BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
(Foto: Reprodução)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse em entrevista coletiva nesta terça-feira (2) que vai “trabalhar” para que a conclusão do processo de impeachment ocorra ainda no mês de agosto. O peemedebista afirmou que o julgamento terá início entre os dias 25 e 26 deste mês e não descartou sessões no sábado e no domingo para terminar o processo. No último sábado (30), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, responsável por marcar a data de início do julgamento, disse que teria condições para iniciar o julgamento final de Dilma Rousseff na sexta-feira, 26 de agosto. Isso caso o Senado aprove a procedência da denúncia de crime de responsabilidade.
No entanto, na nota, Lewandowski disse que após acordo entre técnicos do Senado e do STF, a data de início do julgamento seria na segunda-feira (29) e poderia durar até uma semana. A previsão desagradou peemedebistas. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente da sigla, defendeu no plenárioceleridade para conclusão do processo. Ele demonstrou preocupação com a possibilidade do presidente em exercício Michel Temer não poder participar da reunião da cúpula do G20, com início previsto no dia 4 de setembro, por conta da indefinição sobre o impeachment. Nesta terça, Renan disse que o julgamento “começará” entre os dias 25 e 26 de agosto. “O julgamento começará, já foi dito, reafirmado, na nota do presidente Lewandowski, começará no dia 25, 26. E, com certeza, nós temos como concluir isso antes do final do mês. Eu vou trabalhar para que isso, efetivamente, aconteça”, afirmou Renan. “Se for necessário [o Senado] vai trabalhar sábado e domingo. O julgamento pode demorar cinco dias”, completou Renan.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
O Ministério da Justiça identificou um montante de R$ 38 bilhões que podem ter sido desviados nos últimos sete anos, envolvendo seis mil casos investigados pela Rede Nacional de Laboratórios Contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab). Segundo informações do jornal A Tarde, R$ 10 bilhões foram desviados na Bahia desde 2010, quando o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Ministério Público do Estado (MP-BA) começou a funcionar. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (2), durante o 'I Encontro de Novos Laboratórios de Tecnologias contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD)', realizado pela Rede-Lab na sede do MP-BA, em Nazaré. A rede é composta por 56 laboratórios instalados em órgãos de investigação em todos os estados do país, que utilizam analisam dados financeiros para identificar as situações de lavagem de dinheiro e assim recuperar as quantias desviadas. "Não tem nada mais criativo do que um criminoso. Eles vão criando novas tipologias a partir do momento em que outras são identificadas", diz o coordenador da Rede-LAB, Leonardo Terra. Segundo o promotor de Justiça Antônio Villas Boas Neto, coordenador do Lab-LD do MP baiano, as organizações criminosas usam "técnicas sofisticadas" para lavagem de dinheiro. Um exemplo foi um caso de desvios e lavagem de dinheiro. "Toda vez que conseguimos compreender, ele encontra outra maneira. No crime organizado, por exemplo, a lavagem é no varejo, o dinheiro vai sendo distribuído em pequenas contas. No caso de Santo Amaro, com somas vultosas, você consegue ter uma percepção mais clara", diz.
(Foto: Reprodução)
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais decidiu que todas as promotorias do país poderão aplicar a Lei Maria da Penha, que completa dez anos no domingo (7), a casos de agressões a mulheres transexuais e travestis que não fizeram redesignação sexual ou ainda que não alteraram o nome ou o sexo no documento civil. A medida já tinha sido tomada pela Justiça de São Paulo e do Acre. Neste último, o juiz Danniel Bomfim, de Rio Branco, entendeu que o “sexo biológico de nascimento (masculino) não oferece objeção para o reconhecimento da identidade sexual feminina, sendo assim atendida pela norma.
