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O publicitário João Santana admitiu o uso de caixa dois na campanha da presidente afastada Dilma Rousseff, mas informou que o crime não se restringiu à petista. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, durante depoimento à Justiça Federal nesta quinta-feira (21), o marqueteiro garantiu milhões de pessoas podem ter se beneficiado direta ou indiretamente dos esquemas. "Com generosidade, e com conhecimento de causa, eu digo que 98% das campanhas no Brasil utilizam caixa dois. Que isso envolve das pequenas às grandes campanhas.
Que centenas de milhares de pessoas - quase certo que milhões - de todas as classes sociais e de dezenas de profissões são remuneradas com dinheiro de caixa dois. Mais que isso: o caixa dois é um dos principais - senão o principal - centros de gravidade da política brasileira". Santana decidiu, então, fazer uma comparação para ilustrar a grandiosidade do esquema: “Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília. Uma muralha humana capaz de concorrer com a muralha da China. Capaz de ser fotografada por qualquer satélite que orbita em torno da Terra”. No depoimento, ele disse que não tentava justificar ou defender o caixa dois e que ele e a esposa, Mônica Moura, estavam dispostos a pagar pelos erros. Mesmo assim, criticou o tratamento que têm recebido no âmbito da Operação Lava Jato. “O que eu não entendo e não me conformo é com o fato de eu e minha mulher estarmos sendo acusados, injustamente, de corrupção, formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. De estarmos sendo tratados como criminosos perigosos”, lamentou. “Somos os únicos presos, neste país, por caixa 2. Não queremos ser símbolos. Nem bodes expiatórios. Não quero clemência, nem piedade. Não espero perdão. Espero apenas proporcionalidade”, pediu.
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A consulta pública lançada pelo Senado Federal referente ao projeto de lei que institui o programa Escola Sem Partido recebeu adesão recorde: até as 8h21 desta sexta-feira (22), 340.788 pessoas haviam votado, sendo 175619 contra o projeto e 165169 a favor do projeto. O projeto de lei, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), inclui o programa na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, antes desta proposta, os projetos com maior manifestação, dentre os 3.658 colocados até hoje em consulta, foi o da reformulação da lei do Ato Médico, com 183.597 votos. O programa propõe medidas contra a doutrinação política e ideológica nas escolas, o que inclui o ensino de conteúdo que “possa estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais e responsáveis. O Escola sem Partido é objeto de outros projetos na Câmara dos Deputados, em sete Assembleias Legislativas e em 12 Câmaras Municipais de diversos Estados. O texto é alvo de polêmica: enquanto parte dos educadores defendem que o programa interfere na autonomia dos docentes e abre espaço para que temas como gênero e sexualidade não sejam tratados na escola; a outra parte avalia que o programa impede apenas de que seja retirada dos pais a prerrogativa da responsabilidade sobre a educação moral de seus filhos, além de garantir que os professores se aproveitem para promover interesses políticos pessoais.
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O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse em entrevista a agências internacionais que há dentro do Orçamento de 2016 uma reserva de até R$ 38 bilhões que será utilizada para contornar a necessidade de se fazer um bloqueio de despesas (contingenciamento) no Orçamento de 2016 para torná-lo compatível com a meta fiscal fixada definida para este ano, de um déficit de R$ 170,5 bilhões. O contingenciamento, tido como necessário diante do desempenho aquém do esperado das receitas, era estimado pela área econômica em R$ 20 bilhões e deveria ser anunciado nesta sexta-feira, 22, como parte do relatório bimestral de receitas e despesas que será encaminhado ao Congresso Nacional. Porém, a medida encontrou forte oposição da ala política.
