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Polícia Federal prende 14 por fraude de R$ 180 milhões na Lei Rouanet

  • 28 Jun 2016
  • 11:02h

(Foto: Reprodução)

A Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, durante operação que apura desvios de recursos federais em projetos culturais com benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet. Segundo as investigações, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos. O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços/produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas realizadas às incentivadoras. Os donos da produtora Bellini Cultural e o produtor cultural Fábio Ralston estão entre os presos já encaminhados para a sede da Polícia Federal de São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista.

 

A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grande empresas, livros institucionais e até a festa de casamento de um dos investigados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina. Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.  O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal. A Justiça Federal inabilitou algumas pessoas jurídicas para impedí-las de apresentar projetos culturais no MinC e na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Também foi realizado o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo. Entre os alvos da operação, estão o Ministério da Cultura,o escritório Demarest Advogados, a empresas Scania, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, KPMG, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil. As empresas foram procuradas nesta manhã pelo G1, mas até a última atualização desta reportagem não haviam comentado. Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão. A Lei Rouanet foi criada em 1991, durante o governo Fernando Collor (PTC/AL). A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. A Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria recolher gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.

Laboratório
Segundo a PF, a Operação Boca Livre foi a primeira a utilizar o Laboratório de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro de São Paulo, que cruza milhares de dados e informações. O laboratório será utilizado também na análise do material apreendido pela Polícia Federal.

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Nova delação cita propina de R$ 30 milhões a Renan, Jucá e Eduardo Braga

  • 28 Jun 2016
  • 09:14h

(Foto: Reprodução)

Uma nova delação premiada, firmada com a Procuradoria-Geral da República, aponta o suposto repasse de propinas milionárias para senadores do PMDB, entre eles o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM). Nelson Mello, ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas, afirmou em depoimento aos procuradores que pagou R$ 30 milhões a dois lobistas com trânsito no Congresso para efetuar os repasses. Lúcio Bolonha Funaro e Milton Lyra seriam os responsáveis por distribuir o dinheiro para os senadores. Mello depôs em fevereiro e, em seguida, deixou o cargo que ocupava no Hypermarcas. O advogado da empresa, José Luís Oliveira Lima, foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. A Procuradoria-Geral da República vai pedir ao Supremo Tribunal Federal que as afirmações envolvendo os políticos sejam investigadas. O relato não é alvo de inquérito na Operação Lava Jato. O Estado apurou que as informações repassadas por Mello referem-se à atuação de parlamentares na defesa de interesses da empresa no Congresso. Os lobistas, segundo Mello, diziam agir em nome de políticos e que estes poderiam tomar iniciativas de interesse da empresa e do setor no Congresso. 

 

Segundo o delator, Lúcio Funaro se dizia “muito próximo” do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de outros peemedebistas da Casa. Já Milton Lyra afirmava agir em nome dos senadores “da bancada do PMDB” que teriam sido destinatários da maior parte da propina. Mello disse que conheceu os lobistas em Brasília. Ele afirmou que se “ajustou” com Funaro e Lyra para “se aproximar” do poder. Seu objetivo, declarou, era “proteger” o mercado que representava. Disse ainda que, para ele, o setor “tinha que ter uma proteção legal”. Mello trabalhou por mais de 20 anos no Hypermarcas, grupo do qual se desligou depois de fechar a delação. Ele afirmou que “ressarciu” o grupo daquele montante que disse ter repassado aos lobistas. Segundo ele, a empresa Hypermarcas “não auferiu nenhuma vantagem nem sofreu prejuízos porque foi reembolsada”.Operadores

