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A Polícia Civil de São Paulo informou nesta sexta-feira (19) que tem laudo de uma psicóloga que revela que a jornalista e estudante de direito Patrícia Lelis, de 22 anos, é "mitomaníaca", ou seja, tem transtorno de personalidade que faz com que minta compulsivamente. Na quinta (18), a polícia indiciou Patrícia por denunciação caluniosa e extorsão no caso em que ela acusa Talma Bauer, assessor do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de sequestro e cárcere privado num hotel na capital paulista, entre julho e agosto. Após concluir o inquérito, a investigação informou que vai pedir à Justiça a prisão preventiva da jornalista. "Recebi documentos com laudo psicológico que diagnosticou a moça como 'mitomaníaca'. Possui mitomania", disse ao G1 o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), na Santa Ifigênia, região central da capital paulista. "Ela é mentirosa compulsiva."
Patrícia também acusou Feliciano de ter tentado estuprá-la no apartamento dele em Brasília, em junho. Como o político tem foro privilegiado, esse caso é investigado pela polícia do Distrito Federal. Segundo o delegado, a polícia e Ministério Público (MP) do Distrito Federal pediram avaliação psicológica de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa, quando ela era adolescente, sem que sua família soubesse. "Ela acusava o homem de tê-la estuprado diversas vezes em sua casa quando tinha apenas 15 anos", disse o delegado. "Mas esse caso foi arquivado em Brasília por falta de provas." Questionada pelo G1, a advogada de Patricia, Rebeca Novaes Aguiar, confirmou que uma psicóloga chegou a mencionar, em depoimento em Brasília, que sua cliente pudesse ter "mitomania", mas não era uma análise conclusiva. Segundo a advogada, essa psicóloga seria de uma igreja evangélica que Patrícia procurou após ter denunciado o caso de estupro quando era adolescente no Distrito Federal. "Foram duas sessões só", afirmou Rebeca. "Não existe no inquérito laudo técnico que demonstre que ela tenha mitomania." Independentemente da posição da defesa de Patrícia, Hellmeister afirmou que irá anexar ao inquérito de São Paulo o que entende ser perfil psicológico da jornalista que demonstra que ela mente reiteradamente. Procurado pela reportagem, o psiquiatra forense Guido Palomba explicou que a mitomania não tem cura, mas pode ser tratada. "Transtornos de personalidade são incuráveis. É uma perturbação de saúde mental", disse o especialista. "O que é possível é um tratamento psicopedagógico."
Prisão
Apesar disso, Hellmeister afirmou que está convencido em pedir a prisão de Patrícia. "Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas". disse o delegado. "Fez a polícia investigar alguém por um crime que ela mesma sabe que não existiu." As investigações começaram a partir de denúncia feita inicialmente por Patrícia. No dia 5 de agosto, a jornalista registrou boletim de ocorrência na delegacia contra Bauer, que chegou a ser detido e liberado após negar as acusações. Ela o acusou de mantê-la em cárcere privado num hotel, oferecido dinheiro e a ameaçado com uma arma para gravar vídeos nos quais inocenta Feliciano dos crimes sexuais que teria cometido contra ela. No dia 7, Patrícia também registrou boletim de ocorrência, mas dessa vez na polícia em Brasília por abuso sexual contra o deputado. A denúncia da suposta tentativa de estupro havia sido divulgada antes na coluna Esplanada, do UOL, no dia 2. Esse caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Asa Sul. O assédio sexual teria sido cometido por Feliciano no dia 15 de junho no apartamento funcional dele na capital federal. Patrícia ainda relatou que o parlamentar a agrediu e manteve em cárcere, lhe oferecendo R$ 15 mil mensais para ser sua amante. Proposta que a jornalista disse ter recusado. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao MP do Distrito Federal pedindo investigação sobre Feliciano pela suposta tentativa de estupro. O PSC também criou uma comissão interna para apurar o caso.