O governo acabou desistindo do corte. "Tínhamos ficado com uma reserva de contingência, um valor que não distribuímos dos R$ 170 bilhões", disse. "É dessa reserva que se vai fazer uso, se necessário, e no montante que for necessário." O ministro repetiu que não passa pela cabeça do presidente em exercício, Michel Temer, um contingenciamento porque isso "imobilizaria o governo". "No início da semana, começou uma especulação sobre contingenciamento. Eu pessoalmente disse que nunca tinha ouvido falar disso e que isso não passa pela cabeça do presidente neste momento", afirmou. Segundo Padilha, essa reserva de emergência que está dentro do limite orçamentário terá de ser acionada já que houve frustração de receitas. "Como a receita não correspondeu, temos que cobrir o buraco", disse. O ministro explicou ainda que os R$ 38 bilhões estavam no déficit fiscal de R$ 170 bilhões e, em alguns casos, eram recursos destinados para programas que ainda não haviam recebido a dotação. "Não é que (os programas) vão perder, mas não estava alocado ainda, só previsto." Na ala técnica, a informação é outra. O contingenciamento não será feito porque será usada outra reserva, de R$ 18 bilhões, criada para absorver variações inesperadas de receitas e despesas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O recente aumento do desemprego no país tem levado muitos trabalhadores ao desespero, tanto pela falta de atividade que o sustente, quanto pelo tempo em que ele fica sem contribuir com a Previdência Social – o que influencia também no cálculo do benefício que será concedido ao final da vida ativa do contribuinte. Mas, o que muitos brasileiros não sabem é que a contribuição que assegura este direito pode ser feita sem que a pessoa esteja exercendo a atividade remunerada. Para começar a fazer a contribuição previdenciária por conta própria, é preciso ter a inscrição que pode ser feita no site da Previdência Social, ou através do telefone 135. No ato, o beneficiário receberá o Número de Identificação do Trabalhador (NIT). Será com este número que o trabalhador fará o recolhimento da Guia da Previdência Social (GPS) na categoria de segurado facultativo. Para aqueles que já possuem o número do PIS , não é necessário efetuar a inscrição. O segurado facultativo é toda aquela pessoa que, já tendo completado os 16 anos e não exercendo atividade remunerada, decide contribuir com a Previdência. Eles podem ser estudantes, dona de casas, ou mesmo desempregados. Como a legislação brasileira prevê que o seguro-desemprego só está disponível para quem não tenha qualquer tipo de remuneração, o INSS mantém o dispositivo do segurado facultativo para que a pessoa não perca o período como desempregado e contabilize como de contribuição.
Regras de remuneração devem mudar
Para o economista Edísio Freire, a contribuição facultativa é vantajosa, na medida em que garante a assistências como auxílios-doença ou maternidade, contando o tempo de contribuição sem o hiato que seria provocado pelo fato do trabalhador não estar em serviço com carteira assinada. “Do ponto de vista da remuneração, já não podemos dizer o mesmo, pois as regras estão sempre mudando, e não dá para fugir do fato de que a remuneração será maior ou menor a depender do salário que a pessoa ganhe”. No entanto, quando se está com poucos recursos, é fundamental que a pessoa pense antes de tornar-se um segurado facultativo. “É preciso refletir que uma pessoa desempregada pode ter outras prioridades em relação ao recurso limitado que dispõe. A contribuição facultativa não pode sacrificar as necessidades básicas do lar, como alimentação, ou pagamento das contas, por exemplo”, alerta Edisío Freire. O ideal, segundo Freire, é fazer essa contribuição quando o orçamento da casa se encontra bem dividido, ou quando este não depende de apenas uma pessoa na casa. Mas o economista lembra que há outras formas de guardar uma quantia financeira para ser utilizado em anos futuros, que não sejam necessariamente a previdência pública. Uma dessas alternativas é a própria aplicação na caderneta de poupança. “É um pensamento a longo prazo, e uma forma de garantir um rendimento acumulado com o passar dos anos, que poderá ser utilizado quando o trabalhador já estiver em idade para se aposentar”, exemplificou.