O executivo citou vários nomes em sua delação premiada, incluindo Renan, Jucá, Braga e Cunha. Na Operação Lava Jato, Funaro já foi apontado como operador de Cunha e responsável por viabilizar o escoamento de propina das empreiteiras para as contas do deputado afastado fora do País. Os investigadores chegaram a mapear dois carros - um Hyundai Tucson e uma Land Rover Freelander - em nome da empresa C3 Produções, da mulher de Cunha, mas que foram pagos por empresas ligadas a Funaro. Também na Lava Jato, os irmãos Milton e Salim Schahin, do grupo Schahin, disseram aos investigadores que foram ameaçados por Funaro por causa de problemas em obra de interesse dele e de Cunha. Também na apuração do cartel que atuou na Petrobrás, Lyra foi apontado como operador de Renan e seu nome apareceu em uma anotação apreendida no gabinete do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS). No documento, ele está relacionado a um suposto pagamento de R$ 45 milhões em propina para o PMDB. Em outra frente da Lava Jato, que apura desvios em fundos de pensão, Lyra é investigado por aparecer como operador de duas empresas que captaram R$ 570 milhões do Postalis, o fundo de pensão dos Correios.

Zelotes

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Renan e Jucá também são investigados na Operação Zelotes, deflagrada inicialmente pela Polícia Federal em março de 2015 para investigar um esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - órgão colegiado do Ministério da Fazenda, responsável por julgar recursos de autuações contra empresas e pessoas físicas por sonegação fiscal e previdenciária. A investigação da Operação Zelotes se desdobrou para a apuração de suposta compra de medidas provisórias no Congresso. Os senadores peemedebistas são suspeitos de terem recebido propina para aprovar medidas provisórias de interesse de empresas do setor automobilístico. Já Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia durante o governo Dilma Rousseff e atualmente senador pelo Amazonas, foi citado em delação premiada de ex-executivos ligados à empreiteira Andrade Gutierrez como destinatário de propina em obras no Amazonas e em licitações relacionadas à Copa.

Respostas

Questionado pela reportagem sobre o teor da delação de Nelson Mello, o advogado do Grupo Hypermarcas, José Luís Oliveira Lima, não se manifestou. Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou qualquer tipo de recebimento de vantagens indevidas. Em nota, Renan reiterou nunca ter recebido “vantagens de quem quer que seja”. “É de zero a chance de se encontrar recursos sem origem justificada do senador”, diz a nota enviada pelo presidente do Senado. Procurada, a assessoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR) solicitou que a reportagem procurasse seu advogado. O Estado entrou em contato com Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, mas ele não respondeu às ligações da reportagem. O senador Eduardo Braga (PMDB), por meio de sua assessoria, informou não conhecer ou manter qualquer tipo de relação com os lobistas Lúcio Funaro e Milton Lyra. O senador informou nunca ter recebido valores da Hypermarcas ou de seu ex-diretor Nelson Mello.

Milton Lyra e sua defesa não foram localizados.

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citado por Mello como próximo a Funaro, afirmou que desconhece completamente o assunto da delação premiada do ex-diretor do Grupo Hypermarcas. Indagado sobre o motivo da citação, o presidente afastado da Câmara dos Deputados disse não ter “qualquer relação com esse assunto” e desmentiu as afirmações do delator. Procurado, o advogado Luiz Francisco Carvalho, que defende Nelson Mello, não respondeu às ligações da reportagem.

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Instituto Ipsos: Temer é rejeitado por 70% dos brasileiros

  • 28 Jun 2016
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

O presidente interino Michel Temer sofre rejeição de 70% dos brasileiros, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Ipsos, divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta segunda-feira (27). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em fevereiro, 61% dos entrevistados rejeitava o peemedebista; em maio, 67%. O índice mais recente é próximo ao da presidente afastada Dilma Rousseff, que é desaprovada por 75% dos entrevistados, uma queda de 15 pontos percentuais em relação ao pico, em setembro do ano passado, quando 90% a avaliava negativamente. Desde que assumiu a presidência, Temer se tornou mais conhecido: 33% o desconheciam em fevereiro, percentual que caiu para 22 pontos percentuais em junho. Assim como a rejeição, a aprovação cresceu, de 6% para 19%. Desde o afastamento de Dilma, aumentou o número de brasileiros que disse não saber opinar sobre o governo, passando de 2% para 22%. A classificação “regular” também subiu: de 21% foi para 29%. A taxa de ótimo/bom caiu de 9% para 6%; a de ruim/péssimo reduziu de 69% para 43%. Vários tópicos referentes à gestão interina foram alvo de avaliação: o governo Temer foi mal avaliado em relação ao combate ao desemprego (44%), ao Minha Casa, Minha Vida (43%), ao Bolsa Família (43%), à crise política (42%), ao combate à inflação (40%) e ao combate à corrupção (40%). O levantamento também apontou que os tradicionais presidenciáveis tradicionais têm rejeição superior a 50%, como Lula (68%), Aécio Neves (63%), Marina Silva (56%), Geraldo Alckmin (55%) e José Serra (55%). Dois nomes são bem avaliados: Sérgio Moro (55%) e Joaquim Barbosa (42%).

