizar claramente o compromisso com o combate ao déficit público e com a austeridade fiscal. Esse é o nosso sentimento nessa hora", disse o titular da Secretaria de Governo.
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Balanço do Tesouro Nacional mostra que - entre novembro de 2015 e julho de 2016 - período de realização da campanha de divulgação do Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS-Pasep - quase 885 mil beneficiários desses programas se dirigiram às agências do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal e sacaram os valores de cotas disponíveis em suas contas individuais. Esse montante representa uma ampliação de 349 mil saques (ou 65%) em relação ao observado entre novembro de 2014 e julho de 2015. O balanço mostra, ainda, que o maior aumento foi verificado nas retiradas feitas por beneficiários com 70 anos ou mais, que passaram de 5,4 mil para mais de 258 mil. Para esse público, foram enviadas pelo BB e Caixa, respectivamente agentes administradores do Pasep e do PIS, quase 920 mil malas diretas informando sobre a existência de saldo disponível para saque nas contas individuais dos programas.
Em 30 de junho de 2016, último fechamento de exercício do fundo, pouco mais de 4,4 milhões de cadastrados tinham direito ao saque por idade, o que representa R$ 7,9 bilhões. O valor do saldo médio por beneficiário é de R$ 2.900,00 no Pasep e R$ 1.500,00 no PIS. Segundo o Tesouro Nacional, o Estado de São Paulo concentrou o maior número de saques (284.136) no período, seguido por Minas Gerais (96.780), Rio de Janeiro (94.210), Rio Grande do Sul (74.233), Paraná (52.959) e Santa Catarina (37.010).
Direito a saques
O Tesouro lembra que têm direito ao saque das cotas os inscritos nos programas até 4 de outubro de 1988 que possuam saldo em suas contas individuais e que se enquadrem em um dos seguintes motivos: aposentadoria; idade igual ou superior a setenta anos; invalidez (do participante ou dependente); transferência para reserva remunerada ou reforma (no caso de militar); idoso e/ou portador de deficiência alcançado pelo Benefício da Prestação Continuada; participante ou dependente acometido por neoplasia maligna, vírus HIV ou doenças listadas na Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2998/2001; ou morte, situação em que o saldo da conta será pago aos dependentes ou sucessores do titular. Para informações sobre saldo ou número de inscrição, os interessados devem procurar o Banco do Brasil, quando inscritos no Pasep, ou a Caixa Econômica Federal, que é a instituição administradora do PIS. Os documentos necessários para o saque podem ser consultados nos sites dessas instituições: http://www.caixa.gov.br/pis (ver no item "Quotas do PIS") e www.bb.com.br/pasep (ver na aba "Quando e Como Sacar o Saldo"). Os trabalhadores que começaram a contribuir após 4 de outubro de 1988 não possuem valores de cotas para resgate.
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A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional reúne-se na quarta-feira (24), às 14h30, com um único item na pauta: o projeto que amplia o leque dos jogos de azar legalizados no país (PLS 186/2014). O projeto já havia sido enviado ao Plenário, mas um requerimento aprovado no início do mês determinou o reexame da matéria na comissão. O requerimento foi apresentado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Ele é o novo relator da proposta, em substituição ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que se tornou ministro da Agricultura. A justificativa de Fernando Bezerra é de que, após receber representantes de vários órgãos públicos, ficou evidente a necessidade de mudanças no projeto que libera os jogos de azar. Entre os órgãos que participaram de discussões com o senador estão a Polícia Federal e o Ministério Público. Para Bezerra, que vai apresentar um novo substitutivo ao projeto, é imprescindível aperfeiçoar o texto para que os jogos de azar não sejam usados para a lavagem de dinheiro.
Projeto
O projeto original é do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e libera o funcionamento de cassinos, bingo, jogo do bicho e apostas eletrônicas. O autor afirma que é no mínimo incoerente dar um tratamento diferenciado para o jogo do bicho e, ao mesmo tempo, permitir e regulamentar as modalidades de loteria federal hoje existentes. Segundo o senador, as apostas clandestinas no país movimentam mais de R$ 18 bilhões por ano. Na mesma linha, Bezerra Coelho diz em seu relatório que a regulamentação do tema pode ser um importante canal de atração de investimentos privados, tanto em infraestrutura hoteleira e turística como também em logística. Para o senador, a legalização dos jogos de azar ajudará a economia do país, com a geração de emprego e renda, e também o governo, que poderá arrecadar com os impostos. Uma projeção conservadora, segundo o relator, estima a arrecadação de R$ 29 bilhões nos próximos três anos. A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), é a responsável pela Agenda Brasil – pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país.