CONTRIBUIÇÃO
Para aderir a contribuição facultativa é preciso cumprir algumas regras e saber as restrições quanto aos benefícios oferecidos. Se a pessoa opta por um recolhimento superior ao mínimo e quiser contribuir para completar o tempo exigido para se aposentar por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres) é necessário recolher 20% do valor pretendido, sendo que o valor mínimo para fins de cálculo é o salário mínimo vigente à época que for iniciada as contribuições. O valor máximo é o teto previdenciário. Outra opção, para quem tem menos condições financeiras é contribuir pela alíquota reduzida. O valor atual é de R$ 74,58 (11% sobre o salário-mínimo). Esse pagamento, porém, não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição, somente por idade – que atualmente é de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres – ou invalidez. E o valor de qualquer benefício que venha a receber será sempre de um salário mínimo. Caso o segurado queira contar esse tempo mais tarde, para aposentadoria por tempo de contribuição, precisará recolher a diferença de alíquota. As donas de casa que não exercem nenhuma atividade remunerada fora de sua residência – e que a renda familiar for inferior a dois salários mínimos – podem optar pela contribuição com base em 5% do salário mínimo, desde que estejam escritas e aceita no CadÚnico da prefeitura do município onde mora.
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O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse hoje (21/7) em São Paulo que a proposta de flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permitirá que a negociação em acordo coletivo prevaleça sobre a determinação legal, vai respeitar a Constituição e será amplamente discutida com os trabalhadores. Em evento nesta quinta-feira (21/7), na sede do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano em São Paulo, no centro da capital paulista, o ministro afirmou que o trabalhador não será surpreendido. “O trabalhador não será traído pelo seu ministro do Trabalho”, disse Nogueira aos participantes. Antes de falar aos trabalhadores, o ministro reafirmou que a reforma trabalhista sai até o fm deste ano e que a flexibilização na CLT deve atingir, por exemplo, a questão salarial e a jornada de trabalho.
Interpretação
“Vamos atualizar a legislação. Os direitos não serão revogados. Direito não se revoga, direito se aprimora. Pretendemos promover uma legislação que traga mais clareza nessa relação de contrato entre trabalhador e empregador." De acordo com Ronaldo Nogueira, no contrato não pode ter interpretação subjetiva. "Isso traz insegurança jurídica. Vamos trabalhar nessa questão, que vai tratar especialmente sobre o prestigiamento da convenção coletiva. Vamos definir em que pontos a convenção coletiva poderá deliberar nessa relação entre capital e trabalho, como questões de salário, carga horária e momentos de crise, entre eles o PPE (Programa de Proteção ao Emprego)”, acrescentou o ministro. “Entendemos que o acordado não pode prevalecer sobre o legislado. Se não, não não precisa lei. Pretendemos prestigiar a convenção coletiva e vamos definir em que pontos”, ressaltou. O ministro disse ainda que a lei “vai dar diretrizes e estabelecer limites para que a convenção coletiva possa deliberar”. Segundo ele, as mudanças na legislação trabalhista não serão polêmicas, porque a intenção do ministério é discutir esses pontos com os trabalhadores e sindicatos.
Trabalhadores
“Até o fim do ano [a reforma trabalhista será aprovada] e não vai ter polêmica, porque a construção será elaborada tendo a participação dos trabalhadores. Temos como inimigo comum o desemprego. Hoje, temos 12 milhões de desempregados. Precisamos oferecer ao mercado um contrato que traga segurança e não fique sujeito a interpretações subjetivas que gerem insegurança.” Para evitar que trabalhadores representados por sindicatos com menor poder de negociação possam ser prejudicados com esses acordos, o ministro informou que o ministério vai promover a capacitação de dirigentes sindicais. "Pretendemos, nos termos da Constituição, fortalecer o principio da unicidade sindical e dar legitimidade maior ao sindicato na hora da homologação da rescisão do contrato", adiantou.
Ontem (20/7), o ministro afirmou em Brasília que a proposta de reforma trabalhista também inclui outras duas questões: a regulamentação da terceirização no país e a possibilidade de tornar o PPE permanente.