(Foto: Reprodução)
O Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, dois dos principais cartões postais do Rio de Janeiro, terão o reforço da segurança com militares das Forças Armadas a partir da manhã desta terça-feira (2). Segundo informações do jornal O Globo, a decisão foi tomada na tarde desta segunda (1º) pelo comando da Coordenação Geral de Defesa de Área do Rio, órgão responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos. A medida antecipa pedido formal que deve ser encaminhado ao presidente interino Michel Temer pelo governador em exercício do estado, Francisco Dornelles. O Morro do Corcovado e o bondinho do Pão de Açúcar estão incluídos no planejamento. Os detalhes do esquema de segurança serão apresentados nesta terça. A solenidade terá a presença dos ministros da Defesa, Raul Jungmann; da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes; e do Gabinete Institucional, Sérgio Etchegoyen. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também foi aguardado. Os quatro ministros devem transferir seus gabinetes de Brasília para o Rio nesta semana.
(Foto: Reprodução)
O governo não quer patrocinar a proposta que acaba com a reeleição. De acordo com a coluna Painel, da Folha, o PSDB tem exigido que o Planalto apresente a proposta, mas fontes internas relatam que esta possibilidade não tem sido considerada. "Com tanto para resolver, vamos nos preocupar em dar sinal inequívoco de que Michel não é candidato em 2018?", declarou um peemedebista. O ministro Geddel Vieira Lima não chegou a falar da PEC, mas sugere: "É incompatível aprovar reformas duras e chegar em 2018 bombando", afirmou.
(Foto: Reprodução)
O relator da comissão do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) concluiu em seu relatório que a presidente afastada Dilma Rousseff deve ir a julgamento final. O documento de 440 páginas foi disponibilizado na internet e deve ser lido aos demais integrantes do colegiado ainda na tarde desta terça-feira (2). Ele argumenta que a petista cometeu um atentado à Constituição" ao atrasar os pagamentos a bancos públicos - prática que ficou conhecida como pedaladas fiscais - e editar decretos de crédito suplementar. "A gravidade dos fatos constatados não deixa dúvidas quanto à existência não de meras formalidades contábeis, mas de um autêntico atentado à Constituição", relata o senador.
- Bahia Notícias
- 02 Ago 2016
- 13:16h
(Foto: Reprodução)
Uma Instrução Normativa do Ministério do Planejamento inicia um novo procedimento a ser seguido por candidatos de concursos públicos que se declararem negros (pretos ou pardos), que passam a ter que comprovar o dado presencialmente. Segundo a norma, uma comissão avaliará “aspectos fenotípicos do candidato, os quais serão verificados obrigatoriamente com a presença do candidato". A partir da instituição da regra, publicada na edição desta terça-feira (2), os editais deverão informar o candidato sobre o momento exato, que deve ser obrigatoriamente antes da homologação do resultado final, quando será realizada a "verificação da veracidade da autodeclaração". A instrução normativa estabelece também o direito de recurso nos casos que a comissão não concorde com a declaração do candidato – caso a declaração seja considerada falsa, a consequência é a eliminação. Os concursos que estão em andamento, em fase anterior à homologação do resultado, já deverão retificar os editais.
(Foto: Reprodução)
Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta terça-feira (2) para cumprir 32 mandados judiciais referentes à 33ª fase da Operação Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais. A ação foi batizada de "Resta Um" e mira a construtora Queiroz Galvão. O ex-presidente da construtora Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente. O mandado de prisão temporária é contra Marcos Pereira Reis. Ele está no exterior, segundo a PF. A reportagem tenta contato com a defesa dos envolvidos. Quatro equipes da PF estão no estaleiro da Queiroz Galvão no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, o chamado cartel de empreiteiras, investigado por fraudar licitações da Petrobras. O cartel, conforme as investigações, maximizou os lucros das empresas privadas e gerou prejuízos bilionários para a estatal.