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A vinda de recursos para o Brasil não depende mais do impeachment de Dilma Rousseff, que já está basicamente precificado, e sim do avanço do ajuste fiscal, afirmam analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Se o governo do presidente em exercício Michel Temer conseguir provar que está colocando as contas públicas em ordem, pode se beneficiar da ampla liquidez global. O economista-chefe para América Latina do banco ING, Gustavo Rangel, argumenta que a implementação das medidas de estabilização da dívida pública não está inteiramente no preço dos ativos brasileiros, mas ele tem uma visão otimista sobre o tema. "Acho que o mercado vai se surpreender positivamente com o que vai acontecer com a PEC dos gastos. Entendo que há espaço para entrar mais dinheiro no Brasil, principalmente em termos de 'real money'", comenta.
"Fluxo virá, mas a condição é que o lado das reformas não desaponte. O que já está no preço é um relativo sucesso dessas duas reformas combinadas (PEC do teto para os gastos públicos e Previdência), e talvez seja um otimismo um pouco exagerado", afirma o economista sênior para a América Latina do banco Standard Chartered, Ítalo Lombardi. Mesmo o estrategista-chefe Empiricus Research, Felipe Miranda, um dos poucos defensores da tese do "tsumoney" - a entrada de um tsunami de dinheiro no País -, diz que o impeachment é uma condição necessária, mas não suficiente para garantir uma trajetória sustentável de fluxo para Brasil. "O impeachment dispara a atração de investimentos, que vai ganhar força a cada notícia na direção de uma melhor política fiscal", diz. Miranda argumenta que existem quase US$ 17 trilhões em liquidez no mundo aplicados em juro zero ou mesmo negativo e o Brasil, com um juro real de quase 6%, é uma oportunidade bastante atrativa. "Ainda que fiquemos com uma fração, um milésimo dessa liquidez, para nós já é muito", afirma. Ele observa que muitos gestores ainda estão bastante subalocados em América Latina e Brasil em relação à média histórica. Mesmo com o ganho de 36% acumulado este ano, a Bovespa ainda está barata, nos cálculos do economista. O sócio e diretor de investimento da NCH Capital para América Latina, James Gulbrandsen, é outro a afirmar que o estrangeiro nem sequer voltou com força para o mercado de ações brasileiro. Ainda assim, Gulbrandsen reconhece a importância do avanço no ajuste fiscal. "Já temos o 'dream team' na condução da economia. O que falta agora é apenas a execução do plano econômico." As informações são do jornal
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A três dias do início do julgamento final de seu processo de impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) afirmou na madrugada desta segunda-feira, 22, em entrevista ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que não tem a menor intenção de renunciar ao mandato. "Não tenho a menor intenção de, em nenhum momento, renunciar. Não dou esse presente para eles", afirmou a petista na entrevista, em referência ao grupo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), a quem chamou de "usurpador golpista". Embora aliados de Dilma digam que ela já dá seu impeachment como certo, a presidente afastada declarou que lutará "até o fim" para se manter no cargo. "Realisticamente, lutarei até o fim", disse. "Jamais eu jogo a toalha". Dilma afirmou que tem conversado com senadores e vê a possibilidade de conseguir os 28 votos para se salvar. Para ela, o grupo de Temer trabalhou para antecipar a votação final do impeachment, porque tem "medo" de alguma delação premiada que mostre o "grau de comprometimento" do governo interino. Ela, que promete ir pessoalmente ao Senado para fazer sua defesa, afirmou ser uma pessoa "extremamente tranquila" quando enfrenta situações adversas. O julgamento final do impeachment está previsto para começar na próxima quarta-feira, 24, e pode se estender por cinco dias.
