BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Rio recebeu 1,17 milhão de turistas na Olimpíada; 410 mil são do exterior

  • 23 Ago 2016
  • 13:42h

Eduardo Paes apresenta balanço da Olimpíada no Rio de janeiro (Foto: Luiz Ackermann/Agência O Globo)

Rio de Janeiro recebeu 1,17 milhão de turistas, sendo 410 mil deles estrangeiros, durante a Olimpíada, disse nesta terça-feira (23) o prefeito Eduardo Paes. A área de hotelaria registrou ocupação de 94%. O país que mais mandou turistas foi o Estados Unidos, seguido por Argentina e Alemanha. Cada estrangeiro gastou, em média, R$ 424,62 por dia na cidade. Entre os turistas brasileiros, 43% eram de São Paulo, seguidos pelos gaúchos e mineiros. Cada um gastou R$ 310,42 diariamente, em média.O balanço foi divulgado na manhã desta terça, no Rio Media Center, na Cidade Nova, e contou com a presença do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário Municipal de Transporte, Rodrigo Vieira. De acordo com a análise, a Olimpíada no Rio de Janeiro impactou positivamente a economia da cidade. O comércio aumentou em 70% na região da Zona Sul em comparação com o mês de agosto de anos anteriores. Na Barra da Tijuca, no Centro e na Zona Norte, as vendas aumentaram em 30%, com destaque para a região da Tijuca, cujo comércio aumentou em 45%.

Em outros pontos da Zona Oeste, o aumento no comércio foi de 20%. Ainda de acordo com a prefeitura do Rio, o fato das instalações serem móveis não interferiu na qualidade. "Isso não fez com que perdessemos a qualidade das instalações, já que registramos mais recoedes do que em Londres.", garantiu Paes. Ele ainda destacou que uma capital do país pode receber a piscina onde o nadador Michael Phelps foi campeão na Rio 2016. "É  importante falar desse conceito de arquitetura nômade, ou seja, o estádio aquático será transformado em dois centros aquáticos. E temos uma novidade: já recebemos solicitações de três prefeitos de capitais pelo Brasil para que uma dessas piscinas seja doada para outra cidade. Eu acho que seria interessante. Como esse estádio foi pago pelo governo Federal, eu, com tranquilidade, abriria mão de uma das piscinas para a gente ter em uma outra capital brasileira a piscina na qual o Michael Phelps bateu tanto recorde e essa estrutura ir para outra capital brasiliera", antecipou.

Olimpíada calou críticos, diz Paes
Segundo o prefeito, o Rio foi "capaz de calar" todos os seus críticos ao longo das competições. "Temos que agradecer o povo dessa cidade e do Brasil, que demonstrou uma grande capacidade de entrega. Sempre ouvimos que os cariocas e brasileiros são marcados pelo jeitinho. Mas essa Olímpiada também mostrou uma grande capacidade de organização", afirmou Eduardo Paes. O prefeito ainda criticou o que chamou de "alarmismo" da imprensa e de setores de Saúde do país e do exterior. "Foi mais seguro para não pegar zika ficar no Rio do que ir para Miami", disse Paes.

CONTINUE LENDO

Morre o jornalista e apresentador Goulart de Andrade

  • 23 Ago 2016
  • 12:25h

Goulart de Andrade na série Atravessadores, da TV Globo, de novembro de 2013 (Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo)

Morreu na madrugada desta terça-feira (23), no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, o jornalista e apresentador Luis Felipe Goulart de Andrade, aos 83 anos. Ele tinha problemas no sistema cardiorrespiratório. Deixa a mulher, Margareth Bianchini, com quem esteve casado por 13 anos. Ele tinha três filhos, três netos e uma bisneta.  Ainda não há informações sobre o velório, mas ele tinha o desejo de ser cremado.Natural do Rio de Janeiro, tinha 61 anos de carreira, foi jornalista, publicitário, radialista, ator, diretor, diretor de cinema e TV e empresário do setor de comunicação. Na TV Globo, estreou em março de 1978 o programa "Comando da Madrugada". A partir de 1983, o Comando da Madrugada deixou de fazer parte da programação da Rede Globo e passou a ser exibido – sempre com o mesmo formato e, às vezes, com nomes diferentes – em várias outras emissoras. Também atuou no "Fantástico", de 1973 a 1976, e no "São Paulo Especial".

Moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos podem valer muito dinheiro

  • 23 Ago 2016
  • 08:41h

Quanto vale uma moeda de R$ 1? Essa pergunta parece óbvia, né? Mas dá uma olhada aí na sua carteira porque você pode estar carregando um bom dinheiro! É que milhões de moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos estão circulando no país. E algumas valem até R$ 100. O valor impresso é R$ 1. Mas tem gente pedindo muito mais do que isso pela moeda. Um exemplar com a bandeira olímpica é a mais rara, mais difícil de ser encontrada. Nos sites de venda na internet, o preço pode chegar a R$ 100. O curitibano José Eduardo não precisou pagar nada, foi pura sorte: "Fui comprar um refrigerante e, de troco, veio a bandeira. Estava no caixa da menina". São mais de 200 milhões de moedas com desenhos olímpicos espalhadas pelo país. Natação, vela, canoagem, futebol. Os mascotes Tom e Vinícius também podem ser encontrados. Em Natal, o preparador físico Ricardo guarda duas como se fossem troféus - nem pensa em vender: "É como se fosse uma recordação. Da Olimpíada que eu não pude estar presente para torcer pelo Brasil". Mas tem gente ganhando uma grana com isso. Em São Carlos, no interior de SP, Robert está vendendo o álbum completo por R$ 200, mas não revela quanto já faturou. "Para contar assim, a gente não chegou a contar quanto, mais ou menos, quanto foi". Em Salvador, uma papelaria está com o comércio aquecido. Os funcionários nunca prestaram tanta atenção às moedas de R$ 1 como agora. Eles começaram a colecionar há pouco tempo e já conseguiram juntar 133 moedas olímpicas. O lote já foi anunciado na internet, só está esperando pelos colecionadores. "Eu fiz uma promessa de dividir [o lucro da venda] entre os funcionários, né? Porque eles estão colaborando também, pegando as moedas, e não deixando perder nenhuma", diz o dono do estabelecimento.

Robson Conceição revela assédio de políticos e ataca: 'Nunca fizeram nada por mim'

  • 22 Ago 2016
  • 20:09h

(Foto: Reprodução)

O pugilista baiano Robson Conceição, ouro olímpico no Rio 2016, está na bronca com alguns políticos do estado. Segundo o atleta, após sua medalha,’ vereadores e candidatos ‘ estão tentando tirar proveito da conquista obtida em solo carioca. Numa breve declaração feita ao jornalista Pablo Reis, nesta segunda-feira (22), Robson revelou que até sua família está sendo procurada por candidatos que querem pegar carona no sucesso de sua medalha olímpica. “Estão aparecendo vários candidatos e vereadores querendo que minha mãe e o pessoal lá em casa assine alguns documentos para informar que eles me ajudaram de alguma forma. Na verdade, não fizeram nada comigo e agora querem aparecer em fotos, estar do meu lado, sempre para aproveitar a oportunidade. Porém, nunca fizeram nada por mim”, reclamou. Para o atleta de 27 anos, é preciso que sua medalha traga o legado de investimentos em projetos sociais. “Espero que agora eles tenham isso como exemplo e realmente invistam nos projetos sociais. Que eles plantem para depois colher os frutos deles, não uma coisa que foi plantada por outra pessoa”, pediu. “Tem o Dória que sempre esteve do meu lado, me apoiando e me incentivando. Esse sim, eu vou estar abraçando. O resto, pra mim, eu desconheço de qualquer ajuda ou incentivo”, disse, se referindo ao seu treinador, Luiz Dória.

