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João Havelange, presidente de honra da Fifa, durante entrevista em seu escritório no centro do Rio de Janeiro em fevereiro de 2011 (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)
O ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), João Havelange, de 100 anos, morreu na manhã desta terça-feira (16), no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia desde julho. No final do ano passado, Havelange foi internado no mesmo hospital em decorrência de problemas pulmonares. Ele completou 100 anos de idade no último dia 8 de maio. Eleito para a Fifa em 1974, permaneceu à frente da entidade até 1998. Organizou seis Copas do Mundo, visitou 186 países e trouxe a China, desligada por mais de 25 anos por razões políticas, de volta à Fifa. Criou também os Campeonatos Mundiais de Futebol nas categorias infanto-juvenil, juvenil, juniores e feminina.
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O Ministério da Educação fixou critérios para a ocupação de vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referentes ao segundo semestre de 2016. As vagas restantes são aquelas não ocupadas durante o processo seletivo regular. As regras estão em portaria publicada na edição desta segunda-feira (15) do Diário Oficial da União. De acordo com a portaria, a ocupação das vagas remanescentes poderá ocorrer em qualquer curso e turno das instituições de educação superior da mantenedora que tiveram vagas selecionadas pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. Até o ano passado, as cadeiras remanescentes do processo regular de seleção deveriam ser preenchidas no próprio curso da instituição em que foram oferecidas. Segundo a Agência Brasil, a inscrição dos estudantes será feita por meio do Sistema de Seleção do Fies. Ainda não foi divulgada a data das inscrições e o número de vagas disponíveis. Pode se inscrever o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média superior a 450 pontos, e não tenha tirado 0 na prova de redação. Outro requisito é ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos. O Fies é um programa do governo que oferece financiamento em instituições privadas de ensino superior com juros mais baixos a estudantes de baixa renda.
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O ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque e mais 11 pessoas viraram réus em um dos processos da Operação Lava Jato. O Ministério Público Federal apresentou a denúncia na última terça-feira (9) e ela foi aceita pelo juiz federal Sérgio Moro na sexta (12). A acusação aponta que eles foram beneficiados com propinas pela construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro. Segundo investigações da 31ª fase da Operação Lava Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 20 milhões em valores indevidos para ganhar a licitação e realizar a obra. O dinheiro teria sido pago para representantes da Petrobras e do PT. Os 14 réus responderam por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. (Atualizada às 15h47)
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O brasileiro Arthur Zanetti conquistou mais uma medalha para a ginástica masculina brasileira. Nesta segunda-feira (15) o ginasta levou a prata nas argolas. A nota de 15.766 não foi suficiente para superar o grego Eleftherios Petrounias, que fez 16.000 e levou a primeira colocação. O russo Denis Abliazin, com 15.700 faturou o bronze. O atleta não conseguiu o bicampeonato olímpico. Em 2012, ele conquistou o ouro nos Jogos de Londres.
A jornalista Patrícia Lelis, o deputado federal Marco Feliciano e o assesor dele, Talmo Bauer (Foto: Reprodução/GloboNews, Nilson Bastian/Câmara dos Deputados e Reprodução/TV Globo)
A jornalista e estudante de direito Patrícia Lelis, de 22 anos, será indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de denunciação caluniosa e extorsão, de acordo com o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), Santa IfigêniaA investigação que agora mira Patrícia começou após ela acusar o assessor parlamentar do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, de tê-la sequestrado, mantido em cárcere privado e a ameaçado. Segundo Patrícia, a ação de Bauer ocorreu após ela divulgar que o deputado Marco Feliciano tentou estrupá-la em Brasília. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, além da suspeita de denunciação caluniosa e extorsão, Patrícia é investigada por ameaça depois de aparecer numa gravação, obtida pela polícia, ordenando que Bauer matasse um amigo dela. O assessor, que é chefe de gabinete de Feliciano, também é policial civil aposentado, e se recusou a obedecer Patrícia.