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O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, avaliou como vitoriosa a participação brasileira na Olimpíada do Rio de Janeiro. Picciani destacou o fato de que esta foi a melhor participação brasileira da história olímpica, com um total de 19 medalhas. Segundo a Agência Brasil, a avaliação foi feita no Rio Média Center (RMC), durante balanço da participação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio. “O Brasil teve sua melhor participação de todos os tempos em uma Olimpíada. Tivemos a maior delegação de todos os tempos, com 465 atletas, contra 259 em Londres e 277 em Pequim, em 2012 e 2008, respectivamente. Agora, neste último dia de competições, podemos dizer que o Brasil teve no Rio seu melhor desempenho numa Olimpíada, que começou pelo número recorde de nossa delegação, além de saírmos do 23º lugar em Pequim para o 13º no Rio”, discursou. Sobre o fato de o país não ter atingido a almejada décima colocação na Rio 2016, o Leonardo Picciani afirmou que essa era uma meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas não pelo governo federal. Picciani garantiu que o governo federal continuará mantendo os programas Bolsa Atleta e Bolsa Pódio e pode até aperfeiçoa-los, como forma de chegar ao Japão em 2020 com capacidade de desempenhar um papel ainda melhor, superando a Rio 2016.
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As populações de locais isolados na mazônia, no Nordeste, no Centro-Oeste do Brasil e de comunidades de pescadores no litoral norte de São Paulo têm apresentado um padrão alimentar cada vez mais semelhante ao de moradores de regiões urbanas do país. Essa informação foi constatada por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com as Universidades de Brasília (UnB), Federal do Acre (UFAC) e do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio de uma série de estudos realizados nos últimos anos. A dieta de comunidades ribeirinhas na Amazônia brasileira, que antes era composta principalmente por alimentos produzidos localmente, como peixe com farinha de mandioca, por exemplo, passou a ser integrada por alimentos industrializados, como enlatados e frangos congelados produzidos nas regiões Sul e Sudeste do país.
"De uma forma geral, os dados obtidos indicam uma homogeneização do padrão alimentar no Brasil", afirmou Gabriela Bielefeld Nardoto, professora da UnB e uma das autoras dos estudos, à Agência Fapesp. "Apesar do isolamento, as populações rurais de diferentes regiões do Brasil têm aderido cada vez mais à ‘dieta de supermercado’, composta por alimentos processados e ultraprocessados". Os resultados dos estudos, iniciados em 2002, com essas diferentes populações sugeriram que há uma homogeneização do padrão alimentar de moradores que vivem em aglomerados rurais e urbanos de diferentes tamanhos. "Essas populações já aderiram totalmente à dieta de supermercado", explicou Gabriela. "Os pescadores das comunidades caiçaras, por exemplo, usam parte do dinheiro que conseguem com a venda do pescado para comprar frango congelado no centro de Ubatuba". Na avaliação da pesquisadora, a homogeneização do padrão alimentar no Brasil, em razão de fatores como aumento da urbanização e melhoria das condições sociais, tem causado uma simplificação das fontes alimentares.
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A corrida pelo posto de vereador já está correndo solta em Salvador, e o que não falta são candidatos querendo chamar a atenção do eleitor. Para ficar em evidência e não ser esquecido até o dia do pleito, marcado para acontecer no domingo dois de outubro, alguns participantes apostam em nomes e bordões inusitados. No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é possível acompanhar as inscrições das candidaturas e verificar os nomes fantasias utilizados. Figuras engraçadas não faltam. Nomes como ‘Pantan Paçoquita (SD)’, ‘Na Fé Bomba’ (PTN), ‘Gêge Só Alegria’ (PP) e’ Miuda da Favela’(PRP) aparecem no cenário como opção para o eleitorado soteropolitano.