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Antes mesmo do início do Rio 2016, a final do futebol era um dos momentos mais esperados dos Jogos. Apesar de ser esperado que o Brasil estivesse na final, não era uma certeza. Agora é concreto. O ouro está a apenas um jogo e será decidido hoje, às 17h30, contra a Alemanha, no Maracanã. A goleada por 7x1 sofrida na Copa do Mundo de 2014, no Mineirão, pode até assustar aos torcedores, mas não aos atletas. Competição nova, história diferente. Agora, os garotos do sub-23 do Brasil vão pra cima com tudo, guiados pelo “veterano” Neymar, um dos mais experientes do time mesmo aos 24 anos. No início da Olimpíada, o Brasil não encheu os olhos. Gerou conformismo de que a sonhada medalha não vinha. Logo nos dois primeiros jogos, insossos 0x0 contra África do Sul e Iraque. No último jogo da primeira fase, contou com a bênção da Fonte Nova, emplacou e fez 4x0 na Dinamarca. Nas quartas, o time do baiano Rogério Micale venceu a Colômbia por 2x0. Na reta final, os meninos voltaram a ser a equipe que faz qualquer brasileiro sentir orgulho. Atropelou Honduras: 6x0.
Agora é o momento de coroar o trabalho, subir no topo do pódio e amenizar os 7x1 da Copa. Hora de fazer história e conquistar o que nem Dunga, Bebeto, Taffarel ou Zagallo, como técnico, conseguiram. Neymar conhece bem qual o gosto de bater na trave. Em Londres-2012, viu o Brasil perder na final por 2x0 para o México e ficar com uma prata amarga. Ele não quer mais viver esse sentimento. “Eu me emociono. Vou ter outra chance, em casa. Não vai ter outro momento que seja melhor do que esse. Jogando em casa, mais experiente, perto da minha família, amigos, da torcida brasileira. Não tem momento melhor que esse”, afirmou o camisa 10. Em Jogos, o Brasil acumula três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008). Hoje é o grande dia. De vencer, soltar o grito da garganta. De encher o peito de orgulho, de alegria e, claro, da tão sonhada medalha dourada.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, instância máxima no processo de impeachment, negou um pedido dos advogados de acusação para impugnar duas testemunhas apresentados pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. A medida tinha como objetivo acelerar o julgamento final, marcado para começar na próxima quinta-feira (25). Ele, no entanto, permitiu que a acusação abrisse mão de uma das três testemunhas que havia indicado para participar do julgamento. Os advogados de acusação queriam que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e o jurista Geraldo Prado fossem impedidos de prestar depoimento porque eles não teriam nenhuma relação com o processo.
Lewandowski, porém, afirmou que segundo o Código de Processo de Penal, "toda pessoa poderá ser testemunha", a menos "em face de circunstâncias ou defeitos que a tornem suspeita ou indigna de fé". O presidente do STF também negou o pedido da acusação para que o jurista Hélio Bicudo participasse por teleconferência do julgamento, já que ele não está bem de saúde e não poderá viajar a Brasília. Em outra decisão, Lewandowski também negou o pedido da defesa de Dilma para que fossem convocados peritos para prestar novos esclarecimentos. Na avaliação do ministro, as questões que a defesa quer que sejam respondidas agora poderiam ter sido formuladas na comissão especial que tratou do impeachment. "O pleito formulado pela defesa, nesta fase de julgamento, nada acrescentará de relevante para esclarecer os fatos, mostrando-se, ademais, inoportuna", argumentou o presidente do STF. Lewandowski ainda tem que se manifestar sobre um recurso e requerimentos que têm como objetivo anular o processo de impeachment. Integrantes da equipe de advogados que defende Dilma dizem que o presidente do STF deveria ter decidido todas essas questões antes de marcar a data do julgamento. Segundo eles, o ex-presidente Fernando Collor obteve essas respostas com antecedência e esse era "o mínimo de respeito que se poderia ter esperar".