As investigações apontam que os executivos da empresa pagaram valores indevidos em favor de funcionários das diretorias de Serviços e de Abastecimento da Petrobras com valores de propina em torno de R$ 10 milhões. Existem indícios de que milhões de dólares em propinas também foram transferidos em operações feitas por meio de contas secretas no exterior, conforme o MPF. Os pagamentos teriam sido feitos tanto pela Queiroz Galvão quanto pelo consórcio Quip. "A hipótese tem por base depoimentos de colaboradores e comprovantes de repasses milionários feitos pelo trust Quadris, vinculado ao Quip, para diversas contas, favorecendo funcionários da Petrobras", segundo o MPF. Ao todo, foram expedidos 32 mandados judiciais, sendo um de prisão temporária, dois de prisão preventiva, seis de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 23 de busca e apreensão. As obras investigadas englobam contratos em complexos petroquímicos no Rio de Janeiro, na Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Vale do Paraíba, Refinaria Landulpho Alves e Refinaria Duque de Caxias.
Operação Resta Um
O nome da operação, de acordo com a Polícia Federal, remete ao fato de se tratar da última empresa de grande porte investigada pela formação do cartel. A empresa teria sido identificada como parte integrante da chamada "regra do jogo" em que empreiteiras formaram um grande cartel visando burlar as regras de contratação por parte da Petrobras. Ao todo, foram expedidos 32 mandados judiciais, sendo um de prisão temporária, dois de prisão preventiva, seis de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 23 de busca e apreensão.
CONTINUE LENDO
Pré-candidato à prefeitura de Goiânia, em Goiás, o deputado estadual Major Araújo (PRP) criou polêmica em uma rede social ao publicar um vídeo no qual propõe à população a aprovação de uma “bolsa arma”, que prevê subsídios para o cidadão se armar e se tornar um “voluntário da segurança da capital”. A prefeitura iria subsidiar a compra do equipamento. “Esta arma (uma pistola calibre 40) pode salvar a sua vida. E nós queremos propor no município o bolsa arma municipal. Mas eu preciso ouvir a sua opinião. Propaga-se por aí que o acesso às armas, ele é ilegal, impossível. Isso é mentira. A lei garante a qualquer cidadão o porte legal de sua arma, desde que preenchido alguns requisitos. Nós não queremos violar a lei. Mas nós queremos propor que o cidadão tenha o direito de se defender também”, explica Araújo, no vídeo.
Ainda na gravação, o candidato explica: “Hoje, se você for abordado por um bandido só tem uma hipótese: é você padecer na mão dele. Nós queremos uma segunda hipótese: que você possa também se defender. Nós estamos propondo o bolsa arma municipal”. A proposta do major diz que para o cidadão ter acesso à arma, ele terá que atender pré-requisitos como exame psicotécnico, pisquiátrico, certidões de antecedentes criminais e treinamento para manuseio da arma e prática de tiro, além de um cadastro municipal. Para o político, a bolsa arma é uma “estratégia de defesa” para o morador de Goiânia. “Alguma coisa precisa ser feita. A capital é violenta. O poder público estadual nos abandonou. O municpal não tem feito o que está ao seu alcance”, diz major Araújo, na gravação. Por fim, o major acrescenta: “Evidentemente que a Prefeitura cobraria uma contrapartida do cidadão. Essa contrapartida seria você, que recebesse sua arma e todo o treinamento e facilitação ao acesso à arma, você fizesse parte de um cadastro de pessoas voluntárias, que participariam do combate à violência em nossa capital”, diz o político, que classifica, no final do vídeo, o beneficiado pelo programa como um “voluntário da segurança da capital”.
(Fonte: Agência O Globo)
Assista ao vídeo
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Entre repasses do Fundo Partidário e renúncias fiscais para bancar a propaganda no rádio e na TV, os mais de 30 partidos políticos brasileiros custaram aos cofres públicos cerca de R$ 9,4 bilhões nos últimos dez anos. Esse valor equivale ao da obra mais cara da Olimpíada do Rio: a construção da linha de metrô entre Ipanema, na zona sul, e a Barra da Tijuca, na zona oeste, com 16 quilômetros de extensão. Além da propaganda eleitoral e partidária na TV, esses recursos custearam aluguéis de sedes, viagens de dirigentes, compra de equipamentos e pagamento de pessoal de todas as legendas - desde as mais influentes nos rumos do País, como PT, PMDB e PSDB, até os vários "nanicos" que atuam como coadjuvantes no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. Até recentemente, os cofres públicos pareciam ser uma fonte inesgotável de verbas - mas o quadro mudou com a crise econômica Além disso, a disputa por esses recursos se acirrou após a proibição do financiamento de campanhas por empresas.