Fotógrafo e cinegrafista poderão ter isenção para importar equipamentos

  • Tribuna da Bahia
  • 22 Ago 2016
  • 18:11h

(Foto: Reprodução)

Os equipamentos e materiais importados para uso exclusivo no exercício da profissão de fotógrafo e cinegrafista poderão ficar isentos de impostos, estabelece o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 141/2015, em pauta na reunião que a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) fará nesta quarta-feira (24), às 9h. Pelo projeto, do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a isenção alcança o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS/Pasep e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As isenções somente serão concedidas aos equipamentos e materiais sem similar nacional e pelo prazo de cinco anos, a partir da publicação da lei. Haverá também uma série de exigências para se obter o benefício, como a comprovação do exercício da profissão e a declaração de falta de equipamento similar no país. O autor argumenta que, apesar dos avanços tecnológicos da indústria nacional de material fotográfico e de imagem, os equipamentos utilizados muitas vezes não atendem à demanda desses profissionais. Segundo Rodrigo Maia, o avanço tecnológico não tem sido acompanhado pela oferta do mercado brasileiro e os preços também são muitas vezes exorbitantes. Daí a importância de facilitar a importação de equipamentos de qualidade para essa área profissional. Apesar de o projeto implicar renúncia de receita, o deputado diz que ele pode estimular as atividades profissionais de fotógrafos e cinegrafistas, e incentivar “uma profissão importante e que muitas vezes é preterida”. O deputado lembra ainda que a Receita Federal já concedeu benefício fiscal a equipamentos e materiais fotográficos e cinematográficos não profissionais. 

Dessa forma, o projeto estenderia o benefício fiscal para os equipamentos e materiais fotográficos de uso próprio e exclusivo no exercício das atividades profissionais. O relator, senador Edison Lobão (PMDB-MA), é favorável. Ele registra que a variação cambial, agregada à defasagem técnica da indústria nacional, “poderá gerar um fosso tecnológico e uma perda de competitividade, o que não é bom para o país”. Lobão acrescenta que a aquisição dos equipamentos isentos, em conjunto ou isoladamente, terá o limite máximo de R$ 50 mil, ficando o beneficiário obrigado a permanecer com o equipamento adquirido pelo prazo mínimo de dois anos. Se aprovado na CAS, o projeto seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Profissões

Na mesma reunião, a comissão vai apreciar os projetos que regulamentam o exercício da profissão de agente de segurança socioeducativa (PLS 278/2014) e de geofísico (PLS 487/2015). Também consta da pauta o projeto que trata da prática de equoterapia (SCD 13/2015) e o que trata de ações de prevenção de cânceres do colo uterino e de mama (PLS 583/2015)

CONTINUE LENDO

Ministro defende 'segurar um pouco' reajustes para servidores federais

  • 22 Ago 2016
  • 16:53h

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, concede entrevista após almoço com Michel Temer e líderes da base aliada (Foto: Filipe Matoso/G1)

Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou nesta segunda-feira (22) que é preciso "segurar um pouco" os reajustes para servidores públicos federais. Ele deu a declaração após ser questionado se a proposta de Orçamento para 2017, que será enviada nos próximos dias ao Congresso, irá prever reajustes salariais ao funcionalismo. Geddel participou, no início da tarde, de uma reunião-almoço na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que contou com a presença do presidente em exercício Michel Temer e líderes da base aliada. 

Ao longo dos três meses em que Michel Temer está no comando do Planalto, oCongresso aprovou reajustes a algumas categorias de servidores com o aval do peemedebista. Apesar de ter proposto ao Legislativo um pacote de ajuste fiscal para tentar reequilibrar as finanças federais, que devem atingir um rombo de R$ 170 bilhões neste ano, o governo tem dito que apoiou os aumentos porque eram compromissos já assumidos na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. Um dos reajuste aprovados pelos congressistas e sancionado por Temer concedeu aumento deaté 41,47% nos salários dos servidores do Judiciário e aumento salarial de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União. "O que passou, passou. Agora, o momento é de segurar um pouco essa questão de reajustes. O país precisa aprovar suas reformas estruturantes, precisa sinalizar claramente o compromisso com o combate ao déficit público e com a austeridade fiscal. Esse é o nosso sentimento nessa hora", disse o titular da Secretaria de Governo.