As investigações começaram a partir de denúncia feita inicialmente por Patrícia. Na sexta-feira (5), a jornalista registrou boletim de ocorrência na delegacia contra Bauer, que chegou a ser preso e liberado após negar as acusações. “O caso teve uma reviravolta durante as investigações, que mudaram de foco. Ela deixou de ser vítima para ser investigada”, disse Hellmeister neste sábado ao G1. “Ela mentiu sobre todas as acusações que fez contra o assessor do deputado e será indiciada.” O delegado não informou quando fará o indiciamento de Patrícia. Se somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão. A reportagem não conseguiu localizar a jornalista e Bauer para comentarem o assunto. Segundo o delegado, Bauer admitiu em depoimento que pagou R$ 20 mil a um amigo de Patrícia para que, em troca, ela parasse de acusar o deputado de ter tentado estupra-la em Brasília. Essa versão foi confirmada à polícia pelo rapaz que recebeu o dinheiro, que foi apreendido. O 3º DP apura a suspeita de que a jornalista teria cobrado R$ 300 mil para ficar em silêncio.
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Os candidatos a prefeito terão neste ano metade do tempo de exposição no horário eleitoral fixo no rádio e na televisão, em comparação com a eleição de 2012. Em compensação, eles terão direito a mais inserções - peças de 15 ou 30 segundos que são exibidas ao longo da programação das emissores. Com o alegado objetivo de cortar custos, mudanças na legislação eleitoral feitas no ano passado reduziram de 45 para 35 dias a duração da propaganda eleitoral no primeiro turno. Além disso, o horário eleitoral fixo dos concorrentes a prefeituras foi cortado de 90 minutos por semana para 60. O tempo total do horário fixo vai cair de 19 horas e 30 minutos para 10 horas no decorrer de toda a campanha. Já o número de inserções, no decorrer de toda a campanha, vai aumentar de 1.350 para 1.470 minutos. Isso sem contar o espaço dos vereadores, que pela primeira vez terão direito a inserções - 980 minutos distribuídos ao longo dos 35 dias.
A importância do horário eleitoral é maior para os candidatos novatos, que precisam de mais propaganda por serem pouco conhecidos. João Doria (PSDB), em São Paulo, e Pedro Paulo (PMDB), no Rio de Janeiro, montaram as maiores coligações em suas cidades para tentar contornar esse problema. Doria, que nunca disputou cargos eletivos, uniu 12 partidos ao PSDB e obteve 31% do tempo de propaganda. Em termos proporcionais, é a maior fatia já obtida por um tucano na capital paulista em 20 anos. A seguir, no ranking dos maiores tempos, aparecem Fernando Haddad (PT), com 26%, e Marta Suplicy (PMDB), com 20%. Celso Russomanno (PRB), líder nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, terá apenas 12% do tempo de propaganda no rádio e na TV. Em cada bloco do horário eleitoral fixo, Doria terá uma cota de pouco mais de 3 minutos. O tucano disporá ainda de 26 inserções por dia, quatro a mais do que o petista Haddad, candidato à reeleição. As inserções são vistas pelos marqueteiros políticos como as armas mais poderosas de propaganda porque elas chegam de surpresa aos eleitores, misturadas à publicidade comercial e em horários diversos. Mesmo os espectadores desinteressados em política as assistem. Pedro Paulo, apadrinhado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), nunca disputou um cargo executivo - já foi deputado estadual e federal. O peemedebista, ex-secretário da gestão Paes, é apoiado por outros 14 partidos, o que lhe garantiu 35% da propaganda. Porcentual mais do que o dobro da segunda colocada, Jandira Feghali, da aliança entre PCdoB e PT. O tempo de televisão é majoritariamente distribuído de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos ou coligações na Câmara dos Deputados. Apenas 10% da propaganda é rateada igualitariamente entre os candidatos. As megacoligações formadas por Doria e Pedro Paulo mostram que teve alcance limitado um dispositivo introduzido na legislação em 2015 para desestimular o "mercado" do tempo de televisão. Pela nova regra, apenas as bancadas dos seis maiores partidos de uma coligação são contadas na distribuição da propaganda. Ainda assim, Doria e Pedro Paulo se esforçaram para formar coligações grandes e atrair partidos "nanicos". Na prática, isso evitou que essas pequenas legendas se aliassem aos adversários. As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.