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Em pesquisa feita pelo Ministério do Turismo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, turistas estrangeiros que vieram para o País acompanhar os jogos olímpicos elogiaram as opções de turismo e lazer, a diversão noturna e a hospitalidade do brasileiro. O estudo também revela bons índices de satisfação com itens como segurança, transporte público, infraestrutura e preços. Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (18), no Rio Media Center, com a presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que foi ao Rio acompanhar uma reunião do presidente em exercício, Michel Temer, com organizadores dos jogos. O levantamento mostra que 87,7% dos turistas estrangeiros têm a intenção de voltar ao Brasil e que 94,2% dos brasileiros querem voltar ao Rio de Janeiro, cidade que abrigou a maior parte das competições do maior evento esportivo do mundo.
Para 83,1% dos turistas internacionais, a viagem ao Rio de Janeiro atendeu ou superou as expectativas. O índice de satisfação do público doméstico atingiu 98,7%. A hospitalidade do carioca foi o item mais bem avaliado pelos estrangeiros, sendo considerado positivamente por 98,6% dos entrevistados. A diversão noturna também agradou. Para 93,6% dos viajantes nacionais e 96,2% dos internacionais o Rio de Janeiro é muito bom ou bom neste quesito. A segurança também foi bem avaliada por 88,4% dos visitantes internacionais, índices próximos aos registrados pelo transporte público, com 86,6% de aprovação do público externo, e pela limpeza pública, com 85,6%. O ministro Eliseu Padilha ressaltou, em declaração a jornalistas, que os números de satisfação com a organização da Rio 2016 são resultado "de todo o trabalho envolvido na preparação dos Jogos". “Brasil teve competência, qualificação, harmonia, dedicação. Estou falando de mais de 200 mil pessoas que, de uma forma ou de outra, trabalharam nesse evento, para que tivéssemos o maior evento deste gênero na história. Quem veio gostou muito. Quem viu imagens [pela TV] também deve ter tido sensação similar. O Rio será outro após os Jogos Olímpicos”, declarou. O trabalho também mostrou que os Jogos Olímpicos Rio 2016 permitiram que o brasileiro vivenciasse pela primeira vez a maior competição esportiva do mundo. Dos entrevistados, 96,3% nunca tinham participado de uma olimpíada. O brasileiro ficou, em média, 10,3 dias no Rio e teve um gasto diário de R$ 337,9. Já o estrangeiro permaneceu 11,7 dias e gastou US$ 103,7 por dia (R$ 336,00, ao câmbio desta quinta-feira, 18). A maioria do público interno veio do Sudeste (51,1%), seguida do Nordeste (18,5%) e da região Sul (15,7%). Os Estados Unido foram o país que mais enviou turistas para o Brasil (21,2%), seguido da Argentina (14,8%) e da Inglaterra (4,8%).
Infraestrutura
Os aeroportos foram elogiados por 94,6% dos turistas estrangeiros e 91,6% dos brasileiros. Os locais de competição foram avaliados como "bom "ou "muito bom" por 89,6% dos brasileiros e 87,1% dos estrangeiros. O acesso para as arenas esportivas também foi aprovado por 79% dos viajantes domésticos e 80,2% dos internacionais.O item que recebeu a avaliação mais crítica foram os preços praticados nas áreas das provas olímpicas, com 50,8% de avaliação negativa por parte dos brasileiros e 42,4%, por parte do público de fora. Os dados da pesquisa são parciais e as entrevistas continuarão a ser realizadas até os Jogos Paralímpicos. O resultado final será divulgado até o final deste ano.