CONTINUE LENDO

Saques do PIS/Pasep crescem 65% em todo o país, diz Tesouro Nacional

  • 22 Ago 2016
  • 15:33h

(Foto: Reprodução)

Balanço do Tesouro Nacional mostra que - entre novembro de 2015 e julho de 2016 - período de realização da campanha de divulgação do Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS-Pasep - quase 885 mil beneficiários desses programas se dirigiram às agências do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal e sacaram os valores de cotas disponíveis em suas contas individuais. Esse montante representa uma ampliação de 349 mil saques (ou 65%) em relação ao observado entre novembro de 2014 e julho de 2015. O balanço mostra, ainda, que o maior aumento foi verificado nas retiradas feitas por beneficiários com 70 anos ou mais, que passaram de 5,4 mil para mais de 258 mil. Para esse público, foram enviadas pelo BB e Caixa, respectivamente agentes administradores do Pasep e do PIS, quase 920 mil malas diretas informando sobre a existência de saldo disponível para saque nas contas individuais dos programas.

Em 30 de junho de 2016, último fechamento de exercício do fundo, pouco mais de 4,4 milhões de cadastrados tinham direito ao saque por idade, o que representa R$ 7,9 bilhões. O valor do saldo médio por beneficiário é de R$ 2.900,00 no Pasep e R$ 1.500,00 no PIS. Segundo o Tesouro Nacional, o Estado de São Paulo concentrou o maior número de saques (284.136) no período, seguido por Minas Gerais (96.780), Rio de Janeiro (94.210), Rio Grande do Sul (74.233), Paraná (52.959) e Santa Catarina (37.010).

Direito a saques

O Tesouro lembra que têm direito ao saque das cotas os inscritos nos programas até 4 de outubro de 1988 que possuam saldo em suas contas individuais e que se enquadrem em um dos seguintes motivos: aposentadoria; idade igual ou superior a setenta anos; invalidez (do participante ou dependente); transferência para reserva remunerada ou reforma (no caso de militar); idoso e/ou portador de deficiência alcançado pelo Benefício da Prestação Continuada; participante ou dependente acometido por neoplasia maligna, vírus HIV ou doenças listadas na Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2998/2001; ou morte, situação em que o saldo da conta será pago aos dependentes ou sucessores do titular. Para informações sobre saldo ou número de inscrição, os interessados devem procurar o Banco do Brasil, quando inscritos no Pasep, ou a Caixa Econômica Federal, que é a instituição administradora do PIS. Os documentos necessários para o saque podem ser consultados nos sites dessas instituições: http://www.caixa.gov.br/pis (ver no item "Quotas do PIS") e www.bb.com.br/pasep (ver na aba "Quando e Como Sacar o Saldo"). Os trabalhadores que começaram a contribuir após 4 de outubro de 1988 não possuem valores de cotas para resgate. 

CONTINUE LENDO

Comissão volta a analisar projeto que trata da legalização dos jogos de azar

  • 22 Ago 2016
  • 14:51h

(Foto: Reprodução)

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional reúne-se na quarta-feira (24), às 14h30, com um único item na pauta: o projeto que amplia o leque dos jogos de azar legalizados no país (PLS 186/2014). O projeto já havia sido enviado ao Plenário, mas um requerimento aprovado no início do mês determinou o reexame da matéria na comissão. O requerimento foi apresentado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Ele é o novo relator da proposta, em substituição ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que se tornou ministro da Agricultura. A justificativa de Fernando Bezerra é de que, após receber representantes de vários órgãos públicos, ficou evidente a necessidade de mudanças no projeto que libera os jogos de azar. Entre os órgãos que participaram de discussões com o senador estão a Polícia Federal e o Ministério Público. Para Bezerra, que vai apresentar um novo substitutivo ao projeto, é imprescindível aperfeiçoar o texto para que os jogos de azar não sejam usados para a lavagem de dinheiro.