Terceirização
Sobre a terceirização, o ministro disse que as propostas em tramitação no Senado servirão como “fonte de estudos para essa legislação”. “Vamos definir, dentro de uma categoria econômica, quais são os serviços objeto desse contrato de serviços especializado. Não gosto da expressão terceirização, porque isso remete à ideia de passar a um terceiro a responsabilidade que é tua. Vamos trabalhar na elaboração de uma legislação que trata do contrato de um serviço especializado", esclareceu. Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah acompanhou a visita de Ronaldo Nogueira ao Sindicato dos Motoristas. Depois de se reunir com o ministro e de presenciar o discurso de Nogueira aos trabalhadores, Patah falou com os jornalistas e disse que as centrais sindicais estão buscando diálogo com o ministério, mas que não vão aceitar que “se rasgue a CLT”. “A questão do negociado sobre o legislado é uma questão muito complexa. Do ponto de vista da valorização da convenção coletiva, da negociação, somos favoráveis. Mas, não é por conta disso que teremos de rasgar a CLT. Temos de ter alguns cuidados. Por isso, estamos discutindo com as centrais sindicais uma alternativa. Queremos dialogar. Não queremos falar não para tudo, mas não podemos ficar de olhos fechados e permitir, em um momento tão adverso, que se rasgue a CLT e que se tire direitos fundamentais dos trabalhadores”, destacou Patah.
Segurança jurídica
Segundo ele, uma questão que preocupa bastante as centrais é sobre a jornada de trabalho. “A questão da jornada de trabalho nos preocupa quando temos a CNI, uma entidade patronal industrial e dos empresários, falando em se trabalhar 80 horas por semana. Como podemos permitir uma negociação com relação à carga horária se já temos percebido que os empresários querem nos transformar em máquinas? Temos de tomar muito cuidado. O mundo sindical está pronto para um diálogo. O mundo é outro, temos a questão da longevidade, da demografia, do mundo do trabalho moderno e temos que buscar alternativas para adequar. Mas não é por conta dessas questões que vamos abrir mão dos nossos direitos”, ressaltou. Com relação à terceirização, Patah disse que o projeto aprovado na Câmara dos Deputados “é muito ruim e precariza a atividade laboral”. “Nós da UGT somos favoráveis à regulamentação da terceirização. Queremos segurança jurídica para o empresário, para o governo e principalmente para os trabalhadores. Mas isso não significa permitir a terceirização de todas as atividades, conforme aprovado na Câmara. Faremos mudança no Senado para termos segurança jurídica e não precarização." Para o sindicalista, a atividade fim da empresa não pode ser terceirizada. “Queremos resgatar a atividade meio. A finalidade da empresa não pode ser terceirizada”, concluiu Patah.

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta quinta-feira (21/7), à Justiça de Brasília o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu amigo José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio Amaral, o banqueiro André Santos Esteves, o ex-assessor de Delcídio, Diogo Ferreira Rodriguez, o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho, e o filho de Bumlai, Maurício Barros Bumlai. Todos são acusados de "agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato". O caso já havia sido denunciado pelo Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, em dezembro do ano passado. No entanto, em decorrência da perda de foro privilegiado do ex-senador envolvido, Delcídio Amaral, e também pelo fato de o crime ter ocorrido em Brasília, a denúncia foi enviada à Justiça Federal do Distrito Federal. Com essa redistribuição, o MPF do DF foi acionado para se manifestar sobre a ação penal e concluiu pela confirmação integral da denúncia prévia do PGR. Além de confirmar os elementos apresentados, o procurador da República Ivan Cláudio Marx faz acréscimos à peça inicial, com o objetivo de ampliar a descrição dos fatos e as provas que envolvem os acusados. Os crimes apontados estão previstos nos artigos 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/2013, art. 357 do CP e art. 355 do Código Penal.
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Começou a valer, nessa quarta-feira (20), as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obrigam os rótulos a trazer informações sobre os ingredientes que podem causar alergia. A resolução da Anvisa foi aprovada no ano passado. Com a medida, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA) alerta aos consumidores baianos que passem a prestar mais atenção nas embalagens dos produtos. As informações sobre os componentes alergênicos devem vir abaixo da lista de ingredientes, em fonte maior, negrito, caixa alta e cor diferente do rótulo. Os rótulos deverão informar a presença de 17 alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas), crustáceos, ovos, peixes, amendiom, soja, leite de todos os mamíferos, amêndoa, avelã, castanha de caju, castanha do Pará, macadâmia, nozes, pecã, pistaches, pinoli e látex natural. O regulamento inclui alimentos e bebidas.