É nesse contexto que volta a prosperar no Congresso e no governo a ideia de reservar o acesso aos subsídios públicos apenas às legendas com maior representatividade política, com a adoção da chamada cláusula de barreira. Segundo cálculos do Estadão Dados, de cada R$ 5 do financiamento público das atividades políticas na última década, R$ 1 foi direcionado a partidos com baixa representatividade, que obtiveram menos de 2% dos votos na última eleição para a Câmara dos Deputados em termos nacionais ou na maioria dos Estados. Enquadram-se nessa categoria 19 legendas, que custaram R$ 1,7 bilhão em subsídios desde 2007. Esses 19 partidos, que elegeram apenas 13% dos deputados federais em 2014, perderiam acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita na TV se já estivesse em vigor a cláusula de barreira que PSDB e PMDB pretendem aprovar, por meio de uma proposta de Emenda à Constituição. Já as 13 legendas detentoras das demais 87% das vagas da Câmara sairiam ganhando, ao reduzir o número de concorrentes com quem teriam de disputar o dinheiro do Fundo Partidário e a atenção dos espectadores do horário eleitoral.
Rateio
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Fundo Partidário distribuiu R$ 4,4 bilhões em recursos públicos nos últimos dez anos. Os repasses anteriores a 2016 foram corrigidos pela inflação para representar seu valor presente. O dinheiro sai do Orçamento da União, ou seja, dos impostos pagos pelos contribuintes. Já o custo da propaganda eleitoral e partidária não se refere a uma despesa direta do governo, mas ao que ele deixa de arrecadar Gratuito para as legendas, o tempo de exibição é pago na forma de isenção de impostos para as emissoras de rádio e televisão. Segundo cálculos da Receita Federal, essa renúncia fiscal chega a quase R$ 5 bilhões na soma de 2007 a 2016. Apenas neste ano, de acordo com estimativa da Receita, cerca de R$ 562 milhões deixarão de ser pagos em impostos como compensação pela cessão de tempo de rádio e televisão. As campanhas dos candidatos a prefeito terão dois blocos diários de dez minutos no horário eleitoral fixo, de segunda-feira a sábado Além disso, serão exibidos 70 minutos diários de inserções de até 30 segundos, distribuídas ao longo da programação das emissoras, até mesmo aos domingos. A conta de 2016 que será paga pelos contribuintes também abrange as propagandas feitas pelos partidos no primeiro semestre - nesse caso, ao menos em tese, o foco não eram as eleições, mas a difusão dos programas das legendas. Para isso, os telespectadores foram bombardeados com 275 minutos de programas no horário nobre das emissoras, além de 429 minutos de inserções distribuídas ao longo dos dias.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
As mudanças mais drásticas na Previdência valerão para quem tiver até 50 anos, tanto na iniciativa privada como no setor público. Acima desta faixa etária haverá um "pedágio" para quem quiser se aposentar, a chamada regra de transição, prevendo um período adicional de trabalho de 40% a 50% do tempo que falta para que se tenha direito ao benefício. As propostas foram apresentadas ao presidente em exercício, Michel Temer, e ainda serão debatidas com dirigentes sindicais e empresários.