 

Projeto

O projeto original é do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e libera o funcionamento de cassinos, bingo, jogo do bicho e apostas eletrônicas. O autor afirma que é no mínimo incoerente dar um tratamento diferenciado para o jogo do bicho e, ao mesmo tempo, permitir e regulamentar as modalidades de loteria federal hoje existentes. Segundo o senador, as apostas clandestinas no país movimentam mais de R$ 18 bilhões por ano. Na mesma linha, Bezerra Coelho diz em seu relatório que a regulamentação do tema pode ser um importante canal de atração de investimentos privados, tanto em infraestrutura hoteleira e turística como também em logística. Para o senador, a legalização dos jogos de azar ajudará a economia do país, com a geração de emprego e renda, e também o governo, que poderá arrecadar com os impostos. Uma projeção conservadora, segundo o relator, estima a arrecadação de R$ 29 bilhões nos próximos três anos. A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), é a responsável pela Agenda Brasil – pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país.

CONTINUE LENDO

Vinda de recursos ao Brasil depende de ajuste fiscal

  • 22 Ago 2016
  • 12:52h

(Foto: Reprodução)

A vinda de recursos para o Brasil não depende mais do impeachment de Dilma Rousseff, que já está basicamente precificado, e sim do avanço do ajuste fiscal, afirmam analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Se o governo do presidente em exercício Michel Temer conseguir provar que está colocando as contas públicas em ordem, pode se beneficiar da ampla liquidez global. O economista-chefe para América Latina do banco ING, Gustavo Rangel, argumenta que a implementação das medidas de estabilização da dívida pública não está inteiramente no preço dos ativos brasileiros, mas ele tem uma visão otimista sobre o tema. "Acho que o mercado vai se surpreender positivamente com o que vai acontecer com a PEC dos gastos. Entendo que há espaço para entrar mais dinheiro no Brasil, principalmente em termos de 'real money'", comenta.

"Fluxo virá, mas a condição é que o lado das reformas não desaponte. O que já está no preço é um relativo sucesso dessas duas reformas combinadas (PEC do teto para os gastos públicos e Previdência), e talvez seja um otimismo um pouco exagerado", afirma o economista sênior para a América Latina do banco Standard Chartered, Ítalo Lombardi. Mesmo o estrategista-chefe Empiricus Research, Felipe Miranda, um dos poucos defensores da tese do "tsumoney" - a entrada de um tsunami de dinheiro no País -, diz que o impeachment é uma condição necessária, mas não suficiente para garantir uma trajetória sustentável de fluxo para Brasil. "O impeachment dispara a atração de investimentos, que vai ganhar força a cada notícia na direção de uma melhor política fiscal", diz. Miranda argumenta que existem quase US$ 17 trilhões em liquidez no mundo aplicados em juro zero ou mesmo negativo e o Brasil, com um juro real de quase 6%, é uma oportunidade bastante atrativa. "Ainda que fiquemos com uma fração, um milésimo dessa liquidez, para nós já é muito", afirma. Ele observa que muitos gestores ainda estão bastante subalocados em América Latina e Brasil em relação à média histórica. Mesmo com o ganho de 36% acumulado este ano, a Bovespa ainda está barata, nos cálculos do economista. O sócio e diretor de investimento da NCH Capital para América Latina, James Gulbrandsen, é outro a afirmar que o estrangeiro nem sequer voltou com força para o mercado de ações brasileiro. Ainda assim, Gulbrandsen reconhece a importância do avanço no ajuste fiscal. "Já temos o 'dream team' na condução da economia. O que falta agora é apenas a execução do plano econômico." As informações são do jornal 

CONTINUE LENDO

Não vou dar esse presente para eles, diz Dilma ao negar renúncia

  • 22 Ago 2016
  • 10:12h

(Foto: Reprodução)

A três dias do início do julgamento final de seu processo de impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) afirmou na madrugada desta segunda-feira, 22, em entrevista ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que não tem a menor intenção de renunciar ao mandato.  "Não tenho a menor intenção de, em nenhum momento, renunciar. Não dou esse presente para eles", afirmou a petista na entrevista, em referência ao grupo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), a quem chamou de "usurpador golpista".  Embora aliados de Dilma digam que ela já dá seu impeachment como certo, a presidente afastada declarou que lutará "até o fim" para se manter no cargo. "Realisticamente, lutarei até o fim", disse. "Jamais eu jogo a toalha".  Dilma afirmou que tem conversado com senadores e vê a possibilidade de conseguir os 28 votos para se salvar. Para ela, o grupo de Temer trabalhou para antecipar a votação final do impeachment, porque tem "medo" de alguma delação premiada que mostre o "grau de comprometimento" do governo interino.  Ela, que promete ir pessoalmente ao Senado para fazer sua defesa, afirmou ser uma pessoa "extremamente tranquila" quando enfrenta situações adversas. O julgamento final do impeachment está previsto para começar na próxima quarta-feira, 24, e pode se estender por cinco dias. 