Mais de 40% da população sofre com o medo de andar em aviões, diz Ibope

  • 27 Jun 2016
  • 19:04h

(Foto: Reprodução)

O aviso de que é “hora de atar cintos, colocar a poltrona na posição vertical e se preparar para decolagem” para alguns pode ser motivo de grande sofrimento, funcionando como gatilho para o aparecimento de ansiedade intensa, dificuldade de respirar, podendo até chegar a um ataque de pânico.  Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), de cada dez brasileiros, pelo menos, quatro têm medo de viajar de avião.  Essas pessoas podem ter um transtorno de ansiedade chamado Fobia de Avião ou Aviofobia, caracterizada por medo intenso, irracional e persistente de viajar em aviões, definida como um tipo de fobia específica, do tipo situacional. Embora as fobias específicas do tipo situacional sejam mais comuns no final da adolescência, o psiquiatra e diretor médico do Espaço Nelson Pires, Lúcio Botelho, afirma que crianças também podem experimentar medo intenso de viajar de avião traduzido por choro, raiva, imobilidade ou comportamento de agarra-se. “Os casos de fobias iniciadas na adolescência têm maior risco de perdurar até a idade adulta e, raramente, apresentam desaparecimento espontâneo”, acrescenta. Esses tipos de fobias são predominantes no sexo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem, segundo o psiquiatra. A postura mais comum da maioria é de esquiva, deixando de viajar ou, quando possível, fazendo os trajetos de carro ou ônibus. “Podemos dar exemplo do executivo bem-sucedido que trabalha próximo a sua casa e que, por motivo de uma promoção, necessita se deslocar por grades distâncias. O medo de voar pode comprometer seu bem-estar físico, psíquico e comprometer sua ascensão profissional”, explica. A ausência de diagnóstico e tratamento adequados para superação do medo pode levar ao que o especialista chama de “complicações psiquiátricas adicionais, incluindo outros transtornos ansiosos, depressão, abuso de drogas e álcool”. A psicoterapia, associada com técnicas de dessensibilização e de exposição gradativa às situações e objetos temidos, fazem parte do tratamento desses casos. Em algumas situações o uso de medicamentos também é indicado.

Senadores mostram a Temer 'fatura' do impeachment

  • 27 Jun 2016
  • 17:23h

(Foto: Reprodução)

Do apoio do Planalto em disputas locais a indicações para cargos em estatais e até para o comando do BNDES --o maior financiador de empresas do país--, o presidente em exercício Michel Temer está sendo pressionado por senadores em troca de apoio no julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação final está prevista para acontecer até o fim de agosto. Por causa do assédio, Temer tem recebido parlamentares no Palácio do Jaburu para almoços, jantares e reuniões, marcados muitas vezes fora da agenda oficial. Nos encontros, escuta mais do que fala. "O Temer está comprando a bancada. É uma compra explícita de apoio", disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR), peemedebista contrário à saída de Dilma. Para interlocutores do governo no Senado, o "movimento" nada mais é do que uma lista de demandas. O caso mais pitoresco, segundo relatos de três senadores próximos a Temer, é o de Hélio José (PMDB-DF). Ele pediu 34 cargos, entre os quais a presidência de Itaipu, Correios, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e até o comando do BNDES. O senador foi convencido por colegas da inviabilidade dos pedidos e do risco político que correria em sua base se apoiasse Dilma. Não levou nada e ainda decidiu votar pelo afastamento. O senador Romário (PSB-RJ), que votou pela admissibilidade do impeachment, ficou indeciso sobre o afastamento definitivo poucos dias depois. A dúvida foi comunicada ao Planalto acompanhada de uma fatura. Ele pediu o comando da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e uma diretoria em Furnas.