Alguns apostam na profissão para fazer sucesso. São casos de ‘André, o Cobrador’ (PMN) e ‘Gago da Feira’, que trazem o posto de trabalho no nome. Fanático torcedor do Bahia, Binha de São Caetano, ou Binha do Bahia (PTN), usa o amor pelo clube de futebol como slogan principal. Outros tentam surfar na onda de personagens da internet, como Sherek (PHS) e Maria do Bairro (PMN). Representante do Subúrbio, ‘Uga Uga’ recebeu o apelido por ter a aparência física parecida com a do ator Cláudio Heinrich que interpretou o personagem indígena na televisão. Tem ainda aqueles que usam da fama no mundo virtual para conquistar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Salvador. Ednaldo da Conceição ficou famoso por comentários humorados que circulam em redes sociais e aplicativos de WhatsApp. Mas tanto na Web, quanto durante a campanha eleitoral, ele atende pelo nome de Nal do Canal. E como não poderia deixar de ser, a campanha dele já teve início através dos vídeos. “Padre já entrou na política, sapatona já entrou na política, viado já entrou na política, pastor já entrou na política, ladrão já entrou na política. E por que Nal do Canal não pode ser candidato a vereador de Salvador?”, pergunta ele em uma das peças postadas em seu canal no YouTube. Atualmente, a Câmara de Salvador conta com 43 cadeiras e alguns nomes curiosos fazem parte da Casa na atual legislatura. Pedro Souza dos Santos, mais conhecido como Pedrinho Pepê, está concluindo o seu quinto mandato e vai tentar a reeleição. Já Balbino Santos de Carvalho, popularmente Sabá, assumiu uma cadeira no lugar da deputada Tia Eron (PRB), que assumiu mandato na Câmara Federal. Outros nomes curiosos que conseguiram o sucesso no último pleito são: Alemão, Beca e Vado Malassombrado.
Bancada musical tentará uma vaga
Se no quesito humor os soteropolitanos têm um exército de candidatos à disposição, outro grupo que promete brigar por uma das cadeiras é o dos artistas da música baiana. Nomes conhecidos estão no pleito e prometem puxar uma boa parcial de votos para os seus partidos. Do pagode, o nome mais conhecido é o de Anderson Machado de Jesus, conhecido popularmente como Igor Kannário, O Príncipe do Gueto (PHS). Polêmico, o cantor tem ao seu lado uma legião de fãs e promete fazer frente aos adversários. Além dele, outros dois artistas do pagode baiano que vão concorrer são: Ed City (PHS) e a dançarina Léo Kret (DEM), que já exerceu o cargo na Câmara de Salvador. Em 2008, ela recebeu quase 13 mil votos e foi a primeira transexual do Legislativo soteropolitano. Conhecida como a ‘Dançarina do Povo’, ela carrega a bandeira do combate à homofobia. O estilo Arrocha também vai marcar presença. A representante é ‘Nira Guerreira’, que se declara a rainha do estilo.
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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaram nesta sexta-feira (19) com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. No documento, os advogados alegam que houve violação da súmula vinculante que “assegura à defesa amplo acesso a qualquer procedimento investigatório”. “O juiz está agindo de forma ilegal ao impedir que a defesa de Lula tenha acesso a procedimento investigatório”, criticam. Em nota, a defesa afirma que descobriu a tramitação de um “procedimento oculto” e pediram acesso ao conteúdo, mas Moro proferiu despacho afirmando que os advogados de Lula já dispunham de acesso ao caso. “Pouco depois, proferiu novo despacho corrigindo tal informação e afirmando que ‘não se trata de inquérito’ e que haveria ‘ali diligencia ainda em andamento’ — condicionando o acesso à prévia anuência do MPF, que é parte contrária à defesa”, afirmam. Segundo a peça: “o reclamado persevera na ilegalidade de obstar o acesso requerido pela defesa (aos atos já documentados naquele feito), pretendendo condicionar o exercício das garantias do contraditório e ampla defesa ao idiossincrático entendimento do Parquet”. A reclamação pede a concessão de liminar “para imediato acesso pelos defensores do Reclamante à integralidade dos autos do procedimento investigatório”.