Ministro avalia como vitoriosa atuação do país na Rio 2016

  • 22 Ago 2016
  • 08:14h

(Foto: Reprodução)

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, avaliou como vitoriosa a participação brasileira na Olimpíada do Rio de Janeiro. Picciani destacou o fato de que esta foi a melhor participação brasileira da história olímpica, com um total de 19 medalhas. Segundo a Agência Brasil, a avaliação foi feita no Rio Média Center (RMC), durante balanço da participação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio. “O Brasil teve sua melhor participação de todos os tempos em uma Olimpíada. Tivemos a maior delegação de todos os tempos, com 465 atletas, contra 259 em Londres e 277 em Pequim, em 2012 e 2008, respectivamente. Agora, neste último dia de competições, podemos dizer que o Brasil teve no Rio seu melhor desempenho numa Olimpíada, que começou pelo número recorde de nossa delegação, além de saírmos do 23º lugar em Pequim para o 13º no Rio”, discursou. Sobre o fato de o país não ter atingido a almejada décima colocação na Rio 2016, o Leonardo Picciani afirmou que essa era uma meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas não pelo governo federal. Picciani garantiu que o governo federal continuará mantendo os programas Bolsa Atleta e Bolsa Pódio e pode até aperfeiçoa-los, como forma de chegar ao Japão em 2020 com capacidade de desempenhar um papel ainda melhor, superando a Rio 2016.

Estudo aponta que dieta da população brasileira está cada vez mais padronizada

  • 21 Ago 2016
  • 16:06h

(Foto: Reprodução)

As populações de locais isolados na mazônia, no Nordeste, no Centro-Oeste do Brasil e de comunidades de pescadores no litoral norte de São Paulo têm apresentado um padrão alimentar cada vez mais semelhante ao de moradores de regiões urbanas do país. Essa informação foi constatada por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com as Universidades de Brasília (UnB), Federal do Acre (UFAC) e do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio de uma série de estudos realizados nos últimos anos. A dieta de comunidades ribeirinhas na Amazônia brasileira, que antes era composta principalmente por alimentos produzidos localmente, como peixe com farinha de mandioca, por exemplo, passou a ser integrada por alimentos industrializados, como enlatados e frangos congelados produzidos nas regiões Sul e Sudeste do país. 

"De uma forma geral, os dados obtidos indicam uma homogeneização do padrão alimentar no Brasil", afirmou Gabriela Bielefeld Nardoto, professora da UnB e uma das autoras dos estudos, à Agência Fapesp. "Apesar do isolamento, as populações rurais de diferentes regiões do Brasil têm aderido cada vez mais à ‘dieta de supermercado’, composta por alimentos processados e ultraprocessados". Os resultados dos estudos, iniciados em 2002, com essas diferentes populações sugeriram que há uma homogeneização do padrão alimentar de moradores que vivem em aglomerados rurais e urbanos de diferentes tamanhos. "Essas populações já aderiram totalmente à dieta de supermercado", explicou Gabriela. "Os pescadores das comunidades caiçaras, por exemplo, usam parte do dinheiro que conseguem com a venda do pescado para comprar frango congelado no centro de Ubatuba". Na avaliação da pesquisadora, a homogeneização do padrão alimentar no Brasil, em razão de fatores como aumento da urbanização e melhoria das condições sociais,  tem causado uma simplificação das fontes alimentares.