A ideia é que a idade mínima para que o trabalhador requeira a aposentadoria seja de 65 anos, no caso de homens, e de 62 para mulheres. Tudo está sendo planejado para que as mudanças atinjam funcionários de empresas privadas e também servidores públicos. "Talvez não unifiquemos o sistema, mas vamos unificar as regras", disse à reportagem o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. "O problema é que o buraco é muito grande. Agora, é fazer ou fazer." Cálculos do governo indicam que o rombo na Previdência, já neste ano, será de R$ 146 bilhões e poderá chegar a R$ 180 bilhões em 2017. A primeira versão de um estudo sobre a reforma da Previdência consta de uma cartilha intitulada "Mudar para Preservar". As mudanças põem por terra a fórmula 85/95, uma alternativa ao fator previdenciário. O projeto, aprovado no ano passado pelo Congresso e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, hoje afastada, estabelece que, quando a soma da idade e do tempo de contribuição para o INSS atingir 85 pontos (mulheres) e 95 (homens), a aposentadoria é integral. A fórmula foi considerada um avanço porque o fator previdenciário pode diminuir o valor do benefício. Temer pretende enviar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso somente após as eleições municipais de outubro. Até lá também já haverá um desfecho sobre o processo de impeachment de Dilma. O julgamento final, no plenário do Senado, começará no próximo dia 29 e deve durar uma semana. O governo interino também avalia a possibilidade de mulheres e professores terem regra de transição especial para aposentadoria "É importante abrirmos um grande debate nacional com a sociedade porque o modelo atual não deu certo. Não podemos restringir a discussão a governo, associações de trabalhadores e confederações empresariais", argumentou Padilha. As informações são do jornal
CONTINUE LENDO
João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, foram presos pela PF em fevereiro (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, mandou soltar Monica Moura, mulher do ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana. A decisão, desta segunda-feira (1º), foi confirmada pelo advogado de defesa, Fábio Tofic Simantob. Segundo o juiz, Monica Moura está proibida de atuar em campanhas eleitorais no Brasil. O casal foi preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, em fevereiro deste ano. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, foram encontrados indícios de que Santana recebeu US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.
De acordo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro é oriundo de propina retirada de contratos da Petrobras e da Sete Brasil - empresa criada para operação do pré-sal. Zwi é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, segundo os procuradores, foi citado por delatores da operação do esquema como elo de pagamentos de propina. Fábio Tofic Simantob também declarou que Moro teria tido como base para a soltura os depoimentos prestados pelo casal Monica Moura e João Santana e pelo engenheiro Zwi. Moro teria declarado ainda, segundo o advogado, que Monica não participou do esquema criminoso. Conforme decisão de Moro, ficou estipulada fiança correspondente aos valores já bloqueados nas contas correntes - R$ 28,7 milhões. Monica também está proíbida de atuar direta ou indiretamente em qualquer campanha eleitoral no Brasil, até nova decisão. Além disso, deverá entregar o passaporte à Justiça e não pode manter contato com outros acusados da Operação Lava Jato. O benefício deve ser extendido a João Santana, de acordo com Moro. "Pretendendo João Cerqueira de Santana Filho a extensão do benefício, deverá peticionar nos mesmos termos e condições, observando, como fiança, os valores bloqueados em suas contas correntes (cerca de R$ 2.756.426,95). Se apresentada petição nesse sentido, faça a Secretaria os autos conclusos para deliberação".
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Conciliar vida pessoal e profissional tem sido o dilema das quase 5,7 milhões de mulheres empreendedoras que existem no país, segundo o levantamento do Serasa Experian. Os desafios das mulheres de negócios e suas soluções foram tema de uma das palestras que abriram a programação de ontem da Semana Sebrae de Capacitação Empresarial, que acontece até sábado (3/9), no Fiesta Convention Center. Durante a palestra, a consultora do Sebrae Clarissa Dantas explicou como as empreendedoras podem harmonizar melhor vida pessoal e profissional. “Inicialmente, essa mulher empreendedora precisa assumir o seu lado feminino e levar essa sensibilidade, que é nossa característica, para a gerência do seu negócio.