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Suspeitos presos nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal por planejarem ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro fizeram um “batismo online” no Estado Islâmico. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, apesar de não ter havido contato direto de membros do EI com brasileiros, o batismo foi um dos motivos que levou a PF a deflagrar a operação. “O batismo ocorre em um site, em que a pessoa repete algumas palavras. Não tem contato direto. Mas apesar de não haver interação, a pessoa passa a achar que faz parte desse grupo”, justificou. O grupo utilizava grupos de mensagem como WhatsApp e Telegram para trocar informações. O ministro explicou que o homem apontado como líder do grupo morava em Curitiba e chegou a informar que pretendia viajar para fazer contato pessoal com o grupo terrorista, mas não tinha dinheiro. Nas mensagens, eles discutiam sobre a busca por uma forma de financiamento para os ataques, apesar de não chegar a discutir locais específicos para a realização dos ataques. O terceiro motivo que levou a PF a desistir de manter apenas o monitoramento foi a mudança de avaliação do Brasil como alvo. O país, que até então não faria parte dos locais apontados pelo EI, passou a constar nas mensagens como oportunidade de atingir estrangeiros que participarão dos Jogos Olímpicos.
A operação, autorizada pela Justiça Federal do Paraná, prendeu dez pessoas em dez estados brasileiros (leia mais aqui). Para Moraes, isso reforça a ideia de que a célula era “amadora”. “Um deles entrou em contato com um site de armas clandestinas no Paraguai, solicitando um fuzil AK 47 para a realização do ataque. [...] Isso mostra que era uma organização amadora, sem preparo. Uma célula organizada não ia procurar arma pela internet, principalmente com o líder morando em Curitiba, perto do Paraguai, onde infelizmente se sabe que se compra muita arma”, avaliou o ministro. Além da compra do fuzil, o grupo também discutiu a possibilidade de realizar aulas de tiro e artes marciais, o que foram considerados “atos preparatórios” para uma ação no país e possibilitou a autorização das prisões preventivas. “Só é possível pedir a prisão se já houver atos executórios. Mas no combate ao terror não é possível que se espere o ato executório. Se você comprar uma arma e deixar em casa, não pode ser preso por homicídio, mas pode ser preso se comprou uma arma para executar atos de terrorismo”, comparou. Entre os presos, há dois condenados por homicídio. Porém, o ministro se recusou a dar mais informações sobre os suspeitos, por causa do sigilo das investigações.
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- O Globo
- 21 Jul 2016
- 11:32h
A Polícia Federal fez a primeira prisão com base na lei antiterror. A informação foi antecipada pelo colunista do GLOBO, Lauro Jardim. Segundo o blog do colunista, foi preso um grupo que já estava preparando atos terroristas durante a Olimpíada. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, vai detalhar a prisão ainda nesta quintafeira, em entrevista coletiva. As prisões foram feitas em São Paulo e no Paraná. O grupo foi recrutado pelo Estado Islâmico pela internet. Entre os presos, está um menor de idade. De acordo com a revista Época, os suspeitos seguiam o mesmo roteiro dos terroristas envolvidos nos atentados em Orlando, nos Estados Unidos, e de Paris, na França. Eles foram recrutados pela internet e juraram lealdade ao Estado Islâmico. Com autorização judicial, a Polícia Federal monitorou mensagens trocadas pelo grupo nas redes sociais, sobretudo Facebook e Twitter.
