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Somente 24% da população brasileira quer se aposentar após os 60 anos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18). Dos 2.792 entrevistados em 171 municípios, 45% querem se aposentar antes dos 60 (24% entre 56 e 60 anos e 21% antes dos 56); 14% já são aposentados; e 17% não souberam ou não quiseram responder. Em média, os homens gostariam de se aposentar aos 61, e as mulheres, aos 59, de acordo com o levantamento. Atualmente, a legislação permite que os trabalhadores do setor privado se aposentem após 35 anos de contribuição com a Previdência, no caso dos homens, ou 30, no caso das mulheres. Na falta de tempo de contribuição suficiente, é possível se aposentar por idade, aos 60 anos. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e da Previdência Social, os brasileiros se aposentam aos 59,4 anos, mais cedo do que em países ricos como os Estados Unidos, Alemanha a França. Com a reforma da Previdência programada pelo governo do presidente interino, Michel Temer, há uma expectativa de que seja estabelecida a idade mínima entre 65 e 70 anos. O novo cálculo ainda não foi concluído, mas a administração pretende determinar regras de transição para as faixas etárias mais próximas da aposentadoria.
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Com a suspensão das faixas que atendem os mais pobres, o Minha Casa Minha Vida (MCMV) vai deixar de gerar R$ 70 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) em três anos, até 2018. Desde que a terceira etapa do programa começou, em janeiro de 2016, a população que mais precisa ficou de fora. As contratações da faixa 1, que beneficia as famílias que ganham até R$ 1,8 mil, estão suspensas desde 2015 e não foram retomadas. A faixa 1,5 - que contemplaria famílias que ganham até R$ 2.350 por mês - sequer chegou a sair do papel. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou, na edição de domingo, dia 17, que a suspensão de novas contratações e a paralisia das obras do programa atingem 6,1 milhões de famílias em todo o País, número estimado para os que precisam de moradia digna. O MCMV foi criado, em 2009, justamente para combater o déficit habitacional, mas a interrupção do programa deve reverter a tendência favorável dos últimos anos. Além do aspecto social de atendimento da demanda habitacional da população de baixa renda, a paralisia do programa tem efeito econômico. No caso do emprego, se o programa seguir sem as duas faixas vão deixar de ser geradas 1,3 milhão de vagas, das quais 660 mil diretamente nas obras e outras 682 mil ao longo da cadeia, segundo o estudo "Perenidade dos programas habitacionais", da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em momento de frustração de recursos para o cumprimento das metas fiscais, a descontinuidade dessas duas faixas também afetaria a arrecadação em R$ 19 bilhões nos três anos. Se o programa todo parasse (incluindo as faixas 2 e 3, direcionadas para famílias com renda de até R$ 3,6 mil e R$ 6,5 mil, respectivamente), o impacto total seria da ordem de R$ 145,7 bilhões ao longo do período das obras, estimado em três anos. Esse valor corresponderia a 2,5% do PIB. A meta do governo da presidente afastada Dilma Rousseff era contratar 2 milhões de moradias até 2018 - número que foi revisto de 3 milhões de unidades da promessa de campanha à reeleição. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que não assumiu a meta do governo anterior. Segundo ele, em 2016, devem ser contratadas 400 mil unidades das faixas 2 e 3. O ministro prometeu lançar a faixa 1,5 em agosto deste ano e contratar entre 40 mil e 50 mil unidades neste ano. As contratações da faixa 1, porém, só vão retornar quando as obras já contratadas forem concluídas.