Para perícia do Senado, Dilma liberou créditos, mas não atuou em pedaladas

  • 27 Jun 2016
  • 14:01h

(Foto: Reprodução)

O corpo técnico do Senado responsável por elaborar uma perícia do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff entregou nesta segunda-feira, 27, o laudo do trabalho. O documento responsabiliza a petista pela edição de decretos de créditos suplementares, mas isenta a presidente da atuação nas pedaladas fiscais. A perícia teve dez dias para responder a 99 perguntas tanto da defesa quanto da acusação. O laudo final consta de 224 páginas e divide a análise dos atos da presidente entre os quatro decretos analisados no processos e as operações de crédito realizadas relativas ao Plano Safra, conhecidas como pedaladas fiscais. No que diz respeito aos créditos suplementares, a perícia aponta que três dos quatro decretos assinados pela presidente afastadas são incompatíveis com a meta fiscal vigente na época de sua edição, no caso a meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mais à frente, entretanto, os técnicos afirmam que o que deve ser considerado é a meta fiscal que foi revisada pelo PLN 5/2015.

 

"Esta Junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário", afirma a perícia, alegando ainda que a abertura dos decretos demandaria autorização legislativa prévia.Por outro lado, a perícia também argumenta que, apesar de os decretos não estarem em conformidade com a LDO, a meta foi revista pelo PLN 5/2015, convertido em lei em 3 de dezembro de 2015."Contudo, a meta considerada à época, inclusive para fins de definição e operacionalização das limitações de empenho e movimentação financeira, foi a constante no PLN 5", pondera o documento.A perícia aponta ainda que, conforme informações apresentadas pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), no processo de formalização dos decretos que viriam a ser assinados pela presidente afastada, não houve qualquer alerta de incompatibilidade com a meta fiscal. Ainda assim, a perícia não isenta Dilma Rousseff da autoria dos decretos. "Há ato comissivo da presidente da República na edição dos Decretos, sem controvérsia sobre sua autoria", sentencia o documento.

Pedaladas

O laudo diz exatamente o oposto em relação às chamadas pedaladas fiscais. Embora tenham considerado que os atrasos de pagamentos constituem operação de crédito, o que afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os peritos avaliaram que não houve interferência da presidente. Neste caso, portanto, não haveria crime de responsabilidade."Pela análise dos dados, dos documentos e das informações ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Presidente da República que tenha contribuído direta ou indiretamente para que ocorressem os atrasos de pagamentos", continuam os peritos. Os atrasos de pagamento do Tesouro ao Banco do Brasil somam R$ 3,5 bilhões. Os peritos avaliam que a operação configura crédito e aponta, inclusive, as correções feitas nos pagamentos. Ainda assim, avalia que há conformidade com portarias publicadas pelo Ministério da Fazenda. "Os atrasos de pagamentos devidos ao Banco do Brasil constituem operação de crédito, tendo a União como devedora, o que afronta ao disposto no artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal", diz o documento.

Próximos passos

Nesta terça-feira, 28, defesa e acusação poderão pedir esclarecimentos sobre a perícia. Os técnicos terão até a próxima sexta, dia 1º, para responder aos questionamentos. A junta de peritos deve ser ouvida pela comissão no próximo dia 5.

Pelo cronograma, Dilma poderá depor no colegiado no dia 6 de julho. Ela não é obrigada a comparecer e pode ser representada pelo seu advogado, o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Em seguida, começa a contar os prazos das alegações finais.