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A Receita Federal paga nesta segunda-feira (15) as restituições do terceiro lote do Imposto de Renda 2016 e de lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015. Estão incluídos nesse terceiro lote de restituição 1.904.205 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,52 bilhões. Considerando também os lotes residuais (para quem caiu na malha fina, mas regularizou a situação com o Fisco), o pagamento será feito para 1,95 milhão de pessoas neste mês, no valor de R$ 2,65 bilhões.Consultas A consulta pode ser feita pelo site da Receita.A Receita Federal lembra que há ainda o aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF, diretamente nas bases de dados da Receita Federal.
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No último dia de disputas do judô, o brasileiro Rafael Silva conquistou a medalha de bronze ao vencer o experiente Abdullo Tangriev, do Usbequistão, por yuko, para delírio da torcida presente na Arena Carioca 2. Com isso, ele repete o mesmo resultado que obteve nos Jogos de Londres-2012, quando também ficou com a terceira colocação na categoria acima dos 100 kg. Com a medalha, o judô brasileiro encerra sua participação nos Jogos do Rio-2016 com uma medalha de ouro, de Rafaela Silva, e duas de bronze, de Rafael "Baby" Silva e Mayra Aguiar. O resultado é inferior ao obtido nos Jogos de Londres, quando o Brasil obteve quatro medalhas (uma de ouro e três de bronze).
A campanha irregular do Brasil também fez com que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) não alcançasse sua meta. A intenção era obter a melhor campanha da história, mas alguns atletas favoritos ao pódio em suas categorias, como Sarah Menezes, Erika Miranda e Victor Penalber, saíram sem medalha. O pódio de Baby coroa um momento de superação do atleta, que por pouco não ficou fora dos Jogos Olímpicos por causa de uma lesão no ombro. Ele passou meses longe do tatame e quase perdeu a vaga para David Moura. No final, conseguiu se recuperar a tempo, obteve os pontos no ranking e pôde representar o País na categoria. Baby só não foi mais longe porque cruzou nas quartas de final com o favorito Teddy Riner, da França, e acabou perdendo por wazari. O judoca francês reina há anos na categoria dos pesados e já se sabia que o brasileiro teria enorme dificuldade contra o rival. E foi o que aconteceu. Antes das quartas de final, Baby vinha de duas vitórias. A primeira foi contra Ramon Pileta, de Honduras, por ippon. O judoca acertou um osoto-gari e venceu. Na sequência, encarou o russo Renat Saidov e também ganhou por ippon, graças a um osoto-makikomi. Na repescagem, o brasileiro venceu o holandês Roy Meyer e se manteve vivo na briga pela medalha, que veio conquistar.
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As despesas do Brasil com a Previdência estão muito acima do que seria o esperado a partir da idade da população brasileira, aponta estudo obtido pela reportagem. De uma lista de 86 países, o Brasil está em 13º com maior gasto com aposentadorias e pensões em relação às riquezas do País. Ao mesmo tempo figura na 56ª posição entre os que têm a população mais idosa, com 60 anos ou mais. Considerada a estrutura demográfica brasileira, o gasto previdenciário deveria se encontrar em torno de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) - a projeção do governo federal é de que as despesas com o pagamento dos benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcancem 7,9% do PIB neste ano. Segundo o estudo feito pela equipe técnica do governo, o atual patamar de gastos do Brasil com Previdência só seria compatível se 25% da população fossem idosos.