Obras
Com o MCMV, o setor da construção se transformou em um dos protagonistas da economia. No entanto, em 2015, o impacto do programa na geração de renda e emprego diminuiu com o fim de parte significativa das obras e o reduzido número de contratações. O PIB da construção registrou retração de 7,6% e o total de empregos com carteira assinada atingiu 2,9 milhões de trabalhadores, patamar semelhante ao do início de 2010. A projeção da FGV para o PIB da construção neste ano é de nova retração, da ordem de 5% ao ano. "As construtoras especializadas na faixa 1 estão encolhendo", afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Para ele, o programa não voltará a contratar no mesmo ritmo, dada à situação fiscal. A aposta dele é que a faixa 1,5 - prometida como a grande novidade do MCMV 3 e que não saiu do papel - consiga alavancar as contratações, com menos gastos para o governo, já que a faixa utiliza recursos do FGTS. As empresas desses empreendimentos que beneficiam os mais pobres - com subsídio de até 95% do valor do imóvel - precisam seguir exigências distintas do que é pedido nas outras faixas. As construtoras vendem ao governo federal um empreendimento completo, por meio dos bancos oficiais que fazem os pagamentos de acordo com a construção. Os beneficiários são escolhidos pelas prefeituras. Nas outras faixas, as construtoras usam recursos próprios ou outros tipos de financiamentos, seguindo as características e preços do programa.
Construtoras
A paralisia do Minha Casa para as famílias mais pobres está obrigando as construtoras que se especializaram no programa a voltarem ao mercado de incorporação imobiliária. No Maranhão, o programa de habitação popular já respondeu por até 90% do faturamento das construtoras. Hoje, essa parcela varia entre 10% e 20%, segundo Osvaldino Pinho, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Maranhão (Adenima). "Os atrasos deixaram as empresas com um pé atrás em relação ao governo", diz Pinho. As construtoras da faixa 1 do Minha Casa trabalhavam com a expectativa de pagamento pontual do governo federal de acordo com o andamento da construção. O atraso de até três meses para receber uma fatura inviabilizou a continuidade das obras já que as empresas operavam com pouco capital para fazer o pagamento aos fornecedores e funcionários. Sem o Minha Casa, não há outra alternativa a não ser voltar ao mercado e brigar com concorrentes de peso, como Gafisa, Cyrela e PDG. Dono da Lastro, Pinho espera a volta dos pagamentos para retomar as obras do empreendimento que toca em Imperatriz junto com outras duas construtoras. Segundo o Ministério das Cidades, a retomada das obras das mais de 50,1 mil unidades habitacionais que estão paradas em todo o País deve levar um ano e custará R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Em São Luís, as obras de 3 mil unidades do Residencial Mato Grosso foram retomadas no início do mês. O conjunto ficou parado por nove meses e só estará concluído em julho de 2018. A notícia de que as empresas voltariam a contratar levou 800 homens para a frente do canteiro em busca de emprego. Eles foram dispensados pois, segundo engenheiro responsável, Arie Araújo, os 70 operários contratados eram suficientes para manter a construção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, deve entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma lista com nome de 50 deputados que receberam propina em troca da votação em Aécio Neves. De acordo com o Jornal do Brasil, Machado garante ter arrecadado fundos para elegê-los em 1998, para que em troca o tucano Aécio Neves fosse eleito presidente da Câmara em 2001. O atual senador mineiro Teotônio Vilela, presidente do PSDB à época, teria arrecadado R$ 7 milhões para bancar a campanha de pelo menos 50 deputados e formar uma base majoritária. Segundo relato de Machado em delação, R$ 4 milhões desse montante era oriundo da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O restante veio de empresas.
Empresário coleciona fechaduras e cadeados arrombados (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
O dono de uma imobiliária denuncia que o escritório já foi furtado 40 vezes nos seis primeiros meses deste ano, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O comerciante conta que passou a colecionar as fechaduras e cadeados que teve de trocar por causa dos arrombamentos. Ele calcula um prejuízo de R$ 60 mil. “A gente não aguenta mais. A gente tem que mudar o escritório todos os dias, cedo e de tarde. Trazer o escritório e levar embora [para casa] porque não aguentamos mais, tudo que você coloca é roubado”, reclama o corretor de imóveis Márcio Santos. De acordo com o empresário, no último crime, os criminosos mataram a tiros uma das mulas que ele cria nos fundos do escritório. “A violência está insustentável na cidade de Luziânia”, lamenta.