Outro ponto essencial é o planejamento. Como temos mais papéis na sociedade do que os homens, precisamos nos organizar mais que eles para não ficarmos sobrecarregadas”, explicou. Uma dica da consultora é elaborar um planejamento semanal, priorizando as atividades mais importantes, pontuando cada ação em relação ao papel: mãe, empresária e esposa, por exemplo, e estabelecer o tempo de cada atividade. “Essa ideal de ‘Mulher Maravilha’ que temos não é bom, porque ser multitarefas é algo improdutivo. É muito melhor focar no que é prioritário e no que sabemos fazer bem. Como uma boa líder, precisamos agregar à equipe pessoas com talentos específicos para delegar as demais funções”. Segundo Clarissa, a empreendedora deve medir o seu trabalho pelo resultado e não pelo número de horas trabalhadas, além de construir uma rede de networking para fomentar parcerias. Presente na palestra, a empresária Mayara Castelo tem uma loja virtual de artigos em couro e também atua como maquiadora. “Vim buscar inspiração para continuar o meu negócio e me entender nesse contexto. Uma das coisas que estavam me questionando era em relação ao foco do negócio, para a partir daí investir melhor”. A Semana de Capacitação Empresarial do Sebrae/BA segue até o sábado. Entre os destaques da programação de hoje estão a Oficina Prática sobre E-commerce e a palestra Atualidades e Tendências do Brasil, feita pelo jornalista Chico Pinheiro, da TV Globo.
CONTINUE LENDO
(Foto: Reprodução)
Além de entrar para o seleto grupo de medalhistas olímpicos, o atleta brasileiro que subir ao pódio nos Jogos do Rio-2016 ganhará um reforço no bolso. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta sexta-feira uma premiação em dinheiro de R$ 35 mil para quem conquistar medalha em esportes individuais. Nos esportes coletivos, o prêmio será de R$ 17,5 mil para cada atleta. Não haverá distinção pela cor da medalha - conquistar ouro, prata ou bronze renderá o mesmo valor aos atletas. Assim, o comitê brasileiro age com o mesmo critério utilizado em sua meta de colocar o País no Top 10 do quadro de medalhas: a soma de pódios, e não a quantidade de ouros, que é como é feita a contagem oficial. A premiação será bancada pelos patrocinadores do COB, a P&G, por intermédio da marca Gilette, e o Bradesco Seguros, que dará sua parte em planos de previdência privada. "Tenho certeza de que estas premiações serão um incentivo a mais para todos", afirmou o presidente Carlos Arthur Nuzman. "O COB se empenhou para que essas ações fossem colocadas em prática, pois reconhecemos o intenso trabalho feito pelos atletas para representar o Brasil da melhor forma possível nos Jogos Olímpicos", disse o dirigente.
O patrocínio para o pagamento de bonificação resolve um problema do COB. Como a maior parte dos recursos da entidade é oriunda de verba pública, havia um impedimento legal de oferecer premiação aos medalhistas. A última vez que isso aconteceu foi nos Jogos de Atenas-2004. Na ocasião, os recursos também vieram de um patrocinador privado. O anúncio desta sexta-feira veio antes da definição do "bicho" que será pago pela CBF aos jogadores da seleção masculina de futebol. A bonificação para eles deverá ser fechada neste sábado, quando o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, se encontrará com o grupo em Goiânia, onde a seleção faz amistoso com o Japão. A expectativa é que a premiação que será oferecida pela CBF seja mais generosa, já que em Londres-2012 a promessa era de que chegasse a US$ 100 mil (R$ 325 mil) para cada jogador. O prêmio destinado aos medalhistas pelos patrocinadores do COB será entregue no Espaço Time Brasil, montado pelo comitê em um shopping na Barra da Tijuca, a poucos quilômetros da Vila dos Atletas. O local será inaugurado na próxima quinta-feira e servirá como ponto de encontro diário para atletas e convidados.