No entanto, segundo o IBGE, apenas 10,8% dos brasileiros têm 60 anos ou mais. Isso mostra uma distorção dos gastos previdenciários que já comprometem as contas públicas. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o rombo da Previdência - que fechou em R$ 86 bilhões em 2015 - deve alcançar R$ 180 bilhões em 2017 e, em breve, não caberá no Orçamento Geral da União (OGU). "São poucos os países que adotam um conjunto de regras tão relaxadas como o Brasil", diz um dos autores do estudo, Luis Henrique Paiva, do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o pesquisador, a tendência é que países com mais idosos também sejam aqueles que apresentem maior despesa previdenciária. O Brasil, porém, é um ponto fora da curva, com gastos muito acima do esperado para um país com perfil relativamente jovem. Paiva diz que as aposentadorias precoces e as pensões explicam boa parte dessa situação. As despesas com o pagamento do INSS deram um salto entre 1995 e 2014, de 4% para 7% do PIB. "Isso garantiu que quase 90% dos idosos tivessem acesso a algum tipo de benefício", afirma. "Essa é a faceta positiva do aumento de gastos: expandiu a cobertura. Em muitas cidades, os benefícios são uma das principais fontes de renda." Atualmente, no Brasil, é possível aposentar por idade ou por tempo de contribuição. Na prática, os trabalhadores mais pobres e com pior inserção no mercado de trabalho se aposentam por idade. A regra diz que é possível se aposentar com 65/60 anos (homens/mulheres) se o trabalhador tiver 15 anos de contribuição Na aposentadoria por tempo de contribuição, não há fixação de idade mínima, uma concessão que é raridade no mundo A regra diz que é preciso ter 35/30 anos de contribuição. As idades médias de aposentadoria, neste caso, são de 55/52 anos. Para os pesquisadores, essas regras favorecem trabalhadores com maiores níveis de renda, com uma trajetória de empregos com carteira assinada, mais estável. Entre 177 países, o Brasil faz parte de um grupo pequeno de 13 nações que oferecem a opção pela aposentadoria por tempo de contribuição. Desses, cinco exigem que o aposentado abandone o mercado de trabalho ou impõem outras restrições ao acúmulo de rendimentos trabalhistas e previdenciários - o que não ocorre no País. O caso brasileiro destoa até mesmo de países com situação socioeconômica e demográfica semelhante. O Equador é o único país da América Latina a oferecer a aposentadoria por tempo de contribuição, mas trata como um caso excepcional e exige tempo de 40 anos para homens e mulheres para que não haja redução no valor do benefício. Nos países da América Latina, as diferenças nos critérios para a aposentadoria de homens e mulheres são menores do que as existentes no Brasil e a reforma da Previdência deve aproximar as exigências. Cerca de 90% dos países da região impõem alguma restrição para aposentadorias antecipadas. O patamar da participação das pessoas de 60 anos ou mais na população brasileira que era de apenas 3% no começo do século 20, deverá atingir um terço da população em 2060 de acordo com as projeções do IBGE e da ONU. Hoje, portanto, um em cada dez brasileiros tem 60 anos ou mais de idade. Em 2060, os idosos serão um em cada três brasileiros. O envelhecimento populacional e a queda da fecundidade farão com que haja um menor número de pessoas em idade ativa para cada idoso. Em 2010, havia 10 pessoas de 15 a 64 anos para sustentar cada idoso de 65 anos ou mais de idade. Em 2060, haverá entre 2,2 e 2,3 pessoas em idade ativa para cada idoso. Para o pesquisador do Ipea, o governo está diante de um desafio para convencer as pessoas a aceitar regras mais duras para se aposentar. "A Previdência é um pacto de gerações e se dá dentro da casa de cada um", afirma. "Ou mantemos isso na cabeça ou a próxima geração vai ter que pagar as distorções com mais impostos", diz. E dá um exemplo pessoal: "Meu pai se aposentou com condições muito mais favoráveis do que as que eu vou ter que seguir para garantir que o meu filho também consiga se aposentar".