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O juiz federal americano, Peter Messitte, que atua no Estado de Maryland, nos Estados Unidos, afirmou que o julgamento do mensalão e a Operação Lava Jato é citada em conferências globais como um exemplo de medidas que podem ser tomadas contra a corrupção. Segundo Messitte, as operações deixaram para trás os tempos em que os escândalos terminavam em pizza no Brasil. "Por muito tempo os brasileiros reclamaram da impunidade, e muitos achavam que era algo com que se devia conviver. Isso mudou. É um caminho irreversível. O público está disposto a sair às ruas. Não é mais provável que as coisas acabem em pizza hoje ou no futuro. É uma mudança drástica.", ele afirmou em entrevista à BBC Brasil. Entretanto, para o juiz, nem tudo são apenas flores: ele afirmou que existem questionamentos legítimos sobre o uso de prisões preventivas no processo com o objetivo de conseguir acordos de delação premiada. “Vários réus na Lava Jato foram presos antes de serem condenados e negociaram acordos de delação enquanto estavam na prisão”, afirmou ele.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já soma mais de 503.200 candidatos registrados para disputar as eleições deste ano. As eleições municipais serão realizadas em outubro para os cargos de prefeito, vice-prefeito e também de vereador. De acordo com os dados do Tribunal, o número de candidatos a prefeitos que apresentaram o registro de candidatura até agora chega a 17 mil. Para o cargo de vice-prefeito, a quantidade chega a pouco mais de 17 mil candidatos. Já para vereador já são mais de 469.200 candidatos.O estado de São Paulo tem 85.811 mil registros para os três cargos até o momento. Em segundo lugar, em número total de registros, está Minas Gerais com 80.800. O estado com a menor quantidade de registros, até o momento, é Roraima, com 1.813.
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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter esperança de que a presidente afastada Dilma Rousseff conseguirá votos suficientes para evitar o afastamento definitivo no Senado. "Se a Dilma não conseguir convencer 28 senadores, ela vai estar fazendo um gesto histórico neste País", disse, referindo-se à ida da presidente afastada ao Senado para se defender no processo de impeachment. O ex-presidente disse ainda que Dilma "demorou ou não percebeu que estava entrando menos dinheiro" no caixa do Tesouro Nacional e afirmou que não tem medo de ser preso. Lula concedeu entrevista a um dos mais prestigiosos telejornais da TV britânica, o Newsnight, transmitido pela BBC2.
"Eu estou torcendo para dia 29 o Congresso não afastar a Dilma. Eu tenho esperança. Eu sou um homem de muita esperança. Vai ser um momento importante, um momento histórico porque a presidenta vai ao Senado se expor. Ela corajosamente vai se colocar diante de seus acusadores para que o Judas Iscariotes possa acusá-la na frente dela", disse Lula à emissora britânica. O ex-presidente exaltou que Dilma tem coragem de se expor diante de 81 senadores e olhar olho no olho para se defender. "A História não julga na mesma semana. Às vezes, a História demora séculos para julgar e eu trabalho com isso. A História não termina dia 29. Ela começa dia 29", disse.
Economia
Sobre a deterioração da situação econômica, Lula disse que as contas públicas pioraram a partir de 2014 porque "a presidenta se deu conta de que o Orçamento tinha diminuído porque ela fez R$ 500 bilhões de desoneração". "De repente, a presidenta demorou ou não percebeu que estava entrando menos dinheiro no caixa e ela foi obrigada a fazer uma proposta de ajuste", disse. A proposta de ajuste foi encaminhada à Câmara. "Ao invés do presidente da Câmara (na época, Eduardo Cunha) colocar em votação, ele começou a apresentar pautas aumentando cada vez mais o gasto, contrário àquilo que a presidente deveria fazer", disse o ex-presidente. "Foi se perdendo a confiança. Os empresários não investiam, o Estado perdeu capacidade de investimento e nós chegamos a isso."
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A Seleção Brasileira de futebol feminino terminou os Jogos Olímpicos de forma melancólica. O time comandado por Vadão saiu de postulante à primeira colocação ao quarto lugar, obtido nesta sexta-feira (19). A derrota por 2 a 1 para o Canadá tirou a possibilidade de um bronze para o Brasil na modalidade. Os gols canadenses foram marcados por Rose e Sinclair; Beatriz descontou para as brasileiras.