Como Márcio, outros empresários reclamam da insegurança. A dona de um salão de beleza, que prefere não ser identificada, conta que teve um prejuízo de cerca de R$ 50 mil. Um vídeo mostra a ação dos criminosos (veja vídeo acima). Como o estabelecimento fica na casa dela, os ladrões também invadiram a residência e levaram joias, eletrodomésticos, roubas e até a cadela da família. O filho da comerciante estava no imóvel, mas não sofreu ferimentos. “Fui procurar meu filho correndo. Aí ele estava bem escondido no quarto porque eles pediram somente que ele fizesse silêncio. Ele conta que abaixou a cabeça, dobrou o joelho e ficou quietinho dentro do quarto enquanto eles carregavam tudo”, relata. O proprietário de uma panificadora, que também teme ser identificado, conta que foi assaltado quando fechava o comércio. Ele conta que a situação foi desesperadora. “Colocaram a gente deitado com o rosto para o chão. Vasculharam toda a loja, não encontraram dinheiro, mas minha mulher estava com a chave no bolso. Ela falou assim: ‘O dinheiro está no carro, pode levar o carro, o dinheiro’. Aí eles trancaram a gente aqui na loja. A gente tinha uma chave reserva aqui e conseguimos fugir’”, disse. Em contrapartida, a Polícia Militar alega que a quantidade de crimes contra comércios reduziu nos últimos meses. “Criamos a operação Tolerância Zero e, diante desta operação, conseguimos baixar os índices em 47% nessa natureza de roubo a estabelecimento comercial”, disse o comandante regional da PM, tenente-coronel Cláudio de Oliveira. A Polícia Civil informou que investiga os furtos e assaltos a comércio por meio do Grupo Especial de Combate a Crimes Patrimoniais.
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A partir desta segunda-feira (18), a inspeção de bagagens e revista de passageiros nos aeroportos de todo o país estão mais rigorosas. É que começam a valer as novas determinações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para garantir maior segurança dos passageiros. Entre as medidas, está a que prevê que todos os passageiros estarão sujeitos à revista física feita por agente do mesmo sexo. A revista poderá ocorrer de forma aleatória, mesmo sem o disparo do detector de metais. Ela tem que ser realizada em local público ou privado, a critério do revistado e do agente, e sempre na presença de uma testemunha. A norma diz ainda que o passageiro terá também que tirar computadores portáteis e outros dispositivos eletrônicos de dentro das malas e mochilas, como já vinha sendo cumprida em voos internacionais. Os passageiros também podem ter de abrir as bagagens de mão para que os agentes façam a inspeção dos objetos. A Anac orienta os passageiros de voos domésticos que cheguem ao aeroporto mais cedo, com pelo menos uma hora e meia ou duas horas de antecedência e, no caso de voos internacionais, com três horas de antecedência. Veja aqui outras medidas da Anac que começam a valer a partir desta segunda. As regras são normatizadas, segundo a Anac, pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil número 107, regra que dispõe sobre a segurança da aviação civil. Informações Agência Brasil
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A Polícia Federal deflagrou hoje (18) a Operação Dopamina para investigar desvio de recursos públicos na compra de equipamentos médicos para pacientes que sofrem de doença de Parkinson. Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No esquema, pacientes atendidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP eram induzidos a fazer cirurgias de implantes de equipamentos para estímulos do cérebro, mesmo sem necessidade. Esses pacientes eram levados a entrar com ações judiciais para a compra desses equipamentos, com pedido de urgência. Assim, uma única empresa fornecedora lucrava com valores superfaturados. Os equipamentos avaliados em R$ 24 mil chegavam a ser vendidos por R$ 115 mil. Segundo a investigação, as fraudes ocorreram em 200 cirurgias no período de 2009 a 2014, gerando prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 18 milhões. O nome da operação refere-se ao neurotransmissor dopamina, cuja deficiência está relacionada à doença de Parkinson. Os suspeitos podem ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção e estelionato contra União, cujas penas podem chegar a até doze anos de prisão.