CONTINUE LENDO

Candidatos apostam em nomes inusitados para atrair eleitor

  • 21 Ago 2016
  • 09:00h

(Foto: Reprodução)

A corrida pelo posto de vereador já está correndo solta em Salvador, e o que não falta são candidatos querendo chamar a atenção do eleitor. Para ficar em evidência e não ser esquecido até o dia do pleito, marcado para acontecer no domingo dois de outubro, alguns participantes apostam em nomes e bordões inusitados. No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é possível acompanhar as inscrições das candidaturas e verificar os nomes fantasias utilizados. Figuras engraçadas não faltam. Nomes como ‘Pantan Paçoquita (SD)’, ‘Na Fé Bomba’ (PTN), ‘Gêge Só Alegria’ (PP) e’ Miuda da Favela’(PRP) aparecem no cenário como opção para o eleitorado soteropolitano.

Alguns apostam na profissão para fazer sucesso. São casos de ‘André, o Cobrador’ (PMN) e ‘Gago da Feira’, que trazem o posto de trabalho no nome. Fanático torcedor do Bahia, Binha de São Caetano, ou Binha do Bahia (PTN), usa o amor pelo clube de futebol como slogan principal. Outros tentam surfar na onda de personagens da internet, como Sherek (PHS) e Maria do Bairro (PMN). Representante do Subúrbio, ‘Uga Uga’ recebeu o apelido por ter a aparência física parecida com a do ator Cláudio Heinrich que interpretou o personagem indígena na televisão. Tem ainda aqueles que usam da fama no mundo virtual para conquistar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Salvador. Ednaldo da Conceição ficou famoso por comentários humorados que circulam em redes sociais e aplicativos de WhatsApp. Mas tanto na Web, quanto durante a campanha eleitoral, ele atende pelo nome de Nal do Canal. E como não poderia deixar de ser, a campanha dele já teve início através dos vídeos. “Padre já entrou na política, sapatona já entrou na política, viado já entrou na política, pastor já entrou na política, ladrão já entrou na política. E por que Nal do Canal não pode ser candidato a vereador de Salvador?”, pergunta ele em uma das peças postadas em seu canal no YouTube.  Atualmente, a Câmara de Salvador conta com 43 cadeiras e alguns nomes curiosos fazem parte da Casa na atual legislatura. Pedro Souza dos Santos, mais conhecido como Pedrinho Pepê, está concluindo o seu quinto mandato e vai tentar a reeleição. Já Balbino Santos de Carvalho, popularmente Sabá, assumiu uma cadeira no lugar da deputada Tia Eron (PRB), que assumiu mandato na Câmara Federal. Outros nomes curiosos que conseguiram o sucesso no último pleito são: Alemão, Beca e Vado Malassombrado.

Bancada musical tentará uma vaga 

Se no quesito humor os soteropolitanos têm um exército de candidatos à disposição, outro grupo que promete brigar por uma das cadeiras é o dos artistas da música baiana. Nomes conhecidos estão no pleito e prometem puxar uma boa parcial de votos para os seus partidos. Do pagode, o nome mais conhecido é o de Anderson Machado de Jesus, conhecido popularmente como  Igor Kannário, O Príncipe do Gueto (PHS). Polêmico, o cantor tem ao seu lado uma legião de fãs e promete fazer frente aos adversários. Além dele, outros dois artistas do pagode baiano que vão concorrer são: Ed City (PHS) e a dançarina Léo Kret (DEM), que já exerceu o cargo na Câmara de Salvador. Em 2008, ela recebeu quase 13 mil votos e foi a primeira transexual do Legislativo soteropolitano. Conhecida como a ‘Dançarina do Povo’, ela carrega a bandeira do combate à homofobia. O estilo Arrocha também vai marcar presença. A representante é ‘Nira Guerreira’, que se declara a rainha do estilo.