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Ao menos 4.849 políticos que tentam concorrer nas eleições municipais deste ano no País podem ter os registros de candidatura impugnados por serem considerados ficha-suja perante a Justiça Eleitoral, segundo levantamento obtido pelo Estado. A análise foi feita sobre as 467.074 candidaturas já validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral até quinta-feira, 18. Aprovada em 2010 com o intuito de evitar que políticos condenados disputem cargos públicos, a Lei da Ficha Limpa tornou-se alvo de uma das principais polêmicas neste início de campanha eleitoral. Parte delas ocorre por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deu ao Legislativo a palavra final sobre a reprovação de contas de gestores públicos para fins de torná-los inelegíveis. Além da reprovação de contas, entre as irregularidades que podem enquadrar um político como ficha-suja estão condenações em segunda instância por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, peculato ou improbidade administrativa.
Este último é o caso que levou uma juíza de Votorantim, no interior de São Paulo, a suspender, quarta-feira, 17, o registro da candidatura de Fernando de Oliveira Souza (DEM) e de Eric Romero Martins (PPS), que tentam disputar os cargos de prefeito e vice da cidade. Os dois foram condenados, em segunda instância, por receberem, de forma irregular, ajuda de custo para participar de reuniões da Câmara Municipal quando eram vereadores. Em 2012, na primeira vez que a regra foi aplicada na disputa para prefeito e vereador, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu quase 8 mil recursos referentes a impugnação de candidatura, sendo que aproximadamente 3 mil foram baseadas na Lei da Ficha Limpa. Os quase 5 mil casos neste ano foram identificados após cruzamento do CPF dos candidatos registrados com bases de dados de tribunais de Justiça, tribunais de contas e outros órgãos de controle. O cruzamento foi feito automaticamente por um sistema do Ministério Público Federal e os dados foram enviados aos cerca de 3 mil promotores eleitorais, que devem verificar se a ocorrência apontada vai ou não barrar o candidato. Isso porque o sistema pode encontrar, por exemplo, uma decisão judicial desfavorável ao político, mas que já está suspensa por uma liminar.
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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou nesta quinta-feira (18) que o presidente interino Michel Temer pediu que estudos que estão sendo elaborados para a proposta de reforma da Previdência incluam um mecanismo de transição especial para mulheres e professores. Padilha é o coordenador do trabalho que definirá novas regras de forma a minimizar, a longo prazo, o déficit da Previdência. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a ideia é elevar a idade mínima de 60 para 65 anos para homens e de 55 para 60 anos para mulheres. "O presidente Temer me pediu apenas uma exceção: que o grupo que eu coordeno observe para as mulheres e os professores uma transição mais longa, para que não seja abruptamente elevada essa diferença de idade com relação à idade mínima para os homens (de outras profissões)", afirmou Padilha. A regra para professores: a idade mínima de aposentadoria da categoria era de 50 anos, para as mulheres e de 55 anos para os homens. O tempo de contribuição também é menor: 25 e 30 anos, respectivamente.
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As ocorrências de roubo de carga cresceram 10% em 2015, na comparação com o ano anterior, segundo estudo da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Foram 17,5 mil casos em 2014 contra 19,2 mil em 2015. O prejuízo estimado é de R$ 1,12 bilhão em 2015. O Sudeste concentrou 85,76% dos casos, sendo que o estado de São Paulo teve o maior número: 44,11%. O Rio de Janeiro foi o estado com maior aumento no índice, passando de 33,54% em 2014 para 37,54% em 2015.
Mais roubadas
As cargas mais visadas foram produtos alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, produtos químicos, têxteis, autopeças, combustíveis e bebidas. O levantamento aponta diminuição no roubo de produtos metalúrgicos e aumento do roubo de bebidas. Nos últimos cinco anos, a incidência de roubo de cargas no Brasil aumentou 48%, com um prejuízo acumulado de R$ 5 bilhões. O levantamento usou como base dados das Secretarias de Segurança dos estados, empresas seguradoras e transportadoras.