Nas mensagens, a PF descobriu que, além do plano para fazer um atentado terrorista na Olimpíada, eles relatavam compras de armamento. Ainda segundo a Época, os investigadores descobriram, que o grupo jurou lealdade ao Estado Islâmico enquanto discutia os possíveis alvos no Rio. O perfil dos alvos, segundo investigadores, encaixase no grupo que é hoje considerado o de maior risco entre os brasileiros investigados. São recém convertidos ao islamismo, que se frustraram com o tom pacifista das mesquitas brasileiras e partiram então para a internet em busca do radicalismo propagandeado pelo Estado Islâmico. No total, a inteligência brasileira trabalha com 50 alvos. Todos os presos pela PF estavam nesta lista. O temor por atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos está mobilizando o governo brasileiro e o de vários países que participarão da Olimpíada. O governo francês desmentiu nesta terçafeira que haja um plano de ataque terrorista à delegação olímpica do seu país, que teria a participação de um brasileiro supostamente ligado ao Estado Islâmico. Segundo a França, a informação é falsa. Ela foi publicada no site da Assembleia Nacional francesa, sendo depois divulgada pelo jornal “Libération”, na quartafeira da semana passada. O desmentido foi enviado ao Ministério da Defesa brasileiro pelo diretor de Inteligência Militar da França. No documento, ele afirma que a conclusão vem de um trabalho conjunto feito por órgãos de inteligência de vários países, incluindo o Brasil. Na última quartafeira, o governo da França solicitou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil que reforce a segurança de escolas e consulados franceses. O pedido foi enviado pelo Itamaraty a 19 secretarias estaduais de Segurança, que determinarão como se dará oreforço. A informação foi antecipada pelo jornalista Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Nesta segundafeira, os aeroportos começaram a utilizar as novas regras da Agência Nacional de Aviação (Anac) para inspeção de passageiros e bagagens de mão em voos domésticos.
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O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar em agosto projeto de lei do deputado federal Arthur Maia (PPS) que altera o Marco Civil da Internet e proíbe a suspensão dos serviços de comunicação pela internet, como é o caso do aplicativo WhatsApp. O parlamentar baiano conversou na tarde desta terça-feira (19) com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se comprometeu a levar a proposta para apreciação dos líderes já na primeira semana de agosto, logo após o recesso branco. A ideia é votar a urgência do projeto e levar para discussão direto para o plenário a fim de evitar mais prejuízos aos usuários do aplicativo, que foi bloqueado pela terceira vez por determinação da juíza da 2ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias (RJ), Daniela Barbosa Assunção de Souza. A proposta de Arthur Maia veda a concessão, pelo Poder Judiciário, de medidas cautelares ou a determinação de providências que impliquem o bloqueio de aplicações de comunicação de uso público via internet. Na avaliação do parlamentar, o bloqueio é abusivo e desproporcional. Para ele, a aplicação de multas poderia ter o mesmo efeito coercitivo que a juíza quer conseguir com a suspensão do serviço do WhatsApp. “Acredito ser adequado que a legislação imponha limites aos poderes do magistrado, pois os juízes não têm o poder de cercear a comunicação de milhões de pessoas em todo o país. Considero essa decisão desproporcional uma vez que existem outros meios igualmente eficazes para impelir indivíduos ao cumprimento de decisões judiciais, como é o caso da multa coercitiva, meio já consagrado no direito brasileiro. É descabida, portanto, a utilização justamente da modalidade mais prejudicial aos usuários, que é o bloqueio de um serviço tão essencial, usado inclusive para fins profissionais ou comerciais” protestou.
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Um dos sobrinhos do ex-presidente Lula foi morto a tiros no Guarujá, litoral de São Paulo, segundo informações da polícia. De acordo com a rádio Jovem Pan, o crime ocorreu no domingo (17). Marcelo Rubio Lima Goes foi morto após ter sido atingido por três disparos no distrito de Vicente de Carvalho, na esquina da Avenida São João com a Rua Professor Carvalho Pinto, no bairro do Pae Cará. Ele chegou a ser socorrido por transeuntes para o pronto-socorro do distrito, mas morreu na unidade. Goes é filho de um irmão paterno de Lula. Um homem identificado como Marcelo Machione Mendes Faria, 34 anos, é suspeito de ter cometido o crime. Investigadores do 2º Distrito Policial (2º DP) realizaram buscas, mas não o localizaram. Goes e Marcelo eram conhecidos do bairro e teriam se desentendido. Testemunhas relataram que o sobrinho de Lula portava uma faca e o vizinho, um revólver. Os dois começaram a brigar e Marcelo acabaou atirando três vezes contra Goes, baleando-o na coxa e no peito.