CONTINUE LENDO
Corretor de seguros Jefferson Floriano oferece 2 carros para aluguel em SP (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Carro não é mais um "xodó": se empresta sim, e até mesmo para desconhecidos. A prova de que a relação com o automóvel está mudando é o aumento no número de brasileiros que usam empresas de compartilhamento para alugar o próprio carro, por algumas horas ou dias. Pelo menos 3 empresas apareceram nos últimos 2 anos, e já somam cerca de 28 mil usuários e quase 3 mil carros cadastrados - sem excluir os que estão em mais de uma plataforma. O Fiat Bravo 2014 completíssimo do engenheiro Luan Bertuoli, de 28 anos, pode ser alugado por R$ 179 por dia, ou R$ 18 a hora, em São Paulo. O valor é até 30% mais barato que um similar com os mesmos opcionais em locadoras tradicionais. “Fiquei desempregado e isto está me ajudando a manter o carro. Não precisei me desfazer dele. Com o aluguel, pago a prestação e ainda sobra dinheiro”, conta Bertuoli, que começou a usar o sistema há apenas 3 meses. Seja por causa de dificuldades financeiras ou por uma mudança na maneira de ver um bem parado na garagem, gerando apenas despesas, o negócio se tornou uma fonte de renda para proprietários, que chegam a receber mais de R$ 1 mil por mês na conta bancária.
Como funciona
Funciona basicamente assim: o dono cadastra seus dados e os do carro em um site, a empresa checa as informações com o Detran, verifica e-mail, celular e redes sociais. Caso seja aprovado, o “anúncio” vai ao ar, para que interessados façam suas reservas. Antes de aceitar um pedido, o proprietário pode ver detalhes de seu "cliente", como número de telefone, avaliação feita por outros usuários, comentários, perfil do Facebook e ainda trocar mensagens ou telefonar, caso haja alguma dúvida. Depois disso, basta combinar o local de entrega. O pagamento é feito por meio eletrônico, sem entrega de dinheiro vivo. Após a locação, os dois ainda podem fazer avaliações nos sites, que ajudam a escolher bons proprietários e motoristas. Veja 3 opções disponíveis no Brasil: O corretor de seguros Jefferson Floriano, de 45 anos, também de São Paulo, disponibiliza um Ford Focus e um Peugeot 207 para aluguel e diz ganhar R$ 1 mil por carro ao mês, em média. “Queria monetizar um produto que era subutilizado. Moro perto do escritório e posso ir trabalhar a pé”, afirmou. As plataformas de compartilhamento também ficam com a sua parte. Cada uma tem suas próprias taxas explicadas nos sites, mas, na média, elas giram em torno de 20%. Ou seja, um carro listado por R$ 100 dará R$ 80 ao dono no fim da diária.
E se bater?
Conseguir um seguro para as locações foi o maior obstáculo para o início do compartilhamento entre pessoas no Brasil. “Foram mais de 100 reuniões com seguradoras e 37 nãos”, lembra Guilherme Nagüeva, um dos sócios da Fleety, que foi a primeira deste tipo a operar no país, em setembro de 2014. Atualmente, ela atua nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis. A saga terminou com a criação de uma apólice modular sem burocracias, com cobertura de colisão, incêndio, roubo, furto, assistência 24h, responsabilidade civil e de pagamento de 100% da tabela Fipe, que vale durante todo o período do aluguel. E o valor já está incluso na diária. Embora as plataformas aceitem apenas carros já segurados, o seguro do proprietário não é usado, e o valor da franquia é pago pelo motorista que alugou o carro, em caso de acidente. “Na primeira vez fiquei o dia inteiro meio ‘assim’ porque o carro estava com outra pessoa, mas foi só na primeira vez, depois passou”, disse a bióloga Gabriela Marin, de 28 anos, que disponibiliza seu Honda Fit 2010 por uma diária de R$ 114 na capital paulista. De acordo com Sérgio Barros, diretor do grupo BB e Mapfre, o índice de sinistros envolvendo carros compartilhados é baixo. “Em grande parte, são colisões com danos leves e baixo valor de reparação, mas já tivemos episódios de roubo”, afirmou. Como o aluguel é feito entre pessoas físicas, possíveis problemas devem ser resolvidos entre as duas partes, mas as plataformas de compartilhamento ajudam na solução com formulários para transferência de pontos de multa e “check-list” de itens do carro, riscos e amassados pré-existentes. “Não tive problema nenhum até hoje, apesar de já terem tomado multa, quebrado lanterna, amassado a porta. Tudo foi resolvido sem precisar da empresa. Tem dado certo. O pessoal transfere as multas e paga direitinho”, conta Floriano.
CONTINUE LENDO