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As mudanças nas regras eleitorais válidas já na campanha deste ano têm levado candidatos em todo o país a apostar na internet como meio para driblar as restrições e falta de dinheiro, sobretudo no caso dos candidatos a vereador. Salvador é um bom exemplo do campo de batalha que se tomaram as redes sociais, sobretudo o Facebook. Tem sido comum receber no smartphone a notificação de que algum deles ‘está ao vivo agora no Facebook’. O Twitter também é muito explorado. Novidade ainda maior no meio eletrônico, o WhatsApp (serviço de troca instantânea de mensagens de texto) tem sido também grande aposta entre os candidatos às 43 cadeiras da Câmara Municipal de Salvador, sobretudo pelos que já têm mandato e buscam se reeleger. Mas há que se ponderar o volume e o conteúdo do material divulgado pelos políticos e por suas respectivas equipes de campanha. Pelo menos é o que avalia o Jorge Almeida, professor de Ciência Política e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Em entrevista à Tribuna, ele afirmou que para ter boa aceitação dos receptores de seu material de campanha, os candidatos devem saber exatamente direcionar suas propostas (expressas nos materiais gráficos publicados nas redes e enviados pelo WhatsApp) para seu público-alvo. “Mesmo na internet, que é um campo livre, não é somente pegar as coisas e divulgar de qualquer jeito. Na campanha para vereador, geralmente o candidato foca em bairros e regiões da cidade e em seus círculos sociais, e aí a gente tem diversos segmentos da sociedade (mulheres, negros, religião, meio ambiente etc.). Eles têm de trabalhar o receptor de sua mensagem de maneira mais focada”, afirma Jorge Almeida. Para ele, volta a ganhar a força entre os candidatos a vereador o corpo a corpo com o eleitorado. O especialista também avalia que, de fato, a tendência é a internet se consolidar gradativamente como meio fundamental de comunicação para campanhas no Brasil, inclusive por causa das limitações impostas pela nova legislação eleitoral vigente, como proibição de doação de dinheiro por empresas. “
“Rádio e TV terão maior impacto”
Mas Jorge Almeida pondera que para a campanha dos candidatos a prefeito (não apenas em Salvador, mas em todo o país), a propaganda no rádio e na televisão ainda terá maior impacto. “A internet, volto a dizer, tem consolidada sua importância no processo eleitoral, mas ela sozinha não é suficiente para determinar o voto. O candidato a prefeito tem mais tempo no rádio e na televisão para defender suas propostas e se defender dos ataques dos adversários, e esses dois meios de comunicação ainda são predominantes na sociedade brasileira”. O especialista avalia também que uma velha conhecida da política brasileira continua tendo seu “papel de peso” nas campanhas: a máquina pública. “O poder de campanha determinado pela máquina pública também vai continuar a beneficiar quem a tem na campanha. O aparelhamento da política brasileira ainda tem seu papel com o poder econômico da máquina pública no processo eleitoral”, afirma Jorge Almeida.
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A Polícia Civil de São Paulo informou nesta sexta-feira (19) que tem laudo de uma psicóloga que revela que a jornalista e estudante de direito Patrícia Lelis, de 22 anos, é "mitomaníaca", ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente. Na quinta (18), a polícia indiciou Patrícia por denunciação caluniosa e extorsão no caso em que ela acusa Talma Bauer, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de sequestro e cárcere privado num hotel na capital paulista, entre julho e agosto. Após concluir o inquérito, a investigação informou que vai pedir à Justiça a prisão preventiva da jornalista. "Recebi documentos com laudo psicológico que diagnosticou a moça como 'mitomaníaca'. Possui mitomania", disse ao G1 o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), na Santa Ifigênia, região central da capital paulista. "Ela é mentirosa compulsiva."
Patrícia também acusou Feliciano de ter tentado estuprá-la no apartamento dele em Brasília, em junho. Como o político tem foro privilegiado, esse caso é investigado pela polícia do Distrito Federal. Segundo o delegado, a polícia e Ministério Público (MP) do Distrito Federal pediram avaliação psicológica de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua família soubesse. "Ela acusava o homem de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa quando tinha apenas 15 anos", disse o delegado. "Mas esse caso foi arquivado em Brasília por falta de provas." Questionada pelo G1, a advogada de Patricia, Rebeca Novaes Aguiar, confirmou que uma psicóloga chegou a mencionar, em depoimento em Brasília, que sua cliente pudesse ter "mitomania", mas não era uma análise conclusiva. Segundo a advogada, essa psicóloga seria de uma igreja evangélica que Patrícia procurou após ter denunciado o caso de estupro quando era adolescente no Distrito Federal. "Foram duas sessões só", afirmou Rebeca. "Não existe no inquérito laudo técnico que demonstre que ela tenha mitomania." Independentemente da posição da defesa de Patrícia, Hellmeister afirmou que irá anexar ao inquérito de São Paulo o que entende ser perfil psicológico da jornalista que demonstra que ela mente reiteradamente. Procurado pela reportagem, o psiquiatra forense Guido Palomba explicou que a mitomania não tem cura, mas pode ser tratada. "Transtornos de personalidade são incuráveis. É uma perturbação de saúde mental", disse o especialista. "O que é possível é um tratamento psicopedagógico."