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O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quarta-feira (10) o orçamento para 2017. A previsão é que o custo da Corte para o próximo ano seja de R$ 685 milhões, 23,3% maior do que o de 2016. O orçamento deste ano foi de R$ 554,7 milhões. Na mensagem encaminhada ao Planalto, o STF indicará que o Executivo não poderá cortar a proposta orçamentária, por ser de iniciativa própria do Supremo. O contingenciamento do orçamento só poderá ser analisado pelo Congresso Nacional. A ressalva foi proposta pelo ministro Celso de Mello, “porque a gente tem visto aqui no tribunal, não só em relação à União, conflitos entre tribunais de Justiça e governos de estado” por causa dos cortes. Da proposta global, R$ 423 milhões serão destinados a gastos com pessoal, R$ 30 milhões serão destinados a “benefícios assistenciais” e R$ 230 milhões serão “outros custeios e capital”. Nos R$ 230 milhões, há previsão para proposta de aumento salarial dos ministros, discutida no Senado. Se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um novo regime fiscal for aprovada, o valor poderá ser reduzido para o que foi executada este ano corrigida pela inflação, que corresponde a R$ 158 milhões a mais, junto com o IPCA.
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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, em vídeo divulgado hoje (12) por sua assessoria, que, sem uma reforma da Previdência Social que possibilite amenizar os déficits que vêm sendo registrados, “não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria” pelos beneficiados. O vídeo foi publicado na página do Gabinete Civil no Facebook. “A reforma da Previdência é indispensável para que o Brasil volte a ter confiança, seja no mercado interno ou externo. O déficit da Previdência em 2015 foi R$ 86 bilhões. Em 2016, foi R$ 146 bilhões, e, em 2017, entre R$ 180 e R$ 200 bilhões. Isso não pode continuar sob pena de não conseguir mais pagar a aposentadoria”, disse o ministro. “Então, tem de mudar para preservar, porque se não mudar, não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria”, afirmou. Segundo o ministro, as mudanças defendidas pelo governo não vão colocar em risco os direitos já adquiridos pelos trabalhadores. “Ninguém perderá nenhum direito adquirido. Não precisa correr para o posto do INSS. Todo mundo terá o seu direito preservado. Não perderá absolutamente nada”, finalizou Padilha.
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A Odebrecht surpreendeu os investigadores da Operação Lava Jato por ter um setor responsável apenas pelo pagamento de propinas. Mas de acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, essa organização também permitiu uma noção mais exata de quanto foi pago irregularmente aos envolvidos no esquema de desvios na Petrobras e outras estatais. O sistema informatizado aponta para uma estimativa preliminar da força-tarefa: R$ 1 bilhão. Os valores teriam sido pagos apenas pela Odebrecht e pela Braskem.
Fabiano mandou fazer uma cadeira de rodas adaptada para participar de corridas com a filha Sophia. (Foto: Mill Queen/ Arquivo Pessoal)
A vida do gerente comercial Fabiano Santos mudou completamente há sete anos com a chegada da filha caçula, Sofia. O nome vem do grego e significa “sabedoria”, que o pai precisou desenvolver para atender as necessidades especiais da criança: a menina não consegue andar ou falar e, por conta disto, o maranhense de 36 anos que mora em Marabá, sudeste do Pará, criou uma forma de passar mais tempo perto da garota e ajudá-la em seu tratamento através do esporte: com uma cadeira especial, ela acompanha o pai na corrida de rua. A pequena Sofia nasceu com uma má divisão em um braço no cromossomo cinco e apresenta transtornos de autismo. Quando ela tinha três anos chegou a andar, mas depois de não conseguir estabilidade suficiente e levar muitas quedas, ela parou de levantar.
“Estamos trabalhando para que ela volte a ter confiança. Ela não fala, mas expressa sentimento com as pessoas que ela convive. Quando começa uma música que ela gosta, começa a sorrir”, conta Fabiano, que descobriu que a filha, mesmo sem andar, gosta de correr!