CONTINUE LENDO

Advogados de Lula protocolam reclamação no STF contra Moro

  • 20 Ago 2016
  • 18:02h

(Foto: Reprodução)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaram nesta sexta-feira (19) com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. No documento, os advogados alegam que houve violação da súmula vinculante que “assegura à defesa amplo acesso a qualquer procedimento investigatório”. “O juiz está agindo de forma ilegal ao impedir que a defesa de Lula tenha acesso a procedimento investigatório”, criticam. Em nota, a defesa afirma que descobriu a tramitação de um “procedimento oculto” e pediram acesso ao conteúdo, mas Moro proferiu despacho afirmando que os advogados de Lula já dispunham de acesso ao caso. “Pouco depois, proferiu novo despacho corrigindo tal informação e afirmando que ‘não se trata de inquérito’ e que haveria ‘ali diligencia ainda em andamento’ — condicionando o acesso à prévia anuência do MPF, que é parte contrária à defesa”, afirmam. Segundo a peça: “o reclamado persevera na ilegalidade de obstar o acesso requerido pela defesa (aos atos já documentados naquele feito), pretendendo condicionar o exercício das garantias do contraditório e ampla defesa ao idiossincrático entendimento do Parquet”. A reclamação pede a concessão de liminar “para imediato acesso pelos defensores do Reclamante à integralidade dos autos do procedimento investigatório”.

'Não pode fazer campanha de qualquer jeito na internet', alerta especialista

  • 20 Ago 2016
  • 15:05h

(Foto: Reprodução)

As mudanças nas regras eleitorais válidas já na campanha deste ano têm levado candidatos em todo o país a apostar na internet como meio para driblar as restrições e falta de dinheiro, sobretudo no caso dos candidatos a vereador. Salvador é um bom exemplo do campo de batalha que se tomaram as redes sociais, sobretudo o Facebook. Tem sido comum receber no smartphone a notificação de que algum deles ‘está ao vivo agora no Facebook’. O Twitter também é muito explorado. Novidade ainda maior no meio eletrônico, o WhatsApp (serviço de troca instantânea de mensagens de texto) tem sido também grande aposta entre os candidatos às 43 cadeiras da Câmara Municipal de Salvador, sobretudo pelos que já têm mandato e buscam se reeleger. Mas há que se ponderar o volume e o conteúdo do material divulgado pelos políticos e por suas respectivas equipes de campanha. Pelo menos é o que avalia o Jorge Almeida, professor de Ciência Política e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Em entrevista à Tribuna, ele afirmou que para ter boa aceitação dos receptores de seu material de campanha, os candidatos devem saber exatamente direcionar suas propostas (expressas nos materiais gráficos publicados nas redes e enviados pelo WhatsApp) para seu público-alvo. “Mesmo na internet, que é um campo livre, não é somente pegar as coisas e divulgar de qualquer jeito. Na campanha para vereador, geralmente o candidato foca em bairros e regiões da cidade e em seus círculos sociais, e aí a gente tem diversos segmentos da sociedade (mulheres, negros, religião, meio ambiente etc.). Eles têm de trabalhar o receptor de sua mensagem de maneira mais focada”, afirma Jorge Almeida. Para ele, volta a ganhar a força entre os candidatos a vereador o corpo a corpo com o eleitorado. O especialista também avalia que, de fato, a tendência é a internet se consolidar gradativamente como meio fundamental de comunicação para campanhas no Brasil, inclusive por causa das limitações impostas pela nova legislação eleitoral vigente, como proibição de doação de dinheiro por empresas. “

“Rádio e TV terão maior impacto”

 Mas Jorge Almeida pondera que para a campanha dos candidatos a prefeito (não apenas em Salvador, mas em todo o país), a propaganda no rádio e na televisão ainda terá maior impacto. “A internet, volto a dizer, tem consolidada sua importância no processo eleitoral, mas ela sozinha não é suficiente para determinar o voto. O candidato a prefeito tem mais tempo no rádio e na televisão para defender suas propostas e se defender dos ataques dos adversários, e esses dois meios de comunicação ainda são predominantes na sociedade brasileira”. O especialista avalia também que uma velha conhecida da política brasileira continua tendo seu “papel de peso” nas campanhas: a máquina pública. “O poder de campanha determinado pela máquina pública também vai continuar a beneficiar quem a tem na campanha. O aparelhamento da política brasileira ainda tem seu papel com o poder econômico da máquina pública no processo eleitoral”, afirma Jorge Almeida.

CONTINUE LENDO