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Preso há mais de um ano em Curitiba, o empresário Marcelo Odebrecht foi convencido por procuradores da Operação Lava Jato a desistir de um pedido de liberdade impetrado por seu advogado no último dia 5. A Marcelo Odebrecht foram dadas duas alternativas, segundo a Folha apurou: ou retirava o pedido de liberdade, ou estavam encerradas as tratativas para o acordo de delação premiada que ele negocia com procuradores desde março, logo após ter sido condenado a 19 anos de prisão. A desistência ocorreu na última quarta-feira (13), sem que o Ministério Público tivesse avaliado o pedido feito pela defesa de Marcelo. O advogado do executivo, Nabor Bulhões, simplesmente encaminhou ao juiz Sergio Moro um pedido afirmando que deixava de pedir a liberdade de Marcelo "por motivo que se encontra em sigilo judicial". O que se encontra sob sigilo são as negociações do acordo de delação, mas havia outro motivo para a desistência: os procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba ficaram contrariados com o pedido feito pela defesa de Marcelo. Consideraram que a solicitação de liberdade ia contra o clima colaborativo das negociações que estão em curso.
O acordo de delação da Odebrecht é considerado o mais explosivo da Operação Lava Jato, pelo número de políticos que serão citados e pelos postos que eles ocupam ou ocuparam. Há relatos de que tanto expoentes da situação como da oposição serão citados, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro José Serra (Relações Exteriores), do PSDB.
SEIS PEDIDOS
Herdeiro da maior empreiteira do país, que faturou R$ 132 bilhões no ano passado, Marcelo foi preso em 19 de junho de 2015 sob acusação de pagar propina no exterior. Posteriormente o juiz Sergio Moro revogou essa ordem de prisão e decretou uma segunda, fundada em anotações encontradas no bloco de notas do celular de Marcelo, com indícios de que ele poderia destruir provas e interferir no processo. O novo pedido de liberdade de Marcelo, o sexto feito pela sua defesa, alegava que esses dois motivos para a prisão já não existiam. O ex-presidente do grupo Odebrecht foi condenado a 19 anos de prisão na primeira ação penal a que respondeu na Lava Jato e é réu em outras duas ações. O advogado de Marcelo dizia no pedido que, como as provas das duas outras ações são praticamente as mesmas daquele processo em que ele já foi condenado, não fazia sentido manter o executivo preso. As provas, afinal, já estavam com a Polícia Federal e os procuradores, alegava Bulhões em seu pedido. Além disso, como Marcelo recorre da sentença, a defesa argumenta que ele poderia fazer isso em liberdade. E lembra que outros empreiteiros condenados, como Léo Pinheiro, da OAS, e Sérgio Mendes, da Mendes Jr., recorrem em liberdade e também negociam acordos de delação.
IRRITAÇÃO
No mês passado, as duas ações em que Marcelo é réu foram suspensas por causa do acordo de delação que ele negocia com procuradores. Mas, até agora, nas tratativas da delação, não apareceu nenhuma perspectiva para que o executivo deixe a prisão assim que o acordo for assinado, o que tem o irritado, segundo a Folha apurou. Há procuradores que defendem que ele continue preso por mais um tempo, como uma demonstração de que a força-tarefa da Lava Jato não será tolerante com empresários que paguem multas bilionárias como ressarcimento. O primeiro valor pedido pelos procuradores deve ser superior a R$ 6 bilhões, mas a Odebrecht afirma que não teria como pagar uma multa desse porte.
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O jornalista Eliakim Araújo morreu aos 75 anos, nos EUA, segundo informou a jornalista Sônia Abraão. Ele estava internado em um hospital na Flórida para tratar um câncer no pâncreas. Eliakim chegou a passar por tratamento de quimioterapia, mas não resistiu. "Toda nossa solidariedade a Leila Cordeiro, com quem ele dividiu a vida é formou o Casal 20 da notícia na TV", escreveu Sônia, que é amiga do casal há muitos anos. Eliakim e a mulher, a também jornalista Leila Cordeiro, formaram o primeiro casal de apresentadores na TV, à frente do "Jornal da Globo", em 1983. Na emissora, ele ainda esteve à frente do "Globo Repórter", entre outros. O jornalista mineiro tinha 55 anos de carreira. Em 1997, ele e Leila se mudaram para os EUA para trabalhar no CBS Telenotícias. O projeto acabou depois de 3 anos, mas os dois decidiram continuar no país. Eliakim morava em Fort Lauderdale, na Flórida, com a família.