União através do esporte
A ideia de praticar corrida com a filha na cadeira de rodas surgiu há um ano e teve o total apoio da psicopedagoga da Apae, que assiste Sofia. Então Fabiano, que já foi atleta profissional de futebol entre os anos de 1997 e 2002, agarrou essa oportunidade de se exercitar, passar mais tempo perto da filha em um momento só deles, e ajudar no tratamento de Sofia. “Ela vê coisas diferentes, para que ambientes diferentes passem a fazer parte do mundinho dela. Ter contato com outras pessoas, aglomerações... isso ajuda no raciocínio, para ela prestar mais atenção nas coisas. Tem sido muito importante”, afirma Fabiano. “Ela não tolera ambientes diferentes, toda vez que a gente sai de casa ela fica agitada. A ideia foi dela se ambientar”, explica Estar Santos, mãe de Sophia e Augusto, 12, filhos de Fabiano. A primeira corrida oficial que pai e filha participaram juntos foi a Corrida do Círio 2015. "Confesso que tive receio da reação das pessoas, no entanto, os incentivos foram tantos, dos outros atletas e das pessoas que assistiam a corrida, que tive a certeza que estávamos no caminho certo. Pelo quilômetro oito da prova ela começou a sorrir muito e isso me deu um gás a mais para completar”, conta Fabiano. Desde então a dupla não parou mais, já participou de onze provas, que juntas somam quase 100 km de corrida. Na semana passada, participaram de uma corrida inclusiva organizada pela OAB de Canaã dos Carajás, em que um grupo de corredores organizou uma homenagem a Sofia. Todos usaram camisas com a frase "Amigos de Sofia".
‘Corridas com Sofia’
As descobertas de pai e filha têm sido compartilhadas por Fabiano em um perfil específico nas redes sociais, o “corridas_com_Sofia”. No espaço virtual, Fabiano publica fotos e mensagens de amor à filha e incentivo a outras famílias com crianças especiais. Foi também na internet que Fabiano foi encontrado pelo “Esquadrão Azul”, um grupo de pais e mães de todo o Brasil, que correm com os filhos especiais. Ele compartilha suas experiências e também aprende com outros pais que praticam corrida há mais tempo. Para melhorar conforto de Sofia e o desempenho nos treinos e provas, Fabiano mandou fazer, em São Paulo, uma cadeira toda adaptada, com as medidas da criança e dele. “Tem que ter música no carrinho dela, música gospel, a Sofia é fã de Anjos de Resgate. Ela adora a musiquinha, vento no rosto, quanto mais velocidade, mais ela gosta”, diz satisfeito o pai.
Falta de estrutura
A rotina de Sofia é puxada durante a semana. Além dos treinos com o pai, ela faz fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional na Apae. Os pais trabalham fora para custear as despesas da família e contam com a ajuda de uma babá, Iolanda, que a Sofia adora, para cuidar dela. Apesar de todos os esforços dos pais, Sofia não tem a estrutura necessária no município. “A cidade não disponibiliza tanta coisa. Aqui não tem escolinha para crianças especiais e a prefeitura não manda uma cuidadora para assistir ela na turma. A Sofia não está frequentando a escola”, lamenta Fabiano, que é natural do Maranhão e mora há três anos em Marabá. "Meu grande desejo seria esta escolinha e também um tratamento como equoterapia, o que ajudaria a dezenas de pessoas em situação semelhante", diz.Amor incondicional A chegada de Sofia foi planejada. Segundo o casal, o filho mais velho Augusto pedia um irmãozinho. Ainda durante a gestação, foi detectado que Sofia seria especial. “Na gestação a gente viu que ela tinha uma alteração na medida da translucência nucal e corria o risco de nascer com síndrome de Down. Na ultrassom seguinte se descartou, mas foi detectada outra coisa”, lembra Fabiano desse período que ele considera um dos mais difíceis da vida. “Já temos na família uma criança com síndrome de Down. Eu me preocupei bastante em ter que passar novamente por tudo isso, agora como pai. Entreguei nas mães de Deus. Ela não conseguia mamar, teve que ficar na UTI, sendo alimentada por sonda. Foi um tempo de muita reflexão pra gente”, afirma o pai, que fez muitas viagens para outras cidades em busca de médicos que pudessem diagnosticar Sofia. O medo do novo foi superado e