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O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 5 de maio. Segundo o site Congresso em Foco, desde então, o parlamentar já custou R$ 1,8 milhão aos cofres públicos. Do valor gasto, R$ 1,4 milhão foi utilizado enquanto Cunha permaneceu na residência oficial da presidência da Câmara. As maiores despesas foram de viagens com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), que custaram R$ 570 mil, e com segurança, cerca de R$ 550 mil – benefícios que foram retirados do parlamentar depois que ele renunciou à presidência, no dia 7 de julho. Mesmo depois do afastamento, Cunha continuou a receber o salário de R$ 33,7 mil e até R$ 92 mil com gastos de gabinete. Segundo a publicação, o peemedebista manteve à sua disposição, na residência oficial, oito vigilantes, 16 agentes da Polícia Legislativa da Câmara, quatro motoristas, dois veículos oficiais, arrumadeiras, auxiliares de cozinha, três cozinheiros, um chefe de cozinha e uma administradora. Também foram gastos cerca de R$ 29,6 mil mensais para compra de alimentos e suprimentos para a casa. Antes da renúncia, Cunha também viajou 13 vezes em um avião da FAB: sete voos de Brasília ao Rio, e seis da capital fluminense para a federal.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou nesta quarta-feira, 17, a Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, dizendo que a legislação parece ter sido feita por "bêbados". Segundo a Lei da Ficha Limpa, serão inelegíveis os candidatos que tiverem suas contas rejeitadas, mas a redação não especifica a que tipo de contas se refere, destacou Gilmar Mendes. "Essa lei já foi mal feita, eu já disse no plenário. Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, que parece que foi feita por bêbados. É lei mal feita. Ninguém sabe se é contas de gestão, de governo", criticou o ministro, durante a sessão plenária do STF.
O comentário do presidente do TSE foi feito durante a construção da tese - que é um resumo do entendimento dos ministros feito ao final do julgamento - de um caso envolvendo a rejeição das contas de candidatos. Nesta quinta-feira, 18, Gilmar comentou a declaração e sua repercussão em entrevista à Rádio Estadão. Confira aqui. Por 6 a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na semana passada que cabe às casas legislativas dar a palavra final sobre as contas de candidatos. Dessa forma, políticos que tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas local poderão concorrer nas próximas eleições, caso elas não tenham sido rejeitadas pelas câmaras municipais. O entendimento dos ministros do STF, discutido na sessão plenária desta quarta-feira, foi o de que a apreciação das contas dos prefeitos, tanto as de governo quanto a de gestão, será exercida pelas câmaras municipais, relegando aos tribunais de contas um papel "auxiliador". A decisão do STF já vale para estas eleições. As contas de governo mostram a execução orçamentária, planos de governo e programas governamentais, além de limites de gastos para saúde, educação e pessoal. Já as contas de gestão são acompanhadas de notas fiscais, liquidações, ordenamentos. O Supremo também decidiu que, mesmo que as câmaras não se pronunciem sobre o tema, os candidatos seguirão elegíveis.
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Campeãs mundiais, eleitas as melhores velejadoras do planeta e favoritas na primeira Olimpíada que disputariam na vida, justamente em casa. Com um ótimo desempenho na regata decisiva da classe 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunzeignoraram qualquer tipo de pressão, venceram a medal race e conseguiram, nesta quinta-feira (18), o sonhado ouroolímpico, o quarto do Brasil na Rio-2016. A conquista na vela faz o país finalmente superar o número de títulos de Londres-2012, quando havia conquistado três primeiras colocações. O ouro de Martine e Kahena se soma aos de Rafaela Silva (judô), Thiago Braz (salto com vara) e Robson Conceição (boxe), que já haviam subido no alto do pódio olímpico no Rio de Janeiro. O Brasil, no entanto, ainda segue longe da meta para a Olimpíada, que era entrar no top 10 do total de medalhas – hoje tem 13, contra 17 da Coreia do Sul, décima colocada no momento.