- Bahia Notícias
- 18 Jul 2016
- 08:09h
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Quatro pessoas ligadas ao terrorismo internacional tentaram se credenciar para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A informação foi confirmada pelo Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), órgão do governo federal que faz o monitoramento dos pedidos de credenciamento, em reportagem do Fantástico deste domingo (17). Outras 36 pessoas que fizeram a solicitação estão com alertas emitidos por agências de outros países. Todas tiveram as credenciais negadas e estão sendo acompanhadas por serviços internacionais de inteligência. Os nomes, nacionalidades e acusações dos solicitantes estão sob sigilo. Também foram identificados pedidos de credenciamento de 61 brasileiros com mandados de prisão. De acordo com o programa dominical, a Olimpíada do Rio já conta com 460 mil pedidos, ante 350 mil pedidos da Copa do Mundo no Brasil. O Ciant recomendou ao Comitê Rio-2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pesssoas. "Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional. Os países que fazem parte do Ciant são Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Argentina, Bélgica e Paraguai", contou Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador Nacional de Segurança dos Jogos Rio 2016.
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforçará a inspeção de passageiros e bagagens para voos domésticos em todos os aeroportos brasileiros a partir da próxima segunda-feira (18). De acordo com anúncio feito pela entidade nesta sexta-feira (15), a medida tem com objetivo padronizar o embarque às práticas recomendadas internacionalmente. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a Anac declarou que os procedimentos não têm qualquer relação com a aproximação das Olimpíadas do Rio, que acontecem em menos de um mês. Ainda de acordo com a publicação, as empresas do setor aéreo acreditam que as novas regras deverão causar lentidão e filas no embarque para os voos.
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Com a chegada do mês de julho e das férias escolares, as crianças e os adolescentes tendem a acessar mais a internet, através de seus computadores, tablets e celulares. Com uma série de dicas e cuidados, a Polícia Federal lançou um material em que alerta para que os pais redobrem a segurança com seus filhos e tenham atenção com relação aos perigos e crimes de ataques de cibercriminosos e pedófilos na internet. De acordo com a PF, os pais devem ter um conhecimento básico de internet e computação, principalmente sobre as redes sociais. No manual, o órgão alerta que os pais não precisam ser usuários assíduos ou experts das redes sociais, mas conhecê-las para entender como funciona. Além disso, os responsáveis pelos filhos também devem supervisionar o acesso à internet de forma discreta, fugindo de proibições. Para a PF, também é importante o alerta de não colocar informação pessoais na web como números de documentos, endereço residencial ou da escola, nome dos pais, foto da frente de sua residência, foto do carro com a placa exposta, da fachada do colégio, fotos com amigos e não adicionar quem não se conhece.
"Cabe aos pais alertar sobre a presença de perfis falsos, pedófilos e grupos com conteúdo inadequado nas redes sociais, mantendo apenas na lista de contatos apenas as pessoas que conhece fora do ambiente virtual, como os parentes, colegas de escolas e do condomínio", informa o manual da polícia. Para as crianças e os adolescentes que são fãs de jogos online, a PF também informa que cuidados devem ser tomados. O órgão federal informou que é possível cometer inúmeros crimes através dos jogos online, tais como: clonagem de cartões de crédito, pedofilia, falsificação de documentos, difamação, calúnias e até assassinatos pelo fornecimento de informações pessoais e fotos em conteúdo íntimo. Para quem for vítima de crimes na internet, a denúncia deve ser feita à Polícia através do número 100, www.dpf.gov.br, ewww.safernet.org.br onde você pode baixar material didático sobre vários temas. Cartilhas de segurança também podem ser baixadas através da Organização Não Governamental-Safernet que possui uma parceria com a PF.