atualmente Sofia é o xodó da família toda. A esposa de Fabiano, Ester, conta que sempre soube que ele seria um “paizão”. “Eu via o jeito dele com os sobrinhos, rolando no chão, já sabia que gostava de crianças e imaginava quando a gente tivesse filhos. Ele sempre foi muito apegado aos filhos, gosta de estar com a família. Quando ele viu o pessoal correndo, teve essa ideia de correr com a Sofia”, detalha Ester Santos. A mãe de Sofia afirma que o amor incondicional dedicado à filha é recíproco. “Eu falo pra ele: ‘meu amor, você não percebe que quando você entra em casa ela fica agitada e não para de te olhar? Ela é apaixonada por você!”. Fabiano acredita que sua missão na terra seja amar Sofia. “Nossa sintonia, a maneira que ela gosta de me abraçar. Pelos meus filhos, a única coisa que não fiz foi dar de mamar. Dou banho nela, mingau, coloco pra dormir, tudo isso faço por muito gosto. Ela poderá ser uma eterna criança... É a missão que Deus nos deu, quero cuidar dela da melhor maneira possível”, ressalta Fabiano. A dupla quer realizar pelo menos mais sete corridas até o fim do ano e a família vai tentar conseguir recursos parar participar de duas corridas nacionais: a volta da Pampulha, em Belo Horizonte e a Corrida de São Silvestre, em São Paulo. Além das corridas, um novo desafio da dupla de pai e filha já está traçado para o futuro: “No futuro quero fazer triátlon com ela, uma competição que envolve natação, ciclismo e corrida. Ela adora água”, revela o pai de Sofia, Fabiano Santos.
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A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou o procedimento aberto contra o juiz Marcel Maia Montalvão, que, em maio, decidiu bloquear o aplicativo WhatsApp em todo o País. O processo aberto pelo CNJ teve como objetivo analisar se houve abuso de poder por parte do juiz e se ele havia ultrapassado o "limite da razoabilidade" ao bloquear o acesso ao aplicativo. Em seu despacho, a ministra cobrou a empresa "quanto à obrigação de colaborar com a Justiça brasileira sempre que assim lhe for exigido, mantendo escritório com possibilidade de diálogo com todos os juízes e consumidores brasileiros". Para a corregedora, apesar de a decisão do juiz da Vara Criminal de Lagarto, em Sergipe, ter atingido milhares de pessoas estranhas ao processo que ele analisava, as circunstâncias do caso levam à conclusão de que ele atuou "na defesa da dignidade da jurisdição", diante do "reiterado descumprimento voluntário e injustificado de ordens anteriormente emitidas". Nancy Andrighi destacou que a Polícia Federal requereu a suspensão do aplicativo juntando provas e argumentos cabais de que a interceptação dos dados seria possível e útil. Ela também afirmou que a quebra de sigilo teve, inclusive, parecer favorável do Ministério Público.
- Bahia Notícias
- 13 Ago 2016
- 13:01h
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O chefe de gabinete do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, afirmou em depoimento à polícia na noite desta sexta-feira (12) ter dado dinheiro para a estudante de Jornalismo Patrícia Lélis, de 22 anos, para que ela retirasse a acusação de tentativa de estupro que faz contra o parlamentar. “Bauer confirma que entregou R$ 20 mil. Agora, essa semana, vou juntar outras provas nos autos”, afirmou o delegado do caso Luís Roberto Hellmeister, ao jornal O Globo. Segundo o delegado, Bauer teria dado o dinheiro por ter sido vítima de extorsão e, por isso, não será indiciado. “Ele estaria, como chefe de gabinete, preservando, verdade ou mentira, a imagem do deputado. Não vai ser processado nem indiciado”, disse. Na última quarta (10), um vídeo recebido pela polícia mostrou a tentativa de Bauer de comprar o silêncio da jornalista. Na gravação, feita no dia 30 de julho pelo assessor Emerson Biazon, os três conversam no hall de um hotel na capital paulista e acertam de que forma a estudante receberia R$ 50 mil do assessor de Feliciano. O valor teria sido entregue por Bauer a um homem chamado Arthur Mangabeira mas, segundo Biazon, o intermediário não repassou o dinheiro a Patrícia. Mangabeira ainda deve ser ouvido pela polícia na próxima semana.