Martine e Kahena, que fizeram a sua parte, só têm a comemorar. As duas chegaram como favoritas ao ouro e souberam lidar com a pressão em uma classe muito disputada até o fim. Nas 12 primeiras rodadas, as brasileiras fizeram no máximo um 11º lugar, foram premiadas pela regularidade e chegaram à regata da medalha empatadas na primeira colocação com as embarcações de Espanha e Dinamarca. A disputa desta quinta, portanto, era fundamental. Com pontuação valendo em dobro e só dez barcos na Baía de Guanabara, Martine Grael e Kahena Kunze conseguiram se manter à frente das rivais desde o começo da prova, sobraram na prova e conquistaram o ouro. A conquista é a cereja do bolo para a dupla, que se conhece desde a adolescência e se juntou no começo do atual ciclo olímpico para uma campanha memorável rumo ao Rio. Em uma classe nova, como a 49er FX, elas se destacaram das demais desde o começo da parceria e chegaram à Olimpíada com um histórico de 25 pódios em 33 competições disputadas. O ponto alto dessa história foi em 2014, quando elas conquistaram o Mundial de vela em Santander, na Espanha, e levaram o título de melhores atletas do ano pela federação internacional do esporte. Dois anos depois, o favoritismo se confirma justamente na cidade em que as duas vivem e treinam e poderá ser comemorado com toda a família reunida. Martine é a oitava medalhista da família Grael, a mais tradicional da vela brasileira. O tio, Lars, tem dois bronzes em 1988 e 1996, enquanto Torben soma cinco medalhas, sendo duas de ouro, entre 1984 e 2004. Kahena, filha do também ex-velejador Claudio Kunze, campeão mundial da classe Pinguim nos anos 1970. Hoje, porém, a glória é só das herdeiras, que alcançam, com méritos, seu lugar próprio no Olimpo.
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Como usar o teleprompter e ler o texto no espelho da lente na câmera no melhor estilo William Bonner, fazer um jingle que grude no ouvido do eleitor, ou realizar aquele comercial em que a metáfora é tão boa que se torna inesquecível são alguns dos temas detalhados no curso "Sua eleição em um clique", disponível no site http://www.didaticus.com br/. Organizado pela jornalista Belisa Ribeiro, responsável por muitas campanhas majoritárias e proporcionais bem-sucedidas, com a chancela do Ibope Inteligência e a participação da agência de publicidade Binder, o projeto reúne veteranos em campanhas eleitorais vitoriosas, entre eles, Márcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência, que faz palestra sobre pesquisas; Marcos Apóstolo, diretor de criação da Binder, que dá uma aula sobre propaganda e outra sobre o Horário eleitoral gratuito e Maurício Menezes, jornalista consagrado por sua atuação de mais de 30 anos na Rádio Globo, que fala sobre como usar bem o áudio na campanha. Belisa justifica: "Esta eleição é marcada pela falta de recursos e pelas enormes restrições no marketing.
Tudo está centrado na capacidade do próprio candidato em transmitir sua mensagem e o preparo é fundamental. Criamos uma ferramenta muito acessível em que os candidatos têm como se informar sobre todos os temas essenciais para a boa condução de uma campanha". O curso para prefeitos, com oito aulas, custa R$ 800. Para prefeitos, com dez, R$ 1.000. Os candidatos podem, ainda, comprar aulas avulsas, por R$ 120 cada. No site http://www.didaticus.com br/ é possível assistir a aula inaugural gratuita e trechos de aulas, como a de Marcelo Vitorino, especialista em comunicação digital, que vem sendo considerado o mago das mídias sociais. Outros palestrantes são Jackson Vasconcelos, mestre em estratégia (aulas sobre equipe, agenda e relacionamento com a imprensa); Tiago Mocotó, cantor e compositor (jingles e podcasts) e Julieta Aouila, professora de moda (imagem e figurino). A interação com os professores e entre os próprios participantes se dá através da página Sua eleição em um clique no Facebook https://www.facebook com/suaeleicaoemumclique/ Website: http://www.didaticus.com.br
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