Prisão
Apesar disso, Hellmeister afirmou que está convencido em pedir a prisão de Patrícia. "Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas". disse o delegado. "Fez a polícia investigar alguém por um crime que ela mesma sabe que não existiu." As investigações começaram a partir de denúncia feita inicialmente por Patrícia. No dia 5 de agosto, a jornalista registrou boletim de ocorrência na delegacia contra Bauer, que chegou a ser detido e liberado após negar as acusações. Ela o acusou de mantê-la em cárcere privado num hotel, oferecido dinheiro e a ameaçado com uma arma para gravar vídeos nos quais inocenta Feliciano dos crimes sexuais que teria cometido contra ela. No dia 7, Patrícia também registrou boletim de ocorrência, mas dessa vez na polícia em Brasília por abuso sexual contra o deputado. A denúncia da suposta tentativa de estupro havia sido divulgada antes na coluna Esplanada, do UOL, no dia 2. Esse caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Asa Sul. O assédio sexual teria sido cometido por Feliciano no dia 15 de junho no apartamento funcional dele na capital federal. Patrícia ainda relatou que o parlamentar a agrediu e manteve em cárcere, lhe oferecendo R$ 15 mil mensais para ser sua amante. Proposta que a jornalista disse ter recusado. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao MP do Distrito Federal pedindo investigação sobre Feliciano pela suposta tentativa de estupro. O PSC também criou uma comissão interna para apurar o caso.
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Antes mesmo do início do Rio 2016, a final do futebol era um dos momentos mais esperados dos Jogos. Apesar de ser esperado que o Brasil estivesse na final, não era uma certeza. Agora é concreto. O ouro está a apenas um jogo e será decidido hoje, às 17h30, contra a Alemanha, no Maracanã. A goleada por 7x1 sofrida na Copa do Mundo de 2014, no Mineirão, pode até assustar aos torcedores, mas não aos atletas. Competição nova, história diferente. Agora, os garotos do sub-23 do Brasil vão pra cima com tudo, guiados pelo “veterano” Neymar, um dos mais experientes do time mesmo aos 24 anos. No início da Olimpíada, o Brasil não encheu os olhos. Gerou conformismo de que a sonhada medalha não vinha. Logo nos dois primeiros jogos, insossos 0x0 contra África do Sul e Iraque. No último jogo da primeira fase, contou com a bênção da Fonte Nova, emplacou e fez 4x0 na Dinamarca. Nas quartas, o time do baiano Rogério Micale venceu a Colômbia por 2x0. Na reta final, os meninos voltaram a ser a equipe que faz qualquer brasileiro sentir orgulho. Atropelou Honduras: 6x0.
Agora é o momento de coroar o trabalho, subir no topo do pódio e amenizar os 7x1 da Copa. Hora de fazer história e conquistar o que nem Dunga, Bebeto, Taffarel ou Zagallo, como técnico, conseguiram. Neymar conhece bem qual o gosto de bater na trave. Em Londres-2012, viu o Brasil perder na final por 2x0 para o México e ficar com uma prata amarga. Ele não quer mais viver esse sentimento. “Eu me emociono. Vou ter outra chance, em casa. Não vai ter outro momento que seja melhor do que esse. Jogando em casa, mais experiente, perto da minha família, amigos, da torcida brasileira. Não tem momento melhor que esse”, afirmou o camisa 10. Em Jogos, o Brasil acumula três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008). Hoje é o grande dia. De vencer, soltar o grito da garganta. De encher o peito de orgulho, de alegria e, claro, da tão sonhada medalha dourada.
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