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Morte de garoto brumadense de 11 anos em São Paulo coloca em xeque as funções da Guarda Civil Municipal

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 27 Jun 2016
  • 10:03h

Waldik estava no banco de trás do chevette e não resistiu aos ferimentos (Fotos: Reprodução TV Globo)

O crescimento da violência no Brasil tem feito que pessoas cada vez mais novas entrem para as terríveis estatísticas de vítimas fatais da criminalidade. A banalização da insegurança, a falta de políticas públicas eficazes na área social e o déficit logístico das policiais acabaram contribuindo ainda mais para que o quadro que já era preocupante se tornasse desesperador, já que o ingresso na vida criminosa está acontecendo cada vez mais cedo, onde meninos que deveriam estar na escola para traçar o seu futuro, se enveredam pelas trincheiras do crime, “apadrinhados” pelos profissionais da contravenção, que iludem com muita facilidade as suas presas. Um caso ocorrido neste domingo (26) em Guainazes, Zona Leste de São Paulo deve se tornar um marco trágico desta realidade cruel, que parece incontrolável. Segundo informações colhidas pelo Brumado Urgente, o adolescente de 11 anos de idade que foi vítima de um disparo mortal dado por um guarda municipal de São Paulo poderá se tornar mesmo um “mártir” desta saga nefasta que dilacera as esperanças de milhares de jovens. Waldik Silva Chagas era brumadense e tinha ido com a sua mãe para São Paulo para buscar melhores oportunidades de vida, só que acabou, por ironia do destino, encontrando a morte. Em depoimento à Polícia, a mãe de Waldik, Orlanda Correia Silva, admitiu que o filho andava em más companhias e que estava fazendo de tudo para tirá-lo das ruas, justamente com medo que pudesse acontecer o pior, sendo que o garoto tinha sido de casa no sábado à noite e não tinha voltado. Valdik estava num Chevette prata no banco de trás, quando guardas civis municipais chegaram para fazer uma abordagem, alegando terem recebido uma denúncia de roubo no local e, sem muitos questionamentos dispararam contra a vida do garoto brumadense que veio à óbito ainda no local. O ato trágico foi classificado pelo próprio prefeito de São Paulo, Fernando Haddad como um equívoco, o que gerou rapidamente uma nova onda de contestações sobre a real função da Guarda Civil Municipal, que, segundo a nova lei assinada pela presidente afastada Dilma Rousseff teve mudanças, onde foi autorizado a esses profissionais a atuarem não apenas na segurança patrimonial (de bens, serviços e instalações), mas também na preservação da vida, na proteção da população e no patrulhamento preventivo. Além disso, a lei atende à reivindicação da categoria ao estruturá-la em carreira única, com progressão funcional e ocupação de cargos em comissão somente pelos próprios agentes. Na ocasião, o Ministério Público Federal e os comandantes das Polícias Militares do país contestaram a constitucionalidade da lei. Esse caso do pequeno Waldik pode se tornar emblemático, já que a morte tem caráter de execução para os defensores dos direitos humanos. Infelizmente esse adolescente brumadense estava no lugar errado, na hora errada e foi vítima de uma ação que está sendo considerada errada, então, forçando a redundância fica o questionamento, quem irá pagar por esse erro mortal? 

Brasil: Homem é preso ao tentar apagar tocha olímpica com balde de água

  • G1
  • 27 Jun 2016
  • 08:52h

Brasil: Homem é preso ao tentar apagar tocha olímpica com balde de água

Um homem de 27 anos foi preso em Maracaju, segundo município de Mato Grosso do Sula receber a tocha olímpica neste domingo (26), depois de tentar apagar o símbolo dos jogos com um balde de água.Segundo o delegado Amylcar Eduardo Romero, o fato aconteceu por volta das 11h25 (de MS). “A princípio foi uma brincadeira no Facebook já há algum tempo”, afirmou. Romero não encontrou motivação política, mas na página do suspeito foi compartilhada a brincadeira no último dia 22 de junho. “Jogou grande quantidade de água no corredor onde a tocha ia passar. Como estava longe não conseguiu apagar”, afirmou Romero. O delegado explicou que o jovem foi autuado em flagrante e vai responder em liberdade. Ele pagou R$ 1 mil de fiança. O caso foi registrado como dano qualificado na forma tentada. A pena para esse tipo de crime é de seis meses a três anos.