Balanço - Em Pernambuco nos anos de 2013 e 2014, a Polícia Federal deflagrou onze operações, efetuou sete prisões em flagrante, cumpriu 42 Mandados de Busca e Apreensão e instaurou 76 inquéritos policiais. Em 2015 já foram feitas quatro Operações de combate a pronografia infantil, 14 Mandados de Busca e Apreensão foram cumpridos, 12 endereços fiscalizados e três suspeitos autuados em flagrante. A PF informou que 21 suspeitos ainda estão sendo investigados e 24 cidades de PE foram detectadas com registro de pornografia infantil. Nas estatísticas divulgadas pela PF, só em 2016 já foram feitas três operações de combate a pornografia infantil, cinco Mandados de Busca e Apreensão foram cumpridos, quatro endereços fiscalizados e três suspeitos estão sendo investigados.
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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse, nesta sexta-feira (15), que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas "imagina" estar doente, mas não está. De acordo com o ministro, é "cultura do brasileiro" só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto "hábito" estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). "A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade", disse o ministro, na manhã de ontem (15), em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo. Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. "Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi consultado. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos", declarou. "Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde", afirmou. O ministro defendeu que os médicos façam uma investigação mais criteriosa do paciente, antes de solicitar exames ou prescrever remédios.
"O médico tem de apalpar o cliente, fazer anamnese, tem de conversar com a pessoa", acrescentou. Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente. "De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. "O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico", criticou. Já o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão. "O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar [o resultado do exame], mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar", defendeu.
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Acusado de abuso sexual, o técnico da seleção brasileira masculina de ginástica artística, Fernando de Carvalho Lopes, foi afastado da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos do Rio. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o abuso teria ocorrido com um ginasta menor de idade treinado por Carvalho. O coordenador da seleção masculina, Leonardo Finco, em entrevista ao globoesporte.com, alegou que o afastamento foi uma medida cautelar até que tudo seja investigado. “O afastamento é para que tudo possa ser esclarecido em relação às acusações e para proteger o trabalho da equipe. É para que o ambiente possa ficar tranquilo e para que o Fernando possa ver essas suas questões pessoais. Não tenho informações sobre o caso. Então, é para a proteção de todos”, afirmou. O caso corre em segredo de Justiça e Fernando de Carvalho alega desconhecer qualquer denúncia. O treinador afastado também é técnico de Diego Hypólito, titular da seleção. Carvalho também foi afastado do ADC São Bernardo, clube em que trabalha. Atualmente, Diego Hypólito está treinando com Marcos Goto, treinador do campeão olímpico Arthur Zanetti. “A CBG outrossim esclarece que a medida é cautelar para que o profissional possa se dedicar à sua defesa”, resumiu a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), em nota.
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O governo fracassou nesta sexta-feira (15) ao tentar debelar a greve dos auditores fiscais da Receita Federal com a sinalização do envio um projeto de lei com o reajuste salarial acordado em março com a categoria. O Ministério do Planejamento encaminhou à Casa Civil uma minuta de projeto a ser enviado ao Congresso Nacional, mas os servidores decidiram manter o movimento até que uma medida provisória, que tem validade imediata, seja publicada pelo presidente em exercício Michel Temer. Além de exigir que a questão seja resolvida por meio de uma MP e não por um projeto de lei, que depende de aprovação no Congresso para entrar em vigor, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) alega que a minuta do projeto enviado ao Palácio do Planalto tem incongruências com o acordo firmado com a categoria no começo do ano. "O governo mandar um projeto de lei agora não resolverá a questão. Com o recesso dos parlamentares, os servidores não receberiam o aumento antes de setembro. Já uma medida provisória tem validade imediata", afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno.