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O governo interino de Michel Temer (PMDB) quer agravar a sanção para menores de idade que cometerem crimes hediondos. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, consultou o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a possibilidade de o projeto entrar na pauta, de acordo com a coluna Painel, da Folha. O texto, de autoria de José Serra, já passou pelo Senado e está parado na Câmara, e propondo a elevação de três para oito anos o limite da pena.
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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que o WhatsApp seja bloqueado em todo o Brasil, informou a GloboNews nesta terça-feira (19). As empresas de telefonia foram notificadas após o Facebook se recusar a cumprir uma decisão judicial para fornecer informações para uma investigação policial.
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A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (18) que vai passar a financiar imóveis de até R$ 3 milhões. Hoje, o valor máximo de financiamento de imóveis pela instituição é de R$ 1,5 milhão. As novas regras entram em vigor na próxima segunda-feira (25). As mudanças afetam as operações de crédito no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (que costuma financiar imóveis acima de R$ 750 mil, sem uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS). A Caixa também vai passar a financiar uma "fatia" maior do valor dos imóveis. Para compra de imóvel usado, a cota de financiamento sobe de 60% para 70% do valor total. Já na compra de imóvel novo, terreno, construção em terreno próprio e reforma ou ampliação, a cota sobe de 70% para 80%. O banco informou ainda que, nas operações contratadas com Interveniente Quitante – que são aquelas em que haverá quitação de financiamento com outra instituição financeira – a cota de financiamento subirá de 50% para 70%."A CAIXA esclarece que o novo modelo de concessão de crédito, que levará em consideração aspectos de perfil do cliente como rating ou menor quota de financiamento, ainda está em estudo e não tem previsão de data de lançamento", diz o banco em nota.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou nesta segunda-feira (18) a separação de parte da investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos com foro privilegiado. Os processos estão sob a condução do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. No entendimento de Lewandowski, a parte da investigação em que Lula aparece em conversas grampeadas com políticos deve ser separada para que o ministro Teori Zavascki, relator do processo, analise a legalidade da investigação ao retornar das férias, no dia 1º de agosto. Lewandowski decidiu a questão devido ao período de recesso na Corte. A decisão foi motivada por um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente. Os advogados pediram liminarmente que toda a investigação sobre o ex-presidente da República volte a tramitar no STF porque os parlamentares citados em diálogos com Lula têm foro privilegiado e, por isso, só podem ser julgados pela Corte. Na decisão, Lewandowski negou todos os pedidos dos advogados de Lula, mas entendeu que as gravações questionadas pela defesa devem seguir separadamente para não gerar nova nulidade das provas. “Assim, sem prejuízo do regular andamento das centenas de feitos em trâmite perante o juízo reclamado, convém que, por ora, as gravações apontadas como ilegais permaneçam sob sigilo e isoladas dos demais elementos de prova já colhidos nos demais processos em curso na instância de piso, até o exame definitivo da presente reclamação pelo ministro Teori Zavascki”, decidiu o ministro.
Zavascki
As investigações sobre o ex-presidente foram remetidas para Moro em junho, após decisão de Teori Zavascki, que anulou uma gravação, feita durante a Lava Jato, de uma conversa telefônica entre Lula e a então presidenta Dilma Rousseff. Na decisão, o ministro entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal após a decisão de Sérgio Moro de suspender o monitoramento. Conforme o entendimento de Zavascki, Moro usurpou a competência da Supremo, ao levantar o sigilo das conversas. No entanto, as demais provas, como conversas envolvendo políticos, foram devolvidas ao juiz. Em manifestação enviada na semana passada ao Supremo, Moro afirmou que está cumprindo a determinação de Zavascki e que o áudio envolvendo Lula e Dilma foram retirados do processo, conforme decisão do ministro. Para o juiz, o restante da investigação continua rígido, e não há motivos para remeter os processos novamente para o Supremo, conforme quer a defesa.
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