Com cena política melhor, câmbio pode voltar para níveis mais baixos

  • Estadão Conteúdo
  • 27 Jun 2016
  • 06:38h

(Reprodução)

À medida que a situação política brasileira for melhorando, o câmbio pode registrar recuos significativos, segundo avaliação do ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do Brasil Plural, Mário Mesquita. “Como a sinalização mais recente do Federal Reserve é de que a elevação dos juros vai ser ainda mais lenta do que se esperava, e a gente não vê um ‘crash’ na China, se a situação política aqui for melhorando a tendência é do real se fortalecer perante o dólar”, comentou em entrevista para o programa “Entre Nós”, da TV Estadão. Mesquita disse acreditar que o Banco Central, agora sob o comando de Ilan Goldfajn, vai gradativamente zerar seu estoque de swaps cambiais, atualmente em cerca de US$ 62 bilhões, o que pode retardar um pouco o processo de valorização do real. Mesmo assim, questionado sobre os investimentos que está fazendo como pessoa física, ele citou em primeiro lugar a posição comprada em real ante dólar. O economista disse que o Brasil passa por um momento de transição, provavelmente chegando ao fundo do poço da recessão mais intensa da história e começando a vislumbrar sinais de recuperação. Ele comentou que a transição também ocorre na gestão da economia, com uma equipe econômica que atribui ao setor privado preeminência na condução do movimento econômico. Outra transição é na política fiscal, que nos últimos anos se baseou no aumento de impostos e agora, sob o comando de Henrique Meirelles, busca a estabilização das contas públicas por meio do controle de gastos. “Meirelles se notabilizou ao longo de sua carreira pela capacidade de montar grandes equipes, e desta vez não foi diferente. Ele tem um time excepcional no Ministério da Fazenda e fez uma escolha muito feliz para o Banco Central. Não vai ser por falta de talento e capacidade de trabalho da equipe econômica que o governo vai ter problemas. Se houver problemas, será pela falta de apoio político”, comentou.

Coca, Ambev e Pepsi fazem acordo e param de vender refrigerante em escolas

  • Uol Notícias
  • 26 Jun 2016
  • 10:02h

(Foto: Reprodução)

A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram nesta quarta-feira (22) que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade. Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto. Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências. A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil. As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso. "Crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo", informaram em nota.  A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.

 

Leia a íntegra do comunicado das empresas:

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências. No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada. A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa. As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."

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Foragido da Operação Turbulência é encontrado morto em motel

  • Tribuna da Bahia
  • 23 Jun 2016
  • 15:01h

(Foto: Reprodução)

Foragido da Operação Turbulência, o empresário Paulo César de Barros Morato foi encontrado morto em um motel em Olinda, Pernambuco. Ele estava sob suspeita de operar um esquema de lavagem de R$ 600 milhões que teria abastecido inclusive a campanha de Eduardo Campos, candidato à Presidência em 2014, morto em um acidente aéreo em agosto daquele ano. A morte está sendo investigada pela Polícia Civil. A Polícia Federal acompanha o desenrolar da investigação. A ação da Polícia Federal – deflagrada a partir das investigações sobre o avião que era usado por Eduardo Campos, ex-candidato à Presidência que morreu em acidente aéreo em agosto de 2014 – mira em um grupo especializado em lavagem de dinheiro, sediado em Pernambuco e Goiás, que teria lavado mais de R$ 600 milhões desde 2010. O grupo é suspeito de abastecer caixa 2 de empreiteiras. Quatro empresários foram presos na terça-feira, 21. Um deles iria embarcar para Miami. A PF encontrou com ele US$ 10 mil no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O empresário João Carlos Lyra também foi preso em São Paulo. A PF confiscou, com autorização judicial, três aeronaves da organização criminosa, avaliadas em R$ 9 milhões. Quatro automóveis de luxo foram apreendidos. A investigação aponta para a OAS, uma das principais empreiteiras do cartel que se instalou na Petrobrás entre 2004 e 2014, período em que foi montado esquema de propinas a deputados, senadores, governadores e ex-dirigentes da estatal petrolífera. Uma empresa fantasma descoberta pela Turbulência recebeu valores da OAS no âmbito das obras de transposição do rio São Francisco. A PF identificou um repasse de R$ 18 milhões para a OAS – parte desse valor passou por conta da empresa de fachada. 