Sem entrar em detalhes, o dirigente sindical disse ainda que a minuta do projeto tem diferenças em relação àquilo que a categoria havia acordado com o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Damasceno adiantou que o movimento de greve da categoria continuará. ‘Operação padrão’ - Na quinta-feira, a categoria iniciou a chamada "operação padrão", com fiscalização mais rigorosa na liberação de cargas e bagagens nos aeroportos, portos e postos de fronteira. O protesto, que vai se repetir todas as terças e quintas-feiras, causou transtornos aos viajantes em diversas capitais. O movimento ameaça também criar problemas para os turistas que chegarem ao Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no começo do próximo mês. E apesar de mais de uma centena de servidores ter passado o dia na antessala do gabinete do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ninguém foi recebido na Quinta-feira. A Fazenda chegou a propor que o secretário executivo, Eduardo Guardia, se reunisse com a categoria, mas essa alternativa não foi bem recebida. Ainda assim, um encontro entre Guardia e os servidores foi marcado para a próxima Quarta-feira. Além da "operação padrão", não está havendo análise de processos e ações externas nas repartições da Receita. Os auditores prometem ainda realizar a "operação meta zero" , ou seja, o represamento de créditos resultantes das fiscalizações.
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O presidente em exercício, Michel Temer, disse nesta sexta-feira (15), em entrevista à GloboNews, que o país está "preparadíssimo" para enfrentar ameaças de terrorismo durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, que vai começar no dia 5 de agosto. Mais cedo, nesta sexta, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, informou que o governo vai "revisar" as medidas de segurançapara os jogos em razão das mortes registradas nesta quinta (14) em Nice, na França. Mais de 80 pessoas morreram atropeladas por um terrorista. "O Brasil está preparadíssimo [para enfrentar ameaças de terrorismo]. Hoje nós resolvemos fazer uma reunião, tendo em vista os acontecimentos da França, ou seja, a segurança será muito maior, para dar conforto e segurança àqueles que frequentam o Rio e as cidades onde se verificarem os jogos", afirmou o presidente à repórter Andreia Sadi. Temer também citou medidas que o governo tomou para reforçar a segurança durante a Olimpíada, como o decreto, publicado em edição extra nesta sexta, que aumenta em 150% o valor da diária de servidores públicos, entre eles agentes da Força Nacional, que trabalharem no chamado período olímpico, de 24 de julho a 22 de agosto.
"Hoje autorizamos um aumento da gratificação para os membros da Força Nacional, depois de falarmos com os ministros Meirelles [Fazenda] e Padilha [Casa Civil] para que os servidores possam ter condições de vivência adequada lá no Rio", afirmou Temer. "Além disso, também autorizamos a contratação de inativos da Polícia Militar que poderão voltar à ativa e trabalhar neste mês em q transcorrem as olimpíadas", completou.
Impostos
O presidente em exercício disse, na entrevista, que o aumento de impostos é hipótese "distante". Antes disso, ele disse que pretende melhorar a economia vendendo ativos e cortando gastos da União. "Vou acompanhar o ministro Meirelles. Ele fala em três hipóteses. A primeira é a percepção de recursos por meio da venda de ativos. A segunda é a limitação absoluta de gastos. A terceira hipótese, portanto mais distante, é a eventual fixação de novos tributos ou aumento de tributos", explicou o peemdebista. Uma das possibilidades ventiladas pela equipe econômica é a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). A volta do tributo, no entanto, dependeria de aprovação do Legislativo e não há consenso sobre o assunto no Congresso.
Lava Jato
Questionado sobre a possibilidade de os desdobramentos da operação Lava Jato – que investiga a participação de políticos em desvios de dinheiro da Petrobras – prejudicarem o governo, Temer disse que a chance de isso acontecer é "zero". "Zero chances. Sempre falo em reconstitucionalizar o país. Cada Poder exerce suas competências. Ninguém pode paralisar o governo porque existe um processo judicial em sequência. Não há possibilidade de interferência da Lava Jato no governo", disse o presidente em exercício.
Reforma ministerial
O chefe do executivo declarou ainda não ter "intenção" de fazer uma reforma ministerial no momento, mas que, depois da conclusão do impeachment, se continuar na Presidência, vai examinar a possibilidade. "Não tenho nenhuma intenção de fazer reforma ministerial. Claro que essas coisas são examináveis. Depois que passar o impedimento, se passar, vou examinar questão ministerial", afirmou Temer.
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