PF deflagra Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato

  • 23 Jun 2016
  • 11:14h

(Foto: Reprodução)

Em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita, a Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) a Operação Custo Brasil. O objetivo é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os policiais federais estão cumprindos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e no Distrito Federal, todos expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. De acordo com nota divulgada pela PF, há "indícios de que o ministério direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados", interessados na concessão desse tipo de crédito. O inquérito foi aberto em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a documentação recolhida na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo. De acordo com as investigações, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério do Planejamento por meio de outros contratos - fictícios ou simulados. Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas. A Polícia Federal dará uma entrevista, às 11h, no auditório da Superintendência Regional em São Paulo.

Paulo Bernado, ex-ministro de Lula e Dilma, é preso pela PF

  • 23 Jun 2016
  • 08:47h

(Foto: Reprodução)

O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, foi preso nesta quinta-feira (23) em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo. Ele foi levado em condução coercitiva, que é quando a pessoa presta depoimento e depois é liberada. Outro mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog 'Brasil 247'. Ele já havia aparecido nas investigação da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados. Policiais federais também estão na sede do PT no centro de São Paulo. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal, na capital paulista.No Recife, pelo menos duas pessoas foram presas. Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia informado quem eram os presos na cidade. Também há três mandados de busca e apreensão na capital pernambucana.

A operação foi batizada de "Custo Brasil" e cumpre 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Do total de mandados nesta quinta, 11 são de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14  de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento. Um dos mandados de busca foi cumprido na casa de Bernardo e Gleisi, no bairro Água Verde, em Curitiba. A defesa de Paulo Bernardo disse que desconhece as razões da prisão, e que estranha, porque o ex-ministro sempre se colocou à disposição das autoridades. A PF informou que o objetivo da operação é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Há indícios de que o MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado, de acordo com as investigações. "Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos - fictícios ou simulados", diz a PF. Os crimes investigados na operação são de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

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Sergio Moro lidera intenções de voto para Presidência da República em pesquisa do PT

  • 23 Jun 2016
  • 08:07h

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O juiz federal Sergio Moro lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. O dado foi apontado por uma pesquisa interna encomendada pelo PT , com levantamento na cidade de São Paulo, entre o fim de maio e início de junho. De acordo com a coluna Painel, Marina Silva (Rede) aparece em segundo lugar, com 12% das intenções de voto, seguida por Lula (PT), com 11%. Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB) empatam com 10%. O ex-ministro Ciro Gomes tem 4%  das intenções de voto e o deputado federal Jair Bolsonaro, 3%. O presidente interino Michel Temer e o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (ambos do PMDB) também pontuam, mas estão tecnicamente empatados, com 2% e 1%, respectivamente. 

Brasil tem 1.616 casos confirmados de microcefalia, segundo ministério

  • 22 Jun 2016
  • 17:19h

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O número de casos confirmados de microcefalia no Brasil chegou a 1.616. Ao todo, foram 8.049 notificações desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 18 de junho, com 86 mortes. Segundo a pasta, 3.416 casos foram descartados e outros 3.007 casos ainda estão sendo investigados. Os dados são do boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (22). Dos casos confirmados de microcefalia, 233 tiveram teste positivo para o vírus da zika. Em uma semana, desde a divulgação do último boletim, foram 103 novas notificações de microcefalia, 35 casos confirmados e 108 casos descartados. Desde outubro, houve 324 notificações de mortes por microcefalia ou outras alterações no sistema nervoso central durante a gestação ou após o parto. Deste total, 86 óbitos foram confirmados para microcefalia e alterações do sistema nervoso central, 56 foram descartados e 182 continuam sob investigação. O estado com maior número de casos confirmados ainda é Pernambuco, com 366 casos, seguido da Bahia, com 263, e da Paraíba, com 143.